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quinta-feira, 2 de abril de 2026

"Rainha da Sucata" sempre será um clássico da teledramaturgia

 Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994, no Canal Viva em 2013 e novamente nas tardes da Globo desde 3 de novembro de 2025, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

terça-feira, 24 de março de 2026

Laurinha Figueroa foi uma das vilãs mais emblemáticas da teledramaturgia

 A reprise de "Rainha da Sucata" no Vale a Pena Ver de Novo, em plena reta final, oferece uma oportunidade de revisitar uma das vilãs mais icônicas da teledramaturgia brasileira, Laurinha Figueroa, e reconhecer a magnitude da interpretação de Gloria Menezes. Laurinha não é apenas má; ela é essencialmente cruel, preconceituosa, racista e elitista, encarnando os vícios e contradições de uma elite marcada pelo poder e pela hipocrisia. A personagem se despediu da trama no capítulo emblemático reexibido nesta terça-feira (24/03).


O único traço de humanidade de Laurinha reside no amor pelo enteado Edu (Tony Ramos), sentimento que rapidamente se transforma em obsessão e catalisa muitas das ações mais perversas de Laurinha, revelando uma complexidade emocional rara para uma vilã da época. O autor Silvio de Abreu fez uma construção hábil.

Mesmo inserida em um enredo maniqueísta, Laurinha apresenta sutilezas que a engrandecem. Cada gesto calculado, cada olhar desconfiado, cada pausa estratégica expõe camadas de vulnerabilidade, frustração e desejo de controle.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.