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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Mocinha em "Sol Nascente" e "Segundo Sol", Giovanna Antonelli não merecia dois papéis tão ruins seguidos

O Sol do título não é a única similaridade entre "Sol Nascente" e "Segundo Sol" ---- a novela das seis encerrada em março de 2017 e o atual folhetim das nove em plena reta final. As duas tramas se mostraram enfadonhas, desinteressantes, repletas de personagens mal construídos e mocinhos sem química. Para o azar de Giovanna Antonelli, a atriz protagonizou as duas produções. Infelizmente, ganhou péssimas mocinhas em sequência.


A intérprete já é uma profissional consagrada e tem vários trabalhos elogiados em seu currículo. Não precisa mais provar nada a ninguém. Porém, é uma pena que tenha sido tão desvalorizada nas duas novelas citadas. E causa até estanhamento falar em subaproveitamento, afinal, são duas heroínas. O problema é que Alice e Luzia representaram absolutamente tudo o que não se espera de uma boa mocinha de novela: passividade, burrice, pouca importância para o andamento do roteiro e falta de química com seus pares.

Ironicamente, as duas ainda enfrentaram outro problema: a inverossimilhança a respeito de sua origem. A protagonista de "Sol Nascente" era filha adotiva de uma família japonesa, cujo patriarca era Kazuo, vivido por Luis Melo, que nunca foi japonês. Embora tenham reforçado várias vezes que a personagem era adotada, houve uma avalanche de críticas em torno da escalação dos atores. O mesmo ocorreu em "Segundo Sol", uma vez que uma inexistente Bahia majoritariamente branca acabou representada pela novela de João Emanuel Carneiro.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os piores do ano

A retrospectivas no fim de cada ano são comuns e esse blog já tem a tradição de apresentá-las em partes. Após a triste lista de grandes perdas do meio artístico em 2017, chegou a hora das listas de melhores, piores, casais, atores e cenas.  Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Infelizmente, muitas produções deixaram a desejar e decepcionaram, enquanto outras já eram problemas anunciados... Então, vamos a eles.





"A Lei do Amor":
A primeira novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre da Globo estava cercada de expectativas. Afinal, a dupla vinha das bem-sucedidas "Ti Ti Ti" e "Sangue Bom", excelentes novelas das sete. Só que o resultado foi o pior possível. A primeira fase foi ótima e o início da segunda despertou interesse, mas, em virtude da baixa audiência, a trama começou a ser retalhada, matando personagens e inserindo outros, expondo ainda a fragilidade do roteiro, que não tinha estrutura para durar tantos meses. O elenco era maravilhoso e merece elogios, destacando Vera Holtz, Cláudia Abreu, Gianecchini, Cláudia Raia, Grazi Massafera, Tarcísio Meira, entre outros. Entretanto, os conflitos se mostraram frágeis e o desenvolvimento foi catastrófico, incluindo a equivocada direção de Denise Saraceni. O saldo final foi uma média de audiência baixa e uma história mutilada. Pena.




"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz":
Era a chance de Emanuel Jacobina se redimir, após a totalmente equivocada "Malhação - Seu Lugar no Mundo". Afinal, o autor ganhou de presente da Globo o poder de escrever duas temporadas seguidas. E nem assim aproveitou. A trama foi um pouco melhor que a anterior, mas repetiu todos os problemas vistos antes, como personagens rasos, conflitos forçados e mudança súbita de personalidades em prol supostos novos dramas. Até os casais foram insossos, não salvando um sequer. A rivalidade entre Bárbara (Bárbara França) e Joana (Aline Dias) era um dos poucos atrativos, mas nem isso foi conduzido bem. A repetição das brigas cansou e no final, do nada, elas viraram melhores amigas. Decepcionante.


terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Laura Cardoso foi o único acerto de "Sol Nascente"

A atual novela das seis está perto do seu fim e pouco se salvou do enredo, infelizmente. Foram muitos problemas no frágil roteiro ao longo de sua exibição, entre outros equívocos. Mas, ao menos os autores Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer acertaram na escolha da espetacular Laura Cardoso para viver a grande vilã da trama. A fria Dona Sinhá foi o ponto alto do folhetim dirigido por Leonardo Nogueira.


A maldosa velhinha aparentemente simpática e doce se mostrou uma bela ideia dos escritores, que aproveitaram o imenso talento da intérprete para destacar o perfil em um desanimador conjunto de tipos apáticos e sem carisma. Assim que entrou na novela ---- a produção já estava no ar há quase um mês quando a vilã chegou, tendo César (Rafael Cardoso) na figura de grande malvado até então ----, Laura já mostrou que dominaria todos os momentos com facilidade. E assim o fez.

Dona Sinhá logo se mostrou uma senhora debochada, cruel e fria, capaz de qualquer coisa para atingir seu maior objetivo: seguir com sua lavagem de dinheiro --- usando a jogatina como arma --- e de quebra se vingar de Tanaka (Luis Melo) através do neto, César, que manipulava Alice (Giovanna Antonelli), filha do inimigo que demitiu seu filho anos atrás, 'provocando' a morte do rapaz.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Loucura de César em "Sol Nascente" expõe a falta de criatividade de Walther Negrão

É de conhecimento público que Walther Negrão deixou de ser o autor titular de "Sol Nascente" ainda no início da novela em virtude de problemas de saúde (foi internado algumas vezes). A trama das seis ficou sob o domínio de Suzana Pires e Júlio Fischer, dois escritores que nunca assinaram um folhetim (eram apenas colaboradores). Entretanto, claro que Walther segue supervisionando a sua obra. A prova é a presença de vários traços dele no enredo. E a loucura de César (Rafael Cardoso), faltando menos de dois meses para o fim da produção, expõe isso com mais nitidez, evidenciando ainda a falta de criatividade do escritor.


O vilão começou a história tramando para se vingar da família de Alice (Giovanna Antonelli), usando a mocinha através de um relacionamento sem amor, e tudo sob o comando da avó, a maquiavélica Dona Sinhá (grande Laura Cardoso). Com o tempo, no entanto, César se apaixonou de verdade pela mulher, iniciando um comportamento cada vez mais agressivo. Agora o personagem surtou de vez e virou um psicótico, assassinando até mesmo João Amaro (Rafael Zulu), seu comparsa, somente porque a avó demonstrava clara preferência por ele. Fica claro que o inicialmente calculista malvado se transformou em um maluco em potencial.

Só que a grande questão de todo esse encaminhamento do roteiro é a repetição do autor. Praticamente todas as suas novelas tem exatamente o mesmo desfecho envolvendo o vilão: todos enlouquecem no final. E isso já vem de muito tempo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Homenagem a Laura Cardoso foi o único bom momento de "Sol Nascente"

A atual novela das seis é uma das piores da faixa. A trama de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer tem atores mal escalados, ritmo modorrento, trama insossa, conflitos desinteressantes e casal protagonista fraco. Um conjunto de equívocos. Portanto, não é surpresa constatar a quase ausência de cenas que mereçam menção no folhetim. São raras as sequências que valem algum elogio, por mais que parte do elenco se esforce. Porém, a volta de Laura Cardoso à produção rendeu uma bonita homenagem.


A grandiosa atriz precisou se afastar da trama por conta de uma infecção urinária e ficou praticamente dois meses ausente. A história, que já era fraca, ficou ainda pior sem ela, pois Dona Sinhá é uma das poucas personagens atrativas da novela. A vovó com cara de meiga finge ser uma velhinha boazinha, mas na verdade é uma estelionatária perigosa que passa por cima de qualquer um para atingir seus objetivos. Usa seu neto, César (Rafael Cardoso), para aplicar seus golpes e lavar dinheiro, ao mesmo tempo que planeja se vingar de Tanaka (Luis Melo).

O retorno de Sinhá se deu no bar Rota 94, que estava servindo de ambiente para uma festa com a reunião de todos os personagens. A sua entrada, tímida, com a câmera a focalizando de costas, foi exibida no final do capítulo de segunda-feira (09/01), resultando em uma gancho divertidíssimo, mesclando realidade e ficção. A senhorinha chegou e foi anunciada por Lenita (Letícia Spiller), sendo aplaudida de pé por todos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os piores do ano

Como já virou tradição no blog, a última semana do ano será voltada exclusivamente para as retrospectivas. A primeira foi sobre os artistas que nos deixaram e essa é sobre tudo de ruim que a televisão nos apresentou em 2016. Infelizmente, todas as emissoras estão inseridas na lista e tivemos novelas, séries e programas que pecaram em vários aspectos. É melhor citar os piores primeiro para depois priorizar apenas os produtos de qualidade que foram apresentados ao longo do ano. Vamos a eles.





Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos":
Provando que não sabe lidar com o sucesso, a Record resolveu esticar tanto o fenômeno de audiência "Os Dez Mandamentos" que criou uma nova fase de 66 capítulos. Isso após já ter estendido a novela original, passando de 150 capítulos para 176. O resultado foi catastrófico. Além de ter prejudicado o final da trama (que ficou incompleto), a emissora exibiu uma segunda fase com bem menos recursos financeiros que a primeira. Ou seja, os efeitos toscos se fizeram presentes e a enrolação da história foi inevitável. Não havia mais nada de relevante para contar. E o mais constrangedor foi a caracterização do elenco idoso. Como os atores não foram substituídos, tiveram que envelhecer todos e ficou ridículo. Ver nomes como Guilherme Winter, Gisele Itiê e Marcela Barrozo (que nem 30 anos tem) com rugas artificiais e fazendo voz de velhinhos foi triste. É preciso citar ainda o talco branco jogado nas perucas, deixando o conjunto ainda mais vergonhoso. A emissora poderia ter terminado no auge e colhendo elogios, mas preferiu prejudicar a qualidade em virtude de uns números a mais na audiência.




"Sol Nascente":
Após uma trinca de ouro no horário das seis da Globo ("Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!"), a emissora viu a qualidade da sua faixa cair bruscamente. A novela escrita por um acomodado Walther Negrão, além de Suzana Pires e Júlio Fisher, é uma das piores que a faixa já apresentou e apresenta um conjunto de equívocos. A trama é simplória, os personagens cansativos, o elenco equivocado em grande parte, os conflitos insossos e o ritmo arrastado. Apesar da audiência não ser considerada ruim para os parâmetros (embora tenha derrubado os índices expressivos da anterior), é um folhetim de repercussão nula e assim que acabar será completamente esquecido. Sem dúvida, é a pior novela de 2016 (e provavelmente será a de 2017, pois só acaba em abril).


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Insossa e com conflitos simplórios, "Sol Nascente" é uma novela sem atrativos

A atual novela das seis estreou no final de agosto (dia 29), ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. A trama começou com belíssimas imagens e pouca história. Poderia ter sido apenas uma impressão inicial, revertida ao longo dos capítulos. Entretanto, não foi. Pelo contrário. Tudo o que havia sido observado no início se confirmou com o tempo, lamentavelmente. O folhetim escrito por Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher ---- dirigido por Leo Nogueira ----, resumindo em apenas uma palavra, é entediante.


O enredo é fraquíssimo e não há atrativos que provoquem interesse em acompanhar a trama. O núcleo central é baseado no romance bobinho protagonizado por Mário (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli). A história do casal seria limitada até mesmo se fosse correspondente a um par coadjuvante, quanto mais protagonistas. Nunca houve empecilho para os dois ficarem juntos. Os dois são amigos desde a infância e só agora o rapaz se descobriu apaixonado. Ele se declarou, mas ela recuou, não querendo estragar a amizade. Passaram-se dois anos e a mocinha acabou se envolvendo com o vilão César (Rafael Cardoso), que deseja dar um golpe na família dela.

A situação já se esgotou com um mês de novela no ar. Não há elementos possíveis para se manter até março de 2017. Mário, nas primeiras semanas, se mostrou um sujeito quase obcecado e as cenas do personagem se lamuriando por amor foram constrangedoras. Nem mesmo os adolescentes da "Malhação" fariam algo parecido.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Sol Nascente": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da nova novela das seis será complicada: substituir o fenômeno "Êta Mundo Bom!", cuja audiência estrondosa não era obtida desde "O Profeta", remake exibido em 2006. Para culminar, a nova produção precisará manter a qualidade da faixa, que apresentou três excelentes novelas em sequência ---- além do êxito de Walcyr Carrasco, Lícia Manzo com "Sete Vidas" e Elizabeth Jhin com "Além do Tempo" presentearam o público com grandiosas tramas. Portanto, a responsabilidade de Walther Negrão (que escreve juntamente com Suzana Pires e Júlio Fisher) com "Sol Nascente" é alta.


Porém, o autor é experiente no horário, pois quase todas as suas novelas na Globo foram exibidas na faixa das 18h. Vide "Direito de Amar", "Despedida de Solteiro", "Tropicaliente", a lembrada "Fera Radical", "Era uma vez...", "Como uma onda", "Araguaia" e "Flor do Caribe" (sua última trama). O escritor já deixou evidente em folhetins anteriores que gosta de um clima praiano e repetirá a dose em "Sol Nascente", como é possível observar nas chamadas da nova produção, dirigida por Leonardo Nogueira.

Ambientada na fictícia Arraial do Sol Nascente, a história terá imagens paradisíacas como pano de fundo, lembrando muito "Flor do Caribe" e "Como uma onda". O enredo será sobre o amor improvável dos grandes amigos Alice e Mário, interpretados por Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso.