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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Após início promissor, "O Tempo Não Para" parou e chegou ao fim sem atrativos

A novela das sete de Mário Teixeira começou com o pé direito. Apesar das desconfianças iniciais, a trama deu certo. O enredo era estapafúrdio ---- uma família de 1886 naufragava e congelava em alto mar, até descongelar 132 anos depois, precisando se adaptar aos novos tempos em pleno 2018 ----, mas caiu nas graças do público. A ousada proposta do autor funcionou e "O Tempo Não Para" iniciou sua saga fazendo um imenso sucesso ---- os índices das primeiras semanas não eram vistos desde "Cheias de Charme", exibida em 2012. Todavia, infelizmente, o autor não conseguiu desenvolver bem o seu folhetim e "O Tempo Não Para" se perdeu da metade para o final.


Os índices do Ibope nas alturas no início da trajetória da família Sabino Machado faziam jus ao que era apresentado para o telespectador. Simplesmente genial todo o período de adaptação dos congelados, incluindo o show do elenco e o texto sagaz do escritor. As expressões de choque e horror aos novos tempos eram hilárias, destacando principalmente Edson Celulari (irretocável como Dom Sabino), Juliana Paiva (perfeita como Marocas), Rosi Campos (engraçadíssima na pele de Agustina) e Cesária (Olívia Araújo valorizada como merece). Mário ainda foi inteligente e descongelou os personagens de 1886 aos poucos, aproveitando bem as adaptações de cada um.

Os principais casais funcionaram. A relação de Samuca (Nicolas Prattes muito bem) e Marocas foi desenvolvida com muito humor, sempre explorando o desconforto da menina com as modernidades do rapaz que "exibia as pernas usando bermudas, sem um pingo de vergonha''. A química entre os atores (namorados na vida real) foi nítida. Coincidentemente, a comicidade também foi o ingrediente dos outros dois pares principais.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Edson Celulari e Christiane Torloni formaram um ótimo par em "O Tempo Não Para"

Não é raro uma parceria bem-sucedida entre atores ser repetida em várias novelas. Quando um casal funciona em alguma trama e faz sucesso, outro autor fica tentado a escalá-los novamente como um par. Às vezes até o mesmo escritor gosta de repetir o romance, ainda que com perfis diferentes. Atitude compreensível, pois formar um par apaixonante em folhetins nunca foi uma tarefa fácil. Aproveitar a química já conhecida entre dois intérpretes fica tentador. É o caso de Edson Celulari e Christiane Torloni em "O Tempo Não Para".


Dom Sabino e Carmem representam o casal protagonista maduro do folhetim, afinal, os mocinhos jovens são Marocas (Juliana Paiva) e Samuca (Nicolas Prattes). O patriarca da família Sabino Machado logo se encantou com a exuberante empresária que representa absolutamente tudo o que ele jamais viu em sua época. Essa discrepância de costumes é um dos charmes da relação. Até porque Sabino era casado com Agustina (Rosi Campos) e Carmem acabou se envolvendo com Marino (Marcos Pasquim) no início da trama.

Nos primeiros meses, a sintonia era tão grande que nem precisava de beijo para conquistar o telespectador. Os dois, inclusive, viviam trocando acusações e xingamentos por conta das várias diferenças de pensamento. O irônico é que nem há como condenar Dom Sabino por machismo e conservadorismo, uma vez que o personagem era de 1886 e acabou descongelado com sua família em 2018.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

"Deus Salve o Rei" e "O Tempo Não Para" viveram situações opostas

"O Tempo Não Para" está em seu último mês e não há muito mais história a ser contada. A trama vem andando em círculos e o tempo parou, com o perdão do trocadilho. Vale destacar, todavia, o início empolgante da história de Mário Teixeira, que arrebatou o público com a ousadia do enredo em torno de uma família de 1886 descongelada em 2018. Os índices de audiência também estavam nas alturas. Mas, ao longo dos meses, o contexto foi minguando, assim como os números do Ibope. O irônico é que a produção anterior enfrentou uma situação totalmente diferente.


"Deus Salve o Rei" teve um início modorrento e nada atrativo, em virtude da falta de rumo da história de Daniel Adjafre. Nem mesmo o evidente capricho da produção da novela, com cenários belíssimos e figurinos luxuosos, conseguiu prender a atenção do público. Afinal, o enredo em torno dos reinos de Montemor e Artena se mostrava raso demais. O romance de Afonso (Rômulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) não tinha quase empecilhos porque o herdeiro do trono largou tudo com bastante facilidade para ficar ao lado do seu amor. E a então grande vilã, a rainha Catarina (Bruna Marquezine), mais tramava do que agia.

O telespectador podia se dar ao luxo de não assistir a vários capítulos que não perdia nada de relevante. A audiência teve um início morno, em torno dos 23/24 pontos, e assim seguiu nos primeiros meses. Como a Globo investiu muito na novela, inclusive na divulgação nas redes sociais, uma medida foi tomada: Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora, chamou o autor Ricardo Linhares para ajudar Daniel na condução do folhetim.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2018, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Orgulho e Paixão".
A melhor novela de 2018 com louvor. Marcos Berstein estreou como autor solo com o pé direito, após um trabalho criticado em parceria com Carlos Gregório, quando escreveu a ousada "Além do Horizonte", em 2013. A novela das seis, baseada em vários livros de sucesso da escritora Jane Austen, foi irretocável. Foram vários casais apaixonantes, um elenco muito bem escalado, personagens construídos com excelência e uma trilha sonora de qualidade. A trama ainda abordou temas importantes, como violência contra a mulher, racismo e homossexualidade, mesmo ambientada em 1910. Vale citar também os lindos musicais e o destaque de vários atores, como Gabriela Duarte, Ary Fontoura, Agatha Moreira, Rodrigo Simas, Nathalia Dill, Alessandra Negrini, Natália do Vale, entre tantos mais. O colorido Vale do Café deixou muita saudade.



"Malhação - Viva a Diferença".
Após duas temporadas repletas de erros escritas por Emanuel Jacobina, Cao Hamburger veio para devolver a qualidade ao longevo seriado adolescente. Com uma direção ótima de Paulo Silvestrini, a trama abordou diversos temas pertinentes com propriedade e presenteou o público com personagens humanos, cheios de qualidades e defeitos. O universo adolescente foi retratado com total realismo, vide festas regadas a drogas e bebidas alcoólicas, além de conflitos verossímeis em torno dos jovens. A história ainda teve o diferencial de não ter sido focada em casais e, sim, na força da amizade do quinteto central, representado por Lica, Tina, Keyla, Ellen e Benê. Mas também houve espaço para bons romances, todos repletos de sensibilidade e química ("Gunê", "Keyto", "Tinderson", "Jotellen", "Limantha", por exemplo). E as cinco atrizes que protagonizaram foram selecionadas a dedo: Manoela Aliperti, Ana Hikari, Gabriela Medvedovski, Heslaine Vieira e Daphne Bozaski deram um show. Pena que a temporada substituta tenha descido tanto o nível.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2018. E muitas sequências merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Emília conhece o mar em "Entre Irmãs":
A Globo transformou o ótimo filme em minissérie e uma das mais belas cenas é o momento em que a sofrida e ingênua Emília se depara com o mar graças a Lindalva, mulher moderna com quem teve um rápido relacionamento e conheceu o sexo com amor. Marjorie Estiano nem precisou de falas para expor a emoção da personagem. Letícia Colin ótima também.



Luzia e Emília se reencontram e se despedem em "Entre Irmãs":
Após uma dolorosa separação anos atrás, as sofridas irmãs se reencontraram e Vitrola --- que havia fugido com os cangaceiros e se tornado a líder deles, após a morte de seu amor --- deixou seu filho para a irmã cuidar, já sabendo que dificilmente sobreviveria ao confronto contra a guarda. Que show de Nanda Costa e Marjorie Estiano. Emoção à flor da pele.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os melhores casais do ano

Ao contrário de todos os sites e blogs, que optam em apenas selecionar os destaques e os piores do ano, o De Olho Nos Detalhes também engloba outra categorias nas listas de retrospectivas. E um dos diferenciais do meu modesto espaço é listar os melhores pares românticos das tramas. Em 2018, tivemos casais apaixonantes em vários horários, mas "Orgulho e Paixão" foi a novela que mais contou com romances cheios de química. Mas outras faixas também tiveram sua fatia de romantismo. Vamos ao casais.





Ernesto e Ema ("Orgulho e Paixão"):
O romance do italiano desbocado com a sua Baronesinha não estava previsto no roteiro da primorosa novela de Marcos Berstein. Na verdade, até estava. Mas seria apenas um rápido conflito para par "oficial": Jorge (Murilo Rosa) e Ema. Todavia, a relação cheia de tapas e beijos conquistou o público e o casal virou um dos trunfos da história, dividindo o protagonismo com os irmãs Benedito. Rodrigo Simas e Agatha Moreira transbordaram química e a música "Ficar", de Anavitória, combinou lindamente com o par.



Clara e Patrick ("O Outro Lado do Paraíso"):
A novela de Walcyr Carrasco foi o maior fenômeno do ano e a cumplicidade da mocinha vingativa com o seu advogado logo despertou torcida por um romance. Os laços cada vez mais fortes acabaram virando uma linda história de amor, após muitas vinganças e planos contra os seus inimigos. O autor adiou o quanto pôde a primeira transa do par e só a exibiu no último capítulo. Mas a espera valeu a pena e a sequência protagonizada por Thiago Fragoso e Bianca Bin elevou a temperatura do final da trama.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Vários personagens se perderam em "O Tempo Não Para"

Mário Teixeira conseguiu criar um folhetim criativo e com uma proposta ousada em torno o descongelamento de uma família de 1886 em pleno 2018. "O Tempo Não Para" começou muito bem explorando o ótimo recurso dos protagonistas precisando se acostumar com os novos tempos, se chocando com cada modernidade. E, além deles, os personagens secundários também eram promissores. Todavia, o fôlego do contexto dos congelados se esgotou. Ainda assim, a trama segue agradável e os protagonistas têm grande destaque. Mas, infelizmente, vários perfis dos outros núcleos se perderam.


O que se observa na novela, dirigida por Leonardo Nogueira, é a dificuldade que o autor tem em desenvolver ou destacar os personagens que não fazem parte do núcleo principal. A produção tem um elenco numeroso e já é um desafio valorizar tantos nomes escalados. Para piorar, alguns perfis que pareciam animadores (e com tudo para momentos de destaque) foram sumindo do enredo gradativamente. Mário prefere focar apenas na trama central, mesmo quando não há conflitos relevantes sendo desenvolvidos. Com isso, infelizmente, perde o conjunto do roteiro, os atores e o próprio público.

Amadeu (Luiz Fernando Guimarães), por exemplo, começou com um propósito bem criativo. O vilão sofre de uma doença incurável e precisa usar um tubo de oxigênio o tempo todo. Com a notícia do descongelamento de uma família de 1886, se animou com a possibilidade de poder se congelar até a medicina descobrir a cura de sua enfermidade. Para isso, fez questão de se aproximar da família Sabino Machado e virou grande amigo de Dom Sabino (Edson Celulari).

domingo, 9 de dezembro de 2018

"Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" não existiram para o "Melhores do Ano"

A vigésima terceira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo (09/12) e nesta premiação sempre há muitas injustiças. Principalmente porque são apenas três indicados por cada categoria, limitando bastante a seleção. Ainda ocorre um claro favorecimento em torno das novelas das nove. Porém, o evento de 2018 já pode ser considerado um dos mais injustos do "Domingão do Faustão".


A premiação simplesmente ignorou a existência de "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para", duas novelas elogiadas por público e crítica. No caso da trama das 18h, a produção foi um sucesso e obteve ótimos índices de audiência, mesmo recebendo em baixa da fracassada temporada de "Malhação". Marcos Berstein estreou com o pé direito em seu primeiro trabalho como autor solo e a história baseada em vários livros de Jane Austen foi a melhor novela de 2018, sem qualquer exagero. Personagens bem construídos, casais apaixonantes, elenco entregue e trilha inspirada.

Mas nenhum ator foi indicado para o "Melhores do Ano". E o maior absurdo, sem dúvida, foi a não indicação de Gabriela Duarte como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz deu um banho de interpretação na pele da complexa Julieta e protagonizou inúmeras cenas dramáticas. Sua entrega saltou aos olhos. Não por acaso virou um dos muitos trunfos do folhetim das seis.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Nicolas Prattes e Juliana Paiva honram o posto de mocinhos de "O Tempo Não Para"

A atual novela das sete segue agradável, apesar da evidente queda de ritmo e da questão envolvendo os congelados ter perdido o fôlego. "O Tempo Não Para", que chega ao seu centésimo capítulo, consegue se sustentar bem pelos diálogos inspirados de Mário Teixeira e alguns conflitos momentâneos que entretêm despretensiosamente. Já o romance de Samuca (Nicolas Prattes) e Marocas (Juliana Paiva) sempre foi um dos pontos altos da história, dirigida por Leonardo Nogueira.


O casal funciona e logo no primeiro capítulo ficou claro que o autor tinha acertado na escalação. Não se sabia, porém, se o desenvolvimento da relação seria bem realizado. Mas acabou sendo. Apesar do estranhamento inicial em torno das características do mocinho (um rapaz extremamente jovem ser um empresário bem-sucedido, dono de uma grande empresa, por exemplo), o seu encantamento por Marocas fez todo sentido. Afinal, nada mais fascinante do que uma menina de 1886, descongelada em 2018, que redescobre o mundo sem abrir mão de seus valores. Qualquer um em seu lugar se apaixonaria.

É preciso citar essa observação porque paixões súbitas em novelas andam cada vez mais catastróficas. Todos os casais recentes que se apaixonaram à primeira vista logo no primeiro capítulo não funcionaram ao longo da novela, vide Luiza (Camila Queiroz) e Eric (Mateus Solano), em "Pega Pega", ou Luzia (Giovanna Antonelli) e Beto (Emílio Dantas), em "Segundo Sol", por exemplo. O que costuma dar certo é o sentimento surgindo aos poucos e normalmente depois de algum embate, como em "Orgulho & Paixão".

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Solange Couto e Bia Montez formam uma ótima dupla em "O Tempo Não Para"

A atual novela das sete vem conseguindo agradar o público com um enredo leve e que rende inusitadas situações em torno da família de 1886 que descongelou em 2018. É verdade que "O Tempo Não Para" tem pecado pela ausência de bons conflitos e Mário Teixeira parece sem rumo em torno dos acontecimentos de sua história. A falta de ritmo já está incomodando. Porém, o folhetim ainda é agradável de se acompanhar e um dos êxitos do autor é dupla formada por Coronela e Januza, duas personagens que pareciam irrelevantes no começo.


Solange Couto e Bia Montez foram escalações certeiras. As duas logo demonstraram um entrosamento cênico e não demorou para a dupla protagonizar momentos engraçadíssimos. Embora se odeiem, uma não vive sem a outra e amam fofocar sobre a vida dos outros. Sempre falando mal, é claro. A equipe de cenografia, inclusive, merece elogios pela ótima ideia de colocar uma janela na cozinha, bem em frente ao refeitório dos clientes da pensão, remetendo aos velhos tempos das vizinhas futriqueiras.

Aliás, Coronela é dona da modesta pensão em São Paulo e Januza trabalha como escrava para a patroa, que lhe deve vários ordenados. A dona do estabelecimento se considera uma pessoa muito requintada e ama dinheiro. Tanto que faz de tudo para se aproveitar dos outros, como, por exemplo, vender lixo reciclável para Eliseu (Milton Gonçalves).

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Cativantes, Miss Celine e Elmo formam um casal hilário em "O Tempo Não Para"

A atual novela das sete tem feito por merecer os elogios e o sucesso de audiência. "O Tempo Não Para" vem sendo conduzida com habilidade por Mário Teixeira, embora a direção de Leonardo Nogueira deixe a desejar em alguns momentos com cortes bruscos e cenas (publicadas antes pelo site GShow) que nem vão ao ar. A premissa da família de 1886 descongelada em 2018 vem rendendo bem até o momento. E um dos êxitos da trama tem sido o inusitado casal Miss Celine (Maria Eduarda de Carvalho) e Elmo (Felipe Simas).


O descongelamento da preceptora das irmãs menores de Marocas (Juliana Paiva) foi o mais diferente de todos: ela simplesmente se encantou com as novidades no novo século, ao contrário dos demais, que ficaram em choque a cada nova descoberta. E assim que a personagem entrou na história ficou claro que seria um dos destaques, valorizando o talento de Maria Eduarda. Não demorou para a letrada mulher conhecer o amigo atrapalhado de Samuca (Nicolas Prattes). Ele tentou salvá-la de um assalto, mas acabou espancado pelos ladrões. A partir de então os dois não se desgrudaram mais.

E aos poucos foram crescendo em cena, divertindo através das inúmeras diferenças. Miss Celine é refinada e seu vocabulário extenso, enquanto Elmo abusa das gírias e não apresenta um intelecto muito elevado. Tanto que os diálogos da dupla são os mais inspirados da novela, muitas vezes resultando em questionamentos imprevisíveis.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Repletas de qualidades, "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" honram suas respectivas faixas

A Globo vem enfrentando uma boa maré no quesito audiência com suas três novelas inéditas. O maior problema tem sido a reprise da ótima "Belíssima", com números bem abaixo do esperado, além de "Malhação - Vidas Brasileiras", que vem se mostrando um completo equívoco, fazendo por merecer os baixos índices. Porém, no quesito qualidade somada ao bom resultado com o público, "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" são imbatíveis. Enquanto "Segundo Sol" vem em uma decrescente visível, falhando em vários aspectos de enredo e condução de personagens, as tramas das seis e das sete honram suas respectivas faixas.


A novela de Marcos Berstein, dirigida por Fred Mayrink, estreou em março e está a menos um mês de seu fim. A obra baseada em vários sucessos da escritora inglesa Jane Austen se mostrou um encanto logo no primeiro capítulo e impressiona como desde então nunca se perdeu. O autor vem conduzindo seu enredo com extrema precisão, movimentando os núcleos e promovendo ótimos conflitos ao longo dos meses. A produção não teve barriga (período onde nada de relevante ocorre) e consegue melhorar a cada novo acontecimento, emocionando e divertindo quem assiste.

Não há enrolação e os conflitos se resolvem rapidamente, sendo logo substituídos por novos dramas. Isso tudo sem perder a leveza e o romantismo. A grande quantidade de bons casais é um dos maiores trunfos do folhetim, assim como a presença de vilãs que provocam atrativas viradas no roteiro ---- vide as trapalhadas de Susana (Alessandra Negrini), a dissimulação de Josephine (Christine Fernandes) e a crueldade de Lady Margareth (Natália do Vale).

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Subaproveitados em "A Força do Querer", Juliana Paiva e Edson Celulari brilham em "O Tempo Não Para"

"A Força do Querer" foi a melhor novela de Glória Perez. E fez um merecido sucesso. A autora criou uma trama bem construída e repleta de bons personagens, além de atrativas viradas. No entanto, o folhetim também teve defeitos. E um deles foi o subaproveitamento de alguns atores, entre eles Juliana Paiva e Edson Celulari. Ela até protagonizou algumas boas cenas com a grande Lilia Cabral, mas nunca teve um conflito para chamar de seu. Já ele esteve avulso a trama toda e sua presença no enredo não fez diferença. Agora, todavia, os dois protagonizam "O Tempo Não Para".


Mário Teixeira foi muito feliz na escolha de Juliana para viver a mocinha Marocas e Edson para interpretar o patriarca da família Sabino Machado, congelada por 132 anos em um iceberg que foi parar no litoral de São Paulo. A ideia criativa do autor vem sendo, pelo menos até o momento, muito bem desdobrada e todos os personagens que viviam em 1886 vêm se destacando em cenas que mesclam humor e drama com habilidade em pleno 2018. Os atores são alguns dos principais trunfos da produção.

Juliana empresta seu evidente carisma ao papel e a protagonista conquista o telespectador com grande facilidade. Aliás, já caiu nas graças do público logo na estreia da novela. Ativa, com um vocabulário riquíssimo e um quê de ingenuidade, a mocinha é defendida por uma atriz que domina a cena e profere longos textos sem parecer decoradinho, o que era um risco em virtude da quantidade de palavras pouco usuais que Maria Marcolina usa no mundo contemporâneo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Texto repleto de boas tiradas e trama divertida marcam início de "O Tempo Não Para"

A novela das sete ainda não tem nem um mês no ar, mas já é possível afirmar com certa tranquilidade que a história de Mário Teixeira reúne as maiores qualidades de uma ótima novela das sete. Há carisma de sobra em vários personagens e a ideia de inserir uma família de 1886 em 2018 tem sido desenvolvida de maneira genial, resultando em cenas impagáveis. O contexto absurdo não implicou em algo ridículo, o que era um risco bem viável.


Muito pelo contrário, a trama tem um charme que faz o telespectador mergulhar naquela história com facilidade. E Mário foi feliz em descongelar os personagens aos poucos, aproveitando bem o choque cultural de cada um. A primeira foi Marocas (Juliana Paiva), que logo encantou o íntegro Samucas (Nicolas Prattes) e vem protagonizando momentos hilários ao lado do rapaz. A mocinha é uma das melhores personagens da novela e Juliana está irretocável, ainda mais com a quantidade de texto que precisa decorar. Impossível não se apaixonar por Maria Marcolina.

Já o segundo a despertar 132 anos depois foi Dom Sabino (Edson Celulari em grande momento, após ter sido desvalorizado em "A Força do Querer"). O patriarca da família Sabino Machado fez uma bonita amizade com Eliseu (Milton Gonçalves), um humilde catador de rua, e a dupla ainda tem muito para render, principalmente em cima da abolição da escravidão e dos resquícios de um passado não tão distante.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

"O Tempo Não Para" tem estreia movimentada e divertida

O que você faria se acordasse no futuro, mais especificamente 132 anos depois? Como lidaria com os novos costumes, as modernidades e a rotina de um período totalmente desconhecido? Essa é a premissa de "O Tempo Não Para", nova novela das sete da Globo, que estreou nesta terça-feira (31/07), substituindo "Deus Salve o Rei". Sai de cena um folhetim medieval e entra uma novela que mistura 1886 com 2018, sem explorar reencarnações, por exemplo. Ou seja, a fantasia cedeu lugar ao surreal. Não há dúvidas a respeito da ousadia da proposta da obra de Mário Teixeira, dirigida por Leonardo Nogueira.


O núcleo central é da tradicional família Sabino Machado, congelada em 1886 e descongelada em  2018. Uma ideia que pode resultar em uma trama genial ou em um enredo bizarro. A coragem  do autor, no entanto, é válida. Dom Sabino (Edson Celulari), Dona Agustina (Rosi Campos) e a filha Marocas (Juliana Paiva) são donos de extensas terras para a exploração de ouro, minérios e investimento em telefonia. A história começa justamente há 132 anos, mostrando a rotina desses personagens. O primeiro capítulo é voltado exclusivamente para isso. A saga se inicia como um folhetim de época e depois vira uma novela contemporânea.

A estreia foi movimentada, sem ser corrida. Após se chocar ao ver a filha beijando o provocador Bento (Bruno Montaleone), Dom Sabino tenta matar o rapaz, que acaba fingindo sua própria morte. O "velório" do malandro vira uma grande pastelão e todos descobrem que ele não morreu.

terça-feira, 24 de julho de 2018

"O Tempo Não Para": o que esperar da próxima novela das sete?

"Deus Salve o Rei" está em sua reta final e a novela do estreante Daniel Adjafre foi uma ousadia da Globo. Isso porque a emissora resolveu apostar em uma trama medieval em pleno horário das sete, após anos apresentando enredos contemporâneos na faixa. A novela passou longe do fracasso, mas teve seus problemas de percurso. Agora, então, a ideia é mesclar o passado com o presente através de um enredo que pode resultar em algo bizarro ou genial. "O Tempo Não Para" trará de volta o humor ao horário utilizando uma licença poética e tanto: uma família de 1886 é descongelada em 2018, precisando lidar com os novos costumes da sociedade. Pareceu absurdo? Realmente é.


O intuito de Mário Teixeira, autor da obra ---- cujo clipe pode ser conferido aqui ----, consiste em aproveitar uma das situações mais conhecidas do filme "Capitão América" em um folhetim leve e cômico. Afinal, o herói Steve Rogers foi congelado em 1941 e descongelado em 2012, precisando encarar a dor da perda de todos os seus conhecidos e do maior amor de sua vida. É, sem dúvida, a referência mais conhecida que o público terá a respeito do enredo da novela. Agora, no entanto, a situação não será tão traumática para os envolvidos, pois a família inteira acabará congelada, incluindo os escravos e até o cachorro. O contexto é bastante ousado para a teledramaturgia e o escritor merece elogios ao menos pela coragem em desenvolver algo assim.

O primeiro capítulo será exclusivamente para apresentar o núcleo principal em 1886. A família Sabino Machado ---- moradora de São Paulo e detentora de extensas terras para exploração de ouro, minérios e investimentos em telefonia ---- embarca em um dos navios mais seguros da época, o Albatroz, a caminho da Europa. Dom Sabino (Edson Celulari) , um fiel súdito da monarquia que sonha com o título da nobreza, planeja a viagem para conhecer o estaleiro que comprou na Inglaterra.