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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2025 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Duda Santos.

Após sua estreia em "Travessia", com um papel muito pequeno, a atriz ganhou a protagonista da primeira fase do remake de "Renascer" e fez da Santinha o maior chamariz da história de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi. A personagem conquistou logo de cara e sua química com Humberto Carrão foi arrebatadora. Depois, a intérprete brilhou todos os dias como protagonista de "Garota do Momento", novela das seis de Alessandra Poggi, onde cativou com sua Beatriz. Em 2026, uma nova protagonista para sua promissora carreira: a mocinha de "A Nobreza do Amor", a próxima novela das seis.


2- Jéssica Ellen.

A atriz estreou em "Malhação Intensa", em 2012, e só ganhou uma protagonista para chamar de sua em 2025. Uma demora que nunca teve qualquer justificativa. Mas antes tarde do que nunca. E Jéssica emocionou com sua destemida Madá, a mocinha de "Volta por Cima", gostosa novela das sete de Claudia Souto. A personagem não tinha medo de cara feia e não foi uma tonta enganada por todos, pelo contrário. Madalena sabia tudo o que acontecia ao seu redor e enfrentava qualquer um. 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2025, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 



"Vale Tudo": 

Um dos piores remakes já feitos. Manuela Dias destruiu o fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bressères. O público nas redes sociais e a imprensa tinham vários pés atrás com essa adaptação porque tinha tudo para dar errado e deu. A autora destruiu personagens icônicos, como Marco Aurélio e Eugênio, tirou o destaque da Raquel e criou inúmeros conflitos novos e todos com a profundidade de um pires, onde os arcos dramáticos eram resolvidos em no máximo uma semana. Foi tudo tão raso que pareceu uma novela vertical antes mesmo do formato ser lançado pela Globo em suas redes sociais. O irônico é que a escritora reclamou várias vezes da abordagem do alcoolismo de Heleninha e acusou falsamente a obra original de tratar o vício como piada. Mas o que Manuela fez? Uma trama panfletária, com a vilã chamando a filha de alcoolista, e no final Heleninha foi presa acusada de assassinar a mãe, um crime que nem existiu porque Odete Roitman apareceu viva no último bloco em uma sequência ridícula e repleta de absurdos. Ou seja, vai carregar uma culpa inexistente pro resto da vida. Isso citando apenas um dos vários equívocos do roteiro. Não por acaso, vários atores demonstraram insatisfação com a trama. Taís Araújo foi a única que expôs sua opinião com a novela ainda no ar, já outros preferiram esperar o término, como Luis Melo e Maeve Jinkings. A Globo forçou a narrativa do êxito da produção, mas a verdade é que patinou na audiência durante toda a sua exibição e só engrenou na véspera do assassinato de Odete, em plena reta final. O único sucesso foi o comercial porque a repercussão, embora alta, teve um massacre de críticas merecidas. 



"Mania de Você": 

A trama que antecedeu "Vale Tudo" foi um fiasco histórico. Após o sucesso de "Todas as Flores" no Globoplay, João Emanuel Carneiro voltou ao horário nobre da Globo e com a missão de elevar a audiência das nove, após o fracasso do remake de "Renascer". Mesmo diante de uma segunda parte muito mal desenvolvida de sua novela na plataforma de streaming, havia uma boa expectativa para sua nova história. E as chamadas eram convidativas. Porém, a produção se mostrou uma completa catástrofe. A primeira fase apresentou ótimos conflitos e personagens ambíguos, mas a correria dos acontecimentos prejudicou a construção do enredo e a compreensão do público. Para culminar, Amauri Soares ordenou o corte de várias cenas, a ponto de capítulos serem jogados no lixo. O todo poderoso do setor de teledramaturgia achou que aumentaria a audiência a antecipação do assassinato de Molina (Rodrigo Lombardi). Mas foi a partir daí que a trama mergulhou em um poço sem fundo. A segunda fase afastou ainda mais o público por conta de péssimos núcleos secundários e situações absurdas, que colocaram o telespectador como idiota. O que se viu foi um amontoado de reviravoltas sem impacto e qualquer lógica, além de um roteiro exaustivo que sempre voltou para o mesmo lugar. Os atores tiraram leite de pedra, mas não conseguiram milagres. Os personagens eram péssimos e com trajetórias constrangedoras. A cena em que Molina tentou afogar Mércia (Adriana Esteves) no mar entrou para a galeria das mais toscas da teledramaturgia diante dos efeitos especiais patéticos. O mocinho, Rudá (Nicolas Prattes), foi assassinato por causa da rejeição do público e o vilão transformado em bonzinho sem uma construção crível. A direção de Carlos Araújo resultou em algumas cenas dignas de um produto amador. A cada capítulo tudo ficava pior e o fim foi um alívio para público e elenco. O título de pior média de audiência da história do horário nobre é merecido.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

"Três Graças" é o que o remake de "Vale Tudo" tentou ser e fracassou

 Aguinaldo Silva nunca teve papas na língua. O autor é conhecido pelas suas opiniões sinceras sobre diversos assuntos, incluindo o trabalho de seus colegas. Não por acaso, vários jornalistas tentaram de toda maneira extrair alguma declaração sua a respeito do remake desastroso de "Vale Tudo". Até porque ele também é o único escritor vivo da obra original. Mas as poucas falas sobre o assunto foram genéricas e discretas. Só que agora, através da excelente "Três Graças", que assina junto com Zé Dassilva e Virgílio Silva, é possível observar tudo o que o escritor achou da adaptação de Manuela Dias. 


Há diversas situações da atual novela das nove da Globo, dirigida com brilhantismo por Luiz Henrique Rios, que alfinetam de forma sutil a produção anterior que chegou ao fim há menos de dois meses. O autor tem uma maneira espirituosa e sofisticada de transformar o remake em combustível criativo. Em vez de cair na armadilha fácil de ataques diretos ou grosseiros, a nova trama usa o fiasco alheio como lente de aumento para refletir sobre a própria teledramaturgia brasileira: seus exageros, suas repetições, e promessas de reinvenção que muitas vezes fica apenas no 'release'. 

Aguinaldo, Zé e Virgílio criaram um novelão clássico, onde um novelo vem sendo desfeito aos poucos, sem atropelos, e com uma estruturação que engrandece a narrativa e os personagens, ou seja, tudo o que o remake não teve.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

"Vale Tudo" foi um remake apolítico, descaracterizado, raso, absurdo e covarde

 O remake de "Vale Tudo" sofreu um massacre de críticas muito antes da sua estreia. A ideia de uma nova versão da melhor novela já feita na teledramaturgia provocou uma série de desconfianças por razões óbvias e a rejeição nas redes sociais foi gigante, o que fez a missão da nova trama ser ainda mais complicada. Afinal, o objetivo era repetir o sucesso, manter a qualidade, não desrespeitar a obra original e provar que todas as críticas tinham sido precipitadas. Porém, a adaptação de Manuela Dias, dirigida por Paulo Silvestrini, chegou ao fim nesta sexta-feira (17/10) sem conseguir alcançar nem um terço das metas.  


A autora até conseguiu enganar o público e a imprensa no começo do remake, quando as similaridades com a obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères eram muitas. Mas, ao longo dos messes, foi ficando evidente a precariedade do texto, a destruição de arcos dramáticos fundamentais, a direção repleta de equívocos e novos conflitos que só empobreceram a narrativa, a ponto da essência do enredo ter se perdido por completo. A pergunta central --- "Vale a pena ser honesto no Brasil?" --- perdeu a relevância porque não houve discussão alguma de temas pertinentes e incômodos para a sociedade. 

A principal característica do remake foi a covardia. A história de 1988 transbordava política e abordava assuntos que geravam debates. Mas é importante ressaltar que não se tratava de política partidária e, sim, a política do dia a dia de todo cidadão brasileiro, aquelas atitudes que quase sempre caminhavam na linha tênue entre a integridade e a canalhice. Tanto que não havia personagem perfeito em "Vale Tudo". Todos tinham algum tipo de falha, o que proporcionava uma sucessão de embates éticos e controversos sobre a conduta de cada um.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Última semana de "Vale Tudo" destrói trajetória de Fátima e mistério sobre o assassino de Odete Roitman

 A dois capítulos de seu fim, "Vale Tudo" apresentou uma das piores últimas semanas da história da teledramaturgia. Nem parece que o remake adaptado por Manuela Dias e dirigido por Paulo Silvestrini está acabando. Não acontece praticamente nada de relevante e os poucos acontecimentos exibidos serviram apenas para destruir qualquer resquício de lógica na saga de Maria de Fátima (Bella Campos) e ainda tirou todo o clímax para a revelação do verdadeiro assassino de Odete Roitman (Debora Bloch). 


Para disfarçar a falta de enredo na reta final, a autora optou por reprisar inúmeras vezes as cenas de Odete dialogando com cada um dos cinco suspeitos de seu assassinato, com uma preferência para Celina (Malu Galli) e Heleninha (Paolla Oliveira), que já apareceram em quase todos os capítulos da última semana enfrentando a vilã e apontando a arma para ela. Tanto que as duas já assumiram o crime para uma inocentar a outra. O delegado não fez em nenhum momento o teste de pólvora nas mãos das suspeitas e ambas também confessaram o crime sem a presença de um advogado sequer. Nem cela na delegacia tem para elas ficarem. Tanto que as cenas são sempre em uma sala. Faltou verba para o cenário e para a contratação de um ator?

A quantidade de reprises minou qualquer expectativa para a revelação do assassino de Odete. Claro que a curiosidade persiste, mas já foram exibidas tantas vezes as mesmas cenas que é inevitável a diminuição do impacto da sequência verdadeira no último capítulo. Ficou maçante, o que é raro em se tratando de situações enigmáticas envolvendo um grande crime.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Taís Araújo protagonizou três novelas das nove e foi boicotada em todas

 O talento de Taís Araújo é indiscutível. Tanto que seu segundo trabalho na televisão foi como protagonista de "Xica da Silva", entre 1996 e 1997, quando tinha apenas 17 anos. E logo mostrou do que era capaz. Fez de Xica um papel memorável e que entrou para a história da teledramaturgia. Desde então, já são muitas personagens em folhetins, séries, filmes e teatro. No entanto, a atriz até agora não teve sorte protagonizando novelas das nove na Globo. 


A primeira protagonista de Taís na faixa horária mais prestigiada da televisão brasileira foi em "Viver a Vida", em 2009. E foi cercada de expectativas. Afinal, era a primeira Helena preta de Manoel Carlos e a primeira personagem central da atriz no horário nobre. Só que tudo deu errado. A novela foi considerada um fracasso para os padrões da época, teve inúmeros problemas de desenvolvimento, excesso de personagens, e um dos graves equívocos foi condução do papel principal de Maneco. A figura controversa e que gera muitas discussões em todas histórias do autor desta vez não tinha um arco dramático potente e muito menos relevante. 

Helena era uma modelo rica e bem-sucedida que largava tudo para casar com um homem mais velho, o empresário Marcos (José Mayer), ex-marido de Tereza (Lilia Cabral), uma ricaça amargurada que nunca superou a separação. O marido de Helena teve três filhas com Tereza e a mais velha, Luciana (Alinne Moraes), que também era modelo, não aceitou o romance do pai e criou uma rivalidade com a nova madrasta.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Morte de Odete Roitman não repetiu nem um terço do impacto da cena original de "Vale Tudo"

 O título da crítica já vai gerar o seguinte questionamento: 'Ah, mas vai ficar comparando?'. Desculpa, caro leitor, mas é para comparar. É o que acontece em qualquer remake. Sempre haverá o comparativo com a original. Não há problema algum nisso quando a adaptação tem qualidade. Serve até a nível de curiosidade. E no caso de "Vale Tudo" nem teria como não comparar porque o assassinato de Odete Roitman (Beatriz Segall) é uma das cenas mais memoráveis da história da teledramaturgia e já foi reprisada milhares de vezes. 


A própria Globo se aproveitou da sequência antológica para vender o capítulo desta segunda-feira, dia 6, porque foram várias cotas publicitárias enchendo o cofrinho da emissora e muita propaganda em todos os momentos possíveis. O marketing deu certo porque a trama teve média de 30 pontos pela primeira vez e a faixa das nove não tinha esse índice desde o final de "Terra e Paixão", o último sucesso do horário, de Walcyr Carrasco, que rendeu 32 pontos de média. 

Em relação ao lucro e aos números de audiência, só há motivos para comemoração. Mas em se tratando de dramaturgia e direção o resultado foi o mais decepcionante possível. Não pelo elenco, é bom sempre ressaltar. Todos fizeram o que foi proposto por Manuela Dias e por Paulo Silvestrini.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Remake de "Vale Tudo" é um amontoado de conflitos superficiais e absurdos

 O remake de "Vale Tudo" vem enfrentando uma sucessão de críticas e todas em relação aos novos conflitos criados por Manuela Dias são justas e pertinentes. A autora quer abordar milhares de assuntos possíveis e não consegue dar profundidade a nenhum, o que deixa a adaptação da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères superficial e genérica. O pior é que a essência do folhetim é deixada de lado, a ponto da pergunta central --- "Vale a pena ser honesto no Brasil?" --- perder toda a relevância porque não há discussão alguma de temas pertinentes e incômodos para a sociedade. 


É impressionante os inúmeros temas que já foram explorados na história e não houve um sequer que tenha durado mais de uma semana. Todos surgem e são resolvidos em tempo recorde. Não há uma construção mínima para envolver o público, o que esvazia qualquer abordagem e automaticamente deixa os dramas dos personagens sem qualquer impacto. É humanamente impossível o telespectador ter alguma empatia por aquelas pessoas fictícias diante da ausência de uma linha narrativa ou arco dramático sólido. 

Assexualidade, tráfico de animais, adoção por casais homoafetivos, redução dos gases do efeito estufa, vício em jogo do tigrinho, pensão alimentícia, etarismo, assédio moral, falta de sexo no casamento, Burnout, bebê reborn, onlyfans, racismo, maternidade solo, enfim, nem dá para enumerar todas as abordagens rasas da trama.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Manuela Dias aniquila a força do embate entre Raquel e Fátima em "Vale Tudo"

 Nesta quinta-feira (28/08), foi ao ar em "Vale Tudo" uma das cenas mais aguardadas pelo público em 1988: o momento em que Maria de Fátima (Bella Campos) bate na porta da casa da mãe e pede ajuda, exatamente como Raquel (Taís Araújo) disse que aconteceria no dia do rompimento entre as duas. A cena da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères é de lavar a alma. Só que não teve o mínimo impacto no remake e não por culpa das atrizes, mas do contexto criado por Manuela Dias na nova versão, que esvaziou todo o simbolismo da sequência. 

Há 37 anos, a cena foi ao ar dentro de um contexto que honrou a essência da novela. A pergunta 'Vale a pena ser honesto no Brasil?' foi respondida especificamente nesta sequência, bem antes do final da obra. Raquel estava milionária graças ao sucesso de seu restaurante, fruto de seu trabalho ao lado do melhor amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel). Não precisou passar a perna em ninguém, dar golpes, mentir, nada. Enriqueceu com a sua luta. Ainda que seja uma utopia diante de tantas desigualdades no país e da narrativa errônea em torno da meritocracia, uma vez que a oportunidade nunca é igual para todos, foi um momento catártico. 

Raquel se negou a ajudar a filha e a expulsou seu seu apartamento de luxo em 1988. E na trama original, vale lembrar, Fátima já tinha parido e estava com uma criança nos braços para cuidar sozinha. A profecia daquela mãe se cumpriu depois da antológica cena em que Raquel rasgou o vestido de noiva de Fátima e disse em alto e bom som que sua queda era certa e nunca mais contaria com ela para nada.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Manuela Dias repete o erro de "Amor de Mãe" em "Vale Tudo"

 O remake de "Vale Tudo" está a dois meses de seu fim. A adaptação do fenômeno de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères reagiu na audiência nas últimas semanas graças aos embates que fizeram sucesso em 1988. Não por acaso, quando a produção mantém as cenas das viradas muito bem construídas pelos autores há 37 anos, há uma resposta nos números. No entanto, tudo o que foi muito bem estruturado no passado vem sendo aniquilado com desdobramentos rasos e eliminação de cenas ou situações fundamentais para uma boa narrativa. 


A mais recente e que vem sendo explorada nos capítulos é a derrocada de Raquel (Taís Araújo). É importante um adendo antes da análise sobre a virada que Odete Roitman (Debora Bloch) provoca na vida da protagonista. Em 1988, a personagem triunfa com o sucesso de seu restaurante e vira uma empresária milionária. A sua trajetória prova que é possível ser bem-sucedido sendo honesto no Brasil, a grande premissa do roteiro. E não retorna para a vida humilde que tinha, até porque não havia possibilidade diante da sua situação financeira. 

Agora, em 2025, nunca pareceu que Raquel ficou rica. Ainda que tenha mudado de roupa, o seu padrão de vida não sofreu alteração. Não comprou carro, apartamento, nada. Uma situação bem parecida com a da família Leonel em "No Rancho Fundo", folhetim das seis de Mário Teixeira, onde todos descobriam uma mina de turmalina paraíba, mas mantinham os costumes de sempre por puro comodismo da narrativa e romantização da pobreza.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Surto de Heleninha destaca talento de Paolla Oliveira em "Vale Tudo"

 Nesta terça-feira (29/07), foi ao ar a melhor sequência de Heleninha Roitman no remake de "Vale Tudo". A personagem vem enfrentando uma trajetória bem irregular na adaptação de Manuela Dias, assim como vários perfis na nova versão da obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères. E os problemas que transbordam na narrativa às vezes recaem no trabalho dos atores, de uma forma injusta em sua maioria. No caso de Paolla, houve agora a possibilidade da atriz demonstrar um grande desempenho em uma sucessão de cenas difíceis. 


O capítulo foi quase todo voltado para Heleninha, que mais uma vez teve uma recaída e bebeu todas por causa da crise no casamento com Ivan (Renato Góes). O ex de Raquel (Taís Araújo) saiu de casa decidido a terminar a relação, o que desesperou a filha de Odete Roitman (Debora Bloch). A personagem chegou a ir até o apartamento do sogro, Bartolomeu (Luis Mello), caindo de bêbada, para implorar o perdão do marido, o que só piorou a situação. 

Heleninha ainda decidiu seguir Ivan e flagrou Raquel subindo até o apartamento do seu ex. Não houve beijo ou outra situação de maior intimidade, mas a situação foi o bastante para Heleninha desistir de qualquer chance de permanecer sóbria.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Por que a Globo não elimina de vez os casais gays em suas novelas?

 A pergunta no título desta crítica parece um ato claro de homofobia. Mas na realidade é um questionamento cada vez mais pertinente diante da hipocrisia que a atual cúpula da Globo que comanda o setor de teledramaturgia, chefiada por Amauri Soares e José Luiz Villamarim, vem abordando os relacionamentos homoafetivos na ficção. 


Junho foi o mês da visibilidade LGBTQIAP+ e a emissora é a única das redes brasileiras que pode ser classificada como progressista, ainda que não em sua totalidade. Mas o conservadorismo tomou conta do canal desde que houve uma mudança no comando do setor de entretenimento, ainda que de uma forma não tão explícita. E tudo foi sendo feito de forma camuflada, mas acabou escancarado em "Vai na Fé" (2022), novela das sete de sucesso de Rosane Svartman, por conta das várias censuras aos beijos gravados pelos dois casais gays da trama e que eram sempre cortados na hora da exibição. 

É importante lembrar que a temática nunca foi tratada com liberdade na Globo, tanto que os romances homoafetivos nas novelas eram sempre abordados de uma forma discreta e sem beijos. Os autores nem podiam escrever cenas do tipo. Mas o primeiro veto público a um beijo ocorreu no último capítulo da novela "América", de Glória Perez, em 2005.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cena emblemática prova que Taís Araújo foi a melhor escalação do remake de "Vale Tudo"

 Nesta segunda-feira (07/07), foi exibida uma das cenas mais emblemáticas de "Vale Tudo" e da história da teledramaturgia nacional: o momento em que Raquel (Taís Araújo) desmascara Maria de Fátima (Bella Campos) e rasga o vestido de noiva da filha. A sequência original, interpretada por Regina Duarte e Gloria Pires em 1988, é uma das mais reproduzidas até hoje nas redes sociais e foi reprisada inúmeras vezes na televisão em programas, como o extinto "Vídeo Show". 


A cena foi muito aguardada, mas por motivos de desconfiança. Afinal, o remake vem se mostrando um fracasso de audiência e enfrenta uma avalanche de críticas (quase todas muito justas), tanto do público quanto dos jornalistas especializados em televisão. Então, havia o receio da destruição de um dos momentos mais lembrados pelos telespectadores da versão original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres. Porém, o resultado foi bastante positivo e comprovou o acerto da escalação de Taís Araújo. 

O desafio de escolher uma nova atriz para defender uma personagem tão ingênua e correta era grande, até porque Regina Duarte teve um desempenho brilhante em um papel de difícil composição. Todavia, ao contrário de vários outros nomes, a escalação de Taís foi quase uma unanimidade quando anunciada. Os elogios dominaram os espaços porque todos acreditavam no potencial da atriz, que já esbanjou talento em vários papéis, desde a sua estreia na televisão, em "Xica da Silva", aos 17 anos.

sábado, 21 de junho de 2025

Trama de Cecília e Laís em "Vale Tudo" é uma vergonha

 O remake atual da Globo anda de mal a pior. A baixa audiência é um reflexo do que vem sendo mostrado ao longo dos capítulos. A trama, adaptada por Manuela Dias e dirigida por Paulo Silvestrini, está cada vez mais distante da essência da obra original e os vários problemas da narrativa merecem uma análise em outra crítica. Porque agora é preciso focar no equívoco que vem sendo a abordagem da relação de Cecília (Maeve Jinkings) Laís (Lorena Lima). 


Em coletivas de imprensa antes da estreia da novela, Manuela Dias reforçou que agora teria a liberdade para aprofundar o casal homoafetivo da história, já que o Brasil evoluiu e não tem mais a censura de 1988. Porém, faltou combinar o a atual gestão da teledramaturgia da Globo, chefiada por Amauri Soares, que desde então vem cortando e diminuindo o destaque de todo par gay que surge em qualquer folhetim. A única exceção foi "Terra e Paixão", por conta do peso de Walcyr Carrasco, o responsável pelas maiores audiências da emissora. 

E vale ressaltar que o casal não chegou a sofrer qualquer tipo de censura ou rejeição do público na época porque Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères quiseram discutir a questão da divisão de bens, após o falecimento de um dos pares. Afinal, o casamento homoafetivo ainda não era legalizado e não havia uma lei para amparar o viúvo ou a viúva.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

"Vale Tudo" apresenta ótimo começo e tem dura missão pela frente

 O remake de "Vale Tudo" é a maior aposta da Globo em 2025, o que foi refletido na intensa campanha de divulgação, tanto nas redes sociais quanto nos programas do canal, além de ações coordenadas promovidas pela emissora que completa 60 anos no dia 26 de abril. E não por acaso será neste dia que Odete Roitman (Debora Bloch) entrará na história, adaptada por Manuela Dias, dirigida por Paulo Silvestrini e baseada na obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères.


A coragem de refazer a produção que é considerada a novela das novelas e uma obra prima da teledramaturgia tem o seu preço e um deles é a inevitável comparação. Tanto que a emissora vem sofrendo uma avalanche de críticas nas redes sociais desde que anunciou o remake. A escalação do elenco foi o principal alvo dos ataques, além de possíveis mudanças no texto primoroso do folhetim. Porém, o antídoto para esse veneno é um trabalho bem feito e que ao menos não desrespeite o conjunto tão harmonioso, visto em 1988, e até hoje tão aclamado.

Ao menos por enquanto, a produção não tem feito por merecer críticas. É verdade que está apenas há uma semana no ar e muita água vai rolar até o final do enredo, mas até o momento a novela vem despertando atenção e curiosidade a respeito dos próximos acontecimentos.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

"Vale Tudo": o que esperar do novo remake das nove?

 Vale tudo para vencer na vida? É a questão que separa mãe e filha no novo remake das nove da TV Globo, adaptado por Manuela Dias com direção artística de Paulo Silvestrini. A nova versão de ‘Vale Tudo’, um dos maiores títulos da teledramaturgia brasileira, escrito por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, e exibido originalmente em 1988, estreou nesta segunda-feira (31/03) e promete conduzir o público a uma jornada atual sobre caráter, ética, honestidade, com enfrentamentos morais e romance. 


A relação entre mãe e filha com visões opostas sobre o caminho a se vencer na vida desencadeia um embate sobre se vale tudo para ser bem-sucedido e, ao mesmo tempo, honesto no Brasil. Enquanto Raquel (Taís Araujo), uma mulher batalhadora, típica mãe brasileira, acredita que é possível ganhar a vida com integridade e de forma honesta, sua filha, Maria de Fátima (Bella Campos), se dispõe a fazer qualquer coisa para alcançar o sucesso e abandonar a vida simples que leva em Foz do Iguaçu, no Paraná. O conflito entre essas duas mulheres está no centro da trama de ‘Vale Tudo’. 

A história começa focando em Raquel, que foi criada por seu pai, Salvador (Antonio Pitanga), segundo as mais rígidas regras de ética e moral, e, tenta educar Maria de Fátima da mesma maneira. Mas a jovem não vê a hora de conquistar a vida glamourosa que tanto sonhou, custe o que custar.  

quarta-feira, 26 de março de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira retrasada, dia 11, a segunda coletiva virtual de "Vale Tudo". Participaram os atores Cauã Reymond, Debora Bloch, Paolla Oliveira, Carolina Dieckmann, Pedro Waddington, Edvana Carvalho, Ramille, Ricardo Teodoro, Malu Galli, Luis Lobianco, Alice Wegmann, Humberto Carrão, Samuel Melo, Rhaisa Batista, Luis Melo e Bella Campos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Cauã Reymond falou como enxerga o futuro romance de seu personagem com a Odete: "Nunca parei pra pensar nisso. Tive o cuidado de ver um pouco a versão anterior, mas não quis ver muito porque como a Débora falou muito bem estamos fazendo um clássico e é um novo texto e uma nova 'Vale Tudo'. Se a gente fizer a metade do sucesso que ela fez, ficarei mito feliz. Não fiz ainda cenas com a Odete e estou na fase do plano com a Maria de Fátima pra ela conquistar o Afonso. Estou torcendo pra encontrar com a Débora que admiro muito, mas nunca contracenamos".

Debora Bloch comentou se assistiu ao produto original, como é sua parceria com Malu Galli e como enxerga a Odete em 2025: "Eu na época eu vi a novela um pouco porque estava no teatro, mas não via todo dia. Depois comecei a rever e achei que aquilo não estava me ajudando e achei melhor concentrar no texto da nova versão e concentrar na minha Odete. A novela virou um clássico e sempre que se remonta um clássico os atores vão dar a sua leitura daquele clássico, acrescentar seu repertório. Eu já assistia Malu no teatro e depois a gente fez a minissérie 'Queridos Amigos', onde ficamos amigas, e depois 'Sete Vidas'. Fizemos duas amigas na série e depois irmãs na novela. A gente se dá bem em cena, temos um jogo bom juntas, mas agora é uma relação diferente dessas irmãs.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Tudo sobre a festa de lançamento do remake de "Vale Tudo"

 Uma festa “bafônica”, como diria Milton Cunha! Assim foi o lançamento de ‘Vale Tudo’, nesta quinta-feira, dia 20, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro. A noite foi repleta de experiências imersivas, intervenções e referências à novela em todos os espaços, pensados para traduzir o mundo de luxo da família Roitman e o despojamento do universo dos influencers da agência Tomorrow da trama. 

Um desfile de modelos vestindo as capas de chuva coloridas de cenas do primeiro capítulo deu um toque especial ao evento, enquanto o ponto alto da noite foram os shows. Os  Garotin transformaram o Golden Room num baile coreografado, e uma roda de samba com Pretinho da Serrinha e Mariene de Castro levou o elenco ao palco para cantar “Brasil”, tema da abertura da novela.  

Em um dos salões principais do hotel, a equipe de cenografia reproduziu o ambiente da mansão dos Roitman, com uma atmosfera elegante e aconchegante. O espaço foi decorado com detalhes especiais, como produção de arte com fotos do elenco em porta retratos. O evento ainda teve dois estilos de bar, com drinks nomeados com bordões da novela.

terça-feira, 4 de março de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 25, a primeira coletiva virtual de "Vale Tudo", remake de Manuela Dias, dirigido por Paulo Silvestrini, baseado na obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres. Participaram a autora, o diretor e os atores Lucas Leto, Cacá Ottoni, Karine Teles, Belize Pombal, Maeve Jinkings, Lorena Lima, Breno Ferreira, Bruna Aiiso, Letícia Vieira, Jéssica Marques e Taís Araújo. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Paulo Silvestrini comentou sobre a diferença do remake: "A gente assina e entrega uma carta de intenções. A gente espera que tenha tocado no coração dos fãs. Para o fã a essência da obra está preservada, os personagens estão ali. A gente brinda o público com pequenas homenagens, busco homenagear Dennis Carvalho e Ricardo Washington, enfim, é uma releitura vintage e para quem não conhece é uma oportunidade para entrar em contato com essa obra clássica. Vou fazer com muita atenção e vontade que todos se sintam recompensados em ligar a televisão". 

Manuela Dias falou das mudanças ao longo do tempo para a realização do remake: "Depois de 37 anos, a nossa expectativa é que 40% terá contato com a obra original. Mas é uma novela para todos. Está atualizada com um cheiro vintage e acho que para quem já viu é como se reencontrar um amigo, mas com o tempo fazendo seu trabalho. O mundo mudou muito, ainda bem, no quesito de sustentabilidade, enfim.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

O que a televisão e o streaming reservam para o telespectador em 2025?

 O novo ano acabou de começar e o mundo do entretenimento está prometendo várias produções ao longo dos meses, tanto na televisão quanto no streaming. A HBO Max, que agora é só Max, lançará sua primeira novela no mercado, após vários adiamentos, enquanto o Globoplay confirmou "Guerreiros do Sol" para abril, após o cancelamento da exibição ano passado. Ainda haverá a programação especial da Globo em homenagem aos seus 60 anos e aos 100 anos do Grupo Globo. Enfim, vamos logo para a lista do que virá em 2025. 




"BBB 25": 

A edição comemorativa do "Big Brother Brasil" não terá Boninho, o diretor que implementou e foi o responsável pelo formato do maior reality do país até ano passado. É uma baixa significativa. Mas a temporada apresentou chamadas com vários ex-BBBs marcantes celebrando a história da atração e neste ano os novos participantes entraram em duplas. A decoração da casa é inspirada na teledramaturgia da Globo em comemoração aos seus 60 anos, mas o resultado ficou genérico e pouco inspirado. Já a apresentação segue de Tadeu Shimidt e a estreia, nesta segunda-feira, dia 13, foi movimentada. Resta torcer para que a vigésima quinta edição tenha bons competidores, ótimas rivalidades e boas brigas, mas sem crimes e polêmicas envolvendo o código penal...



"Beleza Fatal": 

Primeira novela original da Max em parceria com o estúdio Coração da Selva. Criada e escrita por Raphael Montes, a trama conta a história de Sofia, uma jovem que vê a mãe ser presa e morta injustamente por culpa de sua tia, Lola (Camila Pitanga), uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos. Sem rumo, a garota é acolhida pela família Paixão, que também se encontra no sofrimento porque a filha Rebeca (Fernanda Marques) parou no hospital por conta de uma cirurgia mal-sucedida. O responsável pela operação foi Benjamin Argento (Caio Blat), um cirurgião plástico herdeiro de um império da beleza. Sofia e sua nova família se unem na indignação e na dor contra os culpados por suas tragédias. Anos se passam e Sofia, agora vivida por Camila Queiroz, traça seu plano de vingança. Com a ajuda da família, Sofia quer destruir Lola e todos que lhe fizeram mal. Durante o percurso encontra seu amor de infância, Gabriel (Enzo Romani), filho de Lola, cujo sonho é ser policial que nem o pai. O elenco tem ainda vários outros nomes conhecidos da Globo, como Vanessa Giácomo, Giovanna Antonelli, Marcelo Serrado, Júlia Stockler, Herson Capri, Ana Kutner e Murilo Rosa. Após vários adiamentos, a estreia finalmente foi marcada: 27 de janeiro