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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Letícia Spiller está ótima em "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove, dirigida por Rogério Gomes, vem enfrentando uma sucessão de problemas. "O Sétimo Guardião" não emplacou e os conflitos apresentados por Aguinaldo Silva até agora não provocaram qualquer tipo de interesse por sua história. Até os personagens são ruins. Mas entre as exceções está Marilda, vivida com competência por Letícia Spiller.


A primeira dama da fictícia Serro Azul é uma completa caricatura. Com um figurino exagerado e vários trejeitos ao andar, a perua protagoniza as melhores situações cômicas da trama --- as únicas que despertam riso, vale ressaltar. Letícia ainda resolveu adotar um sotaque interiorano para a personagem e a ideia foi aceita pela direção e pelo autor. Embora parte da crítica e do público tenha rejeitado, a atriz foi muito feliz nessa ideia. O fato dos demais perfis não terem sotaque não obriga que ela não tenha. E combinou muito bem com o papel.

Marilda é afetada e Letícia sempre se sobressai em papéis mais carregados nas tintas. É difícil não se divertir com os diálogos da mulher com a irmã, Valentina (Lilia Cabral), principalmente quando as duas traçam futuros planos para a fonte milagrosa e tudo o que aquela mina de ouro pode render. Afinal, vale lembrar que o autor foi muito sagaz ao colocá-la como uma pessoa que não envelhece graças aos seus banhos com a famigerada água.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"O Sétimo Guardião" parece que ainda não começou

O primeiro capítulo de "O Sétimo Guardião" não deixou o telespectador piscar. Repleto de acontecimentos, proporcionou cenas aterrorizantes e a estreia foi bem movimentada. O mocinho estava prestes a se casar, mas abandonou a noiva no dia do casamento por influência do misterioso gato Léon e foi em direção a Serro Azul. A mãe não aceitou a situação e mandou seu capanga atrás do filho. O homem perseguiu o herdeiro da patroa, mas o rapaz sofreu um grave acidente. Achando que a vítima já estava morta, o braço direito da vilã a enterrou. Mas ele estava vivo e a mocinha mediúnica acabou guiada pelo gato até o seu futuro amor. Ela o desenterrou e o salvou. Ótimo início. Porém, a partir do segundo capítulo tudo mudou.


Parecia outra novela. O ritmo se tornou vagaroso, a aproximação dos protagonistas ficou artificial e poucos conflitos despertaram real interesse. O mistério em torno dos sete guardiões da fonte milagrosa da cidade interiorana não desperta maior atenção pelo fato de todos já terem sido apresentados na estreia ----- fica difícil comprar uma escolha sem o menor critério. Aliás, todos protegem o lugar muito mal, já que Valentina (Lília Cabral) a encontrou assim que chegou à cidade e já levou Olavo (Tony Ramos) até lá. Para culminar, os dramas pessoais dos perfis ainda não provocou desdobramentos promissores.

Até o momento foram raras cenas interessantes. A novela parece não andar. Ou causa a impressão de não ter uma história sólida para um bom desenvolvimento. O romance meloso de Luz e Gabriel não desperta torcida e a química entre Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso é nula. A relação foi mal construída.