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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores cenas do ano

 A teledramaturgia brasileira segue presenteando o público com grandes cenas. Embora muitos ainda insistam em menosprezar o gênero telenovela, as produções são o que de melhor há na cultura nacional. Foram 151 cenas selecionadas para a lista das melhores do ano. Vamos a elas. 




Zé Paulino espanca Tertulinho em "Mar do Sertão": 

A cena mais esperada da novela das seis de Mário Teixeira. O mocinho finalmente descobriu que o vilão tentou matá-lo no passado. E foi uma sequência de tirar o fôlego, muito bem dirigida pela equipe de Allan Fiterman. Sérgio Guizé e Renato Góes deram um show e impressionou a veracidade daquela briga. 


Tertulinho dispara conta Zé Paulino em "Mar do Sertão": 

Um dos melhores ganchos da novela das seis. A cena foi um clichê que nunca falha: os mocinhos acuados, enquanto o vilão aponta uma arma e dispara. No capítulo seguinte, porém, foi exposto que Tertulinho errou propositalmente. Uma sequência de forte carga dramática. Renato Góes, Sérgio Guizé e Isadora Cruz impecáveis. 

sexta-feira, 17 de março de 2023

Personagens secundários salvaram "Mar do Sertão" da falta de história

 A novela das seis, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, chegou ao fim nesta sexta-feira (17/03). A produção teve uma audiência satisfatória e o carisma dos personagens, somado ao bem escalado elenco, foi o maior acerto da história. Foi um folhetim leve e com muitas cenas divertidas, protagonizadas principalmente nos núcleos secundários. No entanto, houve uma falha grave no desenvolvimento do enredo, que andou em círculos durante quase todo o período de exibição. 

Mário Teixeira não é um autor iniciante. Já trabalhou como colaborador de vários escritores na Globo, mas "Mar do Sertão" foi sua quarta novela como autor solo. E seu saldo não é positivo. "Liberdade Liberdade" (2016) foi a única que teve melhores desdobramentos, mas o roteiro era de Márcia Prattes, que foi retirada do projeto pela Globo e Mário foi escolhido para assumir. Já "I Love Paraisópolis" (2015) ---- escrita com Alcides Nogueira ---- e "O Tempo não Para" (2018) foram dois folhetins das sete que 'morreram' com um mês de exibição. Ou seja, o autor resolveu tudo em duas semanas e depois ficou sem história para contar, se aproveitando de situações pontuais nos núcleos secundários. Ironicamente, o erro foi repetido pela terceira vez porque foi exatamente o que aconteceu com "Mar do Sertão".

A história apresentou um dos mais conhecidos clichês da teledramaturgia: o mocinho que protagoniza um triângulo amoroso, sofre um acidente, é dado como morto e volta para se vingar. Mas o escritor resolveu tudo em menos de um mês. Zé Paulino (Sérgio Guizé) sofreu um acidente enquanto estava com Tertulinho (Renato Góes) e desapareceu nas águas. Pouco tempo depois, o vilão descobriu que o rival não tinha morrido e foi até o hospital para matá-lo.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Zé Paulino não se vingou de ninguém em "Mar do Sertão"

 A trama da vingança é uma das mais usadas na dramaturgia, tanto em novelas quanto em séries ou filmes. A maior fonte de inspiração é o clássico "O Conde de Monte Cristo", um romance francês de 1844, escrito por Alexandre Dumas, baseada na vida de Pierre Picaud. Na história, o marinheiro Edmond Dantès é preso injustamente e, na prisão, cria uma amizade com um abade, que lhe indica uma misteriosa fortuna, iniciando uma trajetória de vingança. É uma fórmula que dificilmente dá errado. Mas em "Mar do Sertão" deu. 


O autor não soube desenvolver a saga de vingança de Zé Paulino (Sérgio Guizé). Aliás, que saga? A novela está em plena reta final e o mocinho não fez absolutamente nada. O maior erro de Mário Teixeira foi atropelar os acontecimentos de seu enredo para imprimir uma falsa sensação de agilidade no roteiro. Em menos de um mês, o protagonista sofreu um acidente, foi dado como morto, quase foi assassinado pelo seu maior inimigo, perdeu a mulher de sua vida, voltou depois de dez anos milionário e prometeu se vingar. Todos os acontecimentos citados rendiam, no mínimo, uns quatro meses de novela tranquilamente e sem provocar a lentidão da narrativa. 

Mas infelizmente a trama central da trama das seis nunca saiu do lugar. E o contexto também não foi bem estruturado pelo autor. Zé Paulino realmente sofreu um acidente enquanto dava carona para Tertulinho (Renato Góes). O carro atolou na estrada em plena ribanceira e caiu no mar. O vilão não conseguiria salvá-lo nem se tivesse tentado. Já a tentativa de assassinato planejada pelo rival, que descobriu em qual hospital estava e fingiu ser um primo para desligar os aparelhos, rendia uma boa revanche com direito a volta triunfal.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Welder Rodrigues e Titina Medeiros formam uma dupla impagável em "Mar do Sertão"

 A atual novela das seis tem vários personagens secundários que roubam a cena. "Mar do Sertão" é uma produção repleta de talentos e muitos não são figuras frequentes na televisão. Entre os muitos atores que vêm brilhando na novela de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman, estão Welder Rodrigues e Titina Medeiros. 

Sabá Bodó e Nivalda formam o típico casal de vigaristas. Ambos passam por cima de qualquer um por vantagens. Só que na história os dois são figuras importantes em Canta Pedra, cidade fictícia que ambienta a novela: ex-prefeito e ex-primeira dama. Ou seja, são os políticos corruptos inspirados em tantos casos reais que o Brasil conhece bem. No entanto, na ficção a dupla provoca risos e não raiva ou indignação. 

Os personagens se destacaram logo que apareceram e viraram um dos trunfos de "Mar do Sertão". É verdade que não há um arco a ser desenvolvido para o casal, mas é um problema do conjunto da novela. Mário Teixeira sustenta seu folhetim através de esquetes porque o enredo central anda em círculos em cima dos eternos planos dos vilões matarem Zé Paulino (Sérgio Guizé), enquanto as paralelas entretêm o público com situações de início, meio e fim que costumam durar de uma semana a duas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Enrique Diaz fez de Timbó um dos maiores acertos de "Mar do Sertão"

 A atual novela das seis da Globo, dirigida por Allan Fiterman, teve um início conturbado. O atropelo de acontecimentos atrapalhou a narrativa. Mário Teixeira confundiu correria desnecessária com ritmo ágil e privou o público de várias catarses envolvendo o trio protagonista de "Mar do Sertão". Ainda não deu para entender o objetivo de tamanha pressa. Tanto que até hoje a história anda em círculos, sem ter mais o que contar. Mas desde o primeiro capítulo o autor acertou em cheio com um personagem: Timbó, vivido por Enrique Diaz. 


O personagem conquistou o telespectador assim que surgiu em cena. O sujeito é um típico malandro de alma boa. Há claras referências a outros tipos que marcaram a dramaturgia, mas o principal é João Grilo (Matheus Nachtergaele), de "O Auto da Compadecida". Em uma das cenas iniciais, Timbó foi contratado para pintar a fachada da igreja e engatou um papo furado com um transeunte até colocá-lo para trabalhar em seu lugar. Impossível não ter lembrado do clássico de Ariano Suassuna. Já em outro momento o personagem apareceu carregando uma cruz durante uma caminhada, em uma referência ao Zé do Burro (Leonardo Villar, no cinema, e José Mayer, na televisão), do clássico "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes.

Enrique Diaz está irretocável no papel. Não é exagero afirmar que é um de seus melhores momentos na carreira. Suas cenas sempre cativam independente da situação. Embora a maioria das sequências seja cômica, há também situações delicadas que destacam o ator e emocionam quem assiste. A restrição de comida que a família do personagem tinha durante as refeições proporcionaram grandes atuações.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Ótima como Xaviera, Giovana Cordeiro rouba a cena em "Mar do Sertão"

 Nada melhor do que um bom ator ou uma boa atriz ganhar uma oportunidade de mostrar talento em um papel de maior importância, após tantas participações que renderam merecidos elogios. Infelizmente não é algo comum. Há uma certa previsibilidade nas escalações de várias novelas e muitas vezes são os mesmos nomes que ganham papeis de destaque. Ao menos "Mar do Sertão" fugiu um pouco da regra e o principal exemplo é o de Giovana Cordeiro no papel de Xaviera. 


É verdade que o acaso a beneficiou. A personagem era destinada a Jéssica Ellen, que engravidou e acabou saindo da produção. Mas ainda bem que Giovanna foi a escolhida para substituir a colega igualmente talentosa. Xaviera é um dos melhores perfis da história de Mário Teixeira e a interpretação da atriz a transformou em um dos maiores trunfos da trama dirigida por Allan Fiterman. Não por acaso se destacou logo que surgiu em cena fazendo dupla com Tertulinho (Renato Góes). 

A ex-prostituta era uma interesseira oportunista no início da produção, mas ao logo da história teve suas fragilidades expostas, o que enriqueceu a dramaticidade da personagem, que também tem uma veia cômica deliciosa. Xaviera transita bem entre os núcleos e acaba criando parcerias deliciosas com todos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores cenas do ano

 Com a voltas das gravações em virtude do avanço da vacinação contra a covid-19, as novelas retornaram ao ritmo normal. No entanto, no início do ano várias produções ainda enfrentavam as restrições por conta da variante ômicron e algumas já entraram no ar finalizadas, como "Nos Tempos do Imperador", "Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Um Lugar ao Sol". Já ao longo de 2022 tudo foi voltando ao ritmo normal. E foram muitas cenas merecedoras de elogios. Vamos a mais uma retrospectiva: 




Paula desabafa com a filha em "Quanto Mais Vida, Melhor!":

Giovanna Antonelli e a grata revelação Nina Tomsic emocionaram no momento em que Paula contou para a Ingrid que antes dela teve uma filha que faleceu. Um raro momento de fragilidade da personagem egocêntrica da novela das sete que ainda culminou em uma nova briga no desfecho da sequência. As duas atrizes brilharam. 


Passagem de tempo em "Um Lugar ao Sol":

Apenas três meses se passaram, mas Lícia Manzo conseguiu transformar a passagem em uma aula de sensibilidade com a exibição de vários momentos da novela das nove enquanto Ravi (Juan Paiva) narrava a metáfora das formigas. A autora é a que melhor consegue criar passagens de tempo. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

"Mar do Sertão", "Cara e Coragem" e "Travessia" têm algo em comum: a falta de história

 A atual fase novelística da Globo não anda nada boa. A única inédita que vem correspondendo na audiência é "Mar do Sertão", a produção das seis. Já "Cara e Coragem" e "Travessia" patinam nos números. A das sete está a menos de dois meses do seu fim e o fracasso é um fato. Já a das nove ainda está no começo e pode reverter ao longo dos meses. No entanto, é perceptível que os três folhetins têm a falta de enredo como ponto comum. 

"Mar do Sertão" teve um início dos mais promissores com uma trama clássica de vingança. No entanto, o autor resolveu todo o 'plot' com menos de um mês de história no ar. Zé Paulino (Sérgio Guizé) foi dado como morto, teve uma rápida passagem de tempo de dez anos, e o mocinho logo voltou sem nenhuma explicação convincente para o público de como sobreviveu ao longo dos anos e nem como ficou rico. E sua volta não teve nenhum impacto porque os personagens reagiram como se o rapaz estivesse voltando de uma viagem e não saído de uma cova. Não deu para entender a intenção de Mário Teixeira em aniquilar seu enredo de uma forma tão primária. 

Mas então qual o motivo da novela das seis ter uma boa audiência? É fácil explicar. Todos os personagens exalam carisma e a trama tem bastante leveza. O enredo é sustentado por esquetes nos núcleos secundários e parte do público se contenta com isso. Porém, não há um arco narrativo. O conflito central anda em círculos e Tertulinho (Renato Góes) virou um vilão repetitivo que planeja matar Zé Paulino desde a estreia. Vários personagens somem e voltam sem maiores explicações. E o romance dos mocinhos nem tem mais o que caminhar porque Zé e Candoca (Isadora Cruz)  nem demoraram muito tempo separados.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

"Mar do Sertão" diverte, mas tem claros problemas de desenvolvimento

 A atual novela das seis da Globo estreou no dia 22 de agosto. Está há dois meses no ar. "Mar do Sertão" vem se mostrando um folhetim agradável e com muitas cenas cômicas que entretêm, protagonizadas por um elenco repleto de talentos. E a história ainda está no início. Todavia, já fica perceptível que Mário Teixeira tem sérias dificuldades para desenvolver sua narrativa e não é a primeira vez que o autor demonstra fragilidade na condução de um enredo. 

A história apresentou um dos mais conhecidos clichês da teledramaturgia: o mocinho que protagoniza um triângulo amoroso, sofre um acidente, é dado como morto e volta para se vingar. Mas o escritor resolveu tudo em menos de um mês. Zé Paulino (Sérgio Guizé) sofreu um acidente enquanto estava com Tertulinho (Renato Góes) e desapareceu nas águas. Pouco tempos depois, o vilão descobriu que o rival não tinha morrido e foi até o hospital para matá-lo. Pensou que tinha conseguido, mas o herói escapou. Candoca (Isadora Cruz) ficou desolada, mas ninguém viu a reação da mocinha com a trágica notícia porque houve um atropelo de acontecimentos. 

Houve uma passagem de tempo de um ano para que Candoca se casasse com Tertulinho. No dia do casamento, Zé Paulino voltou para a fictícia cidade de Canta Pedra e presenciou a cerimônia. O telespectador até hoje não sabe como o rapaz se recuperou, como conseguiu sobreviver durante meses e nem o seu plano de vingança.

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Com pressa, Mário Teixeira atropela acontecimentos e priva público de várias catarses em "Mar do Sertão"

 A nova novela das seis está há muito pouco tempo no ar. Menos de três semanas. Mas o tanto de conflito que já aconteceu impressiona. Só que não é um elogio. Agilidade não pode ser confundida com correria e o autor de "Mar do Sertão" não está sabendo diferenciar uma coisa da outra. Quanto mais o tempo passa na trama, mais cenas são ignoradas e mais incômodo provoca no telespectador. Em menos de cinco capítulos já foram mais de três passagens de tempo e muitos cortes. 


O curioso é que a primeira semana de história foi tranquila e com poucos acontecimentos relevantes. Tudo parecia seguir em um ritmo moderado. No entanto, no dia do acidente sofrido por Zé Paulino (Sérgio Guizé) e Tertulinho (Renato Góes), que marcou a primeira virada do enredo, o folhetim ganhou um ritmo que prejudicou a narrativa. Há um atropelo de situações que não tem como o público compreender. É tanta pressa que muitas vezes quem está assistindo se perde. E seria algo compreensível se a produção fosse curta, mas tem a duração normal de uma novela e só chega ao fim em março de 2023. 

Todo o impacto do acidente sofrido por mocinho e vilão foi diluído pelo descarte de sequências vitais, como Zé Paulino tentando se salvar no mar e não conseguindo, Tertulinho chegando em casa e contando mais alguma mentira para os pais, Candoca (Isadora Cruz) recebendo o choque da notícia do desaparecimento de seu grande amor, enfim.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

"Mar do Sertão" tem início promissor, mas tropeça ao cortar cenas na primeira virada da trama

 A nova novela das seis da Globo teve uma primeira semana tranquila. "Mar do Sertão", escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, iniciou sem correria ou atropelos. Aliás, analisando friamente, poucos acontecimentos relevantes ocorreram na trama. O principal objetivo foi apresentar e formar o triângulo amoroso central do enredo, composto por Candoca (Isadora Cruz), Zé Paulino (Sérgio Guizé) e Tertulinho (Renato Góes). 


O trio protagonista vem dominando a narrativa e os demais personagens têm muito pouco tempo de tela. Os únicos perfis secundários que já sobressaíram na novela foram o prefeito Sabá Bodó, intepretado pelo sempre impagável Welder Rodrigues, e o malandro Timbó, vivido pelo ótimo Enrique Diaz. O político sem um pingo de escrúpulo protagoniza situações divertidas, mas que representam a podridão do Brasil em sua essência. Já o sofrido morador de uma casinha simples tem clara inspiração em João Grilo, interpretado por Matheus Nachtergaele em "O Auto da Compadecida". Tem uma vida miserável, mas se vira com o pouco que tem e, quando consegue, foge de trabalho. São tipos promissores. 

Já o enredo principal preenche quase integralmente o tempo dos capítulos. O triângulo é um clichê de qualquer folhetim e o de "Mar do Sertão" lembra o de outra produção das 18h: o formado por Cassiano (Henri Castelli), Ester (Grazi Massafera) e Alberto (Igor Rockli) em "Flor do Caribe", escrita por Walther Negrão em 2013. Até o plot twist é semelhante porque Zé Paulino sofre um grave acidente com Tertulinho e é dado como morto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

"Mar do Sertão": o que esperar da nova novela das seis?

 Após muitos anos na equipe de colaboradores de várias novelas, Mário Teixeira estreou como autor solo em "Liberdade, Liberdade", folhetim das 23h, exibido em 2016. Na verdade foi uma estreia turbulenta porque foi chamado às pressas para assumir e modificar a sinopse de Márcia Prates, desligada do projeto. Dois anos depois, em 2018, foi para a faixa das sete e escreveu "O Tempo Não Para", uma deliciosa trama que teve um ótimo início, mas se perdeu totalmente ao longo dos meses. Em 2021, o escritor escreveu a primorosa minissérie "Passaporte Para Liberdade". Agora inicia um novo desafio em um novo horário: "Mar do Sertão", a nova novela das seis, que estreou nesta segunda-feira (22/08). 


Em um Brasil onde o sol nasce com toda sua intensidade a cada dia está a pequena Canta Pedra, cidade fictícia da história. Um lugar que, segundo contam, já foi mar e virou sertão. É nesse ambiente que a fábula contemporânea se passa, em um pedaço que é físico, mas que também é parte essencial da personalidade de cada uma das figuras que compõem o enredo. Na obra criada e escrita por Mario Teixeira, com direção artística de Allan Fiterman, ocorre o desenrolar do triângulo amoroso vivido por Candoca (Isadora Cruz), seu grande amor Zé Paulino (Sérgio Guizé) e Tertulinho (Renato Góes). Também estará em foco o poder dos coronéis da região, principalmente, se nas mãos deles estiver o bem mais precioso da região: a água. 

Outros personagens têm importância na trama, como o padre que promove a bondade e a fé na pacata Canta Pedra, além do prefeito e do delegado que pouco ligam para o povo da cidade. A história tem como pano de fundo um sertão colorido e solar ---- sem esquecer de suas mazelas, mostradas na incansável luta da sua protagonista por justiça e igualdade ----, que leva ao encontro da beleza exuberante do nordeste brasileiro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Tudo sobre a coletiva online de "Mar do Sertão", a nova novela das seis

 A Globo promoveu no dia 11 de agosto a coletiva virtual de "Mar do Sertão", a nova produção das 18h, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, que entra no lugar de "Além da Ilusão". Participaram do encontro online o autor, o diretor e os atores Sérgio Guizé, Isadora Cruz, Debora Bloch, José de Abreu, Renato Góes, Enrique Diaz, Welder Rodrigues, Érico Brás, Mariana Sena, Theresa Fonseca e Giovana Cordeiro. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo.


Mário Teixeira comentou sobre a ambientação de sua história: "Passei parte da minha infância no Ceará e sempre tive vontade contar uma história de lá. Canta Pedra é uma cidade fictícia com paisagens que nós inventamos, mas o regionalismo é vital. É uma história que está dentro de todos nós. Fico orgulhoso de ter escrito essa novela. Já tive a chance de ver o primeiro bloco da novela e está incrível. É um sopro de esperança no Brasil de hoje. Como o Brasil poderia ser. A realização do sonho das pessoas e do meu também". 

O diretor Allan Fiterman contou um pouco sobre a ideia da essência do folhetim: "Conseguimos lugares incríveis para fazer Canta Pedra existir. Fomos para Piranhas, Vale do Catimbau, enfim. Conseguimos fazer várias cenas até o capítulo 60. Tentamos trazer uma geografia que não existe e a cultura nordestina de uma forma linda.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que a televisão reserva para o telespectador em 2022?

 O país enfrenta o avanço da variante ômicron na pandemia do novo coronavírus. O avanço da vacinação tem ajudado muito, pois milhares de infectados têm apenas sintomas leves graças à vacina. Mas o aumento do número de casos, somado ao surto de influenza que também tem contaminado muita gente, tem acendido o sinal de alerta nos bastidores da televisão. As produções realmente poderão voltar ao 'normal' em 2022? Tudo ainda é incerto, mas há várias produções em andamento e outras prontas para a estreia. Vamos a elas: 





"BBB 22": 

A vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" foi um baita sucesso de audiência e repercussão. A expectativa para a nova temporada é elevada. Até porque terá Tadeu Schmidt no comando do reality, após a saída de Tiago Leifert da Globo ano passado. Mas o jornalista deve se sair bem, pois tem experiência no ao vivo em virtude do longo tempo que apresentou o "Fantástico" e há carisma de sobra. Resta saber o elenco escalado por Boninho. As especulações sobre o time camarote já se proliferam nas redes sociais. Arthur Aguiar, Naiara Azevedo, Jonathan  Azevedo, Ellen Roche e o jogador de vôlei Douglas Souza são alguns dos cotados. 

"Pantanal": 

O remake do fenômeno de Benedito Ruy Barbosa, exibido pela extinta TV Manchete em 1990, será adaptado pelo neto do autor: Bruno Luperi. A produção é uma das maiores apostas da Globo, que ignorou a novela da concorrente por muitos anos. Tanto que a emissora mal divulgou "Um Lugar ao Sol" e já anuncia a nova trama com bastante antecedência. A estreia está prevista para dia 14 de março e Alanis Guillen, grata revelação de "Malhação - Toda Forma de Amar", será a nova Juma Marruá. Jesuíta Barbosa, Osmar Prado, Juliana Paes (como a mãe de Juma) e Renato Góes são alguns nomes do elenco, incluindo Marcos Palmeira, que esteve na primeira versão da história.  A novela precisará ter de uma nova abordagem sobre o Pantanal, agora cada vez mais devastado pelas queimadas e vítima da incompetência do governo.