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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Isis Valverde deu um show como Ritinha em "A Força do Querer"

Quando Glória Perez apresentou "A Força do Querer" para a imprensa fez questão de dizer que sua história teria um rodízio de protagonismo. Em cada momento do enredo, uma personagem iria se destacar. E o folhetim é protagonizado por três ótimas personagens, interpretadas por excelentes e lindas atrizes: Paolla Oliveira (Jeiza), Juliana Paes (Bibi) e Isis Valverde (Ritinha). O trio honrou a confiança da autora e a egoísta Sereia ganhou uma intérprete que dominou a essência do papel assim que surgiu em cena.


A faceira menina de Parazinho foi a responsável pela movimentação das primeiras semanas da novela. Tudo era voltado para a sedutora Ritinha, que não pensou duas vezes antes de jogar charme para o imaturo Ruy (Fiuk), mesmo estando noiva do machista Zeca (Marco Pigossi), com o intuito de conseguir vir para o Rio de Janeiro e conhecer a cidade grande. Além de só pensar em si mesma, a personagem sempre teve como principal característica sua paixão pelas águas e a bela cauda de sereia que usa quando está nadando, representando uma espécie de liberdade.

O perfil de Ritinha tem um quê de 'místico', muito em função da própria lenda da sereia (figura mitológica que simboliza a sedução mortal, sempre tendo os homens como vítimas) e também da previsão que um índio fez para Zeca e Ruy, após quase morrerem em um afogamento ainda crianças, alertando sobre um misterioso perigo que vinha das águas.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Tudo sobre a festa de "Amor de Mãe", próxima novela das nove

A Globo lançou nesta terça-feira, dia 5, no Aqwa Corporate, edifício comercial de luxo da zona portuária do Rio de Janeiro, a festa de "Amor de Mãe", nova novela das nove, que estreia dia 25 de novembro. A luz da Baía de Guanabara foi destaque no lançamento da novela de Manuela Dias, com direção de José Luiz Villamarim. O Rio de Janeiro está presente na trama e o suntuoso prédio ----emoldurado com uma vista de 360º que mostra toda a Baía de Guanabara, além de pontos clássicos da cidade como as montanhas do Cristo Redentor e Pão de Açúcar ---- servirá de ambientação para o enredo do poderoso empresário Álvaro, vivido por Irandhir Santos.


O evento que recebeu elenco, diretores, autora e imprensa contou ainda com um show de Gal Costa, que terá três músicas na trilha do folhetim. A cantora apresentou várias canções marcantes de seu repertório como "Dê um Rolê", "London London", "Sua Estupidez", "Chuva de Prata", "Brasil", "Que pena", "Vaca Profana" e um pot-pourri das faixas "Bloco do Prazer", "Balancê", "Massa Real" e "Festa do Interior". Todo mundo se empolgou e cantou junto. Uma animação só. O clipe exibido antes do show emocionou quem estava presente ao mostrar cenas da novela, quase todas já exibidas nas chamadas da televisão, que tem como tema central a maternidade a partir das trajetórias de Lurdes (Regina Casé), Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araújo).

"É uma novela que conta a história de três mães de classes sociais diferentes e sobre como elas vão resolvendo as questões que a maternidade traz. A vida delas vai se entrelaçar, graças ao destino dos filhos. É uma novela que nasceu com a minha filha.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Repleta de qualidades, "A Força do Querer" foi a melhor novela de Glória Perez

A missão de Glória Perez era complicada. Levantar a média do horário nobre da Globo, após uma sucessão de novelas fracassadas e/ou problemáticas. Para culminar, o seu retorno era cercado de desconfianças, em virtude da equivocada "Salve Jorge", seu pior folhetim, exibido em 2013. Mas, a autora conseguiu cumprir o objetivo com louvor e calou a boca de quem duvidava. "A Força do Querer" elevou a média da faixa em nove pontos, ao longo de 173 capítulos, obtendo 36 de média geral (contra 27 de "A Lei do Amor"), se firmando como o maior sucesso do horário desde "Amor à Vida" (também com 36 pontos). Não é pouca coisa. E todo esse resultado fez jus ao que foi apresentado para o público.


"A Força do Querer" foi a melhor novela da escritora, conseguindo superar até a elogiada e inesquecível "O Clone", de 2001. Isso porque Glória soube se reciclar, corrigindo os vários erros observados em tramas como "Caminho das Índias", "América" e a já citada "Salve Jorge". Após abusar do recurso da exploração de culturas estrangeiras, a autora resolveu apostar em um enredo 100% nacional, tendo o Pará (através da fictícia Parazinho) como um dos locais de sua história. Ainda assim, o ambiente esteve presente apenas no primeiro mês, sendo logo 'abandonado' quando todos os personagens de lá se mudaram para o Rio de Janeiro. E foi ótimo não ter 'dancinhas' ou bordões com expressões estrangeiras. Estava bastante repetitivo.

Outra medida adotada com êxito foi a escolha do protagonismo. Em meio ao empoderamento feminino, Glória colocou três mulheres como figuras centrais, intercalando o destaque de cada uma. E escalou três atrizes de peso: Paolla Oliveira, Juliana Paes e Isis Valverde. O trio honrou a confiança da escritora, fazendo de Jeiza, Bibi e Ritinha tipos marcantes, que caíram na boca do povo.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Ritinha de "A Força do Querer" tinha que ser da Isis Valverde

Quando Glória Perez apresentou "A Força do Querer" para a imprensa, fez questão de dizer que sua história teria um rodízio de protagonismo. Em cada momento do enredo, uma personagem iria se destacar. E o folhetim é protagonizado por três ótimas personagens, interpretadas por excelentes e lindas atrizes: Paolla Oliveira (Jeiza), Juliana Paes (Bibi) e Isis Valverde (Ritinha). O trio tem honrado a confiança da autora e a egoísta Sereia ganhou uma intérprete que dominou a essência do papel assim que surgiu em cena.


A faceira menina de Parazinho foi a responsável pela movimentação das primeiras semanas da novela. Tudo era voltado para a sedutora Ritinha, que não pensou duas vezes antes de jogar charme para o imaturo Ruy (Fiuk), mesmo estando noiva do machista Zeca (Marco Pigossi), com o intuito de conseguir vir para o Rio de Janeiro e conhecer a cidade grande. Além de só pensar em si mesma, a personagem sempre teve como principal característica sua paixão pelas águas e a bela cauda de sereia que usa quando está nadando, representando uma espécie de liberdade.

O perfil de Ritinha tem um quê de 'místico', muito em função da própria lenda da sereia (figura mitológica que simboliza a sedução mortal, sempre tendo os homens como vítimas) e também da previsão que um índio fez para Zeca e Ruy, logo após terem sido salvos de um afogamento ainda crianças, alertando sobre um misterioso perigo que vinha das águas.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Surra na vilã em "A Força do Querer" prova que um bom clichê nunca se desgasta

Nesta segunda-feira (24/07), foi ao ar uma das cenas mais esperadas de "A Força do Querer": a surra que Joyce (Maria Fernanda Cândido) dá em Irene (Débora Falabella), após todos os desdobramentos envolvendo a traição de Eugênio (Dan Stulbach). O curioso é a situação não pertencer ao núcleo principal e, sim, ser oriunda de uma trama paralela da novela de Glória Perez. Toda a expectativa em torno desse momento, que deliciou o telespectador, como era de se imaginar, apenas prova que um bom clichê, quando bem trabalhado, nunca se desgasta.


A sequência fez valer a espera e a direção de Rogério Gomes mais uma vez expôs a competência do diretor e sua equipe. Irene foi atrás de Joyce no banheiro de um restaurante (outro elemento que virou um clássico desse tipo de embate) e provocou a inimiga, deixando a perua espumando de ódio. Tanto que refinada esposa de Eugênio, cuja elegância é uma de suas principais características, literalmente desceu do salto. Desceu e jogou na cara da vilã, que acabou atingida na boca. Mas ainda era apenas o começo, pois a cena teve um 'bônus': a presença de Ritinha (Isis Valverde).

A sereia ---- juntamente com a melhor amiga Marilda (Dandara Mariana) ---- não pensou duas vezes e defendeu a sogra, se atracando com Irene. A sequência ficou excelente, destacando Maria Fernanda Cândido, Débora Falabella e Isis Valverde, que mergulharam totalmente naquele clima de tensão e rivalidade.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

"A Força do Querer" vem apresentando um ótimo início

A nova novela das nove estreou no dia 3 de abril, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar, bem no comecinho. O primeiro capítulo de "A Força do Querer" foi morno e sem grandes acontecimentos. Parecia um capítulo qualquer e não o número um. Isso não foi um mérito nem um defeito, apenas uma opção da autora. E Glória Perez parece ter plena consciência do que está fazendo, pois está inserindo os dramas cuidadosamente, despertando a atenção do público e agradando a Globo ---- a média até então está em torno dos 31 pontos, melhor início desde "Império".


A história é simples e com poucos personagens, o que é uma novidade e tanto levando em consideração o histórico de Glória. Ela sempre foi uma escritora que encheu suas produções de atores, muitas vezes não conseguindo destacar todos, deixando vários deles avulsos em enredos desinteressantes. Sua última novela, por exemplo, sofreu merecidas críticas em virtude do excesso de gente. "Salve Jorge" foi uma produção problemática em vários aspectos, tendo a quantidade exagerada de intérpretes como um dos principais erros. Agora, a autora parece ter aprendido a lição e resolveu preencher sua nova trama com tipos apenas essenciais para o contexto.

O fato de ter deixado de lado as culturas estrangeiras, que já tinham virado uma espécie de marca, também merece menção. A sua última novela que não teve isso foi o remake de "Pecado Capital", em 1998. Isso porque "América" (2005), querendo ou não, teve os Estados Unidos como uma das temáticas (em virtude da abordagem dos imigrantes ilegais).

terça-feira, 4 de abril de 2017

"A Força do Querer" tem uma estreia morna

"Querer... querer não é sonhar. Querer é se jogar. Querer é trabalhar, superar, realizar. Querer não é desejo, desejo sem suor. Querer é movimento, insistência, persistência, o meu melhor." O teaser de "A Força do Querer" apresentou essa mensagem para o público, iniciando uma espécie de descrição a respeito da motivação dos personagens da nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (03/04), substituindo a problemática e desfigurada "A Lei do Amor". A responsabilidade de Glória Perez, agora, é recuperar a audiência do horário nobre ---- afinal, ironicamente, sua 'tarefa' com "Salve Jorge" (2013) era manter o imenso sucesso de "Avenida Brasil", falhando na missão.


Pela primeira vez, após várias novelas, a autora não abordará cultura de outros países e focará exclusivamente no Brasil. Tanto que a história começou na fictícia vila do Parazinho, no Pará, tendo a sensual Ritinha (Isis Valverde) como figural central. Ela é uma das três protagonistas do enredo, dividindo o posto com Bibi Perigosa (Juliana Paes) e Jeiza (Paolla Oliveira). Glória adotará um esquema de rodízio de protagonismos, mesclando as três futuramente, tendo a policial vivida por Paolla como elo de ligação, pois a mesma se envolverá com o ex de Ritinha (Zeca - Marco Pigossi) e tentará prender Bibi ---- que vira a Baronesa do Pó após se envolver com um traficante (Rubinho - Emílio Dantas).

O curioso é que na estreia só uma protagonista apareceu de fato e ainda assim bem pouco. O desgaste da relação de Bibi com Caio (Rodrigo Lombardi) foi exposto, para logo depois vir o término e a junção definitiva dela com Rubinho. Já a sensual Ritinha só apareceu nos minutos finais, nadando no rio em meios aos peixes. Nada de Jeiza.

terça-feira, 28 de março de 2017

"A Força do Querer": o que esperar da próxima novela das nove?

A última novela de Glória Perez no horário nobre não deixou saudades. "Salve Jorge" (2013) tinha como grande objetivo manter o sucesso da faixa após o fenômeno "Avenida Brasil", mas fracassou miseravelmente na complicada missão. Cheia de furos, situações absurdas e personagens sem carisma, a trama foi massacrada por crítica e público, tendo ainda vários atores fazendo figuração de luxo como defeito. Para culminar, a própria escritora criticou a direção fraca do folhetim. Agora, passados quatro anos, a veterana autora retorna com um enredo focado na vida de três mulheres e não terá um país de fora (com bordões, danças e costumes) como parte do conjunto.


A história, dirigida por Rogério Gomes, será protagonizada por três personagens femininas fortes: a policial Jeiza (Paolla Oliveira), a bandida Bibi Perigosa (Juliana Paes) e a sedutora Ritinha (Isis Valverde). O trio norteará o roteiro e cada uma terá o seu momento na novela. A escolha das atrizes se mostra muito bem pensada, pois são nomes de peso e que geram repercussão. Glória declarou que os conflitos serão contados individualmente no início para só depois tudo se entrelaçar. O clipe de 30 minutos da trama (que pode ser conferido aqui) dedica praticamente dez minutos para cada protagonista, mesclando com alguns núcleos paralelos que prometem outras situações interessantes.

Movidas pelo querer, as pessoas são sempre desafiadas a fazer escolhas. Escolhas que fazem bem ou que se voltam contra. Os quereres são múltiplos e se interligam, se chocando ou se harmonizando. São justamente essas questões que serão traduzidas através do enredo escrito por Glória.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Com trama desgastada, "Boogie Oogie" termina sem fôlego e com saldo negativo

Foram praticamente oito meses no ar. Após uma promissora e movimentada estreia, "Boogie Oogie" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/03) com um saldo para lá de negativo. A trama de Rui Vilhena ---- autor português (nascido em Moçambique) que estreou seu primeiro folhetim no Brasil ----, dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, não teve fôlego para se sustentar por tanto tempo e foi se perdendo à medida que os capítulos passavam.


Os primeiros meses empolgaram. Apesar de alguns absurdos ---- como a vingança fajuta de Suzana (Alessandra Negrini), que só contou que havia trocado os bebês vinte anos depois ----, a novela despertou interesse pelo ritmo ágil e bons ganchos. O enredo em torno de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que tiveram suas vidas trocadas na maternidade, conduziu muito bem o início do folhetim. Os conflitos funcionavam e movimentavam a história. A grande virada aconteceu quando as duas protagonistas descobriram o crime da amante de Fernando (Marco Ricca), o que resultou em ótimas cenas.

Entretanto, depois desta revelação, o autor passou a explorar dois temas, que dominaram todos os núcleos: o segredo de Carlota (Giulia Gam) e a identidade do pai de Vitória. Inicialmente, o mistério envolvendo o passado da vilã e o drama da patricinha atraíram a atenção. Mas não por muito tempo. A novela começou a andar em círculos, ficando repetitiva e desgastada.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Isis Valverde convence na pele da mocinha Sandra em "Boogie Oogie"

A mocinha tradicional de novela virou um grande problema para a atriz que é escalada para interpretá-la. As chances do público se interessar muito mais pelos vilões do que por ela são grandes, assim como o grau de dificuldade da protagonista conseguir se sobressair na trama. Isso porque, embora seja o papel central, quase sempre é o passivo, ou seja, não movimenta o roteiro. Mas Isis Valverde aceitou o desafio de interpretar a sofrida Sandra, em "Boogie Oogie", e tem se destacado na história de Rui Vilhena.


Sandra foi trocada na maternidade e ainda perdeu o noivo em um trágico acidente no dia de seu casamento. Por ironia do destino, se envolveu com o rapaz (Rafael - Marco Pigossi) que foi salvo pelo seu quase-marido e ainda descobriu que estava grávida do falecido. Como se não bastasse todo este conjunto de acontecimentos, seus pais biológicos são uns canalhas (Fernando - Marco Ricca e Carlota - Giulia Gam) e os 'adotivos' se resumem em um homem intolerante e uma mulher submissa (Elísio - Daniel Dantas e Beatriz - Heloísa Périssé).

Em suma, Isis Valverde ganhou uma típica mocinha. Porém, a protagonista tem personalidade forte e não abaixa a cabeça para ninguém. Esta característica em especial proporciona para a atriz boas cenas de enfrentamento, além das já tradicionais sequências envolvendo sofrimento e muito choro.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Revelação da troca de bebês destaca elenco e movimenta "Boogie Oogie"

A atual novela das seis está há dois meses no ar e seu bom ritmo tem sido uma de suas principais qualidades. Repleta de bons ganchos, a trama de Rui Vilhena consegue prender o telespectador através dos encontros e desencontros dos personagens, ainda que muitas vezes as situações soem absurdas. E nesta última semana, "Boogie Oogie" teve o principal segredo de sua história revelado: a troca de bebês.


Desde que a novela estreou, no dia 4 de agosto, não se fala de outro assunto na trama. Suzana (Alessandra Negrini) trocou Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin) na maternidade para se vingar de Fernando (Marco Ricca), seu amante, que preferiu ficar com a esposa Carlota (Giulia Gam). Através de constantes diálogos, a situação foi e é repetida inúmeras vezes e, aos poucos, praticamente todos os personagens do núcleo central foram sabendo desta confusão. E na quarta-feira (01/10), o crime chegou aos ouvidos das duas 'trocadas'.

A revelação promoveu uma reviravolta na novela e proporcionou ótimas cenas. Suzana contou para Carlota parte da verdade e a vilã não pensou duas vezes antes de jogar a notícia no ventilador para prejudicar sua até então filha e inimiga declarada, que está investigando um segredo de seu passado ---- até agora não descoberto.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Com ritmo ágil e trilha sonora de qualidade, "Boogie Oogie" reúne vários atrativos de uma boa novela

Assim que "Boogie Oogie" estreou, ficou explícito que seria um festival de clichês. Porém, inicialmente, a história foi deixada em segundo plano, pois o foco maior ficou por conta da década de 70, época escolhida para ser o pano de fundo da trama, e da trilha sonora impecavelmente escolhida. Mas, agora, já com algumas semanas no ar, é possível constatar que o folhetim de Rui Vilhena tem um enredo tão atrativo quanto a escolha das músicas e do ano de 1978.


O excesso de temas batidos não é um problema, uma vez que toda novela tem clichês. Basta serem bem desenvolvidos e contados. E o autor tem conseguido atrair a atenção através de vários ganchos interessantes, além de imprimir um bom ritmo à história. Todo este bom conjunto é somado ao elenco talentoso, que interpreta muito bem vários personagens cativantes.

Rui Vilhena parece não temer que sua trama se esgote e segue desenrolando o conteúdo, sem guardar por muito tempo seus trunfos, imprimindo um bom ritmo à novela. Tanto que a trama principal, da troca de bebês, já foi descoberta pelo mocinho (Rafael - Marco Pigossi),

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com uma trilha sonora memorável, "Boogie Oogie" estreia com muitos clichês e uma boa dose de saudosismo

Saiu de cena o mundo lúdico de "Meu Pedacinho de Chão" e entrou no lugar a discoteca, febre nos anos 70. Dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, "Boogie Oogie" estreou, nesta segunda (04/08), trazendo um clima de muito saudosismo ao horário das seis e exibindo um amaranhado de típicos clichês folhetinescos. Ao contrário da antecessora, que era marcada pela contemplação, a nova novela começou com um ritmo ágil, com o intuito de apresentar a trama principal e as secundárias para o telespectador, sem maiores enrolações.


O primeiro capítulo iniciou exibindo a cena do acidente de avião sofrido por Rafael (Marco Pigossi), no Rio de Janeiro, que perde o controle do monomotor e acaba caindo em pleno Elevado da Perimetral (demolido recentemente). A tragédia é o ponto de união da trama central, já que o noivo da mocinha Sandra (Isis Valverde) ---- que estava indo se casar ---- socorre o rapaz, o salva, mas acaba morrendo. Ao contar a triste notícia na igreja, o rapaz se sentirá culpado e balançado emocionalmente. A partir desta ironia do destino, o casal protagonista será formado e o enredo principal desvendado. A sequência da queda da aeronave foi primorosa e os efeitos especiais da explosão impressionaram.

Porém, foi equivocado começar o capítulo com uma cena do futuro, para depois voltar ao passado e contar o que havia ocorrido um dia antes. Parece que virou uma regra a utilização deste recurso em folhetins. Todos agora usam esta fórmula, que já está ficando batida.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Amores Roubados": uma minissérie que prendeu o telespectador

Uma das melhores produções da Rede Globo chegou ao fim na última sexta-feira (17/01). "Amores Roubados" ----- adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", de Carneiro Vilela" ---- terminou honrando todas as qualidades apresentadas ao longo de seus dez capítulos e deixando o público com saudades dessa minissérie tão bem realizada.


O último capítulo primou pela tensão extrema e pelas grandes atuações do elenco, que desde o início foi um dos muitos pontos altos dessa produção. Entre as muitas cenas fortes e bem interpretadas (incluindo o momento que Isabel é internada após apontar uma arma para Jaime e o choro de Carolina ao lembrar de Leandro), sem dúvida a mais impressionante foi protagonizada por Isis Valverde e Murilo Benício.

E foi justamente a sequência que surpreendeu o telespectador com um desfecho totalmente inesperado. Antônia confronta o pai e conta que está grávida de Leandro, o homem que ele assassinou. Jaime fica atordoado, acaba se desequilibrando e cai de um precipício. A filha se desespera, desce até o local onde

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Elenco engrandece "Amores Roubados"

A minissérie da Globo conseguiu mostrar todas as suas qualidades logo no primeiro capítulo. E entre os muitos pontos positivos de "Amores Roubados" ---- vide a fotografia, a história repleta de sensualidade e a direção ----, o elenco é o que a trama tem de melhor. Com exceção de Cauã Reymond (que deixa a desejar na pele do sedutor Leandro), todos os atores têm feito bonito e apresentado um grande trabalho.


Murilo Benício era o ator que corria mais riscos. Afinal, novamente interpretaria um homem traído após o fenômeno "Avenida Brasil", quando viveu o carismático Tufão. Entretanto, Murilo conseguiu imprimir um tom completamente distinto no dono da Vinícola Vieira Braga. Intolerante, agressivo, ciumento, controlador e machista, Jaime Favais é muito bem representado por esse profissional que tem crescido a cada trabalho.

Vale destacar o tenso momento, onde o empresário descobre que sua esposa está tendo um caso com Leandro. O olhar de fúria de Murilo impressionou e o ator não precisou nem abrir a boca para mostrar o ódio

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Com uma história repleta de sensualidade e tensão, "Amores Roubados" estreia esbanjando qualidade

Após várias chamadas empolgantes, estreou, nessa segunda-feira (06/01), "Amores Roubados", nova minissérie da Globo. Adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", do pernambucano Carneiro Vilela, a produção tem texto de George Moura, fotografia de Walter Carvalho, direção-geral de José Luiz Villamarim e supervisão de Maria Adelaide Amaral. De acordo com o que foi visto no primoroso primeiro capítulo, a série prenderá o telespectador diante da televisão nos próximos dias.


Cauã Reymond vive o sedutor e prepotente Leandro, filho de uma ex-prostituta (Carolina - Cássia Kiss) que retorna ao sertão nordestino para ganhar a vida como sommelier na Vinícola Viera Braga ---- cujo dono é o autoritário Jaime Favais (Murilo Benício) ----- e se envolve com três mulheres: Celeste (Dira Paes), Isabel (Patrícia Pillar) --- ambas comprometidas com homens influentes ---- e Antônia (Isis Valverde), fotógrafa que preza a liberdade e filha de Isabel com Jaime. O rapaz tem uma atração pelo perigo e gosta de correr riscos.

O primeiro capítulo começou já exibindo a (provável) cena final, quando Leandro é perseguido e leva um tiro. A situação lembrou a série americana "Revenge", que sempre apresenta no início de cada temporada algo que irá acontecer meses depois. Aliás, vale lembrar que Glória Perez também se inspirou

sábado, 12 de janeiro de 2013

Com capricho e atuações marcantes, O Canto da Sereia surpreende e se despede do público em grande estilo

Nada mais apropriado do que um grandioso capítulo para encerrar uma microssérie de qualidade ímpar com chave de ouro. E foi exatamente isso o que aconteceu. "O Canto da Sereia" --- trama baseada na obra homônima de Nelson Motta e exibida pela Globo em quatro capítulos --- se despediu dos telespectadores nessa sexta-feira (11/01), apresentando cenas extraordinárias e atuações marcantes.


Sempre foi dito que o final não seria o mesmo do livro, afinal, os que já tinham lido saberiam e todo o mistério se perderia. Mas como seria possível alterar o desfecho sem fazer a história perder o sentido? Como manter a identidade do produto ao alterar justamente o enigma principal? Pois os autores tiveram uma sacada genial e cumpriram a promessa com louvor. Conseguiram manter todo o contexto da trama e ainda mudar a identidade do assassino, fato que muitos consideravam quase impossível. E a execução da sequência não poderia ter sido melhor.

Na obra literária, Sereia contrata um atirador para matá-la porque se desespera ao descobrir um tumor. Na microssérie, o contexto foi mantido, ou seja, a protagonista encomenda a sua morte. Mas ao contrário do livro, o assassino tem

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Canto da Sereia confirma a boa impressão inicial e estreia com qualidade de sobra

Finalmente estreou a produção mais aguardada pela crítica e pelos telespectadores. Baseada na obra homônima de Nelson Motta, "O Canto da Sereia" foi ao ar nessa terça-feira (08/01) e apresentou uma história recheada de suspense e drama, onde uma cantora de axé é assassinada na frente de seus fãs em cima de um trio elétrico. Ao exibir uma produção caprichada e uma trama instigante, não demorou muito para que as boas impressões causadas nas chamadas se confirmassem.


A microssérie representou muito bem a rede de interesses que rodeia uma cantora famosa. Era fã de um lado, assessor de outro, seguranças em volta, governador tentando se dar bem, enfim, a vida de Sereia se resumia a uma verdadeira aglomeração de pessoas. E curiosamente, a protagonista demonstrava uma tristeza profunda nos momentos em que conseguia ficar só.

Dirigida por José Luiz Villamarim e com texto de Sérgio Gondenberg, Patrícia Andrade e George Moura --- tendo a supervisão de Glória Perez e direção de núcleo de Ricardo Waddington ---, a obra de Nelson Motta foi muito bem adaptada para a televisão. Além do bom texto, ficou perceptível que a direção afiada, atores bem escalados e uma fotografia impecável completaram o conjunto de acertos. Isis Valverde conseguiu deixar Suelen, a periguete marcante de "Avenida Brasil", totalmente de lado e incorporou uma cantora baiana com