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sábado, 20 de agosto de 2022

Cláudia Jimenez sabia divertir sem esforço

 Com problemas no coração há 13 anos, Cláudia Jimenez faleceu aos 63 anos, na manhã deste sábado, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, por insuficiência cardíaca. A querida atriz era uma das melhores humoristas do país e marcou a memória do público com personagens que jamais serão esquecidas. 


"Nos últimos anos, a atriz passou por três cirurgias no coração, que ficou enfraquecido por conta de uma radioterapia para tratar de um câncer no tórax, diagnosticado em 1986. Em 2009, Cláudia infartou e colocou cinco pontes de safena. Em 2012, passou por uma cirurgia de substituição da válvula aórtica e precisou botar quatro stents ---- pequenos tubos que são inseridos no interior das artérias para facilitar a circulação sanguínea. Já em 2014, sofreu uma parada cardíaca e precisou ser operada para colocar um marca-passo. Após a cirurgia, teve pericardite, a inflamação da membrana que envolve o coração". (trecho de uma matéria de O Globo)

Os constantes problemas de saúde acabaram afastando Cláudia da televisão. Sua última novela na Globo foi "Haja Coração", de 2016, onde viveu Lucrécia Abdalla. Ainda assim não tinha tantas cenas par não ser muito exigida. Já sua última aparição na emissora foi no especial "Infratores", dentro do "Fantástico", em 2018. E foram mais de 40 anos no canal que a lançou para o mundo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Valeu muito a pena rever "Torre de Babel" no Viva

O Viva vem reprisando "Torre de Babel" desde 10 de outubro de 2016 e a trama está em plena reta final. A problemática novela de Silvio de Abreu obteve ótimos índices de audiência no canal a cabo, comprovando que a produção deixou uma boa memória no público. E esse resultado acaba refletindo a qualidade da bem estruturada história do autor, que conseguiu reverter a rejeição inicial dos telespectadores em 1998, transformando a obra em um grande sucesso, com direito a várias cenas marcantes.


A reprise expõe bem todas as modificações que o enredo sofreu ao longo dos meses, mas também mostra a habilidade que Silvio teve para mexer em tudo sem descaracterizar os personagens e a sua história. Inicialmente, a produção foi voltada exclusivamente para a vingança de Clementino, o papel mais complexo e desafiador da carreira de Tony Ramos. O protagonista assassinou a esposa com golpes de pá, foi preso por 20 anos, e saiu da cadeia disposto e destruir a vida do poderoso César (Tarcísio Meira), que testemunhou o assassinato, sendo o maior 'responsável' pela sua condenação.

A explosão do Tropical Tower Shopping foi a sequência mais marcante da novela e entrou para a história da teledramaturgia, até porque os efeitos especiais ficaram primorosos, principalmente considerando toda a infraestrutura de um produto da década de 90.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Haja Coração": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima produção do horário das sete é complicadíssima: manter a boa audiência de "Totalmente Demais" e prender o público que ficará de luto com o fim de um dos maiores fenômenos da faixa. Alcançar os mesmos números impressionantes da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm será quase impossível, porém, há chances de ao menos manter um bom resultado. Substituir um imenso sucesso é tão difícil quanto entrar no lugar de um imenso fracasso. Mas, deixando todas essas questões de números de lado, Daniel Ortiz tem tudo para contar uma boa história com a sua "Haja Coração" ---- cujo clipe pode ser visto aqui.


A nova novela é uma espécie de releitura de "Sassaricando", uma das tramas de sucesso de Silvio de Abreu, exibida entre 1987 e 1988 no mesmo horário das sete. Porém, segundo o próprio autor, o folhetim não é considerado um remake, tanto que o título foi mudado. Embora siga a premissa da obra original, a história terá vários novos personagens e situações distintas. Haverá até perfis de outras novelas, como a Shirley, inesquecível personagem manca de "Torre de Babel" (também de Silvio de Abreu), vivida por Karina Barum na época (1997). Agora a menina será interpretada por Sabrina Petraglia.

Só que, embora a classificação de remake seja rejeitada, o grande chamariz da nova produção é a Tancinha, um dos tipos mais icônicos da carreira de Cláudia Raia. Até hoje a personagem ingênua, burra, e com um sotaque paulista carregadíssimo, é lembrada pelo público e virou um dos clássicos da teledramaturgia. A cena marcante da mulher xucra na feira anunciando 'seus melão' é inesquecível. Agora, o perfil está nas mãos da linda e talentosa Mariana Ximenes.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"

No dia 31 de março de 1996, há exatos 20 anos, estreava um dos mais icônicos humorísticos do país: o "Sai de Baixo". A atração deixou sua marca nas noites de domingo e nunca mais uma outra produção ficcional conseguiu repetir o êxito do sitcom, que ficou no ar até março de 2002. A equipe de redação contou com vários nomes conhecidos e que muitas vezes se revezavam em pequenos grupos: Maria Carmem Barbosa, Miguel Falabella, Rosana Hermann, Euclydes Marinho, Lícia Manzo, Aloísio de Abreu e Laerte eram alguns dos principais roteiristas que criavam as tramas bastante farsescas. Já Dennis Carvalho, Jorge Fernando e José Wilker foram os diretores mais conhecidos do formato.


A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.

Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.