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segunda-feira, 20 de julho de 2020

"Sinta-se em Casa" mostra o melhor de Marcelo Adnet

No dia 13 de abril, há mais de quatro meses, a plataforma de streaming da Globo estreou o "Sinta-se em Casa", novo programa de Marcelo Adnet. Na verdade nunca foi um programa e, sim, uma espécie show de imitações diário do humorista, conhecido por suas performances geniais. Os vídeos são bem curtos, duram em torno de dois minutos e meio. O formato deu tão certo que está até hoje no ar diariamente e com fôlego para muito mais tempo.


A estreia na Globoplay foi na época do auge da vigésima edição do "Big Brother Brasil 20", edição histórica e que fez um imenso sucesso. Também era o início do período da quarentena em virtude da pandemia do novo coronavírus. O título da atração é até uma referência ao isolamento que a maioria da população, ao menos em tese, deveria fazer. E o humorista aproveitou muito bem o êxito do reality com imitações perfeitas de vários participantes, como Ivy, Gizelly, entre tantos mais.

Mas o final do "BBB 20" não implicou na perda de atratividade das crônicas de Adnet. Até porque o Brasil vive uma turbulência política sem precedentes e não falta figura para o humorista imitar. Aliás, não é exagero afirmar que o formato não se resume em um humor besteirol.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"Fora de Hora" não é ruim, mas para ficar bom ainda falta bastante

Após seis temporadas bem-sucedidas do "Tá no Ar: a TV na TV", Marcius Melhem e Marcelo Adnet resolveram encerrar o  melhor humorístico do país (sem exagero) no auge. Tudo para evitar um natural desgaste. Com a missão de substituir esse sucesso, praticamente a mesma equipe responsável lançou o "Fora de Hora" e a estreia foi no dia 21 de janeiro, logo depois do "BBB 20". A mesma faixa da atração anterior. Porém, o novo programa não agradou muito.


O humorístico em formato de telejornal, com a supervisão de Marcius e Daniela Ocampo, é uma clara inspiração do impagável "Furo MTV", um dos melhores produtos da extinta emissora da época, comandado por Dani Calabresa e Bento Ribeiro. A nova versão é apresentada por Paulo Vieira e Renata Gaspar, que interpretam dois âncoras irônicos sem papas na língua. Um terço do programa é gravado sem grande antecedência para a exploração das notícias mais frescas, facilitando as piadas.

Caito Mainer, Luciana Paes, Welder Rodrigues, Gustavo Miranda, Júlia Rabello, Késia Estácio, Luana Martau, Luis Lobianco, Marcelo Adnet, Marcio Vito, Pedroca Monteiro e Verônica Debom compõem o restante do elenco e todos representam repórteres do jornal ou fazem participações como entrevistados ou especialistas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Paródia do "Chaves" marca o ótimo início da última temporada do "Tá no Ar": a TV na TV"

A sexta e, infelizmente, última temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" estreou nesta terça (15/01), logo após a também estreia do "Big Brother Brasil 19". E o melhor humorístico do país promete encerrar sua trajetória em grande estilo a julgar pelo primeiro programa, que manteve todas as qualidades já vistas nas cinco temporadas anteriores.


Mas o grande destaque da estreia foi a esquete do "Chaves". Os roteiristas reuniram quase todos os personagens clássicos do seriado mexicano de sucesso exibido pelo SBT e conseguiram inserir uma certeira crítica política. Simplesmente genial Marcelo Adnet vestido com uma farda e imitando o agora presidente Jair Bolsonaro em plena vila, relembrando o sucesso de suas sátiras na época das eleições em vídeos do jornal "O Globo". 

"Sou o novo dono dessa vila daí. Depois de anos de incompetência e má administração, vim resolver essa 'cuestão'. Seu Madruga, é melhor ''jair" pagando os 14 meses de aluguel. Tá desempregado? Vagabundo! Pode prender. E chega de pipipipi. Essa geração mimimi dos vermelhos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Tudo sobre a coletiva da última temporada do "Tá no Ar: a TV na TV"

A Globo promoveu, na quarta-feira retrasada (12/12), uma coletiva da sexta e última temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" nos Estúdios Globo, em Curicica, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e todos os presentes aguardavam em uma sala reservada para a imprensa os atores, que apareciam a cada intervalo de gravações. Não foi uma reunião com o elenco, pois todos estavam gravando vários quadros. Então, foi adotado um esquema de revezamento. Um ator era entrevistado por vez, durante uns 30 minutos. Foi assim ao longo do dia.


Todos participaram do encontro e a primeira entrevistada foi Luana Martau, que não escondeu a tristeza pelo fim do programa. Ela ainda falou do bom momento que viveu ao lado dos colegas e até comentou sobre a reprise de "Cordel Encantado" (2011) no "Vale a Pena Ver de Novo", sua segunda novela na Globo. Na pele da mimada Lady Carlota, aprendeu muito com Débora Bloch e Luis Fernando Guimarães, seus maiores companheiros de cena. E os dois eram figuras importantes do inesquecível "TV Pirata"(1988/1992), formato que já tinha muito do "Tá no Ar".

Márcio Vito foi o segundo entrevistado e também comentou sobre o sucesso da atração. Ainda fez uma observação sobre o atual momento político do país, respondendo a uma pergunta sobre o futuro do humor durante o novo governo. Welder Rodrigues chegou depois e esbanjou simpatia. Sua gargalhada deliciosa contagiou a todos e o clima de descontração foi a marca de sua entrevista.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

"Tá no Ar" - a TV na TV" homenageia o humor nacional e fecha mais uma temporada de forma brilhante

O "Tá no Ar - a TV na TV" encerrou sua quinta temporada nesta terça-feira (17/04) e não poderia ter fechado mais um ciclo de forma melhor. Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias resolveram prestar uma merecida homenagem a todos os programas humorísticos do país, incluindo vários clássicos do passado e contando ainda com luxuosas participações especiais. Apesar do curto tempo de atração, houve espaço suficiente para todos receberem justos aplausos.


A já tradicional sátira aos absurdos da programação televisiva e aos próprios telespectadores foi deixada de lado por um só dia. Mas nem assim o formato deixou de ser engraçado. A diferença acabou sendo a mescla com momentos de pura nostalgia e emoção. Ney Latorraca, Cristina Pereira, Eliézer Motta, Tom Cavalcante, Berta Loran, Renato Aragão e Agildo Ribeiro foram algumas das grandiosas participações especiais que engrandeceram esse último programa do ano.

Ney incorporou o inesquecível Barbosa, da "TV Pirata", em uma hilária paródia da loja de eletrodomésticos: "O Barbosa enlouqueceu". Eliézer reviveu o querido Seu Batista, personagem presente em "Viva o Gordo" e "Escolinha do Professor Raimundo".

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Tá no Ar: a TV na TV" continua inteligente, afiado e atual

O "Tá no Ar: a TV na TV" foi uma grata surpresa de 2014, revolucionando o humor nacional, sem exagero. Não demorou para se firmar como o melhor humorístico do país. Porém, o medo do desgaste era uma constante. Será que o programa resistiria a mais temporadas? Mas resistiu. E com louvor. Tanto que a quinta estreou nesta terça (23/01), logo após a décima oitava edição do "Big Brother Brasil", expondo tudo o que o formato tem de melhor.


A atração idealizada por Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias segue recheado de tiradas geniais, mesclando humor e crítica na medida certa. Quadros vitoriosos como o "Jardim Urgente", "Militante revoltado" e a "Balada Vip" continuam como peças fundamentais do humorístico, mas as esquetes rápidas, muitas vezes durando menos de um minuto, se mantêm como o grande diferencial do formato, que exige atenção do telespectador para não perder nenhuma piada.

O esquema de 'zapear canais' continua divertindo e agora adaptaram para o serviço de 'streaming', colocando telas parecidas com Globo Play ou Netflix na hora de selecionar determinado programa. Mas o deboche em torno da programação de todas as emissoras segue firme e forte, proporcionando momento hilários.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"Adnight" volta repaginado, mas não merecia uma segunda temporada

A primeira temporada do "Adnight" foi trágica. O programa comandado por Marcelo Adnet foi merecidamente massacrado pela crítica e obteve índices de audiência bastante insatisfatórios para o que a Globo almejava. Porém, ao contrário do que todos esperavam, uma segunda temporada foi encomendada pela emissora e essa nova tentativa de alcançar o sucesso estreou na última quinta-feira (26/10), logo após o "The Voice Brasil".


O programa começou as mudanças no próprio título, que ganhou o "Show" como complemento. E a razão para essa alteração ficou evidente logo no primeiro dia: a bancada clássica de um formato de entrevistas foi retirada do palco, deixando o ambiente livre para o apresentador. Ou seja, não há mais talk-show. As roteirizadas e desinteressantes entrevistas vistas em 2016 ficaram no passado. O subtítulo 'show' significa uma mescla de rápidas provas e improvisações com os convidados, além de algumas esquetes inseridas ao longo da atração.

Portanto, realmente Adnet e sua equipe avaliaram as críticas e a rejeição da primeira temporada para uma reformulação geral do "Adnight". Todavia, essas várias mexidas deixaram claro que ninguém ali sabe muito bem o que fazer com o programa.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Melhor humorístico do país, "Tá no Ar: a TV na TV" mantém o fôlego na quarta temporada

Manter o frescor de um produto não é uma tarefa nada fácil, ainda mais tratando de humor na televisão. O risco da repetição, culminando em um desgaste, muitas vezes é inevitável. Exemplos não faltam, afinal, basta lembrar do antigo "Zorra Total" (antes da benéfica renovação), que já tinha perdido a graça há tempos, ou então do "Pânico na Band", que vem pecando na mesmice ano após ano. Mas, ao contrário das atrações citadas e de tantas outras, o "Tá no Ar": a TV na TV" é uma honrada exceção nesse meio.


O programa já está em sua quarta temporada e com o mesmo fôlego da primeira, exibida em 2014. O formato vem colecionando elogios desde a bem-sucedida estreia, abusando das piadas certeiras e muitas vezes bastante corajosas em todos os episódios. São quatro anos não poupando ninguém, sobrando para a própria Globo, além de políticos, comerciais, desenhos, artistas, filmes, séries, novelas, enfim. As tiradas bem-humoradas têm um ritmo frenético, fazendo o tempo (pouco mais de 30 minutos da atração) passar voando.

É impressionante como o roteiro de Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Farias e equipe é inspirado, conseguindo brincar e atingir em cheio todos os alvos. E a liberdade que a emissora dá a eles fica evidente em todos os programas, pois não há qualquer limite imposto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Com formatos parecidos, "Programa do Porchat" se mostra melhor que "Adnight"

Após o fim das Olimpíadas, várias estreias foram ao ar na semana passada. A principal foi a primorosa minissérie "Justiça", na Globo. Entretanto, deixando o ramo da teledramaturgia de lado, os canais apostaram no conhecido 'late-night talk show', gênero amplamente conhecido e que faz sucesso em vários países, incluindo o Brasil. A líder apresentou ao público o "Adnight", formato comandado por Marcelo Adnet, exibido na quinta-feira (25/08). Já a Record estreou o "Programa do Porchat" um dia antes, na quarta-feira (24/08), depois de uma extensa divulgação ao longo da programação da emissora. Como as estreias foram na mesma semana, e os formatos são parecidíssimos, foi impossível não comparar.


O pioneiro em comandar uma atração do tipo foi Jô Soares, que está em sua última temporada com o "Programa do Jô" na Globo, lamentavelmente. A produção é importada da televisão americana, que já apresentou várias 'versões', entre elas a apresentada pela ótima Oprah Winfrey. Danilo Gentili foi o primeiro humorista a se lançar no gênero depois do icônico Jô, conseguindo uma boa repercussão com o "Agora É Tarde", na Band, entre 2011 e 2013. E a prova de que o êxito do produto era justamente o conjunto de acertos composto pelo apresentador foi o aumento da audiência assim que ele e sua trupe se 'mudaram' para o SBT, alterando o nome para "The Noite", em 2014. Desde então, é um dos maiores sucessos das madrugadas do canal de Silvio Santos.

Porchat e Adnet quiseram dividir o bolo, não se importando com o possível excesso de produtos semelhantes. Até porque além dos citados, existem outros, como o "Luciana By Night", na Rede TV!, por exemplo. Essa situação, inclusive, lembra o que ocorreu depois do imenso sucesso do "MasterChef" na Band: houve uma verdadeira proliferação de realities culinários em todas as emissoras e nenhum conseguiu chegar perto do êxito da atração liderada por Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Tá no Ar: a TV na TV" se supera ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega

A terceira temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" chegou ao fim na última terça (05/04), mesmo dia da final do "Big Brother Brasil 16". E o melhor humorístico do país mais uma vez apresentou uma sucessão de esquetes geniais, conseguindo fechar o terceiro ano com bastante fôlego para várias outras temporadas. O programa roteirizado por Marcius Melhem, Maurício Farias, Marcelo Adnet e equipe ainda se superou ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega, em uma esquete relembrando o sucesso da Velha Surda.


A atração fez história homenageando um dos formatos mais antigos do SBT ---- está no ar há 29 anos na emissora, desde que Silvio Santos comprou a produção em 1987 (antes já havia passado pela TV Paulista, TV Rio, Record, Band e Globo) ---- e celebrando a importância de uma figura tão querida pelos brasileiros. Foi uma das muitas ótimas ideias da produção do humorístico, que tem liberdade total para fazer o que quiser. Tanto que a Globo liberou o convite e o SBT concordou, expondo ainda um gesto de amizade e respeito entre os canais.

O quadro foi impagável. Marcius Melhem interpretou a Velha Surda com uma perfeição impressionante e por vários momentos houve a impressão de volta no tempo. A icônica personagem foi vivida com maestria pelo saudoso Roni Rios (falecido em 2001) e era uma das figuras mais conhecidas da praça. Ele com certeza ficaria orgulhoso do colega.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Glória Pires ri de si mesma e "Tá no Ar: a TV na TV" acerta mais uma vez

O assunto que ganhou enormes dimensões após a transmissão do Oscar na Globo não foi a aguardada vitória de Leonardo DiCaprio como Melhor Ator, em virtude do seu elogiado desempenho em "O Regresso". A protagonista da premiação foi uma brasileira muito amada pelo público e que tem uma admirável carreira de atriz: Glória Pires. Seus comentários sobre os indicados eram curtíssimos e ela não desenvolvia o pensamento. Claro que virou motivo de piada nas redes sociais. Porém, dois dias depois, a intérprete resolveu rir de si mesma, autorizando uma sátira impagável do "Tá no Ar: a TV na TV".


Escalada para ser comentarista do evento na emissora, ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão, Glória Pires se mostrou concisa e até sincera demais. "Não sou capaz de opinar", "Bacana", "Interessante" e "Eu não assisti" foram apenas algumas das 'pérolas' ditas pela atriz ao longo da premiação, deixando seus colegas --- que tentaram prolongar um pouco mais as observações, sem sucesso --- desconcertados durante alguns momentos. Foi o bastante para despertar inúmeras piadas (chamadas de 'memes') na internet, virando alvo de deboche.

Glória até publicou um vídeo no dia seguinte para se explicar e dizer que agiu como se estivesse na sala com os amigos. A sua atitude foi louvável, até porque ninguém precisa bancar o entendedor de tudo. E o que mais tem é gente pedante, principalmente em programas onde o intuito é demonstrar conhecimento sobre algo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

"Escolinha do Professor Raimundo" e "The Voice Kids" fizeram uma ótima dobradinha nas tardes de domingo

Uma das gratas surpresas da Globo em 2016 foi a estreia do "The Voice Kids". O programa começou a ser exibido no primeiro domingo do ano e já mostrou a que veio, com repletas de crianças talentosas mostrando capacidade vocal. E a atração acabou formando uma boa dupla com a reprise do especial em homenagem ao, até hoje lembrado, sucesso da "Escolinha do Professor Raimundo", lançado em novembro no Canal Viva. Os dois produtos fizeram muito bem para a grade vespertina da Globo aos domingos.


A faixa, antes ocupada pelo "Esquenta!" ---- que entrou de férias ----, mantinha uma média de 10 a 12 pontos. A reprise da "Nova Escolinha" chegou a alavancar para 16 pontos, enquanto o "The Voice Kids" chegou a 18. E, ao longo dos domingos, esses índices não se modificaram muito, mantendo o horário em alta. Ou seja, a estratégia da Globo deu muito certo e as atrações, apesar de completamente distintas, acabaram sendo benéficas uma para a outra. A boa dobradinha, aliás, fez lembrar a época em que o "The Voice Brasil" e o "Amor & Sexo" eram exibidos em sequência, durante todas as noites de quinta-feira, obtendo o mesmo êxito.

A nova geração da "Escolinha do Professor Raimundo" chegou ao fim no último domingo (24/01), após sete semanas no ar. A emissora reprisou os cinco episódios já exibidos no Viva entre novembro e dezembro, e ainda colocou dois inéditos no ar, reservados justamente com esse objetivo. A Globo e o canal a cabo entraram em um acordo e fizeram uma produção em conjunto, assim como já haviam feito na época do ótimo especial do "Sai de Baixo", em 2013.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Debochado, "Tá no Ar: a TV na TV" mantém todas as qualidades na terceira temporada

Após duas temporadas muito bem-sucedidas, o "Tá no Ar: a TV na TV" estreou a sua terceira na última terça-feira (19/01), logo depois do "Big Brother Brasil 16". O programa, roteirizado por Marcius Melhem, Marcelo Adnet e equipe, dirigido por Maurício Farias, se mostrou mais uma vez um excelente humorístico, onde ninguém escapa das piadas certeiras. A programação das emissoras e os comerciais continuam sendo alvos da atração, que debocha de tudo e todos; mas o espaço para paródias e esquetes, nem sempre ligadas ao mundo televisivo, segue existindo.


Os pouco mais de trinta minutos de programa passam muito rápido em virtude da quantidade de sátiras, quase todas com menos de um minuto no ar. Fica claro o quanto que o formato é trabalhoso, mas toda a dificuldade se mostra válida com o ótimo resultado alcançado. A estreia contou com vários momentos impagáveis e o de maior destaque foi a imitação do apelativo e constrangedor "Você na TV", apresentado por João Klebber na Rede TV!. Marcelo Adnet não imitou o apresentador, mas copiou todos os 'hábitos' que o mesmo tem de fazer o telespectador de bobo, aguçando a curiosidade em torno de algo inútil ou tosco.

O "Te Prendi na TV" foi hilário e todo o suspense feito em cima do que tinha dentro de uma caixa resultou em outra caixa, que só seria aberta semana que vem. O mais curioso é que a sátira nada mais fez do que mostrar a atração como ela realmente é. Ou seja, nem houve exagero ou tons acima, o que só comprova que a televisão muitas vezes produz formatos que já são uma piada pronta.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Canal Viva acerta com a nova "Escolinha do Professor Raimundo" e prova que o humor do programa é atemporal

Para homenagear os 25 anos da estreia de um dos mais populares e queridos programas humorísticos do país, o Viva fez uma espécie de 'remake' da "Escolinha do Professor Raimundo", que estreou nesta segunda-feira (23/11). O canal a cabo já havia feito um projeto semelhante em 2013 com a produção de quatro episódios inéditos do clássico "Sai de Baixo", fazendo um imenso sucesso. Outra experiência, essa sem tanto êxito assim, foi o "Globo de Ouro Palco Viva" em 2014 ---- neste ano de 2015, aliás, foi exibida uma edição temática de Axé. E, do que foi visto da "nova Escolinha", pode-se constatar que a ideia funcionou perfeitamente.


O programa original surgiu no rádio em 1950 e depois foi para as TVs Rio, Excelsior e Tupi. Sua estreia na Globo foi em 1990, ficando no ar até 1995, e voltando em 1999 como quadro do antigo "Zorra Total". A atração de sucesso começou a ser reprisada pelo Canal Viva em 2010, assim que o mesmo foi inaugurado, e as reprises diárias estão há cinco anos obtendo um bom retorno da audiência. Assim como era com a "Escolinha do Professor Raimundo" na década de 90, o remake é dirigido por Cininha de Paula e, agora, o principal personagem, que serve de escada para todos os demais, é interpretado pelo filho do humorista: Bruno Mazzeo.

E a escolha do novo elenco foi muito acertada. Além das caracterizações terem ficado perfeitas, a escolha dos nomes combinou perfeitamente com os intérpretes originais ---- muitos deles, infelizmente, já falecidos. Mateus Solano vive o Zé Bonitinho (do saudoso Jorge Loredo - morto em março de 2015); Maria Clara Gueiros interpreta a Dona Cândida (da ótima Stella Freitas);

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Melhor programa de humor da atualidade, "Tá no Ar: a TV na TV" novamente divertiu através do deboche e da crítica inteligente

Após uma bem-sucedida temporada em 2014, o "Tá no Ar: a TV na TV" voltou a marcar presença na grade da Globo em 2015 e conseguiu repetir todas as qualidades vistas no ano passado. A segunda temporada, que estreou em fevereiro, foi encerrada nesta quinta (16/04) com mais um impagável episódio, repleto de esquetes inspiradas e politicamente incorretas. A atração realmente se firmou como um respiro no tão desgastado humor nacional.


Sem se preocupar com os moralistas de plantão, a equipe mais uma vez surpreendeu com sátiras que primavam pela crítica e pelo deboche desenfreado, onde ninguém escapava. Nem mesmo os anunciantes e muito menos a Globo. Sobrou até para o próprio programa, quando foi feita uma imitação da clássica Velha Surda em uma rápida esquete, fazendo uma homenagem ao saudoso Roni Rios e rindo deles mesmos, uma vez que o "Tá no Ar" perdeu algumas vezes na disputa de audiência para "A Praça é Nossa", do SBT.

Outra sacada de mestre da atração foi a piada feita em cima das entrevistas sensacionalistas do Gugu, na Record. Jorge Beviláqua (Welder Rodrigues hilário), apresentador do "Jardim Urgente", fez uma entrevista exclusiva com uma menina (interpretada por Giovanna Rispoli) que tinha matado aula.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

"Tá no Ar: a TV na TV" estreia nova temporada mantendo o ritmo ágil e o humor politicamente incorreto

O "Tá no Ar: a TV na TV" foi a melhor estreia de um humorístico na Globo em anos. O politicamente correto foi deixado de lado e um festival de piadas contra tudo e todos passou a fazer parte da grade da emissora semanalmente. O programa se despediu do público em junho de 2014 deixando saudades. E o êxito do formato proporcionou uma bem-vinda segunda temporada, que começou a ser exibida nesta quinta-feira (12/02).


O primeiro acerto desta nova fase é a mudança de horário. Em 2014, a atração ia ao ar quase meia noite e agora passa a ser exibida logo após o "Big Brother Brasil", por volta das 22h40, bem mais cedo. Obviamente, esta alteração proporciona um aumento do número de telespectadores, que reflete diretamente na audiência. E logo no primeiro programa houve uma interatividade muito inteligente com o "BBB".

Como começou imediatamente depois do reality, Marcius Melhem, Marcelo Adnet e parte da trupe apareceram dentro do quarto do líder e conversaram com Pedro Bial. Tudo, claro, sem perder a chance de debochar dos discursos enigmáticos que o apresentador sempre faz na hora da eliminação de um participante.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Tá no Ar: a TV na TV" debochou da televisão, esbanjou ousadia e divertiu do início ao fim

O programa de Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias pode ser considerado uma das melhores estreias da Globo de 2014. O "Tá no Ar: a TV na TV" chegou para dar um sopro de ousadia em meio ao insuportável politicamente correto que impera no país e conseguiu atingir este objetivo com louvor. O humorístico encerrou sua primeira temporada nesta quinta-feira (05/06), deixando saudades e comprovando o acerto de sua produção.


A atração que conta com Welder Rodrigues, Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Verônica Debom, Luana Martau, Danton Mello, Maurício Rizzo, Márcio Vito, Renata Gaspar, Carol Portes e Georgiana Góes no elenco, surpreendeu na estreia ao apresentar várias esquetes que brincavam com religião, com programas da concorrência e ainda sacaneavam a própria Rede Globo. E a equipe surpreendeu, a cada semana, com novas ideias e piadas. Não teve um só programa que tenha deixado a desejar e isso é algo raro na televisão, principalmente se tratando de um produto de humor.

Embora não tenha sido algo inovador, afinal, formatos como "TV Pirata" e "Comédia MTV" já apresentavam algo semelhante na época de cada um, o "Tá no Ar" conseguiu surpreender o telespectador com situações engraçadíssimas e ainda quebrar paradigmas da própria Globo. A líder nunca permitiu que seus humorísticos fizessem qualquer tipo de referência aos programas da concorrência,

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Com Marcelo Adnet inspirado, "Tá no Ar: a TV na TV" diverte e mostra uma Globo que sabe rir de si mesma

A estreia de Marcelo Adnet na Globo foi frustrante. Após sair da MTV, o humorista foi para a principal emissora do país e acabou entrando em um projeto que não deu certo: "O Dentista Mascarado". A série escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young foi um fracasso e Adnet recebeu inúmeras críticas. Muitos, inclusive, disseram que dificilmente ele conseguiria emplacar algum projeto com a sua identidade na empresa. Entretanto, alguns meses depois, a chegada de "Tá no Ar: a TV na TV" marcou um recomeço na carreira do marido de Dani Calabresa, que durante o intervalo chegou a fazer paródias de clipes no "Fantástico". A atração, que estreou nessa quinta-feira (10/04), surpreendeu e trouxe para o telespectador um humor afiado que foca no meio televisivo e não poupa ninguém.


O programa começou quebrando todos os paradigmas da Rede Globo. Conhecida por ignorar a concorrência, a emissora só permitia que seus humorísticos fizessem piadas com os programas da própria empresa. Mas a regra que parecia inquebrável foi finalmente deixada de lado na nova atração. O "Tá no Ar" fez piada com Record, Band, Rede TV!, SBT, mercado publicitário e até com a própria Globo. Não escapou ninguém. Nem mesmo as pessoas que odeiam a líder e a acusam de manipulação.

Marcelo Adnet, Marcius Melhem (ambos também roteiristas e redatores finais), Luana Martau (que recentemente participou de "Joia Rara"), Verônica Debom, Renata Gaspar, Márcio Vito, Welder Rodrigues, Carol Portes, Danton Mello e Georgiana Góes protagonizaram várias esquetes que ridicularizavam o meio televisivo e

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"O Dentista Mascarado" chega ao fim sem deixar saudades e rindo de seu fracasso

A produção mais fracassada da Globo chegou ao fim em clima de "já vai tarde". Cercado de expectativas, "O Dentista Mascarado" acumulou críticas, recebeu a rejeição do público e foi tendo uma constante queda de audiência. A produção de Alexandre Machado e Fernanda Young prometia boas risadas mas se transformou em um grande equívoco poucos capítulos depois da sua divertida estreia.


Entretanto, mesmo diante desse conjunto nada bom, o último episódio da série acertou ao rir de si mesmo. Os autores admitiram o fracasso e inseriram isso na história. O momento mais evidente ficou na conversa entre Paladino (Marcelo Adnet) e Sheila (Taís Araújo): "Eu vejo um programa que derrubou o ibope do horário!" "Pois é, ninguém gosta da gente!", disseram. Reconhecer o erro e ainda fazer piada com ele foi uma grande sacada. A última cena também foi inspirada: Adnet, depois de ser acordado por Taís, conta para ela e para Leandro Hassum que havia sonhado que os três faziam um programa onde ela interpretava uma vagabunda. Todos riram do sonho. Após esse momento, a atriz vai gravar uma novela e o humorista segue em direção ao estúdio do "Fantástico" gravar seu atual quadro. Um final criativo para uma produção que foi considerada péssima, afinal, nada melhor do que um projeto equivocado se limitar a um mero sonho.

"O Dentista Mascarado" apresentou um ótimo elenco e uma história que tinha tudo para emplacar. Mas os autores erraram quando deixaram o contexto de lado para priorizar piadas grosseiras e escatológicas. Piadas essas que eram claramente impostas nas cenas mesmo sem haver a menor necessidade. O resultado acabou

terça-feira, 11 de junho de 2013

Tatá Werneck, Marcelo Adnet e Dani Calabresa: três talentos, três estreias e apenas um sucesso

Os três trabalhavam na MTV. Os três sempre se destacaram através da comicidade. Os três eram as grandes estrelas da emissora e se desligaram de lá quase ao mesmo tempo. Motivados com a possibilidade do sucesso na tevê aberta e seduzidos por interessantes propostas, dois deles foram para a Globo e uma para a Band. Entretanto, até agora, apenas uma pessoa está colhendo os frutos do sucesso. Claro que os três em questão são Tatá Werneck, Marcelo Adnet e Dani Calabresa.


Apesar de apresentarem tantas 'semelhanças', é notório que a mudança de emissora só foi benéfica, por enquanto, para Tatá Werneck. Enquanto a atriz se destaca na pele da divertida Valdirene em "Amor à Vida", Marcelo enfrenta o fracasso de "O Dentista Mascarado" e Dani permanece totalmente avulsa e apagada no "CQC".

Após um início promissor, a série de Alexandre Machado e Fernanda Young acabou virando uma grande decepção ao abusar da escatologia e das piadas infames, deixando de lado a trama do super-herói que tinha tudo para decolar. Marcelo Adnet não tem culpa alguma desse início, digamos, turbulento na