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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os artistas que deixaram saudades

 Após dois anos de pandemia, o avanço da vacinação permitiu que em 2022 a vida das pessoas voltasse ao (quase) normal e assim houve o retorno da rotina das gravações de novelas e séries, realização de shows e peças teatrais, enfim. No entanto, foram muitas perdas na classe artística e vários nomes e peso deixaram o cenário cultural mais vazio e triste. Hoje se inicia a retrospectiva tradicional do blog e começando com saudade. 




Batoré (1961 - 2022):

Ivanildo Gomes Nogueira, conhecido do grande público pelo seu personagem mais famoso, o Batoré, do humorístico "A Praça é Nossa", faleceu dia 10 de janeiro, aos 61 anos. Em 2016, foi para a Globo, onde atuou em "Velho Chico" como o delegado Queiroz. Em 2019, voltou para o SBT, após um afastamento de 15 anos. O ator enfrentava um câncer. 

Françoise Forton (1957 - 2022):

A atriz faleceu aos 64 anos, no dia 16 de janeiro, após quatro meses de internação. Ela enfrentava um câncer pela segunda vez (a primeira foi em 1989, quando gravava "Tieta"). Com mais de 40 novelas no currículo, Françoise sempre esbanjou elegância e não por acaso acabava ganhando perfis parecidos em folhetins. Um de seus tipos mais lembrados foi a perua Meg, de "Por Amor" (1997). Sua última novela foi "Amor sem Igual", na Record, em 2019. Deixou o marido, o produtor cultural Eduardo Brata, e o filho, Guilherme Forton Viotti.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Marilu Bueno sabia transformar qualquer coadjuvante em sucesso

 Faleceu nesta quarta-feira, dia 22, Marilu Bueno, aos 82 anos. A veterana estava internada em estado grave no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio de Janeiro, desde o fim de maio, quando fez uma cirurgia de abdômen. Por causa de complicações no pós-operatório, precisou ser levada para a UTI, onde acabou falecendo. Mais uma grande perda para a classe artística. 


A atriz trabalhou 50 anos na televisão e participou de várias novelas, séries e programas de sucesso. Maria Luisa David Bueno de Lima começou sua trajetória nas artes em 1960 no cinema, quando participou do filme "O Cupim". Estreou na televisão em 1972 na novela "O Bofe". A partir daquele momento iniciava sua trajetória vitoriosa. Conhecida pelas personagens cômicas, Marilu sabia como colocar qualquer coadjuvante em posição de destaque. Isso porque nunca ganhou protagonistas, mas aproveitou bem as oportunidades em perfis secundários que entraram para a história da teledramaturgia. 

Uma das personagens mais lembradas é a empregada Olívia, de "Guerra dos Sexos", exibida em 1983. A coitada vivia no meio das brigas de seus patrões, vividos por Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Vale lembrar que a intérprete interpretou a mesma personagem 29 anos depois, no remake da trama de Silvio de Abreu, exibido em 2012.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com muitos clichês e despretensiosa história, "Alto Astral" conquistou a audiência e cumpriu sua missão

O objetivo do estreante Daniel Ortiz era bem complicado: reerguer o horário das sete, afundado pelo fracasso "Geração Brasil", que conseguiu piorar ainda mais a audiência da faixa após a problemática "Além do Horizonte". O autor, supervisionado por Silvio de Abreu, resolveu apostar em uma trama simples para conquistar o público e, com a sua trama encerrada depois de seis meses no ar ---- cujo último capítulo foi exibido nesta sexta (08/05) ----, pode-se afirmar com convicção que a missão foi devidamente cumprida.


A novela foi baseada na sinopse original da saudosa Andrea Maltarolli (falecida em 2009) e mesclou muito bem espiritismo, comédia e drama. Ao contrário das duas obras anteriores, a trama não tinha pretensão alguma, tanto que apostou no folhetim tradicional que lembrou bastante, inclusive, as produções das 19h da década de 90. A história tinha a cara da faixa e não demorou muito para a audiência crescer, aumentando os índices preocupantes do horário ---- a reta final, aliás, elevou ainda mais os números, chegando a surpreendentes picos acima dos 30 pontos, marcando algumas vezes uma maior média que "Babilônia".

Uma estratégia inteligente do autor foi a inserção espaçada de novos personagens, já anunciados como presentes na trama nos créditos da abertura. Alguns, inclusive, tiveram a entrada antecipada em virtude da cobrança do público. Todos, de uma forma ou de outra, provocaram viradas na trama.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marilu Bueno em Guerra dos Sexos: mesma personagem e mesmo talento

O ano era 1983 e Silvio de Abreu escrevia uma novela de imenso sucesso: "Guerra dos Sexos". Após o término, a trama ficou na história da teledramaturgia e jamais foi esquecida. Devido a essa ótima repercussão alcançada, o autor teve a ideia de fazer um remake de sua obra, que começou a ser exibida no final de 2012. Só que ninguém imaginaria que uma atriz viveria exatamente a mesma personagem que interpretou na primeira versão. E a pessoa em questão é Marilu Bueno, que voltou a viver a impagável Olívia.


A atriz, que já havia brilhado na primeira versão, voltou a se destacar e rouba a cena quando aparece no castelo de Charlô e Otávio. Marilu Bueno faz uma ótima dobradinha com Irene Ravache e diverte quando está contracenando com Tony Ramos, cujo personagem sempre grita com a coitada. Embora seja uma mera coadjuvante, ela consegue mostrar a que veio nas poucas vezes em que aparece. A empregada sempre tem boas tiradas e sua cara de assustada é hilária. E ainda que seja o mesmo papel, é possível enxergar pequenas diferenças na composição. Marilu fez questão de dizer que não está imitando o que fez anos atrás, o que é uma atitude louvável, afinal, não é bom para a atriz se limitar exclusivamente ao que já foi feito em 83.

Silvio de Abreu já reviveu muitos personagens que fizeram sucesso em suas novelas. Dona Armênia (Aracy Balabanian) e suas 'filhinhas' (Marcello Novaes, Gerson Brener e Jandir Ferrari) caíram na boca do povo na época de "Rainha da Sucata" e acabaram voltando em "Deus nos Acuda". Já o inesquecível Jamanta (Cacá Carvalho) ganhou