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sexta-feira, 29 de março de 2024

Tudo sobre a pré-estreia e a coletiva de "Dona Lurdes - o filme"

 O Globoplay promoveu nesta segunda-feira, dia 25, a pré-estreia de "Dona Lurdes - o filme" e a coletiva virtual do filme na terça, dia 26. Participaram do bate papo online a autora Manuela Dias, o diretor Cristiano Marques e os atores Juliano Cazarré, Nanda Costa, Jéssica Ellen, Arlete Salles, Evandro Mesquita, Maria Gal, Enrique Diaz e Regina Casé. Estive nos dois eventos e conto sobre a boa conversa sobre o longa produzido pelos Estúdios Globo. 


Manuela Dias contou como foi o processo de criação do filme: "Acabei escrevendo um livro chamado 'O Diário de Dona Lurdes' e um ano depois fiz o filme que até ultrapassou o livro. A gente tinha a responsabilidade que matar a saudade de quem viu 'Amor de Mãe' e fazer também o filme não ser dependente da novela. A maior expectativa que tenho com Dona Lurdes é essa questão afetiva e a ode à mãe brasileira. Quando o Cristiano me ligou e disse que Arlete Salles tinha topado fazer o filme eu pedi para reescrever a personagem dela. Aliás, é o maior luxo um elenco desse. A Regina é uma das maiores comunicadoras desse país. Ela tem a força de quebrar a quarta parede com humor e inteligência, o que traz uma comunicação com o público", concluiu a autora. 

Cristiano Marques comentou sobre as diferenças entre o longa e 'Amor de Mãe': "Isso de ter um diferencial entre o filme e a novela eu acho que não é tão assim. A novela foi uma obra de 150 capítulos e o filme um projeto de duas horas. O ponto de partida mais importante foi saber que o filme seria mais leve e cômico do que a novela.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Amor de Mãe"

 A Globo realizou nesta segunda-feira (22/02) uma coletiva online sobre o retorno de "Amor de Mãe", novela de Manuela Dias, dirigida por José Luiz Villamarim, após um ano de paralização por conta da pandemia do novo coronavírus, que interrompeu as gravações em março de 2020. Participaram todos os atores da família de Lurdes: Regina Casé, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Humberto Carrão, Thiago Martins e Nanda Costa, além da autora. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi o bate-papo.

Perguntados sobre as cenas mais marcantes da primeira parte do folhetim, os intérpretes fizeram questão de relembrar algumas. "Uma das cenas mais bonitas que vi na novela é uma da Vitória (Taís Araújo) quando adota o filho. Me marcou muito. Lembro que estava vendo em casa e fiquei muito emocionado. Até liguei para Taís", disse Thiago Martins. "Tem muitas cenas lindas nessa novela. Uma das muitas cenas fortes é quando Lurdes, no presídio, descobre que não é mãe de Sandro. E a minha cena no hospital foi muito forte também", acrescentou Jéssica Ellen. "Eu gostaria de lembrar de duas cenas. A diplomação da Camila. Vejo ali um esforço familiar. Não é só o personagem da Regina que está sendo recompensado. Todo mundo ali está diplomando a irmã mais nova. A família precisou se estruturar. E a cena do primeiro capítulo quando um irmão corre atrás do outro e vê o irmão ser levado", contou Juliano Cazarré. "A cena que a Lurdes fala para o filho, ainda criança, 'Tua mãe está aqui' também foi incrível", declarou Nanda Costa. 

Humberto Carrão lembrou: "Minhas lembranças mais marcantes são as cenas da Jéssica na escola. A invasão da polícia, os tiros, a forma como se relaciona com seus alunos. E todas da Lurdes, um dos personagens mais lindos que já vi. Mas a melhor foi minha cena com ela na praia quando a personagem conta que não é mãe do Sandro".

terça-feira, 1 de março de 2016

Núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes prejudicam narrativa de "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" mostrou, desde a estreia, que tem uma trama central muito interessante. João Emanuel Carneiro conseguiu criar um enredo atrativo, embora com muitos furos, em torno de uma perigosa facção criminosa, criada por um poderoso empresário (Gibson - José de Abreu) que planeja acabar com a corrupção e a criminalidade através da violência. Quando a novela foca nisso, prende atenção com facilidade. Entretanto, a narrativa é muito prejudicada pelo núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes.


Todo folhetim precisa ter subtramas para a história central poder se sustentar por vários meses no ar. Principalmente as produções do horário nobre, que costumam ter capítulos maiores que as exibidas na faixa das seis, das sete e das onze. Caso contrário, não há criatividade que consiga elaborar constantes conflitos para o núcleo principal se manter atraente por praticamente sete meses. Portanto, nada mais normal do que a criação dos enredos paralelos ---- isso desde a criação da telenovela.

E é fundamental que o autor desenvolva situações secundárias tão envolventes quanto a central. Porém, não é o caso de "A Regra do Jogo". O que o enredo que engloba a facção tem de atrativo, os que movem a família de Feliciano (Marcos Caruso) e o Morro da Macaca têm de desinteressantes. Curiosamente, todos são voltados para a comicidade, com exceção da trama pesada que cerca a vida de Domingas (Maeve Jinkings).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sequestro de Paulinha destaca núcleo central, proporciona ótimas cenas e movimenta "Amor à Vida"

Antes mesmo de "Amor à Vida" estrear, foi noticiado que o autor faria uma espécie de rodízio de núcleos, onde cada uma das respectivas tramas teria destaque e um bom desenvolvimento a cada semana ou mês. Por enquanto essa premissa tem sido mantida. Após vários capítulos tendo todos os holofotes voltados para Félix (Mateus Solano) e César (Antônio Fagundes) ---- quando o vilão tem sua homossexualidade exposta ----, e com uma semana dedicada ao drama de Nicole (Marina Ruy Barbosa), a história envolvendo o casal protagonista voltou a ter o destaque que tinha nas primeiras semanas de novela graças ao sequestro de Paulinha (Klara Castanho).


Félix tramou o rapto da sobrinha para se livrar novamente da garota e convenceu Ninho (Juliano Cazarré) a executar o plano com o pretexto de se aproximar da filha e ainda trazer a Paloma (Paolla Oliveira) para junto dele. Já Alejandra (Maria Maya) topou fazer parte do esquema por dinheiro. Para o telespectador que vê pouco a novela, o sequestro pode ter parecido sem propósito, no entanto, a situação não fica nada forçada ao levar em consideração as 'viagens surreais' do rival de Bruno (Malvino Salvador) e o mau-caratismo de sua comparsa, que nunca foi confiável.

O sequestrou movimentou ainda mais a novela, que conseguiu prender a atenção do telespectador, o que resultou em uma excelente audiência. As sequências envolvendo os personagens dessa trama foram muito bem produzidas, dirigidas e interpretadas. E os atores do núcleo aproveitaram a chance para se sobressair. Ou seja, ficou perceptível o

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um trio que cresceu e apareceu em Avenida Brasil

Eles começaram como meros figurantes e quase não tinham relevância para a história. Poucas falas e aparentemente deslocados --- estas eram as principais características de Janaína, Zezé e Adauto. Entretanto, com o passar dos capítulos, o autor foi percebendo a capacidade dos atores. As três figuras foram crescendo, caindo do gosto popular e suas respectivas participações foram aumentadas significativamente. A novela de João Emanuel Carneiro está cada vez mais perto do fim. Mas antes que "Avenida Brasil" saia de cena, é necessário elogiar um trio de muito talento e que conquistou o carinho dos telespectadores. 


Cláudia Missura, Cacau Protásio e Juliano Cazarré jamais puderam imaginar que fariam tanto sucesso. Janaína, Zezé e Adauto eram quase figurantes, passaram a coadjuvantes e , muitas vezes, chegaram a ser até protagonistas, sem qualquer exagero. Os três atores agarraram a oportunidade com unhas e dentes e não têm do que se arrepender. O festival de pérolas proferidas pelo ex de Muricy divertiram, servindo para quebrar o clima tenso de "Avenida Brasil" e da mansão de Tufão --- sempre marcada pelas discussões familiares. A empregada, que sentia uma inveja incontrolável de Nina, foi a responsável pela maior quantidade de cenas hilárias, tanto ao lado de Jana, quanto de Carminha e do próprio Adauto. Já Janaína teve mais sequências fortes --- quando enfrentava o filho mau-caráter, por exemplo ---, mas também tinha seus momentos engraçados, principalmente quando se juntava com Zezé  (eterna parceira de fofocas), ou na hora que humilhava sua empregada, imitando a vilã histérica.

É impossível citar todas as cenas marcantes e os respectivos diálogos deste trio de talento, mas os últimos momentos de maior destaque todos sabem. Primeiramente foi a curtíssima sequência em que Zezé canta "Eu quero ver tu me chamar de amendoim", segurando um aspirador e rebolando sem medo de ser feliz, sendo flagrada por Tufão e Leleco. Houve um verdadeiro fenômeno nas

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Juliano Cazarré faz de Adauto um dos personagens mais queridos de Avenida Brasil

Ele é o retrato da burrice em "Avenida Brasil". Um verdadeiro idiota em todos os sentidos e responsável pelas melhores pérolas da novela. Este é Adauto, que surgiu na segunda fase da trama, veio tendo cada vez mais cenas, e há muito tempo tem divertido o público, se transformando em um dos personagens mais queridos do atual sucesso das 21h.


Juliano Cazarré descreve seu personagem como sendo um bobo da corte, o único cara que pode falar a verdade ao rei. Apesar de reconhecer que está vivendo um bobalhão, o ator garante que Adauto não é tão burro quanto parece. Não há como negar que o namorado de Muricy (Eliane Giardini) já mostrou que não vai muito com a cara do Max (Marcello Novaes) e desconfia que Carminha (Adriana Esteves) não tenha nada de louca.

Adauto é um tipo que poderia cair facilmente na caricatura ou acabar descambando para uma sucessão de exageros e trejeitos que acabariam destruindo o personagem. Mas Juliano conseguiu imprimir uma ingenuidade cativante, ao mesmo tempo que