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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Núcleo da delegacia rouba a cena em "Três Graças"

 O núcleo da delegacia em "Três Graças" se consolidou como um dos grandes acertos da novela, muito por conta da sintonia deliciosa entre Rômulo Estrela, Gabriela Medvedovsky e André Mattos. Desde o início, o trio se destaca ao dar vida aos policiais Paulinho e Juquinha e ao delegado Jairo com uma naturalidade gostosa de ver, daquelas que fazem o público acreditar que eles são, de fato, uma família.


E essa é a palavra-chave: família. André Mattos constrói um delegado Jairo que é firme quando precisa, mas atravessado por uma ternura quase paternal que dá o tom das relações dentro da delegacia. Ele funciona como um eixo emocional, um verdadeiro pai para Juquinha e Paulinho, conduzindo os dois com uma mistura equilibrada de autoridade, afeto e ironia.

Já Gabriela Medvedovsky e Rômulo Estrela entregam uma dupla deliciosa de acompanhar. Juquinha e Paulinho têm uma relação de irmãos que pulsa verdade --- há carinho, cumplicidade e parceria, mas também espaço para implicâncias e provocações que soam absolutamente naturais.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Família Sobral foi uma das maiores qualidades de "Garota do Momento"

 A atual novela das seis da Globo está a poucos dias de seu fim e uma das maiores qualidades de "Garota do Momento" foi o desenvolvimento da família Sobral. Alessandra Poggi conseguiu desmembrar vários ricos conflitos familiares ao longo de seu folhetim, dirigido por Natália Grimberg, e destacou todos os personagens do núcleo, que foram interpretados por atores de talento. 


A família foi quase co-protagonista da trama e desde o início os dramas dos personagens foram bem apresentados para o público e cada um ganhou um tempo de tela para o seu devido arco, o que valorizou não só os conflitos muito bem construídos, como também os intérpretes, que aproveitaram todos os momentos. A riqueza das histórias ainda foi sentida através de todo o processo de reconciliação dos personagens, que viviam uma relação conturbada e de muitas idas e vindas emocionais. 

E tudo começou com o abandono de Lígia (Palomma Duarte), que largou o marido e os três filhos porque não queria uma vida de dona de casa e partiu em busca do seu sonho de cantar. Raimundo (Danton Mello) nunca perdoou o abandono e impediu a aproximação da ex-esposa com cada um dos filhos. Claro que todos os três também ficaram profundamente magoados com a decisão da mãe e dificultavam qualquer tentativa de um reencontro.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Núcleo de Helena é o que sustenta "Elas por Elas"

 O remake de "Elas por Elas" está a cerca de dois meses de seu fim. A produção baseada na obra original de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, e adaptada por Alessandro Marson e Thereza Falcão, tem sete protagonistas, mas ao longo dos meses foi ficando evidente que a novela era sustentada pelos dramas do núcleo de Helena, interpretada com brilhantismo por Isabel Teixeira. 


As outras seis protagonistas até têm conflitos e dramas, mas poucos se mostram realmente convidativos. Já todos os conflitos em cima da família Aranha são dignos de um dramalhão e vêm rendendo bons desdobramentos. Todos os personagens do núcleo enfrentam atualmente um momento caótico, fruto de reviravoltas que explodiram no centésimo capítulo. Vale lembrar que agora o público está acompanhando uma obra inédita porque a trama de 1982 chegou ao fim logo depois que o mistério envolvendo a troca de bebês foi revelado, o que causou uma solução rasa para os dramas na época. 

Na obra original, Helena nem pode ser considerada uma vilã de fato. Havia muito mais sutileza em tudo. Agora as tintas são bem mais carregadas e em todos os personagens integrantes da família. Cassiano criou uma troca de bebês na maternidade promovida por Sérgio (antes Mário Lago e agora Marcos Caruso), já que o dono da empresa queria um sucessor e não uma sucessora.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Núcleo de Itapetininga emociona e diverte em "Éramos Seis"

O núcleo cômico em novela sempre provoca controvérsia. Há os que defendem a obrigatoriedade em qualquer folhetim e os que acham uma inutilidade criada apenas para preencher o tempo dos capítulos. Não existe consenso. O fato é que esse tipo de núcleo às vezes funciona e outras não. Há escritor que simplesmente não se dá bem com comédia. Depende da inspiração de cada autor. Já o caso de "Éramos Seis", atual novela das seis da Globo, é de total êxito.


O núcleo de Itapetininga virou um dos trunfos da trama de Angela Chaves, baseado no romance de Maria José Dupré e no remake exibido pelo SBT em 1994. Assim como na maioria dos núcleos cômicos de qualquer novela, a história dos personagens fica quase totalmente deslocada do enredo central. É praticamente um folhetim paralelo. Mas, no caso, não há demérito porque a narrativa não é quebrada e nem prejudica o andamento dos conflitos. Até ajuda a imprimir um clima um pouco mais leve em uma produção marcada pela tristeza.

No início da história, a casa de Maria (Denise Weinberg) mal aparecia e servia apenas de pano de fundo para Olga (Maria Eduarda de Carvalho) e Clotilde (Simone Spoladore). Quando as duas foram para São Paulo morar com a irmã Lola (Glória Pires), então, o núcleo praticamente desapareceu. Mas, aos poucos, o enredo foi enriquecendo e ganhando importância.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Nem o núcleo da família de Severo, trama mais atrativa de "Segundo Sol", escapou da perda de rumo do autor

"Segundo Sol" está em sua última semana e a trama de João Emanuel Carneiro apresentou um festival de equívocos. O autor enfiou os pés pelas mãos ao longo dos meses e acabou destruindo gradativamente uma trama que poderia ter sido ao menos mediana. Conhecido por criar enredos centrais ótimos e paralelos péssimos, o escritor inverteu a lógica no atual folhetim. Os secundários foram bem mais interessantes que o forçado drama dos pamonhas Luzia (Giovanna Antonelli) e Beto (Emílio Dantas). Ainda assim, só um núcleo realmente se sobressaiu positivamente na produção: o da família de Severo Athayde (Odilon Wagner).


Desde o início da história, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, as situações expostas em meios a barracos cheios de acusações e ofensas se mostraram atrativas em virtude das muitas falhas de caráter de todos os envolvidos. Os personagens despertaram atenção e os atores se destacaram rapidamente, comprovando o acerto da escalação. O corrupto Severo construiu uma família sem um pingo de carinho, cuja a maior identidade era a instabilidade emocional generalizada. Até mesmo a justa empregada Zefa (Claudia Di Moura) acabava responsável por muitas das desgraças que permeavam os moradores da mansão.

Severo sempre foi um sujeito sem escrúpulos e não se preocupou em assumir o filho negro que teve com a empregada. Roberval (Fabrício Boliveira) virou um sujeito vingativo e amargo quando descobriu toda a verdade. O empresário só quis assumir o filho branco, mas nunca deu um pingo de carinho a Edgar (Caco Ciocler) e sentia um prazer mórbido em humilhar o rapaz, que acabou virando um sujeito passivo e instável.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Núcleo do salão de "O Outro Lado do Paraíso" não tem função e nem graça

A trama de Walcyr Carrasco vem fazendo um imenso sucesso no horário nobre, alegrando a Globo. Os índices estão altíssimos e a saga da vingança da Clara (Bianca Bin) está empolgando o público. Toda vez que a mocinha dá o troco em algum inimigo a audiência explode ainda mais, chegando até a picos de 45 pontos. Porém, há um núcleo na história que destoa desse convidativo enredo criado pelo autor: o do salão de beleza.


Inicialmente, o local era administrado por Nicácio (Fábio Lago) e tinha apenas dois personagens: ele e a manicure Ivanilda (Telma Souza). O salão servia para a integração de vários perfis, incluindo os centrais, como Clara e até Sophia (Marieta Severo). Com a mudança de fase, chegou Odair (Felipe Titto), um assistente que provoca 'suspiros' em todos, e o estabelecimento acabou tendo Nádia (Eliane Giardini) como sócia. O autor ainda inseriu um perfil que nem estava na sinopse: o afetado Marcel (Andy Gerker), contratado pela esposa de Gustavo (Luis Melo) para rivalizar com Nick.

Ou seja, o núcleo acabou perdendo o objetivo inicial, virando um parte cômica totalmente dispensável. Sempre houve comicidade durante as conversas no salão, afinal, é um lugar onde fofocas sempre acontecem. Mas, depois das reclamações do famigerado 'grupo de discussão' a respeito da falta de 'leveza' da trama, o autor exagerou na dose.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Após o fim de "Totalmente Demais", público é presenteado com a ótima websérie "Totalmente Sem Noção Demais"

"Totalmente Demais" chegou ao fim no dia 30 de maio, excepcionalmente uma segunda-feira. O fenômeno das sete saiu de cena com um saldo muito positivo e deixando saudades, tanto no público quanto na própria Globo, que era beneficiada com uma audiência que não era vista desde 2012 -- época de "Cheias de Charme". Porém, a novela não acabou de vez. Isso porque, em uma ação nova na teledramaturgia, a trama vem apresentando episódios inéditos somente na internet, através da GloboPlay, em um formato de websérie. E são tão bons quanto os que foram exibidos na televisão, ainda que bem mais curtos, obviamente.


Chamada de "Totalmente Sem Noção Demais", a nova história é na verdade um spin-off (muito comum em seriados, quando personagens secundários de uma determinada série ganham outra série onde eles são os protagonistas). No caso, o núcleo do Bairro de Fátima da novela passou a ser o foco central, onde Cassandra (Juliana Paiva), Hugo (Orã Figueiredo) e Débora (Olívia Torres) são os perfis principais. São três capítulos por semana ---- toda terça, quinta e sábado ---- e a história vem tendo a redação final de Cláudia Sardinha, que foi uma das colaboradoras do folhetim e agora está sob a supervisão de Rosane Svartman e Paulo Halm. Os novos roteiros estão sob domínio da equipe que colaborou com os autores.

O enredo é todo voltado para o período que antecedeu a novela, ou seja, mostra a rotina da família de Cassandra antes do surgimento do concurso da Garota Totalmente Demais e de todos os desdobramentos que originaram o folhetim de sucesso. Além dos três personagens citados, a trama ainda conta com a presença de Dorinha (Samantha Schmutz), Zé Pedro (Helio de la Peña) e os filhos deles: João (Leonardo Lima Carvalho) e Maria (Juliana Louise), além de Lurdinha (Carolyna Aguiar) e Kátia (Aline Borges), periguetes que vivem atrás de Hugo.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Composto por personagens divertidos e ótimos atores, núcleo da fazenda é o melhor de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" tem sido um fenômeno de audiência e Walcyr Carrasco está trazendo de volta para o horário todas as suas fórmulas de sucesso que o consagraram na faixa das seis ---- após quase onze anos 'afastado', enquanto escrevia para a faixa das sete, nove e onze. Uma característica que o autor sempre fez questão de manter em seus folhetins de final de tarde era a presença de uma fazenda, repleta de caipiras. Agora, portanto, não é diferente. E o núcleo da fazenda de Cunegundes (Elizabeth Savalla) é justamente o melhor da atual trama do escritor.


Essa parte da novela funciona quase de maneira independente, uma vez que todos os personagens se complementam e vivem praticamente isolados da cidade grande em uma fazenda caindo aos pedaços. O núcleo é um grande acerto da história e poderia até virar uma série com tranquilidade. A história é baseada no conto "O Comprador de Fazendas", de Monteiro Lobato. Tanto que o enredo que move os personagens é basicamente vender aquele casarão velho, fazendo de tudo para atingir o objetivo. E, no início do folhetim, todos acabaram caindo na lábia de um vigarista, Romeu (Klebber Toledo), que fingiu ser rico e se aproveitou da hospedagem gratuita por um bom tempo.

Mas, aos poucos, o autor foi inserindo novos conflitos e situações, deixando o núcleo ainda melhor. Todos os personagens da fazenda são atrativos e o humor está sempre presente. Os perfis foram inicialmente apresentados ao público através da ligação com o protagonista Candinho (Sérgio Guizé), uma vez que o menino foi criado pela família após ter sido encontrado no rio.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Núcleo da família de Tina é um dos acertos de "Alto Astral"

A atual novela das sete tem conseguido bons números de audiência, comparada aos números obtidos pelas recentes antecessoras. Nesta terça, inclusive, houve algo raro: a trama marcou 25 pontos, apenas um a menos que "Babilônia", produção do horário nobre que vem enfrentando dificuldades no Ibope. Já na quarta as duas empataram. "Alto Astral" tem feito por merecer este retorno, uma vez que seu conjunto é muito harmônico. A trama está toda bem entrelaçada e não tem grandes pretensões. E entre os acertos da história, está o núcleo de Tina (Elizabeth Savalla).


Inicialmente, toda a história da família (cujos integrantes têm nomes de países) era voltada para a comicidade e servia para inserir leveza à trama. Porém, aos poucos, o autor Daniel Ortiz fez questão de expor os dramas daquelas pessoas, engrandecendo os personagens. Foi possível constatar que não seria apenas a comédia o pilar de sustentação do núcleo. Cada um dos filhos tem um conflito individual bem interessante (que vem sendo explorado com competência) e a revelação do segredo de Tina foi o mote para mergulhar a família em uma grave crise.

A matriarca tem uma vida dupla e na verdade é milionária. Porém, seu marido é um perigoso empresário (Pedro - Kadu Moliterno), metido em várias negociatas. Apesar de ser casada com ele há anos, estabeleceu um forte vínculo amoroso com Manoel e manteve a farsa por muito tempo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apesar dos equívocos persistirem, "Além do Horizonte" acerta ao aperfeiçoar seu núcleo principal

Só um milagre salvará "Além do Horizonte" do desastre que se encontra. A novela das sete da Globo está com uma média geral de 18 pontos e será impossível reverter esse grande fracasso. Entretanto, são perceptíveis as alterações feitas na história para conquistar o telespectador. E, apesar dos equívocos continuarem nas tramas paralelas, não há como negar que os esforços funcionaram no núcleo principal.


A história envolvendo a Organização que, em teoria, é responsável pela felicidade buscada pelos que chegam, está interessante e começou a ser bem desenvolvida, sem maiores enrolações. Já está claro que a comunidade é na verdade um esquema para ganhar muito dinheiro, mantendo pessoas presas para usá-las em experiências obscuras.

A presença de Lili (Juliana Paiva) no local comandado por seu pai (LC - Antônio Calloni) e a chegada de outros personagens em Tapiré, cidade próxima ao tal paraíso ---- como Heloísa (Flávia Alessandra) e Thomaz (Alexandre Borges) ---- foram benéficos para o núcleo, que ficou mais movimentado. Outro ponto

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sequestro de Paulinha destaca núcleo central, proporciona ótimas cenas e movimenta "Amor à Vida"

Antes mesmo de "Amor à Vida" estrear, foi noticiado que o autor faria uma espécie de rodízio de núcleos, onde cada uma das respectivas tramas teria destaque e um bom desenvolvimento a cada semana ou mês. Por enquanto essa premissa tem sido mantida. Após vários capítulos tendo todos os holofotes voltados para Félix (Mateus Solano) e César (Antônio Fagundes) ---- quando o vilão tem sua homossexualidade exposta ----, e com uma semana dedicada ao drama de Nicole (Marina Ruy Barbosa), a história envolvendo o casal protagonista voltou a ter o destaque que tinha nas primeiras semanas de novela graças ao sequestro de Paulinha (Klara Castanho).


Félix tramou o rapto da sobrinha para se livrar novamente da garota e convenceu Ninho (Juliano Cazarré) a executar o plano com o pretexto de se aproximar da filha e ainda trazer a Paloma (Paolla Oliveira) para junto dele. Já Alejandra (Maria Maya) topou fazer parte do esquema por dinheiro. Para o telespectador que vê pouco a novela, o sequestro pode ter parecido sem propósito, no entanto, a situação não fica nada forçada ao levar em consideração as 'viagens surreais' do rival de Bruno (Malvino Salvador) e o mau-caratismo de sua comparsa, que nunca foi confiável.

O sequestrou movimentou ainda mais a novela, que conseguiu prender a atenção do telespectador, o que resultou em uma excelente audiência. As sequências envolvendo os personagens dessa trama foram muito bem produzidas, dirigidas e interpretadas. E os atores do núcleo aproveitaram a chance para se sobressair. Ou seja, ficou perceptível o

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Valdirene, Carlito, Márcia e Atílio: o divertido e talentoso quarteto de "Amor à Vida"

Os atores costumam dizer que é muito mais difícil fazer rir do que chorar. Mas a verdade é que a dificuldade está tanto na comicidade quanto no drama. Entretanto, em se tratando de novela das nove, pode-se dizer que a dificuldade em fazer rir é realmente muito maior. Os núcleos cômicos do horário nobre não costumam ter vida fácil, vide os praieiros de "Fina Estampa" e o Cadinho e suas mulheres de "Avenida Brasil", só para citar exemplos relativamente recentes. Em "Salve Jorge", somente Maria Vanúbia e Pescoço deram certo, os demais personagens do núcleo do Complexo do Alemão (incluindo Diva e suas fofocas) que teoricamente eram para divertir não funcionaram e foram rejeitados pelo público. Porém, em "Amor à Vida", contrariando essa 'lógica', o núcleo cômico é justamente um dos pontos altos da trama de Walcyr Carrasco.


Valdirene (Tatá Werneck), Carlito (Anderson Di Rizzi), Márcia (Elizabeth Savalla) e Atílio/Gentil (Luis Melo) formam um impecável quarteto. No início da novela, havia apenas a ótima dupla formada pela ex-chacrete e sua filha; porém, com o tempo, o filho de Denizard (Fúlvio Stefanini) foi se aproximando até ser totalmente 'inserido' na família. E após a primeira perda de memória do amigo de César (Antônio Fagundes), foi a vez de Atílio entrar para a trupe.

Ao longo dos capítulos, os quatro foram ficando cada vez mais entrosados e acabaram formando uma família. Família essa que vive protagonizando brigas impagáveis. A periguete é apaixonada por Carlito, que é apaixonado por ela; mas ambos vivem discutindo porque Márcia não desistiu de fazer a filha se casar com um milionário. Já Atílio recuperou sua memória e agora tem consciência de que se casou com

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Teatro Alheira em Lado a Lado: um núcleo injustiçado pelas críticas

Apesar da baixa audiência, "Lado a Lado" sempre foi uma novela muito elogiada, tanto pelo público quanto pela crítica. A boa atuação do elenco, o capricho do figurino, a produção, trilha sonora, enfim, os elogios costumam ser constantes a todo esse conjunto de acertos. Entretanto, há uma parte da novela que sempre foi alvo de várias críticas: o núcleo do teatro.


Tanto os críticos quanto parte dos telespectadores consideram a trama do teatro Alheira cansativa, chata e com um espaço desnecessário na história. Porém, há muita injustiça nessas avaliações. Abordar o teatro em uma novela é muito raro e os autores foram corajosos quando resolveram inserir esse assunto na trama. Juntar o meio teatral com o meio televisivo é muito válido, principalmente porque ainda há uma rivalidade inútil entre as duas produções. Enquanto o teatro é tratado como cultura para muitos, a telenovela é tratada como inutilidade.

João Ximenes Braga e Cláudia Lage deixaram a cargo desse núcleo a leveza da história. Se por um lado há um clima mais pesado na trama central, há humor de sobra nas confusões vividas por Diva, Quequé, Mário, Neusinha, Frederico e cia. Além dos problemas que envolvem o teatro e da dificuldade em montar

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Surra de Morena em Wanda finalmente deslancha o núcleo central, mas não apaga os conhecidos equívocos de Salve Jorge

Na última terça-feira (4/12), o telespectador pôde ver uma das cenas mais clássicas da teledramaturgia em "Salve Jorge": a mocinha dando uma surra na vilã. Morena, ao chegar à Turquia, percebeu que foi enganada por Wanda e que é vítima de um esquema de tráfico humano. A mocinha se desespera ao constatar que está em um bordel e espanca a vilã. Foi a primeira cena que despertou interesse no público e acabou funcionando como o verdadeiro estopim para que o núcleo de maior utilidade da novela realmente começasse a se desenvolver pra valer.


A sequência --- embora muito mal dirigida, com direito a marcações de cena que ficaram explícitos até para um leigo e erroneamente editada, com cortes totalmente equivocados ---, foi muito bem defendida pelas atrizes. Nanda Costa expressou toda a fúria de Morena enquanto que Totia Meirelles deixou transparecer o desespero da vilã ao ser surpreendida pela sua própria vítima.

Na continuação da cena, Wanda demonstrou o quanto pode ser fria ao apontar uma arma para a mocinha e quase apertar o gatilho, alegando que poderia conseguir outra menina com o mesmo biotipo rapidamente. Aliás, a comparsa de Lívia (Cláudia Raia) é a verdadeira vilã da trama e a atriz está se destacando cada vez mais. Já Nanda também não

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Apesar de ser a história mais atraente de Salve Jorge, tráfico humano não deixa de ser mais um déjà vu de Glória Perez

A novela das nove continua sem empolgar. "Salve Jorge" tem enfrentado uma baixa audiência e a rejeição do público tem sido muito grande. Entretanto, o único núcleo que conseguiu despertar um certo interesse dos telespectadores foi o que envolve o tráfico humano, tema escolhido pela autora para retratar situações reais, que infelizmente acontecem no Brasil e no mundo. O drama de Jéssica (Carolina Dieckmann) acabou causando comoção pelo sofrimento personagem e, a partir de agora, Morena (Nanda Costa) também caiu nas mãos do tráfico e a trama tenderá a crescer. Porém, em meio a tantas repetições presentes na novela, a questão do tráfico não deixa de ser mais um déjà vu.


Para o azar de Glória Perez, o "Vídeo Show" está reprisando no quadro "Novelão da Semana" justamente "América", trama da autora exibida em 2005. Através da reprise, os telespectadores mais desatentos podem acompanhar como são parecidas as histórias de Sol (Deborah Secco) e Morena; além da perceptível semelhança entre a imigração e o tráfico humano. Claro que essas comparações já ocorriam, mas ao cometer, digamos, essa 'gafe', o programa vespertino da Globo acaba expondo as fragilidades criativas da autora.

Sol presenciou a casa dos pais ser demolida e precisou se mexer para conseguir dinheiro. A forma mais rápida foi tentar entrar nos E.U.A. para ganhar em dólar e progredir em um novo país. Mas a protagonista não conseguiu o visto e acabou resolvendo entrar em um esquema ilegal, desembolsando cinco mil reais para dar ao chefe do esquema, Alex, interpretado por Thiago Lacerda. Mas a mocinha não esperava que para entrar ilegalmente precisaria se sujeitar a

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Verônica: uma personagem sarcástica que despertou a simpatia do público em Avenida Brasil

Embora tenha apresentado uma nítida melhora e ter se transformado em um dos núcleos mais engraçados de "Avenida Brasil", a trama do Cadinho (Alexandre Borges) sempre foi muito marcada pela críticas. O telespectador não tinha a mínima paciência em ficar assistindo o mulherengo com suas três mulheres, enquanto Nina e Carminha não apareciam na telinha. Porém, uma personagem sempre teve carinho do público: a debochada Verônica.


Vivida brilhantemente pela Débora Bloch, a perua é o retrato da ironia fina. Todos os preconceitos possíveis e inimagináveis estão presentes no perfil da personagem, e acaba sendo difícil não se divertir quando Verônica começa a destilar seu veneno em cima de todo mundo que vê pela frente. Foram muitas as pérolas já ditas pela ex-ricaça. Dentre alguma temos: "Depois de namorar o jogador de time de segundo turno, você vai na morar com o filho da cabeleireira?" (ao descobrir que sua filha Débora estava se interessando por Iran); "Um pouquinho nervosa, Carlos Eduardo? Um pouquinho nervosa eu fico quando o 'valet' demora pra trazer meu carro no restaurante!" (quando descobriu que foi traída); "Agora vou ter que aguentar pagodão no play?" (quando soube que Monalisa se mudaria para seu condomínio); "Este país está virando um grande camelódromo, um grande churrascão na laje!"; "Quer feijão, Cadinho? Lambe o teto porque a panela de pressão explodiu!" (na atual fase pobre da família); enfim, são inúmeras frases e que só melhoraram após a falência do empresário, ao levar o trio de mulheres para o Divino.

João Emanuel Carneiro, que não é bobo, viu a boa aceitação da mãe de Débora e aumentou a participação da personagem, chegando ao ponto do Cadinho servir de escada para a mulher. Das três 'esposas' do galinha, sem dúvida, há uma protagonista e esta atente pelo nome de Verônica. Assim como quase tudo nesta novela, houve

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Falência de Cadinho melhora um núcleo marcado pelas críticas negativas em Avenida Brasil

Desde que o atual sucesso do horário nobre estreou, um núcleo destoava da qualidade da novela e recebia inúmeras críticas, desde a primeira aparição. Era o núcleo da Zona Sul do Rio de Janeiro, representado por Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres (Alexia - Carolina Ferraz, Noêmia - Camila Morgado e Verônica - Débora Bloch) em "Avenida Brasil". No início, até este que vos escreve  não poupava 'xingamentos' quando algum destes personagens aparecia, interrompendo a trama de Nina X Carminha. Porém, verdade seja dita, há um bom tempo, desde a entrada de Betty Faria vivendo a hilária Pilar, que muitas melhorias foram percebidas na história. E tudo ficou ainda mais interessante após a falência do milionário.


João Emanuel Carneiro obviamente soube da rejeição que o núcleo sofria e tratou de promover mudanças, todas muito bem-vindas. Começou quando resolveu solucionar logo o dilema das traições e escreveu cenas onde as duas mulheres traídas descobriram a existência da terceira e também que uma estava 'casada' com o marido da outra. Posteriormente, Paloma (a ótima Bruna Griphao) soube que era filha biológica de Cadinho e se revoltou. Para melhorar, essa fase de indignação da menina coincidiu com a vinda da Pilar, mãe de Alexia. A entrada de Betty Faria deixou a trama muito mais divertida e agradável de ser acompanhada. Difícil não rir com o jeito 'non sense' da personagem e nem com suas tiradas impagáveis. O autor ainda criou uma situação um tanto que absurda, mas que originou boas cenas: as três peruas toparam dividir o marido em um esquema de rodízio, o transformando em uma espécie de vibrador com pernas.

Porém, o maior acerto até então foi a falência do milionário, que caiu no golpe de seu assistente e fiel escudeiro: Jimmy (Felipe Abib). Desde que o personagem se viu sem dinheiro nenhum que o telespectador tem visto várias sequências divertidas, com frases geniais, principalmente vindas da Verônica. Débora Bloch está maravilhosa no papel e desde o início que

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Amor Eterno Amor: personagens de mais, história de menos

Há mais de um mês no ar, "Amor Eterno Amor" ainda não conseguiu mostrar a que veio. A falta de ritmo é visível e desanimadora. Isso afasta o telespectador, principalmente quando a novela ainda está em sua fase inicial. Essa é a hora de 'conquistar' quem está assistindo e Elizabeth Jhin, a autora, não está sabendo agir. Para piorar, vemos uma quantidade imensa de atores sem a menor função e totalmente desperdiçados.



A trama central é a única que se desenvolve, mesmo que em passos de tartaruga. Com o falecimento de Verbena (Ana Lucia Torre), Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) tomou posse da empresa da família e os conflitos com os vilões já começaram. Sua química com Miriam (Letícia Persilles) é um ponto positivo. O casal funciona. Cássia Kiss Magro (Melissa, uma vilã que ainda está fora do tom, diga-se), Carmo Dalla Vechia (Fernando) e Luis Melo (Dimas) ajudam a movimentar esse núcleo.

Porém, os núcleos restantes estão totalmente avulsos. A ótima