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sexta-feira, 15 de maio de 2026

“Três Graças” resgatou o novelão clássico e devolveu esperança ao horário nobre da Globo

 Após o problemático e catastrófico remake de "Vale Tudo", é possível afirmar que "Três Graças" foi um verdadeiro sopro de esperança no horário nobre da Globo. A novela, que chegou ao fim nesta sexta-feira (15/05), marcou o retorno de Aguinaldo Silva à emissora após seu desligamento motivado pelo fracasso e pelas inúmeras polêmicas que cercaram "O Sétimo Guardião", sua última obra até então. Naquela produção, tudo deu errado: do enredo aos bastidores, passando pelo elenco e pelas decisões criativas. Ironicamente, Aguinaldo foi recontratado justamente no período em que a Globo produzia o remake de "Vale Tudo", novela da qual foi um dos autores originais ao lado de Gilberto Braga e Leonor Bassères. O único autor vivo do fenômeno viu sua obra ser mutilada por Manuela Dias e, conhecido por sua língua ferina, preferiu não comentar diretamente o resultado. Resolveu responder da melhor maneira possível: escrevendo novela.


E a resposta veio forte. Aguinaldo declarou que queria descobrir se ainda sabia fazer novelas. Descobriu --- e provou --- que sabe muito. Ao lado de Virgilio Silva e Zé Dassilva, entregou uma obra que abraçou sem vergonha o folhetim clássico, entendendo perfeitamente aquilo que parte da dramaturgia atual parece ter desaprendido: novela precisa de construção, catarse e emoção. Não basta parecer uma série de streaming de quinze capítulos esticada até não poder mais. Em "Três Graças", os conflitos tiveram tempo para amadurecer, as viradas foram preparadas e os dramas nunca surgiam de maneira gratuita. Tudo era cuidadosamente trabalhado para atingir o telespectador no momento certo.

A trama centrada em Gerluce (Sophie Charlotte), Lígia (Dira Paes) e Joélly (Alana Cabral) foi um dos grandes acertos da novela. Três mulheres de gerações diferentes marcadas pela maternidade precoce e pelo abandono masculino serviram como retrato de milhares de brasileiras.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Grazi Massafera fez de Arminda um dos maiores sucessos de "Três Graças"

 Arminda é daquelas vilãs que parecem ter saído diretamente do DNA mais puro de Aguinaldo Silva: excessiva, imprevisível, cruel e deliciosamente sem filtro. Em "Três Graças", a poucos dias de seu fim, a personagem surge como um furacão que bagunça a narrativa e, ao mesmo tempo, a eleva ---- e muito disso se deve ao desempenho afiado de Grazi Massafera, que abraça cada traço da vilã com coragem e precisão.


Depois de um período afastada das novelas longas ---- desde o sucesso de "Bom sucesso" (2019), em que brilhou como a doce Paloma ----, Grazi volta ao horário nobre movida por um desafio que claramente fez a diferença: viver sua primeira grande vilã. E não qualquer vilã, mas uma dessas figuras maiores que a vida, típicas da dramaturgia de Aguinaldo, que exigem entrega total e um domínio fino do exagero sem cair no ridículo.

Arminda reúne todos esses elementos clássicos: é rica, desequilibrada, verbalmente impiedosa, vive à beira de um surto e carrega uma caricatura que poderia facilmente se tornar um risco nas mãos erradas.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

"Três Graças" prova que o público está sempre pronto para uma boa cena de surra

 A novela "Três Graças" acerta em cheio ao resgatar um elemento clássico da teledramaturgia: o confronto físico como ápice catártico de uma rivalidade bem construída. A sequência em que Gerluce, vivida por Sophie Charlotte, finalmente estapeia a vilã Arminda, de Grazi Massafera, não é gratuita nem apelativa e, sim, consequência dramática de uma escalada de violências emocionais, morais e até criminais.


Há tempos parte da crítica torce o nariz para esse tipo de recurso, sob o argumento de que ele contraria uma desejável sororidade feminina. Mas "Três Graças" demonstra que uma coisa não anula a outra. Aqui, não se trata de mulheres disputando um homem ----- Arminda, aliás, jamais demonstrou interesse por Paulinho (Rômulo Estrela). O embate nasce de algo muito mais grave: as consequências do esquema de remédios falsos comandado por Ferette, papel de Murilo Benício, que quase custou a vida de Lígia (Dira Paes), mãe da protagonista.

Somam-se a isso as humilhações constantes sofridas por Gerluce dentro da casa da vilã, enquanto cuidava de Josefa (Arlete Salles), e, sobretudo, o ato imperdoável de Arminda ao tentar matar Joelly (Alana Cabral), empurrando-a da escada durante a gravidez.

segunda-feira, 30 de março de 2026

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2025/2026

 A edição deste domingo do "Melhores do Ano", exibida no "Domingão com Huck", manteve o tom festivo e grandioso que já virou marca da premiação comandada por Luciano Huck, mas também chegou cercada de mudanças que não passaram despercebidas. O prêmio deixou de ir ao ar em dezembro --- período tradicional da atração ---- e foi exibido no último domingo de março, uma alteração que causou estranhamento e quebrou a sensação de “fechamento de ano” que sempre marcou o especial.


Ao vivo, o programa reuniu nomes de destaque da televisão, música, jornalismo e esporte, apostando em números musicais ---- como a abertura com Marina Senna --- e performances de Ivete Sangalo, Simone Mendes e Diego & Victor Hugo, além da presença de Paulo Vieira interagindo com a plateia. Aliás, Paulo foi um show à parte. Todo ano é, então nem chega a ser uma surpresa. Falou do escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, debochou do power point da Globo News que tentou associar Lula ao banqueiro, ridicularizou as novelinhas verticais que a emissora tem lançado e ainda exibiu um clipe fazendo piada com os investimentos superficiais que a Globo vem fazendo, ao invés de priorizar suas novelas, que mal têm figuração e escassez de externas.

Mas, por trás do brilho e da celebração, a edição também evidenciou ausências absurdas e alguns vencedores que despertaram indignação nas redes sociais.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

"Três Graças" presenteia público com aguardadas catarses e ótimos embates

A novela "Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Ze Dassilva, vive um de seus momentos mais potentes ao apostar em capítulos que expõem feridas emocionais sem abrir mão do conflito dramático. Todos os acontecimentos recentes vêm prendendo a atenção do público com aguardadas catarses, que vieram após uma construção minuciosa dos autores através de um desenvolvimento muito bem estruturado.


A sequência em que a vilã Arminda (Grazi Massafera) abandona momentaneamente sua couraça de frieza para ir atrás do filho Raul (Paulo Mendes) nas ruas é um desses acertos. Ao mostrar a personagem vulnerável, quase perdida, a trama humaniza quem até então parecia movida apenas por impulsividade e total crueldade com seu herdeiro. É uma virada inteligente: Arminda continua sendo vilã, mas passa a ser também mãe, e essa contradição dá densidade à narrativa e prende o espectador pelo afeto e pela surpresa. A escolha de tirá-la de seus ambientes de poder e colocá-la em contato direto com a dureza da rua reforça visualmente essa fragilidade, além de permitir à atriz explorar nuances emocionais que enriquecem ainda mais a personagem.

Outro destaque é o embate entre Ferette (Murilo Benício) e a filha Lorena (Alanis Guillen), que escancara o preconceito ainda presente em muitas famílias. O homofóbico, ao questionar de forma agressiva o namoro da filha com outra mulher, funciona como espelho incômodo de uma realidade social persistente.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

"Três Graças": o que esperar da nova novela das nove?

 Quanto vale uma vida? Até onde ir para reparar uma injustiça que atinge milhares de pessoas doentes? Em ‘Três Graças’, a nova novela das nove da TV Globo, o público começou a acompanhar, a partir do dia 20 de outubro, os desafios que movem Gerluce (Sophie Charlotte) e o dia a dia intenso dessa mulher forte, esperançosa e de pensamento positivo, numa São Paulo que abriga milhões de brasileiras como ela.


Moradora da Chacrinha, comunidade fictícia na capital paulista, Gerluce integra uma família de mães solo, as três Graças: é filha de Lígia Maria das Graças (Dira Paes) e mãe de Joélly Maria das Graças (Alana Cabral). Gerluce abdicou dos seus sonhos, entre eles o de cursar uma faculdade, para se dedicar à criação de Joélly, na tentativa de garanti-la um futuro promissor, diferente do seu e de sua mãe. Mas, quando a gravidez da adolescente se confirma, ela fará de tudo para impedir que a filha desista dos seus projetos e ambições.
 

A obra, criada e escrita por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, com direção artística de Luiz Henrique Rios, apresenta uma trama repleta de humanidade e esperança, que mistura drama, tragédia, romance, mistério e toques de humor.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na sexta-feira retrasada, dia 26, a segunda coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove. Participaram os autores Aguinaldo Silva, , o diretor Luiz Henrique Rios e os atores Grazi Massafera, Miguel Falabella, Samuel de Assis, Túlio Starling, Pedro Novaes, Alanis Guillen, Andreia Horta, Leandro Lima, Fernanda Vasconcellos, Mell Muzillo, Augusto Madeira, Rejane Faria, Otávio Muller, Pedro Ogata, Barbara Reis, Carla Marins, Daphne Bozaski, Rodrigo Garcia, Marcello Escorel, Juliana Alves e Murilo Benício. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo a seguir. 


Luiz Henrique Rios comentou sobre o contexto da trama: "Novela é entretenimento. O tom que a gente está tentando imprimir nessa história é que pareça real, mas sinta que não é. É uma verdade construída. Nossa vilã faz rir e chorar, nossa mocinha faz chorar e faz rir. É uma comédia fantasiosa, um tom tragicômico. Ser em São Paulo também é um diferencial. Um lugar muito intenso e que tem uma periferia múltipla. A gente construiu várias sonoridades nessa novela porque não existe sotaque paulista. Murilo Benício, por exemplo, criou uma sonoridade própria e estamos criando uma brincadeira com isso. Vocês vão ver muitas variações que saem da ideia formal, que extrai a realidade".

Grazi Massafera falou de sua vilã e da parceria com Murilo Benício: "Pra mim está sendo uma honra estar nessa novela. Essa parceria com o Murilo está rendendo um set delicioso com muita criatividade e esses vilões têm muita comédia e fantasia. Espero que isso divirta o público, tem, um tom acima, são personagens de composição, o que pra mim é muito novo.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Grazi Massafera dominou o primeiro capítulo de "Travessia"

 Provocou uma boa repercussão nas redes sociais sobre o destaque em torno de Chiara (Jade Picon) na estreia de "Travessia", nova novela das nove da Globo, escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho. Afinal, a protagonista é Brisa (Lucy Alves), que, ao menos inicialmente, apareceu bem menos. Só que a verdade é que nenhuma das duas teve o destaque de Débora, que marcou a curta participação de Grazi Massafera na trama. 


E quem dominou a história no primeiro capítulo foi a atriz. Claro que a personagem teve um destaque maior porque sua trajetória foi curta, mas Grazi agarrou a oportunidade e mostrou a como cresceu na profissão. Não é novidade para ninguém o quanto a intérprete, que estreou na televisão em "Páginas da Vida" (2006), é talentosa. Seu desempenho como Larissa, em "Verdades Secretas", exibida em 2015, foi um divisor de águas em sua carreira. A modelo que caía em desgraça por conta do vício em crack rendeu inúmeros prêmios, reconhecimento de público e crítica, além de uma indicação ao Emmy Internacional como Melhor Atriz. 

Em 2019, Grazi honrou o protagonismo de "Bom Sucesso", deliciosa novela das sete escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, onde brilhou na pele da destemida Paloma. Sua parceria com Antônio Fagundes foi um dos maiores trunfos da história, assim como sua química com Rômulo Estrela. Já no início deste ano, a atriz não renovou seu contrato com a Globo e chegou a declarar que daria um tempo das novelas. Vai se dedicar a séries e filmes.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Repleta de qualidades, "Bom Sucesso" foi uma das melhores novelas da história do horário das sete

Rosane Svartman e Paulo Halm formam um trio perfeito com Luiz Henrique Rios. Os autores e o diretor colecionam muitos sucessos juntos. Após as bem-sucedidas "Malhação Intensa" (2012) ---- escrita por Rosane e Gloria Barreto, tendo Paulo como um dos colaboradores ----, "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016) ---- que marcou a estreia dos escritores na produção de um folhetim ----, esse vitorioso time emplacou "Bom Sucesso", um fenômeno de audiência e sucesso de repercussão e crítica, que chegou ao fim nesta sexta-feira (24/01) com um capítulo repleto de emoção e sensibilidade, honrando o conjunto apresentado desde o início.


Se na novela anterior os autores exploraram o mundo do cinema através de deliciosas referências em meio ao desenvolvimento de "Totalmente Demais", em "Bom Sucesso" a dupla optou pela abordagem da literatura. O mundo mágico dos livros era retratado pela linda amizade de Alberto (Antônio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera), onde um era dono de uma editora e a outra uma apaixonada por livros. A união se deu por conta de uma troca de exames, logo desfeita no final da primeira semana de novela, sem enrolação. E dali em diante o público foi presenteado com uma sucessão de cenas bem escritas, personagens densos, casais apaixonantes, conflitos bem construídos e referências literárias que cabiam perfeitamente em cada drama do roteiro.

Impressionante como tudo foi se encaixando com precisão ao longo dos meses, destacando quase todo o bem escalado elenco em virtude do bom planejamento dos autores, que tiveram o apoio dos colaboradores Claudia Sardinha, Felipe Cabral, Fabrício Santiago, Charles Peixoto e Isabela Aquino.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Antônio Fagundes e Grazi Massafera esbanjaram cumplicidade em "Bom Sucesso"

"Bom Sucesso" está apenas a dois capítulos do seu fim. A novela de imenso sucesso de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, já recebeu uma avalanche de elogios neste blog. Mas ainda dá tempo para mais um. A linda parceria entre Antônio Fagundes e Grazi Massafera, que conquistou o público logo no início da cativante trama das sete da Globo.


Ao contrário de quase todos os folhetins, a trama teve como mote central a amizade improvável entre um homem milionário da zona sul do Rio  de Janeiro e uma humilde costureira da zona norte, do bairro de Bonsucesso, conhecida área do subúrbio. Não era um par romântico. Mas continuava sendo uma história de amor. Ainda que o personagem tenha alimentado uma paixão platônica por um tempo, nunca houve um foco nisso e ela nunca ficou sabendo justamente para a relação não sofrer rachaduras.

Alberto Prado Monteiro, dono de uma famosa editora de livros, nunca foi um pai amoroso ou um exemplo de homem afável. E seu péssimo humor se acentuou quando descobriu um câncer terminal. Já sem vontade alguma de viver, contava apenas seus dias. Mas o encontro com Paloma da Silva mudou tudo.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Com mais de cento e trinta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.



Melhores Atrizes:



1- Juliana Paes.
Após o imenso sucesso como Bibi Perigosa em "A Força do Querer", exibida em 2017, a atriz ganhou a Maria da Paz de Walcyr Carrasco. A boleira foi o centro das atenções de "A Dona do Pedaço" e Juliana protagonizou várias cenas dramáticas e cômicas com facilidade. Uma avalanche de emoções lindamente expostas por uma profissional cada vez mais reconhecida. O tipo mais popular de sua carreira, segundo a própria.



2- Grazi Massafera.
É inegável que a atriz teve uma virada na carreira em "Verdades Secretas", de 2015, quando impressionou o Brasil na pele da drogada Larissa. Depois teve um papel mais apagado em "O Outro Lado do Paraíso" e agora ganhou uma mocinha brilhantemente construída por Rosane Svartman e Paulo Halm em "Bom Sucesso". A ótima novela das sete vem sendo protagonizada com brilhantismo por uma atriz que empresta seu carisma a Paloma, uma costureira que ama os filhos e luta pelos seus.


terça-feira, 27 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" é uma novela para assistir sorrindo

A atual novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e já pode ser considerada um fenômeno de audiência. Com 30 pontos de média até agora ---- desde 2006 uma novela das 19h não superava essa marca no mesmo período ----, "Bom Sucesso" vem fazendo jus ao seu título e merece o prestígio dos telespectadores. A história escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, conquistou o público e as razões não são poucas, pelo menos até o momento. Resta torcer para que siga assim.


A premissa do folhetim até parece um pouco fúnebre ou dramática demais: a troca de exames entre um senhor milionário com um câncer terminal e uma humilde mulher trabalhadora do subúrbio  do Rio de Janeiro. Nada contra os dramas, por sinal. Porém, a faixa das 19h se caracterizou por obras mais leves e cômicas. Então, um enredo com uma história 'pesada' poderia afastar o telespectador. Mas os autores estão conduzindo essa temática em torno da chegada da morte com uma sensibilidade ímpar.

A relação de amizade entre Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) vem se mostrando a cada dia mais encantadora e a sintonia dos atores salta aos olhos. Rosane e Paulo ainda acertaram com a rapidez do término das confusões envolvendo a troca dos exames.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" ensina que mocinhos não precisam se apaixonar no primeiro capítulo

A nova novela das sete da Globo mal começou e já vem alcançando elevados índices de audiência. Já chegou a 34 pontos de média e segue acima dos 30 pontos quase diariamente. "Bom Sucesso" marca a volta de Rosane Svartman e Paulo Halm ao horário das sete, após o fenômeno "Totalmente Demais", em 2016. E os autores começaram a nova história, dirigida com brilhantismo por Luiz Henrique Rios, inspirados. Tanto que um dos acertos é a apresentação dos mocinhos.


Paloma (Grazi Massafera) teve seu passado com o ex-namorado Ramon (David Junior) contado nos três primeiros capítulos e o rompimento do casal, em virtude da viagem do rapaz para os Estados Unidos, desencadeou uma sucessão de problemas para a heroína, que se viu abandonada com uma filha para criar. Ele foi em busca de seu sonho de ser um jogador de basquete e ela perdeu o direito de sonhar. O tempo passou e a adolescente virou uma batalhadora mulher que teve mais dois filhos com outro rapaz. Porém, o sentimento pelo ex nunca se apagou, apesar da profunda mágoa.

 Já Marcos (Rômulo Estrela) teve sua história contada com mais detalhes no quarto e quinto capítulos. O conflito com o intransigente pai (Alberto - Antônio Fagundes), dono da editora Prado Monteiro, e seu estilo de vida despreocupado foram as principais características expostas.

terça-feira, 30 de julho de 2019

"Bom Sucesso" tem estreia leve e despretensiosa

"Você pode passar por bons momentos. Pode passar por alegrias. Pode passar por obstáculos. O que você não pode é deixar a vida passar em branco. O maior sucesso da vida é ter sucesso em viver". O teaser de "Bom Sucesso" expôs com simplicidade a premissa da nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, que estreou nesta segunda-feira (29/07), na Globo, com a missão de manter ou elevar ainda mais os bons índices de "Verão 90".


A proposta da nova trama em nada se parece com a produção anterior, voltada exclusivamente para o escapismo através de inúmeras esquetes e ausência de conflitos relevantes. O folhetim dirigido pelo competente Luiz Henrique Rios tem uma história para contar e uma reflexão a fazer. Muito mais do que dias de vida, é preciso saber aproveitar cada oportunidade que essa jornada nos permite. Viver não é simplesmente existir. É bem mais. E os autores querem levantar essa questão com leveza e sensibilidade, além, claro, de boas doses de humor.

É a volta da clássica comédia romântica ao horário, após o fenômeno "Totalmente Demais", escrito pela mesma dupla em 2016, que fez a alegria da emissora com grande audiência e ótima repercussão. Agora, no entanto, não é sobre a saga de uma jovem pobre que vira uma modelo famosa.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tudo sobre a festa de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo promoveu nesta segunda-feira (15/07), no Rio Scenarium, um dos principais redutos do samba carioca, no bairro da Lapa, a coletiva de "Bom Sucesso", próxima novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios. Fui um dos convidados e conversei com vários nomes do bem escalado elenco, além dos autores e o diretor da trama que abordará o amor pela vida e as questões envolvendo a chegada da morte.


Paulo me contou que a novela surgiu após duas sinopses não aprovadas por Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora. As duas premissas, por sinal, foram elogiadas, mas Silvio deixou claro que a dupla podia fazer melhor. Assim surgiu a história envolvendo a troca de exames de Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) que tem tudo para emocionar o público. Ele ainda me disse que toda a sua equipe está trabalhando nesse projeto há um ano e já há uma frente de quase 50 capítulos. A sua empolgação era evidente.

Durante o evento foi exibido um clipe com imagens inéditas da novela e os autores reforçaram sobre o sentimento que querem despertar no público com esta história. "É sobre prestar atenção, mesmo diante de um cotidiano massacrante, nas coisas importantes que podem passar batido como um abraço em quem se ama, elogiar alguém, a troca e perceber o outro. Quando você começa a perceber essas pequenas coisas vive melhor, começa a abrir janelas.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Tudo sobre a primeira apresentação de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo reuniu um grupo de jornalistas e colunistas nesta terça-feira (14/05) para uma primeira apresentação da nova novela das sete, "Bom Sucesso", com estreia prevista para o dia 29 de julho. Ou seja, ainda é cedo para maiores detalhes. Mas ao menos a premissa da história foi exposta e a reunião contou  com a presença dos autores Rosane Svartman e Paulo Halm, do diretor Luiz Henrique Rios e a médica geriatra Ana Cláudia Quintana Arantes.


A novela terá como mote uma troca de exames que mexerá na vida dos envolvidos. Paloma (Grazi Massafera) é uma mulher batalhadora e com uma fé inabalável. Costureira, trabalha e cria seus três filhos sozinha. Ela mora em Bonsucesso, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, e daí a inspiração para o título do folhetim. A mocinha ama frequentar a quadra da escola de samba da região (a Unidos de Bom Sucesso) e sonha em um dia ser rainha de bateria, mas também nutre uma paixão pela leitura e vive se transportando para os mundos mágicos que a literatura proporciona.

A protagonista gosta tanto de livros que batiza os filhos com nomes de personagens clássicos: Alice (Bruna Inocêncio) ---- "Alice no País das Maravilhas" ----, Gabriela (Giovanna Rodriguez) ---- "Gabriela, Cravo e Canela" ---- e Peter (João Bravo) ---- "Peter Pan". Alice é a mais velha e filha do grande amor de Paloma, Ramon  (David Júnior), que há quase vinte anos foi morar nos Estados Unidos atrás do sonho de se tornar um jogador de basquete.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"O Outro Lado do Paraíso" estreia com imagens cinematográficas e trama promissora

"Tudo o que você faz um dia volta para você. Se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver". A música "Boomerang Blues", da icônica Legião Urbana, é tema da abertura de "O Outro Lado do Paraíso", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (23/10), com a missão de manter a qualidade e os elevados índices de "A Força do Querer", trama de sucesso de Glória Perez. E essa canção faz jus ao contexto desse novo enredo, escrito por Walcyr Carrasco e dirigido por Mauro Mendonça Filho, cuja premissa é justamente a popular lei do retorno.


Após vários sucessos seguidos no currículo e escrevendo para todas as faixas da Globo, Walcyr encara mais uma missão e prova é que o autor mais ativo da emissora. Está praticamente todo ano no ar e fazendo a alegria do canal através de expressivos números de audiência ---- "Amor à Vida" (2013), "Verdades Secretas" (2015) e "Êta Mundo Bom!" (2016) tiveram Ibope e repercussão excelentes, citando apenas seus trabalhos mais recentes. Depois de uma novela sobre traumas familiares, outra focada na sensualidade somada a um clima sombrio, e a última explorando o universo caipira, o escritor optou pelo clássico mote da vingança para prender o telespectador.

A partir de agora o público acompanhará a saga de Clara (Bianca Bin), mocinha inocente e íntegra, que jura ter achado um príncipe encantado até se ver no meio de um jogo de interesses, sofrendo ainda violência doméstica, temendo o próprio marido. A menina se encanta por Gael (Sérgio Guizé) logo no primeiro capítulo, sendo correspondida.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Descaracterizada e problemática, "A Lei do Amor" começou promissora e terminou decepcionante

"A Lei do Amor" foi uma novela 'problemática' antes mesmo de estrear. Isso porque a história teve a sua estreia subitamente adiada, cedendo lugar para"Velho Chico", que inicialmente seria uma trama das seis. As explicações dadas ---- por causa do teor político do enredo em época de eleições municipais ---- nunca foram convincentes e naufragaram de vez quando o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acabou explorando a política muito mais que a sua substituta. A mudança ainda implicou em uma tragédia involuntária, pois Domingos Montagner faria o Tião Bezerra, mas preferiu interpretar o Santo dos Anjos, falecendo em uma tragédia na reta final das gravações. Entretanto, deixando todas essas questões de lado, havia uma boa expectativa em cima da primeira produção de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre.


Os autores vinham de um elogiado trabalho: "Sangue Bom", deliciosa trama das sete exibida em 2013 que agradou público e crítica. Além, claro, do respeitável currículo de Maria Adelaide, responsável pelas primorosas minisséries ""A Muralha", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", "Queridos Amigos", "Dercy de Verdade", entre tantas outras, incluindo o inesquecível remake da novela "Anjo Mau". E, para culminar, o elenco grandioso despertou ainda mais atenção, como Vera Holtz vivendo sua primeira grande vilã, Grazi Massafera de volta após o sucesso da Larissa em "Verdades Secretas", José Mayer na pele de um sujeito desprezível, Cláudia Raia interpretando uma devoradora de homens, Tarcísio Meira retornando aos folhetins, e Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu vivendo os mocinhos, além de vários outros ótimos nomes.

O início do enredo, ao menos, despertou interesse e fez jus ao que vinha sendo apresentado nas chamadas. A primeira fase foi linda, voltada para o romance de Pedro e Helô, valorizando a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond, destacando ainda os grandiosos Tarcísio Meira e Vera Holtz.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Destaque como Luciane em "A Lei do Amor", Grazi Massafera ganhou muito mais que um Emmy

A ex-Miss Paraná apareceu para o grande público na quinta edição do "Big Brother Brasil" (2005), conquistando uma imensa torcida na época. Acabou em segundo lugar, mas com frutos de campeã. Afinal, começou a cursar artes cênicas e estreou nas novelas em 2006, vivendo a interiorana Thelminha em "Páginas da Vida". Embora muito crua ainda, já dava para notar o seu potencial. Enfrentou muito preconceito ao longo de sua trajetória, inclusive de colegas da Globo, que a menosprezavam. Batalhou muito para provar o seu talento e ---- após seis novelas no currículo ----chegou ao auge em "Verdades Secretas" (2015), quando viveu a ex-modelo e drogada Larissa. Ganhou diversos prêmios por esse trabalho e ainda foi indicada ao Emmy Internacional. Agora brilha em "A Lei do Amor", interpretando a impagável Luciane. Essa batalhadora é Grazi Massafera.


A intérprete não ganhou o Emmy de Melhor Atriz, mas isso já era esperado, inclusive pela própria. A única surpresa foi a derrota da favorita Judi Dench para Christiane Paul. Entretanto, Grazi ganhou muito mais que um troféu. Ela não precisa mais provar nada para ninguém na profissão que escolheu. É uma ótima atriz. Sua atuação na trama de sucesso de Walcyr Carrasco impressionou pela total entrega, protagonizando cenas impactantes e que ficaram na memória do público e na história da teledramaturgia. A sequência em que Larissa se olha no espelho e chora copiosamente é apenas um dos muitos exemplos. Todos os prêmios nacionais que ganhou como Atriz Coadjuvante foram merecidos.

E confiando na capacidade de Grazi, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari a escalaram para "A Lei do Amor", lhe presentando com um dos melhores perfis da atual trama das nove. Luciane roubou a cena assim que apareceu e desde então só tem crescido na história, se transformando em um dos trunfos do folhetim.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Emmy Internacional consagra o estrondoso sucesso de "Verdades Secretas"

O 44º Emmy Internacional foi promovido nesta segunda-feira (21/11), no hotel Hilton, em Nova York, Estados Unidos. A importante e prestigiada premiação teve seis indicações brasileiras em cinco categorias, sendo elas: Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Comédia, Melhor Telefilme/série e Melhor Novela. Alexandre Nero (pelo Romero de "A Regra do Jogo") perdeu para Dustin Hofmann (Roald Dahl`s Esio Trot); Grazi Massafera (pela Larissa de "Verdades Secretas") perdeu para Christiane Paul (Unterm Radar); "Zorra" perdeu para "Hoff the Record" (Reino Unido) e "Os Experientes" perdeu para "Capital" (Reino Unido). Somente "Verdades Secretas" triunfou, derrotando também a brasileira "A Regra do Jogo", que nem deveria estar concorrendo e, sim, "Sete Vidas" ou "Além do Tempo".


Com exceção da trama de João Emanuel Carneiro, a sua mais fraca da carreira, todos mereceram as indicações. Alexandre brilhou como Romero, Grazi deu um show como Larissa, "Zorra" foi totalmente reformulado e está muito melhor sem o humor popularesco, e "Os Experientes" foi uma série primorosa de Fernando e Quico Meirelles, valorizando os atores veteranos. Infelizmente nenhum levou o troféu, mas as indicações já valeram bastante. Já o triunfo de "Verdades Secretas" foi a consagração de um dos melhores trabalhos de Walcyr Carrasco, que conseguiu criar um folhetim extremamente ousado, onde vários temas polêmicos foram abordados com maestria, conquistando o público do primeiro ao último capítulo.

A novela tinha como pano de fundo a prostituição no mundo da moda, despertando a fúria de várias agências de modelos que faziam questão de negar o esquema. Mas a verdade é que o autor se baseou em fatos reais, tocando na ferida e ainda usando a situação como um ótimo elemento ficcional. Não demorou para o telespectador se interessar pela saga da protagonista Arlete (a grata revelação Camila Queiroz), que acabou virando a sensual Angel assim que entrou na agência da cafetina Fanny (brilhante Marieta Severo).