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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Foram muitas grandes cenas ao longo de 2016. Portanto, isso implica em ótimas atuações, sendo mais do que necessário listar as melhores atrizes e atores do ano que está perto do seu fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, minisséries e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes:



1- Patrícia Pillar.
Um nome que engrandece qualquer produção. E não foi diferente em "Ligações Perigosas", primeira grande produção da Globo em 2016. A atriz se destacou na pele da ardilosa Isabel, figura que representava a manipulação e a sedução na minissérie de Manuela Dias. Sua parceria com Selton Mello foi maravilhosa e as cenas da personagem exigiam um toque de sarcasmo que Patrícia soube imprimir com maestria.





2- Selma Egrei.
O grande nome feminino de "Velho Chico". A atriz, veterana no teatro, mas com poucas participações na televisão, ganhou seu melhor papel na carreira na novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi. A amargurada Encarnação participou das suas fases da trama e chegou aos 100 anos, graças ao trabalho primoroso da equipe de caracterização. Selma brilhou em todos os momentos e mostrou o seu imenso talento ao longo dos meses. Foi um prazer vê-la em cena. Ela, por sinal, já ganhou dois prêmios merecidos: "Prêmio Extra" e "APCA".


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Entre honrosos vencedores, "APCA" reconhece o êxito de "Justiça"

Os vencedores da "APCA" (Associação Paulista de Críticos de Artes) foram anunciados na noite da última quarta-feira (30/11), na Sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Como sempre ocorre em todos os anos, foram vários segmentos, incluindo teatro, Literatura, Dança,Artes Visuais, Moda, Rádio, cinema e televisão. Foram sete categorias para eleger os melhores da TV e a justiça mais uma vez prevaleceu, pois os vitoriosos fizeram jus aos troféus através de grandes trabalhos ao longo de 2016, ainda que muitos dos derrotados também merecessem.


"Justiça" ganhou como Melhor Série/Minissérie e a vencedora não poderia ser outra. O enredo ousado de Manuela Dias, que interligava quatro histórias independentes ao longo de quatro capítulos por semana, foi primoroso e arrebatou o público. O sucesso foi merecido e o trabalho do elenco merece inúmeros aplausos, sendo necessário destacar Adriana Esteves, Jesuíta Barbosa, Débora Bloch, Antônio Calloni, Leandra Leal, Marjorie Estiano, Enrique Diaz, Drica Moraes, entre outros. Das concorrentes, só uma também fez jus ao troféu: "Ligações Perigosas", da mesma Manuela Dias, exibida em janeiro. Já "Supermax", "A Garota da Moto" e "Me Chama de Bruna" (da Fox), embora boas, não chegaram a merecer premiações.

Ainda em cima da excelente minissérie vencedora, José Luiz Villamarim ganhou como Melhor Diretor e com total mérito. Seu trabalho em "Justiça" confirmou mais uma vez a sua extrema competência, já vista em obras excepcionais como "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu".

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os vencedores do "Prêmio Extra" de 2016

A edição de 2016 do "Prêmio Extra" aconteceu nesta (29/11), no Vivo Rio. Apresentada por Tatá Werneck e Gabriel Godoy, a premiação teve Glória Pires como a grande homenageada da noite e distribuiu troféus em 13 categorias ---- Melhor Novela, Programa, Atriz, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Revelação Feminina, Revelação Masculina, Série, Apresentador, Tema de Novela, Ator/Atriz Mirim e Programa de Humor ----, onde algumas delas pecaram pela ausência de nomes que brilharam no ano, ao mesmo tempo que fizeram justiça com outros profissionais. Por sinal, quase todos os vencedores foram merecidos.


A categoria Ator/Atriz Mirim teve finalistas justos em sua maioria. Giovanna Rispoli se destacou como a rebelde gótica Jojô em "Totalmente Demais", Larissa Manoela é o maior nome de "Cúmplices de um Resgate", Xande Valois brilhou como Claudinho em "Êta Mundo Bom", Tobias Carrieres emocionou como Jesus em "Justiça" e Gabriel Palhares fez jus ao troféu, pois foi uma grata surpresa de "Liberdade, Liberdade", divertindo na pele do carismático Caju. Já a indicação de João Guilherme, cujo desempenho em "Cúmplices de um Resgate" deixa bem a desejar, deveria ser substituída por JP Rufino em "Êta Mundo Bom" ou Letícia Braga pela Mayara de "Justiça".

No quesito Revelação Feminina, vale destacar a indicação da maravilhosa Lucy Alves, que impressionou pelo seu desempenho em "Velho Chico". Parecia uma veterana vivendo a Luzia e sua vitória foi incontestável. Giullia Buscacio foi outra boa selecionada, uma vez que emocionou vivendo a Olívia na mesma novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Marcada por duas mortes e alguns problemas visíveis, "Velho Chico" foi uma bela e controversa novela

Uma avalanche de imprevistos. Assim pode ser classificada "Velho Chico", novela que marcou o retorno de Benedito Ruy Barbosa ao horário nobre da Globo, após 14 anos escrevendo remakes às 18h. A novela ---- supervisionada pelo autor e escrita pelo neto Bruno Luperi, dirigida por Luiz Fernando Carvalho ---- chegou ao fim nesta sexta (30/09), depois de ter ficado praticamente sete meses no ar. Foram altos e baixos ao longo de sua exibição, tendo ainda duas tragédias durante o percurso: o falecimento do grandioso Umberto Magnani (vítima de um Acidente Vascular Encefálico) e a morte chocante do protagonista Domingos Montagner, afogado no Rio São Francisco, mesclando duramente ficção e realidade.


Primeiramente, o folhetim não estava previsto para o horário das nove e sim para o das seis. Mas, em virtude do imenso fracasso de "Babilônia" e do medo da emissora em apostar na realidade nua e crua ---- após "A Regra do Jogo" ter enfrentado dificuldades iniciais em ser aceita pelo telespectador ----, a obra idealizada por Benedito foi remanejada. O sucesso da reprise de "O Rei do Gado" (um dos maiores acertos do autor) no "Vale a Pena Ver de Novo" também foi primordial para essa mudança brusca comandada por Silvio de Abreu, responsável pela organização de toda a dramaturgia do canal. Com isso, a estreia de "A Lei do Amor" foi adiada e uma trama rural começou a ser exibida com o intuito de reconquistar a audiência.

A história reuniu absolutamente tudo o que Benedito já contou várias vezes em seus folhetins anteriores: o amor proibido dos herdeiros de famílias rivais, um padre apaziguador, um bar onde todos se reúnem, o coronelismo típico das cidades interioranas e o debate sobre terras.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Selma Egrei pôde mostrar a grande atriz que é em "Velho Chico"

O elenco da primeira fase de "Velho Chico" ---- escrita por Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi, dirigida por Luiz Fernando Carvalho ---- foi muito enxuto. Eram poucos os personagens e a história era voltada apenas para o enredo central, que retratava a tradicional guerra de famílias por poder. Rodrigo Santoro foi o grande protagonista e defendeu com maestria o controverso Afrânio. Porém, um outro grande destaque do início do folhetim foi justamente um nome que estava precisando há tempos de um bom papel nas novelas: Selma Egrei. E, para o privilégio do público, a sua personagem foi uma das poucas que permaneceram na segunda fase, através de um minucioso processo de caracterização.


A atriz esbanja talento e é uma das melhores profissionais do meio, embora não tenha tido tantos papéis significativos na televisão --- o que é de se lamentar bastante, inclusive. Ela ganhou de Luiz Fernando Carvalho (que fez questão de escalá-la) uma personagem interessantíssima, representante da maior licença poética do folhetim. Encarnação era uma autoritária e amargurada mulher, que nunca se conformou com a morte de seu primogênito, afogado no Rio São Francisco. Viúva do influente Coronel Jacinto (Tarcísio Meira), a matriarca da poderosa família fez questão de dominar seu outro filho, Afrânio (Rodrigo Santoro), que assumiu a posição do pai na região.

Ela era a figura clássica da Rainha má e louca dos contos de fadas, mas também podia ser uma representação de Lady Macbeth, figura clássica de William Shakespeare. E a licença poética estava justamente no figurino da personagem que não condizia com o ambiente retratado na trama ---- sertão nordestino, na fictícia Grotas de São Francisco ---- e muito menos com a época.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Direção primorosa, linda fotografia e entrega do elenco marcaram a primeira fase de "Velho Chico"

A primeira fase de "Velho Chico" chegou ao fim no último sábado (09/04), com a rápida continuação do casamento de Tereza (Júlia Dalavia) e Carlos Eduardo (Rafael Vitti). Depois do desfecho dessa cena, foi exibido o desespero de Santo (Renato Góes) e um compacto com várias cenas sendo reprisadas. O capítulo, aliás, foi quase um "Vale a Pena Ver de Novo", onde os flashbacks reinaram. Não havia mais o que mostrar e optaram por uma espécie de retrospectiva. Mas, apesar desse encerramento decepcionante, a primeira etapa da novela foi marcada pela direção primorosa, belíssima fotografia e grandes atuações.


Foram 24 capítulos e três passagens de tempo. A primeira fase foi focada principalmente em duas sagas amorosas, que sofreram diferentes tipos de empecilhos. O romance de Afrânio (Rodrigo Santoro) e Iolanda (Carol Castro) foi abruptamente interrompido por causa da morte do pai do rapaz, o poderoso coronel Jacinto (Tarcísio Meira), fazendo o bom vivant voltar para sua terra (Grotas de São Francisco) e assumir o lugar do homem mais temido da região. Já a história de amor de Tereza e Santo (Renato Góes) foi justamente destruída por Afrânio, pai da garota, que era inimigo mortal dos familiares e amigos do mocinho. Conflitos amorosos dentro da mesma família.

O Rio São Francisco, que sempre foi classificado como o grande pano de fundo do enredo (vide o próprio título do folhetim), não teve muita importância. Serviu apenas como cenário para a primeira transa de Santo e Tereza, em um clipe lindíssimo repleto de belas imagens. Ao que tudo indica, na segunda fase o rio terá sua importância aumentada e servirá como base para muitos conflitos.

terça-feira, 15 de março de 2016

"Velho Chico" estreia com boas atuações e forte assinatura de Luiz Fernando Carvalho

O universo urbano e contemporâneo que vem ocupando o horário nobre há anos saiu de cena, após 14 anos. Justamente o mesmo tempo que Benedito Ruy Barbosa estava afastado da faixa mais importante da Globo ---- ele foi o autor da problemática e fracassada "Esperança", folhetim ambientado na década de 30, exibido em 2002. Agora, sendo apenas supervisor e responsável pela criação da nova obra, o escritor retorna apresentando embates entre donos de terras, famílias rivais, moda de viola e romance proibido. Ou seja, tudo o que sempre exibiu em suas novelas essencialmente rurais.


A atual produção é escrita por Edmara Barbosa, sua filha, e Bruno Luperi, seu neto. As três gerações trabalham juntas no projeto e a ideia de mesclar vivências diferentes no comando da história pode ser benéfica para o conjunto. E o diretor Luiz Fernando Carvalho --- antigo parceiro de Benedito (esteve com ele em "Renascer", "O Rei do Gado", "Esperança" e no remake de "Meu Pedacinho de Chão") --- já conseguiu imprimir sua marca logo na estreia. O toque lírico pôde ser observado o tempo todo e a primeira fase, que terá 24 capítulos, será marcada por esse diferencial. Tanto que ficou impossível não lembrar de "Hoje é Dia de Maria", minissérie dirigida por ele, que teve fotografia bem parecida e essência poética semelhante.

Luiz Fernando Carvalho, inclusive, abusou de lindíssimas imagens e priorizou um tom teatral que destacou a competência do elenco. Tudo combinou com o capricho dos cenários e caracterizações propositalmente exageradas. Assim como fez em "Meu Pedacinho de Chão", por exemplo, o diretor resolveu adotar o escapismo da fantasia para permear essa primeira fase.

terça-feira, 8 de março de 2016

"Velho Chico": o que esperar da próxima novela das nove?

Após 14 anos longe da faixa nobre, Benedito Ruy Barbosa voltará ao horário mais importante da Globo. "Velho Chico" estreia no dia 14 de março, substituindo "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro. Porém, o autor será apenas supervisor do folhetim, que está sendo escrito por Edmara Barbosa, sua filha, e Bruno Luperi, seu neto. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a produção terá tudo o que todas as obras de Benedito sempre tiveram: fazendeiros rivais com filhos que se apaixonam, um barzinho onde todos se encontram, e muita moda de viola.


Dividida em duas fases principais, a trama começa no final da década de 60 e chega aos dias atuais. A primeira fase pode ser vista nas lindas chamadas e já é possível perceber que o diretor transformou a história inicial em algo lúdico, como já fez em produções como "Hoje é Dia de Maria" e o remake de "Meu Pedacinho de Chão" (também de Benedito). Fica clara a identidade de Luiz Fernando Carvalho, que se preocupou, como sempre, nos mínimos detalhes de cenários e figurinos, além de uma fotografia de encher os olhos. Há um ar lírico em todo o conjunto.

A trama terá como pano de fundo o Rio São Francisco e a sinopse já tinha sido enviada para a Globo em 2009. A emissora acabou adiando o projeto, que sempre acabava ficando para depois. Inicialmente projetada para ser uma novela das seis, o folhetim, após muitos adiamentos, foi confirmado para o segundo semestre deste ano, substituindo "Êta Mundo Bom!", de Walcyr Carrasco.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Série impecável, "Os Experientes" valorizou os atores veteranos e comprovou que a velhice rende várias histórias primorosas

Foram apenas quatro episódios. "Os Experientes" estreou no dia 10 de abril e teve seu último episódio exibido no dia 1º de maio. A série foi produzida no final de dezembro de 2013 e início de 2014, mas só conseguiu espaço na grade da Globo em 2015. E é de se lamentar não só a demora da emissora para colocar este produto no ar, como também a curta temporada. Afinal, o seriado que colocou os mais velhos como protagonistas apresentou um conjunto de qualidades.


A produção expôs mais uma parceria de sucesso entre a Globo e a O2 Filmes (responsável pela coprodução), repetindo a competência vista em "Felizes para sempre?", minissérie do início do ano, citando apenas um exemplo mais recente. Dirigida por Fernando Meirelles e criada pelo seu filho, Quico Meirelles, a série (roteirizada por Antônio Prata, que escreveu o primeiro, e Márcio Alemão Delgado, escritor dos três restantes) apresentou quatro episódios independentes, colocando em evidência várias formas de lidar com a experiência de vida, e todos foram primorosos.

O primeiro contou com a luxuosa participação de Beatriz Segall vivendo a esperta Yolanda, senhorinha que se viu vítima de um assalto a banco e conseguiu ser mais inteligente que o assaltante e os policiais juntos. A atriz teve uma ótima parceria com João Cortês, ator conhecido pelos comerciais de celular que se mostrou uma grata surpresa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ótimas atuações, texto preciso e trama instigante foram as principais qualidades de "Felizes para sempre?"

As chamadas prometiam uma produção de grande qualidade e os dez capítulos exibidos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro cumpriram a promessa com louvor. Escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, "Felizes para sempre?" chegou ao fim nesta sexta-feira com um excelente e dramático capítulo, fechando o curto ciclo da microssérie, que mesclou política e relacionamentos com competência, em grande estilo.


A obra foi baseada em "Quem ama não mata" (1982), escrita pelo mesmo autor, mas apenas a essência da trama se manteve: os conflitos familiares e um crime passional. A nova história tinha a prostituta Danny Bond (Paolla Oliveira) como responsável pelas principais reviravoltas e todos os conflitos foram alterados. Já a inserção de Brasília como ambiente foi uma grande sacada para abordar as falcatruas de Cláudio (talentoso Enrique Diaz, escolha acertada de protagonista), poderoso dono de empreiteira que se envolvia em esquemas de corrupção.

E alguns personagens foram batizados com os nomes dos atores que participaram da produção da década de 80, em uma bela homenagem feita pelo autor. Os primeiros capítulos foram praticamente voltados para o casal principal, que teve seus problemas agravados depois da entrada da garota de programa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Com grande elenco e texto perspicaz, "Felizes para sempre?" estreia mesclando relacionamentos, sexo e poder

E se a paixão morre? E se a convivência é interrompida? E quando o prazer é poder? E se na família corre veneno? E se a cumplicidade é corrompida? E se o casamento vira uma mentira? Todos estes questionamentos estão presentes em "Felizes para sempre?", produção escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, que estreou nesta segunda-feira (26/01), na Globo. Sexo, corrupção, poder e traição são alguns dos pontos centrais desta microssérie, cuja estreia agradou e muito.


Baseada em "Quem ama não mata" (de 20 capítulos), escrita em 1982 pelo mesmo autor, a trama ---- ambientada em Brasília ---- conta a história de cinco casais interligados, com problemas distintos que abalam suas respectivas vidas, que se envolvem em um crime passional. O enredo é voltado para as rupturas das relações familiares, sexuais e afetivas; onde a dinâmica destes relacionamentos se coloca como estrutura central da série.

Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz interpretam Marília e Cláudio, um casal em crise que resolve chamar uma garota de programa para apimentar a relação. Ela (vivida por Paolla Oliveira) é apelidada de Danny Bond, mas na realidade se chama Denise e tem um relacionamento homossexual com Daniela (Martha Nowill), que não desconfia da vida dupla da namorada ---- estas personagens, inclusive, não existiam da produção de 1982.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Sessão de Terapia" encerra mais uma temporada esbanjando profundidade e qualidade

Novamente dirigida com brilhantismo por Selton Mello, mais uma temporada de "Sessão de Terapia" chegou ao fim no canal a cabo GNT. E a terceira temporada teve um gosto especial por se tratar de um produto 100% nacional, cujos personagens foram desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. Ao contrário da versão original israelense, que durou apenas duas temporadas, a versão brasileira deu tão certo que continuou no ar e continuará por mais tempo, pois uma quarta temporada está prevista para estrear em 2015.


Uma das principais qualidades desta série tão bem realizada é a capacidade de surpreender o telespectador com um novo drama e uma nova história. E todas as novas situações compõem perfeitamente o universo de Theo, um protagonista magnificamente vivido pelo ator Zécarlos Machado. Na terceira temporada, novamente o público foi envolvido com questões profundas e personagens impecavelmente bem escritos, com direito até a algumas reviravoltas surpreendentes.

A paciente de segunda-feira, por exemplo, Bianca, vivida muito bem por Letícia Sabatella, iniciou suas sessões se mostrando uma mulher oprimida pelo marido e que era constantemente espancada por ele. Theo, inclusive, a aconselhou denunciá-lo à polícia. Entretanto, nas últimas semanas da temporada, foi revelado que ela mentia para o terapeuta.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"Sessão de Terapia" estreia terceira temporada com mesma qualidade e fôlego renovado

Com duas temporadas de sucesso, se firmando como a melhor série do Canal GNT e uma das melhores séries nacionais, "Sessão de Terapia" estreou sua terceira temporada no dia 4 de agosto, uma segunda-feira. Adaptada da produção israelense "Be Tipul", esta nova fase da trama seguirá um caminho independente, ao contrário do que ocorreu com as duas anteriores, já que a história original só teve duas temporadas.


Dirigido novamente por Selton Mello, o novo ciclo de episódios é 100% brasileiro, com personagens desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. E de acordo com o que foi visto na primeira semana de exibição, a identidade nacional se faz presente, já que muitos clichês novelísticos passaram a fazer parte da trama. Isso porque há temas clássicos de novelas como alcoolismo, violência contra a mulher, drogas, um homossexual reprimido, enfim. No entanto, a qualidade da produção não é afetada.

A série continua intensa e com histórias bem envolventes, onde os conflitos do protagonista Theo (Zécarlos Machado) seguem sendo o foco principal. Aliás, a segunda temporada, embora tenha sido baseada no formato israelense, foi bastante modificada em virtude do psicólogo, que teve os dramas bem aprofundados, como a morte do pai e o suicídio de um de seus pacientes.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Sessão de Terapia" encerra sua segunda temporada e se firma como melhor série nacional

A segunda temporada de "Sessão de Terapia" chegou ao fim na última sexta-feira (22/11). Adaptação da série "Be Tipul" (de Hagai Levi), a produção dirigida impecavelmente por Selton Mello fez bonito em 2012 mas conseguiu se superar em 2013. E o fruto de mais um ano de sucesso foi a confirmação da terceira temporada em 2014.


Quem acompanhou o início da saga de Theo (Zécarlos Machado) no ano passado, se viu diante de novos dramas na vida do terapeuta e de um processo movido contra ele pelo pai de Breno (Sérgio Guizé), que o acusava de ter sido o responsável pelo suicídio do filho. E foram questões tão densas quanto as da primeira temporada. Entretanto, apesar de ter tido dois episódios a menos por paciente em relação à fase anterior, a trama ficou mais profunda por causa dos dilemas vividos pelo protagonista e da similaridade que seus próprios conflitos tinham com os de alguns pacientes.

Se em 2012, o telespectador acompanhou a dramática separação de Theo e sua atração quase incontrolável por uma paciente, em 2013 foi mostrada a mágoa que ele tinha do seu pai e o quanto que essa relação conturbada influenciou diretamente na sua formação profissional. Aliás, mais uma vez a linda

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Segunda temporada de "Sessão de Terapia" mantém a qualidade da primeira e novamente consegue envolver o telespectador

Após sua muito bem-sucedida estreia no ano de 2012, a segunda temporada de "Sessão de Terapia" estreou, na última segunda-feira (07/10), apoiada no sucesso da primeira. Dirigida por Selton Mello, a série foi o maior acerto do GNT no ano passado e acabou sendo a responsável pelo surgimento de vários outros seriados produzidos pelo canal a cabo, que foram sendo exibidos em sua grade ao longo de 2013 ---- vide "Copa Hotel", "As Canalhas", "3 Teresas", "Surtadas na Yoga" e "Beleza S/A".


Theo (Zécarlos Machado) ganhou novos pacientes e novos conflitos pessoais. Entretanto, algumas situações continuaram presentes. Por exemplo, sua consulta com Dora (Selma Egrei), toda sexta-feira. O personagem voltou a se consultar com a terapeuta após uns meses sem aparecer e a 'desculpa' foi justamente um grande problema que vem enfrentando: o processo que o pai (Antônio - Norival Rizzo) de Breno (Sérgio Guizé), paciente de Theo que se suicidou no final da temporada passada, está movendo contra ele por achar que o filho morreu por culpa da sua negligência no tratamento.

Outra situação que continuou presente na segunda temporada foi a turbulenta relação entre Ana (Mariana Lima) e João (André Frateschi). Porém, agora o casal não é o analisado da vez e sim o filho deles, Daniel, vivido por Derick Lecouflé, uma grata revelação. O garoto de 10 anos é um comedor compulsivo,

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Personagens fascinantes e elenco primoroso transformam Sessão de Terapia em uma série impecável

O canal a cabo GNT arriscou ao investir na criação de uma série brasileira, baseada no seriado israelense Be`tipul. Entre várias versões já feitas,  a americana --- In Treatment --- era a mais conhecida no Brasil. Mas agora, após várias semanas no ar, pode-se dizer tranquilamente que a história nacional chegou para ficar. "Sessão de Terapia" é uma produção de imensa qualidade, a direção de Selton Mello é esplêndida e o texto maravilhoso. Além de todos esses pontos positivos, há um grande acerto na escalação do elenco e na criação dos personagens, que contêm uma complexidade fascinante.


Os atores foram selecionados a dedo e a entrega de cada um é visível. Absolutamente todos estão brilhando e emocionando o telespectador com suas atuações. Os personagens se tornaram críveis e não seria nenhuma surpresa se o público realmente misturasse ficção com realidade, uma vez que o talento desses profissionais e a rica história que envolve a série formaram um 'casamento' perfeito.

Zécarlos Machado está um verdadeiro assombro vivendo o terapeuta Theo e já protagonizou uma quantidade absurda de cenas memoráveis. O ator estava precisando de um papel como esse: um psicólogo que precisa enfrentar problemas familiares e resistir a uma paixão avassaladora que sente por uma paciente, tendo necessidade, inclusive, de