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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Reprise comprovou que "Império" foi uma novela regular e sustentada apenas pelo núcleo central

"Império" teve 203 capítulos em sua exibição original, entre julho de 2014 e março de 2015. A reprise da saga do comendador José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), que chega ao fim nesta sexta-feira (05/11), foi exibida quase na íntegra. Na época, a trama de Aguinaldo Silva fez sucesso: elevou em três pontos a média geral, derrubado por "Em Família", fracasso anterior, escrito por Manoel Carlos. No entanto, a reexibição não repetiu o feito: a média foi bem menor que as reprises de "Fina Estampa" e "A Força do Querer". 


Apesar do êxito nos números do Ibope em 2014, a trama pode ser classificada apenas como regular. Não foi uma obra péssima e conseguiu ser bem melhor do que dois folhetins relativamente recentes do autor ---- a já citada e problemática "Fina Estampa" e o fiasco "O Sétimo Guardião". Entretanto, esteve longe de ser uma novela ótima. A história teve muitos equívocos, mas o núcleo central sustentou bem "Império", sendo o seu maior acerto. A família Medeiros teve dois perfis de destaque muito complexos (Zé Alfredo e Maria Marta) e os embates pelo comando da empresa de joias sempre eram atrativos.

O autor foi muito corajoso ao colocar um homem repleto de desvios de conduta e extremamente arrogante como protagonista, e ainda escolher Alexandre Nero para interpretá-lo. Toda a coragem valeu a pena, afinal, o comendador (um típico anti-herói) caiu nas graças do público, fez sucesso e o ator deu um verdadeiro show na pele do personagem que até hoje é o melhor de sua carreira.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Ótimo em "Império", Alexandre Nero também vem brilhando em "Nos Tempos do Imperador"

 A estreia de Alexandre Nero na televisão foi tardia. Com 38 anos, em 2008, o ator caiu nas graças do público logo em sua primeira novela. Na pele do humilde verdureiro Vanderlei, Alexandre se destacou vivendo um dos personagens de menor importância de "A Favorita", primeira novela de João Emanuel Carneiro no horário nobre. Pois seis anos se passaram e o ator ganhou sua melhor oportunidade como o protagonista de "Império", em 2014, na trama de Aguinaldo Silva, cuja reprise se encerra nesta semana. Ao mesmo tempo, o intérprete vem brilhando em "Nos Tempos do Imperador", a primeira novela das 18h inédita em tempos de pandemia. 


José Alfredo foi um personagem bem complexo e engrandecedor para qualquer ator. O protagonista da trama mesclava momentos de vilania com atos enobrecedores. Era machista, frio, amoroso, cruel, heroi, vilão, sonegador, honesto, canalha, sincero, enfim, uma contradição ambulante. Uma escolha ousada do autor que deu certo, já que nem todo personagem central com tais características funciona. O carisma do intérprete ajudou bastante na aceitação popular. 

A complexidade dos sentimentos do comendador ao longo do enredo proporcionou para Alexandre Nero cenas ótimas, que evidenciaram o acerto de sua escalação. O ator esteve impecável na pele do bem construído e machista personagem, que tinha uma amante muito mais jovem, era pai de quatro filhos e casado com uma mulher que só pensava em poder. Aguinaldo escreveu José Alfredo especialmente para o ator e acertou em cheio.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Romance de Maria Isis e José Alfredo foi um dos muitos equívocos de "Império"

 Há reprises que envelhecem mal ou então despertam um novo olhar do público após anos da primeira exibição. O caso de "Império", novela de Aguinaldo Silva atualmente reprisada no horário nobre, não chega a ser um caso de enredo que tenha envelhecido mal. Porém, a relação entre José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) provoca uma percepção que em 2014 muitos não tiveram ou ignoraram. 

O casal sempre foi tratado pelo autor como uma espécie de 'mocinhos', ainda que o comendador tenha passado longe do tipo heroico. Aliás, uma das qualidades da novela foi o protagonismo de um personagem com tantas camadas e com sérios desvios de caráter. Uma atitude ousada e válida, que fez muito sucesso. Mas o par formado por Zé Alfredo e Isis é problemático em vários aspectos. E vale ressaltar que o romance não teve uma grande aceitação na época, por mais que Aguinaldo tenha se esforçado. Grande parte do público ficou do lado de Maria Marta (Lília Cabral). Ou seja, a situação não envelheceu mal porque na época já não tinha obtido o êxito desejado. Mas os motivos da relação do personagem central com sua amante ter sido um erro não foram muito comentados. 

O fato é que o contexto peca logo no início quando apresenta Maria Ísis como uma garota que não faz nada da vida e vive em um apartamento de luxo bancado por um homem que tinha idade para ser seu pai. Nada contra relações com diferenças de idade, mas a situação desperta incômodo a partir do momento em que o comendador chama a amada de "sweet child" (doce criança).

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sustentada pelo núcleo central e marcada por altos e baixos, "Império" foi uma novela apenas mediana

Foram 203 capítulos. "Império" estreou em julho de 2014 e chegou ao fim nesta sexta (13/03), encerrando a saga do comendador José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), após quase oito meses de novela no ar. Aguinaldo Silva escreveu um folhetim clássico e muitas das situações apresentadas no núcleo central lembraram "Suave Veneno", produção que foi o seu maior fracasso na carreira. Mas desta vez o autor conseguiu conquistar a audiência e aumentou em três pontos a média geral do horário nobre, derrubado por "Em Família".


Apesar do êxito nos números do Ibope, a trama pode ser classificada apenas como regular. Não foi uma obra péssima e conseguiu ser bem melhor do que o último folhetim do autor ---- a fraca "Fina Estampa" ----, entretanto, esteve longe de ser uma novela ótima. A história teve muitos equívocos, mas o núcleo central sustentou bem "Império", sendo o seu maior acerto. A família Medeiros teve dois perfis de destaque muito complexos (Zé Alfredo e Maria Marta) e os embates pelo comando da empresa de jóias sempre eram atrativos.

O autor foi muito corajoso ao colocar um homem repleto de desvios de conduta e extremamente arrogante como protagonista, e ainda escolher Alexandre Nero para interpretá-lo. Toda a coragem valeu a pena, afinal, o comendador (um típico anti-herói) caiu nas graças do público, fez sucesso e o ator deu um verdadeiro show na pele do personagem que já é o melhor de sua carreira.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Momento romântico entre Maria Marta e José Alfredo resulta em uma linda cena na última semana de "Império"

No capítulo de terça-feira da última semana de "Império", Aguinaldo Silva presenteou o telespectador e os atores com uma das cenas mais bonitas da novela. Foi o raro momento em que Maria Marta (Lília Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) se desarmaram e se declararam um para o outro. Uma situação muito esperada pelos fãs do casal (apelidados de Malfred) e também pelo público da trama que aguardava um momento mais sensível do principal par do folhetim que está perto do seu fim.


Após o casamento de Cristina (Leandra Leal) e Vicente (Rafael Cardoso), a imperatriz debochou do desejo dos recém-casados de passar a lua de mel no quartinho da noiva em Santa Teresa. Ao ouvir a ironia, o comendador falou sobre sua relação com ela e afirmou que luxo não tem nada a ver com amor, já que eles não foram felizes e não adiantou nada uma lua de mel em um hotel cinco estrelas. Porém, Maria Marta não ouviu calada e fez questão de dizer que os dois tiveram, sim, momentos de felicidade.

"Sinceramente, Zé? Uma vida fantástica, maravilhosa, com todos os momentos que um verdadeiro casal tem direito. Inclusive aqueles de pura baixaria. Nós fomos muito felizes, Zé. Demais da conta. Teve dias, até, que nós explodimos de tanta felicidade. E não adianta dizer ou fingir que não foi assim."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Alexandre Nero, Lília Cabral e Marjorie Estiano: os maiores destaques de "Império"

Que o ponto alto de "Império" foi o seu núcleo central, não há contestação. O drama da família milionária foi o grande atrativo da novela de Aguinaldo Silva, até porque os núcleos paralelos não funcionaram. E, neste enredo principal, já com a história perto do seu desfecho, ficou evidente que três atores se destacaram mais e foram os pilares da trama: Alexandre Nero, Lília Cabral e Marjorie Estiano. O trio sustentou o folhetim.


Alexandre Nero ganhou o melhor personagem de sua carreira. O comendador é um tipo ambíguo, que mescla momentos de fúria com instantes de doçura e sofrimento. Enriqueceu por meios ilícitos e se envolveu em vários crimes, forjando até mesmo uma falsa morte para escapar da justiça; entretanto, não é um mau-caráter e preza valores em sua família. Um perfil engrandecedor para qualquer ator e que 'vestiu' perfeitamente no intérprete, que dominou o papel logo no primeiro capítulo, honrando seu protagonismo.

E Lília Cabral estava merecendo uma ótima personagem depois de "Fina Estampa" e do remake de "Saramandaia". Ganhou. Mesmo não tendo sido a grande vilã prometida pelo autor, Maria Marta se revelou uma mulher sarcástica que sabe ser cruel quando quer, embora tenha seu lado humano. Apesar de todos os seus defeitos, ela ama de verdade José Alfredo e tem um imenso carinho pelos filhos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Na pele do poderoso José Alfredo, Alexandre Nero honra o posto de protagonista de "Império"

A estreia de Alexandre Nero na televisão foi tardia. Com 38 anos, em 2008, o ator caiu nas graças do público logo em sua primeira novela. Na pele do humilde verdureiro Vanderlei, Alexandre se destacou vivendo um dos personagens de menor importância de "A Favorita", primeira novela de João Emanuel Carneiro no horário nobre. Pois seis anos se passaram e hoje ele brilha vivendo o protagonista de "Império", na trama de Aguinaldo Silva.


José Alfredo é um personagem bem complexo e engrandecedor para qualquer ator. Após se apaixonar pela mulher do irmão, viu sua vida entrar em desgraça e acabou caindo nas armações de Cora (Marjorie Estiano), que fez de tudo para vê-lo longe da irmã e da casa de seu cunhado. Ao cair nas graças de um senhor milionário, o jovem viu seu destino mudar e enriqueceu ---- devido ao mercado negro de pedras preciosas ----, formando uma família que vive às voltas com o poder de seu tão cobiçado império.

O homem carinhoso da primeira fase deu origem a um sujeito amargo e agressivo, que foge do passado a qualquer custo. Tudo por causa da dor de um amor que não conseguiu se concretizar. Com a entrada de Cristina (Leandra Leal) em sua vida ---- filha dele com Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli) ----, o rico empresário entra em conflito consigo mesmo, uma vez que demonstra uma simpatia pela moça, enquanto enfrenta dificuldades de encarar todo o sofrimento que a figura daquela mulher representa.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Surto de Enrico e coragem de Maria Clara proporcionam ótimas cenas em "Império"

Após um longo período de estagnação, "Império" apresentou boas cenas nos capítulos recentes. O surto de Enrico (Joaquim Lopes) na sua despedida de solteiro, após atacar um travesti que foi colocado em sua festa, movimentou o núcleo principal da novela, implicando em bem escritas sequências em cima do 'não casamento' de Maria Clara (Andreia Horta), que despertaram a atenção do telespectador. A trama, inclusive, obteve um recorde de audiência nesta semana ----- média de 36 pontos na segunda-feira ----, chegando a picos de 40 pontos no capítulo de terça.


Joaquim Lopes pôde mostrar uma faceta ainda desconhecida do grande público com o destempero do seu personagem homofóbico, que perdeu o controle e surtou depois que se deparou com um travesti em sua despedida de solteiro. O ator convenceu nas cenas difíceis escritas por Aguinaldo Silva e mostrou que também tem talento para interpretar tipos mais densos, após ter interpretado dois papéis cômicos em sequência ----- Josué em "Morde & Assopra" e Lucindo em "Sangue Bom".

O desespero de Enrico fez com que o rapaz desistisse do casamento com Maria Clara, por vergonha dos julgamentos alheios, e toda esta situação provocou uma sucessão de boas cenas, principalmente para Andreia Horta e Alexandre Nero.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Estagnada, "Império" necessita de melhores conflitos para prender o telespectador

Enquanto preparava a sinopse de "Império", Aguinaldo Silva prometeu um novelão. E assim que sua novela estreou, sua promessa foi cumprida com louvor. A primeira fase ---- protagonizada por Marjorie Estiano, Chay Suede e Vanessa Giácomo ---- foi impecável e despertou interesse. O início da segunda fase também foi promissor, principalmente devido ao núcleo central, foco dos principais conflitos. Entretanto, há quase três meses no ar, a trama já não é mais a mesma.


Os núcleos secundários, que desde o início apresentaram fragilidades, estão totalmente deslocados na história e o principal tem apresentado situações pouco atrativas para o telespectador. A estagnação da trama está evidente e a famosa 'barriga' tem sido vista há várias semanas, sem qualquer sinal de melhora. A impressão causada é que o autor está poupando seu enredo em virtude da baixa audiência herdada do Horário Eleitoral Gratuito. Entretanto, mesmo durante o pequeno intervalo sem propaganda política pouco coisa foi desenvolvida em "Império".

Um dos principais problemas da novela tem sido a falta de ação das principais vilãs. Cora (Drica Moraes) foi 'vendida' como a grande víbora da história e a cena onde a personagem chora e gargalha após a morte da irmã (Eliane - Malu Galli) foi excelente. Parecia de fato que uma víbora estava a caminho.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Após uma primeira fase impecável, história central segue sendo o grande atrativo de "Império"

A primeira fase de "Império" foi impecável. Marjorie Estiano, Vanessa Giácomo, Chay Suede e Regina Duarte foram os grandes destaques e engrandeceram os quatro primeiros capítulos. A história também prendeu a atenção. Entretanto, as dúvidas sobre o que viria na segunda fase se faziam presentes. A chance de provocar uma decepção, como ocorreu com "Em Família", era grande. Mas, passadas algumas semanas, é incontestável que a nova novela de Aguinaldo Silva continua bastante atrativa, principalmente em cima da trama central.


Toda a história que envolve o protagonista José Alfredo (Alexandre Nero) desperta interesse e os desdobramentos têm sido o grande ponto alto de "Império". Isso porque as duas grandes vilãs estão nele, assim como o ambíguo comendador e sua família milionária. Cora (Drica Moraes) e Maria Marta (Lilia Cabral) são as melhores personagens de longe, representando a maldade na pobreza e na riqueza, respectivamente. E as atrizes estão em estado de graça. Já o arrogante, grosseiro, infeliz e ambíguo personagem central está sendo brilhantemente interpretado pelo ator, que ganhou um papel grandioso.

A trama que ficou encaminhada na primeira fase, está sendo bem desenvolvida e ficou ainda melhor com o falecimento de Eliane (Malu Galli). Primeiramente, porque a cena proporcionou um momento extraordinário de Drica Moraes, que impressionou no momento que Cora constatou que sua irmã morreu e misturou alegria com tristeza, soltando um grito de choro, logo seguido de uma gargalhada diabólica.