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sábado, 26 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os artistas que deixaram saudades

 O ano de 2020 foi trágico. A pandemia do novo coronavírus resultou em uma catástrofe mundial e a covid-19 fez milhares de vítimas. Ainda segue fazendo, é preciso lembrar. A vacina está a caminho, mas a situação continua a mesma e a curva de mortes tem aumentado no Brasil. E foram muitos artistas vitimados pela doença, além de outros casos de mortes dolorosas ao longo dos meses. E como já é tradição neste blog, a primeira retrospectiva lembra as figuras que se foram e deixam saudades. 



Sérgio Noronha (1932 - 2020):
O conhecido e querido comentarista esportivo da Globo faleceu em janeiro, aos 87 anos. Morava no Retiro dos Artistas desde 2018. Com passagens também pela Band e Rádio Globo, era conhecido como uma pessoa discreta e solícita. Sofria do Mal de Alzheimer e teve uma parada cardíaca. 



Zé do Caixão (1936 - 2020):
O personagem de José Mojica Marins sempre foi muito mais popular que seu intérprete. O ator e diretor de filmes de terror, sempre com um estilo thrash, era uma figura tímida e dava poucas entrevistas. Já na pele de seu personagem mais famoso se soltava e virava participação frequente em inúmeros programas de televisão. Faleceu aos 83 anos, em fevereiro, vítima de uma broncopneumonia. 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Reprise de "Tapas & Beijos" ajuda a homenagear Flávio Migliaccio

A pandemia do novo coronavírus impactou o mundo. É a maior desgraça de 2020. Milhares de mortos e uma pandemia que está longe de acabar. Tudo só voltará ao normal quando a vacina for finalmente criada. E entre os muitos falecimentos no Brasil por conta da COVID-19, uma morte que abalou o público foi a de Flávio Migliaccio. Mas o querido ator não foi mais uma vítima da terrível doença. O veterano, desiludido com os acontecimentos políticos e o ódio entre as pessoas, resolveu partir. Uma perda dolorosa para os fãs. Mas agora o telespectador poderá acalentar sua saudade com a reprise de "Tapas & Beijos".


A série, escrita por Cláudio Paiva e dirigida por Maurício Farias, estreou em abril de 2011 e fechou seu ciclo em setembro de 2015. Foram quase cinco anos no ar de uma produção bem-sucedida. A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas), Tijolo (Orã Figueiredo), PC (Daniel Boa Ventura) e Lucilene (Natália Lage) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Fique em paz, Flávio Migliaccio!

Em meio ao colapso mundial provocado pelo coronavírus, mais uma notícia triste para os brasileiros: a morte de Flávio Migliaccio, aos 85 anos. O corpo do ator foi encontrado em seu sítio em Rio Bonito na manhã desta segunda-feira. O veterano se suicidou e deixou uma carta de despedida para familiares e amigos. Um soco no estômago de qualquer um durante um período tão turbulento. O mundo das artes cênicas, já bastante ferido pela crise atual, sofre um novo baque. O intérprete era um dos mais respeitados e queridos do meio.


Flávio Gomes Migliaccio nasceu em São Paulo, no bairro do Brás, e tinha 17 irmãos, entre eles Dirce Migliaccio, talentosa atriz conhecida como a Judiceia Cajazeira ("O Bem Amado") e como a Emília, do "Sítio do Pica-pau Amarelo". O ator chegou a trabalhar como balconista e mecânico até ingressar no mundo das artes no teatro Arena, onde iniciou sua carreira profissional. Seu primeiro papel teatral foi o de um cadáver em "Julgue Você". Aos 25 anos estreou no cinema em "O Grande Momento", de Roberto Santos. Já seu início na televisão foi no "Grande Teatro Tupi", em 1958, na extinta TV Tupi.

Em 1972, o ator viveu um de seus maiores momentos na carreira como o carismático Xerife, em "Shazan, Xerife & Cia", onde fez uma dupla até hoje lembrada ao lado do grande Paulo José.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Composto por personagens divertidos e ótimos atores, núcleo da fazenda é o melhor de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" tem sido um fenômeno de audiência e Walcyr Carrasco está trazendo de volta para o horário todas as suas fórmulas de sucesso que o consagraram na faixa das seis ---- após quase onze anos 'afastado', enquanto escrevia para a faixa das sete, nove e onze. Uma característica que o autor sempre fez questão de manter em seus folhetins de final de tarde era a presença de uma fazenda, repleta de caipiras. Agora, portanto, não é diferente. E o núcleo da fazenda de Cunegundes (Elizabeth Savalla) é justamente o melhor da atual trama do escritor.


Essa parte da novela funciona quase de maneira independente, uma vez que todos os personagens se complementam e vivem praticamente isolados da cidade grande em uma fazenda caindo aos pedaços. O núcleo é um grande acerto da história e poderia até virar uma série com tranquilidade. A história é baseada no conto "O Comprador de Fazendas", de Monteiro Lobato. Tanto que o enredo que move os personagens é basicamente vender aquele casarão velho, fazendo de tudo para atingir o objetivo. E, no início do folhetim, todos acabaram caindo na lábia de um vigarista, Romeu (Klebber Toledo), que fingiu ser rico e se aproveitou da hospedagem gratuita por um bom tempo.

Mas, aos poucos, o autor foi inserindo novos conflitos e situações, deixando o núcleo ainda melhor. Todos os personagens da fazenda são atrativos e o humor está sempre presente. Os perfis foram inicialmente apresentados ao público através da ligação com o protagonista Candinho (Sérgio Guizé), uma vez que o menino foi criado pela família após ter sido encontrado no rio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tapas & Beijos perdeu sua identidade em 2012 e precisará reencontrá-la em 2013

A série de Cláudio Paiva agradou logo que foi exibida pela primeira vez, em 2011. Tanto que não demorou muito para que decidissem mantê-la na grade global por um longo tempo. Dirigida por Maurício Farias e protagonizada por Andrea Beltrão e Fernanda Torres, "Tapas & Beijos" ainda faz muito sucesso e já teve sua terceira temporada confirmada para o ano que vem. No entanto, pelo que foi visto em 2012, o seriado perdeu sua identidade e precisará de mudanças.


A história sempre se baseou na vida de duas solteironas que são vendedoras de uma loja de vestido de noivas. Ambas se envolviam em relacionamentos sem futuro e viviam frustradas, pois nunca conseguiam achar a alma gêmea; havendo assim um contraponto em relação ao fato de trabalharem em um local que se sustenta graças aos casamentos de terceiros. Porém, no final da primeira temporada, Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) se casaram com seus respectivos namorados. Assim, na segunda, em 2012, a série mudou o foco, e passou a retratar os conflitos da vida conjugal que ambas enfrentavam.

No início, parecia que haviam acertado em cheio ao apresentar essa novidade ao telespectador. No entanto, com o passar dos episódios, se pôde notar que as alterações não foram benéficas para a série. A entrada de Fábio Assunção (Jorge) foi ótima, mas, infelizmente, acabou ofuscando personagens que já tinham ocupado um considerável espaço na história; Seu Chalita e Jurandir. Flávio Migliaccio e Érico Brás viraram