Mostrando postagens com marcador cena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cena. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gerluce e Paulinho têm uma construção primorosa em "Três Graças"

 A trajetória de Gerluce (Sophie Charlotte) e Paulinho (Romulo Estrela) em "Três Graças" é um raro exemplo de construção cuidadosa e coerente dentro da teledramaturgia recente. Desde o início, a novela optou por um caminho menos apressado, permitindo que o envolvimento entre os dois florescesse de forma orgânica. O jogo de conquista conduzido por Paulinho deu à narrativa um charme especial, valorizando cada avanço emocional até que a mocinha, aos poucos, cedesse não apenas ao encanto do mocinho, mas também à possibilidade de se permitir amar.


Essa base sólida foi essencial para que o relacionamento alcançasse camadas mais profundas conforme a trama avançava. Quando o amor finalmente se estabeleceu, ele não surgiu como um ponto de chegada, mas como o início de um vínculo que seria testado por circunstâncias complexas e moralmente desafiadoras. E é justamente aí que a novela acerta com ainda mais precisão.

O ponto de virada, o envolvimento de Gerluce no roubo da estátua das Três Graças, não apenas movimenta a trama, mas ressignifica completamente a relação do casal.

terça-feira, 24 de março de 2026

Laurinha Figueroa foi uma das vilãs mais emblemáticas da teledramaturgia

 A reprise de "Rainha da Sucata" no Vale a Pena Ver de Novo, em plena reta final, oferece uma oportunidade de revisitar uma das vilãs mais icônicas da teledramaturgia brasileira, Laurinha Figueroa, e reconhecer a magnitude da interpretação de Gloria Menezes. Laurinha não é apenas má; ela é essencialmente cruel, preconceituosa, racista e elitista, encarnando os vícios e contradições de uma elite marcada pelo poder e pela hipocrisia. A personagem se despediu da trama no capítulo emblemático reexibido nesta terça-feira (24/03).


O único traço de humanidade de Laurinha reside no amor pelo enteado Edu (Tony Ramos), sentimento que rapidamente se transforma em obsessão e catalisa muitas das ações mais perversas de Laurinha, revelando uma complexidade emocional rara para uma vilã da época. O autor Silvio de Abreu fez uma construção hábil.

Mesmo inserida em um enredo maniqueísta, Laurinha apresenta sutilezas que a engrandecem. Cada gesto calculado, cada olhar desconfiado, cada pausa estratégica expõe camadas de vulnerabilidade, frustração e desejo de controle.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Samuel de Assis emociona em forte e necessária cena de "Três Graças"

 O capítulo exibido nesta sexta-feira (20/03) de "Três Graças" apresentou uma das cenas mais fortes da trama, ao mostrar o momento em que João Rubens (Samuel de Assis) decidiu colocar um ponto final no casamento com Kasper (Miguel Falabella). A sequência também teve um papel importante ao retratar um casal gay enfrentando conflitos profundos e complexos, como qualquer relacionamento heterossexual, reforçando a naturalidade e a seriedade dessas dinâmicas sem reduzi-las a estereótipos.


A cena em que João decidiu encerrar o casamento com Kasper foi daquelas que transcenderam o drama pessoal e se tornaram um comentário social potente e necessário. O texto já era, por si só, um dos mais contundentes da novela, mas ganhou outra dimensão na forma como Samuel de Assis o conduziu. Houve uma firmeza, uma dor que não explodiu gratuitamente, mas se impôs com lucidez, o que tornou cada palavra ainda mais cortante. Quando João expôs o egoísmo de Kasper, por ter roubado a estátua 'Três Graças' apenas por ego e sem pensar nele em nenhum momento, o conflito deixou de ser apenas conjugal: ele se transformou em um retrato das assimetrias raciais profundamente enraizadas na sociedade.

O texto teve um impacto necessário: 'Quando você é preto nesse mundo, o mundo não espera que você acerte. Ele fica parado ali de espreita, esperando pelo mínimo deslize seu pra poder te rotular, te julgar de bandido, de criminoso, de vagabundo.

terça-feira, 17 de março de 2026

Participação de Luiz Fernando Guimarães em "Três Graças" foi breve, mas significativa

 A participação de Luiz Fernando Guimarães em "Três Graças" foi breve, mas cumpriu bem a função de dar densidade a um momento específico da trama. Como Michelangelo, ele apareceu inicialmente como um observador silencioso, acompanhando de longe a leveza do relacionamento entre Juquinha (Gabriela Medvedovski) e Lorena (Alanis Guillen) na piscina de um clube, até encontrar espaço para se aproximar e dividir um pouco de sua própria história.


O texto trabalhou um contraste direto entre gerações ---- de um lado, o passado marcado pelo medo, pela repressão e pela necessidade de esconder afetos; de outro, um presente mais aberto, ainda que não livre de julgamentos. Luiz Fernando Guimarães conduziu essa transição com sobriedade, evitando excessos. Seu Michelangelo não fez um grande discurso, mas um relato contido, quase casual, sobre uma vida inteira vivida com cautela, reprimindo desejos por medo de violência ou julgamento. Essa escolha deu mais naturalidade à cena e evitou que ela soasse didática.

Houve também um elemento extratextual que acabou enriquecendo a leitura do público. Casado há quase 30 anos com o empresário Adriano Medeiros, com quem tem um casal de filhos, o ator manteve por muito tempo sua vida pessoal de forma discreta, sem grande exposição.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Flagra de Zenilda destacou Andreia Horta e proporcionou aguardada catarse em "Três Graças"

 O capítulo de Três Graças desta terça-feira (10/02) foi um dos mais fortes da novela até aqui, começando com uma sequência de grande impacto dramático e muito aguardada pelo público. Bem estruturado e emocionalmente consistente, o enredo encontrou seu ponto alto no momento em que Zenilda (Andreia Horta) flagrou Ferette (Murilo Benício) com  Arminda (Grazi Massafera). A virada exigia precisão e entrega total de sua intérprete, o que aconteceu lindamente.


A atuação de Andreia Horta nessa sequência confirma pela enésima vez o quão talentosa é. A cena não se sustentou apenas pelo choque da revelação, mas pela construção emocional cuidadosa que a atriz apresentou, conduzindo a personagem até uma catarse convincente e dolorosa. 

Desde os primeiros segundos, chamou atenção a forma como Andreia trabalha o silêncio. Antes mesmo de qualquer fala, o olhar de Zenilda já traduzia a mistura de incredulidade e percepção gradual do que estava acontecendo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Roubo das estátuas rende deliciosa catarse e ótima virada em "Três Graças"

 Foram muitos dias de incertezas e adiamentos até chegar o momento em que finalmente o grupo liderado por Gerluce (Sophie Charlotte) invadiu a mansão de Arminda (Grazi Massafera) com o objetivo de expropriar a estátua 'As Três Graças'. Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva souberam trabalhar a expectativa do público através de uma habilidosa estruturação de roteiro para não deixar um momento tão importante da novela das nove ficar sem o impacto necessário para a narrativa. E funcionou. 


Joaquim (Marcos Palmeira), Misael (Belo), Júnior (Guthierry Sotero) e Viviane (Gabriela Loran) aguardaram Gerluce no ferro velho para acertarem os últimos detalhes do plano. Todos estavam nervosos, mas certos de que era o melhor a se fazer para salvar os doentes da Chacrinha. No dia seguinte, o grupo saiu no caminhão batizado de Nazaré (referência ao sucesso de Renata Sorrah na pele da vilã em "Senhora do Destino") rumo ao bairro da Aclimação. Claudia (Lorrana Moussinho) observou toda a movimentação e contou para Rogério (Eduardo Moscovis), o que foi um plot twist para o público que não tinha ideia que os personagens sabiam do plano. 

Muito tensa, Gerluce aguardou seus aliados dentro do casarão, mas a primeira pessoa que avistou o bando entrando, usando máscaras, foi Arminda (Grazi Massafera). A mocinha tentou proteger dona Josefa (Arlete Salles) para fingir que era uma vítima , mas levou um tapa de Joaquim, o que assustou a vilã.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Sérgio Guizé e Davi Malizia emocionam na cena mais aguardada de "Êta Mundo Melhor!"

 A tão esperada cena em que Candinho revela a Samir que é seu pai se tornou um dos momentos mais emocionantes de "Êta Mundo Melhor!", graças à sintonia de Sérgio Guizé e Davi Malizia, que transformaram a sequência em um momento delicado e bonito.


Sérgio Guizé, já conhecido pela habilidade em unir leveza e emoção, ofereceu aqui um dos seus momentos mais delicados na trama. Ele incorporou um Candinho dividido entre a constatação do tempo perdido e o desejo profundo de assumir seu papel de pai. Seus olhos carregaram o amor que aquele pai tanto queria extravasar. Após longos meses de espera, aquela emoção pura, honesta e quase palpável foi sentida durante a fofa cena.

Davi Malizia, por sua vez, segurou a responsabilidade. A química entre os dois atores é o que realmente iluminou o momento.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Morte de Odete Roitman não repetiu nem um terço do impacto da cena original de "Vale Tudo"

 O título da crítica já vai gerar o seguinte questionamento: 'Ah, mas vai ficar comparando?'. Desculpa, caro leitor, mas é para comparar. É o que acontece em qualquer remake. Sempre haverá o comparativo com a original. Não há problema algum nisso quando a adaptação tem qualidade. Serve até a nível de curiosidade. E no caso de "Vale Tudo" nem teria como não comparar porque o assassinato de Odete Roitman (Beatriz Segall) é uma das cenas mais memoráveis da história da teledramaturgia e já foi reprisada milhares de vezes. 


A própria Globo se aproveitou da sequência antológica para vender o capítulo desta segunda-feira, dia 6, porque foram várias cotas publicitárias enchendo o cofrinho da emissora e muita propaganda em todos os momentos possíveis. O marketing deu certo porque a trama teve média de 30 pontos pela primeira vez e a faixa das nove não tinha esse índice desde o final de "Terra e Paixão", o último sucesso do horário, de Walcyr Carrasco, que rendeu 32 pontos de média. 

Em relação ao lucro e aos números de audiência, só há motivos para comemoração. Mas em se tratando de dramaturgia e direção o resultado foi o mais decepcionante possível. Não pelo elenco, é bom sempre ressaltar. Todos fizeram o que foi proposto por Manuela Dias e por Paulo Silvestrini.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Giovanna Lancellotti esbanja talento na sequência mais impactante de "Dona de Mim"

 Nesta terça-feira, dia 23, foi ao ar a sequência mais forte da atual novela das sete da Globo, escrita por Rosane Svartman e dirigida por Allan Fiterman. Após ser alvo de constantes perseguições de um 'stalker', que passou a monitorá-la graças ao seu perfil no Instagram, Kamila acabou estuprada pelo sujeito. O ato não foi mostrado por conta do horário, mas não havia necessidade, uma vez que o capítulo do dia anterior terminou com o sujeito levando a personagem para um local abandonado. Aquilo já foi o bastante e todos os desdobramentos do instante de terror resultaram nas cenas mais fortes de "Dona de Mim" até então. 


E somente uma atriz com muito talento conseguiria segurar tantas sequências de tamanha carga dramática. É o caso de Giovanna Lancellotti, que dominou o capítulo e impactou o público com sua atuação visceral. E várias cenas não tinham texto, o que exigiu ainda mais de seu desempenho. Muitas vezes as palavras ajudam em situações de intensa emoção e a dificuldade é maior quando não há esse tipo de suporte. Mas a intérprete tirou de letra todos os desafios que foram impostos através da virada trágica na vida de sua personagem. 

Kamila sempre foi o ponto de leveza da novela das sete. Aliás, os raros instantes de humor de "Dona de Mim" eram protagonizados por ela. Debochada, tinhosa e muitas vezes impulsiva, a mãe de Dedé (Lorenzo Reis) nunca teve papas na língua, nem mesmo quando se interessou por Marlon (Humberto Morais), o ex de Leona (Clara Moneke), sua melhor amiga.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Manuela Dias aniquila a força do embate entre Raquel e Fátima em "Vale Tudo"

 Nesta quinta-feira (28/08), foi ao ar em "Vale Tudo" uma das cenas mais aguardadas pelo público em 1988: o momento em que Maria de Fátima (Bella Campos) bate na porta da casa da mãe e pede ajuda, exatamente como Raquel (Taís Araújo) disse que aconteceria no dia do rompimento entre as duas. A cena da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères é de lavar a alma. Só que não teve o mínimo impacto no remake e não por culpa das atrizes, mas do contexto criado por Manuela Dias na nova versão, que esvaziou todo o simbolismo da sequência. 

Há 37 anos, a cena foi ao ar dentro de um contexto que honrou a essência da novela. A pergunta 'Vale a pena ser honesto no Brasil?' foi respondida especificamente nesta sequência, bem antes do final da obra. Raquel estava milionária graças ao sucesso de seu restaurante, fruto de seu trabalho ao lado do melhor amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel). Não precisou passar a perna em ninguém, dar golpes, mentir, nada. Enriqueceu com a sua luta. Ainda que seja uma utopia diante de tantas desigualdades no país e da narrativa errônea em torno da meritocracia, uma vez que a oportunidade nunca é igual para todos, foi um momento catártico. 

Raquel se negou a ajudar a filha e a expulsou seu seu apartamento de luxo em 1988. E na trama original, vale lembrar, Fátima já tinha parido e estava com uma criança nos braços para cuidar sozinha. A profecia daquela mãe se cumpriu depois da antológica cena em que Raquel rasgou o vestido de noiva de Fátima e disse em alto e bom som que sua queda era certa e nunca mais contaria com ela para nada.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Tony Ramos fará muita falta em "Dona de Mim"

 Nesta terça (05/08), após alguns adiamentos e reedições de capítulos por conta da programação da Globo, que mexeu na grade para a transmissão de alguns jogos de futebol, foi exibido o capítulo que marcou a morte de Abel em "Dona de Mim". Quando a notícia saiu em vários sites houve uma imediata surpresa do público. A equipe da novela conseguiu segurar bem o segredo. No entanto, desde então as reclamações nas redes sociais são muitas, o que é compreensível. Tony Ramos enriquece qualquer elenco. 


A atual novela das sete ainda não engrenou. A história de Rosane Svartman está longe de ser um fracasso e elevou os índices da produção anterior, mas ainda não é um sucesso. E dá para entender porque o enredo ainda não fisgou de jeito o telespectador. Há uma impressão de um prólogo que nunca acaba. A trama parece que ainda não começou de fato, o que é um problema. Até mesmo sobre o que se trata o roteiro da obra é uma dúvida que naturalmente surge. A saga da Leona (Clara Moneke) se resume a que exatamente? Ela quer ser mãe de novo, após a perda de sua filha? Quer ficar com a Sofia (Elis Cabral) trabalhando de babá até o fim da vida? Quer fazer faculdade e ter um bom emprego? Quer tudo isso ao mesmo tempo? Enfim, são questionamentos pertinentes e que acabam enfraquecendo a narrativa. 

A família Boaz sempre foi o maior chamariz do folhetim, até porque é lá que Leona trabalha e criou um lindo vínculo com Sofia e todas aquelas pessoas que moram na mansão. Mas muitas situações que aconteciam ali passaram a andar em círculos e nem mesmo a chegada de Vanderson (Armando Babaioff) proporcionou uma reviravolta.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Surto de Heleninha destaca talento de Paolla Oliveira em "Vale Tudo"

 Nesta terça-feira (29/07), foi ao ar a melhor sequência de Heleninha Roitman no remake de "Vale Tudo". A personagem vem enfrentando uma trajetória bem irregular na adaptação de Manuela Dias, assim como vários perfis na nova versão da obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères. E os problemas que transbordam na narrativa às vezes recaem no trabalho dos atores, de uma forma injusta em sua maioria. No caso de Paolla, houve agora a possibilidade da atriz demonstrar um grande desempenho em uma sucessão de cenas difíceis. 


O capítulo foi quase todo voltado para Heleninha, que mais uma vez teve uma recaída e bebeu todas por causa da crise no casamento com Ivan (Renato Góes). O ex de Raquel (Taís Araújo) saiu de casa decidido a terminar a relação, o que desesperou a filha de Odete Roitman (Debora Bloch). A personagem chegou a ir até o apartamento do sogro, Bartolomeu (Luis Mello), caindo de bêbada, para implorar o perdão do marido, o que só piorou a situação. 

Heleninha ainda decidiu seguir Ivan e flagrou Raquel subindo até o apartamento do seu ex. Não houve beijo ou outra situação de maior intimidade, mas a situação foi o bastante para Heleninha desistir de qualquer chance de permanecer sóbria.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cena emblemática prova que Taís Araújo foi a melhor escalação do remake de "Vale Tudo"

 Nesta segunda-feira (07/07), foi exibida uma das cenas mais emblemáticas de "Vale Tudo" e da história da teledramaturgia nacional: o momento em que Raquel (Taís Araújo) desmascara Maria de Fátima (Bella Campos) e rasga o vestido de noiva da filha. A sequência original, interpretada por Regina Duarte e Gloria Pires em 1988, é uma das mais reproduzidas até hoje nas redes sociais e foi reprisada inúmeras vezes na televisão em programas, como o extinto "Vídeo Show". 


A cena foi muito aguardada, mas por motivos de desconfiança. Afinal, o remake vem se mostrando um fracasso de audiência e enfrenta uma avalanche de críticas (quase todas muito justas), tanto do público quanto dos jornalistas especializados em televisão. Então, havia o receio da destruição de um dos momentos mais lembrados pelos telespectadores da versão original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres. Porém, o resultado foi bastante positivo e comprovou o acerto da escalação de Taís Araújo. 

O desafio de escolher uma nova atriz para defender uma personagem tão ingênua e correta era grande, até porque Regina Duarte teve um desempenho brilhante em um papel de difícil composição. Todavia, ao contrário de vários outros nomes, a escalação de Taís foi quase uma unanimidade quando anunciada. Os elogios dominaram os espaços porque todos acreditavam no potencial da atriz, que já esbanjou talento em vários papéis, desde a sua estreia na televisão, em "Xica da Silva", aos 17 anos.

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Valorizada como merece, Carol Castro emociona em "Garota do Momento"

 O elenco da atual novela das seis da Globo, escrita por Alessandra Poggi e dirigida por Natália Grimberg, é repleto de talentos e quase todos têm a oportunidade de brilhar em determinados momentos da história. Mas há personagens com muito mais importância do que outros em "Garota do Momento", como ocorre em qualquer folhetim, série ou filme. E um deles é Clarice, vivida por Carol Castro. 


A personagem é praticamente a mocinha mais madura do enredo. A mulher era uma artista plástica de talento, criava a filha junto com a sogra e estava feliz no amor. Até que sofreu um amontoado de desgraças logo no primeiro capítulo, quando presenciou o homem que amava matando uma mulher (sua amante) e logo depois acabou atropelada por um bonde, o que a fez perder a memória e esquecer de seu passado, incluindo a sua filha, após tê-la deixado com a avó em Petrópolis para vender suas pinturas no Rio de Janeiro. Desde então, tem uma vida de mentiras e abusos. O marido Juliano (Fábio Assunção) e a sogra Maristela (Lilia Cabral) passaram a dopá-la com fortes remédios para prejudicar qualquer chance de recuperação de lembranças. 

Clarice é a mãe de Beatriz (Duda Santos), a mocinha da história, e criou um vínculo com a menina assim que a conheceu. A protagonista sempre soube que ela era sua mãe, mas desconhecia o fato da perda de memória e por muito tempo achou que era uma interesseira que a largou para casar com um ricaço. Até que descobriu tudo o que sua mãe sofre e tentou de todas as maneiras alertá-la sobre a verdade, sem sucesso.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Antônio Calloni e Enrique Diaz farão falta no remake de "Renascer"

 O capítulo desta segunda-feira (29/01) fechou o ciclo de dois excelentes personagens da primeira fase de "Renascer", interpretados por atores magníficos. O trágico fim de Firmino e Belarmino resultou em duas sequências de tirar o fôlego, onde a direção somada ao trabalho irretocável dos intérpretes deu o tom necessário para o adeus de dois vilões sanguinários.

O personagem vivido por Enrique Diaz não existiu na versão original de 1993, o que só comprovou o quanto Bruno Luperi poderia melhorar a trama de Benedito Ruy Barbosa se realmente quisesse. Um remake não tem a obrigação de ser 100% fiel ao enredo original e mudanças são necessárias, tanto em cima da atualização de termos hoje em dia questionáveis no texto, quanto no dinamismo da história. Mas voltando ao Firmino, o coronel foi um ótimo vilão e protagonizou uma rivalidade com Belarmino que fez toda diferença. 

O vilão protagonizou um embate com Cândida (Maria Fernanda Cândido), outra personagem que não existia há 31 anos, no primeiro capítulo e ficou claro que aquele tipo seria um trunfo para a primeira fase da trama. E realmente foi. Firmino logo rivalizou com Berlarmino e pouco tempo depois virou inimigo de José Inocêncio (Humberto Carrão).

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Capítulo 100 de "Elas por Elas" apresenta sequência de tirar o fôlego

 A atual novela das seis, baseada na obra original de Cassiano Gabus Mendes, escrita em 1982, segue com baixos índices de audiência. E dificilmente o cenário irá mudar. A Globo cometeu um erro crasso colocando o remake de uma novela que foi exibida às sete e tem todas as características do horário em plena faixa das 18h e agora tem que enfrentar as consequências. Mas a releitura de Alessandro Marson e Thereza Falcão vem se mostrando uma obra agradável e agora uma nova fase acaba de ser iniciada. 


A produção original não teve nem um terço dos acontecimentos da atual. Era muito mais lenta e Helena, vivida na época por Aracy Balabanian, passava longe de ser uma vilã, de fato. Os grandes conflitos do enredo só foram resolvidos no último capítulo, o que impediu a exibição dos desdobramentos das situações. A identidade real da Patinha, a revelação do mistério da morte de Bruno e a verdade sobre a troca dos bebês só foram expostos no último dia, o que deixou tudo raso. 

No remake, os autores tiveram a preocupação de aproveitar bem os 'plots'. Tanto que Taís (Kesia) já revelou a Lara (Deborah Secco) que era a amante de Átila (Sergio Guizé) na semana passada e agora a farsa sobre a troca dos bebês foi revelada no gancho do capítulo exibido nesta quinta-feira (18) e desmembrado hoje, dia do centésimo capítulo. Vale lembrar que na versão original Ísis (Rayssa Bratillieri) era filha de Helena (Isabel Teixeira) e, não irmã, como é na nova versão.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Morte de Dora resulta na sequência mais emocionante de "Vai na Fé"

 A menos de um mês de seu fim, "Vai na Fé" já começa a deixar saudades e a fechar o ciclo de alguns personagens. Um dos desfechos mais esperados era o de Dora (Cláudia Ohana), justamente porque a morte da mãe de Lumiar (Carolina Dieckmann) não tinha como ser evitada e a curiosidade sobre como Rosane Svartman desenharia a despedida era muito grande. A cena foi ao ar nesta quinta-feira (20/07) e promoveu um espetáculo de beleza, sensibilidade e emoção. 

A personagem era a mais de bem com a vida da história. Dora procurava ver sempre o lado bom de tudo e tinha uma frase motivacional para qualquer pessoa que conhecia. Um perfil que corria o risco de ser insuportavelmente chato, o chamado 'good vibes'. Mas Claudia Ohana driblou todas as armadilhas do papel e fez daquela mulher um poço de carisma e afetividade. Até porque a química com Zecarlos Machado funcionou desde o início e dava gosto de ver a relação bem resolvida entre Dora e Fábio. 

A descoberta de um câncer em estágio avançado ocorreu perto da metade da trama e iniciou um importante debate a respeito dos cuidados paliativos, tema bem pouco abordado na teledramaturgia. Ao invés de iniciar uma quimioterapia somada a uma radioterapia para tentar uma cura impossível, o médico sugeriu o tratamento para proporcionar uma qualidade de vida nos últimos meses da personagem.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

"Vai na Fé" prova que a pressão popular sempre será o maior antídoto contra o retrocesso

 Nesta quarta-feira, dia 21, foi ao ar o beijo entre Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em "Vai na Fé". Após longos meses de inúmeros cortes que desrespeitaram a autora Rosane Svartman, as atrizes, a equipe de roteiristas e principalmente o público. Três dias depois de outro beijo que sofreu uma sucessão de cortes na novela das sete ter ido ao ar: o de Vini (Guthierry Sotero) e Yuri (Jean Paulo Campos). Então, o retrocesso na maior emissora do país chegou ao fim? 


A pergunta ficará no ar ainda por um bom tempo porque nada está muito claro. A verdade é que os dois beijos só foram ao ar após uma avalanche de críticas da imprensa e dos telespectadores. Tudo foi ficando pior com a chegada de junho, mês do orgulho LGBTQIAP+. Isso porque a Globo vem prestando merecidas homenagens nos últimos anos através de reportagens em seus telejornais, nos programas de entretenimento e com especiais exibidos na grade. Porém, em 2023, toda a campanha da emissora em levantar a importância do respeito às várias formas de amor estava (e ainda está) sendo alvo de constantes revoltas nas redes sociais. As várias censuras aos beijos em "Vai na Fé" eram a todo instante lembradas para expor a hipocrisia da empresa. Para culminar, até em "Aruanas", série exibida depois das onze da noite, houve corte do beijo entre duas mulheres. 

A situação ficou insustentável quando a Globo começou a anunciar o especial "Histórias Impossíveis - Falas de Orgulho", realizado pela mesma talentosa equipe que produziu os excelentes "Falas Femininas" e "Falas da Terra".

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Brilhante em "Vai na Fé", Sheron Menezzes merecia uma protagonista há tempos

 O capítulo desta quinta-feira (18/05) de "Vai na Fé" foi um dos melhores da novela das sete de sucesso de Rosane Svartman. E só não pode ser classificado como o melhor porque a história fica no ar até agosto, então muitos outros tão bons quanto ainda certamente virão. Mas o capítulo marcou uma das revelações mais esperadas do enredo: a identidade do pai biológico de Jenifer (Bella Campos). O impacto dramático da notícia colocou Sheron Menezzes diante de uma sucessão de cenas difíceis, todas defendidas com uma entrega visceral. 


A sequência em que a protagonista descobriu através de Ben (Samuel de Assis) que tinha sido abusada no passado por Theo (Emílio Dantas) foi a mais impactante e emocionante da produção até agora. Começou com a incredulidade da personagem, depois passou pelo horror do choque e finalizou com um choro dilacerante de desespero. Quase cinco minutos de intensa carga dramática. Todos os momentos interpretados brilhantemente por Sheron Menezzes. Deu para sentir a dor daquela mulher e foi impossível não ter se emocionado junto com ela. Vale também elogiar Samuel de Assis, um ótimo ator que tem honrado o protagonismo ao lado de sua parceira. 

Sol é uma mocinha que nunca teve medo dos obstáculos da vida e, mesmo diante de vários dramas que a assolam, procura manter a fé em sua religião e no amor pela família. No entanto, um trauma no passado se manteve presente em lembranças dolorosas: o término com o seu grande amor e uma relação sexual que virou a sombra de uma culpa devastadora.

sábado, 13 de agosto de 2022

Homenagem a Claudio Marzo surpreende e emociona em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" tem sido fielmente idêntico ao original, com raríssimas alterações. Bruno Luperi evita ao máximo mexer uma vírgula sequer do texto e dos conflitos do folhetim original exibido em 1990 na TV Manchete. A atitude do neto de Bendito Ruy Barbosa muitas vezes prejudica o remake, que acaba repetindo os erros que foram exibidos há 32 anos. E as poucas novidades inseridas sempre costumam agradar. A melhor delas até agora foi exibida no capítulo deste sábado, dia 13. 

A passagem da comitiva fantasma aconteceu na obra original, mas a cena não foi exibida. Ficou apenas imaginada. Agora houve a preocupação de mostrar o momento para o público e o resultado foi um verdadeiro espetáculo fotográfico. A imagem da sombra dos boiadeiros cavalgando e contrastando com um lindo céu azulado, mais escuro e nublado, teve uma beleza ímpar. O lúdico dominou a sequência e aquele encantamento tão presente em algumas cenas de "Pantanal" se fez presente. Mas era apenas uma parte do show. 

A surpresa ficou por conta da emocionante homenagem ao Claudio Marzo, saudoso ator, falecido em 2015, que interpretou o Velho do Rio e o José Leôncio na obra de 1990. Houve um cuidadoso trabalho de edição e computação. Pegaram a imagem do veterano da última novela que contou com seu talento: "Desejo Proibido", trama de Walther Negrão, exibida em 2008, na faixa das 18h da Globo. Foi um instante breve para evitar uma artificialidade, mas o impacto foi gigante.