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sábado, 8 de março de 2025

"Globo Repórter" prestou uma merecida homenagem a Fernanda Torres

 Primeira brasileira premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz por seu trabalho no filme “Ainda Estou Aqui”, produção original do Globoplay que acaba de vencer o Oscar 2025 como ‘Melhor Filme Internacional’, Fernanda Torres foi reverenciada pelo ‘Globo Repórter Personalidades’ desta sexta-feira, dia 7 de março, o primeiro programa da temporada.


Para contar sobre a sua trajetória até o filme, um marco na carreira da atriz e na história do cinema nacional, Sandra Annenberg ouviu amigos, companheiros de trabalhos como Luiz Fernando Guimarães, Andrea Beltrão, Tony Ramos e Debora Bloch, e familiares que falaram sobre o início da carreira, curiosidades da vida pessoal e o talento que a acompanha desde a infância. Sua mãe, Fernanda Montenegro ainda enviou uma carta exclusiva para a filha, que foi exibida pelo programa em primeira mão.

As gravações começaram antes mesmo das premiações. Fernanda recebeu Sandra Annenberg em seu apartamento na Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e, em um clima intimista, as duas conversaram sobre a personalidade da atriz e o momento em que ela se deu conta de que pretendia seguir a carreira dos pais.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

"Fim" é uma série de qualidades inquestionáveis

 A nova série do Globoplay estreou cercada de expetativas porque é baseada no livro homônimo de imenso sucesso, escrito por Fernanda Torres, lançado em 2013. A autora sempre teve a intenção de adaptar para o audiovisual por achar sua obra um dramalhão típico de folhetim e conseguiu dez anos depois. A produção estreou dois episódios no dia 25 de outubro e disponibilizou mais dois a cada semana de um total de dez. A história é envolvente e captura a atenção do telespectador. 


"Fim" é uma série sobre a vida e a certeza da finitude. Mesclando momentos solares com outros mais soturnos, a obra é uma tragicomédia que acompanha a jornada de nove protagonistas, um grupo de amigos do Rio de Janeiro que faz parte de uma geração que acreditava em um "felizes para sempre", mas foi atropelada pela revolução de costumes dos anos 1970. A trama se passa em um período entre 1968 e 2012 e é dividida em quatro fases que abrangem a juventude, a maturidade e a velhice dos personagens. Ao longo das décadas, eles compartilham amores, traições, mágoas, alegrias, manias, loucuras e frustrações. 

A história começa com a partida de Ciro (Fábio Assunção), o mais admirado do grupo, que morre sozinho na cama de um hospital. Nos tempos dourados, se apaixonou perdidamente por Ruth (Marjorie Estiano), com quem se casou.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Tudo sobre a coletiva de "Fim", nova série do Globoplay

 A série "Fim", Original Globoplay baseado no best-seller homônimo de Fernanda Torres, teve sua pré-estreia na noite desta segunda-feira (23) com a exibição dos dois primeiros episódios para elenco, equipe, convidados e imprensa. Fui um dos convidados e nos reunimos no cinema Kinoplex Leblon Globoplay, no Rio de Janeiro, numa noite em que a milícia tinha provocado um dia de terror na população. A realidade do Estado foi pausada durante o evento para celebração da estreia da obra, marcada para esta quarta-feira, dia 25. 


Ciro (Fabio Assunção), Ruth (Marjorie Estiano), Álvaro (Thelmo Fernandes), Irene (Débora Falabella), Neto (David Junior), Célia (Heloísa Jorge), Silvio (Bruno Mazzeo), Norma (Laila Garin) e Ribeiro (Emilio Dantas) são amigos desde a juventude, com personalidades bem diferentes e formam os nove personagens centrais da trama. As doses de melancolia e resignação do grupo são intercaladas com momentos de graça, amor e festa, mostrando os contrastes da vida de cada um deles durante quatro décadas. 

Criadora e roteirista da série, Fernanda Torres esteve na pré-estreia e se alegrou ao falar sobre o processo de adaptação de seu livro para as telas. "Não escrevi pensando em adaptar. Mas, achava que "Fim" tinha um DNA de folhetim.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

"Amor e Sorte" tem deliciosa estreia com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres

A pandemia do novo coronavírus implicou na interrupção das gravações de todas as produções de teledramaturgia da Globo. Agora, aos poucos, as duas novelas interrompidas ("Salve-se Quem Puder" e "Amor de Mãe") retomaram os trabalhos. A emissora conseguiu boas soluções inéditas para engrandecer um pouco seu catálogo na Globoplay (durante os 6 meses de recesso) com produtos gravados na casa dos envolvidos, vide "Sinta-se em Casa", Cada Um no Seu Quadrado" e "Diário de um Confinado". Já "Amor e Sorte" foi produzida para a TV aberta e a nova série estreou nesta terça-feira (08/09).


É o primeiro produto inédito da Globo em meio ao período da pandemia. Não deixa de ser um respiro de novidade para o telespectador; afinal, a grade do setor de teledramaturgia da emissora vem utilizando reprises desde março e assim seguirá até o início de 2021 (com razão). A série é uma criação de Jorge Furtado e tem quatro episódios protagonizados por uma dupla de personagens que muda toda semana. E a ideia para garantir a segurança de todos foi a escolha do elenco: só atores que moram juntos, ou como família ou como casal. Tudo gravado na residência dos intérpretes que estão em quarentena, onde eles mesmos dividiram a função de câmera, iluminação, direção e atuação.

Fernanda Torres e Fernanda Montenegro protagonizam o primeiro episódio chamado "Gilda e Lúcia" ----- os próximos são protagonizados por Lázaro Ramos e Taís Araújo ("Linha de Raciocínio"); Luisa Arraes e Caio Blat ("A Beleza Salvará o Mundo") e Emílio Dantas e Fabíula Nascimento ("Territórios").

sábado, 4 de julho de 2020

"Diário de um Confinado" diverte com a nova rotina imposta pela pandemia

O telespectador atualmente não consegue acompanhar muitos produtos inéditos na área da teledramaturgia na televisão aberta. E por razões óbvias: a pandemia do novo coronavírus implicou na interrupção de todas as gravações, tanto nacional quanto internacionalmente. Ou seja, nem mesmo as séries de fora escaparam das reprises ou hiatos ainda maiores. Por isso é tão necessário elogiar o esforço de muitos artistas que vêm tentando produzir conteúdo para o público em meio a tantas dificuldades. É o caso de Joana Jabace e Bruno Mazzeo, que criaram o "Diário de um Confinado".


A diretora e o ator/roteirista são casados e resolveram transformar a nova rotina, imposta a todas as pessoas do mundo por conta da pandemia, em uma divertida série de doze episódios de aproximadamente 12 minutos cada um. As situações apresentadas são de fácil identificação e parecem tão reais que às vezes o telespectador esquece que está vendo uma ficção e não um reality show da vida de Mazzeo. A ideia de apresentar capítulos curtos também funcionou e evitou um desgaste desnecessário. Tanto que é possível ver toda a série de uma vez só e ainda sentir um gostinho de quero mais.

A série foi criada literalmente em casa e em família. O projeto de dramaturgia foi idealizado para ser produzido durante a quarentena, de forma remota, com todas as limitações que o isolamento social requer, seguindo todas as normas de segurança.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Segunda temporada de "Filhos da Pátria" debocha do retrocesso atual do Brasil

Rio de Janeiro, sede do governo federal, Outubro de 1930, momento de transição da história do Brasil com o início da Era Vargas. É neste contexto que se passa a segunda temporada de "Filho da Pátria", que estreou nesta terça-feira (08/10), na Globo. Na série, escrita e criada por Bruno Mazzeo ---- dirigida por Felipe Joffily e Henrique Sauer ----, uma típica família da classe média brasileira, já conhecida do público durante a primeira temporada (exibida há dois anos), volta ao ar, mas agora vivendo em outro tempo. Todavia, os problemas que envolvem o país e seus habitantes não mudaram muito.


Os Bulhosa mantêm as mesmas características vistas na série de 2017. Geraldo (Alexandre Nero) segue com sua covardia e passividade diante do sistema que o cerca; Maria Teresa (Fernanda Torres) continua bajulando quem está no poder; Geraldinho (Johnny Massaro) não deixou a preguiça de lado; enquanto Catarina (Lara Tremouroux) avança com sua luta feminista pela independência. Já Lucélia (Jéssica Ellen) virou empregada doméstica da família, uma vez que a escravidão acabou, e seu grande amigo Domingos (Sérgio Loroza) tenta a vida como sambista. Outros personagens que continuam na trama são Leonor (Letícia Isnard) ---- irmã mais nova e esnobe de Teresa ---- e o corrupto Pacheco, vivido pelo ótimo Mateus Nachtergaele, comprovando que sujeitos assim sobrevivem a qualquer regime.

Se na primeira temporada, os Bulhosa viviam no Brasil de 1822 --- um país recém-independente e otimista --- na segunda, o contexto inclui o governo de Getúlio Vargas que enche o Brasil (novamente) de esperança, com promessas de modernidade diante da estagnação após anos da hegemonia da elite no período conhecido como "café com leite".

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Talentosa, Fernanda Torres mostra outra faceta em "Sob Pressão"

As qualidades de "Sob Pressão" são visíveis em cada episódio e o sucesso de público e crítica da série é mais do que merecido. Além de todos os ponto positivos já abordados neste blog, é preciso citar mais um da segunda temporada: a entrada de Fernanda Torres em um papel dramático, após longos anos fazendo apenas comédia na televisão.


A Dra. Renata entrou na trama no quarto episódio como uma gestora experiente que estava apenas fazendo uma supervisão de rotina no Hospital público conhecido como Macedão, administrado por Samuel (Stepan Nercessian). No capítulo seguinte, entretanto, uma reviravolta ocorreu: a personagem tomou o lugar de Samuel graças a um acordo político que prometia benefícios financeiros ao hospital, desde que uma pessoa de confiança do prefeito tivesse um bom cargo no local.

Aos poucos, Renata foi expondo sua frieza em torno da rotina dos médicos, sempre fazendo questão de priorizar a burocracia ao invés do atendimento de emergência em vários casos considerados "polêmicos".

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Coletiva de "Sob Pressão" aborda vários temas importantes da segunda temporada

A segunda temporada de "Sob Pressão" estreia na próxima terça, dia 9 de outubro. E, para promover o lançamento da continuação da melhor série da Globo de 2017, a emissora reuniu elenco e direção no Cine Odeon, na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. Ainda houve uma bela parceria com o Hemorio para a doação de sangue ----- Marjorie Estiano, Júlio Andrade, Fernanda Torres e Humberto Carrão doaram pouco antes da coletiva de imprensa, em um ônibus estacionado no local para a coleta.


Eu fui convidado para o evento e praticamente todo o elenco estava presente, assim como o diretor Andrucha Wadington e Lucas Paraizo, roteirista que virou o redator final da série, após bem-sucedidos trabalhos em "A Teia" (2014), "O Caçador" (2014), "O Rebu" (2015) e "Justiça" (2016). Como o primeiro episódio ficou disponível na Globo Play um dia antes, Andrucha decidiu exibir para a imprensa o quarto episódio, que representa a virada da temporada. E esse episódio foi muito bem escolhido por várias razões.

A trama fala com propriedade de transfobia e a história de Anderson, um rapaz que se enxerga como mulher, emociona. Ele acaba no Hospital Luis Carlos Macedo por causa de uma infecção generalizada provocada pela implantação de silicone industrial.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Fernanda Torres e Alexandre Nero formaram uma dupla divertida em "Filhos da Pátria"

Infelizmente, "Filhos da Pátria" foi um fracasso de audiência. E muito por culpa da própria Globo, que resolveu apostar na fraca e desinteressante "Cidade Proibida" para ir ao ar após a novela das nove. A série não teve um bom retorno de audiência, derrubando a média em mais de 15 pontos (chegou a mais de 20 na época de "A Força do Querer"). Ou seja, a série de Bruno Mazzeo (co-criada com Alexandre Machado) acabou herdando baixos números e indo ao ar tarde para um formato de humor. Porém, a produção foi repleta de qualidades e uma delas foi a dupla formada por Fernanda Torres e Alexandre Nero.


Foi a primeira vez que os atores trabalharam juntos e o resultado não poderia ter sido melhor. Mazzeo criou ótimos perfis para os dois, que aproveitaram as possibilidades em todas as cenas. A trama abordou com um delicioso humor crítico o 'nascimento' do famoso jeitinho brasileiro, logo após a Independência do Brasil. E para isso usou a família de classe média da época, liderada por Geraldo Bulhosa (Nero), um funcionário público medroso, e Maria Teresa (Fernanda), sua deslumbrada esposa que sempre sonhou em ser rica, invejando a irmã refinada desde sempre. Eles ainda são pais do folgado Geraldinho (Johnny Massaro) e da empoderada Catarina (Lara Tremouroux).

Desde o primeiro episódio fica claro o ótimo entrosamento da dupla, que protagoniza uma sucessão de momentos hilários. O interessante do humor do casal é a diferença evidente de comportamento, pois Geraldo sempre foi um sujeito conformado com sua vidinha medíocre, enquanto a esposa nunca aceitou a condição deles.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Tapas & Beijos" apresenta claros sinais de esgotamento

Mais uma temporada de "Tapas & Beijos" entrou no ar. A boa audiência, como não poderia deixar de ser, foi a principal motivação da Globo para continuar investindo no seriado protagonizado por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão). Para trazer uma certa renovação na fase de 2014, algumas mudanças aconteceram: Sueli e Jorge (Fábio Assunção) agora moram juntos e o advogado picareta Tavares (Kiko Mascarenhas) virou mendigo. Já a abertura passou a ser cantada por Sidney Magal no lugar da banda Calypso. Entretanto, está cada vez mais difícil evitar o evidente desgaste do seriado.


As situações caíram na repetição e por mais que haja algum tipo de renovação envolvendo alguns personagens, a história parece ter se esgotado. Até mesmo as brigas (que sempre foram o ponto alto da série, por render momentos engraçados) ficaram cansativas e o roteiro, que havia se perdido em 2012, mas teve as origens retomadas em 2013, acabou preso em suas próprias limitações. Não é preciso assistir ao programa, por exemplo, para saber o que vai acontecer.

Mas não é culpa de Cláudio Paiva (roteirista), nem de Maurício Farias (diretor) e muito menos da equipe. O formato do "Tapas & Beijos" não permite que a história tome muitos rumos sem que automaticamente perca sua essência. É um roteiro que limita os personagens a viverem sempre os mesmos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mesmo tentando voltar às origens, Tapas & Beijos não consegue evitar o desgaste

Após uma primeira temporada excelente, "Tapas & Beijos" acabou perdendo sua identidade em seu segundo ano de exibição. Em 2012, a série se perdeu ao priorizar quase que exclusivamente o relacionamento do quarteto amoroso protagonizado por Sueli (Andrea Beltrão), Jorge (Fábio Assunção), Fátima (Fernanda Torres) e Armane (Vladimir Brichta), deixando os demais de lado e praticamente anulando o cenário principal: a loja de vestido de noiva de Djalma (Otávio Muller). A terceira temporada, que entrou no ar há poucos meses, tentou consertar o equívoco cometido no ano anterior, porém, apesar do visível esforço, a trama de Cláudio Paiva, dirigida por Maurício Farias, não tem conseguido evitar o desgaste.


O fato de Fátima e Sueli terem voltado a morar juntas demonstra a tentativa dos roteiristas de fazer a série retornar às origens. Porém, o resultado dessa medida não causou o efeito desejado simplesmente por uma razão: o drama das personagens continua exatamente o mesmo. As brigas de Fátima com Armane e de Sueli com Jorge estão repetitivas. Mesmo estando separados, os casais ainda apresentam os mesmos conflitos da época em que estavam juntos, ou seja, situações que já deram o que tinham que dar há muito tempo.

É impossível manter o fôlego de uma série que já está no ar há dois anos e que ainda vai permanecer por, no mínimo, oito meses, apresentando situações que já foram amplamente exploradas. Além de fazer exatamente isso em cima do quarteto central, "Tapas & Beijos" ainda deixou seus demais personagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tapas & Beijos perdeu sua identidade em 2012 e precisará reencontrá-la em 2013

A série de Cláudio Paiva agradou logo que foi exibida pela primeira vez, em 2011. Tanto que não demorou muito para que decidissem mantê-la na grade global por um longo tempo. Dirigida por Maurício Farias e protagonizada por Andrea Beltrão e Fernanda Torres, "Tapas & Beijos" ainda faz muito sucesso e já teve sua terceira temporada confirmada para o ano que vem. No entanto, pelo que foi visto em 2012, o seriado perdeu sua identidade e precisará de mudanças.


A história sempre se baseou na vida de duas solteironas que são vendedoras de uma loja de vestido de noivas. Ambas se envolviam em relacionamentos sem futuro e viviam frustradas, pois nunca conseguiam achar a alma gêmea; havendo assim um contraponto em relação ao fato de trabalharem em um local que se sustenta graças aos casamentos de terceiros. Porém, no final da primeira temporada, Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) se casaram com seus respectivos namorados. Assim, na segunda, em 2012, a série mudou o foco, e passou a retratar os conflitos da vida conjugal que ambas enfrentavam.

No início, parecia que haviam acertado em cheio ao apresentar essa novidade ao telespectador. No entanto, com o passar dos episódios, se pôde notar que as alterações não foram benéficas para a série. A entrada de Fábio Assunção (Jorge) foi ótima, mas, infelizmente, acabou ofuscando personagens que já tinham ocupado um considerável espaço na história; Seu Chalita e Jurandir. Flávio Migliaccio e Érico Brás viraram

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tapas & Beijos prova que merecia uma segunda temporada

Após uma estreia de sucesso ano passado, "Tapas & Beijos" voltou ao ar com o pé direito. Foi compreensível perceber o porquê dessa série ter agradado tanto o público e a crítica. Apesar de a história ser aparentemente simples, todas as situações apresentadas anteriormente conseguiram abrir um leque de novas possibilidades e que com certeza dará um bom fôlego nessa segunda temporada.


Agora Fátima e Sueli estão casadas com seus respectivos maridos e não moram mais juntas, embora continuem sendo vizinhas. É óbvio que isso implicará em novos conflitos e já foi possível ver o que podemos esperar da nova fase que se inicia. Fernanda Torres e Andrea Beltrão continuam com uma sintonia perfeita e estão ótimas. É verdade que Fernanda não conseguiu se livrar da Vani, de "Os Normais", mas isso não atrapalha em nada. A dobradinha com Andrea deu muito certo. Vladimir Britcha (Armane) e Fabio Assunção (Jorge) também dão conta do recado e continuam rendendo bons momentos. Aliás, entrada do Fábio fez muito bem ao seriado. Malu Rodrigues (Bia), que entrou junto com o ator, aparentemente terá mais destaque. A filha de Jorge vai atrapalhar bastante o casamento do pai com Sueli; e , claro, utilizará Jurandir (Érico Brás), seu namorado, como arma. No primeiro episódio, já vimos a menina ficar com o ex-namorado da madrasta em seu quarto, deixando Jorge desesperado e atrapalhando a transa dele com Sueli.

Kiko Mascarenhas ganhou outro papel. Após ser muito mal aproveitado

domingo, 19 de junho de 2011

Tapas & Beijos se encontra

A nova série da Globo tinha a missão de ocupar o lugar do finado "Casseta e Planeta" (cujo texto sobre o término você pode conferir aqui http://t.co/30foccX ) que ocupava a faixa das 22 horas de terça-feira há mais de quinze anos. A audiência do antigo humorístico estava abaixo do esperado pela emissora e as piadas não tinham mais graça.Então, logo após o término de mais um "Big Brother Brasil", estreou a atração protagonizada por Fernanda Torres e Andrea Beltrão.

Nos primeiros programas, a série não havia dito a que veio. Víamos personagens soltos,sem nenhum tipo de entrosamento e a graça não aparecia em momento algum. A sensação, aliás, era de que já tínhamos visto aquilo em algum lugar. Nada ali empolgava.

Com o passar do tempo isso foi mudando e os atores (que não são muitos) começaram a criar um entrosamento que parecia inexistente nos primeiros episódios. Muito provavelmente isso se deve ao fato de que no início, assim como nós,espectadores, os envolvidos na atração também estavam conhecendo seus próprios papéis e ainda não tinham a intimidade cênica que se faz necessária em qualquer seriado,novela, filme ou peça teatral.

As histórias passaram a ficar mais engraçadas e interessante de serem acompanhadas. A trama se passa,basicamente, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e as protagonistas são duas vendedoras de uma loja para artigos de noivas que se localiza no bairro em questão. O dono do estabelecimento se chama Djalma(Otavio Muller) que é casado com uma de suas vendedoras chamada Flavinha (Fernanda de Freitas). Fernanda Torres e Andrea Beltrão interpretam as personagens centrais: Fátima e Sueli, respectivamente. Além de trabalharem na mesma loja, elas também moram juntas. Sueli tem um ex-marido (Jurandir, vivido pelo Érico Brás) que vive atrás dela. Ela também ainda gosta dele e as idas e vindas do "casal" são o principal dilema da personagem. É importante ressaltar que Marilda, vivida pela mesma atriz em "A Grande Família" tinha um perfil bem semelhante.
Fátima é namorada de um rapaz (Armane,Vladimir Brichta) que é casado e isso, obviamente, gera várias discussões e brigas entre eles. Para completar ainda temos o hilário Seu Chalita, libanês.dono de uma espécie de bar, e interpretado pelo sempre bom Flávio Migliaccio. Chalita vive correndo atrás das protagonistas. Ainda há a pequena participação do excelente ator Kiko Mascarenhas fazendo um Santo Antônio atrapalhado que dá conselhos a Sueli. É uma espécie de imaginação dela.

"Tapas & Beijos" começou devagar,quase parando, mas conseguiu engrenar e já superou a audiência dos "finados" cassetas no horário. A idéia é que a atração fique fixa na grade até o fim do ano e com grandes chances de uma outra temporada em 2012. Será que teremos um seriado com o mesmo fôlego que "A Grande Família" ainda tem e que irá ficar nos ar por mais de dez anos? Só o tempo dirá.