A primeira dama da fictícia Serro Azul é uma completa caricatura. Com um figurino exagerado e vários trejeitos ao andar, a perua protagoniza as melhores situações cômicas da trama --- as únicas que despertam riso, vale ressaltar. Letícia ainda resolveu adotar um sotaque interiorano para a personagem e a ideia foi aceita pela direção e pelo autor. Embora parte da crítica e do público tenha rejeitado, a atriz foi muito feliz nessa ideia. O fato dos demais perfis não terem sotaque não obriga que ela não tenha. E combinou muito bem com o papel.
Marilda é afetada e Letícia sempre se sobressai em papéis mais carregados nas tintas. É difícil não se divertir com os diálogos da mulher com a irmã, Valentina (Lilia Cabral), principalmente quando as duas traçam futuros planos para a fonte milagrosa e tudo o que aquela mina de ouro pode render. Afinal, vale lembrar que o autor foi muito sagaz ao colocá-la como uma pessoa que não envelhece graças aos seus banhos com a famigerada água.