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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

José Luiz Villamarim se firma como um dos melhores diretores da Globo

A minissérie "Justiça" fez um grande sucesso e os acertos foram muitos. Os constantes elogios de público e crítica não aconteceram por acaso. E um dos êxitos dessa primorosa produção foi a direção precisa de José Luiz Villamarim, profissional que tem se destacado cada vez mais por seus cuidadosos trabalhos. Afinal, antes de mergulhar de cabeça na atual produção da Globo, o diretor foi o responsável pela direção de "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014) e "O Rebu" (2014), citando apenas as tramas mais recentes.


As quatro obras primaram pela qualidade e o trabalho de Luiz foi vital para o evidente capricho das mesmas. O diretor consegue extrair o melhor dos atores e seu cuidado com as câmeras fica claro em cada sequência, procurando sempre aproveitar o máximo dos cenários e iluminação de cada ambiente. Em "Justiça", por exemplo, houve um processo bem mais complicado. Afinal, a minissérie de Manuela Dias contava quatro histórias independentes que se cruzavam e o grande trunfo da trama era a diferente angulação de cada cena. O telespectador via a mesma situação sob diferentes óticas, ressaltando a importância da colocação das câmeras e dos enquadramentos.

Em algumas sequências, por exemplo, ficava explícito que precisaram gravar várias vezes para que houvesse uma precisão na filmagem, destacando bem o olhar de cada personagem. Já em outras, havia a clareza da existência de alguns cinegrafistas colocados em pontos estratégicos, deixando o conjunto primoroso.

terça-feira, 22 de março de 2016

O estilo sonhador, poético e nada convencional de Luiz Fernando Carvalho

Dirigir uma novela, série ou minissérie não é tarefa fácil. O diretor ou a diretora precisa transmitir toda a ideia do autor de forma competente, construindo todas as cenas descritas no texto da melhor forma possível. Cada diretor tem um estilo, mas nem todos têm uma marca que se sobressaia em seus trabalhos. Porém, alguns têm uma identidade de fácil identificação, enquanto outros apresentam uma característica que se sobrepõe ao produto. É o caso de Luiz Fernando Carvalho, que está dirigindo a recém-iniciada "Velho Chico", atual novela das nove da Globo.


A primeira fase da trama escrita por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, baseada na obra de Benedito Ruy Barbosa, é ambientada nos anos 60 e o diretor aproveita a ambientação de época para criar um conjunto lúdico, onde o espetáculo visual se torna o grande protagonista. As caracterizações são primorosas e há até uma licença poética na vestimenta da arrogante Encarnação (Selma Egrei), que não tem nada a ver com o período do enredo, mas representa uma espécie de rainha louca dos contos de fadas.

O show de imagens é um presente para os olhos e o diretor conseguiu até deixar uma sequência de incêndio belíssima. O texto da produção é um mero adorno, que nem faria falta se não existisse. As pausas dramáticas (muitas vezes bem longas) se sobressaem, assim como o trabalho corporal dos atores, que estão fazendo parte de um teatro televisionado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sequência de Larissa na Cracolândia evidenciou a direção impecável de Mauro Mendonça Filho em "Verdades Secretas"

"Verdades Secretas" é um conjunto de acertos e vem mostrando isso em cada capítulo. A trama não perde o ritmo, os personagens são repletos de dubiedades, há um clima de tensão constante no ar e o elenco está primoroso. Mas além de todas estas qualidades e do texto ácido de Walcyr Carrasco, a novela tem uma direção impecável de Mauro Mendonça Filho. E a cena da Cracolândia, exibida nesta primeira segunda-feira de agosto (03/08), já entrou para a lista das mais marcantes desta produção, evidenciando justamente a primorosa direção da obra.


A degradação de Larissa (Grazi Massafera em seu melhor momento na carreira) vem sendo mostrada desde o início da história. Modelo decadente, a personagem vinha garantindo seu maior lucro com o Book Rosa da agência de Fanny (Marieta Severo), cujo dinheiro recebido pelos programas era dado quase que integralmente para a mãe (Divanilda - Ana Barroso), que cafetina a própria filha. O que sobrava ela usava para usar cocaína --- obtida através do seu até então 'ficante', Sam (Felipe de Carolis). Porém, o vício foi ficando cada vez mais forte, até que ela trocou de 'namorado' e conheceu Roy (Flávio Tolezani), outro traficante, que lhe 'apresentou' ao crack.

Foi apenas a gota d`água para transbordar o copo cheio que virou a vida de Larissa. A personagem, que já estava completamente desorientada e viciada, afundou ainda mais. E a imagem da modelo enfiada em uma espécie de barraca, armada no meio da Cracolândia, observando aterrorizada todos aqueles seres humanos se comportando feito zumbis, foi tenebrosa.

terça-feira, 23 de junho de 2015

"Sete Vidas" e "Verdades Secretas" comprovam o êxito do entrosamento entre autor e diretor

O entrosamento do autor com o diretor da sua novela é de vital importância para que a mesma funcione a contento. Qualquer tipo de divergência (ou métodos de trabalhos que não se complementam) já provoca um efeito imediato no resultado final, prejudicando o conjunto. Em compensação, quando há uma sintonia perfeita, onde um auxilia o trabalho do outro, a novela dificilmente enfrenta problemas. Pois este é o caso de "Sete Vidas" e "Verdades Secretas", exibidas atualmente na Globo.


As duas novelas evidenciam o êxito de uma boa parceria, onde autor e diretor se conhecem e confiam no trabalho um do outro. Para que isso ocorra, aliás, é (na maioria das vezes) preciso que este 'casamento' se perdure. Ou seja, que a dupla dê prosseguimento a uma parceria bem-sucedida. E foi exatamente o que aconteceu em ambos os casos. Lícia Manzo, Jayme Monjardim, Walcyr Carrasco e Mauro Mendonça Filho são responsáveis por dois folhetins repletos de qualidades e as duplas já fizeram outros trabalhos juntos. 

Lícia e Jayme produziram a impecável "A Vida da Gente" (2011) e a novela das seis entrou para a lista de melhores já exibidas no horário, sendo uma das mais vendidas da Globo. A história protagonizada por Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) emocionou o público e a harmonia entre autora e diretor pôde ser sentida do primeiro ao último capítulo.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Luiz Fernando Carvalho acerta novamente ao inserir a chegada do inverno em "Meu Pedacinho de Chão"

"Meu Pedacinho de Chão" não é uma novela movimentada, pelo contrário, há uma escassez de acontecimentos relevantes. O ritmo é muito devagar e a história contada não apresenta muitas possibilidades de conflitos. Portanto, provocar uma virada em uma trama deste tipo é praticamente impossível. Mas, surpreendendo a todos, Luiz Fernando Carvalho conseguiu dar um novo fôlego à novela com a chegada do inverno.


Em mais uma sequência de encher os olhos, o diretor apresentou para o telespectador uma sucessão de imagens lindíssimas, com a neve começando a cair, cobrindo toda a Vila de Santa Fé, para a surpresa e alegria dos personagens. Os flocos brancos vindos do céu, ao som de uma tocante trilha, eram pura poesia. E o bonito momento serviu para marcar uma espécie de nova fase da trama; só que ao invés de ocorrer alguma reviravolta no roteiro, houve uma drástica mudança em toda a estética da produção.

Toda a cidade cenográfica ficou coberta de neve e gelo (artificiais, obviamente), e todo o colorido forte cedeu espaço para cores mais suaves e gélidas. O mesmo aconteceu com o figurino dos personagens, que passaram a usar roupas ainda mais espalhafatosas e incrementadas, como se todos estivessem no Polo Norte.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Vídeo Show": o programa que perdeu o rumo

O telespectador, assim como qualquer crítico formado, sabe observar quando alguma novela ou programa está totalmente sem rumo. E tudo fica mais fácil quando o produto em questão não tenta nem ao menos disfarçar o quanto que está perdido. Esse é o caso do "Vídeo Show", que completou trinta anos recentemente.


O programa sofreu grandes alterações quando foi assumido por Boninho e foi se adaptando aos poucos até entrar em um período de, digamos, conforto. Porém, nos últimos meses houve uma queda de audiência, o que fez o programa sofrer novas mudanças. A principal delas foi a perda da identidade do "Novelão da Semana". O quadro, que havia sido criado para reprisar novelas muito antigas, acabou virando uma espécie de "Vale a Pena Ver de Novo", ou seja, passou a reprisar tramas recentes e que ainda estão frescas na memória do público.

O cenário foi totalmente reformado e os apresentadores passaram a ter bancadas e vários apetrechos em suas respectivas mesas. Vários convidados também passaram a marcar presença no estúdio para conceder uma pequena entrevista. Esse parecia ser o novo caminho que a atração ia seguir. Entretanto, ocorreu

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Big Brother Brasil 13 estreia com o pé direito e acerta ao apostar na volta de participantes polêmicos

Para a alegria dos fãs e para o ódio dos intelectuais, o reality show mais importante e longevo do país estreou sua décima-terceira edição na última terça-feira (08/01). O "Big Brother Brasil", como acontece em todos os anos, já estava despertando polêmica e repercussão antes mesmo de ter estreado. Especulação a respeito de ex-participantes que voltariam, casa de vidro, divulgação de novos selecionados, enfim, não faltou assunto nas redes sociais desde que as chamadas do programa começaram a ir ao ar. E pelo que foi visto até agora, Boninho resolveu apostar na reunião de tipos polêmicos e com personalidade forte para despertar o interesse do público.


Após uma edição marcada por um suposto estupro, ocasionando uma forte campanha negativa na mídia e consequentemente uma queda do número de anunciantes, o "Big Brother Brasil" voltou prometendo muito para quem é fã do reality. Boninho apostou logo de cara na casa de vidro, dando a opção para o público escolher um homem e uma mulher para entrar na casa. Outra jogada de mestre foi trazer de volta seis ex-BBBs para a décima-terceira edição. Todas essas medidas aumentaram o interesse pela atração e o próprio Pedro Bial --- que continua apresentando com competência e desenvoltura --- não escondia a empolgação pelas 'novidades'.

O diretor optou pelos mais polêmicos, o que já despertou ódio e torcida dos telespectadores e incômodo dos novos BBBs. Ao escolher Bambam, Dhomini, Ana Mara, Fani, Natália e Eliéser, fica claro que a intenção é causar barracos, intensificar a rivalidade e ocasionar fortes discussões entre os grupos. Todos os ex-participantes

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Globo erra ao transformar "Xingu" em microssérie

A Globo transformou "Chico Xavier" e "O Bem Amado", filmes que foram um sucesso de bilheteria, em microsséries de quatro episódios. Os exibiu em 2011 e o público percebeu que foi apenas uma divisão do filme em capítulos. As cenas foram quase as mesmas, com alterações praticamente imperceptíveis. A emissora resolveu fazer a mesma coisa com "Xingu", um longa-metragem que não fez o mesmo sucesso que as duas produções anteriores --- apesar de ter alcançado 500 mil telespectadores, esperava-se muito mais ---, e estreou a série em plena terça-feira natalina, após o especial do Roberto Carlos.


Em 1944, os irmãos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat) Villas Bôas se alistaram na expedição Roncador-Xingu para facilitar o processo de interiorização do Brasil. Embora a intenção inicial fosse viver apenas uma aventura, acabaram se envolvendo em várias experiências marcantes e viraram os maiores defensores dos costumes indígenas do país. A história desses lutadores, e que posteriormente foram os criadores do Parque Nacional do Xingu, foi contada nos cinemas pelo diretor Cao Hamburguer. Agora, ao estrear o formato de microssérie na televisão, contou com a ajuda do experiente Guel Arraes, diretor de núcleo da Globo.

Quem ainda não viu o filme, pôde acompanhar as belas imagens e as grandes atuações do trio protagonista no primeiro capítulo. Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat são ótimos atores e a escalação não poderia ter sido melhor. Porém, é bom o telespectador não esperar

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Com uma justa vitória de Ellen Oléria, The Voice Brasil encerra sua primeira edição e se consagra como o melhor reality musical do país

Nesse domingo (16/12), com uma final muito bem produzida e uma merecida vitória de Ellen Oléria, o "The Voice Brasil" apresentou o último programa do ano, encerrando sua primeira edição. Tendo oito cantores na disputa derradeira, onde apenas quatro foram selecionados pelos respectivos técnicos para disputar a votação popular, a atração fez jus ao sucesso alcançado e os telespectadores puderam prestigiar a finalíssima do reality que virou mania nacional. 


A final pode até ter sido previsível para todos os que não acompanham realities, mas os que acompanham sabem que nem sempre o melhor vence e muitas vezes triunfa quem tem fãs mais empenhados. Portanto, a consagração de Ellen Oléria deve ser comemorada. A cantora de Brasília sempre foi superior aos concorrentes. Sua maestria no palco era vista a cada apresentação, a cada programa, a cada fase. E a vitória de Ellen, com 39% dos votos, ainda merece ser aplaudida, uma vez que se trata de uma quebra de preconceitos, ainda tão presentes em nossa sociedade: venceu uma negra, gorda e lésbica. Venceu a melhor voz do programa! As concorrentes eram de peso e também mereciam. Os índices das demais não foram divulgados, mas, segundo consta na comunidade oficial do programa, Ju Moraes teve 30%; Liah 21% e Maria Christina 10%. Ainda falando das finalistas, fica claro que não é só na teledramaturgia que as mulheres estão se sobressaindo, no meio musical também. Na primeira etapa da final, apenas um homem marcava presença, e na segunda parte foram quatro mulheres as escolhidas para disputar o prêmio. 

Entre tantos cantores profissionais que se apresentaram e abrilhantaram o palco do "The Voice Brasil", pode-se dizer que o reality foi um conjunto de acertos. Comprar um formato que faz sucesso em outros países nem sempre é garantia de retorno. Depende da competência de quem adquire. Vide o fracasso do Ídolos na Record, ao contrário do que acontece com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Domingo Espetacular ultrapassa os limites do constrangimento ao responder aos ataques de diretor do TV Xuxa

A polêmica ocorreu há duas semanas, mas ainda repercute. O diretor do "TV Xuxa", Mario Meirelles, postou em sua conta do Twitter que todos os telespectadores que preferem assistir ao Pica-Pau, na Record, ao invés da atração que dirige na Globo, são retardados e idiotas. Obviamente que a declaração não foi bem aceita e o diretor recebeu uma avalanche de merecidas críticas. No último domingo (2/12), o "Domingo Espetacular" apresentou uma matéria em 'resposta' aos comentários de Mario. A reportagem foi tão constrangedora que o próprio diretor global deve ter dado boas risadas.


O jornalístico da Record sempre funcionou como objeto de ataque e isso não é novidade. O programa já falou mal do ibope, da Globo, da Veja, enfim, foram vários os alvos. Mas dessa vez a situação beirou o ridículo. A reportagem apresentou dados que comprovavam que o desenho ganhou várias vezes do "TV Xuxa" e ainda exibiu entrevista com populares elogiando o Pica-Pau e a qualidade do mesmo. Chegaram até a dizer que o desenho é muito 'saudável'. E, claro, além de enaltecer o conhecido pássaro que marcou a infância de muita gente e ainda agrada a todas as crianças, o "Domingo Espetacular debochou de Mario Meirelles. A futilidade da matéria ficou visível.

Brigas à parte, a verdade é que nesse caso ninguém tem razão. O diretor perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado e agredir quem prefere prestigiar uma atração da concorrente chega a ser patético e infantil. Afinal, todos têm o direito de ver o que bem quiser e o controle-remoto existe para isso. No dia da polêmica, o "TV Xuxa" apresentou uma

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Silvio de Abreu erra ao não inserir novas histórias em Guerra dos Sexos

Com pouco mais de 30 capítulos no ar, o remake escrito por Silvio de Abreu não está agradando. As críticas são constantes e a audiência não tem correspondido --- embora todas as novelas estejam enfrentando dificuldades no ibope. Muitos responsabilizam a temática ultrapassada da trama para justificar a rejeição, mas a verdade é que esse nunca foi o problema.


O eterno embate entre homens e mulheres não ficará cansativo tão cedo, uma vez que ainda está presente em nossa sociedade. Basta perguntar aos homens o que eles acham das mulheres ao volante, ou o que as mulheres acham dos homens tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo. O assunto ainda rende muito. Os erros do remake são outros e passam longe do tema central --- que aliás, é o único que mostra essa guerra entre homens e mulheres, tendo Otávio e Charlô como protagonistas.

Todos os telespectadores que viram a primeira versão de "Guerra dos Sexos" constatam que Silvio de Abreu está praticamente escrevendo os mesmos diálogos e as mesmas cenas, sem mudar nada. São poucas as alterações. E é justamente aí que está o erro. Histórias que fizeram sucesso anos atrás, muitas vezes não apresentam o mesmo fôlego para os dias de hoje e precisam ser

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"Suburbia": poesia e dolorosos toques de realidade em um universo ficcional

Luiz Fernando Carvallho é um diretor talentosíssimo e já dirigiu novelas de sucesso como "Pedra sobre Pedra" (1992) e "O Rei do Gado" (1996), por exemplo. No entanto, há alguns anos, Luiz vem se dedicando exclusivamente às séries e apresentou histórias muito bem-sucedidas, assim como fracassos também. Se em "Os Maias"  (2001) e "Hoje é dia de Maria" (2005) o telespectador pôde acompanhar verdadeiras obras-primas da teledramaturgia; o mesmo não se pode dizer de "A Pedra do Reino" (2007), "Capitu" (2008) e "Afinal, o que querem as mulheres" (2010); produções que não despertaram interesse e exageraram na 'intelectualidade'. Após esse três trabalhos fracassados, não havia muita expectativa na estreia de "Suburbia", a nova série dele, de Paulo Lins e Carla Madeira. Porém, após a exibição do primeiro episódio, as primeiras impressões acabaram sendo as melhores possíveis.


A série conta a vida, nada fácil, de Conceição, uma criança (vivida por Débora Fidélix Nascimento) que mora em uma carvoaria em Minas, local onde sua família acaba tirando o sustento. A trama --- nessa fase ambientada pouco antes dos anos 90 --- não se estende muito no local e logo a menina vai embora em cima de um cavalo branco. Para que pudesse pegar um trem, a menina acaba abandonando o animal. A cena foi muito forte e impressionou ver o cavalo correndo atrás da menina, enquanto ela o afugentava, demonstrando sofrimento. Ao chegar ao Rio de Janeiro, é confundida com uma trombadinha e acaba presa em uma instituição para menores. Lá, é ameaçada pela 'líder', mas não abaixa a cabeça e a enfrenta. Depois ainda consegue fugir; mas é atropelada por uma mulher, que a leva para casa, onde a jovem passa a viver praticamente como empregada --- a velha história do 'você é quase da família'.

Os anos passam e a protagonista cresce (Erika Januza, uma grande revelação, entra em cena), ainda mantendo a mesma função na casa da família que a acolheu. Já estando na década de 90, a série mostra o que parece ser uma leve melhora na vida de Conceição. A agora mulher está mais feliz, mesmo após tanto sofrimento. Porém, apenas parecia. Mesmo depois de

sábado, 6 de outubro de 2012

Sessão de Terapia: um conjunto de acertos

Já há uns anos, que alguns canais a cabo resolveram produzir séries nacionais. HBO, por exemplo, exibiu "Alice" e "Filhos do Carnaval", duas produções que fizeram sucesso. No ano passado, o Multishow produziu a excelente "Oscar Freire 279", que gerou um festival de merecidos elogios para a série e uma segunda temporada está prevista para 2013. Agora, chegou a vez do GNT apresentar uma produção de qualidade: "Sessão de Terapia", versão brasileira de "BeTipul", série criada em 2005 pelo israelense Hagai Levi e que já gerou mais de 30 versões pelo mundo.


A história gira em torno de Theo (Zécarlos Machado), um renomado terapeuta que recebe seus pacientes em um consultório, localizado em Higienópolis, São Paulo, anexado à sua casa. De segunda a quinta, o telespectador acompanha quatro consultas, enquanto que na sexta, é o próprio protagonista que vira paciente e desabafa sobre os problemas que enfrenta com sua mulher (Clarice - Maria Luiza Mendonça). Cada consulta dura meia hora, o tempo exato de cada episódio, que não é interrompido por intervalos comerciais.

Na segunda-feira, Maria Fernanda Cândido interpreta Júlia, uma linda mulher que enfrenta problemas com seu namorado --- que cobra um compromisso mais sério ---, e acaba se apaixonando por seu terapeuta. Na terça, Breno (Sergio Guinzé) é um atirador de elite, arrogante, que matou um bandido, mas ao acertar seu alvo, acabou matando também uma criança que estava escondida em uma escola. Além de

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Máscaras: terminou um dos maiores fracassos da Rede Record

Nesta terça-feira (2/10), foi exibido o último capítulo da problemática novela da Record.  Muito provavelmente a trama que será a última do grande Lauro César Muniz, "Máscaras", saiu de cena sendo um dos maiores fracassos da emissora, tendo derrubado a audiência do horário e obtendo uma média geral de 6 pontos no Ibope.


Assim que estreou, o telespectador pôde notar que a história contada não seria fácil de ser compreendida. Apresentando um primeiro capítulo marcado pela ousadia --- afinal, foi praticamente voltado exclusivamente para uma única personagem, que sofria de bipolaridade ---, "Máscaras" prometia muita inovação, mas não conseguiu o principal: manter o interesse do público. Contar uma história cheia de mistérios é muito atraente, mas demorar para informar a respeito do que está se passando é fatal. Além da lentidão inicial em explicar, pelo menos um pouco, os fatos da novela, foram perceptíveis os erros de direção, exageros dos atores e cenas artificiais.

Lauro César Muniz se decepcionou ao perceber que, além do ibope não ter reagido, o diretor não estava compreendendo o que ele queria passar. Resultado, com a crise instaurada e o desespero pela baixa audiência sentida, saiu Ignácio Coqueiro e entrou Edgar Miranda na direção. Para piorar,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TV Xuxa altera a embalagem sem mudar o recheio

Enfrentando dificuldades de audiência, o "TV Xuxa" começou sofrer interferências da Globo. Em nenhum momento cogitaram que o problema poderia ser a própria apresentadora ou o formato entediante da atração, então, resolveram substituir o diretor do programa: saiu Mariozinho Vaz e entrou Mario Meirelles. O objetivo, claro, era alavancar o ibope.

A principal mudança foi  na aparência. O cenário foi totalmente mudado e a plateia ficou muito mais perto da 'rainha'. A comparação com o "Esquenta!", comandado pela Regina Casé, é inevitável. E a intenção parece que foi essa, uma vez que nem fizeram questão de disfarçar. O nome também foi alterado, mas momentaneamente: "TV Xuxa Férias".