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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Letícia Sabatella se destacou em "Nos Tempos do Imperador"

 A atual novela das seis, dirigida por Vinícius Coimbra, está em plena reta final e já foram muitas as críticas em cima do roteiro de "Nos Tempos do Imperador." De fato, a produção teve um desenvolvimento controverso e arrastado. Mas o folhetim de Alessandro Marson e Thereza Falcão passa longe de ser ruim e há qualidades, como a representação da figura de Teresa Cristina, a imperatriz do Brasil. A personagem virou a queridinha do publico nas redes sociais e e destacou o talento da intérprete. 

Letícia Sabatella foi uma escolha certeira para interpretar a esposa de Dom Pedro II (Selton Mello). A atriz adotou um tom ameno e conformista que coube bem ao papel. Teresa Cristina de Bourbon nasceu como princesa no Reino de Duas Sicílias, sendo filha do rei Francisco I, pertencente ao ramo italiano da Casa de Bourbon e de sua esposa, a infanta Maria Isabel da Espanha. Um sotaque carregado para a imperatriz implicaria em uma caricatura ou em um exagero desnecessário. A atriz foi inteligente em não forçar demais e adotou uma prosódia bem sutil, sublinhando apenas algumas breves expressões em italiano, presentes no texto. 

Embora não tenha uma participação relevante no contexto histórico da família imperial, Teresa sempre foi muito elogiada em livros sobre a história do Brasil por conta de sua postura e personalidade, além de seu interesse por arqueologia. Conhecida como a "Mãe dos Brasileiros", a personagem ganhou relevância com a novela. E o telespectador se encantou com o perfil logo no início, ao contrário de Pedro II, que vem despertando mais antipatia a cada capítulo.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Nos Tempos do Imperador", nova novela das seis

 Nesta segunda-feira (26/07), a Globo promoveu a coletiva online da nova novela das seis escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, "Nos Tempos do Imperador", que estreia no dia 9 agosto. A trama é uma espécie de continuação de "Novo Mundo", sucesso escrito pela dupla em 2017. É o primeiro folhetim da emissora a estrear já quase todo gravado e ainda durante a pandemia do novo coronavírus. Participaram os dois autores, Selton Mello, Mariana Ximenes, Letícia Sabatella, Rogério Brito, Alexandre Nero, Michel Gomes, Dani Ornellas, Gabi Medvedovski, e o diretor Vinicius Coimbra. A jornalista Monica Sanches mediou a conversa. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi esse bate-papo. 

"É uma sequência da ideia de "Novo Mundo", a diferença é que já temos um Brasil estabelecido devido a independência promovida por Dom Pedro I. A Rede Globo solicitou essa continuação logo após o término de "Novo Mundo", mas era uma ideia que nós já tínhamos. Dom Pedro II é um dos brasileiros mais queridos de todos os tempos. Ele fez muitas coisas importantíssimas pro país que temos hoje. A gente tentou fazer uma novela que tivesse algum movimento, alguma aventura, e por isso ela vai até a Guerra do Paraguai. E também colocamos personagens negros que não estão naquela figura dos escravizados. Vamos ver personagens negros complexos, livres e fazendo a sua procura pela abolição. Para a gente ver que a abolição não é resultado de uma canetada", contou Thereza Falcão.

"Hoje entregamos nosso bloco 26 da novela. Fizemos em 26 semanas. Já está quase toda pronta. A gente está há muito tempo com essa novela. Começamos a trabalhar logo depois de "Novo Mundo". Isso em 2017, estamos em 2021. Em março de 2020 estávamos preparados para mostrar isso, mas a coletiva foi cancelada e veio a pandemia.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Letícia Sabatella brilhou em "Carcereiros"

A primeira temporada de "Carcereiros" foi exibida na Globo Play, serviço de streaming da Globo, em 2017 e somente no ano passado a emissora colocou a trama em sua grade ---- dividida em duas partes por causa da Copa do Mundo. A trama envolvendo o protagonista Adriano (Rodrigo Lombardi) não tinha um arco dramático interessante. Sua relação com Janaína (Mariana Nunes) e os conflitos com a filha (Livia - Giovanna Rispoli) eram poucos explorados e raramente despertavam atenção. Os enredos em cima dos presidiários normalmente tinham início, meio e fim em cada episódio. Mas a entrada de Letícia Sabatella mudou isso.


A série --- escrita por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Denisson Ramalho (com colaboração de Marcelo Starobinas) --- começou a costurar os episódios graças à chegada de Érika, esposa de um detendo, que se envolveu amorosamente com Adriano. O carcereiro e a misteriosa mulher se apaixonaram e o caso acabou sendo descoberto pelo violento preso que conseguiu planejar uma armadilha para assassinar o protagonista. Porém, a personagem matou o então marido e salvou a vida de seu novo amor. O crime, obviamente, a colocou na cadeia e o fato transformou a vida de Adriano.

O mote da segunda temporada foi justamente a mudança de posição do protagonista. O carcereiro que sempre revistou os visitantes e não se intimidava com os presidiários precisou deixar o orgulho de lado durante as revistas humilhantes realizadas. Também passou a enfrentar os olhares desconfiados das carcereiras durante as visitas ao seu amor.

segunda-feira, 19 de março de 2018

"Tempo de Amar" teve uma linda embalagem, mas pecou no ritmo e na história

A novela das seis de Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, dirigida por Jayme Monjardim, estreou no final de setembro e chegou ao fim nesta segunda-feira (19/03), cumprindo sua missão de manter bons índices de audiência para a faixa na Globo ---- derrubou apenas um ponto da antecessora, a primorosa e bem-sucedida "Novo Mundo". E foi uma novela bonita, com diálogos refinados e belíssimas imagens, incluindo figurino e cenários. Todavia, a produção pecou bastante no enredo e no ritmo, que se arrastou ao longo dos meses, testando a paciência de quem assistia.


O autor baseou seu folhetim no argumento de Rubem Fonseca, que ambientava a história de amor dos mocinhos entre 1886 e 1888, época em que ocorre o movimento abolicionista. Mas, decidiram mudar o contexto para os anos 20 (entre Portugal e Rio de Janeiro, filmando em locações lindas do Rio Grande do Sul). E não foi apenas essa a mudança de percurso dos escritores. Desde o início, ficou claro que seria quase impossível sustentar a trama apenas na separação e, consequentemente, no reencontro de Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio (Bruno Cabrerizo). A necessidade de outros conflitos era vital para o roteiro não ficar limitado. Mas, infelizmente ficou.

O primeiro erro foi juntar os protagonistas de forma tão súbita e pouco consistente. Aquele amor à primeira vista encantava noveleiros nos anos 70/80, mas não cabe mais no mundo atual. Mesmo sendo um enredo de época. A exceção fica por conta do desenvolvimento desse amor. Se o autor ou a autora souber conduzir com precisão, a chance de arrebatar o público é quase certa.

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade" estreia com capricho, dados históricos e trama forte

"Liberdade. Liberdade que todos desejam, mas que pelo tão poucos lutam. Amor à liberdade que nos faz cruzar limites e pagar todos os preços por ela. Uns têm a liberdade no sonho, outros têm a liberdade no sangue." Baseada nessa premissa, divulgada no primeiro teaser da nova produção, estreou, nesta segunda (11/ 04), "Liberdade, Liberdade", nova novela das onze, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra, mesmo diretor da primorosa minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro deste ano.


O folhetim foi ideia da autora Márcia Prates --- antes era colaboradora de várias produções e estrearia seu primeiro trabalho solo ---, que começou a desenvolver seu projeto com aprovação da emissora, até o surgimento de vários problemas em torno do texto e das situações históricas. Houve até a entrada de Euclydes Marinho como supervisor, que logo foi desligado, 'cedendo' lugar para Glória Perez, que também não durou muito na função. Após esse conjunto de contratempos, uma atitude mais drástica foi tomada: a responsável pelo enredo, então, acabou retirada do projeto, que passou para as mãos de Mário Teixeira. Ou seja, a elaboração desse folhetim foi bastante complicada.

Mas, após a exibição do caprichado primeiro capítulo, ficou evidente que os problemas ficaram apenas por trás das câmeras e já estão no passado. Baseada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes", da autora Maria José de Queiroz (lançado em 1987), a novela retrata inicialmente um Brasil do século XVIII e a saga de uma personagem bem desconhecida dos historiadores, mas que foi herdeira do mártir da Inconfidência Mineira, uma das figuras mais conhecidas e representativas do país.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cinco episódios primorosos, "Amorteamo" enredou amor e morte através da fantasia

Foram apenas cinco episódios. "Amorteamo" ---- que chegou ao fim nesta sexta- feira (05/06) ----teve uma duração tão curta quanto a antecessora "Os Experientes" (de quatro capítulos) e apresentou o mesmo capricho da série anterior, ainda que tenha sido voltada para um universo totalmente distinto. A produção criada por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes, dirigida impecavelmente por Flávia Lacerda,  foi primorosa e marcou pela ousadia da proposta e pela abordagem lúdica da morte.


A série não foi propriamente de terror, mas apresentou vários momentos aterrorizantes em meio aos dois triângulos amorosos da história. Ambientada no Recife Antigo (no início do século XX), a trama usou vários clichês folhetinescos, priorizando o universo sombrio como pano de fundo e utilizando muitas doses da fantasia para retratar o infinito mistério da morte. O conjunto deu muito certo e esta mescla serviu para o público ser presenteado com um produto de extremo capricho. Aliás, vale ressaltar que esta produção contou com algumas propostas parecidas com de "Incidente em Antares" (minissérie baseada na obra homônima de Érico Veríssimo, exibida em 1994), como os mortos voltando de suas tumbas, por exemplo.

Os triângulos amorosos sustentaram bem a série, proporcionando sequências que misturavam romance, suspense e terror. O conflito mais maduro envolvendo o cruel Aragão (Jackson Antunes) e a sofrida Arlinda (Letícia Sabatella), que se envolvia com o cafajeste Chico (Daniel de Oliveira) ---- morto logo no primeiro capítulo ----, fez um bom contraponto com o romance adolescente de Gabriel (Johnny Massaro) e Lena (Arianne Botelho), que contava com a tenebrosa Malvina (Marina Ruy Barbosa), uma típica noiva-cadáver, para atrapalhar o par.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elenco se destaca em "Amorteamo"

O capricho de "Amorteamo" impressiona. A série tem um figurino impecável, cenários repletos de detalhes que destacam bem o Recife do início do século XX, e a trilha sonora é um presente para os ouvidos. Mas além de todas estas incontestáveis qualidades, o elenco merece uma menção especial pelo belo trabalho apresentado nesta produção de apenas cinco capítulos, escrita por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes.


A série tem um tom mais teatral e até bem voltado para o expressionismo. Os atores conseguiram mergulhar na proposta da fantasia macabra, abordada de várias formas, e vêm se destacando à medida que a história sombria vai avançando. Logo na estreia, já foi possível ver que todo aquele universo fazia uma espécie de mescla entre o lúdico e o terror. Os intérpretes foram bastante exigidos e o trabalho de composição de todos merece muitos elogios.

Um dos principais destaques é Letícia Sabatella, que está perfeita vivendo sua sofrida Arlinda. A mulher que passou a viver nas sombras de um profundo sofrimento, depois que seu amante foi assassinado por seu marido, é um perfil muito intenso.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cenas bem produzidas, trama sombria e proposta ousada marcam a estreia de "Amorteamo"

"Uma história de amor e morte em que a noiva abandonada se entrega à sorte de um coração quebrado. A mãe que vê seu bastardo com um homem amargurado vivendo na escuridão. E os mortos voltam à vida com sede de vingança e explicação." Substituindo a impecável "Os Experientes" na grade da Globo e tendo estes enfoques como base, estreou nesta sexta (08/05) uma nova série que mescla terror e paixão. "Amorteamo" ---- cujo título provoca uma inspirada junção de amor e morte, deixando a cargo de quem lê a sua preferência ---- é uma criação de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno, com direção de Flávia Lacerda.


A produção é uma grande ousadia da emissora, uma vez que envereda por um caminho até então pouco explorado em tramas nacionais. A história ----- ambientada em Recife, no início do século XX ----- é focada em dois triângulos amorosos bastante macabros: o primeiro entre Aragão (Jackson Antunes), Arlinda (Letícia Sabatella) e Chico (Daniel de Oliveira), e o segundo entre Gabriel (Johnny Massaro), Malvina (Marina Ruy Barbosa) e Lena (Arianne Botelho). A paixão, a traição, a morte e a tragédia estão presentes em todas estas relações conflituadas e completamente intrincadas. 

Gabriel é fruto da traição de Arlinda com Chico, que foi assassinado por Aragão assim que infidelidade da esposa foi descoberta pelo violento marido. O rapaz, cujo lado fúnebre se evidencia, foi criado pelo padrasto, mas nunca entendeu o ódio que o 'pai' sente por ele, pois desconhece toda a tragédia familiar.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Sessão de Terapia" encerra mais uma temporada esbanjando profundidade e qualidade

Novamente dirigida com brilhantismo por Selton Mello, mais uma temporada de "Sessão de Terapia" chegou ao fim no canal a cabo GNT. E a terceira temporada teve um gosto especial por se tratar de um produto 100% nacional, cujos personagens foram desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. Ao contrário da versão original israelense, que durou apenas duas temporadas, a versão brasileira deu tão certo que continuou no ar e continuará por mais tempo, pois uma quarta temporada está prevista para estrear em 2015.


Uma das principais qualidades desta série tão bem realizada é a capacidade de surpreender o telespectador com um novo drama e uma nova história. E todas as novas situações compõem perfeitamente o universo de Theo, um protagonista magnificamente vivido pelo ator Zécarlos Machado. Na terceira temporada, novamente o público foi envolvido com questões profundas e personagens impecavelmente bem escritos, com direito até a algumas reviravoltas surpreendentes.

A paciente de segunda-feira, por exemplo, Bianca, vivida muito bem por Letícia Sabatella, iniciou suas sessões se mostrando uma mulher oprimida pelo marido e que era constantemente espancada por ele. Theo, inclusive, a aconselhou denunciá-lo à polícia. Entretanto, nas últimas semanas da temporada, foi revelado que ela mentia para o terapeuta.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Érico e Verônica e Wilson e Charlene: os casais coadjuvantes que emocionaram em "Sangue Bom"

"Sangue Bom" apresentou um sexteto central que formou três casais, havendo algumas trocas ao longo da novela. E o relacionamento dos seis resultou em ótimas cenas, todas tendo Amora (Sophie Charlotte) como foco principal. Entretanto, dois casais coadjuvantes também ocasionaram bons conflitos e contaram lindas histórias. Vide Érico (Armando Babaioff) e Verônica (Letícia Sabatella), e Wilson (Marco Ricca) e Charlene (Mayana Neiva).


Wilson virou um sujeito amargurado e infeliz desde que sua esposa faleceu e costumava tratar todas as pessoas com extrema frieza. O início de sua relação com Charlene, como já era de se supor, foi recheada de conflitos e brigas. Sobrava até para o filho adotivo dela, que era destratado pelo empresário. Mas com o tempo e entre idas e vindas, o casal foi ficando cada vez mais próximo. Até o momento em que ela virou a grande 'salvação' do dono do Kim Park.

Charlene acabou sendo a grande responsável pela retomada da vida de Wilson, que passou a sorrir e voltou a sentir vontade de viver, como na época em que estava apaixonado pela filha de Glória (Yoná Magalhães).