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terça-feira, 20 de agosto de 2024

Trama de Tião Galinha não funcionou no remake de "Renascer"

 Sucesso da versão original exibida em 1993, a saga de Tião Galinha foi um dos trunfos da obra de Benedito Ruy Barbosa. A interpretação magistral de Osmar Prado e a inocência do personagem arrebataram o público na época, mesmo com o final trágico que acabou antecipado por contra de desentendimentos entre o ator e a cúpula da Globo. O mesmo, infelizmente, não aconteceu no remake de "Renascer".


A sequência do surgimento do personagem foi tão visceral quanto a exibida há 31 anos. Tião mergulhado na lama, catando caranguejo, e protagonizando um monólogo de destruir o coração de qualquer um. A vida miserável daquele homem foi traduzida através de uma atuação emblemática de Irandhir Santos. Até porque ter um ator do seu nível é um privilégio para qualquer elenco. A força daquele sujeito batalhador foi demonstrada com uma entrega admirável. Destaque também para a maravilhosa Alice Carvalho, que entrou na trama no mesmo momento, interpretando a sofrida Joaninha. 

A cena em que os dois conseguiram emprego na fazenda de Egídio (Vladimir Brichta) e se deslumbraram com um casebre caindo ao pedaços só porque tinha uma cama, luz elétrica e uma geladeira, se mostrou um retrato fiel da vida de tanta gente sem oportunidades e que acaba se contentando com tão pouco.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Os melhores de 2022 eleitos pela "APCA"

 A "Associação Paulista de Críticos de Arte" premiou, em assembleia realizada nesta segunda-feira, dia 6, os melhores de 2022 em dez áreas, entre elas a de Televisão. E os melhores da TV foram divididos em sete categorias: Novela, Ator, Atriz, Série Drama, Série Comédia, Série Documental/Documentário e Variedades. Todos os finalistas foram merecidos, assim como os vencedores. 


"Pantanal" venceu como Melhor Novela e não há o que discutir a respeito da qualidade do remake de um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa. Apesar do neto Bruno Luperi ter copiado e colado praticamente todo o texto e conflitos, com raríssimas alterações, o que deixou o enredo anacrônico, a obra teve um capricho de encher os olhos e um elenco estelar. A ótima repercussão nas redes sociais refletiram a melhora nos índices de audiência da faixa nobre, hoje derrubados com a fraca "Travessia". A produção concorreu com "Além da Ilusão", "Um Lugar ao Sol" e "Mar do Sertão", as três também da líder, e "Todas as Flores", do Globoplay. 

Osmar Prado ganhou como Melhor Ator e mereceu por conta de sua atuação magistral como Velho do Rio no remake de "Pantanal". Mas os críticos poderiam ter premiado Antônio Calloni pelo show na pele do esquizofrênico Matias, de "Além da Ilusão", que também estava concorrendo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Com mais de cento e setenta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Alinne Moraes. 

 Bárbara foi uma das personagens mais complexas de "Um Lugar ao Sol". Embora algumas atitudes parecessem de uma vilã, a patricinha vivia uma avalanche de sentimentos e tinha uma relação tóxica com Christian/Renato. Alinne esteve irretocável em cena e sua parceria com Cauã Reymond, Ana Beatriz Nogueira e Ana Baird foi incrível. 



2- Alanis Guillen.

A Juma Marruá do remake de "Pantanal" tinha que ser dela. A atriz teve um trabalho de composição fantástico e fugiu do elevado risco de cair na caricatura. A menina-onça que vivia com 'reiva' foi defendida com brilhantismo e a atriz saiu gigante da novela. Um reconhecimento que estava merecendo desde sua estreia na última temporada de "Malhação"

domingo, 25 de dezembro de 2022

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2022

 O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 25, sob o comando de Luciano Huck, com direito a uma grata surpresa no final com o show maravilhoso de Milton Nascimento e Simone. Merecia até ter durado mais tempo. Como ocorre todo ano, inclusive na época de Faustão, foram muito premiados merecedores e algumas indicações controversas, além de esquecimentos injustos. Então vale analisar as justiças e as injustiças da edição de 2022. 


Na categoria Melhor Atriz de Novela foram três nomes de "Pantanal" escolhidos: Alanis Guillen, Dira Paes e Isabel Teixeira. Três nomes mais do que merecidos. Alanis foi a melhor escolha possível para Juma Marruá, enquanto Dira Paes emocionou e divertiu com sua Filó. No entanto, Isabel deveria estar como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz foi um dos maiores trunfos do remake de Benedito Ruy Barbosa e fez de Maria Bruaca um fenômeno. Ganhou e merecia o troféu com larga vantagem, mas como coadjuvante e não principal porque era um perfil secundário. Uma pena que várias intérpretes tenham sido esquecidas, como Alinne Moraes, que deu um show como Bárbara em "Um Lugar ao Sol", ou Valentina Herszage e Giovanna Antonelli, que brilharam como Flávia e Paula Terrare em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Larissa Manoela também fez bonito como Isadora e Elisa em "Além da Ilusão". 

Na categoria Melhor Ator de Novela ao menos houve a lembrança da novela das seis de Alessandra Poggi. Antônio Calloni foi um dos indicados e seu desempenho como o esquizofrênico Matias foi extraordinário. Murilo Benício, que se destacou como Tenório, e Marcos Palmeira, que viveu seu melhor momento na televisão como Zé Leôncio, ambos em "Pantanal", também foram indicações justas.

sábado, 13 de agosto de 2022

Homenagem a Claudio Marzo surpreende e emociona em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" tem sido fielmente idêntico ao original, com raríssimas alterações. Bruno Luperi evita ao máximo mexer uma vírgula sequer do texto e dos conflitos do folhetim original exibido em 1990 na TV Manchete. A atitude do neto de Bendito Ruy Barbosa muitas vezes prejudica o remake, que acaba repetindo os erros que foram exibidos há 32 anos. E as poucas novidades inseridas sempre costumam agradar. A melhor delas até agora foi exibida no capítulo deste sábado, dia 13. 

A passagem da comitiva fantasma aconteceu na obra original, mas a cena não foi exibida. Ficou apenas imaginada. Agora houve a preocupação de mostrar o momento para o público e o resultado foi um verdadeiro espetáculo fotográfico. A imagem da sombra dos boiadeiros cavalgando e contrastando com um lindo céu azulado, mais escuro e nublado, teve uma beleza ímpar. O lúdico dominou a sequência e aquele encantamento tão presente em algumas cenas de "Pantanal" se fez presente. Mas era apenas uma parte do show. 

A surpresa ficou por conta da emocionante homenagem ao Claudio Marzo, saudoso ator, falecido em 2015, que interpretou o Velho do Rio e o José Leôncio na obra de 1990. Houve um cuidadoso trabalho de edição e computação. Pegaram a imagem do veterano da última novela que contou com seu talento: "Desejo Proibido", trama de Walther Negrão, exibida em 2008, na faixa das 18h da Globo. Foi um instante breve para evitar uma artificialidade, mas o impacto foi gigante.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Casamento duplo resulta em sequências emocionantes no centésimo capítulo de "Pantanal"

 A novela das nove da Globo apresentou um capítulo primoroso nesta quinta-feira, dia 21. O remake de "Pantanal" vinha andando em círculos há semanas, consequência da quase nula interferência de Bruno Luperi na obra original do avô, Benedito Ruy Barbosa, que era arrastada em 1990. Tudo vem sendo mantido quase idêntico ao folhetim original, inclusive os defeitos. Mas isso é tema para outro texto. Agora é necessário uma sucessão de elogios ao que foi apresentado no centésimo capítulo da trama. 


O casamento duplo de Muda (Bella Campos) com Tibério (Guito) e de Jove (Jesuíta Barbosa) com Juma (Alanis Guillen) rendeu longas sequências, onde a beleza da fotografia e a sensibilidade do texto dominaram. Após a turbulência envolvendo o temor de Juma com toda aquela situação, o que foi compreensível para uma menina que nunca foi socializada, a chegada da 'onça' foi muito bonita e a música tema do casal, "Amor de Índio", cantada por Gabriel Sater, deu o toque final ao momento. Embora com menos destaque, mas igualmente delicada, a união de Ruth com o peão mais querido de Leôncio (Marcos Palmeira) complementou bem a cena. 

Mas o principal ficou por conta do brilhantismo de Osmar Prado. O toque do berrante do Velho do Rio, deixando todos os convidados surpresos e Leôncio emocionado, foi o instante mais arrepiante do capítulo. Vale ressaltar a emoção de Marcos Palmeira, destacar a direção da equipe de Gustavo Fernandez e o belo texto a respeito da presença de Deus, dito pelo 'véio' em alternância com o padre, vivido pelo ótimo Cacá Amaral.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Osmar Prado engrandece "Pantanal" na pele do Velho do Rio

 O elenco de "Pantanal" é repleto de talentos e até hoje vários atores da obra original da Manchete são lembrados. Muitos viveram o auge da carreira na novela de Benedito Ruy Barbosa. Alguns nunca mais conseguiram papeis tão marcantes. A missão do remake produzido pela Globo era manter o alto nível do time escalado. Algo que nunca foi difícil para a emissora, sempre repleta de grandes nomes. E de fato os atores selecionados são excelentes. Um dos maiores é, sem dúvida, Osmar Prado. 

O veterano ganhou um dos perfis mais icônicos da trama: o Velho do Rio. O personagem foi interpretado pelo saudoso Cláudio Marzo na obra de 1990, que também protagonizava na pele de José Leôncio. O ator teve um trabalho duplo na época. Ou seja, ele vivia o pai e o filho. Isso porque o 'veio' é na verdade Joventino (Irandhir Santos), o pai do protagonista que desapareceu na natureza atrás de marruás há muitos anos. A única falha do remake foi ter colocado Osmar aparecendo na primeira fase, o que confundiu o público. Afinal, era para ter surgido apenas após a passagem de tempo. Mas, como é um tipo místico, não afetou tanto a produção. 

O telespectador nunca tem certeza sobre a figura do Velho do Rio. É um espírito? Uma entidade? Uma pessoa comum? E as dúvidas fazem parte da fantasia proposta. Até porque o personagem se transforma na maior sucuri do pantanal para se camuflar ou quando precisa instaurar a ordem no ecossistema. O 'veio' também vira uma espécie de proteção para Juma Marruá (Alanis Guillen) depois que Maria (Juliana Paes) é assassinada.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Parceria de Daniel de Oliveira e Osmar Prado é o grande acerto de "10 Segundos para Vencer"

Conhecido como "Galinho  de Ouro", por ter sido eleito o maior peso galo da história do boxe, Éder Jofre ganhou um filme sobre a sua vitoriosa trajetória no esporte em 2018. O longa ganhou duas estatuetas no Festival de Gramado (melhor ator para Osmar Prado e melhor coadjuvante para Ricardo Gelli), mas não ficou muito tempo em cartaz. Agora, porém, o grande público tem a oportunidade de ver essa história na Globo, que transformou o filme em série e o dividiu em quatro episódios ---- inserindo cerca de 15 minutos de cenas inéditas.


A emissora já vem realizando esse procedimento em todo início de ano para cortar custos. Afinal, gasta-se muito menos utilizando um longa pronto ao invés de produzir uma microssérie inédita. O mesmo foi feito este ano com "Elis - Viver é melhor que sonhar". E no caso do enredo sobre Éder, a história ficou mais convidativa. No cinema, há uma sensação de ritmo modorrento e na série a trama flui bem melhor. Houve uma preocupação também nos ganchos de cada episódio, instigando o telespectador a seguir acompanhando a trama.

E o grande trunfo do roteiro é a dupla formada por Daniel de Oliveira e Osmar Prado. O primeiro está bem demais na pele do destemido Éder Jofre, enquanto o segundo se mostra totalmente entregue na pele do enérgico Kid Jofre. A relação dos personagens é mais baseada nas ações do que nas palavras. Muitas vezes há o entendimento ou até um enfrentamento só através do olhar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Tudo sobre a coletiva de "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar"

A Globo já vem adotando uma espécie de tradição em torno de alguns filmes: a emissora costuma selecionar alguns longas da Globo Filmes e os transforma em séries de quatro a cinco capítulos, as exibindo normalmente no início do ano. Os dramas são sempre os escolhidos. É um claro corte de custos, afinal, gasta-se bem menos do que produzindo uma microssérie original. Em 2019, serão logo dois filmes adaptados entre 8 e 14 de janeiro: "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar".


As duas produções serão exibidas em sequência, logo após a novela "O Sétimo Guardião", e a emissora promoveu uma coletiva das tramas na última quarta-feira (05/12), na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e a apresentação das séries contou com a presença de parte do elenco e autores. O evento começou com "10 Segundos para Vencer" e finalizou com "Elis - Viver é melhor que sonhar".

Os atores Daniel de Oliveira, Sandra Corveloni e Osmar Prado marcaram presença, além do diretor José Alvarenga Jr. e do roteirista Thomas Stavros. O filme, coprodução da Globo Filmes e Tambelini Filmes, contou a história do icônico Éder Jofre, lutador de boxe bicampeão mundial e recebeu elogios da crítica.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O talento de Osmar Prado

Osmar Prado é um dos grandes atores do país. Com uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, o ator tem bons motivos para comemorar o ano de 2014. Após se curar de um câncer nas amídalas, ele simplesmente voltou ao trabalho com todas as forças e foi escalado para duas produções que souberam aproveitar seu talento: "Amores Roubados" e "Meu Pedacinho de Chão".


Na microssérie exibida em janeiro deste ano, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, dirigida por José Luiz Villamarim, Osmar deu vida ao poderoso e influente empresário Roberto Cavalcanti, que era traído por sua esposa Celeste. O ator deu um show de atuação na pele deste personagem e fez grandiosas cenas com Dira Paes, que interpretava sua mulher. Foram grandes momentos. E cerca de três meses depois, em abril, entrou na novela das seis, que já está perto de seu término.

Em "Meu Pedacinho de Chão", Osmar Prado pôde mais uma vez crescer em cena vivendo um poderoso coronel. No caso, o Coronel Epaminondas, que inicialmente aparentava ser o grande vilão da história, mas depois acabou virando apenas um velho reclamão e rabugento, com bons toques de comicidade.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Com um tom lúdico e ousado, "Meu Pedacinho de Chão" tem uma estreia de encher os olhos

A estreia de "Meu pedacinho de Chão" cumpriu o que as chamadas do remake haviam prometido: uma história repleta de fantasia e cores começou a ser apresentada ao público, onde o universo lúdico é o grande protagonista. O primeiro capítulo ainda deixou bem claro que a trama tem muito mais características do diretor Luiz Fernando Carvalho do que do autor Benedito Ruy Barbosa. E foi perceptível a tentativa de ousar e arriscar uma nova forma de exibir um folhetim.


A história começou logo após um galo de latão cantar. E tudo é contado sob a ótica de duas crianças ----- Serelepe e Pituquinha (Tomás Sampaio e Geytsa Garcia, gratas surpresas) ----, o que justifica o tom infantil da trama. Os poucos personagens (ao todo serão cerca de 20, um elenco bastante enxuto) foram apresentados de forma bem didática no início do capítulo, para o enredo começar a ser desenvolvido de uma forma bastante poética.

O telespectador viu que a Vila de Santa Fé é comandada pelo tenebroso Coronel Epaminondas (Osmar Prado), que inicia um embate com Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) porque o caipira resolveu ceder parte de sua terra para a construção de uma escola. Escola essa onde a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) dará aulas.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Amores Roubados": uma minissérie que prendeu o telespectador

Uma das melhores produções da Rede Globo chegou ao fim na última sexta-feira (17/01). "Amores Roubados" ----- adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", de Carneiro Vilela" ---- terminou honrando todas as qualidades apresentadas ao longo de seus dez capítulos e deixando o público com saudades dessa minissérie tão bem realizada.


O último capítulo primou pela tensão extrema e pelas grandes atuações do elenco, que desde o início foi um dos muitos pontos altos dessa produção. Entre as muitas cenas fortes e bem interpretadas (incluindo o momento que Isabel é internada após apontar uma arma para Jaime e o choro de Carolina ao lembrar de Leandro), sem dúvida a mais impressionante foi protagonizada por Isis Valverde e Murilo Benício.

E foi justamente a sequência que surpreendeu o telespectador com um desfecho totalmente inesperado. Antônia confronta o pai e conta que está grávida de Leandro, o homem que ele assassinou. Jaime fica atordoado, acaba se desequilibrando e cai de um precipício. A filha se desespera, desce até o local onde

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Elenco engrandece "Amores Roubados"

A minissérie da Globo conseguiu mostrar todas as suas qualidades logo no primeiro capítulo. E entre os muitos pontos positivos de "Amores Roubados" ---- vide a fotografia, a história repleta de sensualidade e a direção ----, o elenco é o que a trama tem de melhor. Com exceção de Cauã Reymond (que deixa a desejar na pele do sedutor Leandro), todos os atores têm feito bonito e apresentado um grande trabalho.


Murilo Benício era o ator que corria mais riscos. Afinal, novamente interpretaria um homem traído após o fenômeno "Avenida Brasil", quando viveu o carismático Tufão. Entretanto, Murilo conseguiu imprimir um tom completamente distinto no dono da Vinícola Vieira Braga. Intolerante, agressivo, ciumento, controlador e machista, Jaime Favais é muito bem representado por esse profissional que tem crescido a cada trabalho.

Vale destacar o tenso momento, onde o empresário descobre que sua esposa está tendo um caso com Leandro. O olhar de fúria de Murilo impressionou e o ator não precisou nem abrir a boca para mostrar o ódio

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Com uma história repleta de sensualidade e tensão, "Amores Roubados" estreia esbanjando qualidade

Após várias chamadas empolgantes, estreou, nessa segunda-feira (06/01), "Amores Roubados", nova minissérie da Globo. Adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", do pernambucano Carneiro Vilela, a produção tem texto de George Moura, fotografia de Walter Carvalho, direção-geral de José Luiz Villamarim e supervisão de Maria Adelaide Amaral. De acordo com o que foi visto no primoroso primeiro capítulo, a série prenderá o telespectador diante da televisão nos próximos dias.


Cauã Reymond vive o sedutor e prepotente Leandro, filho de uma ex-prostituta (Carolina - Cássia Kiss) que retorna ao sertão nordestino para ganhar a vida como sommelier na Vinícola Viera Braga ---- cujo dono é o autoritário Jaime Favais (Murilo Benício) ----- e se envolve com três mulheres: Celeste (Dira Paes), Isabel (Patrícia Pillar) --- ambas comprometidas com homens influentes ---- e Antônia (Isis Valverde), fotógrafa que preza a liberdade e filha de Isabel com Jaime. O rapaz tem uma atração pelo perigo e gosta de correr riscos.

O primeiro capítulo começou já exibindo a (provável) cena final, quando Leandro é perseguido e leva um tiro. A situação lembrou a série americana "Revenge", que sempre apresenta no início de cada temporada algo que irá acontecer meses depois. Aliás, vale lembrar que Glória Perez também se inspirou

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vilões movimentam reta final de Amor Eterno Amor

A atual novela das seis da Rede Globo entra em sua última semana de exibição. "Amor Eterno Amor" se encerrará no dia 7 de setembro e é uma pena que só tenha começado a apresentar alguma agilidade ao telespectador na reta final. Após meses de muita enrolação e trama estagnadas, a novela engrenou nos últimos dias e este fato se deve exclusivamente aos vilões da história.


A víbora Melissa se encontra cada vez mais encurralada e seus crimes estão vindo à tona. Obviamente que Cássia Kiss Magro está sabendo como ninguém conduzir a personagem e suas cenas estão excelentes. Se no início a atriz estava exagerada e fora do tom, nos últimos meses dominou completamente o papel e tem dado aquele show de atuação que todos conhecem bem.

Já a entrada de Elisa, ou melhor, Amparo, fez com que Mayana Neiva mostrasse uma faceta ainda desconhecida do grande público. Após a desajeitada Desireé em "Ti ti ti", a atriz está muito bem dando vida a esta prostituta, que se fez passar pelo amor de infância de Rodrigo (Gabriel Braga Nunes). Mas esta mau-caráter não