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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Por que o público odiava tanto a Eduarda em "Por Amor"?

A reprise de "Por Amor", dirigida por Ricardo Waddington, vem fazendo um grande sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo, e merece. É uma das novelas mais aclamadas de Manoel Carlos. Não por acaso virou um clássico da teledramaturgia. Mas a reexibição da trama sempre levanta um questionamento até hoje inexplicável: por que o público odiava tanto a Eduarda (Gabriela Duarte) e nunca se incomodou com o Marcelo (Fábio Assunção)?


As "Helenas" do Maneco até hoje são lembradas por noveleiros apaixonados e o escritor carrega essa peculiaridade em suas obras. Mas não é a única. Outra que virou uma espécie de DNA de seus folhetins foi a insuportabilidade das filhas dessas "Helenas". Porém, ao contrário das heroínas de mesmo nome, não virou uma regra. Só que as herdeiras mais marcantes são justamente as mais mimadas e sonsas, vide Joyce (Carla Marins), em ""História de Amor", e Camila, em "Laços de Família". Embora a novela tenha sido o maior fracasso do autor, Luiza (Bruna Marquezine), de "Em Família", também entrou no time. O questionável é justamente Eduarda estar na lista.

É verdade que no início de "Por Amor" a personagem faz jus ao título e se encaixa nos demais perfis citados. A filha de Helena (Regina Duarte) é uma mimada que não tolera ser contrariada e tem um ciúme doentio de Marcelo. Grita com qualquer um que a enfrente e ainda maltrata o pai alcoólatra, Orestes (Paulo José).

domingo, 30 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Com mais de cento e vinte cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.



Melhores Atrizes:



1- Fernanda Montenegro.
A vidente Mercedes foi uma das principais personagens de "O Outro Lado do Paraíso" e valeu muito acompanhar a valorização de uma das maiores atrizes brasileiras no fenômeno de Walcyr Carrasco. Fernanda protagonizou várias cenas emocionantes na trama e ainda formou um lindo casal com o também grande Lima Duarte.


2- Marieta Severo.
Sophia foi uma vilã que fez jus ao seu posto em "O Outro Lado do Paraíso". Após a bem-sucedida parceria com Walcyr em "Verdades Secretas", a atriz repetiu o sucesso ao lado do autor e deu show na pele da ambiciosa mulher que matava seus inimigos a tesouradas. Uma de suas melhores cenas, vale lembrar, foi o AVC sofrido pela víbora em pleno julgamento. O trabalho corporal da veterana impressionou.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Encantadora do início ao fim, "Orgulho e Paixão" foi a melhor novela de 2018

A primeira novela de Marcos Berstein como autor apresentou diversos problemas. "Além do Horizonte", exibida em 2013 na faixa das sete, foi um folhetim ousado e sofreu várias mudanças em virtude da baixa audiência ---- conseguindo ficar atrativa da metade para o final. O escritor desenvolvia a trama em parceria com Carlos Gregório e já havia trabalhado com João Emanuel Carneiro no roteiro do aclamado filme "Central do Brasil" (1998) e na ótima  série "A Cura" (2010). Chegou a ser também colaborador de Lícia Manzo na primorosa "A Vida da Gente" (2011). Após as experiências citadas, Marcos recebeu a missão de escrever um enredo como autor principal na Globo. Assim nasceu a deliciosa "Orgulho e Paixão", que, depois de 161 capítulos, chegou ao fim nesta segunda-feira (24/09), fechando seu ciclo com um capítulo belíssimo.


A estreia do autor em um trabalho solo não poderia ter sido melhor. Berstein foi muito inteligente em adaptar vários romances de sucesso da escritora inglesa Jane Austen em uma só novela, aproveitando todo o potencial que livros como "Razão e Sensibilidade (1811), "Orgulho e Preconceito" (1813), "Mansfield Park" (1814), "Emma (1815), "A Abadia de Northanger (1818)  e "Lady Susan" (1871) poderiam render. E como renderam bem. Ele inseriu vários personagens marcantes da autora em sua criação e conseguiu mesclá-los com outros novos perfis através um enredo bem construído e desenvolvido com habilidade, cuja maior qualidade foi o ritmo ágil. O telespectador não podia se dar ao luxo de perder um ou dois capítulos na semana.

A trama esteve recheada de personagens carismáticos e casais apaixonantes. Aliás, nunca antes um folhetim conseguiu apresentar tantos romances encantadores juntos. Não faltou par para "shippar" e Berstein fez questão de destacar cada um através ciclos que se abriam e fechavam dentro do enredo. Tanto que foram vários casamentos realizados bem antes das últimas semanas de novela. E, quase sempre, quando há casório na ficção antes do final é porque haverá alguma desgraça ao longo dos meses. Não foi o caso da trama das seis.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Romance de Aurélio e Julieta encanta em "Orgulho e Paixão"

Marcos Berstein vem conseguindo apresentar para o público capítulos construídos com habilidade no atual folhetim das 18h, ainda que não tenham muitos acontecimentos relevantes em alguns, o que é natural em qualquer novela. "Orgulho e Paixão" é agradável de ser acompanhada até em cenas exclusivamente românticas, mesmo que não afetem o andamento da história. E como há uma sucessão de bons casais, os muitos momentos açucarados recheiam a produção. No último sábado (11/08), por exemplo, chegou a vez de Aurélio (Marcelo Faria) e Julieta (Gabriela Duarte).


A esperada primeira relação do par teve o texto delicado do autor, a química incontestável dos atores e a libertação da angústia da personagem mais complexa da novela. A Rainha do Café nunca se recuperou dos estupros constantes do finado marido e carregava uma energia pesada, representada por uma postura arrogante e intimidadora. Nem mesmo o filho Camilo (Maurício Destri) conseguia quebrar esse ar gélido da mãe, que sempre tocou seus negócios com extremo rigor. Aurélio veio para trazê-la para o caminho da serenidade.

O casal é um dos muitos trunfos da gostosa trama das seis e Berstein sempre fez questão de valorizar os atores, que viraram o destaque do núcleo. Todavia, é preciso mencionar que o início da relação poderia ter sido desenvolvido de forma mais crível pelo escritor.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Capítulo 100 de "Orgulho e Paixão" promove uma sucessão de ótimas cenas

A atual trama das seis da Globo faz por merecer todos os elogios e segue com um impressionante fôlego. "Orgulho e Paixão", dirigida por Fred Mayrink, vem sendo conduzida com habilidade por Marcos Berstein, que parece saber de todo o potencial de seu enredo e não poupa história. Tanto que o capítulo 100, exibido nesta sexta-feira (13/07), apresentou uma nova sucessão de acontecimentos e presenteou o público com cenas ótimas.


E todos os recentes conflitos acabaram ocasionados por Lady Margareth, uma vilã deliciosamente odiável e brilhantemente defendida por Natália do Vale. A sua entrada deixou a novela ainda melhor. O momento em que Olegário (Joaquim Lopes) desmascarou Susana (Alessandra Negrini) e Petúlia (Grace Gianoukas) diante de Julieta (Gabriela Duarte), Darcy (Thiago Lacerda), Charlotte (Isabella Santoni) e Aurélio (Marcelo Faria) primou pela entrega dos atores, promovendo uma nova virada no enredo.

Além de ter revelado todas as armações da vilã, Olegário ainda confirmou todo o seu passado de falcatruas, rompendo de vez a parceria com a ex-mulher. Alessandra Negrini protagonizou sua melhor cena na trama até agora e Gabriela Duarte novamente brilhou quando Julieta expulsou a antiga amiga de sua casa.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Irretocável na pele de Julieta, Gabriela Duarte emociona em "Orgulho e Paixão"

Antes de "Orgulho e Paixão", a última novela que havia contado com a presença de Gabriela Duarte do início ao fim era "Passione", ótima trama de Silvio de Abreu, exibida em 2010, onde a atriz viveu a perua Jéssica, seu primeiro perfil cômico da carreira. Ela se destacou, ganhando na época merecidos elogios. Depois desse trabalho, a intérprete fez apenas participações ao longo de dez anos, vide o primeiro capítulo de "Amor à Vida" (2013) e a primeira fase de "A Lei do Amor" (2016). Agora, felizmente, o público tem sido presenteado com o seu talento desde o começo do agradável folhetim das seis da Globo.


É uma volta às novelas em grande estilo. Isso porque a atriz ganhou o perfil mais complexo da história de Marcos Berstein, dirigida por Fred Mayrink e baseada em vários romances de sucesso da escritora inglesa Jane Austen. Julieta Bittencourt é uma poderosa viúva que ficou conhecida na região como a Rainha do Café, em virtude do império que construiu graças ao seu empenho feroz nos negócios. Sua postura fria e arrogante é sempre intimidadora, deixando todos ao seu redor retraídos e submetidos aos seus desmandos. Porém, não é uma vilã e nem uma pessoa com caráter desvirtuado. Pelo contrário, é íntegra e tem um passado sofrido.

Ainda que só agora o público tenha descoberto o estupro sofrido pela personagem, o autor já havia deixado sublinhado algumas vezes o quanto a firme mulher era maltratada pelo esposo. Logo no início da novela, cenas da personagem cuspindo no túmulo do marido foram exibidas, assim como confissões com um padre, onde confessava não ter conseguido se livrar do ódio pelo falecido.