Mostrando postagens com marcador personagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador personagens. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de maio de 2026

Primeiros capítulos de "Quem Ama Cuida" mostram um folhetim clássico, denso e cheio de potencial

 Criada por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com direção artística de Amora Mautner, " Quem Ama Cuida" começa apostando alto no melodrama clássico, mas revestido de uma atmosfera contemporânea e socialmente sensível. Já em sua primeira semana, a novela demonstra segurança narrativa ao construir uma trama central forte sem abrir mão da apresentação gradual dos núcleos paralelos ---- algo cada vez mais raro em folhetins que costumam acelerar demais suas engrenagens logo na estreia.


O início da novela impressiona pela ambientação caótica de uma São Paulo devastada por um temporal. A tragédia climática não funciona apenas como pano de fundo estético, mas como motor dramático que reorganiza completamente a vida da protagonista Adriana, interpretada com intensidade por Letícia Colin. A sequência da enchente é tecnicamente ambiciosa e consegue transmitir urgência e desespero sem soar artificial, mérito da direção de Amora Mautner e do investimento da produção em criar um ambiente visualmente imersivo.

A jornada de Adriana nasce da perda absoluta: desempregada, desabrigada e viúva após o desaparecimento do marido Carlos, vivido por Jesuíta Barbosa, ela imediatamente se estabelece como uma heroína clássica do universo de Walcyr Carrasco ---- alguém destruída pelas circunstâncias, mas movida pela necessidade de sobreviver.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

"Quem Ama Cuida": o que esperar da nova novela das nove?

Quando tudo desmorona, nem tudo se perde. Lições como essa conduzem o público ao longo de ‘Quem Ama Cuida’, nova novela das nove da TV Globo, cuja trama acompanha a transformação de Adriana (Leticia Colin), uma mulher que, diante de perdas irreparáveis, descobre a força de recomeçar, movida por uma profunda sede de justiça. Ambientada em uma São Paulo devastada por uma grande enchente, a novela apresenta uma trama urbana e contemporânea que dialoga diretamente com o melodrama clássico, apostando em grandes emoções, reviravoltas e surpresas. 


O texto, assinado por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com direção artística de Amora Mautner, combina amizade, conflitos familiares, amor impossível, mistério e vingança, a partir das consequências do encontro entre Adriana e Arthur (Antonio Fagundes). Quando um casamento se torna o cenário de um crime que muda o destino de todos, a obra mergulha em uma história de superação, segredos e revelações. 

Um forte temporal transforma São Paulo em cenário de caos e dá início à jornada de Adriana (Leticia Colin), que vê sua vida desmoronar. Enquanto volta para casa após ser demitida da clínica onde trabalhava, uma enchente atinge a periferia da cidade, onde mora com sua família. O marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), o avô Otoniel (Tony Ramos), a mãe, Elisa (Isabela Garcia), e o irmão Mau Mau (João Victor Gonçalves) estão lá, e Adriana só pensa em chegar em casa, mas a água logo invade o local e força a família a fugir em meio à correnteza que se forma e destrói tudo o que eles levaram anos para construir.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Quem Ama Cuida", a nova novela das nove

 A Globo promoveu na segunda-feira, dia 27 de abril, a primeira coletiva virtual de 'Quem Ama Cuida', a nova novela das nove escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, dirigida por Amora Mautner. Participaram a autora, a diretora, a produtora Isabel Ribeiro, o produtor Mauricio Quaresma e os atores Chay Suede, Belize Pombal, José Loreto, Letícia Colin, Flávia Alessandra, Isabel Teixeira, Glicério do Rosário, Mariana Ximenes, Dan Stulbach, Eloise Yamashita, Yohana Eshima, Alexandre Borges, João Victor Gonçalves, Bruno de Mello, Gui Ferraz, Antônio Fagundes e Tony Ramos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Claudia Souto falou do projeto: "Walcyr fez a sinopse e me convidou para estar com ele. Foi uma parceria longa com ele até eu virar autora titular. É uma história intensa e brasileira, é uma novela que fala de justiça e como enfrentar as injustiças da vida. Essas novelas de vingança que o Walcyr gosta tanto de fazer, e eu de assistir, fazem parte da vida do brasileiro. A gente tá com um novelão na mão, é uma novela sobre família, tem uma família que não se ajusta com seus valores, que é a do Brandão, é uma novela cheia de união que é a da Adriana. E várias configurações do que é uma família hoje. Quero dar parabéns ao elenco, a gente está encantado, a Amora está fazendo um trabalho excepcional, a chamada já mostra que ela vem com o pé na porta com a enchente que desencadeia toda a história. O que está me encantando até agora é a coisa do humano. O ator está no centro da tela e isso é precioso, a gente tem um grande trabalho juntos. Fiz com Walcyr 'Sete Pecados', 'Caras e Bocas' e Morde & Assopra'. Agora a gente cria junto. Quando eu entrei a gente voltou pro capítulo um e a gente tem encontros de criação semanal, a gente bola como vai ser o bloco, e depois vai desenvolvendo. A gente conta com colaboradores, como o Wendel Bendelack, a Julia Lacks, Marta Mendonça e Bruno Segadille. É uma equipe muito ajustada e isso faz a novela ser tão grandiosa, ela passa por vários olhares antes de ir para os atores. Quando o Walcyr me disse que a Letícia faria a Adriana só me lembrei da encantadora Leopoldina que ela fez em 'Novo Mundo'."

Letícia Colin comentou: "As mocinhas podem ser inesquecíveis e encantadoras. Os valores da Adriana são belos e me identifico com os valores da família dela, querer sempre estar junto das gerações diferentes, o respeito que tem pelo avô, o irmão, a mãe que está o tempo inteiro a serviço dessa família, mergulhar no amor me interessa profundamente.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

“Três Graças” resgatou o novelão clássico e devolveu esperança ao horário nobre da Globo

 Após o problemático e catastrófico remake de "Vale Tudo", é possível afirmar que "Três Graças" foi um verdadeiro sopro de esperança no horário nobre da Globo. A novela, que chegou ao fim nesta sexta-feira (15/05), marcou o retorno de Aguinaldo Silva à emissora após seu desligamento motivado pelo fracasso e pelas inúmeras polêmicas que cercaram "O Sétimo Guardião", sua última obra até então. Naquela produção, tudo deu errado: do enredo aos bastidores, passando pelo elenco e pelas decisões criativas. Ironicamente, Aguinaldo foi recontratado justamente no período em que a Globo produzia o remake de "Vale Tudo", novela da qual foi um dos autores originais ao lado de Gilberto Braga e Leonor Bassères. O único autor vivo do fenômeno viu sua obra ser mutilada por Manuela Dias e, conhecido por sua língua ferina, preferiu não comentar diretamente o resultado. Resolveu responder da melhor maneira possível: escrevendo novela.


E a resposta veio forte. Aguinaldo declarou que queria descobrir se ainda sabia fazer novelas. Descobriu --- e provou --- que sabe muito. Ao lado de Virgilio Silva e Zé Dassilva, entregou uma obra que abraçou sem vergonha o folhetim clássico, entendendo perfeitamente aquilo que parte da dramaturgia atual parece ter desaprendido: novela precisa de construção, catarse e emoção. Não basta parecer uma série de streaming de quinze capítulos esticada até não poder mais. Em "Três Graças", os conflitos tiveram tempo para amadurecer, as viradas foram preparadas e os dramas nunca surgiam de maneira gratuita. Tudo era cuidadosamente trabalhado para atingir o telespectador no momento certo.

A trama centrada em Gerluce (Sophie Charlotte), Lígia (Dira Paes) e Joélly (Alana Cabral) foi um dos grandes acertos da novela. Três mulheres de gerações diferentes marcadas pela maternidade precoce e pelo abandono masculino serviram como retrato de milhares de brasileiras.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Tudo sobre a festa de lançamento de "Quem Ama Cuida"

 Com a vista do skyline de São Paulo como pano de fundo, a TV Globo realizou, na noite desta quinta-feira, dia 14, a festa de lançamento de ‘Quem Ama Cuida’, nova novela das nove, que estreia no dia 18. Na cidade que ambienta a trama, o evento reuniu elenco, autores, direção, equipe e mais de 400 convidados entre imprensa, mercado e formadores de opinião no Jockey Club de São Paulo – espaço histórico da cidade.


Em clima de emoção e celebração, os principais nomes por trás de 'Quem Ama Cuida' destacaram a força da história e a grandiosidade da festa, que traduziu em cada detalhe o universo da nova novela das nove.

Presente no evento, o autor Walcyr Carrasco celebrou a noite festiva e a estreia da obra: “Estou muito emocionado. É maravilhoso fazer uma novela e ver algo ganhar vida. 'Quem Ama Cuida' traz uma mensagem muito forte sobre cuidado, acolhimento e, principalmente, esperança.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

“Terra Nostra”: um épico da imigração italiana que conquistou o público

 Exibida entre 20 de setembro de 1999 e 2 de junho de 2000, Terra Nostra foi mais um fenômeno de audiência de Benedito Ruy Barbosa, que já havia conquistado enorme sucesso com "O Rei do Gado". A novela — reprisada no “Vale a Pena Ver de Novo” em 2004 e também no Canal Viva em 2019 — foi dirigida por Jayme Monjardim e teve como foco central o romance entre Matteo e Giuliana, ambientado no contexto da imigração italiana no Brasil.


Situada entre o final do século XIX e o início do século XX, a trama se desenvolve majoritariamente nas fazendas de café do interior de São Paulo, destino de muitos italianos que buscavam melhores condições de vida. A história ressalta a importância da imigração na formação da sociedade brasileira, acompanhando o casal vivido por Ana Paula Arósio e Thiago Lacerda, que enfrenta inúmeros obstáculos para ficar junto.

A narrativa começa em 1894, com o navio Andrea I partindo de Gênova rumo ao Brasil, trazendo camponeses que fugiam da crise econômica na Itália. A bordo estão Giuliana com seus pais (Júlio e Ana — Gianfrancesco Guarnieri e Bete Mendes), além de Matteo, que viaja sozinho em busca de uma nova vida. O romance entre os protagonistas surge rapidamente, mas é interrompido por uma epidemia de peste no navio, que mata os pais da jovem e quase leva Matteo à morte.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Tudo sobre a coletiva de relançamento de "Guerreiros do Sol" na Globo

 Para marcar a chegada de ‘Guerreiros do Sol’ à TV Globo, elenco, autores, direção e convidados se reencontraram em um evento nos Estúdios Globo, na manhã dessa segunda-feira (13). Eu estive entre os convidados da coletiva, que reuniu elenco e equipe em um clima evidente de felicidade pelo triunfo de um trabalho irretocável. 


Os autores George Moura e Sergio Goldenberg, o diretor artístico Rogério Gomes, o diretor Thomaz Cividanes, a produtora Juliana Castro dividiram o palco com Isadora Cruz, Thomás Aquino, Alinne Moraes, Larissa Bocchino, Ítalo Martins, Vitor Sampaio e Rafa Sieg e dividiram lembranças, curiosidades e bastidores de gravação com o público, uma plateia formada por jornalistas e criadores de conteúdo. A novela estreia no dia 22 de abril, e será exibida, segunda a sexta-feira, após ‘Três Graças’, reafirmando a estratégia multiplataforma da Globo e a força de sua dramaturgia.

Terceira novela original do Globoplay, ‘Guerreiros do Sol’ conquistou público e crítica desde seu lançamento no streaming — onde contou com 45 capítulos — e chega agora à TV Globo carregando um histórico de reconhecimento.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

"Rainha da Sucata" sempre será um clássico da teledramaturgia

 Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994, no Canal Viva em 2013 e novamente nas tardes da Globo desde 3 de novembro de 2025, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

terça-feira, 31 de março de 2026

Tudo sobre a coletiva online de "Juntas e Separadas", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu no dia 11 de março a coletiva online de 'Juntas e Separadas', nova série da plataforma de streaming. Participaram a autora Thalita Rebouças, a diretora Mini Kerti e o elenco, que contou com Sheron Menezzes, Debora Lamm, Natália Lage, Luciana Paes, Matheus Costa, Claudia di Moura, Louise Cardoso, Bruno Garcia, Tomtom, Bruno Mazzeo, Thelmo Fernandes, Fábio Ventura e Mateus Solano. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Thalita Rebouças comentou como criou a trama: "A ideia da série surgiu quando me separei do primeiro marido e tive uma roda de apoio muito grande das minhas amizades. Não podia estar mais realizada. O elenco todo é incrível. É um abraço em todas as mulheres. Não tem diferença na hora de escrever. A diferença é que na série falo palavrão ao contrário dos meus livros e films, mas nunca pensei 'agora vou escrever para criança e agora para adulto'". Mini Kerti acrescentou: "Aos poucos fomos construindo esse elenco estelar maravilhoso". 

Sheron Menezes falou sobre a sua experiência em relação ao enredo de sua personagem: "Minhas amigas são minha base e são amigas de muitos anos. Ter amigas pra mim é indispensável.

sexta-feira, 27 de março de 2026

"A Nobreza do Amor": o que esperar da nova novela das seis?

 Uma superprodução que conecta um reino africano a uma pacata cidade do interior do Nordeste do Brasil e propõe uma união intercontinental através do amor, do desejo de justiça e do encontro com a ancestralidade. Em ‘A Nobreza do Amor’, uma fábula afro-brasileira dos anos de 1920 que chegou ao horário das seis da TV Globo no dia 16 de março, a distância de um oceano não é empecilho para um encontro de almas: Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto), uma princesa da África e um trabalhador do Brasil, protagonistas dessa história que reúne aventura, romance, humor e grandes emoções.


Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a novela se passa em dois universos fictícios, distantes geograficamente, mas com fortes entrelaçamentos que ajudam a revelar a face de um país que tem na África a fonte de uma das suas mais nobres raízes ancestrais. De um lado do oceano, Batanga, ex-colônia portuguesa, reino da costa ocidental da África, marcada por uma disputa de poder central na trama. Do outro, Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte, cidade onde litoral e sertão se cruzam, produzindo paisagens singulares de um microcosmo de Brasil, em seus conflitos e diversidade.

 

Um golpe de estado em Batanga dá início a essa trama envolvente, que reúne grande elenco e conta com cenas de tirar o fôlego. O ambicioso Jendal, vilão interpretado por Lázaro Ramos, é o responsável por trair e derrubar o rei Cayman II (Welket Bungué), usurpando seu trono,

segunda-feira, 23 de março de 2026

Juca de Oliveira: o rigor e a grandeza de quem fez da arte um compromisso eterno

 A morte de Juca de Oliveira, aos 91 anos, neste sábado (21/03), encerra uma das trajetórias mais sólidas e elegantes da dramaturgia brasileira. Dono de uma presença cênica rara, ele construiu uma carreira marcada pela inteligência interpretativa, pela dicção impecável e por uma capacidade singular de transitar entre o teatro, a televisão e o cinema sem jamais perder densidade artística.


No palco, onde muitos o consideram insubstituível, Juca consolidou-se como um ator de rigor técnico e apuro intelectual. Sua formação teatral foi determinante para o tipo de intérprete que viria a ser: alguém que compreendia profundamente o texto, que valorizava o subtexto e que nunca se rendia a soluções fáceis. Essa base sólida o acompanhou também em seus trabalhos na televisão, onde alcançou enorme popularidade sem abrir mão da qualidade.

Entre seus papéis mais marcantes está o inesquecível João Gibão, de "Saramandaia" (1976), personagem que sintetizou bem sua habilidade de equilibrar o fantástico e o humano.

sexta-feira, 13 de março de 2026

"Êta Mundo Melhor!" provou que "Êta Mundo Bom!" não precisava de continuação

 A continuação de "Êta Mundo Melhor!, que chegou ao fim nesta sexta-feira (13/03), após 220 capítulos, acabou provocando um efeito inesperado: ao tentar prolongar o universo de "Êta Mundo Bom!", a nova novela terminou evidenciando que a história original já estava completa. A obra criada por Walcyr Carrasco tinha um arco narrativo fechado e um desfecho satisfatório. Ao retomar esse universo, primeiro com textos do próprio autor e depois sob o comando de Mauro Wilson, a trama acabou revelando o risco de revisitar uma história cujo conflito principal já havia sido resolvido.


Desde os primeiros meses, a novela apresentou uma estrutura narrativa que parecia andar em círculos. A sensação recorrente era a de que o telespectador podia ficar semanas ou até meses sem assistir e, ao voltar, perceber que quase nada havia avançado. Isso aconteceu porque várias tramas foram reiniciadas ou reconfiguradas de maneira muito semelhante às histórias da obra anterior, criando uma estranha sensação de repetição constante, como se a continuação estivesse refazendo caminhos já percorridos.

A saga de Estela (Larissa Manoela) é um exemplo evidente disso. A personagem teve uma trajetória muito semelhante à de Maria (Bianca Bin) na novela original, inclusive no romance inicial com Celso (Rainer Cadete).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

"Coração Acelerado" tem início acelerado demais

 O início de "Coração Acelerado", nova novela das sete da Globo, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, chama atenção menos pelo impacto emocional que promete e mais pela pressa com que tenta chegar a ele. Em seus primeiros capítulos, a trama parece correr contra o relógio, atropelando acontecimentos que, em outra circunstância, pediriam tempo para amadurecer e envolver o público.


Há uma clara sensação de excesso: conflitos surgem e se resolvem rapidamente, personagens são apresentados sem o devido respiro, e pequenas viradas acontecem antes mesmo de o telespectador conseguir compreender plenamente as motivações em jogo. O resultado é uma narrativa fragmentada, que dá a impressão de ainda estar se procurando, sem uma estrutura sólida que organize os eventos de forma orgânica.

O romance dos mocinhos, Agrado (Isadora Cruz) e João Raul (Filipe Bragança), elemento central de qualquer novela, sofre especialmente com essa aceleração. A relação é empurrada goela abaixo do público, sem a construção emocional necessária para gerar identificação ou torcida.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Coração Acelerado", a nova novela das sete

 A Globo promoveu, no dia 11 de dezembro do ano passado, a segunda coletiva virtual de 'Coração Acelerado', a nova novela das sete, escrita por Maria Helena Nascimento e Izabel de Oliveira, dirigida por Carlos Araújo. Participaram as autoras, a cantora Paula Fernandes e os atores Filipe Bragança, Gabz, Claudio Mendes, Elisa Lucinda, Evaldo Macarrão, Lucas Wickhaus, Antônio Calloni, Daniel de Oliveira, Isadora Cruz, Letícia Spiller, Thomás Aquino, David Junior, Yrla Braga, Ricardo Pereira, Renata Caetano e Alexandre David. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Maria Helena Nascimento resumiu como foi a criação da cidade fictícia da novela: "Bom Retorno foi uma criação engraçada. A nossa viagem pra Goiânia nos deixou ligada em cidades grandes, como Anápolis e Caldas Novas, e Bom Retorno é uma mistura das grandes com as pequenas". 

Izabel de Oliveira complementou: "Na cidade fictícia, vai ter as duas coisas: a cidade grande que vai representar o Grupo Amaral, mas também vai ter o rio, a ponte, enfim... Uma coisa legal que teve em 'Cheias de Charme' e que quero resgatar agora são os vilões engraçados.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

"Coração Acelerado": o que esperar da nova novela das sete?

 Toda música sertaneja parece roteiro de novela. Há sempre um romance complicado, uma dose de sofrência, uma pitada de humor e, claro, muita emoção. É a partir dessa premissa que nasce a nova novela das sete da TV Globo, ‘Coração Acelerado’. Criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, a obra é uma comédia romântica musical, e estreou dia 12 de janeiro com uma proposta ousada: transformar o universo sertanejo em palco para uma história de amor, identidade e potência feminina.


A obra aborda a força das mulheres no universo da música sertaneja a partir da vida de Agrado Garcia (Isadora Cruz/Rafa Justus), uma cantora e compositora talentosa que batalha para conquistar uma carreira de sucesso. Criada na caravana de sua madrinha, onde a mãe se apresentava com outros cantores pelo interior do Brasil, a jovem cresceu embalada pelas canções de Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Simone e Simaria e outras cantoras que explodiram nas paradas musicais, despontando em um universo até então dominado por homens.

Quando criança, no concurso de uma rádio do interior de Goiás, Agrado conhece João Raul (Filipe Bragança/ Rafael Rara), um menino que, assim como ela, sonha em ser cantor. Os dois decidem apresentar juntos uma composição de Agrado, mas imprevistos os separam e provocam um desencontro que faz com que fiquem anos sem se ver.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Dona de Mim" foi uma novela de 'quases'

 Após 218 capítulos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (09/01), "Dona de Mim", a novela das sete mais longa depois de "Caras e Bocas", trabalho bem-sucedido de Walcyr Carrasco, exibido em 2009. Escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman, a trama fechou seu ciclo como um sucesso. Elevou em três pontos a média do folhetim anterior. A autora segue como a rainha do horário. No entanto, a produção teve uma repercussão bem abaixo dos seus fenômenos anteriores, vide "Totalmente Demais" e "Bom Sucesso" (ambas escritas com Paulo Halm), além de "Vai na Fé". E foram muitas as críticas sobre o desenvolvimento da obra.


A premissa de "Dona de Mim" era excelente. Uma mulher que perdeu sua bebê com seis meses e foi parar como babá de uma menina que tinha o mesmo nome que ela daria para a filha. E o início da história arrebatou o público. Tudo agradou, até os núcleos paralelos, e o folhetim se mostrou promissor. A construção do vínculo entre Leona (Clara Moneke) e Sofia (Elis Cabral) esbanjou delicadeza, assim com todos os laços criado aos poucos da protagonista com a família Boaz.

No entanto, ao longo das semanas, havia aquela sensação de que faltava um algo a mais. Não tinha um arco narrativo mais sólido para Leona e a impressão era de que a obra ainda estava no preâmbulo. Havia uma dúvida sobre a hora em que a história se iniciaria de fato. E foi a partir daí que os 'quases' se estabeleceram na narrativa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Coração Acelerado", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu, em 9 de dezembro do ano passado, a primeira coletiva virtual de "Coração Acelerado", a próxima novela das sete, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento. Participaram as autoras e os atores Gabriel Godoy, Ramille, Luiz Henrique Nogueira, Leandra Leal, Isabelle Drummond, Nina Baiocchi, Guito, Marcos Caruso, Nathalia Cruz, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Izabel de Oliveira falou da ideia da trama: "A ideia de fazer uma novela sertaneja começou em 2019, quando o feminejo tava bombando E já nessa época tinha mudado a comunicação com o público.. As festas de rodeio ganharam importância E quando entregamos a proposta da Globo isso tudo tinha aumentando ainda mais. E nosso trio amoroso da Naiane, João Raul e Agrado é invadido pelas narrativas fakes, algo muito atual também. A gente viu muitas histórias semelhantes e fomos botando na trama. O empoderamento feminino é o tema mais forte. Eu e Maria Helena conhecemos em Goiás muitas mulheres trabalhadoras, não necessariamente no mundo da música". 

Maria Helena Nascimento complementou: "As pessoas que conhecemos cuidavam da família e todas focadas no trabalho, muito batalhadoras. A gente aborda um pouco a vida real em contraste com a vida midiática. As pessoas têm um embate entre a verdade e a mentira das redes. Os artistas da novela se cansam da superexposição e da força que as mentiras ganham". 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

"Rensga Hits" fechou seu ciclo na hora certa

  Oito meses após o rompimento entre as duas irmãs, a terceira temporada de "Rensga Hits" mostrou Raíssa (Alice Wegmann) como uma estrela consagrada e integrando o line-up do Festival de Barretos, a consagração máxima para uma cantora sertaneja. Já Gláucia (Lorena Comparato) enfrentou uma fase de desilusão com o amor, a família e a música. Tudo se transformou ainda mais com a morte de Guarariba (Ernani Moraes), pai das jovens, que, em seu testamento, declarou Gláucia como sua única herdeira. A nova leva de episódios estreou no dia 23 de outubro no Globoplay e está em plena reta final na exibição na Globo.


Ao se sentir deixada de lado pela decisão do pai, Raíssa decidiu abraçar o sucesso com tudo e se tornou cada vez mais exigente e estressada, afastando-se da própria família e dos amigos. A tensão aumentou com o retorno de Cauã (Leo Bittencourt) dos Estados Unidos, que apareceu em Goiânia em meio a uma guerra midiática entre a cantora e Enzzo Gabriel (Maurício Destri). Ao mesmo tempo em que saboreou a fama e enfrentou os desafios que mexiam com seu coração, Raíssa também precisou lidar com a ascensão artística de sua rival Luane (Júlia Gomes), que conquistou o público com seu novo hit, “Fogueteira”. Gláucia, por sua vez, foi do céu ao inferno quando descobriu o rombo financeiro deixado por Guarariba na Joia Maravilha. Obrigada a administrar as carreiras de Enzzo e Luane, ela contratou Isaías (Mouhamed Harfouch) como compositor da casa, e os dois lutaram para resistir à química inegável entre eles.

Em paralelo, as duas casas de composição musical viveram um verdadeiro caos desde que Marlene (Deborah Secco) e Helena (Fabiana Karla) decidiram deixar tudo pra trás e sumiram de Goiânia.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

"Tudo por Uma Segunda Chance": o que esperar da 1ª novela vertical da Globo?

 Lucas Trajano (Daniel Rangel) tem tudo: juventude, fortuna e um amor verdadeiro. Prestes a se casar com Paula Magalhães (Debora Ozório), sua primeira e única namorada, o empresário vive um conto de fadas contemporâneo de colocar inveja em muita gente. E que desperta o lado mais cruel de Soraia (Jade Picon), amiga de infância do casal e vilã implacável. Ela nutre uma paixão secreta por Lucas e sua fortuna, e é capaz de tudo para acabar com a união dos dois e conquistar o que deseja. Esse é o ponto de partida da trama de ‘Tudo por Uma Segunda Chance’, primeira novela vertical da TV Globo, que estreou nesta terça (25/11) em todas as redes sociais da emissora. 


Com episódios curtos, a obra é desenvolvida sob medida para acompanhar pelo celular. Produzido pelos Estúdios Globo, com roteiro de Rodrigo Lassance e direção artística de Adriano Melo, o microdrama tem 50 capítulos, cada um com cerca de 2 a 3 minutos de duração. A cada semana, sempre às terças-feiras, 10 capítulos serão disponibilizados em todas as redes sociais da Globo. 

 

O lançamento dos capítulos da novelinha foi em sinergia com ‘Dona de Mim’. O microdrama fez parte da rotina dos personagens da novela das sete: Kami (Giovanna Lancellotti) estava assistindo ao capítulo e comentou com Ryan (L7nnon) sobre conteúdo, formato e onde assistir.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Elenco e caracterização são os pontos fortes de "Tremembé"

 A Prime Video lançou "Tremembé" no dia 31 de outubro e desde então a série vem dominando os assuntos com uma repercussão impressionante. É a produção nacional de maior sucesso da plataforma de streaming até hoje. Dirigida por Vera Egito, que também assina o roteiro com Ulisses Campbell, Juliana Rosenthal, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio, a trama é baseada no livro homônimo de Ulisses, que também foi o responsável pelos livros biográficos sobre Suzane Von Richthofen e Elize Matsunaga, outras obras que serviram de base para a história. 


Embora se enquadre no gênero 'true crime', a produção transforma o ambiente prisional em um palco e os responsáveis pelos crimes bárbaros que mobilizaram o país em estrelas. A trama é ambientada no interior da penitenciária Doutor Augusto César Salgado, apelidada de Tremembé II, localizada no interior de São Paulo, onde detentas e detentos de alta notoriedade convivem em um microcosmo de tensão, disputa de poder e reconstrução forçada de identidades. 

A narrativa começa com a transferência de Suzane von Richthofen (Marina Ruy Barbosa) para Tremembé, após uma rebelião e uma armação da própria criminosa para mudar de presídio. A sua presença no novo local serve como recurso dramático para apresentar os demais personagens e seus respectivos crimes.