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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rejeitada e marcada pelos equívocos, "Babilônia" chega ao fim responsável pelo próprio fracasso

Para o alívio da Globo, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28/08), uma das novelas mais problemáticas que já passaram pelo horário nobre: "Babilônia". Escrita pelo experiente Gilberto Braga, em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama (com apenas 143 capítulos) foi o maior fracasso da história do horário e sai de cena com uma amarga média geral de 25 pontos, índice compatível com um folhetim das sete. Encurtada em praticamente dois meses (seu término era previsto para o fim de outubro), a produção --- que chegou a empatar e a ter, algumas vezes, menos audiência que "Malhação", "Alto Astral" e "I love Paraisópolis" --- teve inúmeros equívocos e ficou pouco menos de seis meses no ar.


A história tinha como protagonistas três mulheres, onde duas delas eram as vilãs e uma a mocinha. Beatriz (Glória Pires), Inês (Adriana Esteves) e Regina (Camila Pitanga) seriam os pilares de sustentação do enredo, que despertou boas expectativas, após a exibição das chamadas iniciais e do atrativo primeiro capítulo. Parecia um folhetim promissor, ao menos em torno da trama central. Porém, ironicamente, foi um núcleo paralelo o causador da primeira polêmica: a novela sofreu uma forte rejeição do público logo na estreia em virtude de um beijo lésbico, protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, intérpretes de Teresa e Estela.

Claro que o fato de terem exibido o beijo logo na estreia, sem o telespectador conhecer a história das personagens, foi o fato agravante dessa 'rejeição'. Infelizmente não deveria ser assim, mas parte da audiência é muito conservadora. Entretanto, este nunca foi um problema da novela. Pelo contrário, a relação de Estela e Teresa sempre foi muito bonita e telespectador reclamando sempre terá, faz parte. Houve um foco tão grande em cima dessa circunstância que ocorreu um certo 'esquecimento' em torno do conjunto da obra, esse sim equivocado.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O que falta em "Babilônia", sobra em "Malhação", "Sete Vidas" e "Verdades Secretas"

Comparar produções que estão no ar nem sempre é producente. Afinal, cada uma tem suas características e as temáticas, embora usem os vários clichês presentes na teledramaturgia, acabam sendo distintas. Entretanto, analisando os inúmeros problemas de "Babilônia" e as várias qualidades de "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Verdades Secretas", todas exibidas na Globo, fica difícil não explorar esta gama de diferenças tão evidentes.


"Babilônia" se mostrou uma novela fraca, independente das inúmeras mudanças feitas em virtude da forte rejeição que a história sofreu. O enredo central escrito por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, baseado na rivalidade de Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves), se mostrou frágil e insustentável para tantos capítulos. Tanto que os embates entre as vilãs cansaram e o tema em torno do assassinato de Cristóvão já deu o que tinha que dar há muito tempo. E as tramas paralelas já eram limitadas e ficaram ainda mais perdidas após as mudanças no roteiro.

As idas e vindas de Alice (Sophie Charlotte) e Evandro (Cássio Gabus Mendes) não despertam interesse e o romance da filha de Inês com o cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) foi completamente aniquilado, ficando sem a menor lógica. Os demais núcleos ficam deslocados e os personagens não provocam empatia alguma.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rejeitada pelo público e com audiência preocupante, "Babilônia" precisa recomeçar

O primeiro capítulo de "Babilônia" foi promissor. O duelo das grandes vilãs foi o principal atrativo da novela, que ainda apresentou um lindo beijo de duas mulheres, que se amam há mais de 35 anos, logo na estreia. A história, a princípio, prometia grandes momentos. Porém, a trama tem apresentado deficiências ao longo dos capítulos e a rejeição do público não demorou a ser exposta através de uma queda contínua de audiência.


Os números têm assustado a direção da Globo e a média da novela já empatou algumas vezes com "Alto Astral" (trama das sete que vem obtendo bons índices), o que é considerado algo atípico e preocupante. "Em Família", o maior fracasso do horário nobre até então, teve 30 pontos de média geral e a atual trama tem conseguido entre 20 e 26 pontos, no máximo. E esta forte rejeição pode ser explicada por alguns fatores.

"Babilônia" até agora não começou a contar sua história. O que se vê é um amontoado de núcleos soltos e um enredo sem uma linha de direção. A ambição, de acordo com a sinopse, é o mote do folhetim. E realmente há uma grande quantidade de personagens ambiciosos. Entretanto, a ganância em si não é a responsável pela movimentação da novela.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

quinta-feira, 12 de março de 2015

"Babilônia": o que esperar da próxima novela das nove?

Gilberto Braga e Ricardo Linhares começaram uma parceria (como autores titulares) na ótima "Paraíso Tropical" (2007) e depois mantiveram a dupla na fraca "Insensato Coração" (2011). Eles, agora, ganharam mais uma companhia: João Ximenes Braga, um dos responsáveis pela caprichada "Lado a Lado" (2012) e antigo colaborador de Gilberto. Portanto, o trio será responsável pela nova trama das nove, cujo título é "Babilônia" ----- o clipe você pode conferir aqui.


Dirigida por Dennis Carvalho, a trama falará sobre diferentes tipos de ambição e terá três protagonistas: duas vilãs e uma mocinha. Glória Pires e Adriana Esteves serão Beatriz e Inês, respectivamente ------ as, até então, amigas de infância viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Tudo porque Inês sente inveja do sucesso e da riqueza da rival, que se casou com um poderoso empresário (Evandro - Cássio Gabus Mendes), dando um golpe do baú. Já Regina (vivida por Camila Pitanga) terá pavio curto e será uma típica mulher batalhadora, honesta, que luta para viver dignamente para sustentar sua família.

A história das três será entrelaçada por um crime: Beatriz matará o pai de Regina, incriminando Inês. A motivação da vilã milionária está diretamente ligada à 'amiga', uma vez que a mesma grava Beatriz traindo o marido com Cristóvão (Val Perré). A empresária mata o amante e ainda joga a culpa na pessoa que virou uma pedra em seu sapato.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Há um ano estreava "Lado a Lado", uma novela das seis que deixou saudades

Em 10 de setembro de 2012 estreava uma novela linda de dois autores estreantes. Era "Lado a Lado", escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que contava a história de duas mulheres de classes sociais totalmente distintas que tinham um sonho em comum: a sede de justiça. As mulheres, que também tiveram suas respectivas paixões, eram Laura e Isabel, interpretadas por Marjorie Estiano e Camila Pitanga. A trama se passou no século XX e encantou quem assistiu. 


Um dos muitos pontos altos do folhetim era o casal Laura e Edgar. Marjorie Estiano e Thiago Fragoso formaram um lindo par, que despertou torcidas apaixonadas e conquistou o público assim que surgiu na tela. A química presente era nítida e a dupla protagonizou cenas emocionantes. A grande vilã também foi um presente e tanto para o telespectador: Constância, mãe de Laura, interpretada magnificamente por Patrícia Pillar. A atriz ainda fazia um ótimo trio com Isabela Garcia (Celinha) e Christiana Guinle (Carlota).

A trama em si também foi de uma qualidade inquestionável. A novela retratou com primor o Rio de Janeiro do século XX e abordou temas históricos que nunca haviam sido inseridos na teledramaturgia. Vide Revolta da Chibata, Revolta da Vacina, a entrada do futebol no Brasil, o racismo em relação aos negros que

sábado, 9 de março de 2013

Com um último capítulo impecável, Lado a Lado fecha seu ciclo e comprova que audiência não reflete qualidade

Uma das mais belas novelas das seis teve seu ciclo encerrado nessa sexta-feira (08/03). Após meses presenteando o telespectador com uma excelente história e grandiosas atuações, "Lado a Lado" se despediu da telinha deixando uma marca de qualidade e capricho na teledramaturgia, apesar de não ter alcançado a audiência desejada.. A trama de João Ximenes Braga e Cláudia Lage saiu de cena deixando um gostinho de 'quero mais' e já entrou na lista de produções mais caprichadas da televisão.


O último capítulo foi impecável. Patrícia Pillar dominou quase todas as cenas. Foi maravilhoso ver o desempenho admirável dessa grande atriz em todos os momentos da derrocada de Constância. A Baronesa estapeou Catarina (Alessandra Negrini), apanhou de Isabel (Camila Pitanga), foi humilhada pelo marido, desprezada pela filha, desmascarada por Margarida (Bia Seidl) e terminou seus dias sendo despachada por Assunção (Werner Schunemann) para uma chácara. Com um visual digno de pena, a vilã pagou todos os pecados que cometeu ao longo da história.

Marjorie Estiano mais uma vez mostrou o seu já conhecido talento nas sequências em que Laura recusa ajudar sua mãe e quando recebe o prêmio de melhor jornalista na frente de toda a sociedade. Outro momento lindo foi quando Laura e Edgar revogam o divórcio. Aliás, esse casal, além de ter sido um dos mais bonitos da

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Isabel e Zé Maria: um casal que não deu certo em Lado a Lado

Embora não pareça, nada é mais natural do que ter um par romântico fracassado em uma novela. Às vezes a rejeição do público ocorre com o casal protagonista e outras com duplas coadjuvantes. Porém, com os coadjuvantes dificilmente há alguma alteração. Apenas a redução da participação mesmo. Mas quando o equívoco acomete uma dupla de grande importância na história a situação fica mais complicada. E é esse o caso de Isabel e Zé Maria em "Lado a Lado".


A novela das seis tem dois casais protagonistas. Entretanto, o que Laura (Marjorie Estiano) e Edgar (Thiago Fragoso) tiveram de aprovação, Isabel (Camila Pitanga) e Zé Maria (Lázaro Ramos) receberam de rejeição. O casal nunca empolgou e quem viu "Insensato Coração" entende melhor a razão da falta de 'química'. Na trama das nove escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, Camila e Lázaro formaram um par que não deu certo. Carol e André deveriam ser um dos principais pares da obra, mas devido às críticas recebidas o desfecho da dupla teve outros contornos. A personagem da Camila acabou casando com Raul (Antônio Fagundes) e o conquistador vivido por Lázaro seguiu sua vida.

Após esse fato nada agradável deveriam ter aprendido com o erro. Entretanto não foi isso que aconteceu. Coincidentemente "Lado a Lado" é supervisionada por Gilberto Braga e João Ximenes Braga (um dos autores) trabalhou como colaborador em "Insensato Coração". Ou seja, ambos resolveram arriscar e

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lado a Lado: quando o heroísmo se transforma em exagero

O herói é uma figura que permeia a imaginação das crianças e de muitos adultos. Sempre está presente nos filmes e nas novelas é classificado como 'mocinho'. Porém, se nas histórias infantis há toda e qualquer liberdade para que o heroísmo seja praticado sem nenhum tipo de interferência da 'realidade', digamos assim, o mesmo não se pode dizer de uma telenovela. Há limites e tudo o que é demais cansa. E pode-se dizer que o exagero tem estado presente na história de Zé Maria (Lázaro Ramos) em "Lado a Lado".


O único amor de Isabel (Camila Pitanga) tem sido o grande herói da novela desde o primeiro capítulo. Enfrentou a polícia para defender a construção das casas no morro da Providência, liderou a Revolta da Vacina, foi o responsável pela Revolta da Chibata e denunciou um político corrupto. Foi preso injustamente, mas deu a volta por cima ao conseguir um emprego no Jornal comandado por Guerra (Emílio de Mello). Entretanto, não conseguiu só um emprego. Também foi o responsável por tirar o Jornal da forte crise que enfrentava. Bastou analisar alguns cálculos para constatar que o dinheiro não estava sendo bem empregado e pronto: conseguiu melhorar o faturamento.

Nessa semana, Zé Maria lutou contra um lutador de Jiu-jítsu para defender a capoeira, esporte proibido na época. O protagonista se indignou ao saber que o lutador japonês seria professor dos oficiais da marinha ---- a luta realmente ocorreu e a novela retratou com propriedade mais um fato histórico. Pois bem, venceu com louvor e ainda

sábado, 26 de janeiro de 2013

Lado a Lado: uma novela que se orgulha de ser novela

A trama das seis, exibida pela Globo, sem dúvida, é a melhor novela que está no ar. "Lado a Lado" demonstrou capricho e qualidade desde o primeiro capítulo e desde então não tem decepcionado em nenhum momento. A primorosa produção, o grandioso elenco e o texto bem escrito fazem da obra de João Ximenes Braga e Cláudia Lage a grande produção do momento. E todo esse agradável conjunto não busca nenhum tipo de ousadia ou renovação, muito pelo contrário. Apenas reforça o que há de mais tradicional na teledramaturgia.


"Lado a Lado" é uma novela que se orgulha das suas 'origens folhetinescas' e nunca buscou nenhum tipo de revolução dramatúrgica. Há duas mocinhas determinadas e corajosas (Laura e Isabel) que enfrentam muitos obstáculos para alcançar a tão almejada liberdade. Uma vilã preconceituosa  (Constância) que faz de tudo para proteger a família mesmo que para isso precise utilizar métodos tortos e condenáveis. Dois mocinhos (Edgar e Zé Maria) destemidos que lutam bravamente por justiça e igualdade. E, claro, há ainda um núcleo cômico, que representa o teatro da época e seus problemas. Em suma, todos os elementos tradicionais de uma telenovela.

Dentro desse universo folhetinesco, os autores ainda foram sábios ao inserir contextos históricos e pouco abordados na teledramaturgia. Ao mostrar um Rio de Janeiro do início do século XX, a trama retrata o início da favelização da cidade e foi muito feliz ao abordar a Revolta da Vacina e a Revolta da Chibata. Ainda exibe o

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tentativa de estupro em Lado a Lado mostra a coragem dos autores e o talento de Marjorie Estiano

Nesta quinta-feira (10/01), o telespectador de "Lado a Lado" foi surpreendido com uma grande sequência. A cena da tentativa de estupro, onde Laura era agarrada pelo senador Laranjeiras, gerou um grande impacto e já deve ser considerada uma das melhores cenas da teledramaturgia, sem nenhum tipo de exagero. A sequência foi extremamente ousada, levando em consideração o insuportável período do 'politicamente correto' que se instaurou no país.


Quem lê os resumos dos capítulos já sabia que o assédio iria acontecer, entretanto, a surpresa foi geral tanto para os que gostam de se inteirar quanto para os que ignoram qualquer tipo de 'spoiler'. A cena foi tensa do início ao fim. A música incidental foi totalmente apropriada e despertou ainda mais o nervosismo do público, intensificando o 'terror' da sequência. Aliás, a trilha escolhida foi a mesma amplamente utilizada em "Insensato Coração" e esse fato é explicado pela presença do grande Denis Carvalho na direção. O diretor também dirigia a novela das nove e acertou ao repetir a trilha, que foi um dos poucos acertos da trama passada.

Como se não bastasse o clima pesado que se instaurou, o telespectador ainda foi presenteado com um show de atuações. Marjorie Estiano demonstrou todo o desespero de Laura enquanto que Dudu Sandroni se entregou totalmente em cena, fazendo o público sentir asco pelo senador Laranjeiras. Camila Pitanga e Isabela Garcia também

sábado, 8 de dezembro de 2012

Lado a Lado e A Vida da Gente: quando as semelhanças superam as diferenças

A atual novela das seis da Rede Globo não tem conseguido bons índices de audiência e isso não é novidade para ninguém. "Lado a Lado", apesar da qualidade incontestável e do excelente elenco, vem obtendo uma média geral de 18 pontos, sete pontos abaixo da meta estipulada para o horário. Devido a esse conjunto de fatores, fica impossível não fazer uma comparação com uma outra grande novela, exibida ano passado, e que também enfrentou dificuldades nos números do ibope, apesar de também ter sido uma excelente obra: "A Vida da Gente".


A história de Lícia Manzo foi um sucesso de crítica e todos os telespectadores que a prestigiaram não se arrependeram. A trama tinha um elenco reduzido, onde todos os atores eram valorizados, e um núcleo central muito forte, com duas irmãs que se amavam e se viam separadas por um golpe trágico do destino. Marjorie Estiano (Manu) e Fernanda Vasconcellos (Ana) protagonizaram cenas inesquecíveis, assim como todo o restante do elenco. O texto da autora, que escrevia sua primeira novela solo, era primoroso e elogiado merecidamente. Mas infelizmente a trama não teve uma boa audiência e terminou com 22 pontos de média geral, três abaixo da meta.

Como se pode observar, as semelhanças de "A Vida da Gente" com "Lado a Lado" não são poucas, além, claro, do fato de Marjorie Estiano ter tido papéis centrais nas duas tramas. Assim como Lícia Manzo, João Ximenes Braga e Claudia Lage também são estreantes. Apesar de ter um enredo totalmente diferente, a atual novela das seis também tem um elenco reduzido, onde todos são ótimos atores e têm um destaque merecido. A trama é muito

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Lado a Lado: três irmãs, três personagens, três atrizes, três talentos

"Lado a Lado" já iniciou sua aguardada segunda fase e está cada vez melhor. Laura (Marjorie Estiano), após se afastar da cidade, voltou e começará sua vida do zero. Zé Maria (Lázaro Ramos) está liderando a Revolta da Chibata, que se iniciou no capítulo dessa segunda-feira. E Fernando (Caio Blat) descobriu que não é filho de Margarida (Bia Seidl), iniciando seu plano de vingança. São muitas histórias atraentes e vários acontecimentos interessantes. Porém, em meio a tantas tramas e bons papéis, é preciso mencionar três personagens que sempre se destacam quando aparecem, isso desde o primeiro capítulo: Celinha, Carlota e Constância.


Elas são irmãs com personalidades totalmente distintas. Mesmo em meio a tantas diferenças, estão quase sempre unidas, embora muitas vezes se alfinetando. Muito bem escritas por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, as personagens protagonizam ótimas cenas, estando juntas ou separadas. Isabela Garcia, Christiana Guinle e Patrícia Pillar demonstraram entrosamento desde o início e as atrizes souberam compor seus papéis com perfeição. Os autores foram muito felizes na escalação desse trio.

Isabela Garcia --- que provavelmente foi escolhida para o papel graças ao Gilberto Braga, autor que sempre a escala e que supervisiona o texto de "Lado a Lado" --- vive uma solteirona atrapalhada e muito bondosa. Sua personagem representa a meiguice e não é por acaso que Laura e Alice (Juliane Araújo), sua sobrinhas, a adoram. Sempre solícita e disposta a ajudar qualquer um, Celinha muitas vezes é humilhada pelas

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Laço de amizade entre Laura e Isabel: um dos acertos de Lado a Lado

Falta pouco para que "Lado a Lado" inicie sua segunda fase. A novela de João Ximenes Braga e Cláudia Lage é primorosa e dá gosto de assistir. Entre os muitos acertos, pode-se dizer que a criação das duas protagonistas foi o maior deles, só perdendo para o casal Laura e Edgar. São duas jovens guerreiras, fortes,   destemidas, amigas, sofredoras e que caminham à frente do seu tempo. Laura e Isabel não ocupam o núcleo central da trama por acaso; não estão lá sem ter nada de interessante para mostrar, muito pelo contrário. O telespectador se interessa pela história de vida delas.


Laura é uma jovem professora que luta pelos direitos dos mais fracos, apesar de ser filha de poderosos, representantes da elite conservadora. É totalmente avessa aos preconceitos da época (que ainda estão presentes nos dias de hoje, infelizmente) e mantém uma forte amizade com Isabel; esta iniciada após um conturbado encontro na igreja, onde ambas se casariam com seus respectivos noivos. Já Isabel tem características muito semelhantes às da melhor amiga: gosta de trabalhar, luta pela independência financeira e não abaixa a cabeça para os preconceituosos.

No atual momento da novela, o telespectador está podendo acompanhar o calvário das duas. O título "Lado a Lado" nunca esteve tão apropriado. Enquanto Isabel sofre ao achar que perdeu seu filho com Albertinho no parto, Laura entra em desespero ao descobrir que Edgar tem uma filha com outra mulher. Se anteriormente Laura enfrentava um

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cercada de expectativas, Lado a Lado estreia devolvendo qualidade e capricho ao horário das seis

Duas mulheres com realidades distintas. Uma rica, outra pobre. Dois sonhos, desejos iguais. Mundos diferentes que se cruzam e, deste encontro, nasce uma linda amizade. Isabel (Camila Pitanga) e Laura (Marjorie Estiano) são duas mulheres à frente do tempo que lutam pelos mesmos ideais: liberdade e amor. Esta é a trama central da nova novela das 18h, que estreou nesta segunda-feira (10/09).


A história começou em pleno Carnaval de 1903. Lindas imagens do Rio antigo serviram de patamar para a apresentação inicial. Logo na primeira sequência, Zé Maria (Lázaro Ramos) aparecia se divertindo na folia e se encantando ao ver Isabel. No núcleo dos bem-sucedidos, não demorou muito para que Laura surgisse na história, logo tendo o primeiro conflito com a mãe (Constância, vivida pela maravilhosa Patrícia Pillar). As atrizes apenas confirmaram o que todos já haviam visto nas chamadas da trama: ambas têm talento de sobra e terão grandes embates. Isabela Garcia também já se destacou como a divertida e encalhada Celinha. Camila Pitanga é outra que merece elogios pela composição de sua personagem.

A abertura da novela é um primor. Ao som do samba "Liberdade, Liberdade, abra as asas sobre nós" --- tema da escola Imperatriz Leopoldinense em 1989 --- , imagens de pessoas sambando e fazendo capoeira eram mescladas com cenas de mulheres requintadas tomando café e se perfumando. Marcante a imagem de uma assinatura, que