O SBT deixou claro com "Poliana Moça" que não sabe fazer novela para adolescentes. O intuito da trama, que se tratava da continuação de "As Aventuras de Poliana", era mostrar os dilemas da juventude através da protagonista crescida, mas apresentou um roteiro tão infantil quanto o anterior e ainda afugentou o público que já não estava mais interessado no produto baseado em uma produção que teve 564 capítulos. Agora a mesma Íris Abravanel, a única autora da emissora, resolveu voltar ao enredo para crianças, sem pretensões de atingir outra faixa etária, com "A Infância de Romeu e Julieta", que estreou semana passada.
A história é baseada no clássico de William Shakespeare, mas sem a tragédia no final por razões óbvias. E foi uma boa ideia criar uma novela infantil tendo como premissa um casal tão conhecido mundialmente. Também merece elogios a escolha de um ator negro para interpretar Romeu, o que implicou na escalação de outros intérpretes negros para a composição da família do protagonista. O SBT está muito atrasado na questão da diversidade, já que nunca teve qualquer preocupação a respeito em suas novelas ou programas da emissora. Mas antes tarde do que nunca. Miguel Ângelo é carismático e não faz feio em cena. Já Julieta ficou a cargo de Vittória Seixas.