Após muitos anos na equipe de colaboradores de várias novelas, Mário Teixeira estreou como autor solo em "Liberdade, Liberdade", folhetim das 23h, exibido em 2016. Na verdade foi uma estreia turbulenta porque foi chamado às pressas para assumir e modificar a sinopse de Márcia Prates, desligada do projeto. Dois anos depois, em 2018, foi para a faixa das sete e escreveu "O Tempo Não Para", uma deliciosa trama que teve um ótimo início, mas se perdeu totalmente ao longo dos meses. Em 2021, o escritor escreveu a primorosa minissérie "Passaporte Para Liberdade". Agora inicia um novo desafio em um novo horário: "Mar do Sertão", a nova novela das seis, que estreou nesta segunda-feira (22/08).

Em um Brasil onde o sol nasce com toda sua intensidade a cada dia está a pequena Canta Pedra, cidade fictícia da história. Um lugar que, segundo contam, já foi mar e virou sertão. É nesse ambiente que a fábula contemporânea se passa, em um pedaço que é físico, mas que também é parte essencial da personalidade de cada uma das figuras que compõem o enredo. Na obra criada e escrita por Mario Teixeira, com direção artística de Allan Fiterman, ocorre o desenrolar do triângulo amoroso vivido por Candoca (Isadora Cruz), seu grande amor Zé Paulino (Sérgio Guizé) e Tertulinho (Renato Góes). Também estará em foco o poder dos coronéis da região, principalmente, se nas mãos deles estiver o bem mais precioso da região: a água.
Outros personagens têm importância na trama, como o padre que promove a bondade e a fé na pacata Canta Pedra, além do prefeito e do delegado que pouco ligam para o povo da cidade. A história tem como pano de fundo um sertão colorido e solar ---- sem esquecer de suas mazelas, mostradas na incansável luta da sua protagonista por justiça e igualdade ----, que leva ao encontro da beleza exuberante do nordeste brasileiro.