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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os piores do ano

A retrospectivas no fim de cada ano são comuns e esse blog já tem a tradição de apresentá-las em partes. Após a triste lista de grandes perdas do meio artístico em 2017, chegou a hora das listas de melhores, piores, casais, atores e cenas.  Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Infelizmente, muitas produções deixaram a desejar e decepcionaram, enquanto outras já eram problemas anunciados... Então, vamos a eles.





"A Lei do Amor":
A primeira novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre da Globo estava cercada de expectativas. Afinal, a dupla vinha das bem-sucedidas "Ti Ti Ti" e "Sangue Bom", excelentes novelas das sete. Só que o resultado foi o pior possível. A primeira fase foi ótima e o início da segunda despertou interesse, mas, em virtude da baixa audiência, a trama começou a ser retalhada, matando personagens e inserindo outros, expondo ainda a fragilidade do roteiro, que não tinha estrutura para durar tantos meses. O elenco era maravilhoso e merece elogios, destacando Vera Holtz, Cláudia Abreu, Gianecchini, Cláudia Raia, Grazi Massafera, Tarcísio Meira, entre outros. Entretanto, os conflitos se mostraram frágeis e o desenvolvimento foi catastrófico, incluindo a equivocada direção de Denise Saraceni. O saldo final foi uma média de audiência baixa e uma história mutilada. Pena.




"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz":
Era a chance de Emanuel Jacobina se redimir, após a totalmente equivocada "Malhação - Seu Lugar no Mundo". Afinal, o autor ganhou de presente da Globo o poder de escrever duas temporadas seguidas. E nem assim aproveitou. A trama foi um pouco melhor que a anterior, mas repetiu todos os problemas vistos antes, como personagens rasos, conflitos forçados e mudança súbita de personalidades em prol supostos novos dramas. Até os casais foram insossos, não salvando um sequer. A rivalidade entre Bárbara (Bárbara França) e Joana (Aline Dias) era um dos poucos atrativos, mas nem isso foi conduzido bem. A repetição das brigas cansou e no final, do nada, elas viraram melhores amigas. Decepcionante.


sexta-feira, 31 de março de 2017

Descaracterizada e problemática, "A Lei do Amor" começou promissora e terminou decepcionante

"A Lei do Amor" foi uma novela 'problemática' antes mesmo de estrear. Isso porque a história teve a sua estreia subitamente adiada, cedendo lugar para"Velho Chico", que inicialmente seria uma trama das seis. As explicações dadas ---- por causa do teor político do enredo em época de eleições municipais ---- nunca foram convincentes e naufragaram de vez quando o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acabou explorando a política muito mais que a sua substituta. A mudança ainda implicou em uma tragédia involuntária, pois Domingos Montagner faria o Tião Bezerra, mas preferiu interpretar o Santo dos Anjos, falecendo em uma tragédia na reta final das gravações. Entretanto, deixando todas essas questões de lado, havia uma boa expectativa em cima da primeira produção de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário nobre.


Os autores vinham de um elogiado trabalho: "Sangue Bom", deliciosa trama das sete exibida em 2013 que agradou público e crítica. Além, claro, do respeitável currículo de Maria Adelaide, responsável pelas primorosas minisséries ""A Muralha", "Os Maias", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", "Queridos Amigos", "Dercy de Verdade", entre tantas outras, incluindo o inesquecível remake da novela "Anjo Mau". E, para culminar, o elenco grandioso despertou ainda mais atenção, como Vera Holtz vivendo sua primeira grande vilã, Grazi Massafera de volta após o sucesso da Larissa em "Verdades Secretas", José Mayer na pele de um sujeito desprezível, Cláudia Raia interpretando uma devoradora de homens, Tarcísio Meira retornando aos folhetins, e Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu vivendo os mocinhos, além de vários outros ótimos nomes.

O início do enredo, ao menos, despertou interesse e fez jus ao que vinha sendo apresentado nas chamadas. A primeira fase foi linda, voltada para o romance de Pedro e Helô, valorizando a química entre Chay Suede e Isabelle Drummond, destacando ainda os grandiosos Tarcísio Meira e Vera Holtz.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pierre Baitelli precisava apenas de uma oportunidade e ganhou com o Antônio em "A Lei do Amor"

A vida de um jovem ator não é fácil. Mas de atores de verdade. Aqueles que lutam por amor às artes cênicas e não porque querem aparecer na televisão. Muitos buscam um lugar ao sol através de peças de teatro com infraestrutura precária e retorno financeiro quase nulo. Alguns conseguem ótimas oportunidades em "Malhação", dando um bom pontapé inicial na carreira. Já outros seguem batalhando, sem maiores chances. E um ator brilhou em "A Lei do Amor", abraçando a maior oportunidade que ganhou até agora. Seu nome é Pierre Baitelli.


O intérprete do Antônio finalmente teve a chance de mostrar o seu talento na atual novela das nove e se destacou na pele de um dos personagens mais espirituosos do folhetim de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. O perfil começou timidamente na segunda fase, mas logo foi mostrando força, destacando o ator e crescendo na história. Ele tem como principal característica a autopiedade, em virtude de suas constantes frustrações amorosas, e adora rir de suas 'desgraças'. Tem um humor refinado, além de transbordar integridade. Lembra bastante, inclusive, o Nolan Ross (Gabriel Mann), da série americana "Revenge". Os atores até se parecem fisicamente.

Filho da oportunista Gigi (Milla Moreira), o rapaz sempre foi melhor amigo da mimada Letícia (Isabella Santoni) e nutria um amor não correspondido por ela. Chegou a ficar no meio do triângulo amoroso da amiga, pois também é parceiro de Tiago (Humberto Carrão) e era de Isabela (Alice Wegmann).

segunda-feira, 27 de março de 2017

Maior trunfo da novela, Vera Holtz carrega a reta final de "A Lei do Amor" nas costas

"A Lei do Amor" sofreu várias alterações em virtude da baixa audiência e da interferência dos grupos de discussão. Muitas dessas mudanças foram péssimas para o enredo de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, prejudicando o conjunto do folhetim (dirigido por Denise Saraceni) ---- que está em plena reta final ---- e retirando de cena bons personagens, implicando ainda na aniquilação da personalidade de vários que permaneceram. Entretanto, uma única situação ficou melhor e foi justamente o crescimento da vilania de Magnólia (Vera Holtz).


A personagem sempre foi uma das mais atrativas da história e foi a mentora do plano que separou Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu) na primeira fase. Porém, ao longo da segunda fase, a vilã apenas proferia frases de efeito e pouco agia. Apenas ameaçava e muitas vezes ficava de lado, enquanto Tião (José Mayer) era o autor das maiores vilanias da trama, enfrentando todos e mandando executar seus inimigos. Ela guardava vários segredos e todo esse mistério em volta da matriarca da família Leitão era mantido escondido pelos autores.

Com as mudanças no roteiro, os 'sigilos' de Mag foram quebrados mais cedo e a sua verdadeira face foi mostrada para o público. O intuito era, claramente, deixá-la como uma figura dúbia por um bom tempo, mas as mexidas na história fizeram a grande vilã ser completamente exposta assim que o seu caso de 20 anos com Ciro (Thiago Lacerda) foi revelado.

terça-feira, 14 de março de 2017

Enquanto "A Lei do Amor" abusa do machismo, "Rock Story" aborda o tema com competência

Machismo é um mal que acomete a sociedade. E é algo que sempre esteve presente nas novelas antigamente, mesmo que de forma involuntária, através de homens manipuladores que bancavam os 'machos viris', enquanto as mulheres eram sempre as frágeis e indefesas, entre tantos outros exemplos. Mas, ao longo do tempo, tudo veio melhorando, ainda que esteja longe do ideal. As mocinhas (não todas, diga-se) deixaram de ser tontas e os perfis masculinos passaram a apresentar lados mais sensíveis. Toda essa longa introdução tem o objetivo de expor a diferença na abordagem do tema em duas novelas: "Rock Story" e "A Lei do Amor".


Na atual novela das sete, Léo Régis (Rafael Vitti) vazou fotos nuas (o popular 'nude'') de Diana (Alinne Moraes) para se vingar da ex, que o abandonou em pleno altar. A situação não é meramente folhetinesca, pois acontece muito na vida real. Inclusive com famosos. E é uma atitude que expõe o machismo na sua mais cruel forma, além de ser crime. Afinal, trata a mulher como mero objeto e a exposição sempre rende xingamentos de 'vagabunda', 'vadia' e afins, enquanto o homem nunca é hostilizado como merece pelo que fez.

A atitude do cantor foi tratada na história com extrema condenação, inclusive dos seus familiares ---- nem mesmo a mãe Néia (Ana Beatriz Nogueira) e a irmã Yasmin (Marina Moschen) lhe apoiaram ----, iniciando uma fase mais maquiavélica do personagem. Não houve qualquer justificativa a esse seu ato.

terça-feira, 7 de março de 2017

Sem rumo, "A Lei do Amor" não tem mais história para contar

"A Lei do Amor" acaba em abril, ou seja, falta cerca de um mês para o seu fim. Mas a novela parece ter acabado desde a morte de Fausto (Tarcísio Meira). Depois que o patriarca da família Leitão se vingou de Magnólia (Vera Holtz), sofrendo um infarto fulminante pouco tempo depois, a história não demorou para se esgotar e perder o rumo completamente. Vale citar, claro, que as inúmeras mutilações no roteiro em busca de uma maior audiência contribuíram bastante para isso. Porém, ainda assim, o conjunto vem se mostrando bem frágil.


O único acontecimento relevante, exibido semana passada, foi o flagra que Letícia (Isabella Santoni) deu em Tiago (Humberto Carrão) e Marina (Alice Wegmann), batendo no marido e na amante. A sequência mereceu elogios e, por sinal, foi a responsável pela maior audiência da novela, superando até a estreia, marcando 32 pontos. Esse irritante triângulo amoroso, inclusive, é só o que sobrou no enredo. Tirando isso não há mais nada a ser contado, evidenciando uma clara invenção de conflitos forçados para preencher o tempo dos capítulos, desfigurando até mesmo características de vários personagens. 

O casal protagonista, por exemplo, foi destruído. Os mocinhos faziam parte da cota de acertos do folhetim, cuja química entre Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu era incontestável. Entretanto, Pedro e Helô ficaram sem conflito e perderam o destaque que tinham.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Machismo permeia irritante triângulo formado por Tiago, Marina e Letícia em "A Lei do Amor"

Que "A Lei do Amor" se perdeu depois das mutilações em virtude da baixa audiência todos já estão cansados de saber. Porém, uma situação que se mostrou equivocada desde o início da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi o triângulo amoroso composto por Tiago (Humberto Carrão), Isabela (Alice Wegmann) --- agora Marina --- e Letícia (Isabella Santoni), a partir da segunda fase. O machismo sempre esteve presente nessa trama, provocando um sério incômodo que foi aumentando com o tempo.


A filha de Helô começou a história se recuperando de um câncer e os autores já colocaram o namorado Tiago cansado da relação, demonstrando claramente que não a amava mais. Pouco tempo depois, ele se apaixonou perdidamente por Isabela e ela, apesar de uma resistência inicial, retribuiu o sentimento. O rapaz ficou em cima da garçonete, sem demonstrar qualquer remorso em virtude do seu relacionamento com Letícia. Não demorou para os dois iniciarem um caso. E toda essa construção foi feita de forma equivocada por Maria Adelaide e Vincent.

A paixão de Tiago e Isabela ficou rasa e a relação aconteceu rápido demais. Já o fato do personagem ter traído a namorada e adiado ao máximo o término do noivado também prejudicou a empatia do par. A intenção era expor um Tiago humano, longe da perfeição dos certinhos (perfis muitas vezes cansativos). Mas não funcionou. Pelo contrário.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Alice Wegmann tem suas facetas bem exploradas e se destaca em "A Lei do Amor"

Infelizmente, "A Lei do Amor" se perdeu após as mutilações feitas por causa da baixa audiência, cedendo aos grupos de discussão e intervenções de terceiros. Muitas situações ficaram forçadas e inverossímeis, prejudicando o conjunto do enredo. Porém, o elenco segue brilhando, apesar de todos os problemas. E um dos ótimos nomes, que vem ganhando um merecido destaque nas últimas semanas, é Alice Wegmann.


A atriz se saiu muito bem no período que interpretou a destemida Isabela, menina que acabou virando alvo de Tião (José Mayer) quando se envolveu com Tiago (Humberto Carrão), prejudicando o relacionamento do covarde rapaz com Letícia (Isabella Santoni), filha do vilão. Inicialmente retraída e sempre na defensiva, a personagem acabou se desarmando aos poucos em virtude de sua amizade com Flávia (Maria Flor), Élio (João Campos) e Zelito (Danilo Ferreira). Porém, seu passado e sua família nunca foram muito bem explicados. Havia um quê de mistério no ar.

A melhor cena  protagonizada por Alice na novela (até então) foi o momento em que Isabela teve uma briga séria com Tiago no barco, durante um passeio que os dois fizeram. Ela passou com competência a emoção da garota, que se indignou quando foi acusada injustamente pelo rapaz de ter sido comprada por Helô (Cláudia Abreu) para separá-lo de Letícia.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Tarcísio Meira fará muita falta em "A Lei do Amor"

Nesta terça (24/01), foi ao ar um dos momentos mais aguardados de "A Lei do Amor": a derrocada de Magnólia (Vera Holtz), sendo desmascarada por Fausto, Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu). A cena também marcou a despedida de Tarcísio Meira da novela, uma vez que o patriarca da família Leitão morreu logo depois que conseguiu se vingar da esposa traidora. E com certeza um dos atores mais respeitados do país fará muita falta na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, dirigida por Denise Saraceni.


A sequência da queda da vilã destacou o imenso e conhecido talento de Tarcísio, que pôde mostrar toda a sua força cênica, após meses deitado em uma cama e praticamente sem texto. O momento em que Fausto desmascara Mag diante de todos, durante a exposição de Helô, primou pelas ótimas atuações de todos os presentes, onde a troca de olhares foi um dos principais elementos durante o embate entre o empresário e sua esposa. Após a exibição do vídeo da sogra e do genro transando, o patriarca fez questão de afirmar que Suzana (Regina Duarte) foi morta pela madrasta de Pedro e que ele ficou em estado vegetativo por culpa dela.

Além dele, Vera Holtz, Cláudia Abreu, Camila Morgado, Grazi Massafera, Reynaldo Gianecchini e José Mayer brilharam ao longo da sequência e de todo o capítulo. Já a cena da morte do personagem primou pela emoção, comovendo os familiares, enquanto Fausto se despedia de um por um, após ter sofrido um infarto, já em casa.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

De volta ao drama, Camila Morgado se destaca em "A Lei do Amor"

Entre os problemas de "A Lei do Amor", o elenco escalado com certeza não é um deles. Apesar das críticas em torno do excesso de personagens, os atores escolhidos, em sua grande maioria, são muito talentosos. E uma das estrelas da trama de Maria Adelaide e Vincent Villari, que protagonizou a sua melhor cena, até então, quando Vitória flagrou sua própria mãe e seu marido transando, é Camila Morgado.


A atriz sempre foi um dos destaques do núcleo central e esse papel marca o seu retorno ao drama, após alguns papéis voltados para a comicidade nas novelas. Camila estreou na televisão vivendo a romântica Manuela, na primorosa minissérie "A Casa das Sete Mulheres" (2003), também escrita por Maria Adelaide juntamente com Walther Negrão. Ali tinha ficado claro que seu talento dramático era incontestável e o mesmo pôde ser admirado no filme "Olga" (2004), onde viveu a personagem título, protagonizando cenas pesadas e extremamente difíceis.

Ela ainda brilhou nas minisséries "Um Só Coração" (2004) e "JK" (2006), além de ter se destacado vivendo a vilã May, em "América" (2005). Também fez uma ótima participação na microssérie "Amor em 4 Atos" (2011) e emocionou em "O Canto da Sereia" (2013). Todos perfis voltados para o drama. A sua ida para a comicidade se deu na fraca "Viver a Vida", de Manoel Carlos, em 2009, quando viveu a jornalista Malu. A partir de então só interpretou tipos mais leves nos folhetins.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mudanças não elevam a audiência e ainda prejudicam "A Lei do Amor"

A atual novela das nove estreou no dia 3 de outubro, ou seja, está há quatro meses no ar. Com encerramento previsto para abril, a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari tem mais três meses pela frente. A produção teve uma ótima primeira fase voltada para o romance dos protagonistas e uma segunda repleta de atrativos em torno do enredo central, cheio de boas amarras. Porém, a audiência não correspondeu, o famigerado grupo de discussão reclamou de várias situações, a crítica especializada criticou o excesso de personagens e o resultado foi o pior possível: a mutilação da história em busca de um crescimento no Ibope.


Mas as alterações no enredo vem sendo feitas há pouco mais de um mês e os índices não apresentaram qualquer melhora. Para piorar, as mudanças na trama prejudicaram a novela significativamente, evidenciando a perda de rumo dos autores. Ou seja, mexeram para nada. Claro que ainda tem três meses de história no ar, entretanto, ainda assim, não deveriam ter mutilado tanto o folhetim visando somente a audiência. Até porque, bem ou mal, os índices são melhores que o do fiasco "Babilônia" e a primeira metade de "A Regra do Jogo".

Aliás, a última novela que sofreu desse mal foi justamente "Babilônia" e nenhuma alteração no enredo surtiu efeito, prejudicando o que já estava ruim. Só que no caso da obra de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga ficou claro que a história era fraca desde o início, ao contrário de "A Lei do Amor", que teve um promissor início, apresentando atrativos capítulos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores cenas do ano

Mais um ano se passou e foram muitas cenas merecedoras de elogios exibidas ao longo de 12 meses. Vários atores se destacaram, protagonizando sequências repletas de drama, tensão e comicidade. Teve momento para todos os gostos e uma retrospectiva dessas grandiosas interpretações (incluindo, claro, direção e texto) merece ser feita. Vamos, então, relembrar tudo o que aconteceu de mais marcante na teledramaturgia em 2016.





Cena final do penhasco em "Além do Tempo":
Elizabeth Jhin foi muito feliz nessa sua novela e o último capítulo foi em grande estilo, reproduzindo a sequência mais marcante do final da primeira fase, mas com um desfecho diferente. Pedro (Emílio Dantas) matou Melissa (Paolla Oliveira) e os mocinhos Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) na vida passada, só que mais de cem anos depois foi ele quem pagou por tudo o que fez. Melissa matou o vilão com um tiro e se regenerou, salvando a vida dos até então inimigos, os retirando do precipício com a ajuda do anjo Ariel (Michel Melamed). A sequência ficou tão boa quanto a da primeira fase e os atores deram um show.




Mariana morre de tristeza em "Ligações Perigosas":
Após descobrir que Augusto (Selton Mello) era um galanteador e estava apenas a usando, Mariana começa a definhar. A religiosa que adorava a vida perdeu a alegria que tinha e mergulhou em uma profunda depressão, vivendo praticamente estática em uma cama. Apesar dos cuidados das freiras e de pessoas próximas, não conseguia mais comer e mal andava. Só tinha força para chorar. No final, se entregou para a morte. A interpretação visceral de Marjorie Estiano impressionou e a atriz mais uma vez mostrou a grande atriz que é. Foi impossível não ter se emocionado vendo a personagem naquele estado deplorável.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os melhores casais do ano

Os romances foram e sempre serão fundamentais em qualquer obra ficcional. Ter um ou mais casais para torcer é vital para o desenvolvimento de uma novela ou série. E em 2016 tivemos vários pares ótimos, implicando em muitos nomes de "shippers" (combinações de nomes de casal). Aliás, o termo "shippar" já entrou no vocabulário do brasileiro, o que só comprova a importância dos romances na ficção. Vamos, então, aos melhores pares do ano.





Romero e Atena ("A Regra do Jogo"):
O único casal atrativo da novela de João Emanuel Carneiro. Os bandidos que tinham um lado humano protagonizaram as melhores cenas da novela ao lado do divertido Ascânio (Tonico Pereira). Alexandre Nero e Giovanna Antonelli transbordaram química em "Salve Jorge", quando viveram Stênio e Helô, e repetiram a boa sintonia com Romero Rômulo e Francineide. O nome "Romena" se proliferou nas redes sociais e os personagens caíram no gosto do público, apesar dos vários problemas que a trama apresentou ao longo de sua exibição.




Mariana e Augusto ("Ligações Perigosas"):
A minissérie exibida em janeiro, escrita por Manuela Dias e baseada no romance de Choderlos de Laclos, foi primorosa e um dos acertos foi a relação intensa desse casal. O frio Augusto seduziu a religiosa Mariana com o intuito de vencer uma aposta, mas acabou se apaixonando perdidamente por ela, caindo na própria armadilha. Marjorie Estiano e Selton Mello protagonizaram grandes cenas, onde o drama e a química se fizeram presentes até o fim. A morte trágica dos personagens também merece menção, fechando o ciclo desse romance de uma forma sombria e muito triste.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Destaque como Luciane em "A Lei do Amor", Grazi Massafera ganhou muito mais que um Emmy

A ex-Miss Paraná apareceu para o grande público na quinta edição do "Big Brother Brasil" (2005), conquistando uma imensa torcida na época. Acabou em segundo lugar, mas com frutos de campeã. Afinal, começou a cursar artes cênicas e estreou nas novelas em 2006, vivendo a interiorana Thelminha em "Páginas da Vida". Embora muito crua ainda, já dava para notar o seu potencial. Enfrentou muito preconceito ao longo de sua trajetória, inclusive de colegas da Globo, que a menosprezavam. Batalhou muito para provar o seu talento e ---- após seis novelas no currículo ----chegou ao auge em "Verdades Secretas" (2015), quando viveu a ex-modelo e drogada Larissa. Ganhou diversos prêmios por esse trabalho e ainda foi indicada ao Emmy Internacional. Agora brilha em "A Lei do Amor", interpretando a impagável Luciane. Essa batalhadora é Grazi Massafera.


A intérprete não ganhou o Emmy de Melhor Atriz, mas isso já era esperado, inclusive pela própria. A única surpresa foi a derrota da favorita Judi Dench para Christiane Paul. Entretanto, Grazi ganhou muito mais que um troféu. Ela não precisa mais provar nada para ninguém na profissão que escolheu. É uma ótima atriz. Sua atuação na trama de sucesso de Walcyr Carrasco impressionou pela total entrega, protagonizando cenas impactantes e que ficaram na memória do público e na história da teledramaturgia. A sequência em que Larissa se olha no espelho e chora copiosamente é apenas um dos muitos exemplos. Todos os prêmios nacionais que ganhou como Atriz Coadjuvante foram merecidos.

E confiando na capacidade de Grazi, Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari a escalaram para "A Lei do Amor", lhe presentando com um dos melhores perfis da atual trama das nove. Luciane roubou a cena assim que apareceu e desde então só tem crescido na história, se transformando em um dos trunfos do folhetim.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fazendo jus ao protagonismo de "A Lei do Amor", Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu transmitem a linda sintonia de Pedro e Helô

A missão não era nada fácil: repetir a química arrebatadora vista entre Chay Suede e Isabelle Drummond na primeira fase de "A Lei do Amor". Entretanto, Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu conseguiram atingir o objetivo com louvor e logo na primeira cena deles, na segunda fase da novela das nove, que está há pouco mais de um mês no ar. A essência do par foi mantida, assim como a sintonia observada no prólogo de cinco capítulos do folhetim, protagonizado pelos jovens atores citados.


Pedro e Helô têm uma história muito bem construída por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que souberam conquistar o telespectador com uma primeira fase voltada praticamente para o nascimento desse amor. E o par representou um dos maiores clichês da teledramaturgia em seu início: a mocinha pobre e o mocinho rico que se apaixonam, mas acabam tendo a paixão destruída por uma armação dos vilões, representados pelo pai e pela madrasta do rapaz. Vinte anos se passaram, mas o sentimento continuou intenso, apesar da distância e do mal entendido (uma traição inexistente) provocado por Fausto (Tarcísio Meira) e Magnólia (Vera Holtz).

O receio do encanto do casal ter se quebrado com a mudança de fase era inevitável, afinal, Chay e Isabelle formaram um par encantador. Mas Gianecchini e Cláudia logo acabaram com esse medo assim que protagonizaram o reencontro dos protagonistas, justamente em uma praia que representava um dos locais mais marcantes dos personagens.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Segunda fase de "A Lei do Amor" começa movimentada e com ótimas cenas

A nova novela das nove entrou em sua segunda semana, após a segunda fase do enredo escrito por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari ter sido iniciada no final do capítulo de sexta-feira (07/10). A trama, contada inicialmente em 1995, teve uma passagem de 20 anos e praticamente apresentou um novo começo, tendo como base o amor interrompido de Pedro (Reynaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu). E esse início não poupou acontecimentos, se mostrando ainda melhor que a primeira fase.


O capítulo desta segunda-feira (10/10) foi digno de uma reta final ou então de uma metade de novela, quando costuma acontecer alguma grande virada para movimentar o enredo. Mas foi apenas o sétimo capítulo, mostrando a coragem dos autores em resolver o motivo da separação do casal de mocinhos logo no começo, não poupando história e comprovando que há ainda muitas cartas na manga. Foram muitas cenas dignas de elogios, destacando não só o elenco como também a direção de Denise Saraceni, principalmente no forte momento do atentado sofrido por Fausto (Tarcísio Meira) e Suzana (Regina Duarte).

O remorso do poderoso empresário acabou sendo o responsável por todos os grandes acontecimentos do início da agitada segunda fase. Ele contou para o filho sobre a armação que provocou a sua separação de Helô, despertando a ira de Pedro e uma quase imediata reconciliação dele com a agora esposa de Tião Bezerra (José Mayer).

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Isabelle Drummond e Chay Suede formaram um encantador casal na primeira fase de "A Lei do Amor"

A primeira fase de "A Lei do Amor" teve apenas cinco capítulos e nem estava prevista antes da novela ser adiada, cedendo lugar para "Velho Chico". Esse prólogo serviu para expôr toda a construção do amor dos protagonistas, além de mostrar as manipulações dos vilões do enredo. Vera Holtz e Tarcísio Meira já mostraram que Magnólia e Fausto serão grandes personagens, sendo necessário ainda mencionar a ótima Ana Rosa na pele da doce Zuza e a talentosa Gabriela Duarte como Suzana. A luxuosa participação de Denise Fraga, vivendo a sofrida Cândida, também engrandeceu o início da história. Mas os grandes destaques foram Isabelle Drummond e Chay Suede.


Os dois fizeram jus ao posto de protagonistas, mesmo sendo tão novos. Afinal, todo folhetim das nove costuma ter perfis centrais mais velhos. E com "A Lei do Amor" não será diferente, pois Cláudia Abreu e Reynaldo Gianecchini entram na trama agora, interpretando os mesmos personagens na segunda fase, ambientada em 2016. Mas os mocinhos foram brilhantemente defendidos pelos jovens talentos, que esbanjaram química do primeiro ao último capítulo da fase exibida em 1995, que chegou ao fim hoje. A escalação dos autores Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari e da diretora Denise Saraceni não poderia ter sido mais acertada.

Os cinco primeiros capítulos foram praticamente voltados para o envolvimento amoroso de Pedro e Helô, repleto de clichês típicos de um bom folhetim. Eles se apaixonaram à primeira vista, trocaram declarações, protagonizaram momentos delicados, tiveram cumplicidade de sobra, compartilharam alegrias e sofrimentos, enfim...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

"A Lei do Amor" aposta no clássico e tem tudo para ser um novelão

"A lei do amor é simples, é indestrutível, incontrolável, indivisível, inevitável... Porque se não for tudo isso a lei não é do amor". Essa foi a mensagem dos teasers da nova novela das nove, cujo primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (03/10), apresentando uma sucessão de acontecimentos e vários clichês do gênero. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari estreiam no horário nobre da Globo com a responsabilidade de elevar os números de audiência da faixa, que apresentou um crescimento de apenas alguns décimos entre "A Regra do Jogo" e "Velho Chico" --- folhetins medianos, que vieram depois do retumbante fracasso de "Babilônia" e enfrentaram problemas no desenvolvimento.


O enredo deixa claro que os autores preferiram apostar no certo, deixando o duvidoso de lado. A história principal reúne as situações mais clássicas da telenovela: o mocinho rico e a mocinha pobre que se apaixonam, culminando em uma vingança da menina, que vê a sua vida arruinada por causa da família do amado. Mas são situações facilmente convidativas, quando bem desenvolvidas. E parece ser o caso da atual produção. A estreia desenhou todo o conflito central com competência, apresentando um ritmo ágil e várias cenas bem realizadas, provocando bastante interesse pela trama, que mescla amor, interesse, ética, política e a hipocrisia em torno dos valores familiares ---- o título inicial da obra, inclusive, seria "Sagrada Família".

A trama tem duas fases. A primeira é ambientada em 1995 e dura cinco capítulos, já a segunda é ambientada em 2016 e entra no ar a partir de sábado (08/10). O primeiro capítulo foi praticamente voltado para o calvário da destemida Helô, interpretada com brilhantismo por Isabelle Drummond ---- Cláudia Abreu interpreta a personagem na segunda fase.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"A Lei do Amor": o que esperar da próxima novela das nove?

A próxima novela das nove contará com dois estreantes no horário nobre. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escrevem pela primeira vez um folhetim para a faixa mais cobiçada da Globo. Ela, por sinal, não tem nada de novata. Afinal, já produziu primorosas minisséries ---- "A Muralha", "A Casa das Sete Mulheres", "JK", entre outras ---- e escreveu ótimas novelas ---- os remakes de "Anjo Mau" e "Ti ti ti", além de "Sangue Bom" (quase sempre tendo seu colega como colaborador, inclusive). Entretanto, agora, os dois têm o desafio de encarar uma missão que se tornou cada vez mais complicada: emplacar um folhetim às 21h.

Desde o retumbante fracasso de "Babilônia", o horário nobre vem enfrentando dificuldades de se reerguer. "A Regra do Jogo", pelo menos, elevou a média geral em quatro pontos, o que foi um belo feito. A atual "Velho Chico" conseguiu aumentar os números, mas bem timidamente, sendo necessário citar as constantes derrotas para novelas das seis e das sete da Globo. Portanto, está claro que "A Lei do Amor" enfrentará dificuldades. Porém, deixando a questão 'numérica' de lado, o que importa mesmo é que seja uma boa novela. E, por tudo o que tem sido visto nas chamadas --- e no clipe que pode ser visto aqui ---, a nova produção tem boas chances de funcionar.

Isso porque se trata de uma história clássica. Basicamente a essência do folhetim está presente. O enredo principal é o amor entre uma menina humilde e um rapaz milionário. Ou seja, o retrato do clichê mais conhecido na teledramaturgia ----- que sempre costuma agradar quando bem desenvolvido.