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quinta-feira, 7 de julho de 2016

"A Terra Prometida" faz boa estreia e tem um conjunto melhor que "Os Dez Mandamentos"

Após muitos adiamentos e até uma segunda temporada totalmente errônea de "Os Dez Mandamentos", a Record finalmente estreou "A Terra Prometida". Com o primeiro capítulo exibido nesta terça (05/07), a emissora começou a exibir a sua nova novela bíblica, que nada mais é do que uma continuação da saga dos hebreus, já observada na produção anterior, conduzida por Vivian de Oliveira. Agora escrita por Renato Modesto, mas com a mesma direção de Alexandre Avancini, a trama exibiu um promissor início, apresentando uma maior preocupação na escalação do elenco e estruturação do enredo.


A novela começou bastante movimentada. O público pôde ver Josué (Sidney Sampaio) liderando os hebreus para derrubar a muralha de Jericó, provocando uma grande agitação em meio ao clima de tensão constante. Não parecia uma estreia e, sim, a exibição de cenas de um capítulo bem avançado. Nenhum personagem foi apresentado e foi difícil entender todo o contexto. Até mesmo o início da derrubada da muralha foi mostrado. Porém, cerca de meia hora depois, tudo ficou esclarecido: o folhetim começou no 'futuro', com sequências que só irão ao ar por volta do capítulo 60. O recurso não é novo e é constantemente usado em séries americanas, além de ter sido explorado em várias novelas da Globo. A diferença é que desta vez não se preocuparam em avisar o telespectador antes.

O autor merece elogios por ter apresentado logo no primeiro dia parte do que o público pode esperar dos próximos acontecimentos, causando, assim, uma certa expectativa a respeito de uma cena que tende a ser uma das mais aguardadas da história. Afinal, a derrubada da muralha de Jericó é quase uma "abertura do mar vermelho" da atual trama, sendo o ápice do enredo.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" foi um erro e provou que a Record não sabe lidar com o sucesso

A segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" estreou no início de abril, após um intervalo de quatro meses ---- a 'primeira fase' chegou ao fim em 23 de novembro de 2015. A autora Vivian de Oliveira tinha o desafio de contar a continuação da saga dos hebreus, mas sem o atrativo das dez pragas do Egito e dos embates entre os egípcios e o povo liderado por Moisés (Guilherme Winter). Para culminar, ainda tinha que inserir novos conflitos para os personagens que seguiram na história e interligá-los aos novos perfis que entraram. Não era uma tarefa fácil e a dificuldade pôde ser sentida ao longo dos três meses de exibição.


A Record, ao criar a continuação da trama, prejudicou todo o conjunto da obra. Primeiramente porque retalhou o último capítulo da novela, deixando em aberto todo o aguardado acontecimento envolvendo a entrega da tábua dos dez mandamentos para Moisés e tudo que isso implicaria posteriormente. O mínimo que o público merecia era a conclusão daquele instante tão esperado, o que não aconteceu, decepcionando e muito. O desfecho da 'primeira temporada' foi frustrante e não deixou de ser uma propaganda enganosa, pois só viu o final quem pagou (ou ganhou dos pastores) o ingresso do filme de mesmo título que a emissora lançou em todo país ---- na verdade um compacto dos capítulos do folhetim.

E, além de ter perdido a oportunidade de encerrar o vitorioso ciclo da novela em grande estilo ---- até porque a mesma foi o maior sucesso da história do canal ----, a Record ainda deixou a autora limitada na 'segunda temporada', que não conseguiu fazer milagres no roteiro. Afinal, não tinha muito o que ser contado ao longo dos três meses de exibição.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" é bem menos atrativa que a primeira

Entre março e novembro de 2015, a Record exibiu a sua novela de maior sucesso: "Os Dez Mandamentos". O primeiro folhetim bíblico da emissora superou as expectativas até dos mais otimistas e chegou a vencer a Globo algumas vezes, algo impensável. Claro que o imenso êxito fez o canal esticar a trama. Porém, não foi só isso. Antes da produção de "A Terra Prometida", que inicialmente seria a segunda novela bíblica e seguiria a cronologia da passagem da Bíblia, fizeram uma segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", que estreou na primeira segunda-feira de abril (04/04).


A nova 'temporada' terá cerca de 60 capítulos e a autora Vivian de Oliveira começou apresentando a história do ponto que havia parado no último capítulo, exibido em novembro do ano passado. Aliás, o grande final da novela foi uma decepção, pois não mostraram a conclusão em torno da saga de Moisés (Guilherme Winter) com os tão falados mandamentos de Deus e era o mínimo que se esperava, após tanta espera --- até mesmo para honrar o título do folhetim. Entretanto, problemas à parte, os desdobramentos foram expostos logo na estreia e já haviam sido mostrados no filme lançado pela Record com o intuito de aproveitar ainda mais o sucesso da novela.

O enredo, agora, mostra a união dos hebreus em busca do objetivo de chegar a Canaã. Não há mais o chamariz das pragas e dos efeitos especiais para atrair o público. Será apenas a história mesmo a responsável pelo interesse do telespectador, que já está acompanhando a saga pelo deserto. E os vilões Ramsés (Sérgio Marone) e Nefertari (Camila Rodrigues) também não fazem mais parte da trama, que continua com a maioria do elenco.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

"Os Dez Mandamentos" foi o maior sucesso da teledramaturgia da Record

Nem o mais otimista executivo da Record chegou a cogitar o sucesso que "Os Dez Mandamentos" faria. A primeira novela bíblica da emissora (que estreou no dia 23 de março) foi o seu maior êxito da teledramaturgia e dificilmente o canal conseguirá repetir os números alcançados com esta produção --- médias muitas vezes acima dos 20 pontos, ficando na liderança, vencendo o "Jornal Nacional" e "A Regra do Jogo". Escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, a trama chegou ao fim, após ter ficado quase um ano no ar (praticamente 9 meses).


A novela contou a história de Moisés, desde o seu nascimento até a sua morte, sendo uma adaptação de quatro dos livros que compõem a Bíblia --- "Êxodo", "Levítico", "Números" e "Deuterônomio". A saga do protagonista, incluindo a sua rivalidade com Ramsés e a chegada das pragas ao Egito, culminando na travessia que levou os hebreus até a Terra Prometida, é uma das histórias bíblicas mais conhecidas e atrativas. Tinha tudo para render um bom folhetim e de fato rendeu. A autora foi muito inteligente ao transformar o rico enredo em um produto de 170 capítulos.

O filme "Êxodo - Deuses e Reis", exibido em 2014, também retratou essa saga, mas já foi iniciada com Moisés adulto e integrante da família de Ramsés. Já a novela começou no ano de 1.300 A.C. e com o faraó Seti I (Zécarlos Machado) mandando matar todos os bebês hebreus do sexo masculino, filhos dos escravizados.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Abertura do Mar Vermelho honra a expectativa gerada em "Os Dez Mandamentos"

A cena mais aguardada de "Os Dez Mandamentos" começou a ir ao ar nesta terça-feira (10/11) e teve a sua continuação exibida na quarta. A abertura do Mar Vermelho finalmente foi exibida e toda a superprodução da sequência pôde ser vista através de ótimos efeitos especiais em imagens que arrepiaram. Todo o conjunto fez valer a espera pelo momento mais aclamado da Bíblia e que custou mais de um milhão de reais para a Record.


A saga de Moisés (Guilherme Winter) e dos hebreus foi sendo mostrada, enquanto Ramsés (Sérgio Marone) ---- junto de todo o seu exército ---- ia em direção aos seus 'ex-escravos' com o intuito de matar o rival e trazer todos de volta. Aliás, vale elogiar a boa sacada da autora Vivian de Oliveira ao colocar Nefertari (Camila Rodrigues) como a responsável por mudar a opinião do marido, o instigando a ir atrás do povo hebreu e assassinar o 'inimigo'. A situação destacou a atriz e deu mais importância à personagem.

A sequência em câmera lenta do exército de Ramsés, marchando a toda velocidade em direção ao local onde estavam os hebreus, foi bem realizada e conseguiu imprimir toda a adrenalina necessária para aquela situação.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Chegada das pragas ao Egito movimenta "Os Dez Mandamentos" e mostra a força da trama bíblica

A primeira novela bíblica da Record tem feito um incontestável sucesso. "Os Dez Mandamentos" já é um dos o maiores êxitos da emissora, que não alcançava índices tão altos (nas últimas semanas tem chegado a picos de 20 pontos) desde a trilogia de "Os Mutantes: caminhos do coração." E a trama ganhou um novo fôlego, após mais de 100 capítulos exibidos, com a chegada das pragas ao Egito ---- uma das partes mais conhecidas do Velho Testamento.


Como Ramsés (Sérgio Marone) se nega a aceitar a libertação dos hebreus, Deus começa a mostrar toda sua fúria e utiliza Moisés (Guilherme Winter) como seu porta-voz. Já Arão (Petrônio Gontijo) segue as ordens do irmão e através de seu cajado 'promove' o início das pragas. O início dessa conhecida virada na história conseguiu aumentar ainda mais os índices de audiência da novela e os efeitos especiais fizeram jus ao aguardado momento.

A cena em que Arão toca o rio Nilo com seu cajado, transformando toda a água em sangue, foi merecedora de elogios e a primeira praga conseguiu provocar todo o impacto necessário. A trilha sonora também fez toda a diferença e a sequência foi de encher os olhos.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O êxito de "Os Dez Mandamentos"

Se "Babilônia" tem sido motivo de tristeza para a Globo, pode-se dizer que "Os Dez Mandamentos tem proporcionado muitas alegrias para a Record. A primeira novela bíblica da emissora estreou no dia 23 de março e desde então vem atingindo índices excelentes de audiência, até mesmo acima das expectativas mais otimistas dos responsáveis. O alto custo da trama (cerca de R$ 700 mil por capítulo) tem valido muito a pena, fazendo desta produção um grande êxito do canal.


Escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, o folhetim conta a história de Moisés desde o seu nascimento até a sua morte e é uma adaptação dos quatro livros que compõem a Bíblia. A autora foi inteligente ao escolher retratar a travessia que levou os hebreus do Egito até a Terra prometida em 40 anos. Este enredo é bem rico e a saga longa, o que proporciona um bom material para ser explorado por 150 capítulos.

O périplo de Moisés no Êxodo já está com o protagonista em sua fase adulta e o primeiro capítulo iniciou a história antes mesmo dele nascer (1.300 A.C.), com o faraó Seti I (ZéCarlos Machado) ordenando a matança de todos os bebês hebreus do sexo masculino, filhos dos escravizados, que trabalhavam em condições degradantes na construção de templos e belíssimos monumentos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

"Os Dez Mandamentos" tem um bom início e Record acerta ao investir em sua primeira novela bíblica

Para substituir "Vitória", folhetim de Cristianne Fridmann (com 208 capítulos) que não teve boa audiência e apresentou uma repercussão nula, a Record montou duas estratégias: mudar o horário de exibição da nova trama ---- para fugir da concorrência com a novela das nove da Globo ---- e apostar em uma obra bíblica, temática que a emissora costuma dominar com competência. Assim sendo, estreou nesta segunda (23/03), às 20h30, "Os Dez Mandamentos".


Dirigida por Alexandre Avancini e escrita por Vivian de Oliveira (autora que também foi responsável por "A História de Ester", "Rei Davi", "José do Egito" e foi uma das roteiristas de "Milagres de Jesus"), a novela conta a saga de Moisés, desde o seu nascimento, até a chegada de seu povo à Terra Prometida, passando pela fuga do Egito através do Mar Vermelho e o encontro com o Deus do Monte Sinai. Ou seja, parte da trama será semelhante (guardada as devidas proporções, obviamente) ao filme "Êxodo - Deuses e Reis", exibido recentemente nos cinemas. A equipe, inclusive, orientou o elenco a assistir ao longa.

A Record está apostando alto nesta nova produção. Cada capítulo custará R$ 700 mil e, ao todo, serão 150 capítulos exibidos. O alto investimento pôde ser observado no capricho dos cenários, figurinos e também nas locações escolhidas para algumas externas ----- vide as cenas gravadas no deserto do Atacama, no Chile, para retratar o famoso rio Nilo.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Pecado Mortal": um acerto de Carlos Lombardi e um erro da Record

A trama de Carlos Lombardi, que marcou a estreia do autor na Rede Record, após 31 anos trabalhando na Rede Globo, chegou ao fim nesta sexta-feira (30/05). "Pecado Mortal" saiu de cena depois de permanecer quase 8 meses no ar (o folhetim estreou em setembro de 2013) e, lamentavelmente, apresentou muitos problemas, terminando como um grande fracasso da emissora. Porém, muitos destes contratempos não foram de responsabilidade do autor.


Carlos Lombardi foi desrespeitado inúmeras vezes e precisou lidar com muitos percalços. Um deles foi a desistência de Mel Lisboa, que resolveu sair da novela para se dedicar à sua peça sobre a vida de Rita Lee. O autor foi pego de surpresa e precisou criar um desfecho antecipado para Marcinha, que acabou morrendo atropelada. A saída do diretor-geral Alexandre Avancini, deslocado pela emissora para dirigir uma nova novela bíblica, foi outro problema que acabou prejudicando o andamento da obra.

E para culminar, a Record resolveu mudar a novela de horário de forma súbita. Exibida às 22h30 ---- hora, aliás, que nunca era seguida, uma vez que a emissora sempre esperava o término de "Amor à Vida", na Globo, para colocar a trama no ar, que acabava começando por volta das 23h ----, "Pecado Mortal" foi transferida para às 21h15 quando a líder estreou "Em Família". O intuito, obviamente, era aumentar os índices, que andavam péssimos, mas não funcionou.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"José do Egito": a interminável minissérie que abusou da paciência do telespectador

A Record estreou mais uma de suas minisséries bíblicas no dia 30 de janeiro de 2013. E a produção só chegou ao fim no dia 9 de outubro, ou seja, nada menos do que 8 meses depois da estreia. Uma duração maior do que a de muita novela. Portanto, a emissora pode usar várias denominações para classificar "José do Egito", menos a de minissérie. E esse equívoco, apesar de ter sido o mais grave, foi apenas um dos muitos apresentados nessa produção.


A minissérie, ou melhor, a série, foi produzida na época em que a emissora dos bispos esbanjava dinheiro. Cada capítulo custou em torno de R$ 850 mil, foram construídas duas cidades cenográficas e o total investido beirou os R$ 23 milhões, números que causam um impacto no orçamento de qualquer empresa. Porém, apesar de ter estreado com um bom índice de 12 pontos, aos poucos a trama foi perdendo audiência, chegando a marcar 6 pontos. E essa variável se manteve presente durante toda a exibição: uns capítulos conseguiam números razoáveis e outros números insatisfatórios.

Ou seja, o elevado investimento acabou não valendo a pena. Até porque, a crise enfrentada pela Record pouco tempo depois de produzir a série, afetou diretamente outras produções, como "Dona Xepa", por exemplo, que teve investimentos bem limitados. Portanto, ao invés de haver uma base parecida nos custos

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Record acerta na fotografia de José do Egito, mas repete erros de minisséries bíblicas anteriores

A Record estreou nessa quarta-feira (30/01) mais uma de suas séries bíblicas. Com cada capítulo custando R$ 850 mil em média, com um investimento de R$ 7 milhões em cenografia e R$ 23 milhões investidos no total, "José do Egito" apresentou lindas imagens e um bom figurino, mas deixou a desejar no restante pelo que se pôde ver no primeiro dia de exibição.


Com roteiro de Vivian de Oliveira e direção geral de Alexandre Avancini, a trama conta a história de José, que é vendido como escravo pelos irmãos, após despertar muita inveja de ambos por o ser filho preferido de Jacó (Celso Frateschi). Apesar de ser protagonizada por Ricky Tavares (primeira fase) e Angelo Paes Leme (segunda fase), o primeiro capítulo deixou José em segundo plano e deu mais destaque para Diná  ---- personagem de Marcela Barroso que foi estuprada por Siquem, vivido pessimamente por Paulo Nigro.

O alto investimento da minissérie ficou claro na fotografia e nas locações. Foi um acerto gravar no Chile e no Egito. O elenco se sacrificou muito, mas valeu a pena. E as imagens ficaram lindas, parecendo de cinema. As tomadas aéreas foram o ponto alto da estreia. A produção mostrou preocupação também com