Mostrando postagens com marcador Marcos Palmeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcos Palmeira. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na quarta-feira retrasada, dia 24, a primeira coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove, escrita por Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgilio Silva, e dirigida por Luiz Henrique Rios. Participaram os autores, o diretor e os atores Marcos Palmeira, Xamã, Enrique Diaz, Juliano Cazarré, Guthierry Sotero, Gabriela Medvedovsky, Romulo Estrela, André Mattos, Vinicius Teixeira, Lucas Righi, Luiza Rosa, Amaury Lorenzo, Lorrana Mousinho, Paulo Mendes, Gabriela Lohan, Dira Paes, Alana Cabral e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Aguinaldo Silva comentou sobre a sua escrita e sua nova história: "Busco homenagear mulheres anônimas que saem muito cedo de ônibus para trabalhar, que são criaturas humanas e batalhadoras. Quis fazer o retrato dessas mulheres urbanas. Minhas novelas sempre são sobre mulheres. Sempre tive protagonistas mulheres e vilãs mulheres. Como escritor eu transito bem nisso. Sempre observei essas pessoas na minha casa, na rua, e essas pessoas merecem que eu conte a história delas. As protagonistas, apesar das dificuldades, são personagens solares. As três Graças e as mulheres que as rodeiam. Não há espaço para tristeza. E quando escrevo não penso em repercussão na internet. Quando fiz a Nazaré não imaginei que viraria a rainha dos memes. Mas tenho certeza que falas da Arminda, que é a grande vilã, vão viralizar. 

Luiz Henrique Rios analisou a essência da nova obra: "É uma história passada no Brasil que conta a trama de três mulheres potentes que moram em uma favela. Um lugar de força em que as pessoas realizam sua vida com fé e vontade de ser feliz. Lá falta o estado, o bem público e atenção, mas tem muita potência.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Fracasso de remake expôs que "Renascer" nunca foi uma obra prima

 A Globo anunciou com pompa e circunstância o remake de "Renascer". Em todas as chamadas, a novela era classificada como 'a obra prima de Benedito Ruy Barbosa'. Tamanha pretensão tinha um objetivo: chamar atenção para repetir o sucesso do remake de "Pantanal", copiado a colado por Bruno Luperi em 2022 e que caiu na boca do povo. Mas a adaptação da trama de 1993 diminuiu em um ponto a média geral de "Terra e Paixão", que tinha elevado em três pontos a média do fiasco "Travessia". Só se falou em outra coisa enquanto a trama estava no ar. Ou seja, a emissora queria um novo êxito e conseguiu um novo fracasso. 


As razões são muitas para explicar a baixa audiência da produção e a repercussão praticamente nula. "Renascer" apresentou diversos problemas quando foi exibida e nenhum deles foi corrigido pelo neto do autor na nova leitura. A ausência de carisma de vários personagens, a falta de enredo para 213 capítulos, o ritmo modorrento, a total falta de acontecimentos relevantes ao longo dos meses e os raros e pouco atrativos conflitos já eram percebidos em 1993. Mas, como o folhetim foi um fenômeno há 31 anos, apenas os acertos foram aclamados, enquanto os erros acabaram convenientemente ignorados.

A história original está longe de ser muito significativa na teledramaturgia em comparação a outros sucessos de Benedito, como a já citada "Pantanal", além de "O Rei do Gado" e "Terra Nostra". A própria concepção dela se mostra controversa porque a criação se deu a um pedido da Globo, após o fenômeno de "Pantanal" na extinta Rede Manchete. A emissora queria uma "Pantanal" para chamar de sua e pediu ao autor para criá-la. A trama marcou o retorno de Benedito à líder, após o êxito na concorrência.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Segunda fase de "Renascer" apresenta histórias principais cansativas e sem construção

 A primeira fase de "Renascer" foi um primor. E Bruno Luperi acertou em cheio ao deixá-la com 13 capítulos, nove a mais que a da versão original que teve apenas quatro por ordens de Boni, que tinha medo do público se apegar demais aos personagens e rejeitar a segunda. O todo poderoso da Globo, no entanto, tinha sua razão. A segunda fase da trama de Benedito Ruy Barbosa apresenta uma queda brusca de qualidade em 1993 e o mesmo acontece agora com o remake. 


Um dos grandes problemas da história é o triângulo central formado por Zé Inocêncio (Marcos Palmeira), Mariana (Theresa Fonseca) e João Pedro (Juan Paiva). Há 31 anos, o enredo sofreu uma forte rejeição do público e quem mais sofreu foi Adriana Esteves, que teve sua atuação massacrada pela crítica especializada e entrou em depressão no fim da novela. No entanto, a atriz não teve culpa e a imprensa preferiu criticá-la ao invés de apontar o equívoco na condução do autor. Tudo o que envolve o trio principal é ruim. 

O fator decisivo para o estranhamento dos telespectadores na época, além do incômodo contexto envolvendo pai e filho se apaixonando pela mesma mulher, foi a rapidez com que tudo aconteceu. Não houve uma mínima construção para deixar aquelas relações críveis. Tudo foi simplesmente jogado e o público que engolisse. Pois não engoliu.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Tudo sobre a coletiva online da segunda fase de "Renascer", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 9, a coletiva virtual da segunda fase do remake de "Renascer". Participaram o autor Bruno Luperi e os atores Marcos Palmeira, Matheus Nachtergaele, Camila Morgado, Juan Paiva, Vladimir Brichta, Pedro Neschling, Alice Carvalho, Marcello Melo Jr, Rodrigo Simas, Sophie Charlotte, Ana Cecília Costa, Chico Diaz, Renan Monteiro, Juliane Araújo, Theresa Fonseca, Samantha Jones, Gabriela Medeiros, Jackson Antunes, Mell Muzillo, Livia Silva e Juan Queiroz. Fui um dos convidados e conto sobre o que rolou no bate-papo.

Bruno Luperi falou sobre as críticas que recebeu sobre não fazer alterações em 'Pantanal' e se faria a mesma coisa em 'Renascer': "Mexer em um clássico da teledramaturgia brasileira é como escalar um time para a seleção brasileira e todos reclamam do técnico da seleção. Se isso acontece, é porque o trabalho está bem feito. Pantanal e Renascer foram as duas obras primas do meu avô e me resumo ao meu lugar. Minha proposta não é recriar. Sou um cara que respeita o trabalho que me precede. Não estou aqui para reinventar a roda. Minha função em 'Pantanal' foi muito bem aceita. Fui xingado no Twitter por ter matado a Madeleine e considero isso um elogio porque as pessoas queriam ver mais a personagem. Renascer foi transformado em 30 anos, mas minha função é parecer que nada foi feito. Então se parecer isso é porque foi algo bem feito. E trazer a Buba como uma mulher trans e não como uma intersexo, como na original, traz agora uma matriz de discussões que era impossíveis lá atrás. E espero que a nova versão instigue as pessoas a verem a original no Globoplay. E se quiserem me xingar no Twitter, me xinguem", declarou. 

Sophie Charlotte comentou sobre a nova composição de seu papel: "Não falei com a Patrícia Pillar ainda, mas assisti trechos no Globoplay da primeira versão e a expectativa é muito diferente das outras que eu tive com remake porque eu já fiz o remake de 'O Rebu' e 'Ti Ti Ti'. Fiquei emocionada e surpresa com esse projeto e a homenagem ao Benedito Ruy Barbosa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Sem adaptações relevantes, sucesso do remake de "Pantanal" se deu pela força da história e dos personagens emblemáticos de Benedito Ruy Barbosa

 O remake de "Pantanal" teve um tratamento diferenciado da Globo. Houve um intenso trabalho de divulgação bem antes da produção estrear e enquanto estava no ar foi assunto de todos os programas de entretenimento da grade. Também investiu bastante na novela que teve um clima de superprodução. O esforço valeu a pena. A obra baseada fielmente na história escrita por Benedito Ruy Barbosa na Rede Manchete em 1990, que chegou ao fim nesta sexta-feira (07/10), teve uma boa repercussão e audiência satisfatória. Fez sucesso. Aumentou oito pontos a média geral da faixa em comparação com a antecessora, "Um Lugar ao Sol", que não recebeu o mesmo tratamento.


A fotografia e o elenco foram os grandes trunfos da trama adaptada por Bruno Luperi, neto do autor. A direção de Rogério Gomes impressionou na primeira fase, enquanto a de Gustavo Fernandez manteve a qualidade na segunda. As imagens --- com direção de fotografia de Walter Carvalho --- encheram os olhos e pareciam pinturas. A preocupação em gravar várias cenas sempre ao entardecer, aproveitando os breves minutos do pôr-do-sol diante do verde e das águas do Pantanal, teve um resultado deslumbrante e deve credenciar a obra para concorrer ao Emmy Internacional. 

A primeira fase foi impecável. Com poucos personagens e um bom ritmo, sem pecar pela lentidão ou uma correria desnecessária, a trama logo conquistou o telespectador através dos personagens emblemáticos criados por Benedito há 32 anos e pelos atores que aproveitaram a curta chance que tiveram.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Marcos Palmeira viveu seu melhor momento na carreira como Zé Leôncio em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" está a poucos dias de seu fim. A trama de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi, fez sucesso e o elenco foi um dos maiores trunfos da produção. Houve uma preocupação na escolha de cada nome. O resultado foi o melhor possível, principalmente no time protagonista. E Marcos Palmeira viveu seu melhor momento na televisão. 


O ator esteve brilhante como Zé Leôncio. Vale lembrar que sua missão era a mais difícil do elenco da segunda fase. Isso porque Renato Góes encantou o público na pele de Leôncio mais jovem. E o personagem era alegre, engraçado e leve. Marcos ficou com a parte complicada: o período em que o protagonista perde a esperança na vida em virtude da falta de pistas sobre o pai, que sumiu o mundo, e longe do amor de sua vida, Madeleine (Karine Teles), e do filho Jove (Jesuíta Barbosa). A leveza do fazendeiro deu lugar a um lado amargo e rabugento. 

A mudança de fase da novela e de personalidade do papel causou uma estranheza inicial no público. Mas Marcos Palmeira logo desfez qualquer má impressão. Foi dominando o personagem a cada capítulo, até transformá-lo em um ótimo protagonista.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Casamento duplo resulta em sequências emocionantes no centésimo capítulo de "Pantanal"

 A novela das nove da Globo apresentou um capítulo primoroso nesta quinta-feira, dia 21. O remake de "Pantanal" vinha andando em círculos há semanas, consequência da quase nula interferência de Bruno Luperi na obra original do avô, Benedito Ruy Barbosa, que era arrastada em 1990. Tudo vem sendo mantido quase idêntico ao folhetim original, inclusive os defeitos. Mas isso é tema para outro texto. Agora é necessário uma sucessão de elogios ao que foi apresentado no centésimo capítulo da trama. 


O casamento duplo de Muda (Bella Campos) com Tibério (Guito) e de Jove (Jesuíta Barbosa) com Juma (Alanis Guillen) rendeu longas sequências, onde a beleza da fotografia e a sensibilidade do texto dominaram. Após a turbulência envolvendo o temor de Juma com toda aquela situação, o que foi compreensível para uma menina que nunca foi socializada, a chegada da 'onça' foi muito bonita e a música tema do casal, "Amor de Índio", cantada por Gabriel Sater, deu o toque final ao momento. Embora com menos destaque, mas igualmente delicada, a união de Ruth com o peão mais querido de Leôncio (Marcos Palmeira) complementou bem a cena. 

Mas o principal ficou por conta do brilhantismo de Osmar Prado. O toque do berrante do Velho do Rio, deixando todos os convidados surpresos e Leôncio emocionado, foi o instante mais arrepiante do capítulo. Vale ressaltar a emoção de Marcos Palmeira, destacar a direção da equipe de Gustavo Fernandez e o belo texto a respeito da presença de Deus, dito pelo 'véio' em alternância com o padre, vivido pelo ótimo Cacá Amaral.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Bruno Luperi conseguiu corrigir o maior problema de "Velho Chico" em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" vem apresentando vários acertos e a adaptação de Bruno Luperi tem feito jus ao brilhante trabalho de seu avô, Benedito Ruy Barbosa, em 1990, na Rede Manchete. Um dos maiores êxitos da novela da Globo foi a escalação do elenco. Principalmente com a mudança de fase. Impressiona como os atores realmente parecem fisicamente com os colegas da primeira fase, além da atuação ter mantido um padrão com o dos intérpretes que deixaram a trama. 


A que mais se destaca na questão das similaridades é Karine Teles. A premiada atriz de cinema conseguiu pegar todos os trejeitos de Bruna Linzmeyer, que brilhou na primeira fase como Madeleine. Realmente parece que vinte anos se passaram para personagem no quesito envelhecimento. Claro que o trabalho de caracterização tem uma grande responsabilidade, mas o desempenho de Karine fez a diferença. Até porque Madeleine amadureceu apenas por fora, pois por dentro segue egoísta e instável emocionalmente. É visível que houve uma preocupação em imitar a forma de Bruna falar e até o revirar dos olhos. 

Camila Morgado também está muito bem como Irma. A irmã invejosa de Madeleine foi defendida com talento por Malu Rodrigues e o jeito sonso de agir era exposto de uma forma sutil, sem maiores exageros. O tom suave na fala era outra característica da personagem. Camila conseguiu incorporar tudo e vem brilhando na segunda fase. Aliás, vê-la em cena com Karine Teles remete sempre aos momentos entre Bruna Linzmeyer e Malu.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Tudo sobre a terceira e quarta coletivas online de "Pantanal", a nova novela das nove

 A Globo promoveu nesta terça e quarta-feira a terceira e quarta coletivas online de "Pantanal", remake do sucesso de Benedito Ruy Barbosa exibido em 1990 pela extinta Manchete, adaptado por Bruno Luperi e dirigido por Rogério Gomes. Participaram da coletiva de terça a caracterizadora Valéria Toth e os atores Marcos Palmeira (José Leôncio), Jesuíta Barbosa (Jove), Alanis Guillen (Juma), José Loreto (Tadeu), Dira Paes (Filó), Gabriel Sater (Trindade), Guito (Tibério), Leandro Lima (Levi) e Bella Campos (Muda). 

Já o quarto bate-papo contou com a presença do cenógrafo Alexandre Gomes e os atores Karine Teles (Madeleine), Camila Morgado (Irma), Caco Ciocler (Gustavo), Silvero Pereira (Zaquieu), Victoria Rosseti (Nayara), Murilo Benício (Tenório), Isabel Teixeira (Maria Bruaca), Julia Dalavia (Guta), Paula Barbosa (Zefa), Juliano Cazarré (Alcides), Aline Borges (Zuleika), Lucas Leto (Marcelo), Gabriel Santana (Renato) e Cauê Campos (Roberto). Fui um dos convidados e conto sobre a conversa dos dois encontros virtuais. 

A caracterizadora Valéria Toth falou um pouco de seu processo: "Quis fazer uma novela digna da outra versão. O elenco é maravilhoso e coloquei todo meu amor e minha arte neste trabalho. Estou muito satisfeita e me emociono em cada chamada. Muitos atores que eu não conhecia e estou apaixonada por esse projeto.

terça-feira, 21 de maio de 2019

"A Dona do Pedaço" estreia com todos os clichês de um bom folhetim

"Nem tente. Tente. É impossível. É possível. Não vai dar certo. Vai dar certo. A vida sempre tem um lado bom: se você olha pra ele, ele olha pra você". Baseada nessa premissa bastante simples e até parecida com os ensinamentos de Candinho (Sérgio Guizé), em "Êta Mundo Bom!" ----- "Tudo que acontece de ruim na vida da gente é pra meiorá" ----, a nova novela de Walcyr Carrasco promete apresentar para o público uma história de superação através de uma carismática protagonista. Sai de cena a sombria "O Sétimo Guardião" e entra a solar "A Dona do Pedaço", que estreou nesta segunda-feira (20/05), com a missão de reerguer a audiência da principal faixa da Globo.


É bem verdade que o início da história não teve nada de leve. A guerra entre os Matheus e os Ramírez foi exposta logo na estreia, após um bonito prólogo com Maria da Paz (Mirella Sabarense) aprendendo a fazer bolo com sua aparentemente delicada avó Dulce (Fernanda Montenegro). O autor começou seu enredo com um momento de delicadeza e depois se aprofundou na violência. Teve arma e tiro para tudo quanto era lado. O ódio entre as famílias é alimentado há séculos e sempre resulta em muitas mortes. Obviamente, a primeira tentativa de um acordo de paz se dá através dos mocinhos que se apaixonam à primeira vista. Típico contexto "Shakespeareano", vide o clássico Romeu e Julieta.

O primeiro capítulo teve uma avalanche de acontecimentos e houve uma certa pressa na construção do amor dos protagonistas. Não deu para comprar o amor arrebatador de Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira). Eles se apaixonaram perdidamente e logo foram pedir uma trégua entre os familiares. Tudo muito rápido.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva de "A Dona do Pedaço", nova novela das nove da Globo

A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 2, a festa de "A Dona do Pedaço", a próxima novela das nove, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Amora Mautner. O Salão Nobre do Belmont Copacabana Palace foi o cenário escolhido para o luxuoso evento, que contou com a presença do autor, da direção, elenco e equipe que apresentaram a obra à imprensa e falaram sobre a expectativa de levar ao público uma história de superação e que exalta o poder feminino. Fui um dos convidados e conto tudo o que aconteceu na coletiva, que começou às 16h e terminou por volta das 20h.


Os convidados circularam pelo salão nobre do hotel decorado com referências à residência da protagonista da trama. Sofás forrados em veludo bordô, poltronas e mesas douradas e tapetes avermelhados transportavam todos para o universo de Maria da Paz (Juliana Paes) que fez fortuna com a força de seu trabalho. Deliciosos bolos aguçavam os sentidos dos presentes, enquanto rosas vermelhas, plantas e paus de canela adornavam estantes de madeira e remetiam ao sabor da receita de maior sucesso da personagem.

A grande Fernanda Montenegro, que interpreta Dulce, responsável por ensinar a neta Maria da Paz a fazer bolos, falou da força da obra, que aposta no protagonismo das mulheres e em um duelo de famílias que atravessa gerações. "É uma história tão forte que detona uma explosão de crises e situações que o Walcyr é mestre em conduzir", contou.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Nova fase de "Velho Chico" enfrenta crise de identidade e ritmo arrastado

A segunda fase de "Velho Chico" começou a ser exibida no dia 11 de abril, após 24 capítulos ---- que primaram pela entrega do elenco, belas imagens e cenas emocionantes  ---- da primeira fase. E a sensação é uma só: a novela mudou radicalmente. Começando pelas atuações e indo para o contexto do enredo, o conjunto do folhetim de Benedito Ruy Barbosa ---- escrito por Bruno Luperi e Edmara Barbosa ---- está reiniciando praticamente do zero, após uma passagem de tempo de 28 anos. Apesar das tentativas, fica difícil observar uma continuidade na maioria das situações.


E por incrível que pareça, o grau de fantasia aumentou na mesma proporção que o grau de realismo. Isso porque as mazelas que envolvem o Rio São Francisco e todas as famílias da região começaram a ser retratadas, enquanto todas as consequências da passagem dos anos vêm se mostrando fantasiosas demais. É a primeira vez que há um choque maior entre o enredo do autor e a direção de Luiz Fernando Carvalho. Há uma certa incompatibilidade que pode ser observada ao longo dos capítulos, o que não ocorria na primeira fase ---- afinal, era ambientada nos anos 60, 70 e 80, épocas propícias para a exploração do lado lúdico do diretor.

Agora, teoricamente, a trama é ambientada em 2016. Porém, fica claro que, apesar de ter seguido uma cronologia até então, "Velho Chico" mergulhou em um universo paralelo atemporal, onde os anos se passaram, mas as únicas coisas que mudaram foram os personagens, claramente afetados pelo tempo. Os carros são antigos e o figurino é híbrido, onde há uma espécie de mistura das vestimentas das três décadas passadas.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elenco impecável engrandece "O Rebu"

As qualidades de "O Rebu" são inúmeras e quem acompanha a novela pode constatar isso em todos os capítulos. A trilha sonora é escolhida a dedo, os personagens transbordam ambiguidade, a direção é precisa, a fotografia escurecida é adequada, enfim, o que não falta é ponto positivo. Mas entre tantos acertos, é necessário fazer uma sucessão de elogios ao elenco que foi escalado para este remake.


Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor José Luiz Villamarim, conseguiram selecionar um time de ouro para esta tão primorosa obra. Os atores, incluindo os mais jovens e os mais experientes, são grandes profissionais e todos estão em estado de graça no remake. Além de ser fisgado pela história bem amarrada e que se passa em 24 horas, o telespectador se encontra hipnotizado pelas atuações desta respeitada seleção de apaixonados pelas artes dramáticas.

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte honram a posição de protagonistas e estão fazendo uma ótima dupla. Os trabalhos mais recentes de Patrícia consistem em três grandiosas atuações: a inesquecível e demoníaca Flora, de "A Favorita"; a arrogante Constância, de "Lado a Lado"; e a problemática Isabel Favais, em "Amores Roubados".