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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A evolução de Igor Rickli em "Flor do Caribe"

Ele começou muito fraco em "Flor do Caribe". Ficou claro para todos (público e crítica) que era sua primeira novela. Apresentando uma total inexpressividade, chegou a ser chamado de 'Novo Cigano Igor' (Ricardo Macchi em "Explode Coração", marcado pela péssima atuação na época). O peso do seu vilão era neutralizado por causa do fraco desempenho do intérprete. Entretanto, com o passar dos meses, o ator foi evoluindo até encontrar o tom do personagem. Agora, faltando pouco tempo para o folhetim terminar, pode-se dizer que Igor Rickli está ótimo na obra de Walther Negrão.


Alberto é um tipo de vilão extremamente tradicional na teledramaturgia. Quase um clichê. O homem obcecado por uma mulher, que faz de tudo para tê-la ao seu lado, inclusive trair e tentar matar seu suposto melhor amigo. Em suma: o malvado invejoso que quer tirar a mocinha do mocinho. Sem dúvida, apesar de comum, é um personagem que exige um profissional de mais experiência. Portanto, foi até previsível o início turbulento de Igor na trama, afinal, "Flor do Caribe" era a sua estreia em novelas. 

A inexperiência falou mais alto e a insegurança do ator ficou visível. Ele estava apático e o máximo que conseguia fazer era uma cara de malvado. Aliás, cara que permanecia 'congelada' em todas as cenas. Mas nada como o tempo para amadurecer um profissional que tem competência para as artes dramáticas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Os mocinhos rejeitados de Glória Perez

Ultimamente os autores têm muito mais dificuldade para criar um mocinho convincente do que uma vilã maquiavélica. Se há 20 anos atrás era normal torcer pelo bom rapaz, de uns tempos para cá o público só compra o personagem se ele for um homem que transmita confiança e tenha carisma. Entretanto, Glória Perez sempre enfrentou muitas dificuldades para criar mocinhos, mesmo na época em que era 'normal' torcer por todos os galãs. Atualmente o Théo de "Salve Jorge" enfrenta uma grande rejeição e há motivos de sobra pra isso.  Mas, infelizmente, não é a primeira vez que a autora enfrenta esse tipo de problema.


Quem não se lembra do trágico Cigano Igor, de "Explode Coração"? Embora o personagem funcionasse como um contraponto do romance entre Dara (Tereza Seiblitz) e Julio (Edson Celulari), o cigano era uma figura central e o intuito era formar um triângulo amoroso, despertando a divisão da torcida do público. Mas a interpretação de Ricardo Macchi era tão ruim que o papel virou uma grande piada de mau gosto. E para culminar, o mocinho vivido por Edson foi insosso e poucos se lembram dele. Nesse caso específico ocorreu a soma de erros. Escalaram um ator despreparado para viver um tipo sem atrativos, enquanto que o profissional mais experiente acabou vivendo um empresário apático e sem carisma.

Já em "O Clone" (2001), a autora foi mais feliz no casal protagonista. Lucas (Murilo Benício) e Jade (Giavanna Antonelli) formaram um casal lindo e o público se apaixonou. Entretanto, o mocinho era um tipo sem sal, bobo e não funcionava sozinho. Todas as suas cenas solo eram cansativas e monótonas. Impossível não se