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sábado, 30 de junho de 2012

As Brasileiras: um grande episódio encerrando uma fraca temporada

A série "As Brasileiras" chegou ao fim na última quinta-feira (28/06) apresentando um grandioso episódio protagonizado por Fernanda Montenegro: 'Maria do Brasil'. Foi muito prazeroso assistir a essa grande profissional vivendo uma atriz esforçada, mas com pouco talento, quase uma canastrona. Pedro Paulo Rangel fez uma ótima parceria com a veterana e ainda houve uma participação especialíssima de Paulo José, além de Marco Ricca e Nathália Timberg. Foi o melhor episódio da temporada e seu único 'concorrente', que empata na qualidade apresentada, foi o protagonizado por Glória Pires: 'A mamãe da Barra'. Mas, lamentavelmente, o saldo final desta série não foi nada animador.


A maioria dos episódios deixou muito a desejar. Se a narração de Daniel Filho era muito bem colocada em "As Cariocas", pode-se dizer que o mesmo não aconteceu em "As Brasileiras". Muitas vezes atrapalhava a cena e nada tinha a acrescentar, pois eram piadas grosseiras e a criatividade passava longe. A localidade pouco influenciava na história e só servia como introdução. Depois de falar bem superficialmente sobre o local ou estado mencionado, iniciava-se a trama que não sofria interferência alguma do ambiente. 'A vidente de Diamantina', só para citar um exemplo, poderia ser vivente de qualquer lugar.

O texto era pouco inspirado e, em alguns casos, apelativo. As histórias quase sempre não tinham criatividade e os desfechos eram óbvios ou decepcionantes. Na lista de histórias que devem ser esquecidas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Glória Pires brilha em As Brasileiras

Afastada da televisão desde o término de "Insensato Coração", onde interpretou magistralmente a vingativa Norma [ou Dona Norma, como diria Léo (Gabriel Braga Nunes)], Glória Pires voltou em uma breve participação na série "As Brasileiras", protagonizando o episódio 'A mamãe da Barra'.


O episódio, baseado no livro "Fala sério, mãe", da escritora Thalita Rebouças (que fez uma rápida cena mostrando seu lado atriz), conta a história de Ângela Cristina, uma mãe que não se toca dos 'micos' que faz a filha  pré-adolescente passar na frente dos coleguinhas de escola. O nome da menina é Maria de Lourdes e foi interpretada por Ana Pires de Moraes, filha da atriz. Ainda houve uma breve aparição de Antonia Moraes, sua outra filha, quando a protagonista imaginou como seria o futuro de Maria. É impossível analisar o desempenho da mais velha, mas Ana se saiu muito bem para uma estreia. Claro que ainda precisa melhorar muito, mas não fez feio. Uma curiosidade interessante e muito bem bolada, foi o pai da adolescente ter sido 'interpretado' pelo Tony Ramos, ou melhor, pela voz dele.  O objetivo foi relembrar sua parceria de sucesso com Glória nos filmes "Se eu fosse você 1 e 2". O telespectador não viu o rosto do personagem em momento algum, mas a voz era do ator. Provavelmente Tony não pôde participar e optaram por este criativo recurso.

Não há dúvidas que vimos o melhor episódio da série até então. O texto de Thalita Rebouças é criativo e a escritora conhece como ninguém o linguajar dos adolescentes,

sábado, 21 de abril de 2012

As Brasileiras decepciona

Antes mesmo de estrear, a série de Daniel Filho havia gerado muita repercussão e ansiedade, tanto do público quanto da crítica especializada.  No entanto, após vários episódios já terem ido ao ar, podemos afirmar que o resultado não foi positivo. "As Brasileiras" tinha tudo para repetir o sucesso de "As Cariocas", mas essa 'continuidade' acabou sendo uma grande decepção.


A grande maioria dos episódios, até então, foi muito fraca, apresentando história bobas e sem um pingo de criatividade. Apesar do bom elenco selecionado (com raras exceções), os atores acabam sendo mal dirigidos e muitos passam do ponto nas caricaturas. Já deu para perceber que o intuito é realmente esse: abusar de personagens caricatos; no entanto, em muitos casos houve excessos que prejudicaram ainda mais o enredo frágil dos episódios.

Dentre esses excessos citados, pode-se mencionar o exemplo de

sábado, 4 de fevereiro de 2012

As Brasileiras consegue atrair o interesse do telespectador

Após o sucesso de "As Cariocas" --- série baseada na obra de Sérgio Porto e exibida pela Globo em 2010 ---, Daniel Filho resolveu dar continuidade ao projeto. O diretor disse, em uma entrevista à Revista da TV, do Jornal O Globo, que já pensava nessa continuação mesmo antes da produção estrear no ano passado. Primeiramente chegou a se especular que o nome seria "As Paulistas", para logo depois ser desmentido. O boato provavelmente surgiu porque Daniel Filho queria abordar várias regiões do país, mas uma de cada vez. No fim das contas, optou-se por abranger quase todos os estados em uma mesma temporada, surgiu, então, "As Brasileiras".



Não são grandes as diferenças entre as séries. A abertura, por exemplo, é exatamente igual, o que é um ponto positivo. Foi uma grande ideia que, embora seja aparentemente simples --- um cenário todo branco, com duas escadas, onde todas as atrizes passeiam como se estivessem desfilando ---, funcionou perfeitamente e o resultado foi ótimo. O único senão é que como nessa temporada temos 22 atrizes ao invés de 10, a vinheta acabou ficando tumultuada demais.

Outra semelhança é a