Após 218 capítulos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (09/01), "Dona de Mim", a novela das sete mais longa depois de "Caras e Bocas", trabalho bem-sucedido de Walcyr Carrasco, exibido em 2009. Escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, a trama fechou seu ciclo como um sucesso. Elevou em três pontos a média do folhetim anterior. A autora segue como a rainha do horário. No entanto, a produção teve uma repercussão bem abaixo dos seus fenômenos anteriores, vide "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso" (ambas escritas com Paulo Halm), além de "Vai na Fé". E foram muitas as críticas sobre o desenvolvimento da obra.
A premissa de "Dona de Mim" era excelente. Uma mulher que perdeu sua bebê com seis meses e foi parar como babá de uma menina que tinha o mesmo nome que ela daria para a filha. E o início da história arrebatou o público. Tudo agradou, até os núcleos paralelos, e o folhetim se mostrou promissor. A construção do vínculo entre Leona (Clara Moneke) e Sofia (Elis Cabral) esbanjou delicadeza, assim com todos os laços criado aos poucos da protagonista com a família Boaz.
No entanto, ao longo das semanas, havia aquela sensação de que faltava um algo a mais. Não tinha um arco narrativo mais sólido para Leona e a impressão era de que a obra ainda estava no preâmbulo. Havia uma dúvida sobre a hora em que a história se iniciaria de fato. E foi a partir daí que os 'quases' se estabeleceram na narrativa.