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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Lilia Cabral virou a 'dona' do horário nobre da Globo

 A pandemia do novo coronavírus ainda está longe de acabar e o descontrole da doença tem adiado cada vez mais a estreia de produções inéditas na teledramaturgia. A Globo, principal produtora de novelas do país e do mundo, tem gravado as novas tramas a passos lentos, seguindo os protocolos de segurança. E as reprises têm marcado a imagem de alguns atores, que estão em quase todas. É o caso de Lília Cabral, que virou uma figura frequente no horário nobre desde que as reexibições começaram. 


A interrupção de "Amor de Mãe" ano passado, quando o coronavírus chegou ao Brasil, implicou na reprise de "Fina Estampa", imenso sucesso de Aguinaldo Silva, exibida em 2011. A novela era repleta de equívocos, mas Lília Cabral brilhou na pele de sua primeira protagonista: a batalhadora Griselda. Mais conhecida como Pereirão, a personagem era o que se chamava antigamente de "Torneira Mecânica", uma espécie de 'faz tudo'. 

Após ter vivido muitas peruas elegantes, a atriz conseguiu se reinventar na pele de uma mulher humilde na novela das nove. Infelizmente, a personagem acabou apagada pela grande repercussão de Crô (Marcelo Serrado) e a dupla formada com a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni). Também perdeu a consistência do enredo quando Griselda ganhou na loteria e ficou rica.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Morte de Egídio promove ótimas cenas em "O Sétimo Guardião

A nova novela das nove ainda está em seu início e nem completou um mês no ar. Após um primeiro capítulo eletrizante e repleto de acontecimentos, Aguinaldo Silva tirou o pé do acelerador e deixou sua trama fluir mais lentamente. Foram duas semanas sem momentos muito interessantes. A sensação de ritmo arrastado se fez presente, não dá para negar. No entanto, o autor promoveu uma boa virada em seu enredo com a morte de Egídio (Antônio Calloni), logo no dia seguinte da chegada de Valentina Marsalla (Lília Cabral) a Serro Azul.


O reencontro do guardião-mor da fonte mágica com a sua ex-noiva resultou na ótima atuação de Antônio Calloni e Lília Cabral. Os experientes atores imprimiram o tom dramático que a cena exigia e fica até difícil encarar Valentina como uma grande vilã depois de tudo o que sofreu no passado. A discussão entre eles deixou claro que a poderosa mulher nunca superou o abandono de seu amor, principalmente pela ausência total de maiores explicações. Ela ainda contou que Gabriel (Bruno Gagliasso) era filho deles, para o choque de Egídio, que se arrependeu imediatamente de ter atendido ao "pedido" do gato Léon para ser um dos guardiões anos atrás.

O bom, embora breve, embate era apenas a primeira cena merecedora de elogios do capítulo. Sampaio (Marcello Novaes, muito bem como vilão) também estava na casa e ajudou Valentina a ir atrás do pai de seu filho e a vilã acabou descobrindo a fonte na passagem secreta. Desesperado com o flagra da ex, Egídio subiu a escadaria e a impediu de descer.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião" faz boa estreia com toques de mistério e terror

"Existem lugares que guardam grandes histórias e histórias que guardam verdadeiros mistérios. Até quando você conseguiria guardar um segredo?" Esse é o principal questionamento de "O Sétimo Guardião", nova produção das nove. Após a problemática e decepcionante novela de João Emanuel Carneiro, a criticada "Segundo Sol", o horário nobre passa a contar com um folhetim de Aguinaldo Silva. Sai de cena uma história contada na Bahia e entra em seu lugar um enredo ambientado em Serro Azul, fictícia cidade interiorana --- cercada por montanhas que impedem sinal de celular e internet ---, onde tudo acontece.


O novo folhetim, que estreou nesta segunda-feira (12/11), marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que virou uma de suas principais marcas como novelista. A cidade criada para ambientar a história é vizinha de Tubiacanca e Greenville, cenários de "Fera Ferida" e "A Indomada", respectivamente ---- duas produções de Aguinaldo. O intuito do escritor é justamente misturar as várias novelas fantasiosas que criou ao longo da carreira. É uma espécie de homenagem a si mesmo. Tanto que seu intuito era trazer vários personagens icônicos para a trama, como Nazaré. Mas, como Renata Sorrah não quis reviver a sua vilã inesquecível (decisão acertada, vale ressaltar), o autor acabou se contentando em escalar Paulo Betti e Luiza Tomé para relembrar o sucesso do casal Ypiranga e Scarlet, em "A Indomada" ---- eles aparecerão em breve.

Mas a premissa mesmo da novela é sobre sete guardiães, cuja missão consiste em proteger uma fonte de água com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Todos precisam manter a discrição do lugar e impedir que caia nas mãos de pessoas erradas. E os protetores têm uma vida comum.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Apesar da trama repetitiva, Lilia Cabral brilhou em "A Força do Querer"

Uma das qualidades de "A Força do Querer" é o bom espaço que os núcleos paralelos têm no enredo, sendo funcional também para a trama principal. Glória Prez conseguiu corrigir um erro frequente em seus folhetins, cujos conflitos secundários quase sempre se mostravam aleatórios e desinteressantes. Tanto que uma das situações mais atrativas do atual sucesso das nove da Globo foi o drama de Silvana, vivida pela sempre grandiosa Lília Cabral.


A personagem é uma viciada em jogo e esse conflito cumpre a função de 'merchandising social' (drama com função educativa), sempre presente nas novelas da autora. No caso desse enredo, divide espaço com a questão da transexualidade de Ivana (Carol Duarte). A arquiteta é uma mulher com excelente condição financeira, muito em virtude do seu casamento com o empresário Eurico (Humberto Martins). Apaixonada pelo marido e mãe de uma filha exemplar, a sensata Simone (Juliana Paiva), tinha tudo para ter uma vida perfeita. Mas, a jogatina destrói isso.

O que inicialmente era apenas a diversão de uma ricaça, acabou virando um tormento, implicando em uma sucessão de mentiras cada vez mais absurdas. O público acompanha essa 'saga' da cunhada de Joyce (Maria Fernanda Cândido) desde o início da novela e houve uma grande demora no andamento dessa questão. Várias vezes as situações pecaram pela repetição, embora não tenham chegado a se esgotar por completo em virtude do talento dos atores envolvidos.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sucesso da reprise de "Tieta" no Viva reforça as qualidades de um clássico da teledramaturgia

Na última segunda-feira (14/08), a estreia de "Tieta" completou 28 anos. O Viva começou a reprisá-la no dia 1º de maio e desde então tem feito a alegria dos telespectadores. A trama de Aguinaldo Silva, escrita com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn ---- dirigida pelo saudoso Paulo Ubiratan ----, era uma das mais pedidas pelo público do canal a cabo. E a prova da longa espera dos noveleiros saudosistas é o resultado da audiência: é o maior sucesso do canal, desde a sua inauguração, em 2010. Mas, basta rever esse delicioso folhetim para constatar os vários motivos desse êxito.


A novela foi um marco da teledramaturgia e um dos maiores sucessos da Globo ---- exibida entre agosto de 1989 e março de 1990 ----, consagrando Aguinaldo Silva como novelista. O enredo foi uma livre adaptação do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, publicado em 1977. Mas, apenas o mote inicial e o perfil dos personagens foram utilizados com fidelidade, pois a liberdade dos autores foi total, transformando o conjunto em um folhetim original, repleto de tiradas cômicas e situações polêmicas, onde a onda do politicamente correto ainda não existia.

O foco principal é um dos maiores clichês da ficção: a vingança. No primeiro capítulo, Tieta, vivida por Cláudia Ohana, é escorraçada de casa pelo pai, o conservador José Esteves (Sebastião Vasconcelos), que não tolera o comportamento 'libertino' da protagonista e ainda é influenciado pelas intrigas da outra filha, a amargurada Perpétua.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

"A Força do Querer" vem apresentando um ótimo início

A nova novela das nove estreou no dia 3 de abril, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar, bem no comecinho. O primeiro capítulo de "A Força do Querer" foi morno e sem grandes acontecimentos. Parecia um capítulo qualquer e não o número um. Isso não foi um mérito nem um defeito, apenas uma opção da autora. E Glória Perez parece ter plena consciência do que está fazendo, pois está inserindo os dramas cuidadosamente, despertando a atenção do público e agradando a Globo ---- a média até então está em torno dos 31 pontos, melhor início desde "Império".


A história é simples e com poucos personagens, o que é uma novidade e tanto levando em consideração o histórico de Glória. Ela sempre foi uma escritora que encheu suas produções de atores, muitas vezes não conseguindo destacar todos, deixando vários deles avulsos em enredos desinteressantes. Sua última novela, por exemplo, sofreu merecidas críticas em virtude do excesso de gente. "Salve Jorge" foi uma produção problemática em vários aspectos, tendo a quantidade exagerada de intérpretes como um dos principais erros. Agora, a autora parece ter aprendido a lição e resolveu preencher sua nova trama com tipos apenas essenciais para o contexto.

O fato de ter deixado de lado as culturas estrangeiras, que já tinham virado uma espécie de marca, também merece menção. A sua última novela que não teve isso foi o remake de "Pecado Capital", em 1998. Isso porque "América" (2005), querendo ou não, teve os Estados Unidos como uma das temáticas (em virtude da abordagem dos imigrantes ilegais).

terça-feira, 4 de abril de 2017

"A Força do Querer" tem uma estreia morna

"Querer... querer não é sonhar. Querer é se jogar. Querer é trabalhar, superar, realizar. Querer não é desejo, desejo sem suor. Querer é movimento, insistência, persistência, o meu melhor." O teaser de "A Força do Querer" apresentou essa mensagem para o público, iniciando uma espécie de descrição a respeito da motivação dos personagens da nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (03/04), substituindo a problemática e desfigurada "A Lei do Amor". A responsabilidade de Glória Perez, agora, é recuperar a audiência do horário nobre ---- afinal, ironicamente, sua 'tarefa' com "Salve Jorge" (2013) era manter o imenso sucesso de "Avenida Brasil", falhando na missão.


Pela primeira vez, após várias novelas, a autora não abordará cultura de outros países e focará exclusivamente no Brasil. Tanto que a história começou na fictícia vila do Parazinho, no Pará, tendo a sensual Ritinha (Isis Valverde) como figural central. Ela é uma das três protagonistas do enredo, dividindo o posto com Bibi Perigosa (Juliana Paes) e Jeiza (Paolla Oliveira). Glória adotará um esquema de rodízio de protagonismos, mesclando as três futuramente, tendo a policial vivida por Paolla como elo de ligação, pois a mesma se envolverá com o ex de Ritinha (Zeca - Marco Pigossi) e tentará prender Bibi ---- que vira a Baronesa do Pó após se envolver com um traficante (Rubinho - Emílio Dantas).

O curioso é que na estreia só uma protagonista apareceu de fato e ainda assim bem pouco. O desgaste da relação de Bibi com Caio (Rodrigo Lombardi) foi exposto, para logo depois vir o término e a junção definitiva dela com Rubinho. Já a sensual Ritinha só apareceu nos minutos finais, nadando no rio em meios aos peixes. Nada de Jeiza.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Liberdade Liberdade" foi uma boa novela, mas poderia ter sido muito melhor

Apresentando uma estreia caprichada e um desenvolvimento morno, "Liberdade, Liberdade" ficou praticamente quatro meses no ar (67 capítulos) e fechou seu ciclo com uma reta final empolgante, presenteando o telespectador com cenas muito bem realizadas. O último capítulo, exibido excepcionalmente nesta quinta-feira (04) ---- por causa do início das Olimpíadas (a Globo fará uma transmissão intensiva do evento) ----, encerrou o folhetim com dignidade, após momentos finais de tirar o fôlego, principalmente em virtude do início da revolução comandada pela protagonista e o enforcamento de seu irmão.


A novela das onze viveu uma novela própria antes de entrar em produção. Márcia Prates estrearia como autora, mas Silvio de Abreu e sua equipe observaram vários erros históricos no texto da escritora, fazendo muitas modificações. Glória Perez e Alcides Nogueira chegaram a trabalhar como supervisores, mas abandonaram a função. Outros problemas foram detectados, até a responsável pela história ser desligada do projeto, sendo utilizado apenas o seu 'argumento' para o enredo. Mário Teixeira foi chamado às pressas para assumir o controle de um trem que parecia desgovernado e a partir de então finalizaram a escalação do elenco, iniciando de vez a elaboração do folhetim.

Portanto, em virtude de todas as questões mencionadas, a expectativa em torno da novela ---- baseada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ---- não era animadora. Afinal, tudo se encaminhava para um produto retalhado e equivocado. A estreia serviu para diminuir essa 'preocupação', pois a trama promissora, o contexto histórico atrativo, o figurino caprichado e o grande elenco agradaram bastante. Entretanto, as constantes mudanças nos bastidores acabaram refletindo na condução do enredo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ótima em "Liberdade Liberdade", Lília Cabral mais uma vez mostrou o seu talento

"Liberdade, Liberdade" está perto de seu fim e um dos acertos da novela das 23h foi o seu elenco. Muito bem escalado, o time da produção esteve repleto de talentos e quase todos conseguiram brilhar em algum momento da história, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra. Entre os intérpretes que mais se destacaram está a sempre grandiosa Lília Cabral, que ganhou a íntegra Virgínia, mulher responsável pelo cabaré da cidade de Vila Rica.


A personagem é uma das mais importantes do enredo, pois está ligada a todos os acontecimentos da novela. A cafetina cuida das suas meninas como se fosse uma mãe e é uma revolucionária disfarçada, sendo a responsável pelas maiores articulações do movimento contra a Coroa Portuguesa e tendo Xavier (Bruno Ferrari) como fiel escudeiro. Ela, aliás, sempre esperou a volta de Joaquina (Andreia Horta) desde que viu a menina ainda criança partir nos braços de Raposo (Dalton Vigh), seu grande amor.

Para culminar, Virgínia é mãe de Rubião (Mateus Solano), o grande vilão do folhetim, que sempre renegou cruelmente a mãe. Toda a teia que envolve o papel proporciona bons conflitos, destacando o conhecido talento de Lília.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Bem conduzida, "Liberdade Liberdade" vem se mostrando uma boa novela das onze

Após vários problemas de bastidores e trocas de autor, a atual novela das onze estreou no início de abril (dia 11) e desde então vem contando a saga de Joaquina (Andreia Horta) ----- claramente inspirada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ----- de uma forma competente. A trama teve uma rápida primeira fase (com menos de dois capítulos) e logo começou a ser ambientada em 1808, época da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Ao menos até o momento, pode-se afirmar que Mário Teixeira conseguiu assumir muito bem os rumos da produção de Márcia Prattes (retirada do projeto).


Dirigida pelo talentoso Vinícius Coimbra, a novela tem conseguido despertar atenção através de bons personagens, ótimo elenco e uma história que tem sido costurada para atingir o clímax do embate entre revolucionários e os representantes da Corte Portuguesa. Tendo Vila Rica (atual Ouro Preto, em Minas Gerais) como pano de fundo, o enredo é dividido em poucos núcleos e quase todos os personagens têm uma ligação, direta ou indiretamente. As tramas não apresentam uma sucessão de acontecimentos, mas são bem estruturadas e contêm bons conflitos pontuais.

O maior destaque é a herdeira do homem que iniciou uma revolução silenciosa, vivida impecavelmente por Andreia Horta. A atriz estava merecendo há tempos uma protagonista e ganhou uma destemida Joaquina, que está à frente do seu tempo e não teme nada e nem ninguém. A filha de Tiradentes tem o objetivo de vingar a morte do pai e ainda libertar o Brasil, honrando a missão do inconfidente morto enforcado.

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade" estreia com capricho, dados históricos e trama forte

"Liberdade. Liberdade que todos desejam, mas que pelo tão poucos lutam. Amor à liberdade que nos faz cruzar limites e pagar todos os preços por ela. Uns têm a liberdade no sonho, outros têm a liberdade no sangue." Baseada nessa premissa, divulgada no primeiro teaser da nova produção, estreou, nesta segunda (11/ 04), "Liberdade, Liberdade", nova novela das onze, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra, mesmo diretor da primorosa minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro deste ano.


O folhetim foi ideia da autora Márcia Prates --- antes era colaboradora de várias produções e estrearia seu primeiro trabalho solo ---, que começou a desenvolver seu projeto com aprovação da emissora, até o surgimento de vários problemas em torno do texto e das situações históricas. Houve até a entrada de Euclydes Marinho como supervisor, que logo foi desligado, 'cedendo' lugar para Glória Perez, que também não durou muito na função. Após esse conjunto de contratempos, uma atitude mais drástica foi tomada: a responsável pelo enredo, então, acabou retirada do projeto, que passou para as mãos de Mário Teixeira. Ou seja, a elaboração desse folhetim foi bastante complicada.

Mas, após a exibição do caprichado primeiro capítulo, ficou evidente que os problemas ficaram apenas por trás das câmeras e já estão no passado. Baseada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes", da autora Maria José de Queiroz (lançado em 1987), a novela retrata inicialmente um Brasil do século XVIII e a saga de uma personagem bem desconhecida dos historiadores, mas que foi herdeira do mártir da Inconfidência Mineira, uma das figuras mais conhecidas e representativas do país.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Os vencedores da 17ª edição do "Prêmio Contigo"

A décima-sétima edição do "Prêmio Contigo!" de Televisão aconteceu nesta segunda-feira (dia 8), no Copacabana Pallace (Rio de Janeiro),e  mais uma vez encerrando a leva de premiações referentes ao ano de 2014, ainda que muitas produções de 2015 tenham sido inseridas na lista de indicados. A festa contou com a presença de vários artistas e ainda homenageou os 50 anos da Rede globo e a grande Glória Pires, que se emocionou com o merecido reconhecimento à sua longeva carreira televisiva. A justiça prevaleceu na maioria das categorias, embora algumas vitórias (mesmo já esperadas) tenham decepcionado.


Apresentada pela extraordinária Fernanda Montenegro e pelo talentoso Mateus Solano, a premiação começou com um divertido momento da respeitada atriz dando um selinho em Mateus, que protagonizou em 2014 o histórico beijo de "Amor à Vida" com Thiago Fragoso. A dama do teatro e da televisão ainda brincou dizendo que eles deram o primeiro beijo gay do "Prêmio Contigo!" ----- curiosamente, o ator no ano passado esteve em uma história de sucesso e fez parte de um casal homossexual de extrema aceitação, ao contrário do que ocorre atualmente com Fernanda em "Babilônia".

A primeira categoria foi de Melhor Atriz Coadjuvante e a vencedora foi Marina Ruy Barbosa, pela Maria Isis, de "Império". Ela concorreu com Andreia Horta ("Império"), Giovanna Lancellotti ("Alto Astral"), Adriana Birolli ("Império"), Emanuelle Araújo ("Malhação") e Camila Morgado ("O Rebu"). Marina convenceu na trama e mereceu o prêmio, mas as concorrentes também mereciam, principalmente Andreia.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Os vencedores da 57ª edição do "Troféu Imprensa"

A 57ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (12/04) e mais uma vez teve a espontaneidade de Silvio Santos como ponto alto. Apesar de muito gripado, o melhor apresentador do país fez seus deboches e conduziu a premiação com a sua conhecida competência, proferindo uma sucessão de pérolas. Não estava tão inspirado como nos outros anos (por questões óbvias), mas valeu mesmo assim. Já o time de jurados mais uma vez foi composto por figuras que sempre marcam presença, como Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, entre outros.


Infelizmente, as injustiças viraram rotina no "Troféu Imprensa", uma vez que o esquema de votação para a classificação dos três finalistas é feita exclusivamente pela internet e o vitorioso de cada categoria é escolhido por cinco jurados, selecionados aleatoriamente. Esta soma de fatores acaba implicando em um festival de erros que já deveria ter sido solucionado. Mas em todo ano as mesmas situações são repetidas e nada é feito para mudar, o que deixa a premiação cada vez mais enfraquecida.

Porém, apesar do equívoco em várias indicações, alguns vencedores mereceram ganhar o troféu e, como programa de entretenimento, o formato ainda consegue prender a atenção. As gratas surpresas deste ano foram Marcos Caruso e Mariana Ximenes, que estiveram no palco com Silvio.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sustentada pelo núcleo central e marcada por altos e baixos, "Império" foi uma novela apenas mediana

Foram 203 capítulos. "Império" estreou em julho de 2014 e chegou ao fim nesta sexta (13/03), encerrando a saga do comendador José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), após quase oito meses de novela no ar. Aguinaldo Silva escreveu um folhetim clássico e muitas das situações apresentadas no núcleo central lembraram "Suave Veneno", produção que foi o seu maior fracasso na carreira. Mas desta vez o autor conseguiu conquistar a audiência e aumentou em três pontos a média geral do horário nobre, derrubado por "Em Família".


Apesar do êxito nos números do Ibope, a trama pode ser classificada apenas como regular. Não foi uma obra péssima e conseguiu ser bem melhor do que o último folhetim do autor ---- a fraca "Fina Estampa" ----, entretanto, esteve longe de ser uma novela ótima. A história teve muitos equívocos, mas o núcleo central sustentou bem "Império", sendo o seu maior acerto. A família Medeiros teve dois perfis de destaque muito complexos (Zé Alfredo e Maria Marta) e os embates pelo comando da empresa de jóias sempre eram atrativos.

O autor foi muito corajoso ao colocar um homem repleto de desvios de conduta e extremamente arrogante como protagonista, e ainda escolher Alexandre Nero para interpretá-lo. Toda a coragem valeu a pena, afinal, o comendador (um típico anti-herói) caiu nas graças do público, fez sucesso e o ator deu um verdadeiro show na pele do personagem que já é o melhor de sua carreira.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Momento romântico entre Maria Marta e José Alfredo resulta em uma linda cena na última semana de "Império"

No capítulo de terça-feira da última semana de "Império", Aguinaldo Silva presenteou o telespectador e os atores com uma das cenas mais bonitas da novela. Foi o raro momento em que Maria Marta (Lília Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) se desarmaram e se declararam um para o outro. Uma situação muito esperada pelos fãs do casal (apelidados de Malfred) e também pelo público da trama que aguardava um momento mais sensível do principal par do folhetim que está perto do seu fim.


Após o casamento de Cristina (Leandra Leal) e Vicente (Rafael Cardoso), a imperatriz debochou do desejo dos recém-casados de passar a lua de mel no quartinho da noiva em Santa Teresa. Ao ouvir a ironia, o comendador falou sobre sua relação com ela e afirmou que luxo não tem nada a ver com amor, já que eles não foram felizes e não adiantou nada uma lua de mel em um hotel cinco estrelas. Porém, Maria Marta não ouviu calada e fez questão de dizer que os dois tiveram, sim, momentos de felicidade.

"Sinceramente, Zé? Uma vida fantástica, maravilhosa, com todos os momentos que um verdadeiro casal tem direito. Inclusive aqueles de pura baixaria. Nós fomos muito felizes, Zé. Demais da conta. Teve dias, até, que nós explodimos de tanta felicidade. E não adianta dizer ou fingir que não foi assim."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Alexandre Nero, Lília Cabral e Marjorie Estiano: os maiores destaques de "Império"

Que o ponto alto de "Império" foi o seu núcleo central, não há contestação. O drama da família milionária foi o grande atrativo da novela de Aguinaldo Silva, até porque os núcleos paralelos não funcionaram. E, neste enredo principal, já com a história perto do seu desfecho, ficou evidente que três atores se destacaram mais e foram os pilares da trama: Alexandre Nero, Lília Cabral e Marjorie Estiano. O trio sustentou o folhetim.


Alexandre Nero ganhou o melhor personagem de sua carreira. O comendador é um tipo ambíguo, que mescla momentos de fúria com instantes de doçura e sofrimento. Enriqueceu por meios ilícitos e se envolveu em vários crimes, forjando até mesmo uma falsa morte para escapar da justiça; entretanto, não é um mau-caráter e preza valores em sua família. Um perfil engrandecedor para qualquer ator e que 'vestiu' perfeitamente no intérprete, que dominou o papel logo no primeiro capítulo, honrando seu protagonismo.

E Lília Cabral estava merecendo uma ótima personagem depois de "Fina Estampa" e do remake de "Saramandaia". Ganhou. Mesmo não tendo sido a grande vilã prometida pelo autor, Maria Marta se revelou uma mulher sarcástica que sabe ser cruel quando quer, embora tenha seu lado humano. Apesar de todos os seus defeitos, ela ama de verdade José Alfredo e tem um imenso carinho pelos filhos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O talento de Lília Cabral e o merecido destaque de Maria Marta em "Império"

Ela é uma das melhores atrizes do país e novamente está se destacando no horário nobre da Globo. Na pele da ambiciosa Maria Marta, Lília Cabral tem brilhado em "Império" e sua personagem cresceu ainda mais após a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero). Ela tem protagonizado ótimas cenas e Aguinaldo Silva, que sempre a escala para suas novelas, a presenteou com um grande papel.


Apesar de Maria Marta ter sido uma promessa não cumprida ---- afinal, de acordo com as chamadas iniciais da trama ela seria a grade vilã da história ao lado de Cora (DricaMoraes/Marjorie Estiano) -----, a imperatriz vem sendo defendida com maestria por Lília e o autor imprimiu interessantes nuances no perfil. A personagem tem momentos de pura frieza, mas também expõe um lado emocional muito forte nos momentos de fraqueza. É um tipo complexo e longe de qualquer tipo de maniqueísmo.

Casou com José Alfredo por uma troca de interesses e ajudou o marido a construir seu tão cobiçado império. Porém, apesar deste início de relação um tanto quanto prático, a matriarca da família ama mesmo comendador e sua maior angústia é não ter este sentimento correspondido, principalmente depois que tramou um golpe para tirar Zé do comando da empresa com o intuito de colocar o filho José Pedro (Caio Blat) no lugar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Merecida homenagem a Fernanda Montenegro foi o ponto alto do "Prêmio Extra" de 2014

A edição de 2014 do "Prêmio Extra" aconteceu nesta terça-feira (11/11), no Vivo Rio, local que já virou o ambiente oficial da premiação. O evento foi apresentado por Tiago Leifert e Fernanda Paes Leme e ocorreu sem maiores problemas, bem diferente do que aconteceu no ano passado --- cheio de problemas técnicos ----, quando Marieta Severo e Marco Nanini apresentaram. Tudo foi transmitido pelo site do jornal e o ponto alto da noite foi a justa homenagem a Fernanda Montenegro.


A maior atriz deste país foi homenageada através de belos depoimentos (quase declarações de amor e admiração) lidos por Edney Silvestre, Fernando Eiras, Nathalia Timberg e Artele Salles (recuperada de um câncer). Todos leram alguns trechos de frases da própria atriz e ainda a reverenciaram. Fernandona agradeceu a todos, falou do seu amor pelas artes cênicas e ainda pediu que Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho (também presentes no evento) subissem no palco e ficassem ao seu lado. Foi um momento emocionante.

Os homenageados de 2012 foram Glória Menezes e Tarcísio Meira, enquanto que Tony Ramos foi o agraciado em 2013. Em 2014, foi a vez da Fernanda Montenegro ser aplaudida pelos colegas de profissão e pelo público presente. A atriz ---- que brilhou neste ano na deliciosa série "Doce de Mãe" -----, inclusive, estará em "Rio Babilônia", nova novela das nove, e fará par com a extraordinária Nathalia Timberg, sua grande amiga.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Estagnada, "Império" necessita de melhores conflitos para prender o telespectador

Enquanto preparava a sinopse de "Império", Aguinaldo Silva prometeu um novelão. E assim que sua novela estreou, sua promessa foi cumprida com louvor. A primeira fase ---- protagonizada por Marjorie Estiano, Chay Suede e Vanessa Giácomo ---- foi impecável e despertou interesse. O início da segunda fase também foi promissor, principalmente devido ao núcleo central, foco dos principais conflitos. Entretanto, há quase três meses no ar, a trama já não é mais a mesma.


Os núcleos secundários, que desde o início apresentaram fragilidades, estão totalmente deslocados na história e o principal tem apresentado situações pouco atrativas para o telespectador. A estagnação da trama está evidente e a famosa 'barriga' tem sido vista há várias semanas, sem qualquer sinal de melhora. A impressão causada é que o autor está poupando seu enredo em virtude da baixa audiência herdada do Horário Eleitoral Gratuito. Entretanto, mesmo durante o pequeno intervalo sem propaganda política pouco coisa foi desenvolvida em "Império".

Um dos principais problemas da novela tem sido a falta de ação das principais vilãs. Cora (Drica Moraes) foi 'vendida' como a grande víbora da história e a cena onde a personagem chora e gargalha após a morte da irmã (Eliane - Malu Galli) foi excelente. Parecia de fato que uma víbora estava a caminho.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Após uma primeira fase impecável, história central segue sendo o grande atrativo de "Império"

A primeira fase de "Império" foi impecável. Marjorie Estiano, Vanessa Giácomo, Chay Suede e Regina Duarte foram os grandes destaques e engrandeceram os quatro primeiros capítulos. A história também prendeu a atenção. Entretanto, as dúvidas sobre o que viria na segunda fase se faziam presentes. A chance de provocar uma decepção, como ocorreu com "Em Família", era grande. Mas, passadas algumas semanas, é incontestável que a nova novela de Aguinaldo Silva continua bastante atrativa, principalmente em cima da trama central.


Toda a história que envolve o protagonista José Alfredo (Alexandre Nero) desperta interesse e os desdobramentos têm sido o grande ponto alto de "Império". Isso porque as duas grandes vilãs estão nele, assim como o ambíguo comendador e sua família milionária. Cora (Drica Moraes) e Maria Marta (Lilia Cabral) são as melhores personagens de longe, representando a maldade na pobreza e na riqueza, respectivamente. E as atrizes estão em estado de graça. Já o arrogante, grosseiro, infeliz e ambíguo personagem central está sendo brilhantemente interpretado pelo ator, que ganhou um papel grandioso.

A trama que ficou encaminhada na primeira fase, está sendo bem desenvolvida e ficou ainda melhor com o falecimento de Eliane (Malu Galli). Primeiramente, porque a cena proporcionou um momento extraordinário de Drica Moraes, que impressionou no momento que Cora constatou que sua irmã morreu e misturou alegria com tristeza, soltando um grito de choro, logo seguido de uma gargalhada diabólica.