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quarta-feira, 23 de abril de 2025

Dá gosto torcer por Beatriz e Madalena em "Garota do Momento" e "Volta por Cima"

 A construção de uma mocinha é sempre um dos maiores desafios de um autor porque o risco de dar errado é elevado. Qualquer deslize pode influenciar na má vontade do público e até em uma rejeição. A escolha da atriz também é fundamental para a boa aceitação. É um conjunto que precisa funcionar porque uma protagonista que fracassa sempre afeta o folhetim e muitas vezes é necessário um plano B para mexer no roteiro e evitar um desastre maior. Só que "Garota do Momento" e "Volta por Cima" estão muito bem-sucedidas neste quesito.


Beatriz (Duda Santos) e Madalena (Jéssica Ellen) são mocinhas cativantes e brilhantemente interpretadas. Houve um grande acerto na escalação das atrizes e na construção das personagens, que despertam a simpatia dos telespectadores naturalmente, graças ao desenvolvimento dos conflitos e como ambas reagem a eles. Afinal, o público não tolera mais perfis ingênuos ou passivos demais na teledramaturgia atual. É verdade que os vilões são os responsáveis pela movimentação da história e os protagonistas funcionam como uma espécie de 'receptores', mas para que haja empatia de quem assiste é necessário inteligência e poder de reação. 

As autoras das novelas das seis e das sete se cercaram de artifícios para um amparo das mocinhas perante o público. Alessandra Poggi faz de Beatriz um mulher de fibra e que luta pelo que quer sem maiores receios.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2024 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Andrea Beltrão.

Um dos maiores acertos de "No Rancho Fundo". Após seu grande desempenho como Rebeca, em "Um Lugar ao Sol", a atriz voltou às novelas em um papel totalmente diferente de tudo o que já tinha interpretado na carreira e honrou o protagonismo de Zefa Leonel, uma mulher batalhadora, forte, calejada da vida e matriarca de uma família unida. Sua presença engradeceu todos os capítulos e Mário Teixeira a valorizou do início ao fim com o melhor texto da novela. 



2- Duda Santos.

Que grata surpresa. Após sua estreia em "Travessia", com um papel muito pequeno, a atriz ganhou a protagonista da primeira fase do remake de "Renascer" e fez da Santinha o maior chamariz da história de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi. A personagem conquistou logo de cara e sua química com Humberto Carrão foi arrebatadora. Agora, a intérprete brilha todos os dias como protagonista de "Garota do Momento", deliciosa novela das seis de Alessandra Poggi, onde emociona com sua Beatriz. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Duda Santos, Jéssica Ellen e Gabz esbanjam talento e vivem momento histórico na Globo

 No dia 20 de novembro, é comemorado o Dia na Consciência Negra e o Dia Nacional de Zumbi dos Palmares. Há também muitos motivos de celebração em se tratando da diversidade na teledramaturgia da Globo ----- Record e SBT se mantêm atrasadas em inúmeros aspectos. Pela primeira vez na história, a líder está com três protagonistas pretas em suas três novelas inéditas atuais: Duda Santos, Jéssica Ellen e Gabz, as mocinhas de "Garota do Momento", "Volta por Cima" e "Mania de Você", respectivamente. 


Se por um lado a atual cúpula da Globo anda retrocedendo em relação aos romances homoafetivos, com direito a várias censuras e modificações de enredo, e também em cima da escalação de atores veteranos, que anda cada vez mais escassa, evidenciando o etarismo, por outro é inegável a preocupação na escolha de mais atores pretos na composição do elenco das produções da emissora. A mudança ficou mais evidente no período pós-pandemia, onde muitas novelas passaram a contar com um maior equilíbrio nas escalações e personagens nada estereotipados para intérpretes pretos. 

É verdade que o protagonismo preto existiu em folhetins tempos atrás, como em "Xica da Silva", "Da Cor do Pecado" e "Lado a Lado", mas eram casos isolados e nunca provocaram a tão necessitada mudança no esquema de escalações.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

"Volta por Cima": o que esperar da nova novela das sete?

 Sai de cena a novela que contou a história de uma família rica paulistana ---- que ficou pobre após o sumiço da avó e precisou realizar uma missão para ganhar a herança ---- e entra no lugar um enredo sobre uma família suburbana do Rio de Janeiro, que encara logo no início uma perda trágica e se vê desamparada, ao mesmo tempo que nem imagina que ganhou na loteria. "Volta por Cima" substitui "Família é Tudo" na faixa das sete da Globo e marca a volta de Claudia Souto ao horário, após o fracasso de "Cara e Coragem", exibida em 2022. 


O novo folhetim conta a história de duas pessoas. A de Madalena (Jéssica Ellen), a Madá, uma jovem mulher batalhadora que teve que adiar seus sonhos pessoais para ajudar a sustentar a família. Apesar das dificuldades, ela não esmorece diante das lutas diárias e vislumbra no empreendedorismo um futuro mais próspero. E a de Jorge, conhecido como Jão (Fabrício Boliveira), um jovem que começou como trocador de ônibus, se esforçou para conquistar o sonhado diploma de Administração e agora almeja um cargo melhor na empresa, mas é preterido pela indicação de um amigo da mulher do patrão. Madalenas e Jãos existem aos milhares no Brasil: pessoas que buscam diariamente uma vida melhor para si e suas famílias e precisam “se virar” diante dos desafios que o destino traz.                         

Na trama, os protagonistas Madá e Jão, se aproximam em função de uma fatalidade que muda para sempre a vida da família de Madalena. Seu pai, o motorista de ônibus Lindomar (MV Bill), está prestes a se aposentar. Mas, no seu último dia de trabalho, um acidente o impede de gozar de um prêmio milionário. A história ganha outros contornos quando Osmar (Milhem Cortaz), o tio folgado de Madá, descobre sobre o bilhete premiado e faz de tudo para abocanhar o dinheiro a fim de se safar de uma dívida de vida ou morte.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 17, a segunda coletiva virtual de "Volta por Cima", a próxima novela das sete escrita por Claudia Solto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Fabrício Boliveira, Jéssica Ellen, Tereza Seiblitz, Amaury Lorenzo, Adanilo, Mari Aldeia, Tonico Pereira, Juliano Cazarré, Pri Helena, Iara Jamra, Isadora Cruz, Isabel Teixeira, Bia Santana, Rodrigo Garcia e Claudia Missura. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Claudia Souto comentou sobre a essência de sua nova produção: "Todos os personagens da novela vão enfrentar muitos obstáculos, mesmo os secundários. Todos os meus personagens têm histórias. A proposta é dar a volta por cima na vida. Mostrar para as pessoas de casa não desistirem. O ser humano tem necessidade de histórias. Através delas a gente vivencia coisas que não vivenciaríamos nas nossas vidas. Acho que cada personagem da minha história vai estar ensinado alguma coisa para quem está em casa". O diretor André Câmara acrescentou uma informação: "Vamos desconstruir esse universo dos Bate-Bolas porque até hoje muita gente tem medo. É um universo muito rico". 

Jéssica Ellen comentou sobre a sua mocinha e a representatividade na teledramaturgia atual: "A novela é muito humana. Atravessamos coisas que vivemos no nosso dia a dia, no nosso cotidiano. O nome da minha personagem tem o nome da minha avó materna, o que já a faz muito especial para mim. Roubei até umas características da minha avó e de uma prima para construir a Madalena, que começa a novela sem ter muito propósito, sem descobrir o real talento dela. Tem algo muito poderoso em fazer novela que é se comunicar com o país inteiro, que é uma responsabilidade muito grande.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Tudo sobre a pré-estreia e a coletiva de "Dona Lurdes - o filme"

 O Globoplay promoveu nesta segunda-feira, dia 25, a pré-estreia de "Dona Lurdes - o filme" e a coletiva virtual do filme na terça, dia 26. Participaram do bate papo online a autora Manuela Dias, o diretor Cristiano Marques e os atores Juliano Cazarré, Nanda Costa, Jéssica Ellen, Arlete Salles, Evandro Mesquita, Maria Gal, Enrique Diaz e Regina Casé. Estive nos dois eventos e conto sobre a boa conversa sobre o longa produzido pelos Estúdios Globo. 


Manuela Dias contou como foi o processo de criação do filme: "Acabei escrevendo um livro chamado 'O Diário de Dona Lurdes' e um ano depois fiz o filme que até ultrapassou o livro. A gente tinha a responsabilidade que matar a saudade de quem viu 'Amor de Mãe' e fazer também o filme não ser dependente da novela. A maior expectativa que tenho com Dona Lurdes é essa questão afetiva e a ode à mãe brasileira. Quando o Cristiano me ligou e disse que Arlete Salles tinha topado fazer o filme eu pedi para reescrever a personagem dela. Aliás, é o maior luxo um elenco desse. A Regina é uma das maiores comunicadoras desse país. Ela tem a força de quebrar a quarta parede com humor e inteligência, o que traz uma comunicação com o público", concluiu a autora. 

Cristiano Marques comentou sobre as diferenças entre o longa e 'Amor de Mãe': "Isso de ter um diferencial entre o filme e a novela eu acho que não é tão assim. A novela foi uma obra de 150 capítulos e o filme um projeto de duas horas. O ponto de partida mais importante foi saber que o filme seria mais leve e cômico do que a novela.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Amor de Mãe"

 A Globo realizou nesta segunda-feira (22/02) uma coletiva online sobre o retorno de "Amor de Mãe", novela de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, após um ano de paralização por conta da pandemia do novo coronavírus, que interrompeu as gravações em março de 2020. Participaram todos os atores da família de Lurdes: Regina Casé, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Humberto Carrão, Thiago Martins e Nanda Costa, além da autora. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi o bate-papo.

Perguntados sobre as cenas mais marcantes da primeira parte do folhetim, os intérpretes fizeram questão de relembrar algumas. "Uma das cenas mais bonitas que vi na novela é uma da Vitória (Taís Araújo) quando adota o filho. Me marcou muito. Lembro que estava vendo em casa e fiquei muito emocionado. Até liguei para Taís", disse Thiago Martins. "Tem muitas cenas lindas nessa novela. Uma das muitas cenas fortes é quando Lurdes, no presídio, descobre que não é mãe de Sandro. E a minha cena no hospital foi muito forte também", acrescentou Jéssica Ellen. "Eu gostaria de lembrar de duas cenas. A diplomação da Camila. Vejo ali um esforço familiar. Não é só o personagem da Regina que está sendo recompensado. Todo mundo ali está diplomando a irmã mais nova. A família precisou se estruturar. E a cena do primeiro capítulo quando um irmão corre atrás do outro e vê o irmão ser levado", contou Juliano Cazarré. "A cena que a Lurdes fala para o filho, ainda criança, 'Tua mãe está aqui' também foi incrível", declarou Nanda Costa. 

Humberto Carrão lembrou: "Minhas lembranças mais marcantes são as cenas da Jéssica na escola. A invasão da polícia, os tiros, a forma como se relaciona com seus alunos. E todas da Lurdes, um dos personagens mais lindos que já vi. Mas a melhor foi minha cena com ela na praia quando a personagem conta que não é mãe do Sandro".

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Jéssica Ellen merecia a Camila de "Amor de Mãe"

Revelada em "Malhação Intensa", temporada de sucesso de Rosane Svartman e Gloria Barreto, exibida em 2012, Jéssica Ellen é uma excelente atriz. Mesmo em um papel pequeno como a Rita, na época, já prometia voos maiores. Mas, infelizmente, o mercado é mais complicado para atrizes negras. Tanto que Agatha Moreira, Juliana Paiva e Alice Wegmann, outras revelações maravilhosas da mesma fase do seriado adolescente, ganharam papéis de destaque logo depois e se firmaram de vez. Faltava uma chance melhor para Jéssica. Não falta mais.


Manuela Dias presenteou a atriz com a destemida Camila, em "Amor de Mãe", atual novela das nove da Globo. A personagem foi achada na estrada por Lurdes (Regina Casé), que a adotou no mesmo instante. Caçula de cinco irmãos, é uma militante convicta e não pensa duas antes antes de lutar pelo que acredita. Embora seja a mais nova da família, parece a mais madura. Está sempre servindo como ponto de apoio para a mãe e ajuda a manter os irmãos nos ''trilhos''. Sempre que alguém precisa desabafar é Camila a escolhida como ouvinte.

Professora dedicada, a filha de Lurdes protagonizou momentos tensos quando convocou alunos para uma ocupação com o intuito de acabar com a chance de fechamento da escola ----- graças ao plano do vilão Álvaro (Irandhir Santos).

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Narrativa ousada, elenco de peso e tramas fortes marcaram o sucesso de "Justiça"

"Toda justiça termina em castigo? Quem busca justiça aceita o perdão? Justiça a qualquer preço é justiça?" A minissérie escrita por uma inspirada Manuela Dias e dirigida por um brilhante José Luiz Villamarim respondeu essas perguntas na última semana, e ao longo da trama --- ambientada em Recife, fugindo do eixo RJ/SP ---, que já é uma das melhores produções do ano. Foram 20 episódios, exibidos durante cinco semanas, que apresentaram histórias extremamente fortes, prendendo o telespectador através de situações cruelmente reais e com personagens muito bem construídos pela autora.


A ousadia da narrativa foi a principal característica da minissérie, que apresentava um protagonista por dia e interligava os dramas de forma eficiente, exigindo uma maior atenção do público. A personagem principal da segunda era coadjuvante na terça e quase figurante na quinta e na sexta, por exemplo. Todos os perfis acabavam sendo vistos sempre, mas em diferentes posições e ângulos. A mesma cena era assistida várias vezes ao longo da semana, dependendo da mudança de foco do enredo. A 'novidade' bastante arriscada se mostrou um dos pontos altos de "Justiça", destacando o trabalho minucioso do diretor e sua equipe.

José Luiz Villamarim (que novamente teve o grande Walter Carvalho como parceiro, após as primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu") se preocupou em cada detalhe, valorizando a atuação do elenco, expondo a complexidade, a solidez e a controvérsia de todos aqueles personagens. O grau de dificuldade em gravar várias sequências de ângulos distintos era alto, mas o resultado foi o melhor possível.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elenco bem escalado é um dos muitos êxitos de "Justiça"

"Justiça" tem se mostrado uma produção de altíssima qualidade, fazendo jus ao conjunto que vinha sendo apresentado nas caprichadas chamadas. A minissérie de Manuela Dias, dirigida com extremo brilhantismo por José Luiz Villamarim, é uma das melhores produções de 2016, honrando cada elogio recebido ao longo das quatro semanas de exibição. E o elenco estelar é uma das razões para o êxito dessa trama tão real e arrebatadora.


O cuidado na escalação ficou perceptível e não há equívocos, pois os atores foram muito bem selecionados e a distribuição dos papéis se mostrou acertada. Todos têm oportunidade de destaque e até mesmo os perfis 'menos importantes' são densos, valorizando o conjunto. Os protagonistas têm uma carga dramática intensa, expondo o talento dos intérpretes, que dominaram a cena logo no início. Até mesmo as curtas participações especiais deixaram uma marca forte na minissérie.

Débora Bloch (Elisa), Jesuíta Barbosa (Vicente), Adriana Esteves (Fátima), Leandra Leal (Kellen), Vladimir Brichta (Celso), Enrique Diaz (Douglas), Jéssica Ellen (Rose), Luisa Arraes (Débora) e Cauã Reymond (Maurício) são os principais da trama, honrando a posição que se encontram.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

"Justiça": o que esperar da próxima minissérie da Globo?

A autora Manuela Dias estreou sua primeira produção solo este ano. E foi muito bem-sucedida. A minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro, foi brilhante, destacando a boa adaptação da escritora do clássico romance de Choderlos de Laclos. Sete meses se passaram e agora ela estreia uma produção de sua autoria, cujas chamadas despertaram interesse assim que começaram a ir ao ar. "Justiça" entrará no ar no dia 22 de agosto, uma segunda-feira, logo após o término das Olimpíadas, sendo exibida depois de "Velho Chico".


A minissérie terá 20 capítulos e contará em cinco semanas quatro histórias diferentes. Todas se interligam em algum momento e cada dia haverá um protagonista. A produção tem o mesmo esquema das novelas das 23h, ou seja, quarta-feira não será exibida em virtude do futebol. Como o próprio site oficial mencionou, o protagonista de segunda-feira pode ser um coadjuvante na terça, ser figurante na quinta e ter uma aparição relâmpago na sexta. É uma narrativa muito ousada para a televisão aberta. Entretanto, não é inédita.

No canal cabo GNT, por exemplo, houve um formato semelhante na primorosa série "Sessão de Terapia", onde o psicólogo Teo (Zécarlos Machado) era o protagonista, mas cada dia da semana contava com um personagem central diferente. E, no caso, os enredos dos pacientes não se cruzavam. Somente o terapeuta 'transitava' na história. Outra situação que merece ser lembrada era a de "Os Experientes", grande série exibida em 2014 pela Globo.