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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

"Orgulho e Paixão" tem lindos casais para todos os gostos

A atual novela das seis da Globo, infelizmente já na reta final, é encantadora. Mescla drama e humor de forma despretensiosa, apresenta uma história que atrai pela simplicidade e seus personagens se mostram muito bem delineados pelo autor. O fato de ser um enredo de época, ambientado em 1910, imprime um charme a mais ao folhetim e são vários os acertos da obra de Marcos Berstein, baseada em vários sucessos da escritora inglesa Jane Austen. Mas o principal trunfo é a elevada quantidade de bons pares românticos. Tem romance para todos os gostos.


Os mocinhos, por exemplo, são inteligentes e dificilmente são feitos de bobos pelos vilões por muito tempo. Darcy e Elisabeta vem sendo defendidos com competência por Thiago Lacerda e Nathalia Dill, que honram o protagonismo e apresentam uma boa sintonia. Os conhecidos perfis são do livro "Orgulho e Preconceito", de Jane, cuja maior referência até então havia sido no filme homônimo exibido em 2005, protagonizado por Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Marcos e o diretor Fred Mayrink, entretanto, suavizaram Darcy, diminuindo a sisudez do rapaz, evitando uma possível rejeição do público noveleiro. Funcionou.

Errar no casal central é um dos muitos medos dos autores, mas Marcos Berstein não se contentou só em acertar com seus protagonistas. Se preocupou também com os demais e conseguiu criar pares tão encantadores quanto o principal. Jane (Pâmela Tomé) e Camilo (Maurício Destri), por exemplo, encabeçam outra deliciosa relação, porém, mais voltada para os clássicos da Disney.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O que está acontecendo com as trilhas de novelas?

A trilha sonora sempre foi uma parte fundamental da telenovela. Além dos personagens, casais, conflitos, mocinhos e vilões, é preciso ter também músicas complementando as cenas e integrando o conjunto do folhetim. Tanto que, ao longo de mais de cinquenta anos de novelas, foram várias canções que marcaram, virando referência de determinada trama, personagem ou casal. E o sucesso era tamanho que vários LPs (Long Play ou Disco de Vinil), e posteriormente CDs, eram vendidos aos milhares.


Exemplos, então, não faltam. Como ouvir "Dona", do Roupa Nova, e não lembrar imediatamente da icônica Viúva Porcina (Regina Duarte) em "Roque Santeiro" (1985)? Ou então ouvir "Love By Grace" (cantada por Lara Fabian) e não pensar na marcante cena da Camila (Carolina Dieckmann) raspando os cabelos em "Laços de Família" (2000)? A própria trama de Manoel Carlos, por sinal, virou uma das principais referências em trilha sonora. Vide "Balada do Amor Inabalável" (Skank) como tema das passagens pelo Leblon e "Man I Feel Like a Woman!" (Shania Twain) como tema dos passeios de lancha de Cintia (Helena Ranaldi), entre outros.

Já "Palpite", cantada por Vanessa Rangel, lembra imediatamente o casal Milena (Carolina Ferraz) e Nando (Eduardo Moscovis) em "Por Amor" (1997). "Wishing on a Star" (Cover Girls) virou uma lembrança triste da morte de Daniela Perez em "De Corpo de Alma" (1992). "Velha Infância" remete ao romance açucarado de Edwiges (Carolina Dieckmann) e Cláudio (Erick Marmo) em "Mulheres Apaixonadas" (2003), enquanto "Corazón Partido" (Alejandro Sanz) marcou a sofrida Shirley (Karina Barum) em "Torre de Babel" (1998).

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Repleta de dramas envolventes, "Sete Vidas" é uma novela que merece ser contemplada

As chamadas iniciais já mostravam que a trama de Lícia Manzo seria recheada de densidade e delicadeza, o que foi confirmado no dia da estreia de "Sete Vidas". E, após algumas semanas de novela no ar, pode-se constatar que a história vem sendo muito bem desenvolvida pela autora. Repleto de dramas, o enredo envolve quem assiste e 'convida' a mergulhar naquele mundo vivido por tantos personagens cativantes.


Toda a trama em torno dos conflitos de Lígia (Débora Bloch) e Miguel (Domingos Montagner), e da aproximação dos filhos dele (oriundos de uma doação de sêmen), está sendo contada aos poucos e de forma detalhada. O mesmo vale para os núcleos paralelos, onde todos têm uma ligação direta ou indireta com o enredo principal. Mas não quer dizer que a novela esteja arrastada, tanto que já ocorreram inúmeros acontecimentos e várias passagens de tempo neste primeiro mês de folhetim.

A direção de Jayme Monjardim está em perfeita sintonia com a história de Lícia Manzo e a fotografia é de encher os olhos. O diretor, aliás, deixa o primoroso texto da autora ser a grande estrela de "Sete Vidas", focando também nos perfis construídos através de tomadas de câmera completas, exibindo os detalhes dos ambientes e a forma como cada um vive.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Apostando na mistura de sensibilidade e comicidade, "Alto Astral" estreia repleta de atrativos

Uma comédia romântica que aborda o espiritismo, mas não de forma doutrinária. Um rapaz que desenha o rosto da mulher amada desde criança e conta com a ajuda de um espírito para encontrá-la. Dois irmãos rivais e apaixonados pela mesma mulher. Situações engraçadas inseridas em um enredo que toca pela sensibilidade. Baseado neste conjunto, Daniel Ortiz estreou, nesta segunda-feira (03/11),"Alto Astral", nova novela das sete, dirigida por Jorge Fernando, cuja missão será conquistar o público, após o fracasso de "Geração Brasil".


Baseada na sinopse da saudosa Andrea Maltarolli, a história começou com uma cena de impressionar: um avião caindo em uma estrada, atingindo um carro e um caminhão. Os efeitos especiais não ficaram devendo em nada aos filmes estrangeiros e provocaram espanto pelo realismo do acidente. Na sequência, Maria Inês (Christiane Torloni) está com os dois filhos na aeronave e se assusta ao achar que Caíque ficou preso após a queda. Mas o menino é salvo por Dr. Castilho (Marcelo Médici), espírito que só ele é capaz de ver.

Muitos anos se passaram e a história inicialmente fez questão de focar nas figuras principais. O vilão Marcos (Thiago Lacerda), irmão do mocinho, já mostrou que é preconceituoso e ganancioso administrando o hospital da família. Ele, embora seja noivo da jornalista Laura (Nathalia Dill), tem um caso com sua secretária, a ambiciosa e sedutora Sueli (Débora Nascimento).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Com ritmo ágil e trilha sonora de qualidade, "Boogie Oogie" reúne vários atrativos de uma boa novela

Assim que "Boogie Oogie" estreou, ficou explícito que seria um festival de clichês. Porém, inicialmente, a história foi deixada em segundo plano, pois o foco maior ficou por conta da década de 70, época escolhida para ser o pano de fundo da trama, e da trilha sonora impecavelmente escolhida. Mas, agora, já com algumas semanas no ar, é possível constatar que o folhetim de Rui Vilhena tem um enredo tão atrativo quanto a escolha das músicas e do ano de 1978.


O excesso de temas batidos não é um problema, uma vez que toda novela tem clichês. Basta serem bem desenvolvidos e contados. E o autor tem conseguido atrair a atenção através de vários ganchos interessantes, além de imprimir um bom ritmo à história. Todo este bom conjunto é somado ao elenco talentoso, que interpreta muito bem vários personagens cativantes.

Rui Vilhena parece não temer que sua trama se esgote e segue desenrolando o conteúdo, sem guardar por muito tempo seus trunfos, imprimindo um bom ritmo à novela. Tanto que a trama principal, da troca de bebês, já foi descoberta pelo mocinho (Rafael - Marco Pigossi),

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"O Rebu": uma produção de qualidade inquestionável

A estreia de "O Rebu" foi empolgante. Repleta de luxo, com um grande elenco, personagens ambíguos, trilha sonora impecável, trama instigante e fotografia lindíssima, a novela causou uma ótima primeira impressão em seu primeiro capítulo. E, após algumas semanas no ar, pode-se constatar com bastante tranquilidade que o remake escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg é um produto de qualidade inquestionável.


Dirigida por José Luiz Villamarim, a novela tem apresentado uma sucessão de cenas tensas e muito bem interpretadas, onde se observa claramente a competência do diretor extraindo tudo o que pode deste tão bem escalado elenco. Passada em 24 horas ----- a noite da festa e a manhã seguinte ----- e repleta de flashbacks reveladores, a história é muito mais do que o mistério que cerca o assassinato de Bruno (Daniel de Oliveira). E todos os seus meandros vão sendo apresentados ao público aos poucos, através dos podres dos convidados.

Isso porque todos os personagens têm falhas de caráter e telhado de vidro. Não há ninguém confiável. A novela é engrandecida com vários tipos complexos e ambíguos, onde não se sabe quem tem mais ou menos motivos para temer as investigações da polícia. O único fato concreto é que não há santo na história e nem aquele típico mocinho ou mocinha de folhetim.