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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Término do "Vídeo Show" não beneficiou a Globo em nada

A Globo anunciou o fim do "Vídeo Show" no dia 8 de janeiro. E a atração saiu do ar no dia 11, dois dias depois, em uma sexta-feira. Decisão tomada de última hora, sem aviso com antecedência aos responsáveis pela produção e nenhuma satisfação para o público. Um programa que estreou no dia 20 de março de 1983 e completaria 36 anos. Um dos mais longevos do canal. Passados sete meses do cancelamento, é possível afirmar com convicção que foi um erro gigantesco da emissora. Para não dizer amador.


É preciso lembrar a burrice da atitude dias antes da estreia da décima nona edição do "Big Brother Brasil". Embora a temporada tenha sido um completo fracasso com razão, os índices do programa sempre aumentavam quando exibiam imagens ao vivo da casa ou quando entrevistavam algum eliminado. Era o momento de aproveitar um produto que inevitavelmente rende assunto na internet. O pior é que a atração foi encerrada sem qualquer substituição. Simplesmente anteciparam a exibição da "Sessão da Tarde" e começaram a reprisar dois episódios de "A Grande Família" antes do "Vale A Pena Ver de Novo". "Planejamento" que não condiz com o famigerado padrão Globo.

Para culminar, a emissora resolveu inserir as coberturas das festas de lançamentos de séries e novelas no "Mais Você". Além de evidenciar o 'remendo' de última hora, Ana Maria Braga e Louro José não se mostram nada confortáveis na hora da apresentação das reportagens, o que é compreensível.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Fim do "Vídeo Show" foi desrespeitoso e fruto do descaso da Globo

O "Vídeo Show" era um dos programas mais longevos da Rede Globo de Televisão. Foram 35 anos de história. A atração estreou em março de 1983 e a ideia de mostrar momentos antigos da tevê e os bastidores das produções foi uma ousadia que deu muito certo. Virou referência para produtos da concorrência e muitos tentaram copiá-lo, sem sucesso. Mas a emissora decidiu pelo fim da atração através de um breve comunicado que anunciava as "novidades" da programação em 2019, publicado esta semana. No meio de um parágrafo, a empresa decretou o término do formato nesta sexta-feira (11/01).


Para piorar, o programa foi cancelado para ceder lugar aos filmes da "Sessão da Tarde". Logo depois, a reprise de "Cordel Encantado", no "Vale a Pena Ver de Novo", e reexibições de "A Grande Família" pouco antes de "Malhação". Tiraram do ar um dos programas mais queridos da emissora sem ter algo para substituí-lo. Sim, a audiência estava péssima há pelo menos uns dois anos e perdia frequentemente a liderança para "A Hora da Venenosa", quadro de fofocas da Record. Várias mudanças chegaram a ser feitas, mas não houve efeito. Ainda assim, o produto merecia um pouco mais de respeito. A súbita atitude condiz mais com a Record, Band ou o SBT, que cancelam de uma hora para outra o que não vai bem.

Ao menos uma despedida em grande estilo a atração merecia, com os melhores erros de gravações, as melhores matérias e depoimentos dos vários apresentadores que fizeram parte da história do programa. No mínimo, uma semana para apresentar tudo isso. Não teve nada. Nem no último dia. Mas a atitude mais sensata seria transformar o formato diário em semanal.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Em constante mudança, "Vídeo Show" perde o rumo

O "Vídeo Show" já sofreu tantas modificações que já ficou até difícil enumerá-las. Afinal, está há 35 anos no ar. E nos últimos anos houve até uma certa estabilidade na atração. Após vários tropeços, o formato tinha se encontrado com a dupla Mônica Iozzi e Otaviano Costa em 2015. Porém, o período turbulento voltou com a saída dela (a atitude mais equivocada da apresentadora, vale ressaltar). Ao menos, a produção conseguiu um equilíbrio com o tempo fixando Otaviano ao lado de Joaquim Lopes e depois Sophia Abrahão. Parecia tudo certo. Todavia, um novo maremoto surgiu: Otaviano deixou a apresentação.


Foram cinco anos no comando do programa vespertino da Globo. O apresentador mostrou um projeto para a emissora e o mesmo acabou aprovado, ou seja, ele ganhou uma atração para chamar de sua com previsão de estreia para janeiro de 2019. Nada impediria, portanto, sua permanência ao menos até dezembro. Mas ele deixou a apresentação assim que o "Vídeo Show" voltou do período de recesso da Copa do Mundo, em julho. E a mudança foi drástica.

Saiu Otaviano e três ex-BBBs foram escolhidas para a composição do time. Sophia ganhou a companhia de Vivian Amorim, Fernanda Keulla e Ana Clara. Já a repórter Marcela Valente (a mais antiga na função) agora passou a dividir as reportagens com o ator Felipe Tito, além de Vivian e Fernanda que também fazem algumas matérias.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

"Vídeo Game" retorna e mata as saudades do público

O "Vídeo Game" ficou no ar por dez anos. Um dos quadros mais longos (era quase um programa independente) e queridos do "Vídeo Show" estreou em 10 de dezembro de 2001 e foi encerrado em 30 de dezembro de 2011. Apesar do evidente desgaste nos últimos anos, o quadro deixou saudades no público e, para a alegria de muitos telespectadores, voltou nesta segunda-feira (06/11), após seis anos de hiato, sem maiores avisos da Globo, com o intuito de melhorar a audiência do formato vespertino.


A emissora não chegou a anunciar com antecedência esse retorno e o anúncio soou surpreendente. Isso apenas prova que foi uma ideia repentina, em virtude do cancelamento do "Estrelas" em 2018. O programa comandado por Angélica já vem se perdendo com o tempo e as últimas tentativas de 'recuperá-lo' não deram certo ---- o "Estrelas Solidárias" e o "Estrelas do Brasil" se mostraram bem desinteressantes. Ou seja, embora a divulgação da volta do "Vídeo Game" descreva a temporada como um 'especial de três semanas', há boas possibilidades de se fixar na grade ano que vem, voltando a compor o "Vídeo Show".

A estreia contou com o casal Fernanda Souza e Thiaguinho disputando com Camila Queiroz e Mariana Santos, colegas de cena em "Pega Pega". Quadros como Tele-Tubo, Tele-Tema e Momento Uepa, por exemplo, estão de volta, presenteando os saudosistas. E os quatro convidados se mostraram claramente felizes com a atração, expondo que também estavam sentindo falta da disputa comandada por uma descontraída Angélica.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Vídeo Show" finalmente reencontra o seu DNA

Um dos programas mais longevos da Globo é o "Vídeo Show". Está no ar há 34 anos. Um período bastante respeitável. Porém, uma atração que fica tanto tempo na grade acaba sofrendo um natural desgaste. E o formato vespertino vinha sofrendo bastante nos últimos anos. A mudança mais drástica e reprovável foi quando Zeca Camargo assumiu a função de apresentador. Nada deu certo. Mas, felizmente, houve uma grande melhora com a escolha de Monica Iozzi e Otaviano Costa como apresentadores, embora o conteúdo tenha continuado equivocado e longe das origens. A saída de Monica foi um banho de água fria no ressurgimento do programa, que havia voltado a ter uma boa resposta do público. Só que aos poucos tudo foi se acertando.


Apesar do erro de Maíra Charken na bancada, fracassando na missão de substituir Monica, a direção foi fazendo um rodízio de apresentadores até efetivar Joaquim Lopes ao lado de Otaviano. Era isso, aliás, que deveria ter sido feito desde a saída dela. Os dois sempre tiveram entrosamento de sobra, formando uma boa dupla. Agora o programa vem sendo muito bem comandado por eles, que claramente se divertem na bancada e têm intimidade para brincadeiras entre as matérias, sem que as mesmas pareçam forçadas ou artificiais. Ou seja, o problema na apresentação havia sido solucionado com sucesso. Só faltava mesmo o conteúdo. Entretanto, não falta mais.

O formato trouxe de volta o DNA que o consagrou. O foco das matérias voltou a ser os bastidores das produções da emissora e da televisão, deixando de lado reportagens inúteis sobre cantores sertanejos e celebridades. O "Novelão da Semana" se firmou de vez e agora é apenas "Novelão", pois não há mais uma duração específica, dependendo do folhetim em questão.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Rodízio de apresentadores no "Vídeo Show" não disfarça o equívoco na escolha de Maíra Charken

O "Vídeo Show" enfrentava um período de calmaria, após um longo tempo encarando momentos turbulentos com constantes reformulações fracassadas. E o motivo para tamanha 'perfeição' era a sintonia plena entre Monica Iozzi e Otaviano Costa, que se destacaram assim que assumiram a bancada da atração e seguiram assim até o final da parceria, dado com a saída da apresentadora para trilhar seu caminho de atriz ---- ela ficou quase um ano apresentando ao lado do colega e amigo. A partir de então, Joaquim Lopes assumiu o lugar temporariamente por uns meses até ceder o lugar para Maíra Charken, que seria a substituta de Iozzi. Seria. Não é mais.


A nova apresentadora assumiu a função em março, mas não durou nem dois meses completos fixa na bancada. O programa adotou, repentinamente, um esquema de revezamento, alternando os escolhidos para o comando da atração. Não foi dada maior satisfação para o público. As repórteres Giovanna Ewbank e Alinne Prado passaram a dividir a apresentação com Otaviano ou Joaquim Lopes. Não há uma ordem a ser seguida. Até mesmo o recém-contratado Rafael Cortez (ex-"CQC", da Band) já esteve algumas vezes apresentando o "Vídeo Show". Ainda houve a contratação de Susana Vieira, que passou a integrar o time e já estreou apresentando ao lado de Otaviano ---- ela, até segunda ordem, aparece na bancada toda quinta-feira.

Ficou claro que o rodízio foi uma espécie de disfarce da produção para diminuir a participação de Maíra. Como haveria uma grande estardalhaço na imprensa caso a apresentadora fosse retirada de uma vez, resolveram adorar essa tática. Entretanto, não funcionou, pois a repercussão foi a mesma. Até porque foi algo muito perceptível.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Monica Iozzi fará muita falta no "Vídeo Show"

Após uma sucessão de modificações equivocadas e a catastrófica apresentação de Zeca Camargo, o diretor Boninho finalmente conseguiu dar uma guinada no "Vídeo Show" no início do ano passado. No dia 6 de abril de 2015, Monica Iozzi estreava na nova bancada da atração ao lado de Otaviano Costa, que logo viria a se transformar em um parceiro e tanto. Foi o pontapé inicial da jornada da dupla que virou um grande sucesso. Entretanto, esse grande acerto chegou ao fim nesta sexta-feira (12/02), com a despedida da apresentadora.


Monica Iozzi, desde que foi contratada pela Globo, após uma temporada no já extinto "CQC", sempre deixou claro que sua prioridade era a carreira de atriz. Ela era um dos destaques do humorístico da Band e esteve na décima quarta edição do "Big Brother Brasil", quando foi para a emissora líder, tecendo vários comentários sarcásticos sobre os participantes. Mas não era sua intenção continuar nesse 'ramo'. Tanto que ela estreou em novelas na ótima "Alto Astral", vivendo a patricinha Scarlet, que precisou se disfarçar como a pobre Cidinha ---- e se destacou positivamente na trama de Daniel Ortiz.

Entretanto, sua carreira tomou um rumo completamente inesperado quando Boninho a convidou para um teste no "Vídeo Show". Monica estava em plena reta final de novela e topou o desafio nada planejado. O resultado foi o melhor possível: ela e Otaviano tiveram uma química imediata, que refletiu logo no primeiro programa, se estendendo ao longo dos meses.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: os destaques do ano

A última retrospectiva e a última postagem do ano, honrando a tradição do blog, é sobre os grandes destaques de 2015. A Globo não teve sorte no horário nobre, mas em compensação emplacou o maior sucesso das 23h e exibiu duas novelas das seis primorosas. Já a Record conseguiu um êxito jamais alcançado com sua primeira novela bíblica, enquanto o SBT manteve a boa média alcançada com mais uma novelinha infantil. A Band exibiu duas ótimas temporadas do melhor reality culinário do país e o canal a cabo GNT produziu algumas boas séries. Enfim, vamos aos destaques deste ano:






"Verdades Secretas".
A melhor novela do ano e o maior sucesso de 2015. A primeira trama inédita das 23h (após quatro remakes), com 64 capítulos e média de 20 pontos, foi mais um grande acerto do autor Walcyr Carrasco, que repetiu a bem-sucedida parceria com o diretor Mauro Mendonça Filho, cuja direção primorosa foi um dos trunfos do folhetim. A história abordou com maestria uma sucessão de temas polêmicos e pesados, prendendo o telespectador diante da televisão até o começo da madrugada. Prostituição, submundo da moda, sexo, drogas, traição, enfim, foram várias temáticas fortes que permearam o roteiro da novela das onze. Destaque também para o excelente elenco, os dúbios personagens, a bela fotografia, além da trilha sonora de qualidade e dos instigantes conflitos.




"Sete Vidas".
A segunda novela de Lícia Manzo teve apenas 104 capítulos, ficando cerca de quatro meses no ar. E a autora mais uma vez, após a envolvente e impecável "A Vida da Gente" (2012), conseguiu emocionar o telespectador com seu texto repleto de sentimentos e com sua história recheada de personagens totalmente reais. Dirigida por Jayme Monjardim, a trama sobre um navegador solitário e traumatizado, que se via diante de sete filhos desconhecidos, foi fascinante e ainda abordou muito bem as novas formações familiares. O bem escalado elenco soube representar com competência todas as pessoas criadas pela talentosa autora e foi um prazer acompanhar todos os desdobramentos de uma história onde a grande vilã era a vida. O grau de realismo dos dramas era tão alto que muitas vezes o público tinha a sensação de espiar tudo pelo buraco da fechadura. Linda novela e elevou em dois pontos a média do horário.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"Verdades Secretas" domina a edição de 2015 do "Prêmio Extra"

Aconteceu nesta terça-feira (17/11), no Vivo Rio, localizado no Rio de Janeiro, a décima sétima edição do "Prêmio Extra" de TV. Dividido em 13 categorias, o prêmio homenageou os cinquenta anos da Rede Globo e a festa foi transmitida através do site do jornal carioca. O evento foi apresentado por Monica Iozzi e Otaviano Costa, que também concorriam nas categorias Melhor Apresentador e Apresentadora. O ano de 2015, aliás, foi muito bom para eles, que formaram uma dupla perfeita no "Vídeo Show".


A cerimônia de entrega dos troféus foi bem realizada e a presença de Monica e Otaviano fez toda a diferença, uma vez que os dois têm uma clara intimidade, sabendo improvisar bem. Vários ícones da Globo foram homenageados ----- a entrega dos troféus e o anúncio dos finalistas foram feitas por alguns eles ---- e os resultados da premiação se mostraram bem mais justos que os do ano passado. Neste ano, pode-se constatar que o merecimento esteve bem mais presente. A votação popular manteve uma coerência em relação ao que foi apresentado ao longo do ano.

"Verdades Secretas", o maior sucesso da Globo em 2015, dominou o evento e levou seis troféus, todos merecidos e que consagraram o êxito da trama de Walcyr Carrasco. Grazi Massafera levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante com todo mérito, pois impressionou com sua Larissa, que afundou no mundo das drogas.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Monica Iozzi e Otaviano Costa formaram uma dupla perfeita no "Vídeo Show"

O "Vídeo Show" está há mais de 30 anos no ar. Ao longo destes anos foram muitos quadros, muitas mudanças e, claro, muitos apresentadores. As pessoas que mais marcaram no comando deste tão longevo programa foram, sem dúvida, Miguel Falabella, Cissa Guimarães, Angélica e André Marques. Mas, após um período turbulento (onde as alterações no formato foram catastróficas, incluindo a apresentação de um desconfortável Zeca Camargo), pode-se constatar que a atração acertou em cheio na escolha de Monica Iozzi e Otaviano Costa como titulares da atração vespertina da Globo.


A sintonia da dupla pôde ser vista logo na estreia, no dia 6 de abril. E seria perfeitamente normal um certo estranhamento no começo, afinal, eles se conheceram poucos dias antes de iniciarem a nova fase do programa. Mas o entrosamento foi visto rapidamente. Os dois não se levam a sério e nem procuram seguir engessados na apresentação, muito pelo contrário. Eles simplesmente brincam o tempo todo e riem deles mesmos, além de debocharem do próprio "Vídeo Show", caso tenha alguma matéria não muito 'interessante'.

Otaviano faz inúmeras piadas e exagera nas brincadeiras, enquanto Monica demonstra extremo constrangimento com as atitudes do colega. É justamente este contraponto que diverte, deixando o programa com um ar de intimidade, tanto para quem assiste, quanto para quem participa. A descontração está presente do primeiro ao último minuto, sem soar como algo forçado ou artificial.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Após período turbulento, "Vídeo Show" tenta voltar aos bons tempos e acerta com as novas mudanças

Há tempos que o "Vídeo Show" enfrenta uma maré turbulenta. Todas as alterações feitas no programa ao longo destes anos não surtiram o efeito esperado e só pioraram o que já estava ruim. Porém, uma luz no fim do túnel pôde a ser vista na estreia de uma nova fase da atração, que começou a ser exibida nesta segunda-feira (09/04). O formato sofreu novas mudanças e desta vez parece que as medidas tomadas deixaram o conjunto bem mais atrativo.


Zeca Camargo (que definitivamente não se deu bem na atração) foi desligado e efetivaram Otaviano Costa na apresentação --- que já vinha ocupando este posto há uns meses. Mas, agora há uma bancada, igual a dos telejornais da emissora, onde ele comanda o programa ao lado de Monica Iozzi, uma das melhores surpresas desta nova fase. Ela também virou apresentadora fixa e, por tudo o que vem mostrando, ficará muito tempo no posto.

Outra mudança foi a volta do 'ao vivo', experiência testada (sem sucesso) na época que André Marques, Ana Furtado, Fiorella Matheis, Geovanna Tominaga e Luigi Baricelli apresentaram a atração. Com este formato de telejornal e tendo dois 'âncoras' que se saem bem no improviso, transmitir o conteúdo em tempo real foi um acerto e tanto.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: os piores do ano

Mais um ano vai chegando ao fim e as tradicionais retrospectivas são praticamente uma obrigação. Assim como tem ocorrido todos os anos, este blog fará uma lista com os piores e melhores de 2014. Primeiramente, os piores produtos televisivos serão listados. Curiosamente, alguns dos selecionados em 2013 continuam na lista deste ano, o que apenas comprova que os problemas vistos anteriormente não foram resolvidos. Porém, algumas 'novidades' surgiram para incrementar esta triste seleção. Cabe ao leitor concordar, discordar ou acrescentar mais produções.




"Em Família": A última novela de Manoel Carlos foi uma grande decepção e um fracasso de audiência (pior ibope do horário nobre). Excesso de personagens sem função, atores que foram escalados e nem entraram, ritmo arrastado, ausência de bons conflitos, trama cansativa, clima tenso nos bastidores, enfim, não faltaram problemas na história. O folhetim ainda enfrentou duras críticas em virtude da discrepância na idade dos personagens, como por exemplo, Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz sem nem ao menos passar por um processo de envelhecimento. A novela ainda pecou pela falta de bons pares românticos e pela ausência de um bom vilão, uma vez que a ferina Shirley (Vivianne Pasmanter) ficou apenas na promessa. Infelizmente, Maneco (um novelista que já escreveu inúmeros sucessos) se despediu da pior forma possível.



"Geração Brasil": Após o sucesso de "Cheias de Charme", a expectativa era alta para a nova novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Mas após um começo promissor, a trama dos autores foi se perdendo gradativamente, até virar um completo equívoco. A história envolvendo tecnologia tinha uma boa premissa, porém, com o tempo, foi ficando nítido que não havia um fio condutor e nem conflitos atrativos. Os personagens ficaram sem rumo, vários casais foram mal desenvolvidos, atores foram subaproveitados e a novela que parecia ótima na verdade se revelou uma produção fraquíssima. A rejeição do público foi tão alta que a média geral conseguiu ficar um ponto abaixo de "Além do Horizonte", até então considerada o menor índice do horário. Um folhetim para ser esquecido.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Performance no comando do "Mais Você" comprovou que a saída de André Marques do "Vídeo Show" foi um erro

Ana Maria Braga se ausentou do "Mais Você" no início do mês. Ela levou parte da produção para gravar matérias no Walt Disney World, em Orlando (EUA), em comemoração aos 15 anos de programa. Para não exibir reprises, a apresentadora escolheu André Marques para substituí-la. E foi esta substituição a responsável pela comprovação da competência do ex-apresentador do "Vídeo Show". Ele ficou no comando da atração por duas semanas e não fez feio.


Mesmo ficando com a responsabilidade de apresentar um programa voltado para o público feminino e abordando temas que não domina, André Marques conseguiu se sair muito bem na função. Desenvolto e simpático, ele não procurou 'imitar' o modo de falar da Ana Maria e muito menos repetir os seus bordões (como "Acorda, menina!"). Apesar do natural nervosismo, apresentou bem as matérias e deixou os convidados à vontade, sem ser forçado.

Durante o período que comandou o "Mais Você", André entrevistou Cláudia Raia, Carmo Dalla Vechia e Andreia Horta. Mesmo precisando enfrentar muitas vezes temas bobos (no caso da Andreia teve que falar de 'joelhos'), o apresentador se mostrou seguro e soube lidar com imprevistos, comuns em atrações 'ao vivo'.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O que será do "Vídeo Show"?

Em 2013, o "Vídeo Show" completou 30 anos. Uma idade respeitável. Porém, um dos programas mais longevos da televisão sofreu uma reviravolta no dia 18 de novembro de 2013. Ricardo Waddington assumiu a atração e o diretor fez uma grande faxina na atração. O antigo formato ---- comandado por Boninho, que não andava muito atrativo, é bom lembrar ---- foi deixado para trás e tudo foi reformulado. Mas nada funcionou desde então e até hoje o formato enfrenta constantes modificações.


Zeca Camargo foi colocado como apresentador em um palco com plateia e a impressão causada era de que havia um programa dentro de outro. O público rejeitou a nova ideia e aos poucos Zeca foi perdendo destaque, assim como as entrevistas comandadas por ele. Otaviano Costa foi tendo mais importância e ganhou até um novo quadro: o '8 ou 800', onde anônimos iam disputar um prêmio em dinheiro respondendo perguntas sobre novelas e séries.

Porém, o quadro também não teve vida longa. Mas Otaviano continuou com um bom destaque na atração, enquanto Zeca mal aparecia. Após constantes alterações, eliminaram de vez o palco, focando exclusivamente nas matérias dos bastidores.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Novas reformulações amenizam erros, mas não consertam o "Vídeo Show"

Logo na estreia do novo "Vídeo Show", já foi possível perceber que as mudanças não foram nada positivas. Os bastidores da televisão ficaram em segundo plano e o programa virou quase um talk-show de um exagerado Zeca Camargo. O resultado foi a diminuição dos índices de audiência que já não estavam bons. Como do jeito que estava não dava para continuar, o diretor Ricardo Waddington começou a fazer mais mudanças, e que ainda continuam sendo feitas.


As matérias sobre os bastidores da programação da Globo voltaram a ter bem mais destaque e, por sua vez, Zeca Camargo perdeu muito espaço. Quando entrou na atração, o apresentador entrevistava artistas no palco, fazia brincadeiras e ainda tinha tempo para falar até sobre 'futilidades' com os convidados. Mas agora ele faz as chamadas de alguns quadros e aparece, de fato, apenas no terceiro e último bloco, com algum ator/atriz para uma rápida entrevista, que não dura nem 10 minutos. Até a calçada da fama --- uma das recentes novidades, onde o artista assina no cimento e deixa a marca de suas mãos --- perdeu importância. Virou 'pano de fundo' para a subida dos créditos, na hora do término do programa.

Além das alterações citadas, o "Vídeo Show" apresentou uma nova versão do 'Vídeo Game', antigo quadro comandado por Angélica. Sob o pretexto de voltar com o "8 ou 800", jogo de perguntas e respostas comandado pelo saudoso Paulo Gracindo em 1976, o programa trouxe de volta o esquema de 'game' para

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Márvio Lúcio é o destaque na volta do "Pânico na Band"

O "Pânico na Band" voltou das férias nesse último domingo (16/02). Após o tradicional recesso, o humorístico retornou com novos quadros, mas mantendo a 'essência', ou seja, utilizando artifícios para prender o público até os minutos finais, como por exemplo, ter anunciado uma nova integrante (substituta de Sabrina Sato) que na verdade era uma cachorrinha. Mas o destaque foi a paródia do "Vídeo Show".


Após se destacar em 2013 fazendo uma ótima e escrachada imitação do jornalista Marcelo Rezende, Márvio Lúcio aproveitou a oportunidade para fixar o Zeca Tamagro (personagem já utilizado em algumas matérias do "Pânico") em um quadro. O "Vídeo Sou" utilizou todas as situações desnecessárias do novo "Vídeo Show" para debochar do formato e ainda destacar o elenco do humorístico.

Carioca mais uma vez mostrou que é o principal nome do "Pânico na Band" e imitou todos os trejeitos de Zeca Camargo na apresentação da atração da Globo. As gargalhadas forçadas, os repetitivos aplausos, enfim, tudo esteve presente e divertiu. Além do show de Márvio, Guilherme Santana e Eduardo Sterblitch

sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os piores do ano

Como de costume, esse blog apresentará a lista dos piores e também dos destaques do ano. Não houve votação popular. Antes de selecionar os melhores, vou citar o que 2013 teve de pior na televisão. E, infelizmente, não foi pouca coisa. Obviamente, é uma seleção sob o meu ponto de vista e cabe ao leitor concordar, discordar ou até mesmo acrescentar mais itens. Então vamos iniciar a retrospectiva, citando todos os equívocos desse ano que está perto do fim.




"Salve Jorge": Encerrada em maio, a trama de Glória Perez abusou da inverossimilhança e apresentou um festival de repetições da autora, incluindo um núcleo estrangeiro repleto de bordões parecidos com os de "Caminho das Índias" e "O Clone". Para culminar, a novela tinha atores demais e muitos mal apareceram na história. A grande vilã foi um fracasso e a cena em que Lívia Marini dá uma seringada letal em uma vítima, dentro de um elevador, se transformou no mico do ano. O casal protagonista (Theo e Morena) também não agradou e o tráfico de pessoas (tema central) não foi abordado de uma forma realista. Delegada Helô (Giovanna Antonelli, que virou a protagonista), Russo (Adriano Garib), Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) e Wanda (Totia Meirelles) foram os poucos acertos do equivocado folhetim e roubaram a cena merecidamente.


"Balacobaco": Aposta da Record para reverter o desastroso fracasso de "Máscaras", a novela de Gisele Joras abusou das caricaturas e procurou copiar alguns elementos de "Cheias de Charme", porém, não alcançou seu objetivo. A trama não conseguiu elevar a audiência da emissora e chegou a passar por várias alterações ao longo de sua exibição para tentar melhorar os índices. Tudo em vão.






quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os exageros de Zeca Camargo e o constrangimento do novo "Vídeo Show"

Após alguns programa exibidos, ficou claro que o "Vídeo Show" foi aniquilado. As matérias sobre os bastidores ficam soltas e entram no ar sem nem ao menos serem anunciadas. E tudo o que é apresentado no palco da atração ---- entrevistas, brincadeiras e música---- cansa ou causa constrangimento. Para piorar, entre tantos problemas, um acaba se 'destacando': Zeca Camargo.


O apresentador está a cada dia mais forçado e os exageros apresentados na estreia, ao invés de irem melhorando com o tempo, foram piorando. Zeca não consegue disfarçar o seu desconforto e ao tentar expor naturalidade, enfia os pés pelas mãos e irrita facilmente quem assiste. Além de sempre fazer questão de dizer que o entrevistado do dia é seu amigo pessoal, ele grita demais e pegou uma mania irritante de pedir aplausos a todo instante.

Aliás, a presença da plateia só serviu para aumentar a lista de equívocos, uma vez que só serve para aplaudir sempre que solicitada e rir de algumas brincadeiras que não têm a menor graça. A banda também não tem função e o próprio Zeca mostra não saber muito bem qual a utilidade dos músicos. E a sua

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Novo formato do "Vídeo Show" aniquila a identidade do programa

Em março desse ano, o "Vídeo Show" completou 30 anos. Um dos mais longevos programas da Globo comemorou o simbólico aniversário inaugurando um novo cenário e em clima de muita alegria. Porém, pouco tempo depois, um maremoto atingiu a atração. Boninho deixou a direção, foi substituído por Ricardo Waddington, que simplesmente jogou o novo cenário no lixo e transformou André Marques e Ana Furtado (os apresentadores) em repórteres, para depois retirá-los de vez do formato. Após todo esse turbilhão de alterações, houve mais uma mudança, que foi apresentada ao público nessa segunda-feira (18/11).


O programa passou a ter uma platéia e Zeca Camargo virou o novo apresentador. A atração terá um famoso por dia no palco para homenagear, entrevistar, 'brincar' e relembrar sua carreira. A estreia foi com Susana Vieira, que esbanjou simpatia e ficou bem mais à vontade do que o próprio Zeca, que obviamente estava inseguro; afinal, ele ficou 18 anos no "Fantástico" e agora está com uma missão totalmente diferente na área de entretenimento. Um desafio, como o próprio disse.

O "Vídeo Show" manteve as clássicas matérias dos bastidores, entretanto, as reportagens ficaram muito mais curtas e perderam a importância que tinham. O palco virou o grande protagonista e esse fato acabou deixando a atração com cara de 'mais do mesmo'. Afinal, além da posição da platéia lembrar a do

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Vídeo Show": o programa que perdeu o rumo

O telespectador, assim como qualquer crítico formado, sabe observar quando alguma novela ou programa está totalmente sem rumo. E tudo fica mais fácil quando o produto em questão não tenta nem ao menos disfarçar o quanto que está perdido. Esse é o caso do "Vídeo Show", que completou trinta anos recentemente.


O programa sofreu grandes alterações quando foi assumido por Boninho e foi se adaptando aos poucos até entrar em um período de, digamos, conforto. Porém, nos últimos meses houve uma queda de audiência, o que fez o programa sofrer novas mudanças. A principal delas foi a perda da identidade do "Novelão da Semana". O quadro, que havia sido criado para reprisar novelas muito antigas, acabou virando uma espécie de "Vale a Pena Ver de Novo", ou seja, passou a reprisar tramas recentes e que ainda estão frescas na memória do público.

O cenário foi totalmente reformado e os apresentadores passaram a ter bancadas e vários apetrechos em suas respectivas mesas. Vários convidados também passaram a marcar presença no estúdio para conceder uma pequena entrevista. Esse parecia ser o novo caminho que a atração ia seguir. Entretanto, ocorreu