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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Tudo sobre "Cilada", nova série do Globoplay

 Uma foto duvidosa encaminhada sem querer no grupo da família, uma viagem com amigos tão malas que poderiam fazer parte da bagagem, uma obra interminável no banheiro de casa e uma reunião de condomínio em dia de jogo do seu time de coração. Bruno, personagem interpretado por Bruno Mazzeo, e Debora, personagem vivida por Debora Lamm, passam juntos por essas e outras situações no mínimo desconfortáveis em "Cilada", série original Globoplay. Com estreia marcada para 21 de maio, a comédia de 10 episódios, que serão disponibilizados no mesmo dia, mostra diferentes momentos do dia a dia do casal, que está junto há uma década.  


A nova fase começa dez anos após o último episódio da série original, uma das comédias pioneiras no Multishow, que também foi adaptada e exibida no Fantástico e chegou a virar filme, ‘Cilada.com’ (2011). Nesta nova temporada, o humorístico surge repaginado, com a dupla de protagonistas passando por situações típicas dos tempos atuais, enfrentando os desafios de um casamento em crise, e o Globoplay promoveu a coletiva da série nesta terça-feira, dia 14. Os atores falaram sobre a retomada da trama e o que esperar da nova temporada.

  A história começa com Bruno e Debora decidindo fazer terapia de casal, depois de vários desentendimentos e falhas na comunicação — mesmo em tempos de ultra conectividade. "As pessoas conhecem esses personagens há anos, já viram o Bruno e a Debora em uma série de situações, e agora vão acompanhar o amadurecimento deles como casal estabelecido num relacionamento irritantemente comum.

sábado, 4 de julho de 2020

"Diário de um Confinado" diverte com a nova rotina imposta pela pandemia

O telespectador atualmente não consegue acompanhar muitos produtos inéditos na área da teledramaturgia na televisão aberta. E por razões óbvias: a pandemia do novo coronavírus implicou na interrupção de todas as gravações, tanto nacional quanto internacionalmente. Ou seja, nem mesmo as séries de fora escaparam das reprises ou hiatos ainda maiores. Por isso é tão necessário elogiar o esforço de muitos artistas que vêm tentando produzir conteúdo para o público em meio a tantas dificuldades. É o caso de Joana Jabace e Bruno Mazzeo, que criaram o "Diário de um Confinado".


A diretora e o ator/roteirista são casados e resolveram transformar a nova rotina, imposta a todas as pessoas do mundo por conta da pandemia, em uma divertida série de doze episódios de aproximadamente 12 minutos cada um. As situações apresentadas são de fácil identificação e parecem tão reais que às vezes o telespectador esquece que está vendo uma ficção e não um reality show da vida de Mazzeo. A ideia de apresentar capítulos curtos também funcionou e evitou um desgaste desnecessário. Tanto que é possível ver toda a série de uma vez só e ainda sentir um gostinho de quero mais.

A série foi criada literalmente em casa e em família. O projeto de dramaturgia foi idealizado para ser produzido durante a quarentena, de forma remota, com todas as limitações que o isolamento social requer, seguindo todas as normas de segurança.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva da quinta temporada da nova "Escolinha do Professor Raimundo"

A Globo promoveu, nesta segunda-feira (27/05), uma coletiva para a divulgação da quinta temporada da nova versão da "Escolinha do Professor Raimundo". Durante uma gravação aberta à imprensa, o elenco e a diretora Cininha de Paula falaram sobre os desafios do programa que pelo quinto ano consecutivo retorna ao ar (primeiro pelo Canal Viva e depois pela Globo) com os personagens queridos de sempre e algumas novidades. Fui um dos convidados e conto para vocês tudo o que aconteceu.


Valeu muito a pena ter acompanhado a gravação de um episódio. A imprensa ficou na plateia junto com as tradicionais caravanas que costumam marcar presença nesses formatos e a animação do auditório com os atores contagia. Tanto que vários sobem para abraçar as pessoas e agradecer o carinho. Leandro Hassum, Bruno Mazzeo e Fabiana Karla foram alguns que fizeram questão de retribuir os afagos da plateia.

O entrosamento do elenco também foi evidente, assim como as brincadeiras entre eles. Parecem mesmo alunos de escola se provocando o tempo todo e proferindo várias piadas, muitas delas dignas de adolescentes. O clima, inclusive, lembra bastante o humorístico original, comandado por Chico Anysio, onde as sacanagens dos atores eram vistas em todos os programas.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Está na hora da nova geração da "Escolinha do Professor Raimundo" chegar ao fim

O remake da "Escolinha do Professor Raimundo" foi uma ideia genial de Bruno Mazzeo, estreando com o pé direito no Viva e na Globo em 2015. O sucesso, tanto no canal a cabo quanto no aberto, foi imediato. O público matou as saudades de tanto perfis marcantes através de composições quase perfeitas de novos atores escolhidos a dedo, homenageando os veteranos que fizeram parte desse humorístico consagrado por tantos anos. A segunda temporada, exibida em 2016, se mostrou tão acertada quanto a primeira, funcionando novamente. Porém, a terceira, já desperta dúvidas em torno do desgaste do programa.


Com direção de Cininha de Paula e redação final de Péricles Barros e Marcelo Saback, a terceira temporada estreou no Viva em setembro e na Globo no final de novembro. O elenco segue o mesmo, mas com duas ausências: Fernanda Souza não conseguiu conciliar sua agenda para viver pela terceira vez a adolescente Tati (perfil original de Heloísa Périssé) e Otaviano Costa precisou sair por causa do seu trabalho na rádio Globo. Ela não foi substituída, mas o Ptolomeu (nerd interpretado originalmente por Nizo Netto) acabou ficando com Bruno Garcia. A outra novidade foi a entrada de Marco Luque vivendo o Nerso da Capitinga, personagem clássico de Pedro Bismarck.

Essas três situações já despertam atenção. Afinal, os atores da 'nova escolinha' são sempre muito requisitado em novelas, ou seja, acabam tendo a imagem superexposta. E a saída de dois deles prova que está ficando complicado conciliar trabalhos.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

terça-feira, 1 de março de 2016

Núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes prejudicam narrativa de "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" mostrou, desde a estreia, que tem uma trama central muito interessante. João Emanuel Carneiro conseguiu criar um enredo atrativo, embora com muitos furos, em torno de uma perigosa facção criminosa, criada por um poderoso empresário (Gibson - José de Abreu) que planeja acabar com a corrupção e a criminalidade através da violência. Quando a novela foca nisso, prende atenção com facilidade. Entretanto, a narrativa é muito prejudicada pelo núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes.


Todo folhetim precisa ter subtramas para a história central poder se sustentar por vários meses no ar. Principalmente as produções do horário nobre, que costumam ter capítulos maiores que as exibidas na faixa das seis, das sete e das onze. Caso contrário, não há criatividade que consiga elaborar constantes conflitos para o núcleo principal se manter atraente por praticamente sete meses. Portanto, nada mais normal do que a criação dos enredos paralelos ---- isso desde a criação da telenovela.

E é fundamental que o autor desenvolva situações secundárias tão envolventes quanto a central. Porém, não é o caso de "A Regra do Jogo". O que o enredo que engloba a facção tem de atrativo, os que movem a família de Feliciano (Marcos Caruso) e o Morro da Macaca têm de desinteressantes. Curiosamente, todos são voltados para a comicidade, com exceção da trama pesada que cerca a vida de Domingas (Maeve Jinkings).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Canal Viva acerta com a nova "Escolinha do Professor Raimundo" e prova que o humor do programa é atemporal

Para homenagear os 25 anos da estreia de um dos mais populares e queridos programas humorísticos do país, o Viva fez uma espécie de 'remake' da "Escolinha do Professor Raimundo", que estreou nesta segunda-feira (23/11). O canal a cabo já havia feito um projeto semelhante em 2013 com a produção de quatro episódios inéditos do clássico "Sai de Baixo", fazendo um imenso sucesso. Outra experiência, essa sem tanto êxito assim, foi o "Globo de Ouro Palco Viva" em 2014 ---- neste ano de 2015, aliás, foi exibida uma edição temática de Axé. E, do que foi visto da "nova Escolinha", pode-se constatar que a ideia funcionou perfeitamente.


O programa original surgiu no rádio em 1950 e depois foi para as TVs Rio, Excelsior e Tupi. Sua estreia na Globo foi em 1990, ficando no ar até 1995, e voltando em 1999 como quadro do antigo "Zorra Total". A atração de sucesso começou a ser reprisada pelo Canal Viva em 2010, assim que o mesmo foi inaugurado, e as reprises diárias estão há cinco anos obtendo um bom retorno da audiência. Assim como era com a "Escolinha do Professor Raimundo" na década de 90, o remake é dirigido por Cininha de Paula e, agora, o principal personagem, que serve de escada para todos os demais, é interpretado pelo filho do humorista: Bruno Mazzeo.

E a escolha do novo elenco foi muito acertada. Além das caracterizações terem ficado perfeitas, a escolha dos nomes combinou perfeitamente com os intérpretes originais ---- muitos deles, infelizmente, já falecidos. Mateus Solano vive o Zé Bonitinho (do saudoso Jorge Loredo - morto em março de 2015); Maria Clara Gueiros interpreta a Dona Cândida (da ótima Stella Freitas);

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"Junto & Misturado": um programa de altos e baixos

O "Junto & Misturado" estreou em outubro de 2010 e terminou em dezembro do mesmo ano. Ia ao ar às sextas, depois do "Globo Repórter", horário considerado problemático na Globo. O programa chegou a ter uma segunda temporada confirmada e cinco episódios foram até gravados, entretanto, ela nunca foi ao ar e o material chegou a ser arquivado pela emissora. Passado três anos, o formato voltou e foi inserido na grade noturna de domingo, após o "Fantástico", para substituir os especiais de "Sai de Baixo", que por sua vez substituíram a série americana "Revenge".


Pouca coisa mudou em relação aos episódios exibidos há três anos, porém, algumas esquetes ficaram um pouco mais longas e o elenco está mais numeroso. Aliás, o time é muito bom. Letícia Isnard, Gabriela Duarte, Marcelo Médici, Kiko Mascarenhas, Débora Lamm, Fabíula Nascimento, Fernanda de Freitas, Bruno Mazzeo (que também assina o roteiro), Renata Castro Barbosa, Augusto Madeira, Luiz Miranda e Rodrigo Pandolfo protagonizam inúmeras cenas e mostram boa sintonia.

Com direção de Maurício Farias, o programa tem a mesma fórmula do "Porta dos Fundos", canal do Youtube, do site Kibeloco, e que apresenta várias esquetes. A diferença, claro, fica por conta dos palavrões que não são falados na televisão. E, justiça seja feita, o "Junto & Misturado" veio antes do projeto