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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Constantes derrotas para "A Fazenda 12" expõem o desgaste do "The Voice Brasil"

 A nona temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 15 de outubro e está em plena reta final. É uma das poucas produções inéditas que a Globo tem atualmente em sua grade, com presença física de pessoas em um palco. Os outros programas inéditos vêm sobrevivendo das já tradicionais vídeo-chamadas de entrevistados. Em um ano atípico como 2020, em plena pandemia do novo coronavírus, o formato tinha tudo para fazer ainda mais sucesso. Porém, o efeito foi contrário: a edição vem fracassando em todos os aspectos. 


O principal reality musical da Globo, exibido às terças e quintas, vem perdendo semanalmente para "A Fazenda 12". E desde a sua estreia. Isso porque o reality da Record tem feito um grande sucesso e o "The Voice Brasil" iniciou sua temporada com o programa da concorrente já embalado pela boa audiência. A estratégia da líder tem sido a exibição cada vez mais tardia de "A Força do Querer". Até funciona para manter os índices, mas basta a reprise da novela de Glória Perez acabar para a emissora dos bispos liderar. 

Obviamente, o êxito da décima segunda edição de "A Fazenda" tem contribuído bastante para o fracasso do "The Voice Brasil". Mas a verdade é que o formato já apresentava sinais claros de desgaste há pelo menos três temporadas. Nunca teve problemas com a audiência porque não tinha um bom concorrente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desgastado, "The Voice Brasil" precisa urgentemente de uma reformulação

A quarta temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 1º de outubro e fica no ar até dia 25 de dezembro. A atração musical manteve Thiago Leifert na apresentação e mais uma vez vários cantores se candidataram para a disputa, norteada por quatro cantores que exercem a função de técnicos e avaliadores. Mas, o reality, que era um dos melhores do país, não tem conseguido mais evitar o cada vez mais implacável desgaste do formato brasileiro.


E a culpa recai na produção do programa, que não procurou renovar os jurados e nem conseguiu melhorar, ou ao menos manter, o nível dos participantes selecionados para se apresentarem no palco na primeira fase. A competição ainda é relativamente atrativa, assim como todas as etapas que os candidatos precisam passar até a grande final. Porém, todos os problemas citados ficaram mais explícitos nesta edição e, ainda por cima, encurtaram a fase das batalhas (a melhor da atração), piorando o que já não estava bom. Ou seja, será necessário um novo olhar na temporada de 2016.

Entre todas as situações que precisam ser reformuladas, ou aperfeiçoadas, a principal segue sendo a questão dos técnicos. É um grande erro mudar apenas um jurado, após três anos com as mesmas pessoas. Se ao menos o juri estivesse tão interessante quanto antes, valeria até a pena, mas não é o caso. Carlinhos Brown, Lulu Santos e Cláudia Leitte, infelizmente, se perderam e têm se equivocado cada vez mais nas avaliações.

domingo, 14 de outubro de 2012

Débora Falabella e Adriana Esteves: quando o desgaste mistura ficção e realidade

Faltam cinco capítulos para "Avenida Brasil" se despedir do horário nobre. Nesta reta final, a trama está apresentando uma sucessão de acontecimentos e muitos mistérios começam a ser revelados. Os telespectadores estão ansiosos pelo desfecho ao mesmo tempo que tristes pelo término. Muitos serão os pontos positivos que a novela irá deixar, no entanto, a entrega do elenco é uma das qualidades desta obra. Murilo Benício recentemente deu uma entrevista ao "Fantástico", onde falou sobre a exaustão de todos com o ritmo de gravações e que esta novela exigiu muito. O desgaste é incontestável, uma vez que, além do excesso de cenas tensas, houve muito mais trabalho para este vitorioso time, pois João Emanuel Carneiro resolveu, acertadamente, escalar poucos atores. E as maiores 'sofredoras' atendem pelos nomes de Débora Falabella e Adriana Esteves.


Foram muitos os desafios para estas grandes atrizes. Além da dificuldade de interpretarem as personagens mais importantes de "Avenida Brasil", Débora e Adriana, ao protagonizarem embates antológicos, ainda foram presenteadas com as melhores cenas da novela. E não foram poucas; ambas honraram o posto de protagonistas. O telespectador presenciou atuações admiráveis e muitas vezes até surpreendentes. Afinal, viver uma mocinha que sofreu vários traumas na infância e uma vilã que dissimula o tempo todo não é nada tranquilo e exige muita entrega.

Débora Falabella conseguiu acabar com as desconfianças causadas após a talentosa Mel Maia ter vivido Rita quando criança. A atriz interpretou, com muita competência, uma personagem extremamente infeliz e que só conseguia fugir dos seus planos de vingança quando estava com Jorginho, seu amor de infância. O público vibrou quando a mocinha --- nada convencional e que usou métodos nada politicamente corretos para enfrentar sua algoz --- se vingou da vilã, a fazendo passar por diversos tipos de humilhações. Já Adriana Esteves viveu uma antagonista que com certeza marcará a

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Grande Família: o desgaste de um sucesso

Ao contrário do que parecia, a décima-segunda temporada do seriado que há tantos anos faz sucesso na Globo, não conseguiu evitar o desgaste. "A Grande Família" enfrenta o peso da idade, afinal, ficar há onze anos no ar não é uma missão fácil, e acabou perdendo sua essência ao fazer reformulações que não surtiram o efeito desejado.


No primeiro episódio da atual temporada, as mudanças já ficaram evidentes e pareciam promissoras. No entanto, após várias semanas, pôde-se observar que as alterações, apesar de bem intencionadas, não foram benéficas para a história. A batida frase 'não se mexe em time que está ganhando' caiu como uma luva neste caso.

Muitos dizem que "A Grande Família" acabou priorizando o drama e este foi o equívoco, porém, não é bem assim. A comicidade continua presente em todos os episódios, entretanto, as situações não são mais engraçadas como antes e os dramas familiares da família Silva se perderam. A Dona Nenê nem parece a mesma e até perdeu um pouco seu ar doce; Bebel virou uma perua chata; Agostinho progrediu financeiramente (o que acabou prejudicando a essência do personagem); já

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fantástico continua sendo um bom programa apesar do desgaste

A 'revista eletrônica' dominical da Globo está no ar há quase 40 anos e em 2012 completou (e comemorou) duas mil edições. O "Fantástico" tem um feito e tanto e merece o reconhecimento, mas, obviamente, esse longo período em que está no ar, o programa sofreu um desgaste natural e sua audiência não é mais a mesma. No entanto, pela qualidade das matérias que apresenta, continua sendo uma boa opção para os domingos à noite.


Ao longo desses anos foram muitas reformulações e mudanças de apresentadores (a mais recente foi a saída da Patrícia Poeta e entrada da Renata Ceribelli), porém, a proposta central continua a mesma: fazer um resumo dos principais acontecimentos da semana, matérias investigativas e mais alguns quadros com temas diversos.

Pode-se dizer que o maior acerto do programa, nos últimos meses, foi o quadro "O que vi da vida", onde

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Grande Família volta reformulada e evita desgaste

"A Grande Família" voltou ao ar apresentando várias novidades. O programa, que vai para a sua décima-segunda temporada, continua fazendo muito sucesso e tendo uma boa repercussão; porém, havia um iminente desgaste. Para evitar que o sonho da qualidade se transformasse no pesadelo da repetição, resolveram mexer um pouco na história, sem que nada afetasse a essência da atração. Pelo que se viu no primeiro episódio, parece que deu certo.


Logo no início vimos Nenê (Marieta Severo) apreensiva devido a um sonho ruim e Lineu (Marco Nanini) feliz porque finalmente iria viajar com a esposa. Tudo corria bem --- Agostinho (Pedro Cardoso) brincava com o filho, Tuco (Lucio Mauro Filho) tocava seu violão e Bebel (Guta Stresser) chegava das compras ---, até que o pressentimento de Nenê se concretiza: Lineu se joga na frente de um carro que atropelaria Florianinho, salvando a vida do neto.

Quatro anos se passam. Lineu está em coma e muita coisa mudou na

domingo, 27 de novembro de 2011

Malhação: um caso perdido?

A atual fase da "Malhação", que apresenta 'conectados' como subtítulo (e a primeira crítica sobre a temporada você pode ler aqui), enfrenta a pior crise de audiência da sua história. Vem marcando em torno dos 15 pontos e em dias considerados produtivos chega a atingir 18 na média geral. Índices críticos.

Para melhorar esses dados preocupantes várias mudanças no enredo original foram feitas. O telespectador que estava acompanhando com interesse a trama envolvendo a paranormalidade do protagonista (Gabriel - Caio Paduan) --- além dos mistérios envolvendo o número 1046 --- ficou a ver navios. Após ouvirem os grupos de pesquisa da emissora, constaram que essa temática ousada foi rejeitada e seria a causa principal da queda brusca de audiência. Resultado: parte do tema foi solucionado com mais rapidez e o restante dos possíveis mistérios foi jogado para debaixo do tapete. Agora optaram pela volta da mesmice. Os eternos triângulos amorosos e conflitos mais bobildos começaram a ter mais ênfase. Pela busca de um ibope maior a qualidade e a inovação foram deixadas de lado.