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terça-feira, 24 de março de 2026

Laurinha Figueroa foi uma das vilãs mais emblemáticas da teledramaturgia

 A reprise de "Rainha da Sucata" no Vale a Pena Ver de Novo, em plena reta final, oferece uma oportunidade de revisitar uma das vilãs mais icônicas da teledramaturgia brasileira, Laurinha Figueroa, e reconhecer a magnitude da interpretação de Gloria Menezes. Laurinha não é apenas má; ela é essencialmente cruel, preconceituosa, racista e elitista, encarnando os vícios e contradições de uma elite marcada pelo poder e pela hipocrisia. A personagem se despediu da trama no capítulo emblemático reexibido nesta terça-feira (24/03).


O único traço de humanidade de Laurinha reside no amor pelo enteado Edu (Tony Ramos), sentimento que rapidamente se transforma em obsessão e catalisa muitas das ações mais perversas de Laurinha, revelando uma complexidade emocional rara para uma vilã da época. O autor Silvio de Abreu fez uma construção hábil.

Mesmo inserida em um enredo maniqueísta, Laurinha apresenta sutilezas que a engrandecem. Cada gesto calculado, cada olhar desconfiado, cada pausa estratégica expõe camadas de vulnerabilidade, frustração e desejo de controle.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

"Tributo" a Glória Menezes emociona

 Pioneira e revolucionária, Glória Menezes é dona de uma das mais longevas e bem-sucedidas carreiras da televisão brasileira, o veículo que, orgulhosamente, ela ajudou a construir e consolidar. Com seu carisma inconfundível, tornou-se um dos rostos mais conhecidos do país, que se encantou pelas dezenas de mulheres que ela interpretou ao longo de mais de 60 anos de atuação. “Glória Menezes é uma das grandes atrizes da história brasileira. Não só da televisão. É do teatro, é do cinema”, afirma Tony Ramos, sobre a homenageada de ‘Tributo’, que foi ao ar nesta sexta-feira, dia 9, logo após o ‘Globo Repórter’. .


Nascida em Pelotas (RS), em 1934, e criada em São Paulo (SP), Nilcedes Soares de Magalhães adotou Glória Menezes como nome artístico e ousou escolher seguir a profissão de atriz num tempo de preconceito e estigma com a carreira, principalmente em relação às mulheres. Sua estreia foi na novela ‘Um Lugar ao Sol’, exibida pela TV Tupi em 1959. Presente na televisão desde seus primórdios, Glória fala sobre um dos seus mais importantes legados. “Posso dizer, com orgulho, que ajudamos na formação e no desenvolvimento de algo novo e profundamente brasileiro: a teledramaturgia”, afirma a veterana que, poucos anos depois de estrear como atriz, viu seu trabalho conquistar o mundo. Em 1962, o Festival de Cannes premiou, com a Palma de Ouro, o filme ‘O Pagador de Promessas’, a única produção brasileira a ganhar o prêmio até hoje, na qual Glória interpretava a personagem Rosa.
 
Por quase seis décadas, Glória Menezes foi casada com o também ator Tarcísio Meira (1935-2021). Ao longo dos anos, a atriz protagonizou diversos trabalhos ao lado do marido, incluindo ‘2-5499 Ocupado’ (1963), da TV Excelsior (1963), a primeira telenovela diária exibida no Brasil. Os dois foram para a TV Globo em 1967 e atuaram juntos em novelas como ‘Irmãos Coragem’ (1970), ‘Guerra dos Sexos’ (1983) e ‘Torre de Babel’ (1998).

quinta-feira, 5 de março de 2020

"Brega & Chique" era uma das reprises mais aguardadas do Viva

Exibida entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987, "Brega & Chique" completou 30 anos em 2017. Uma data perfeita para uma reprise de comemoração. Mas o Viva decidiu esperar três anos para reexibi-la e a produção sempre foi muito pedida pelo público do canal a cabo. Era uma das mais aguardadas. Ao menos a colocou no ar, mesmo com um certo atraso --- a reprise estreou no dia 19 de fevereiro. A novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes foi um dos maiores fenômenos do horário das sete da Globo, entrando para a história da teledramaturgia e chegando a marcar mais audiência que a trama de horário nobre da época ---- "O Outro", de Aguinaldo Silva. A produção teve como grandes destaques Marília Pêra, Glória Menezes e Marco Nanini, entre tantos outros grandes nomes, como excepcional Raul Cortez.


Dirigido por Jorge Fernando, o folhetim caiu nas graças do público com um enredo popular,  cuja inverossimilhança não prejudicou em nada o êxito da obra. Ambientada em São Paulo, a novela tinha duas mulheres de universos opostos como protagonistas: a perua Rafaela Alvaray (Marília) e a humilde Rosemere da Silva (Glória), que tiveram suas vidas cruzadas por causa do empresário Herbert Alvaray (Jorge Dória), casado com ambas. Sua família 'oficial' morava em uma mansão de bairro nobre e era a formada por Rafaela e seus filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além da sogra Francine (Célia Biar) e do genro Maurício (Tatu Gabus Mendes).

Ou seja, para Rosemere, o empresário se chamava Mário Francis e os dois tinham apenas uma filha: Márcia (Fabiane Mendonça). Mas a amante de Herbert tinha outros dois filhos: Amaury (Cacá Barrete) e Vânia (Paula Lavigne), além de um pai que ajudava a sustentar (Lourival - Fabio Sabag). Ao contrário da chique Rafaela, a humilde mulher era brega e morava em um bairro de periferia, lutando com dificuldades para manter a casa.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Os 30 anos de "Brega & Chique", um dos maiores sucessos de Cassiano Gabus Mendes

Exibida entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987, "Brega & Chique" completou 30 anos em 2017. A novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes foi um dos maiores fenômenos do horário das sete da Globo, entrando para a história da teledramaturgia e chegando a marcar mais audiência que a trama de horário nobre da época ---- "O Outro", de Aguinaldo Silva. A produção teve como grandes destaques Marília Pêra, Glória Menezes e Marco Nanini, entre tantos outros grandes nomes, como excepcional Raul Cortez. Há três décadas ela chegava ao fim.


Dirigido por Jorge Fernando, o folhetim caiu nas graças do público com um enredo popular,  cuja inverossimilhança não prejudicou em nada o êxito da obra. Ambientada em São Paulo, a novela tinha duas mulheres de universos opostos como protagonistas: a perua Rafaela Alvaray (Marília) e a humilde Rosemere da Silva (Glória), que tiveram suas vidas cruzadas por causa do empresário Herbert Alvaray (Jorge Dória), casado com ambas. Sua família 'oficial' morava em uma mansão de bairro nobre e era a formada por Rafaela e seus filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além da sogra Francine (Célia Biar) e do genro Maurício (Tatu Gabus Mendes).

Ou seja, para Rosemere, o empresário se chamava Mário Francis e os dois tinham apenas uma filha: Márcia (Fabiane Mendonça). Mas, a amante de Herbert tinha outros dois filhos: Amaury (Cacá Barrete) e Vânia (Paula Lavigne), além de um pai que ajudava a sustentar (Lourival - Fabio Sabag). Ao contrário da chique Rafaela, a humilde mulher era brega e morava em um bairro de periferia, lutando com dificuldades para manter a casa.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Glória Menezes e Reginaldo Faria formaram uma ótima dupla em "Totalmente Demais"

Os dois são grandes atores e a junção deles em "Totalmente Demais" só poderia resultar em algo ótimo. E foi o que aconteceu de fato. Glória Menezes e Reginaldo Faria formaram uma dupla perfeita no atual fenômeno das sete que está perto do seu fim. Na pele dos interesseiros Stelinha e Maurice, pais do bon vivant Arthur (Fábio Assunção), os intérpretes foram os responsáveis por alguns dos melhores e mais divertidos momentos da trama. Porém, nem sempre estiveram juntos em cena. A dobradinha aconteceu apenas na reta final.


Stelinha entrou na história em janeiro e não demorou para roubar a cena. A perua, que tinha horror a pobre, se destacou assim que chegou, protagonizando cenas impagáveis. A personagem veio de Paris com o objetivo de dar aulas de etiqueta para Eliza (Marina Ruy Barbosa), cumprindo sua missão com louvor, apesar das constantes reclamações em virtude da convivência com uma 'mendiga'. O sucesso da mãe de Arthur foi imenso e sua participação foi crescendo a cada capítulo, honrando o talento de Glória Menezes, que divertia em todas as situações propostas pelos autores Rosane Svartman e Paulo Halm.

Entretanto, a atriz estava sendo muito exigida e acabou se afastando por um tempo para descansar ---- algo previamente concordado com a equipe, que já havia feito essa promessa. A sua saída temporária foi explicada com o retorno de Stelinha para Paris, após um desentendimento com Arthur. E, como essa ausência já estava prevista, os escritores tinham uma carta na manga, que era justamente a chegada de Maurice, o pai galinha do agenciador de modelos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Na pele da cativante Stelinha, Glória Menezes rouba a cena em "Totalmente Demais"

Ela estava longe das novelas há quase sete anos. A sua última personagem foi a ingênua Irene, na ótima "A Favorita", em 2008. Depois chegou a 'interpretar' a si mesmo em "Cama de Gato" (2010), em uma rápida participação, e esteve no último capítulo de "Joia Rara" (2013), vivendo a Pérola na fase adulta em uma breve cena final. Desconsiderando a área de folhetins, a atriz esteve também na série "Louco por Elas", onde brilhou com a sua carismática Violeta. Agora, Glória Menezes está de volta em "Totalmente Demais" ---- a atual e deliciosa novela das sete da Globo ----, na pele de uma cativante, irônica e refinada socialite.


A personagem entrou na trama no dia 1º de janeiro, ou seja, dois meses após a estreia do folhetim de Rosane Svartman e Paulo Halm. Stelinha Carneiro de Alcântara é mãe de Arthur (Fábio Assunção) e vive da mesada que ele lhe dá. Ela estava morando em Paris e voltou graças ao apelo do filho, que lhe incumbiu a difícil missão de educar Eliza (Marina Ruy Barbosa), para que a menina possa ganhar o famigerado concurso que tem o nome da novela. A perua topou o desafio, mas só porque soube da aposta do agenciador de modelos com Carolina (Juliana Paes) ---- se a garota não ganhar, ele perde a sua agência Excalibur.

A chegada da atriz deixou a trama ainda mais atrativa e movimentou o enredo, que ganhou novo fôlego. E não demorou muito para Glória roubar a cena. As tiradas geniais da personagem, fruto do perspicaz texto dos autores, e o seu total desprezo por pobres, são impagáveis, proporcionando uma sucessão de ótimas cenas cômicas.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Torre de Babel": a polêmica novela de Silvio de Abreu

No dia 25 de maio de 1998, estreou no horário nobre da Globo "Torre de Babel", novela substituta de "Por Amor", sucesso de Manoel Carlos. A trama ficou no ar até 15 de janeiro de 1999, sendo substituída por um dos maiores fracassos da emissora: "Suave Veneno", de Aguinaldo Silva. A história de Silvio de Abreu apresentou alguns problemas iniciais, mas o autor conseguiu revertê-los, transformando sua produção em um sucesso.


Dirigida por Denise Saraceni, a trama começa em 1978, contando a vida de José Clementino (Tony Ramos), um homem humilde que trabalha na construção de um prédio, que faz parte de uma das muitas obras da construtora do rico engenheiro César Toledo (Tarcísio Meira). Durante uma festa, em comemoração ao final das obras, o protagonista sente falta de sua esposa. Ao encontrá-la, o rapaz a vê tendo relações com dois homens e surta. Acaba matando a mulher e um dos homens a golpes de pá. Uma situação fortíssima e ousada para uma novela, mostrando a coragem de Silvio de Abreu em sair do lugar-comum.

César, que também estava no evento, ouve os gritos, contém o empregado com a ajuda de outros operários e chama a polícia. Clementino é preso e o testemunho de seu chefe é decisivo para a sua condenação: 19 anos de prisão. Vinte anos se passam e a novela inicia uma segunda fase, baseada na saída do protagonista da prisão, que busca vingança contra a família Toledo.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Canal Viva homenageia atrizes e presenteia o público com a criação da série "Damas da TV"

A televisão foi criada para ser um objeto de entretenimento e informação. Mas a verdade é que esse inanimado objeto acabou virando muito mais que isso: se transformou em um grande companheiro e acabou se tornando parte da família. Com certeza é um dos eletrodomésticos que ficam mais tempo ligados. E após o surgimento da tevê, o público pôde conhecer inúmeros talentos através de seriados, programas e claro, novelas, a paixão do brasileiro. E a teledramaturgia foi o produto que mais revelou (e ainda revela) profissionais (autores, diretores, atrizes e atores) que são admirados e reverenciados até hoje. Portanto, nada mais justo do que criar um programa para homenagear algumas dessas pessoas; no caso, as atrizes foram as escolhidas da vez. E foi exatamente o que o canal Viva fez ao lançar o "Damas da TV".


Idealizado pelo produtor cultural e diretor da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras, que fica no Rio de Janeiro), Hermes Frederico, o programa de entrevistas teve como objetivo celebrar os 50 anos de telenovela brasileira através de homenagens a grandiosas mulheres que engrandeceram o gênero e ainda ajudaram a estabelecê-lo como o mais querido do país com suas magníficas atuações. Cada episódio (serão 23 entrevistadas) terá 25 minutos de duração e irá ao ar todas as quartas-feiras, às 21h. O critério para a escolha das convidadas foi que tivessem mais de 40 anos de novelas e fossem atuantes até hoje.

O Brasil, para a sorte do público, está repleto de extraordinárias atrizes. Mas conseguir entrevistá-las nem sempre é uma tarefa fácil. Entretanto, o canal a cabo da Globosat atingiu esse complicado objetivo em prol dessa excelente produção, que estreou nessa quarta (28/08). Glória Menezes ---- a protagonista da primeira novela diária da história ("2-5499 ocupado", na extinta TV Excelsior) ---- abriu a temporada com uma deliciosa entrevista,

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Louco por Elas" emociona em seu último episódio e sai do ar na hora certa

Chegou ao fim a ótima série que contava a vida de um homem cercado de mulheres complicadas, controversas, mas muito amorosas. "Louco por Elas" se despediu do público na sua terceira temporada apresentando um episódio emocionante e recheado de frases inspiradas, expressando bem todo o conjunto harmonioso que essa produção apresentou desde a estreia.


O último episódio contou com as divertidas tiradas de Violeta (Glória Menezes) e com as trapalhadas de Léo (Eduardo Moscovis). Ou seja, tudo o que a série tinha de melhor. Porém, o desfecho dessa divertida história foi inusitado e muito bonito: Giovanna (Deborah Secco), Dorothy (Luana Martau) e Bárbara (Luisa Arraes) tiveram seus respectivos filhos ao mesmo tempo e a sequência dos três partos foi lindíssima. Para fechar com chave de ouro, houve uma pose da família e dos agregados para uma bela foto, que foi devidamente sucedida por um compilado de imagens das três temporadas e pela tradicional palavra "fim". Era o adeus dessa turma que tanto divertiu e emocionou o público.

"Louco por Elas" estreou com o pé direito. Mesclando humor com situações tocantes, João Falcão presenteou o telespectador com uma história atraente e cheia de inspirados diálogos, que quase sempre fugiam do humor fácil. Com o tempo, foi perceptível o merecido crescimento de Glória Menezes, que passou a ser considerada

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Apesar das inúmeras qualidades, Globo erra ao antecipar a volta de "Louco por Elas"

Os dilemas de Léo (Eduardo Moscovis) voltaram em 2013. Após exibir a excepcional microssérie "O Canto da Sereia" e o filme "Gonzaga - De pai pra filho" fragmentado em quatro capítulos, a Globo estreou a terceira temporada de "Louco por Elas" na terça-feira passada (22/01). A série escrita e dirigida por João Falcão continua a mesma e isso não é um demérito. Entretanto, a produção retornou sem dar tempo do telespectador 'respirar'.


Ao invés de apresentar um produto novo --- como fez às quintas-feiras com "Pé na Cova", novo seriado de Miguel Falabella ---, a emissora optou por trazer de volta uma série já consolidada e que fez sucesso em 2012. E foi exatamente o fato de não ter trazido uma novidade que causou estranhamento. Afinal, há anos que a programação da Globo 'pós-novela das nove' entra de férias durante o "Big Brother Brasil". E justamente nos horários vagos (às terças e às quintas, às 23h) há estreias de novos seriados ou então a volta do já tradicional "Amor & Sexo", apresentado por Fernanda Lima. Entretanto, a novidade mesmo ficou apenas restrita às quintas-feiras com o a série do Falabella.

"Louco por elas" foi uma grata surpresa da Globo que surgiu curiosamente em março de 2012. Ou seja, quase na mesma época do seu retorno à grade em 2013. A série continua ótima e o texto inspirado como de costume. As situações provocam o riso pela espontaneidade dos diálogos, que não transforma o humor em

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Louco por Elas" volta com a mesma qualidade de sempre, mas não apresenta novidades

A série escrita e dirigida por João Falcão voltou ao ar na tela da Globo nesta terça-feira, ocupando novamente a grade que havia sido preenchida por "Gabriela". Pelo que se viu no primeiro dia da segunda temporada, não há novidades: a abertura é a mesma e todas as situações e personagens que fizeram sucesso no início do ano continuam presentes.


Logo no início do episódio, Leonardo (Eduardo Moscovis) está preparando uma festa para receber a ex e as filhas --- no final da fase passada, o trio viajou. Porém, assim que vai receber suas mulheres, Léo se choca ao ver Giovana (Deborah Secco) chegando com um outro homem (Bruno Garcia). E quando descobre que a ex está casada com esse cara, o protagonista resolve se vingar e pede uma ex-namorada (Ana Furtado) em casamento. Em meio a toda essa situação, ainda vimos Violeta (Glória Menezes) fazendo sucesso com um vídeo no You Tube (onde fez um clipe cantando "O Tempo Não Para", de Cazuza, com várias amigas e ex-namorados), indo parar até no "Domingão do Faustão". Pouco antes de terminar a reestreia da série, Léo e Giovana decidem fugir juntos, mas os parceiros também resolvem fugir deles. Em suma: o casal está novamente junto (ou não).

João Falcão continua inspirado na direção e o texto manteve o humor característico, marcado pelos diálogos sarcásticos, fugindo da obviedade. Aliás, pode-se dizer que as melhores frases são proferidas por Violeta, que acaba protagonizando conversas geniais e muitas vezes sem o menor sentido, fazendo daí a graça da

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Glória Menezes: o principal atrativo de Louco por Elas

Ela é uma veterana e respeitada atriz. Estava afastada da telinha desde 2008 e sua última novela foi "A Favorita", onde viveu a justa Irene. Em 2012, ela volta à televisão em uma série divertida, protagonizada por um homem que se vê rodeado de mulheres e se mete em vários dilemas. Mas, quem rouba a cena mesmo é essa atriz que dá show em todos os episódios: estou falando de Glória Menezes.


Como tem sido prazeroso assistir a essa grande atriz interpretar uma avó totalmente sem noção e que ao mesmo tempo é muito mais sábia que todos que estão ao seu redor. Esse é o perfil de Violeta, a avó de Léo (Eduardo Moscovis), que já protagonizou vários momentos hilários na série.

Ela já cantou incessantemente as músicas do Luan Santana, já dirigiu o carro do filho mesmo sem nunca ter guiado na vida,  já contou história assombrosas para a

quarta-feira, 14 de março de 2012

Louco por Elas tem uma estreia simpática

Estreou nessa terça-feira a nova série da Globo, que ocupou o horário do já desgastado "Amor & Sexo": "Louco por Elas". Protagonizada por Eduardo Moscovis, o seriado conta a história de Leonardo Henrique, um homem que convive com quatro mulheres e acaba se vendo obrigado a lidar com situações que muitas vezes fogem de seu controle.


Morando na casa da avó (Violeta - uma avoada, destrambelhada e ao mesmo tempo sábia personagem, interpretada por Glória Menezes), Léo cuida da filha mais nova (Theodora - Laura Barreto) e de sua enteada (Bárbara - Luisa Arraes), com quem vive às turras. A quarta mulher de sua vida é na verdade sua ex-esposa, Giovana (Deborah Secco), que vive entrando e saindo de sua casa mesmo estando separada dele. O casal se separou porque Giovana, uma autora de livros sobre relacionamentos, se cansou da falta de ambição do marido. Porém, fica claro que ela ainda o ama. Já Theodora é uma espécie de menina-adulta, que cuidará e conversará muito com sua bisavó destrambelhada.

Nesse primeiro episódio, a primeira impressão que se teve