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sexta-feira, 31 de março de 2017

Descaracterizada e problemática, "A Lei do Amor" começou promissora e terminou decepcionante

"A Lei do Amor" foi uma novela 'problemática' antes mesmo de estrear. Isso porque a história teve a sua estreia subitamente adiada, cedendo lugar para"Velho Chico", que inicialmente seria uma trama das seis. As explicações dadas ---- por causa do teor político do enredo em época de eleições municipais ---- nunca foram convincentes e naufragaram de vez quando o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acabou explorando a política muito mais que a sua substituta. A mudança ainda implicou em uma tragédia involuntária, pois Domingos Montagner faria o Tião Bezerra, mas preferiu interpretar o Santo dos Anjos, falecendo em uma tragédia na reta final das gravações. Entretanto, deixando todas essas questões de lado, havia uma boa expectativa em cima da primeira produção de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre.


Os autores vinham de um elogiado trabalho: "Sangue Bom", deliciosa trama das sete exibida em 2013 que agradou público e crítica. Além, claro, do respeitável currículo de Maria Adelaide, responsável pelas primorosas minisséries ""A Muralha", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", "Queridos Amigos", "Dercy de Verdade", entre tantas outras, incluindo o inesquecível remake da novela "Anjo Mau". E, para culminar, o elenco grandioso despertou ainda mais atenção, como Vera Holtz vivendo sua primeira grande vilã, Grazi Massafera de volta após o sucesso da Larissa em "Verdades Secretas", José Mayer na pele de um sujeito desprezível, Cláudia Raia interpretando uma devoradora de homens, Tarcísio Meira retornando aos folhetins, e Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu vivendo os mocinhos, além de vários outros ótimos nomes.

O início do enredo, ao menos, despertou interesse e fez jus ao que vinha sendo apresentado nas chamadas. A primeira fase foi linda, voltada para o romance de Pedro e Helô, valorizando a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond, destacando ainda os grandiosos Tarcísio Meira e Vera Holtz.

terça-feira, 7 de março de 2017

Sem rumo, "A Lei do Amor" não tem mais história para contar

"A Lei do Amor" acaba em abril, ou seja, falta cerca de um mês para o seu fim. Mas a novela parece ter acabado desde a morte de Fausto (Tarcísio Meira). Depois que o patriarca da família Leitão se vingou de Magnólia (Vera Holtz), sofrendo um infarto fulminante pouco tempo depois, a história não demorou para se esgotar e perder o rumo completamente. Vale citar, claro, que as inúmeras mutilações no roteiro em busca de uma maior audiência contribuíram bastante para isso. Porém, ainda assim, o conjunto vem se mostrando bem frágil.


O único acontecimento relevante, exibido semana passada, foi o flagra que Letícia (Isabella Santoni) deu em Tiago (Humberto Carrão) e Marina (Alice Wegmann), batendo no marido e na amante. A sequência mereceu elogios e, por sinal, foi a responsável pela maior audiência da novela, superando até a estreia, marcando 32 pontos. Esse irritante triângulo amoroso, inclusive, é só o que sobrou no enredo. Tirando isso não há mais nada a ser contado, evidenciando uma clara invenção de conflitos forçados para preencher o tempo dos capítulos, desfigurando até mesmo características de vários personagens. 

O casal protagonista, por exemplo, foi destruído. Os mocinhos faziam parte da cota de acertos do folhetim, cuja química entre Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu era incontestável. Entretanto, Pedro e Helô ficaram sem conflito e perderam o destaque que tinham.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mudanças não elevam a audiência e ainda prejudicam "A Lei do Amor"

A atual novela das nove estreou no dia 3 de outubro, ou seja, está há quatro meses no ar. Com encerramento previsto para abril, a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari tem mais três meses pela frente. A produção teve uma ótima primeira fase voltada para o romance dos protagonistas e uma segunda repleta de atrativos em torno do enredo central, cheio de boas amarras. Porém, a audiência não correspondeu, o famigerado grupo de discussão reclamou de várias situações, a crítica especializada criticou o excesso de personagens e o resultado foi o pior possível: a mutilação da história em busca de um crescimento no Ibope.


Mas as alterações no enredo vem sendo feitas há pouco mais de um mês e os índices não apresentaram qualquer melhora. Para piorar, as mudanças na trama prejudicaram a novela significativamente, evidenciando a perda de rumo dos autores. Ou seja, mexeram para nada. Claro que ainda tem três meses de história no ar, entretanto, ainda assim, não deveriam ter mutilado tanto o folhetim visando somente a audiência. Até porque, bem ou mal, os índices são melhores que o do fiasco "Babilônia" e a primeira metade de "A Regra do Jogo".

Aliás, a última novela que sofreu desse mal foi justamente "Babilônia" e nenhuma alteração no enredo surtiu efeito, prejudicando o que já estava ruim. Só que no caso da obra de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga ficou claro que a história era fraca desde o início, ao contrário de "A Lei do Amor", que teve um promissor início, apresentando atrativos capítulos.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

"A Lei do Amor" aposta no clássico e tem tudo para ser um novelão

"A lei do amor é simples, é indestrutível, incontrolável, indivisível, inevitável... Porque se não for tudo isso a lei não é do amor". Essa foi a mensagem dos teasers da nova novela das nove, cujo primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (03/10), apresentando uma sucessão de acontecimentos e vários clichês do gênero. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari estreiam no horário nobre da Globo com a responsabilidade de elevar os números de audiência da faixa, que apresentou um crescimento de apenas alguns décimos entre "A Regra do Jogo" e "Velho Chico" --- folhetins medianos, que vieram depois do retumbante fracasso de "Babilônia" e enfrentaram problemas no desenvolvimento.


O enredo deixa claro que os autores preferiram apostar no certo, deixando o duvidoso de lado. A história principal reúne as situações mais clássicas da telenovela: o mocinho rico e a mocinha pobre que se apaixonam, culminando em uma vingança da menina, que vê a sua vida arruinada por causa da família do amado. Mas são situações facilmente convidativas, quando bem desenvolvidas. E parece ser o caso da atual produção. A estreia desenhou todo o conflito central com competência, apresentando um ritmo ágil e várias cenas bem realizadas, provocando bastante interesse pela trama, que mescla amor, interesse, ética, política e a hipocrisia em torno dos valores familiares ---- o título inicial da obra, inclusive, seria "Sagrada Família".

A trama tem duas fases. A primeira é ambientada em 1995 e dura cinco capítulos, já a segunda é ambientada em 2016 e entra no ar a partir de sábado (08/10). O primeiro capítulo foi praticamente voltado para o calvário da destemida Helô, interpretada com brilhantismo por Isabelle Drummond ---- Cláudia Abreu interpreta a personagem na segunda fase.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"A Lei do Amor": o que esperar da próxima novela das nove?

A próxima novela das nove contará com dois estreantes no horário nobre. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escrevem pela primeira vez um folhetim para a faixa mais cobiçada da Globo. Ela, por sinal, não tem nada de novata. Afinal, já produziu primorosas minisséries ---- "A Muralha", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", entre outras ---- e escreveu ótimas novelas ---- os remakes de "Anjo Mau" e "Ti ti ti", além de "Sangue Bom" (quase sempre tendo seu colega como colaborador, inclusive). Entretanto, agora, os dois têm o desafio de encarar uma missão que se tornou cada vez mais complicada: emplacar um folhetim às 21h.

Desde o retumbante fracasso de "Babilônia", o horário nobre vem enfrentando dificuldades de se reerguer. "A Regra do Jogo", pelo menos, elevou a média geral em quatro pontos, o que foi um belo feito. A atual "Velho Chico" conseguiu aumentar os números, mas bem timidamente, sendo necessário citar as constantes derrotas para novelas das seis e das sete da Globo. Portanto, está claro que "A Lei do Amor" enfrentará dificuldades. Porém, deixando a questão 'numérica' de lado, o que importa mesmo é que seja uma boa novela. E, por tudo o que tem sido visto nas chamadas --- e no clipe que pode ser visto aqui ---, a nova produção tem boas chances de funcionar.

Isso porque se trata de uma história clássica. Basicamente a essência do folhetim está presente. O enredo principal é o amor entre uma menina humilde e um rapaz milionário. Ou seja, o retrato do clichê mais conhecido na teledramaturgia ----- que sempre costuma agradar quando bem desenvolvido.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Anjo Mau": a elogiada primeira novela de Maria Adelaide Amaral

Exibida entre setembro de 1997 e março de 1998, "Anjo Mau" teve 173 capítulos e foi um excelente remake escrito por Maria Adelaide Amaral, sua primeira novela como autora titular. Adaptação da obra original de Cassiano Gabus Mendes (1976), o folhetim teve supervisão de texto de Silvio de Abreu e foi dirigido por Denise Saraceni e Carlos Manga. A história foi brilhantemente protagonizada por Glória Pires e foi reprisada pela Globo entre agosto de 2003 e janeiro de 2004 no "Vale a Pena Ver de Novo", além de ter sido exibida também pelo Canal Viva entre julho de 2013 e março de 2014.


A história era em torno de uma moça dissimulada e gananciosa, ou seja, um tipo totalmente fora dos padrões da tradicional 'mocinha'. Inconformada com sua vida medíocre, Nice busca ascender socialmente e não mede esforços para atingir seu objetivo. Filha adotiva de Augusto (Cláudio Corrêa e Castro) e Alzira (Regina Dourado), e irmã de Luiz Carlos (Márcio Garcia), a mulher consegue emprego na mansão dos Medeiros, onde seu pai já trabalha como motorista há muitos anos. Ela ganha a vaga de babá do filho de Stella (Maria Madilha) e logo se interessa pelo irmão da patroa, Rodrigo (Kadu Moliterno).

Sonhando em ser a dona daquele casarão, Nice inicia um plano para conquistar o rapaz, sem se importar nas consequências. A babá descobre que a noiva de Rodrigo (a arrogante Paula, vivida por Alessandra Negrini) tem um com o irmão dele (Ricardo - Leonardo Brício) e arma para que o romance seja descoberto.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os vencedores da 16ª edição do "Prêmio Contigo"

A décima-sexta edição do "Prêmio Contigo!" de Televisão aconteceu nesta segunda-feira (29/07), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Encerrando a leva de prêmios das produções referentes ao ano de 2013 ---- embora tenha contado também com algumas indicações de 2014 ----, a premiação da revista mais uma vez esbanjou luxo e reuniu vários artistas do cenário nacional. Não houve muita surpresa entre os vencedores e a maioria das escolhas foi justa.


Ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, não houve transmissão do evento pela internet, o que prejudicou o acompanhamento do grande público. No entanto, através de várias fotos e divulgação dos premiados, o telespectador foi informado sobre tudo o que ocorria na festa. Apresentado por Taís Araújo e Lázaro Ramos, a premiação começou com a categoria Melhor Atriz Coadjuvante. E, mais uma vez, Elizabeth Savalla saiu vencedora pela sua brilhante atuação em "Amor à Vida", na pele da ex-chacrete Márcia. Ela disputou com Bruna Linzmeyer ("Amor à Vida"), Carla Cabral ("Pecado Mortal"), Giovanna Antonelli ("Em Família"), Tainá Muller ("Em Família") e Mariana Rios ("Além do Horizonte").

A segunda categoria foi Melhor Ator Coadjuvante. E Thiago Fragoso faturou graças ao seu Carneirinho, de "Amor à Vida". Niko foi um personagem ótimo, protagonizou ao lado de Félix um beijo histórico, e o ator o defendeu com competência, tendo novamente seu talento reconhecido.

sábado, 2 de novembro de 2013

Com um final coerente e emocionante, "Sangue Bom" fecha seu ciclo e sai de cena honrando suas inúmeras qualidades

A novela das sete que abusou da complexidade de seus personagens, da metalinguagem na história, do ótimo texto e da crítica ao mundo das celebridades fechou seu ciclo. Com 160 capítulos exibidos, "Sangue Bom", dirigida por Dennis Carvalho, chegou ao fim abusando da emoção e do bom humor, características que marcaram a trama desde o primeiro capítulo. E o telespectador que acompanhou, torceu, chorou, riu e se envolveu com esse folhetim com certeza terá boas lembranças para guardar.


A história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi a primeira novela inédita da dupla ---- a anterior ("Ti ti ti") era um remake, assim como "Anjo Mau", cujo autoria era somente de Maria Adelaide, já que Vincent na época era só colaborador. E essa estreia foi em grande estilo. Os autores conseguiram apresentar todos os elementos clássicos de uma novela das sete e ainda souberam brincar com muitas críticas sociais que eram inseridas na obra de uma forma ácida e totalmente real.

Através da Amora (Sophie Charlotte), a personagem que carregou a trama, foi abordado o conflito entre o 'ser' e o 'ter', em meio ao 'submundo' das celebridades, que servia como pano de fundo para toda a história central. A patricinha vivia de sua imagem, apresentava um programa que falava sobre a rica vida

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Através da Rosemere de "Sangue Bom", Malu Mader comprova que é capaz de interpretar qualquer papel

Ela foi e ainda é um ícone de beleza. Estreou na televisão em 1983 e desde então não parou mais. Após ter interpretado inúmeros papéis ao longo desses anos, sendo a maioria deles mulheres exuberantes e chiques, tem brilhado atualmente na pele da espalhafatosa Rosemere em "Sangue Bom", que já está chegando ao fim. A profissional em questão, que mais uma vez tem feito por merecer elogios, atende pelo nome de Malu Mader.


Malu começou sua carreira na Globo na novela "Eu Prometo" (1983) graças a Dennis Carvalho, que se encantou por ela quando a viu na peça "Os doze trabalhos de Hércules". Depois participou de "Corpo a Corpo" (1984) ---- folhetim que iniciava sua parceria com Gilberto Braga ---- e do sucesso "Ti ti ti" (1985), na pele de Walkíria, filha de Jacques Leclair (Reginaldo Faria). Encantou o Brasil vivendo a protagonista da minissérie "Anos Dourados" (1986), fenômeno de audiência que até hoje é lembrado pelos telespectadores saudosos.

Participou de "O Outro" (1987) e interpretou uma mocinha vingativa em "Fera Radical" (1988). Também se destacou em "Top Model", "O Dono do Mundo", "Anos Rebeldes", "O Mapa da Mina", "A Justiceira", "Labirinto" e brilhou em "Força de um Desejo" (1999), interpretando a elegante e sofrida Ester,

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida": três novelas, três histórias e muitas qualidades

Nos últimos anos, não tem sido fácil a Globo ficar com três ótimas novelas no ar. Quando normalmente a novela das seis é impecável, a das nove é mediana e a das sete péssima, ou assim por diante. Por isso mesmo pode-se dizer que a emissora está vivendo um bom período com suas três tramas: "Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida".


A novela das seis, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, estreou recentemente. E a trama tem apresentado uma fotografia maravilhosa e um elenco praticamente impecável, apesar de abusar dos clichês em todos os núcleos. A história, cujo contexto político engrandece os conflitos, tem sido bem desenvolvida ---- ainda que não tenha apresentado muitos acontecimentos até então ----  e acabou de entrar em uma nova fase. Fase essa que contou com a entrada de novos atores, incluindo a carismática Mel Maia que entrou para interpretar Pérola mais crescida. Além de Mel, entraram também Suely Franco (Rosarinho), Tiago Abravanel (Odilon), Fabíula Nascimento (Matilde), Simone Gutierrez (Serena), João Fernandes (Peteleco), Miguel Rômulo (Décio), Marcelo Médici (Joel) e Mariana Ximenes (Aurora Lincoln). Nomes que, sem dúvida, engrandeceram o já bem escalado elenco. 

Mas enquanto "Joia Rara" começa a dar seus primeiros passos e ainda não apresenta nem metade dos seus dramas, "Sangue Bom" já vai se encaminhando para seu final. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari demorou um pouco para começar de fato --- seu prólogo foi muito longo ----, mas quando

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Entrada de Simone destaca Andreia Horta, expõe por completo a ambiguidade de Amora e movimenta "Sangue Bom"

Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escreveram uma ótima novela das sete e, ao menos por enquanto, estão sabendo conduzir muito bem a história ---- apesar de alguns deslizes, mas que acabam sendo normais em qualquer folhetim. E a entrada de Simone (Andreia Horta) foi mais um acerto dos autores, uma vez que serviu para movimentar o núcleo principal de "Sangue Bom" e evidenciar a ambiguidade de Amora (Sophie Charlotte), a protagonista que move a trama.


No passado, Amora foi abandonada na rua por sua irmã biológica, que sumiu no mundo e nunca mais a procurou. A 'it girl' acabou ficando com uma mulher que a obrigava a pedir esmola e passou por muito sofrimento, sendo que até agora nem todos os percalços foram esclarecidos para o público ----- houve até uma cena onde ficou subentendido que ela chegou a ser abusada. Ou seja, desde que desapareceu, Simone passou a ser uma fonte de mágoa da protagonista, que nunca a perdoou e sempre se desestabilizava quando o assunto vinha à tona.

A chegada da personagem expôs por completo o que apenas havia ficado nas entrelinhas da história: a imensa complexidade de Amora. Após várias semanas tendo somente seu lado arrogante e maquiavélico explorado, a filha adotiva de Bárbara Ellen (Giulia Gam) teve sua fragilidade evidenciada perante os telespectadores,

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Elenco, personagens e bom desenvolvimento da história evidenciam a qualidade de "Sangue Bom"

A novela das sete estreou com o 'pé direito'. Tramas atraentes, ritmo ágil e personagens excelentes foram apresentados ao público. Não por acaso, a estreia recebeu uma merecida avalanche de elogios. No entanto, com o passar das semanas, "Sangue Bom" começou a ficar cansativa por causa da demora dos seus acontecimentos. O prólogo (fase inicial onde ocorre a apresentação da história e dos perfis) estava se estendendo demais e era comum a trama andar em círculos. Porém, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari conseguiram movimentar o folhetim; o que nem foi uma tarefa difícil, afinal, estava tudo pronto: bastava começar de fato.


E começou. Todos os ótimos e bem escritos personagens, incluindo protagonistas e coadjuvantes, começaram a ter seus conflitos desenvolvidos. O resultado tem sido a exibição de excelentes e imperdíveis capítulos, onde há um evidente 'rodízio' de acontecimentos, fazendo com que cada dia ou semana seja especialmente voltada para um personagem ou núcleo 'X'. Há mais de um mês a trama ganhou um novo fôlego que até agora não foi perdido.

Amora (Sophie Charlotte) e Fabinho (Humberto Carrão) estão movimentando a trama do sexteto central ---- ela está fingindo ser tão pura quanto Malu e ele tão bondoso quanto Bento (o que tem evidenciado o talento dos intérpretes) ----, enquanto os núcleos paralelos têm apresentado bons desdobramentos em cima da trama do Érico (Armando Babaioff), Verônica (Letícia Sabatella) e Renata (Regiane Alves), que só ganhou com a entrada da divertida Carmem Verônica vivendo a perua Karmita Lancaster. O drama liderado pela grandiosa

terça-feira, 23 de julho de 2013

"Sangue Bom": A complexidade de Amora e o talento de Sophie Charlotte

"Sangue Bom" é uma novela repleta de qualidades e uma delas é justamente a complexidade da maioria de seus personagens. Quase todos apresentam inúmeras peculiaridades; como segredos, fragilidades, desvios, arrogância, submissão, enfim. Porém, em meio a vários tipos atraentes, não há a menor dúvida de que Amora Campana (Sophie Charlotte) é a personagem mais interessante da novela, justamente por esbanjar complexos por todos os lados.


Amora é de origem pobre, foi criada na rua sem os pais, ao lado da irmã, que por sua vez a abandonou, até ser deixada na casa de Gilson (Daniel Dantas) e Salma (Louise Cardoso). Viveu com Bento (Marco Pigossi) um amor de infância até ser adotada por Bárbara Ellen (Giulia Gam). A oportunista atriz a criou em um meio onde a aparência e a futilidade ditam as regras. Cresceu aprendendo com a mãe adotiva que os sentimentos não levam a lugar algum e que para crescer na vida é preciso passar por cima de quem quer que seja em busca dos seus interesses. Apagou seu passado e acabou virando uma famosa e rica 'it girl', que faz (fez) sucesso no mercado publicitário.

A personagem faz parte do sexteto protagonista e é a principal responsável pela movimentação da história. Tem a arrogância como sua principal característica e não pensa duas vezes antes de ofender, ignorar ou destratar alguém que considere de 'nível inferior'. Muitas vezes maltrata até mesmo os poucos

terça-feira, 16 de julho de 2013

Enquanto Damáris e Bárbara Ellen divertem, Marisa Orth e Giulia Gam se destacam em "Sangue Bom"

A novela das sete é recheada de atores jovens, incluindo os seis protagonistas. Alguns até chamam "Sangue Bom" de "Malhação" justamente por ter esse elevado número de atores entre 20 e 30 anos no seu elenco ---- e é importante ressaltar que esse tipo de comparação não se sustenta justamente por causa da história, que é bem mais complexa do que a que costuma ser contada na novelinha adolescente. Entretanto, ficou visível desde a estreia, e tem se confirmado a cada capítulo, que os grandes destaques da trama são justamente duas atrizes veteranas: Marisa Orth e Giulia Gam.


Damáris e Bárbara Ellen são as personagens que mais divertem o público na novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. As peruas exageradas e fúteis vêm protagonizando cenas engraçadíssimas desde que surgiram na história e os autores sempre escrevem inspirados diálogos para as duas. Aliás, as melhores frases da trama são sempre proferidas por elas e os momentos mais hilários da novela são proporcionados por essa dupla. Ambas não têm a menor noção do ridículo e as semelhanças não param por aí, embora a primeira seja uma boba e a segunda tenha sérios desvios de caráter.

Enquanto uma tentou impor sua nova religião em prol da moral e dos bons costumes, e agora planeja atrapalhar o romance do seu ex, a outra faz de tudo para conseguir voltar a se destacar na mídia. E em meio aos seus respectivos interesses, os filhos acabam ficando em segundo plano. Damáris pouco se importa com

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A volta triunfal de Yoná Magalhães em "Sangue Bom"

Afastada das novelas desde 2009, quando viveu a picareta Adalgisa em "Cama de Gato", Yoná Magalhães estava fazendo falta na televisão. E para a sorte do público, após uma rápida participação na série "Tapas & Beijos", a atriz voltou a dar o ar da graça em "Sangue Bom". Entretanto, nas primeiras semanas da novela das sete, parecia que Yoná faria apenas uma figuração de luxo. Mas, felizmente, foi apenas uma impressão. Com o passar dos capítulos, foi possível ver que sua personagem tinha uma grande importância e ainda apresentava uma história muito rica.


Glória é uma mulher autoritária e já teve uma excelente condição financeira. Mãe de Perácio (Felipe Camargo), sofreu um baque quando perdeu sua filha ---- hipertensa, a mulher teve complicações no parto e faleceu. A morte coincidiu com o momento de ruína da família. Com raiva de tudo e culpando o genro (Wilson - Marco Ricca) pela perda da filha, a matriarca deu o neto (Bento - Marco Pigossi) para o primeiro que apareceu, no caso Silvério (Norival Rizzo). Anos se passaram e a distinta senhora acabou se tornando uma pessoa amarga e infeliz.

Nos capítulos mais recentes, a personagem descobriu a identidade do seu neto. E foi a partir dessa situação que a atriz comprovou o quanto que é esplêndida. Yoná Magalhães protagonizou grandiosas cenas e emocionou em todos os momentos. Tanto quando explica as razões do abandono para Silvério e Salma (Louise Cardoso), quanto

terça-feira, 18 de junho de 2013

Metalinguagem em "Sangue Bom" enriquece história, homenageia autores e diverte o público

Todo autor de novela tem um estilo. Alguns escrevem tramas lentas, outros optam por algo mais ágil e dinâmico, uns escalam atores demais, uns gostam de histórias policiais, enfim. O que não falta é variedade. Além dos diferentes estilos, há também a clara diferença no texto. Obviamente, cada autor escreve de uma maneira. E é justamente através do texto que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari têm se destacado em "Sangue Bom". Os ricos diálogos, um dos pontos fortes da trama, recheados de críticas sociais, estão cada vez melhores e merecem os elogios que têm recebido. Entretanto, o que mais desperta atenção é a metalinguagem, que já virou uma identidade da dupla desde o remake de "Ti ti ti".


Desde a estreia de "Sangue Bom", tem sido possível identificar várias referências a outras novelas. As personagens que mais 'abusam' dessa deliciosa metalinguagem são Damáris (Marisa Orth) e Bárbara Ellen (Giulia Gam), justamente as duas personagens mais carismáticas e engraçadas da novela. Bárbara, por exemplo, já declarou que foi cogitada para viver a Carminha em "Avenida Brasil" e que ficou ofendidíssima 'quando foi convidada pelo diretor Dennis Carvalho (que dirige a novela) para interpretar uma atriz decadente numa novelinha das sete de dois autorezinhos iniciantes!'. Já Damáris discutiu com sua empregada (Nice - Izabela Bicalho) quando a mesma se recusou a dançar o funk da Mulher Mangaba (Ellen Roche) para uma visita: "Tá pensando que isso aqui é o quê? A novela das empreguetes? Não, querida, aqui vc é elenco de apoio!", disse a perua se referindo ao sucesso "Cheias de Charme".

Nada melhor do que rir de si mesmo e Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari sabem bem como fazer isso. É muito divertido ver uma novela que brinca com a própria novela. E após inúmeras referências bem-humoradas, agora os autores resolveram inserir a clássica vingança da Nina contra Carminha na trama, através de Tina

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Armando Babaioff e Regiane Alves se destacam em "Sangue Bom"

O elenco de "Sangue Bom" é bastante numeroso, ainda mais levando em consideração o fato de ser uma novela das sete (cujos capítulos têm menor duração no ar do que os de uma trama das nove). Ainda é cedo para saber se haverá algum bom ator subaproveitado, entretanto, os destaques já ficaram bem claros desde o início da história: além do sexteto central, Damáris (Marisa Orth), Bárbara Ellen (Giulia Gam), Lucindo (Joaquim Lopes), Wilson (Marco Ricca), Charlene (Mayana Neiva), Sueli Pedrosa (Tuna Dwek), Mulher Mangaba (Ellen Rocche) e agora Madá (Fafy Siqueira), têm tido ótimos momentos. E justamente por não estarem nessa 'lista', foi surpreendente ver Érico e Renata crescerem tanto nos últimos capítulos, realçando o talento de Armando Babaioff e Regiane Alves.


Os personagens começaram a novela apagados e a trama que os envolvia não demorou muito para ficar repetitiva. Era comum ver Renata ceder às investidas de Tito (o péssimo ator Rômulo Arantes Neto) e depois demonstrar remorso. Enquanto isso, Érico se declarava e tecia elogios ao amor de sua vida. O telespectador ficava com a sensação de que essa enrolação ainda se estenderia bastante. Mas Maria Adelaide Amaral e Vincet Villari acertaram quando colocaram um 'ponto final' nas enganações.

A partir do momento em que Érico flagra sua noiva beijando o primo, o público pôde presenciar as grandes atuações de Armando Babaioff e Regiane Alves. Ambos brilharam na forte cena do rompimento e em todas as sequências seguintes. O ator transmitiu toda a dor de seu personagem e toda a fúria que ele sentiu ao constatar que estava sendo enganado. Ainda emocionou quando contracenou com a magistral Louise Cardoso (Salma). Já a atriz mostrou com maestria o constrangimento e

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Apesar das inúmeras qualidades, falta algo importante em "Sangue Bom": começar

A nova novela das sete ainda não completou um mês de exibição. Porém, mesmo sendo cedo para qualquer tipo de conclusão, já foi possível observar vários acertos na obra de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Todos os personagens são bem construídos e a escalação de grande parte do elenco foi muito acertada. A direção de Denis Carvalho também tem feito por merecer muitos elogios e o texto dos autores é admirável. Aliás, os diálogos, muitas vezes baseados na metalinguagem, estão cada vez melhores e inspirados. Porém, ainda falta algo importante em "Sangue Bom": começar.


A sensação de quem está acompanhando a novela desde a estreia é de estar vendo uma espécie de prólogo longo demais. Todos os núcleos e personagens já foram apresentados, mas a história em si não evoluiu. Pouca coisa aconteceu de fato desde que a trama começou a ir ao ar. Parece que os protagonistas e os coadjuvantes ainda estão sendo delineados para o público, enquanto as situações se encontram praticamente estagnadas.

O problema é que a novela está em seu vigésimo-terceiro capítulo e o telespectador já teve tempo o suficiente para entender toda a trama e ainda identificar a personalidade de cada personagem. E tudo o que tem sido apresentado é motivo para prender o público diante da televisão. O sexteto protagonista é recheado de

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Com um elenco jovem e uma história envolvente, Sangue Bom estreia recheada de atrativos

Seis protagonistas. Seis jovens. Seis pessoas que apresentam diferentes estilos de vida. Seis histórias que se cruzam. O ter, o ser, o aparecer, o invejar e o amar. A obsessão pela fama, a cobiça pelo luxo e o desprezo pelo lixo. Tendo esse universo como principal premissa, estreou nessa segunda-feira (29/04), a nova novela das sete: "Sangue Bom". Escrita por Maria Adelaide Amaral em parceria com Vincent Villari, a trama tem como principal objetivo recuperar o ibope do horário após os baixos índices obtidos por "Guerra dos Sexos". E por tudo o que foi visto no primeiro capítulo, essa recuperação de fato ocorrerá e o objetivo será alcançado.


A novela logo começou exibindo lindas imagens e se preocupou em apresentar todos os protagonistas da história sem grandes enrolações. Com uma direção impecável de Denis Carvalho, todas as apresentações, aliás, foram feitas de forma sutil; o que acabou gerando um excelente resultado, pois o telespectador se sentiu mais acolhido na história e a sensação de já conhecer todo mundo se fez presente. Bento (Marco Pigossi), Giane (Isabelle Drummond), Amora (Sophie Charlotte), Fabinho (Humberto Carrão), Maurício (Jayme Matarazzo) e Malu (Fernanda Vasconcellos) formam o sexteto central da história e ao longo da trama irão protagonizar clássicos conflitos amorosos. Afinal, de acordo com a sinopse, Giane ama Bento, que ama Amora, que é noiva de Maurício, que é o grande amor de Malu; enquanto que Fabinho só ama a si próprio.

Mas, pelo pouco do que foi exibido no primeiro capítulo, ficou bem explícito que não será só a trama dos protagonistas a responsável por segurar o público diante da televisão. Giulia Gam, após ter uma personagem totalmente inútil em "Amor Eterno Amor", ganhou o melhor papel da novela e que faz jus ao seu

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sangue Bom: o que esperar da próxima novela das sete?

Desde que as chamadas de "Sangue Bom", a nova novela das sete que estreia na próxima segunda-feira (29/04), começaram a ir ao ar, ficou claro para o telespectador que a trama apresentada será baseada no universo adolescente. Os seis protagonistas são jovens e todos, pelo menos de acordo com o que tem sido mostrado, terão dramas que se intercalarão ao longo do tempo. Com ares de comédia romântica, a história tem grandes chances de agradar.



As chamadas estão alegres e a trilha sonora apresentada até agora reflete bem esse universo adolescente: muitas bandas tocariam facilmente na "Malhação", por exemplo. Aliás, Maria Adelaide Amaral, a autora ao lado de Vincent Villari, ficou irritada quando um repórter perguntou se sua trama seria uma espécie de "Malhação", por ter tantos atores jovens em papéis importantes. Mas fica difícil não fazer uma comparação, afinal, a novelinha duradoura da Globo sempre teve um elenco repleto do adolescentes. Porém, deixando as polêmicas de lado, a trama tem potencial para ser um sucesso.

Só pelo pouco do que foi apresentado ao público, está bem explícito que vários personagens se destacarão e muitos atores brilharão com seus papéis. É o caso de Isabelle Drummond, por exemplo, que viverá uma personagem masculinizada. Após angariar elogios em todos os seus trabalhos, a atriz tem