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sexta-feira, 28 de março de 2025

Maior fracasso da história da Globo, "Mania de Você" foi uma novela catastrófica

 Nesta sexta-feira (28/03), para o alívio dos telespectadores, do elenco e da Globo, chegou ao fim "Mania de Você", o maior fracasso de público e crítica do horário nobre da emissora. A novela de João Emanuel Carneiro, dirigida por Carlos Araújo, foi uma das piores já escritas na história da teledramaturgia e se mostrou uma avalanche de equívocos, onde absolutamente nada se salvou. É um caso que jamais será esquecido e servirá para análises futuras do quão catastrófica foi essa produção. 

Um dos graves problemas da obra foi o péssimo desenvolvimento do amor dos mocinhos, agravado ainda mais com os vários cortes na primeira fase, realizados através da intervenção de Amauri Soares, atual todo poderoso do setor de teledramaturgia da Globo, que só enfia os pés pelas mãos desde que assumiu o cargo. O amor avassalador que Viola (Gabz) e Rudá (Nicolas Prattes) sentiam um pelo outro teve um desenvolvimento sem qualquer cuidado. Amor à primeira vista de mocinhos quase sempre fracassa nos tempos atuais, ainda mais quando a relação tem como consequência uma dupla traição, sofrida por Luma (Agatha Moreira) e Mavi (Chay Suede).

Viola traiu Luma, tendo um caso com o namorado da amiga e sem nunca ter apresentado qualquer tipo de remorso, uma vez que a traiu novamente depois que foi perdoada. Rudá nunca demonstrou qualquer cuidado com Luma, mesmo diante de uma relação que teve seu início ainda na infância. Tanto que a traía várias vezes sem peso algum na consciência. E nem a passagem de tempo serviu para amadurecer o personagem.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Segunda temporada de "Os Outros" se mostrou muito aquém da primeira

 A primeira temporada de "Os Outros" foi um sucesso de público e crítica. Uma das produções mais elogiadas do ano passado. O êxito resultou em uma segunda temporada, que ficou cercada de expectativas e também desconfianças. Afinal, conseguiria manter a excelência da primeira? Havia fôlego para uma continuação? Até porque o último episódio da trama original dividiu opiniões. 


O Globoplay estreou a segunda temporada no dia 15 de agosto e foi liberando dois episódios --- de um total de 12 --- por semana, até a finalização da trama, no dia 12 de setembro. O mistério em torno do sumiço de Marcinho (Antônio Haddad) foi solucionado logo no primeiro episódio da continuação, que deixou de ser ambientada em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca e passou a ter como principal locação um condomínio de casas de alto padrão no mesmo bairro. Os prédios saíram de cena e as mansões entraram no lugar. 

A essência da narrativa se manteve, mas aquele clima de extrema tensão no ar deixou de existir e tudo ficou mais subentendido, o que diminuiu a temperatura da série. Não é exagero afirmar que quase todos os episódios são bastante mornos, o que é decepcionante diante da narrativa apresentada na primeira temporada.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Primeira fase de "Mania de Você" teve ritmo frenético, construções rasas e muitos cortes

 A primeira fase da nova novela das nove chegou ao fim nesta terça-feira, dia 24. João Emanuel Carneiro apresentou sua trama central com um ritmo frenético, o que causou uma sensação incômoda de correria e ainda agravada pelos inúmeros cortes realizados pela cúpula da Globo por conta da baixa audiência. O lado positivo foi a ótima direção de Carlos Araújo e o elenco que se entregou em sequências tensas e repletas de reviravoltas, mas o negativo foi uma superficialidade em várias situações consideradas importantes e passagens de tempo confusas. 


O melhor capítulo da primeira fase foi o da morte de Molina (Rodrigo Lombardi), impregnado com uma adrenalina que norteou todas as cenas até a catarse final, quando o poderoso empresário acabou misteriosamente assassinado. O primeiro ato foi uma encenação do vilão, que agradou Mércia (Adriana Esteves) com a desculpa de celebrar a relação dos dois. A governanta desconfiou das intenções do patrão e amante, mas ainda assim foi dopada por ele. Pouco antes de perder os sentidos, Mércia conseguiu enviar uma mensagem para Mavi (Chay Suede), que chegou à mansão do empresário na companhia de Luma (Agatha Moreira) a tempo de salvar a mãe. 

Quando voltou a si, Mércia afirmou que Molina tentou matá-la. Ainda fez revelações sobre o passado de Luma e Mavi, e confirmou que os dois não eram irmãos. Enquanto isso, Molina foi à Zontex e deletou todos os documentos comprometedores.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Adriana Esteves, Eduardo Sterblitch e Letícia Colin foram as três potências de "Os Outros"

 A segunda temporada de "Os Outros" estreou no dia 15 de agosto no Globoplay e chegou ao fim nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, após a disponibilização dos dois últimos episódios. A continuação da trama de sucesso do ano passado dividiu as opiniões e foram muitas as reclamações, ao contrário da primeira, que foi aclamada por público e crítica. No entanto, deixando as questões de roteiro para outro texto, é inegável que a nova saga foi dominada por três atores: Adriana Esteves, Eduardo Sterblitch e Letícia Colin. 


O autor Lucas Paraizo planejou uma trilogia de "Os Outros" através da Cibele (Adriana Esteves). O autor me contou na coletiva da série que sua intenção é buscar uma resposta no último episódio da terceira temporada, caso realmente tenha, em relação ao que aconteceu no primeiro episódio da primeira temporada, quando aquela mãe de classe média resolveu comprar uma arma. Ou seja, a personagem é o elo das três sagas e, ao menos nas duas já exibidas, apresentou cargas dramáticas bem distintas. 

Na primeira temporada de "Os Outros", Cibele era quase que a representação da fúria. A expressão 'Não mexe com meu filho que viro uma leoa' coube perfeitamente para aquela mulher que virou bicho desde que Marcinho (Antônio Haddad) foi espancado por um rapaz que morava no mesmo condomínio na Barra da Tijuca.

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "'Os Outros"

 O Globoplay promoveu na terça-feira passada, dia 7, a coletiva virtual de "Os Outros". A segunda temporada estreia na plataforma de streaming nesta quinta, dia 15 de agosto, e participaram o autor Lucas Paraizo, a diretora Luisa Lima e os atores Antônio Haddad, Edu Sterblitch, Letícia Colin, Mariana Nunes, Kênia Bárbara, Sérgio Guizé, Cadu Fávero, Luis Lobianco, Cauê Campos e Adriana Esteves. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Lucas Paraizo analisou sua obra: "Os Outros por ser uma espécie de antologia e cada temporada traremos uma temática que é baseada na intolerância. Na segunda, há uma mudança de ritmo. Ela é mais questionadora. Na primeira, os personagens reagiam a algo e agora as ações são mais premeditadas. Podem esperar muitas viradas. Já adianto um spoiler que do episódio do seis pro sete tem uma grande virada e isso é do jogo. Trabalhamos com a reversão da expectativa. Será uma trilogia e quem move isso tudo é a Cibele com o Marcinho".

Luisa Lima analisou a importância da música na trama: "Temos uma trilha que tensão que vai dando o tom da série. O Dani Rolland é nosso produtor musical que trabalha comigo desde 'Onde Está meu Coração' (série de sucesso do Globoplay). Fazemos um desenvolvimento temático da primeira temporada. Música é fundamental para o processo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Mania de Você", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 6, a coletiva virtual de "Mania de Você", nova novela das nove escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Carlos Araújo. Participaram o autor e os atores Rodrigo Lombardi, Chay Suede, Nicolas Prattes, Agatha Moreira, Gabz, Bukassa Kabengele, Antônio Saboya, Jaffar Babirra, Ângelo Antônio, Ana Beatriz Nogueira e Adriana Esteves. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


João Emanuel Carneiro falou sobre a chegada de sua trama praiana, após três folhetins rurais, sendo dois remakes: "Alternar coisas é sempre bom. Foram remakes rurais no horário e agora é uma história inquieta que vai mudando rapidamente. Uma história de gente jovem, o que gosto porque o jovem está aberto a tudo. Novela das 21 horas é sempre uma pressão danada e já estou acostumado. A Gabz eu vi em um teste e fiquei fascinado. Vi que era ela nossa Viola. Me interessa contar a vida dos jovens porque são páginas em branco, mas a história não é necessariamente jovem. É sobre paixões e obsessões amorosas", resumiu o autor. 

Gabz comentou como será a relação de Viola com Luma e sobre sua estreia protagonizando uma novela: "São duas mulheres de realidades muito diferentes, mas são determinadas e apaixonadas, o que deixa tudo muito intenso. A gente têm uma química muito forte, a gente se dá bem. Elas querem ter tudo. E contracenar é muito importante nessa novela porque nossos personagens existem em função do outro. Viola teve uma vida difícil, mas não necessariamente sofrida. Ela foi adotada pelo Marcel, interpretado pelo Bukassa Kabengele, e recebeu muito afeto. Ela é criada em uma comunidade circense, onde aprende sobre cozinha e é apaixonada.

domingo, 17 de dezembro de 2023

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2023

 Neste domingo, dia 17, foi ao ar o "Melhores do Ano", a premiação promovida pela Globo através do "Domingão", que antes era do Faustão e ao vivo, enquanto agora é do Huck e gravado. Como costuma ocorrer em todos os anos, houve polêmica em algumas indicações e ausências foram sentidas, ao mesmo tempo que muitos premiados honraram seus troféus. 


Na categoria Melhor novela concorreram "Vai na Fé", "Terra e Paixão" e "Todas as Flores". As três indicações foram justas e representaram bem os três sucessos de 2023. A trama de Rosane Svartman tirou o horário das sete da lama em que estava e a autora conquistou o país com um enredo que mesclava momentos tensos com situações leves, repletas de personagens carismáticos e um elenco que transbordou diversidade. A história de Walcyr Carrasco, que agora escreve com Thelma Guedes, é a única novela inédita atual com boa audiência e repercussão. Já o enredo de João Emanuel Carneiro fez sucesso no Globoplay e repetiu o êxito quando foi exibia na grade da Globo. A vencedora foi "Vai na Fé" com muito mérito. 

Na categoria Atriz de Novela concorreram Barbara Reis, Letícia Colin e Sheron Menezzes. Três profissionais de talento e que merecem elogios. Barbara deu um show na pele da vilã Débora em "Todas as Flores" e emociona como Aline em "Terra e Paixão". Letícia foi o grande nome de "Todas as Flores" e fez da debochada Vanessa uma malvada idolatrada pelo público, com direito a momentos de puro improviso cênico. A personagem surtada foi tão amada que Letícia levou o troféu para casa.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

"Os Outros" tem tudo para ser a melhor série de 2023

 O que acontece quando todo mundo acha que tem razão? Essa pergunta é o despertar da série Original Globoplay ‘Os Outros’, criada por Lucas Paraizo e com direção artística de Luisa Lima, que estreou na última quarta-feira de maio, dia 31, às 18h, para não assinantes. O primeiro episódio ficou disponível de forma gratuita até o dia 05 de junho. A cada semana, são disponibilizados dois episódios, sempre às quartas e sextas, até o dia 07 de julho.


No fictício condomínio Barra Diamond, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, duas famílias vizinhas vividas por Cibele (Adriana Esteves) e Amâncio (Thomás Aquino) e Wando (Milhem Cortaz) e Mila (Maeve Jinkings) entram em choque após a briga dos filhos adolescentes, Marcinho (Antonio Haddad) e Rogério (Paulo Mendes). O que poderia ser um desentendimento corriqueiro cresce e desperta reflexões importantes sobre os limites da tolerância, capacidade de escuta e diálogo, compaixão, influência dos pais na criação dos filhos e solução de conflitos na atualidade.

 É em busca de segurança e qualidade de vida que a família de Cibele se muda para o condomínio Barra Diamond, após ter vivido de perto a violência em um bairro de subúrbio onde moravam. Seduzidos pelo ideal de felicidade dos grandes residenciais, Cibele e o marido Amâncio estão aliviados em poder oferecer uma condição de vida melhor e uma juventude com mais opções para o filho Marcinho.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Tudo sobre a coletiva online de "Os Outros", nova série do Globoplay

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 23, a coletiva virtual de "Os Outros", nova série do Globoplay, escrita por Lucas Paraizo e dirigida por Luisa Lima. Participaram o autor, a diretora e os atores Milhem Cortaz, Adriana Esteves, Maeve Jinkings, Antonio Haddad, Paulo Mendes, Guilherme Fontes, Ana Flávia Cavalcanti, Eduardo Sterblitch, Cadu Fávero e Drica Moraes. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Lucas Paraizo falou sobre a ideia de sua nova história, após o sucesso de 'Sob Pressão': "A gente começou essa série em 2019 e veio a pandemia. Finalmente agora vamos poder vê-la no ar. 'Os Outros' é uma série que fala sobre a intolerância. O que acontece quando todos acham que têm razão? É uma série que dialogo com uma sociedade contemporânea e exponho alguns comportamentos de múltiplos gêneros e como reflete a sociedade atual. 'Deus da Carnificina', 'Beleza Americana', 'Parasita' e 'Relatos Selvagens' foram inspirações para essa história. Mas é uma série extremamente brasileira. Vocês não fazem ideia do que vem pela frente.", se animou o escritor.

Luisa Lima complementou a fala de Lucas: "Nossa narrativa é sobre a falta de diálogo e a ausência da capacidade de escuta. A partir da briga de dois jovens em um condomínio de classe média que a história começa. Os pais tentam resolver a situação, mas eles passam a brigar, o que desencadeia situações ainda mais violentas.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Parte final desnudou todos os problemas que sempre estiveram presentes em "Amor de Mãe"

 A primeira novela de Manuela Dias estreou logo no horário nobre. Uma responsabilidade e tanto. Normalmente, todos os escritores da emissora estreiam na faixa das seis ou sete e somente depois migram para a cobiçada faixa das 21h. Mas os ótimos trabalhos da autora nas minisséries "Ligações Perigosas" e "Justiça" (ambas em 2016) a credenciaram ao posto. No entanto, não teve sorte. A produção estreou em 25 de novembro de 2019 repleta de louvores da crítica especializada, mas parte do público não comprou a história, que apresentava problemas em vários núcleos. E quando o enredo central parecia engrenar, houve a interrupção das gravações em 21 de março de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Voltou ao ar praticamente um ano depois, no dia 15 de março de 2021, com apenas 23 capítulos restantes. A produção já estava entrando na reta final, mas mesmo assim sofreu um corte. Porém, não parece ter afetado o roteiro, pois a verdade é que muitas tramas já estavam sem rumo antes da interrupção das gravações. O grande interesse ficou em torno do enredo de Lurdes (Regina Casé) à procura do filho Domênico (Chay Suede). E sempre foi a única parte do folhetim que caiu nas graças do público. O maior clichê dramatúrgico raramente falha. 

Já os demais conflitos, que já estavam se perdendo, tiveram desfechos decepcionantes. A constante troca de casais era um dos problemas do roteiro e seguiu assim até o final. Nunca houve uma construção sólida que despertasse alguma torcida do público. O menos pior foi o par formado por Camila (Jéssica Ellen) e Danilo/Domênico.

sábado, 1 de agosto de 2020

"Toma Lá Dá Cá" é uma reprise bem-vinda, mas no horário errado

Sucesso entre 2007 e 2009, o "Toma Lá Dá Cá" foi visto pelo grande público como uma espécie de nova versão do "Sai de Baixo", fenômeno exibido entre 1996 e 2002 na Globo. Isso porque há uma clara similaridade nos formatos: ambos com famílias repletas de figuras pitorescas e presença de plateia nas encenações. A produção que inspirou as duas, vale lembrar, foi a clássica Família Trapo, de 1960, exibida pela então TV Record. E os telespectadores desejavam a reprise da história criada e escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa há muito tempo. A Globo finalmente atendeu ao pedido.


A emissora passou a reprisá-la neste sábado, dia 1º de agosto, na chamada "Sessão Comédia", substituindo a "Sessão de Sábado" e para algumas afiliadas entrando no lugar de "O Melhor da Escolinha". É verdade que "Toma Lá Dá Cá" já vem sendo reprisado no Canal Viva desde abril de 2012, mas obviamente o alcance da televisão aberta é muito maior. E a turma do condomínio Jambalaya Ocean Drive deixou uma marca na comédia nacional através de personagens até hoje lembrados e piadas certeiras que seguem atuais.

A série vale a pena ser revista por várias razões, entre elas o elenco primoroso. Miguel Falabella, Stella Miranda, Adriana Esteves, Arlete Salles, Alessandra Maestrini, Diogo Vilela, Marisa Orth e Fernanda Souza foram os principais destaques da história e os perfis refletem com perfeição a classe média alta brasileira, muitas vezes tão controversa.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

"Amor de Mãe" estreia com forte carga dramática e promissoras protagonistas

"Tudo é incerto, menos o amor de mãe". A frase, adaptada do romancista e poeta James Joyce (1882/1941) ---- "Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe" é a frase original ----, é a premissa da nova novela das nove da Globo, que marca a estreia de Manuela Dias como autora solo. E, por conta dessa afirmação, fica bem claro que o enredo abordará uma visão mais romanceada da maternidade. Com a dura missão de manter os elevados índices do grande sucesso "A Dona do Pedaço", a trama, dirigida por José Luiz Villamarim e fotografia de Walter Carvalho, estreou nesta segunda-feira (22/11), com um emocionante primeiro capítulo.


Regina Casé, Taís Araújo e Adriana Esteves vivem Lurdes, Vitória e Thelma, mulheres que exercem a maternidade em sua plenitude, cada uma à sua maneira. Apesar de viverem em realidades diferentes, com trajetórias distintas, a vida das três se entrelaça ao longo do enredo. Uma proposta parecida com "Justiça", da mesma autora ---- quatro pessoas eram presas por crimes que cometeram em momentos de fúria e ao longo da história tinham suas vidas cruzadas. O trio protagonista foi bem apresentado na estreia através de breves flashbacks e dramas no presente.

Lurdes é babá e mãe de cinco filhos, sendo que um deles não foi criado ao seu lado. Ela busca um novo emprego e consegue uma entrevista na casa de Vitória, uma advogada bem-sucedida que, com a iminência da chegada do filho que pretende adotar, precisa de uma babá. Vitória perdeu um bebê aos seis meses de gestação e não conseguiu superar o trauma.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Tudo sobre a festa de "Amor de Mãe", próxima novela das nove

A Globo lançou nesta terça-feira, dia 5, no Aqwa Corporate, edifício comercial de luxo da zona portuária do Rio de Janeiro, a festa de "Amor de Mãe", nova novela das nove, que estreia dia 25 de novembro. A luz da Baía de Guanabara foi destaque no lançamento da novela de Manuela Dias, com direção de José Luiz Villamarim. O Rio de Janeiro está presente na trama e o suntuoso prédio ----emoldurado com uma vista de 360º que mostra toda a Baía de Guanabara, além de pontos clássicos da cidade como as montanhas do Cristo Redentor e Pão de Açúcar ---- servirá de ambientação para o enredo do poderoso empresário Álvaro, vivido por Irandhir Santos.


O evento que recebeu elenco, diretores, autora e imprensa contou ainda com um show de Gal Costa, que terá três músicas na trilha do folhetim. A cantora apresentou várias canções marcantes de seu repertório como "Dê um Rolê", "London London", "Sua Estupidez", "Chuva de Prata", "Brasil", "Que pena", "Vaca Profana" e um pot-pourri das faixas "Bloco do Prazer", "Balancê", "Massa Real" e "Festa do Interior". Todo mundo se empolgou e cantou junto. Uma animação só. O clipe exibido antes do show emocionou quem estava presente ao mostrar cenas da novela, quase todas já exibidas nas chamadas da televisão, que tem como tema central a maternidade a partir das trajetórias de Lurdes (Regina Casé), Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araújo).

"É uma novela que conta a história de três mães de classes sociais diferentes e sobre como elas vão resolvendo as questões que a maternidade traz. A vida delas vai se entrelaçar, graças ao destino dos filhos. É uma novela que nasceu com a minha filha.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

"Assédio" é uma série forte e necessária

A Globo já está há um certo tempo investindo no seu serviço de streaming com o intuito de concorrer com a popular Netflix. Claro que ainda falta para se equiparar com a rival que vem apostando cada vez mais no mercado brasileiro, contratando, inclusive, atores da emissora, como Marco Pigossi e Emanuelle Araújo, por exemplo. No entanto, é visível o empenho da líder em engrandecer a Globo Play com produções de qualidade inquestionável. Uma delas foi "Assédio", série de dez episódios que foi disponibilizada no aplicativo no dia 21 de setembro de 2018 e teve o primeiro episódio exibido em outubro na tevê aberta com o intuito de estimular o público a seguir vendo na internet. Menos de um ano depois, a emissora começou a exibi-la a partir do dia 3 de maio, após o "Globo Repórter".


A produção baseada no livro "A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Viladarga, é um primor e despertou um grande burburinho mesmo estando disponível apenas na internet. Portanto, era mesmo uma questão de tempo a Globo colocá-la em sua grade. E como pela primeira vez ---- desde que começou a exibir (em 2011) novelas que viraram "superséries" ----, não houve produção de uma trama na faixa das 23h ---- em virtude do mau planejamento de Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia ----, o canal aproveitou a qualidade desse produto para disponibilizá-lo para o grande público. Resolveu um problema sem precisar de investimento.

Escrita por Maria Camargo, mesma autora que adaptou lindamente o livro "Dois Irmãos", em 2017, e dirigida por Amora Mautner, a trama impacta do início ao fim. A história é conhecida e praticamente todos os brasileiros sabem sobre o escândalo do médico especialista em reprodução humana que abusou sexualmente de inúmeras pacientes.

domingo, 28 de abril de 2019

Os vencedores e os erros costumazes da 61ª edição do "Troféu Imprensa"

O SBT exibiu na noite deste domingo (28/04) a 61ª edição do "Troféu Imprensa". Comandada, como sempre, por Silvio Santos, a premiação contou com Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Keila Gimenez (R7), Daniel Castro (Portal Uol), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo), Léo Dias ("Fofocalizando") e uma novidade: Maurício Stycer (Portal Uol).


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos definidos por votação popular (através do site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis. Para culminar, o esquema de selecionar apenas a metade da bancada para escolher o vencedor em cada rodada é equivocado demais. Porém, os responsáveis pela longeva premiação não se importam com nada e dificilmente algo irá mudar.

Um dos completos despautérios da atual edição foi o trio finalista na categoria Melhor Atriz: Adriana Esteves ("Segundo Sol"), Marina Ruy Barbosa ("Deus Salve o Rei") e Sophia Valverde ("As Aventuras de Poliana"). Primeiramente, não há qualquer lógica em uma criança estreante disputar com duas atrizes bem mais experientes. E esse tipo de situação vem se repetindo há anos. A categoria Ator/Atriz Infantil nunca foi criada. A menina está ótima na trama do SBT, mas para concorrer com as colegas, não. Óbvio.

domingo, 9 de dezembro de 2018

"Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" não existiram para o "Melhores do Ano"

A vigésima terceira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo (09/12) e nesta premiação sempre há muitas injustiças. Principalmente porque são apenas três indicados por cada categoria, limitando bastante a seleção. Ainda ocorre um claro favorecimento em torno das novelas das nove. Porém, o evento de 2018 já pode ser considerado um dos mais injustos do "Domingão do Faustão".


A premiação simplesmente ignorou a existência de "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para", duas novelas elogiadas por público e crítica. No caso da trama das 18h, a produção foi um sucesso e obteve ótimos índices de audiência, mesmo recebendo em baixa da fracassada temporada de "Malhação". Marcos Berstein estreou com o pé direito em seu primeiro trabalho como autor solo e a história baseada em vários livros de Jane Austen foi a melhor novela de 2018, sem qualquer exagero. Personagens bem construídos, casais apaixonantes, elenco entregue e trilha inspirada.

Mas nenhum ator foi indicado para o "Melhores do Ano". E o maior absurdo, sem dúvida, foi a não indicação de Gabriela Duarte como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz deu um banho de interpretação na pele da complexa Julieta e protagonizou inúmeras cenas dramáticas. Sua entrega saltou aos olhos. Não por acaso virou um dos muitos trunfos do folhetim das seis.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duramente criticada e com audiência abaixo das expectativas, "Segundo Sol" foi uma grande decepção

O fenômeno "Avenida Brasil", exibido em 2012, colocou João Emanuel Carneiro em um outro patamar. Após três novelas de grande sucesso ---- "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita" ----, o autor conseguiu emplacar uma produção que parou o Brasil e virou um dos folhetins mais exportados da Globo. Parecia a consagração da sua carreira. Porém, a trama que marcou o duelo inesquecível de Carminha e Rita virou uma espécie de "maldição" para o escritor. Desde então, João não consegue mais desenvolver uma boa história que prenda o público. Fracassou com "A Regra do Jogo", em 2015, e agora produziu o seu pior enredo com "Segundo Sol", que chegou ao fim nesta sexta-feira (09/11).


A novela, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, parecia promissora no início, mesmo diante da avalanche de críticas (merecidas) em torno da ausência de atores negros em um enredo ambientado na Bahia. Afinal, a premissa em torno de um fracassado cantor de axé, que se transformava em ídolo nacional quando sua falsa morte era divulgada na imprensa, despertava interesse. Emílio Dantas logo se destacou na pele do carismático Beto Falcão. Porém, logo no segundo capítulo ficou claro que a história verdadeira da novela não era essa e ,sim, sobre Luzia (Giovanna Antonelli), marisqueira que se apaixonava à primeira vista pelo cantor e tinha sua vida arruinada pelas vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).

Isso não seria um problema se a trama da personagem fosse atrativa e bem conduzida. Mas não foi. A mocinha sofreu o tempo todo e passou a novela inteira fugindo da polícia e das mulheres que a destruíram, enquanto Beto se anulou e teve sua importância bastante diminuída na história. Os ditos protagonistas eram tão burros e passivos que não havia como torcer por eles.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Destaque em "Segundo Sol" e "Assédio", Adriana Esteves é uma atriz que sempre se sobressai

Enaltecer o trabalho de uma grande atriz é sempre necessário, mas, inevitavelmente, acaba caindo em uma espécie de "mais do mesmo". Difícil não cair na repetição de elogios, ainda que merecidos. É o  caso de Adriana Esteves, ótima em "Segundo Sol" e um dos destaques da série "Assédio", cujo primeiro episódio foi exibido recentemente na televisão com o intuito de divulgar a plataforma Globo Play.


A intérprete já é uma profissional consagrada e isso se deve ao longo caminho que vem percorrendo desde que estreou na Globo, como figurante em "Vale Tudo" (1988). Sua carreira começou de fato quando participou de um quadro no "Domingão do Faustão", em 1989, e ganhou a chance de participar de um folhetim com um papel para chamar de seu. E viveu a Tininha em "Top Model" (1989). No ano seguinte, surpreendeu em "Meu Bem, Meu Mal" na pele da Patrícia Melo, uma das personagens principais.

Mas em 1993 enfrentou seu pior momento: duramente criticada pela interpretação em "Renascer", a atriz chegou a entrar em depressão e cogitou desistir da carreira. Porém, seu desempenho na pele da sonsa Mariana não mereceu a quantidade de críticas da época. A verdade é que a personagem foi muito mal conduzida por Benedito Ruy Barbosa e gerou antipatia no público.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Impactante, "Assédio" é uma produção de grande qualidade

A Globo já está há um certo tempo investindo no seu serviço de streaming com o intuito de concorrer com a popular Netflix. Claro que ainda falta para se equiparar com a rival que vem apostando cada vez mais no mercado brasileiro, contratando, inclusive, atores da emissora, como Marco Pigossi, por exemplo. No entanto, é visível o empenho da líder em engrandecer a Globo Play com produções de qualidade inquestionável. A mais recente foi "Assédio", série de dez episódios que foi disponibilizada no aplicativo no dia 21 de setembro e teve o primeiro episódio exibido nesta segunda-feira (15/10) antes da "Tela Quente".


O objetivo da Globo, claro, foi estimular a curiosidade do público e fazê-lo assinar a Globo Play. Estratégia parecida com a exibição de "The Good Doctor", série americana disponível também no aplicativo da emissora, que teve seus dois primeiros episódios exibidos na televisão. E a emissora fez muito bem. A produção baseada no livro "A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Viladarga, é um primor e despertou um grande burburinho mesmo estando disponível apenas na internet. Imagine agora que teve seu início exibido para milhões de pessoas. O número de assinaturas certamente aumentará.

Escrita por Maria Camargo, mesma autora que adaptou lindamente o livro "Dois Irmãos", em 2017, e dirigida por Amora Mautner, a trama impacta do início ao fim. A história é conhecida e praticamente todos os brasileiros sabem sobre o escândalo do médico especialista em reprodução humana que abusou sexualmente de inúmeras pacientes.