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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Dona de Mim" foi uma novela de 'quases'

 Após 218 capítulos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (09/01), "Dona de Mim", a novela das sete mais longa depois de "Caras e Bocas", trabalho bem-sucedido de Walcyr Carrasco, exibido em 2009. Escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, a trama fechou seu ciclo como um sucesso. Elevou em três pontos a média do folhetim anterior. A autora segue como a rainha do horário. No entanto, a produção teve uma repercussão bem abaixo dos seus fenômenos anteriores, vide "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso" (ambas escritas com Paulo Halm), além de "Vai na Fé". E foram muitas as críticas sobre o desenvolvimento da obra.


A premissa de "Dona de Mim" era excelente. Uma mulher que perdeu sua bebê com seis meses e foi parar como babá de uma menina que tinha o mesmo nome que ela daria para a filha. E o início da história arrebatou o público. Tudo agradou, até os núcleos paralelos, e o folhetim se mostrou promissor. A construção do vínculo entre Leona (Clara Moneke) e Sofia (Elis Cabral) esbanjou delicadeza, assim com todos os laços criado aos poucos da protagonista com a família Boaz.

No entanto, ao longo das semanas, havia aquela sensação de que faltava um algo a mais. Não tinha um arco narrativo mais sólido para Leona e a impressão era de que a obra ainda estava no preâmbulo. Havia uma dúvida sobre a hora em que a história se iniciaria de fato. E foi a partir daí que os 'quases' se estabeleceram na narrativa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Marcello Novaes brilhou como Jaques em "Dona de Mim"

 A atual novela das sete tem um vilão que deixa muito malvado do horário nobre parecendo inofensivo. Jaques é o personagem mais repugnante de "Dona de Mim" e Marcello Novaes alcança um desempenho excepcional ao dar vida a um antagonista que se impõe não apenas pela frieza de suas ações, mas pela riqueza de nuances que o ator habilmente incorpora. Desde sua primeira aparição, Novaes domina a cena com uma presença magnética, trabalhando cada gesto e cada silêncio com precisão. Ele transforma Jaques em um vilão que não se limita à maldade óbvia: é um homem estratégico, manipulador e profundamente calculista.


Um dos méritos mais evidentes da atuação de Novaes está na maneira como ele lida com as vilanias repetitivas do personagem. Jaques é recorrente em suas artimanhas: volta a sabotar aliados, manipular emoções, armar intrigas e interferir na trajetória dos que os cercam de maneira persistente e incansável. Esses ciclos de maldade caíram na monotonia ao longo da trama, consequência de uma obra com mais de 200 capítulos, mas Marcello os renova com variações sutis: às vezes um sarcasmo mais ácido, outras vezes uma calma inquietante, ou até uma explosão controlada de fúria. A repetição das vilanias se torna, nas mãos do ator, um instrumento dramático que reforça o caráter obsessivo e tóxico do antagonista.

Marcelo também imprime uma humanidade perversa em Jaques. Suas fragilidades ---- sempre mostradas com cautela, quase escondidas ---- sugerem uma construção psicológica profunda, que impede o público de vê-lo como apenas um vilão de cartilha.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2025 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Duda Santos.

Após sua estreia em "Travessia", com um papel muito pequeno, a atriz ganhou a protagonista da primeira fase do remake de "Renascer" e fez da Santinha o maior chamariz da história de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi. A personagem conquistou logo de cara e sua química com Humberto Carrão foi arrebatadora. Depois, a intérprete brilhou todos os dias como protagonista de "Garota do Momento", novela das seis de Alessandra Poggi, onde cativou com sua Beatriz. Em 2026, uma nova protagonista para sua promissora carreira: a mocinha de "A Nobreza do Amor", a próxima novela das seis.


2- Jéssica Ellen.

A atriz estreou em "Malhação Intensa", em 2012, e só ganhou uma protagonista para chamar de sua em 2025. Uma demora que nunca teve qualquer justificativa. Mas antes tarde do que nunca. E Jéssica emocionou com sua destemida Madá, a mocinha de "Volta por Cima", gostosa novela das sete de Claudia Souto. A personagem não tinha medo de cara feia e não foi uma tonta enganada por todos, pelo contrário. Madalena sabia tudo o que acontecia ao seu redor e enfrentava qualquer um. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: as melhores cenas do ano

 A teledramaturgia de 2025 teve altos e baixos diante do evidente cortes de custos da Globo em suas produções, que afetam cenários, externas e até escalações, entre outros problemas visíveis de falta de criatividade nos roteiros. A longa duração das novelas também é outro fator que prejudica o desempenho de muitas histórias.  Ainda assim, as produções nacionais têm inúmeras qualidades e várias cenas mereceram menção ao longo do ano. Vamos a elas. 





Maristela canta a música tema de "Garota do Momento": 

Simplesmente hilária a cena em que a vilã canta "Tuti Frutti", tema de abertura da novela das seis de Alessandra Poggi. Foram apenas 24 segundos, mas suficientes para a gigante Lilia Cabral brilhar, como de costume. 



Gigi acusa Sebastian de roubo em "Volta por Cima": 

A cena marcou a virada do mordomo da família falida da novela das sete de Cláudia Souto. A sequência em que Gigi acusou Sebastian de roubo foi brilhantemente protagonizada por Rodrigo Fagundes e Fábio Lago, sendo necessário também citar Drica Moraes, pois no mesmo momento Joyce descobriu que Sebastian era apaixonado por ela. 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: os melhores casais do ano

 Após a lista das tristes perdas de 2025 e a retrospectiva de tudo o que teve de pior na televisão, chegou a hora de uma retrô mais alegre. A do amor. Vários casais da ficção caíram nas graças do público ao longo do ano e ressaltaram a química entre os atores em cena. Vamos a eles. 




Beatriz e Beto ("Garota do Momento"): 

Que mocinhos apaixonantes. Alessandra Poggi criou um casal protagonista que deu gosto de ver. Pedro Novaes e Duda Santos transbordaram química em todas as cenas juntos e os personagens foram muito carismáticos, o que deixou o romance muito gostoso de acompanhar. Aquele caso em que sintonia, carisma e boa construção formaram um trio perfeito.




Jão e Madá ("Volta por Cima"):

Os mocinhos da novela das sete da Globo foram muito bem interpretados por Jéssica Ellen e Fabrício Boliveira. A autora Claudia Souto falhou feio com seus mocinhos em "Pega Pega" e "Cara e Coragem", mas acertou em sua terceira trama. Os atores tiveram química e os personagens foram desenvolvidos. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Suely Franco foi o grande nome de "Dona de Mim"

 A atual novela das sete da Globo teve como principal acerto a valorização de Suely Franco. Em meio ao etarismo no audiovisual, onde a ausência de atores veteranos nos elencos é uma constante (houve uma pequena melhora, mas ainda muito aquém do desejado), é um prazer ver uma atriz brilhando na pele de uma personagem repleta de dores e alegrias, que precisa lidar com a perda trágica do filho preferido e o avanço do Alzheimer. 


Em "Dona de Mim", Suely Franco entrega uma atuação de rara delicadeza e força, reafirmando por que é uma das grandes damas do nosso teatro e audiovisual. Sua interpretação de Rosa é construída com uma sensibilidade que foge do estereótipo e emociona profundamente.

Suely captura cada nuance da personagem: os lapsos de memória que surgem como pequenas fissuras no cotidiano, o esforço quase infantil para manter a autonomia, o medo silencioso de perder a si mesma, e, ao mesmo tempo, a dignidade que insiste em permanecer.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

"Dona de Mim" virou refém de decisões judiciais repetitivas e inverossímeis

 Embora "Dona de Mim" tenha começado como uma novela rica em camadas emocionais e temas sociais relevantes, é impossível ignorar o desvio narrativo que acabou reduzindo boa parte do enredo da trama de Rosane Svartman, dirigida por Allan Fiterman, à disputa de guarda de Sofia (Elis Cabral) e à curatela de Rosa (Suely Franco). A volta de Ellen (Camila Pitanga), a menos de um mês do final da produção, é mais uma prova de como o folhetim ficou refém do repetitivo recurso dramático, quase sempre dependente de decisões judiciais exageradas, repetitivas e inverossímeis.


Todas as escolhas dos juízes foram repletas de absurdos. As decisões foram baseadas apenas em conveniências de roteiro para provocar aparentes viradas ou grandes movimentações na história. Mas foram apenas falsas reviravoltas porque o enredo andou em círculos ao longo dos meses, o que é uma pena. Vale lembrar que a primeira sentença foi a retirada do nome de Abel (Tony Ramos) da certidão de nascimento de Sofia porque o empresário sabia que não era o pai da menina, o que é até uma punição plausível diante do ato ilegal do personagem. Mas passar a guarda provisória para Vanderson (Armando Babaioff) só porque ele era o pai biológico foi um escárnio. Afinal, o vilão não tinha emprego e nem residência fixa, ainda tinha passagem pela polícia. 

Ao longo dos meses, as discussões sobre o futuro da criança dominaram a história, tendo sempre Leona (Clara Moneke) como ponto de apoio, o que é natural em se tratando da protagonista. A relação de cumplicidade das personagens é linda e o amor que as une genuíno. Por isso mesmo não havia a necessidade de um juiz colocá-las morando juntas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Aline Borges faz da complexa Tânia um dos trunfos de "Dona de Mim"

 A atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, se encaminha para a sua reta final e "Dona de Mim" teve vários vilões. O principal foi Jaques (Marcello Novaes), que passou boa parte da trama triunfando em seus planos. Mas, entre os malvados do enredo, uma personagem despertou o carinho do público, muito por conta das suas complexidades e da interpretação da atriz: Tânia, vivida por Aline Borges. 


A atriz entrega uma atuação irretocável, daquelas que atravessam o espectador pela intensidade e pela profundidade emocional. Sua Tânia é uma personagem multifacetada, construída com extrema inteligência dramática: ora firme, ora frágil; ora impenetrável, ora devastadoramente humana. Aline domina cada uma dessas camadas com uma precisão que impressiona.

O brilho de sua interpretação está justamente na forma como faz de Tânia uma figura sempre em tensão consigo mesma. Não há respostas fáceis na personagem e Aline abraça essa complexidade com coragem. Em seus silêncios, há uma vida interior borbulhando; em seus confrontos, há traumas e decisões acumuladas; em seus momentos de ternura, uma vulnerabilidade quase inesperada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Elis Cabral e Lorenzo Reis são as gratas surpresas de "Dona de Mim"

 A atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, sempre teve como sua maior qualidade o elenco escalado. São muitos ótimos nomes, entre gratas revelações, jovens talentos e uma veterana valorizada como merece. Já as duas melhores surpresas de "Dona de Mim" são duas crianças: Elis Cabral, de 7 anos, e Lorenzo Reis, de 9 anos. 


Os dois pequenos surgem como duas verdadeiras revelações. É raro encontrar atuações infantis tão sólidas, sensíveis e plenamente conscientes do espaço dramático que ocupam. E é exatamente isso que torna a presença dos dois uma das grandes surpresas da obra.

Elis Cabral demonstra uma maturidade cênica impressionante. Sua personagem, longe de ser apenas “a criança fofa”, possui nuances emocionais que a jovem atriz abraça com delicadeza e firmeza. Elis domina o olhar, o tempo da fala, o silêncio, e isso faz suas cenas ganharem uma autenticidade que muitas vezes falta até mesmo a atores experientes.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Claudia Abreu esbanja talento como Filipa em "Dona de Mim"

 A atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, está a um mês de seu fim e um dos maiores acertos de "Dona de Mim" foi o seu elenco. A escalação, repleta de novos talentos e atores já reconhecidos, é uma característica da autora. E a presença de Claudia Abreu enriqueceu a trama, principalmente porque a espetacular atriz viveu uma mulher bipolar, cujos conflitos dominam a narrativa do início ao fim. 


A intérprete estava longe das novelas há nove anos, após ter protagonizado a problemática e fracassada "A Lei do Amor", em 2016. Durante esse hiato, Claudia se dedicou ao teatro e participou de séries. Aliás, a atriz conseguiu conciliar "Dona de Mim" com a peça "Os Mambembes", onde atua ao lado dos colegas Paulo Betti, Julia Lemmertz, Debora Evelyn, Orã Figueiredo, Emilio de Mello, Leandro Santanna e Caio Padilha. Além de ser mãe de quatro filhos. É uma pessoa que está sempre em movimento. 

A atuação de Claudia Abreu é um dos elementos mais marcantes da novela das sete. A atriz entrega uma performance que alia técnica refinada e profunda sensibilidade emocional. Filipa, em suas mãos, nunca é reduzida a um rótulo ou a um conjunto de sintomas: ela é uma mulher multifacetada, cheia de sonhos, contradições, vulnerabilidades e momentos luminosos.

sábado, 15 de novembro de 2025

"Dona de Mim" aborda a questão da violência com necessário e incômodo realismo

 Os capítulos recentes da atual novela das sete, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, exibiram cenas da invasão policial em uma favela e todos os reflexos que esse tipo de operação provoca na vida dos moradores e dos próprios policiais através da figura do mocinho. Foram situações que geraram um forte impacto emocional nos personagens de "Dona de Mim" e também no público. 


A trama central anda maçante com os desdobramentos em torno da guarda da Sofia (Elis Cabral), vilanias repetitivas do Jaques (Marcello Novaes) e situações jurídicas que são constantemente utilizadas como conveniências de roteiro. A 'vilanização' de Samuel (Juan Paiva) para causar uma turbulência em sua relação com Leona (Clara Moneke), que anda cada vez mais obcecada pela menina, também prejudica a história. Por isso foi tão importante deixar de lado esse arco, ainda que por apenas dois capítulos, e transferir o foco para o núcleo secundário da Barreira e todos os conflitos que rodeiam a vida controversa de Ryan (L7nnon). 

As cenas da invasão constituíram um dos pontos altos da narrativa, demonstrando a força estética e dramática da novela. A direção soube explorar com maestria a tensão do momento, criando uma atmosfera de urgência que prendeu o telespectador desde o primeiro segundo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Giovanna Lancellotti esbanja talento na sequência mais impactante de "Dona de Mim"

 Nesta terça-feira, dia 23, foi ao ar a sequência mais forte da atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Após ser alvo de constantes perseguições de um 'stalker', que passou a monitorá-la graças ao seu perfil no Instagram, Kamila acabou estuprada pelo sujeito. O ato não foi mostrado por conta do horário, mas não havia necessidade, uma vez que o capítulo do dia anterior terminou com o sujeito levando a personagem para um local abandonado. Aquilo já foi o bastante e todos os desdobramentos do instante de terror resultaram nas cenas mais fortes de "Dona de Mim" até então. 


E somente uma atriz com muito talento conseguiria segurar tantas sequências de tamanha carga dramática. É o caso de Giovanna Lancellotti, que dominou o capítulo e impactou o público com sua atuação visceral. E várias cenas não tinham texto, o que exigiu ainda mais de seu desempenho. Muitas vezes as palavras ajudam em situações de intensa emoção e a dificuldade é maior quando não há esse tipo de suporte. Mas a intérprete tirou de letra todos os desafios que foram impostos através da virada trágica na vida de sua personagem. 

Kamila sempre foi o ponto de leveza da novela das sete. Aliás, os raros instantes de humor de "Dona de Mim" eram protagonizados por ela. Debochada, tinhosa e muitas vezes impulsiva, a mãe de Dedé (Lorenzo Reis) nunca teve papas na língua, nem mesmo quando se interessou por Marlon (Humberto Morais), o ex de Leona (Clara Moneke), sua melhor amiga.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Abordagem da morte de Abel em "Dona de Mim" prova que a dor precisa ser sentida nas novelas

 Semana passada foi ao ar a sequência mais triste de "Dona de Mim", atual novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman: a morte de Abel, que marcou a despedida do grande Tony Ramos da trama das sete da Globo. Porém, a saída de um dos principais personagens do enredo não foi corrida e a autora soube aproveitar todos os desdobramentos dramáticos que um falecimento causa na vida de uma família. 


A sequência do acidente trágico teve efeitos especiais dignos e impactou o público. Não foi algo feito de qualquer maneira ou com gráficos toscos, como tem sido visto em vários folhetins recentes, vide "Família é Tudo" e "Vale Tudo", citando apenas alguns exemplos. E o principal foi o detalhamento do que aconteceu depois da morte de Abel e Rebeca  (Silvia Pfeifer). O desespero dos personagens diante do sumiço do empresário, a procura por notícias, as especulações a respeito, o telefonema avisando da descoberta do carro com o corpo da advogada, enfim, tudo foi dividido com o telespectador, o que rendeu cenas de intensa carga dramática. 

A cena do velório também foi aproveitada para destacar o talento os atores, especialmente Suely Franco, que protagonizou seus melhores momentos na trama através da profunda dor de uma mãe que enterrou um filho. Também foi interessante conhecer um pouco mais do ritual judaico, uma vez que Rosa rasgou o bolso da blusa de Jaques (Marcello Novaes), gesto que significa o coração dilacerado pela perda.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Tony Ramos fará muita falta em "Dona de Mim"

 Nesta terça (05/08), após alguns adiamentos e reedições de capítulos por conta da programação da Globo, que mexeu na grade para a transmissão de alguns jogos de futebol, foi exibido o capítulo que marcou a morte de Abel em "Dona de Mim". Quando a notícia saiu em vários sites houve uma imediata surpresa do público. A equipe da novela conseguiu segurar bem o segredo. No entanto, desde então as reclamações nas redes sociais são muitas, o que é compreensível. Tony Ramos enriquece qualquer elenco. 


A atual novela das sete ainda não engrenou. A história de Rosane Svartman está longe de ser um fracasso e elevou os índices da produção anterior, mas ainda não é um sucesso. E dá para entender porque o enredo ainda não fisgou de jeito o telespectador. Há uma impressão de um prólogo que nunca acaba. A trama parece que ainda não começou de fato, o que é um problema. Até mesmo sobre o que se trata o roteiro da obra é uma dúvida que naturalmente surge. A saga da Leona (Clara Moneke) se resume a que exatamente? Ela quer ser mãe de novo, após a perda de sua filha? Quer ficar com a Sofia (Elis Cabral) trabalhando de babá até o fim da vida? Quer fazer faculdade e ter um bom emprego? Quer tudo isso ao mesmo tempo? Enfim, são questionamentos pertinentes e que acabam enfraquecendo a narrativa. 

A família Boaz sempre foi o maior chamariz do folhetim, até porque é lá que Leona trabalha e criou um lindo vínculo com Sofia e todas aquelas pessoas que moram na mansão. Mas muitas situações que aconteciam ali passaram a andar em círculos e nem mesmo a chegada de Vanderson (Armando Babaioff) proporcionou uma reviravolta.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Por que a Globo não elimina de vez os casais gays em suas novelas?

 A pergunta no título desta crítica parece um ato claro de homofobia. Mas na realidade é um questionamento cada vez mais pertinente diante da hipocrisia que a atual cúpula da Globo que comanda o setor de teledramaturgia, chefiada por Amauri Soares e José Luiz Villamarim, vem abordando os relacionamentos homoafetivos na ficção. 


Junho foi o mês da visibilidade LGBTQIAP+ e a emissora é a única das redes brasileiras que pode ser classificada como progressista, ainda que não em sua totalidade. Mas o conservadorismo tomou conta do canal desde que houve uma mudança no comando do setor de entretenimento, ainda que de uma forma não tão explícita. E tudo foi sendo feito de forma camuflada, mas acabou escancarado em "Vai na Fé" (2022), novela das sete de sucesso de Rosane Svartman, por conta das várias censuras aos beijos gravados pelos dois casais gays da trama e que eram sempre cortados na hora da exibição. 

É importante lembrar que a temática nunca foi tratada com liberdade na Globo, tanto que os romances homoafetivos nas novelas eram sempre abordados de uma forma discreta e sem beijos. Os autores nem podiam escrever cenas do tipo. Mas o primeiro veto público a um beijo ocorreu no último capítulo da novela "América", de Glória Perez, em 2005.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

"Dona de Mim" tem tudo para ser mais um sucesso de Rosane Svartman

 Não é segredo para ninguém que Rosane Svartman já ser firmou como uma grande autora de novelas. Até agora foram três folhetins de imenso sucesso ---- "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso", ambas com a parceria do igualmente talentoso Paulo Halm (que merece novos trabalhos na Globo), e "Vai na Fé", sua primeira trama como escritora solo. Todas na faixa das sete. "Dona de Mim" é sua quarta obra e estreou no dia 28 de abril, também no horário das 19h. 


A história teve uma estreia arrebatadora, recheada de emoções e conflitos que prenderam a atenção. No primeiro capítulo, Abel (Tony Ramos) e Filipa (Cláudia Abreu) estão prestes a se casar, em uma elegante celebração na mansão da família Boaz. Pegando todos de surpresa, a cerimônia é interrompida com a chegada de Ellen (Camila Pitanga), antiga funcionária da fábrica de lingeries da família, que enfrenta um câncer em fase terminal. A mulher surge em meio ao casamento para cobrar uma antiga dívida de vida com Abel: ela pede que ele assuma a paternidade de sua filha, uma linda criança que carrega nos braços.

Sem pensar duas vezes, o empresário se torna pai de Sofia (Elis Cabral),  isso abala sua relação com a esposa ao longo dos anos. Conforme vai crescendo, a menina fica cada vez mais sapeca, pregando peças em todas as babás que passam pela residência e não duram nem um mês no cargo. Até que Leona (Clara Moneke) entra na história.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

"Dona de Mim": o que esperar da nova novela das sete?

 A felicidade sempre encontra um caminho e chega quando você menos espera. Essa é a mensagem que conduz ‘Dona de Mim’, nova novela das sete da TV Globo, que estreou nesta segunda-feira (28/04) e entrou no lugar da bem escrita "Volta por Cima". A novela marca a volta de Rosane Svartman ao horário, após o imenso sucesso de "Vai na Fé", exibida em 2022. 


A trama traz a história de Leona (Clara Moneke), que tem sua vida transformada pela relação com Sofia (Elis Cabral), uma menina de sete anos de quem passa a ser babá. Sofia é uma criança que perdeu a mãe ainda bebê e cresceu se sentindo sozinha na casa da família de seu pai, Abel (Tony Ramos). Cercada por adultos, ela vai descobrir em Leo a referência de que precisava. Na obra de Rosane Svartman, com direção artística de Allan Fiterman, o encontro entre as duas é o ponto de partida para uma jornada de afeto, cuidado, companheirismo e relações humanas.   

Com personagens femininas fortes, ‘Dona de Mim’ mistura comédia, drama, romance, aventura, suspense, disputas por poder e reviravoltas. A trama também aborda temas como o impacto social do esporte através do kickboxing, a voz jovem e urbana das batalhas de rima, a efervescência cultural e o forró da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro,

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na primeira quinta-feira de abril, dia 10, a segunda coletiva virtual de 'Dona de Mim', próxima novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Participaram o diretor e os atores Ernani Moraes, Giovana Cordeiro, Vilma Melo, Giovanna Lancellotti, Cyda Moreno, Humberto Morais, Haonê Thinar, Faiska Alves, Felipe Simas, Pedro Fernandes, L7nnon Frassetti, Carol Marra, Cecília Sanchez, Giovanna Jesus, Nikolly Fernandes, PK, Adélio Lima e Clara Moneke. Fui um dos convidado e conto sobre o bate-papo a seguir.


Ernani Moraes não escondeu a animação: "Meu último trabalho na Globo foi 'Nos Tempos do Imperador' e essa nova novela se chama 'Dona de Mim', mas podia ser 'A Vida como ela é'. É o texto mais real que já fiz e o texto que mais se enquadra no Rio de Janeiro. Estou gostando muito do texto. Vou ser o dono de uma padaria e a novela inteira vai passar por ela. Estou muito impressionado com o nível do elenco, a equipe que trabalha atrás das câmeras é espetacular e essa novela vai dar o que falar". 

Vilma Melo complementou: "A expectativa é lá no alto porque é uma novela da Rosane. Ela só emplaca sucessos e 'Vai na Fé' foi um sucesso estrondoso. Sou muito apaixonada pela nossa protagonista, como mulher, como jovem, e na representatividade. Ser uma novela dirigia pelo Allan, ter esse elenco preto, enfim.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Tudo sobre a festa de lançamento de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 Uma noite para celebrar as conexões humanas e a potência das mulheres, da música e das periferias! Esse foi o clima do evento de lançamento de ‘Dona de Mim’, realizado na noite dessa quarta-feira, dia 16. O Museu de Arte do Rio (MAR), na região central e boêmia do Rio de Janeiro, foi o ponto de encontro para o elenco da próxima novela das sete, que se reuniu com a autora Rosane Svartman e o diretor artístico Allan Fiterman para receber convidados, jornalistas e influenciadores.  

“Eu gosto de assistir uma novela quando ela tem uma boa história, que cabe na minha vida, ter a sensação de laço social. Eu acho que a novela das sete tem uma coisa muito bacana: tem emoção e melodrama, que são pilares da telenovela, tem humor, suspense, aventura, drama. E, principalmente, tem romance”, enumerou Rosane Svartman. “É uma faixa que, com todos esses gêneros, me faz pensar, refletir, me divertir, escapar da vida um pouquinho ou pensar na vida um pouquinho. A gente está fazendo de tudo para oferecer uma boa história”, complementou a autora. 

Momentos antes da exibição do clipe da novela, o diretor artístico Allan Fiterman celebrou a equipe e destacou a alegria de realizar esse novo trabalho.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Dona de Mim", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira de abril, dia 8, a primeira coletiva virtual de "Dona de Mim", próxima novela das sete escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Participaram a autora e os atores Tony Ramos, Marcello Novaes, Rafael Vitti, Aline Borges, Clara Moneke, Cláudia Abreu, Suely Franco, Bel Lima, Flora Camolese, Juan Paiva, Luana Tanaka, Pedro Alves, Cris Larin, Gabriel Sanches e Marcos Pasquim. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Rosane Svartman comentou sobre sua nova protagonista: "Esse momento é muito especial. Tem uma diferença nessa protagonista das outras que já fiz, mas assim como a Sol, de Vai na Fé, ela também tem um trauma que é uma perda gestacional avançada. Ela desistiu do casamento, da faculdade de marketing... Essa novela é diferente das outras porque a protagonista já começa no buraco. As mocinhas mudaram muito ao longo do caminho e não há mais como objetivo principal um par romântico. A Léo tem a questão da correria. Ela quer ajudar os outros, mas se enrola. Esse é o diferencial dela. E amo triângulo amoroso. Faço sempre para que todos os romances aconteçam. Gosto de pensar o que a Leo vê no Samuel, no Davi e no Marlon, que não é a mesma coisa. A nossa missão como roteirista é abrir a alma junto com os personagens e enxergar com os olhos deles o que veem. Faço isso para valer e é muito bom ser uma novela aberta porque abre a possibilidade de irmos para um lado ou pro outro. A Leo tem o romance do passado que vem com muita dor e os jovens que ela encontra na mansão, que é o Samuel e Davi".

Cláudia Abreu falou de seu retorno aos folhetins: "Sempre achei novela das sete uma diversão. Tem cenas não tão longas, mas tem que contar muita coisa em menos tempo. Você é atriz em qualquer horário, mas cada horário tem sua linguagem. Há um ritmo diferente e tem sido muito bom fazer essa novela com o Tony Ramos. E com a Rosane que tem uma antena muito forte pra conectar tudo o que acontece na sociedade.