Mostrando postagens com marcador Rômulo Estrela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rômulo Estrela. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na quarta-feira retrasada, dia 24, a primeira coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove, escrita por Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgilio Silva, e dirigida por Luiz Henrique Rios. Participaram os autores, o diretor e os atores Marcos Palmeira, Xamã, Enrique Diaz, Juliano Cazarré, Guthierry Sotero, Gabriela Medvedovsky, Romulo Estrela, André Mattos, Vinicius Teixeira, Lucas Righi, Luiza Rosa, Amaury Lorenzo, Lorrana Mousinho, Paulo Mendes, Gabriela Lohan, Dira Paes, Alana Cabral e Sophie Charlotte. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Aguinaldo Silva comentou sobre a sua escrita e sua nova história: "Busco homenagear mulheres anônimas que saem muito cedo de ônibus para trabalhar, que são criaturas humanas e batalhadoras. Quis fazer o retrato dessas mulheres urbanas. Minhas novelas sempre são sobre mulheres. Sempre tive protagonistas mulheres e vilãs mulheres. Como escritor eu transito bem nisso. Sempre observei essas pessoas na minha casa, na rua, e essas pessoas merecem que eu conte a história delas. As protagonistas, apesar das dificuldades, são personagens solares. As três Graças e as mulheres que as rodeiam. Não há espaço para tristeza. E quando escrevo não penso em repercussão na internet. Quando fiz a Nazaré não imaginei que viraria a rainha dos memes. Mas tenho certeza que falas da Arminda, que é a grande vilã, vão viralizar. 

Luiz Henrique Rios analisou a essência da nova obra: "É uma história passada no Brasil que conta a trama de três mulheres potentes que moram em uma favela. Um lugar de força em que as pessoas realizam sua vida com fé e vontade de ser feliz. Lá falta o estado, o bem público e atenção, mas tem muita potência.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

"Travessia" chega ao fim como a pior novela de Glória Perez

 O desafio de Glória Perez não era simples: manter os bons índices conquistados pelo remake de "Pantanal", que tinha elevado a audiência do horário nobre da Globo, após a péssima (e injusta) média de "Um Lugar ao Sol". Mas a prestigiada autora não conseguiu. Pelo contrário, derrubou os números, que não apresentaram uma reação significativa ao longo dos meses. E a rejeição do público fez jus ao enredo frágil e mal desenvolvido. "Travessia", dirigida por Mauro Mendonça Filho, chegou ao fim nesta sexta-feira (05/05) marcada por uma avalanche de críticas, após longos e maçantes 179 capítulos.

Glória prometeu uma história sobre fake news, onde a modernidade da tecnologia moveria o enredo e todos os núcleos com conflitos envolventes. O estranhamento começou logo no primeiro capítulo. A protagonista, Brisa (Lucy Alves), surgiu criança ao lado de Ari (Chay Suede), em uma primeira fase que passou voando, assim como a aparição da dupla. O destaque mesmo foi em cima da família de Chiara (Jade Picon) através do embate entre Guerra (Humberto Martins) e Moretti (Rodrigo Lombardi), que culminou em um flagra de traição, com direito a uma sucessão de situações apressadas que resultaram na morte de Débora (Grazi Massafera), a personagem que dominou a estreia. Ninguém entendeu muito bem o intuito da correria e muito menos a intenção em quase ignorar a mocinha do folhetim. 

Logo no terceiro capítulo, outro momento que provocou estranhamento: o embate entre as irmãs Guida (Alessandra Negrini) e Leonor (Vanessa Giácomo). Como Guida se casou com Moretti, que era ex de Leonor, a irmã trocada tacou fogo no vestido de noiva no dia do casamento. Uma catarse ótima, mas que deveria ter sido exibida lá na metade de trama no ar. O telespectador mal conhecia as personagens ainda e nem havia empatia ou envolvimento com nenhuma.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Casal formado por Brisa e Oto é o maior acerto de "Travessia"

 A atual novela das nove vem tendo um início conturbado. "Travessia" tem enfrentado várias críticas a respeito da fragilidade de seu roteiro, dos conflitos pouco interessantes e dos vários furos que a história apresenta. A audiência também não anda correspondendo. Mas entre tantos erros presentes na trama que estreou há pouco mais de um mês, há algum acerto? A resposta é sim. O casal formado por Brisa (Lucy Alves) e Oto (Romulo Estrela) é o maior êxito do folhetim até então. 


 O curioso é que Glória Perez acertou em algo que costuma ser uma das maiores dificuldades das novelas: os mocinhos. Não é incomum os protagonistas acabarem ofuscados pelos enredos paralelos e romances secundários. É complicado criar um par central que caia no gosto do público. A própria autora já enfrentou muitos problemas em folhetins anteriores. O sucesso de Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benício), em "O Clone" (2001), foi quase uma exceção. Basta lembrar o fracasso do romance de Sol (Deborah Secco) e Tião (Murilo Benício) em "América" (2005) ou o de Maya (Juliana Paes) e Bahuan (Márcio Garcia), em "Caminho das Índias" (2009), além dos péssimos mocinhos que eram Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi) em "Salve Jorge" (2013). 

 Agora, em "Travessia", Gloria teve uma preocupação para desenvolver a relação dos personagens. Não houve uma construção rasa e apressada. O famigerado amor à primeira vista, que funcionava há muitos anos, mas que passou a ser a ruína de qualquer casal na teledramaturgia, não aconteceu. Brisa e Oto vivenciaram um clichê que raramente falha na ficção: o ranço à primeira vista.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

O que deu certo e o que deu errado em "Verdades Secretas 2"

 "Indecente. Imoral. Viciante. Obscena. Violenta. Vingativa." A Globo não poupou adjetivos para a campanha de "Verdades Secretas 2", a primeira novela exclusiva da Globoplay, a plataforma de streaming da emissora. Reprisada atualmente, "Verdades Secretas" foi um fenômeno da faixa das onze, em 2015, e entrou para a lista dos muitos sucessos de Walcyr Carrasco, ainda se consagrando vencedora do Emmy Internacional. No entanto, a continuação vem dividindo opiniões. Com 40 capítulos já disponibilizados, já é possível fazer um balanço do que deu certo e o que não funcionou na trama (há spoilers). 

O plano de marketing foi muito bem elaborado. A divulgação é constante, tanto nas chamadas da Globo, quanto nas redes sociais. Sempre fazendo questão de focar nas cenas de sexo intensas que a trama tem (os estoques de tapa-sexo se esgotaram nas gravações). Claro que a intenção é provocar um burburinho pela elevada temperatura de várias sequências. A prova é a intenção de deixar um gostinho de quero mais no público por conta da forma como os capítulos são liberados. A novela tem 50 capítulos e dez são colocados na Globoplay a cada 15 dias, apenas para assinantes. Os dez últimos irão ao ar no dia 15 de dezembro. 

O primeiro capítulo foi disponibilizado em uma live, no dia 20 de outubro, aberta para não-assinantes. Uma ótima estratégia para alcançar um novo público. E deu certo. A produção já é a mais assistida da história da Globoplay, com mais de 26 milhões de horas consumidas no serviço de streaming.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Teaser de "Verdades Secretas 2" provoca curiosidade e repercussão

 Na segunda-feira passada (26/10), foi lançado um teaser de pouco mais de dois minutos sobre "Verdades Secretas 2". A continuação da novela de imenso sucesso de Walcyr Carrasco na faixa das 23h, em 2015, ganhará uma versão exclusiva para a Globoplay, serviço de streaming da Globo, com aproximadamente 50 capítulos. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2021, embora tudo ainda seja incerto por conta dos reflexos da pandemia do novo coronavírus. 


É impossível qualquer análise sobre a continuação em virtude da falta de informações. Como as gravações ainda não começaram em virtude das dificuldades dos trabalhos diante da covid-19, o elenco nem foi totalmente fechado e pouco se sabe sobre o enredo. A única certeza é a volta de Camila Queiroz na pele da controversa Angel/Arlete e a escalação de Rômulo Estrela, Sérgio Guizé e Christiane Torloni. Porém, o teaser despertou uma grande repercussão e curiosidade nas redes sociais e a expectativa do público, que já era elevada, aumentou.

A continuação da novela não terá a direção de Mauro Mendonça Filho, que dirigiu a obra original e vários outros folhetins de Walcyr, como o remake de "Gabriela" (2012) e "Amor à Vida" (2013). A parceria da dupla sempre foi bem-sucedida.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Repleta de qualidades, "Bom Sucesso" foi uma das melhores novelas da história do horário das sete

Rosane Svartman e Paulo Halm formam um trio perfeito com Luiz Henrique Rios. Os autores e o diretor colecionam muitos sucessos juntos. Após as bem-sucedidas "Malhação Intensa" (2012) ---- escrita por Rosane e Gloria Barreto, tendo Paulo como um dos colaboradores ----, "Malhação Sonhos" (2014) e "Totalmente Demais" (2016) ---- que marcou a estreia dos escritores na produção de um folhetim ----, esse vitorioso time emplacou "Bom Sucesso", um fenômeno de audiência e sucesso de repercussão e crítica, que chegou ao fim nesta sexta-feira (24/01) com um capítulo repleto de emoção e sensibilidade, honrando o conjunto apresentado desde o início.


Se na novela anterior os autores exploraram o mundo do cinema através de deliciosas referências em meio ao desenvolvimento de "Totalmente Demais", em "Bom Sucesso" a dupla optou pela abordagem da literatura. O mundo mágico dos livros era retratado pela linda amizade de Alberto (Antônio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera), onde um era dono de uma editora e a outra uma apaixonada por livros. A união se deu por conta de uma troca de exames, logo desfeita no final da primeira semana de novela, sem enrolação. E dali em diante o público foi presenteado com uma sucessão de cenas bem escritas, personagens densos, casais apaixonantes, conflitos bem construídos e referências literárias que cabiam perfeitamente em cada drama do roteiro.

Impressionante como tudo foi se encaixando com precisão ao longo dos meses, destacando quase todo o bem escalado elenco em virtude do bom planejamento dos autores, que tiveram o apoio dos colaboradores Claudia Sardinha, Felipe Cabral, Fabrício Santiago, Charles Peixoto e Isabela Aquino.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

"Bom Sucesso" ensina que mocinhos não precisam se apaixonar no primeiro capítulo

A nova novela das sete da Globo mal começou e já vem alcançando elevados índices de audiência. Já chegou a 34 pontos de média e segue acima dos 30 pontos quase diariamente. "Bom Sucesso" marca a volta de Rosane Svartman e Paulo Halm ao horário das sete, após o fenômeno "Totalmente Demais", em 2016. E os autores começaram a nova história, dirigida com brilhantismo por Luiz Henrique Rios, inspirados. Tanto que um dos acertos é a apresentação dos mocinhos.


Paloma (Grazi Massafera) teve seu passado com o ex-namorado Ramon (David Junior) contado nos três primeiros capítulos e o rompimento do casal, em virtude da viagem do rapaz para os Estados Unidos, desencadeou uma sucessão de problemas para a heroína, que se viu abandonada com uma filha para criar. Ele foi em busca de seu sonho de ser um jogador de basquete e ela perdeu o direito de sonhar. O tempo passou e a adolescente virou uma batalhadora mulher que teve mais dois filhos com outro rapaz. Porém, o sentimento pelo ex nunca se apagou, apesar da profunda mágoa.

 Já Marcos (Rômulo Estrela) teve sua história contada com mais detalhes no quarto e quinto capítulos. O conflito com o intransigente pai (Alberto - Antônio Fagundes), dono da editora Prado Monteiro, e seu estilo de vida despreocupado foram as principais características expostas.

terça-feira, 30 de julho de 2019

"Bom Sucesso" tem estreia leve e despretensiosa

"Você pode passar por bons momentos. Pode passar por alegrias. Pode passar por obstáculos. O que você não pode é deixar a vida passar em branco. O maior sucesso da vida é ter sucesso em viver". O teaser de "Bom Sucesso" expôs com simplicidade a premissa da nova novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, que estreou nesta segunda-feira (29/07), na Globo, com a missão de manter ou elevar ainda mais os bons índices de "Verão 90".


A proposta da nova trama em nada se parece com a produção anterior, voltada exclusivamente para o escapismo através de inúmeras esquetes e ausência de conflitos relevantes. O folhetim dirigido pelo competente Luiz Henrique Rios tem uma história para contar e uma reflexão a fazer. Muito mais do que dias de vida, é preciso saber aproveitar cada oportunidade que essa jornada nos permite. Viver não é simplesmente existir. É bem mais. E os autores querem levantar essa questão com leveza e sensibilidade, além, claro, de boas doses de humor.

É a volta da clássica comédia romântica ao horário, após o fenômeno "Totalmente Demais", escrito pela mesma dupla em 2016, que fez a alegria da emissora com grande audiência e ótima repercussão. Agora, no entanto, não é sobre a saga de uma jovem pobre que vira uma modelo famosa.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tudo sobre a festa de "Bom Sucesso", próxima novela das sete

A Globo promoveu nesta segunda-feira (15/07), no Rio Scenarium, um dos principais redutos do samba carioca, no bairro da Lapa, a coletiva de "Bom Sucesso", próxima novela das sete, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios. Fui um dos convidados e conversei com vários nomes do bem escalado elenco, além dos autores e o diretor da trama que abordará o amor pela vida e as questões envolvendo a chegada da morte.


Paulo me contou que a novela surgiu após duas sinopses não aprovadas por Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora. As duas premissas, por sinal, foram elogiadas, mas Silvio deixou claro que a dupla podia fazer melhor. Assim surgiu a história envolvendo a troca de exames de Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antônio Fagundes) que tem tudo para emocionar o público. Ele ainda me disse que toda a sua equipe está trabalhando nesse projeto há um ano e já há uma frente de quase 50 capítulos. A sua empolgação era evidente.

Durante o evento foi exibido um clipe com imagens inéditas da novela e os autores reforçaram sobre o sentimento que querem despertar no público com esta história. "É sobre prestar atenção, mesmo diante de um cotidiano massacrante, nas coisas importantes que podem passar batido como um abraço em quem se ama, elogiar alguém, a troca e perceber o outro. Quando você começa a perceber essas pequenas coisas vive melhor, começa a abrir janelas.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Após início problemático, "Deus Salve o Rei" chega ao fim de forma digna

O objetivo da Globo era claro: investir pesado na divulgação de uma novela medieval e proporcionar todo o capricho que uma produção deste porte necessitava. A emissora pelo menos cumpriu a sua parte. Nunca se viu uma divulgação tão intensiva quanto a de "Deus Salve o Rei". A trama das sete teve uma forte campanha e até a criação de um fã-clube da produção foi elaborada para interações nas redes sociais, visitas aos estúdios e participações em conversas ao vivo na internet diretamente dos Estúdios Globo. A escalação de atrizes com forte apelo entre os adolescentes como protagonistas foi claramente intencional e gerou repercussão. A qualidade dos cenários e figurinos também impressionou. Todavia, o mais importante, a história foi o maior obstáculo.


O estreante Daniel Adjafre, após um período na função de colaborador, enfrentou dificuldades no desenvolvimento de seu primeiro enredo como autor principal. A lentidão da narrativa afastou o público e o telespectador podia se dar ao luxo de acompanhar a produção a cada quinze dias que não perdia nada de relevante. Isso porque a limitação da história ficou evidente nos meses iniciais. O conflito em torno do rompimento do acordo entre os reinos de Artena e Montemor, unidos anteriormente por uma troca de interesses, demorou demais para acontecer e a vilã Catarina (Bruna Marquezine) ficou um longo tempo apenas planejando seus passos, sem agir. 

Já o romance entre o rei Afonso (Rômulo Estrela) e a plebeia Amália (Marina Ruy Barbosa) encantou no começo em virtude da incontestável química entre os atores. Porém, acabou cansando pela ausência de maiores obstáculos. É inevitável: casal que fica muito tempo feliz perde destaque ou relevância. Os dois viviam bem em quase todos os momentos e o motivo da primeira separação expôs a fragilidade do roteiro.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Volta de Afonso promove ótima e aguardada virada em "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo tem claros problemas de desenvolvimento e a ausência de maiores conflitos sempre foi o principal ponto negativo da trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti. Porém, é uma injustiça classificá-la como uma novela ruim. Não é. Sempre teve potencial para deslanchar e prender o telespectador com bons desdobramentos. Infelizmente, demorou bastante para apresentar uma boa virada, mas ela veio na última semana, rendendo ótimas cenas e despertando curiosidade em torno dos próximos acontecimentos.


A escolha do centésimo capítulo para apresentar a maior reviravolta do roteiro até agora foi apropriada, iniciando a retomada de poder de Afonso (Rômulo Estrela), após um longo (e arrastado) período vivendo como um plebeu ao lado de Amália (Marina Ruy Barbosa). O mocinho, na verdade, é o grande culpado por toda a desgraça que Montemor tem vivido por ter abdicado do trono pela mocinha, que também tem sua parcela de culpa, uma vez que não aguentou nem 24 horas dentro do castelo, preferindo voltar para sua vida de pobre. Esse mote, inclusive, foi um dos graves equívocos do roteiro, transformando os mocinhos em dois egoístas. Entretanto, a retirada do incompetente Rodolfo (Johnny Massaro) do poder era a única saída para consertar a bobagem feita pelo protagonista.

Afonso tentou retirar o irmão do trono antes, mas o plano não funcionou, resultando em sua prisão em uma padreira distante. Enquanto isso, Amália e Levi (Thobias Carrieres) eram feitos de refém por Virgílio (Ricardo Pereira), que também tentava "protegê-la" da ira de Catarina (Bruna Marquezine), cujo objetivo sempre foi matá-la para ficar com Afonso assim que ele destituísse seu atual marido. Todos esses novelos finalmente começaram a ser desmembrados, tirando o enredo do marasmo que se encontrava.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ótimo como Afonso em "Deus Salve o Rei", Rômulo Estrela prova que está pronto para novos protagonistas

Tempos atrás, a Globo adotava um esquema de 'descanso de imagem' no seu elenco. Ou seja, atores que concluíam o trabalho em um novela raramente emendavam em outra. Porém, já há alguns anos isso acabou em virtude da economia. Afinal, ter vários atores recebendo sem trabalhar é bastante custoso. Então, agora quase todos vivem sendo requisitados para várias séries e folhetins, independente de imagem 'desgastada'. O resultado, obviamente, é um certo cansaço do público em ver sempre os mesmos rostos no ar. Por isso é importante a aposta em caras novas e ver Rômulo Estrela protagonizando "Deus Salve o Rei" pode ser enquadrado nesse exemplo.


Claro que ele não é um rosto novo. Estreou fazendo uma pequena participação em "Da Cor do Pecado", em 2004, na Globo, e fez várias novelas da Record ---- "Essas Mulheres" (2005), "Os Mutantes" (2008), "Bela, a feia" (2010), "Rei Davi" (2012) e "Balacobaco" (2012). Porém, o ator já estava merecendo um papel de maior importância desde que voltou para a Globo em "Além do Horizonte", problemática novela das sete exibida em 2013. Após bons desempenhos em produções da emissora dos bispos, ele conseguiu mostrar talento nas pouquíssimas cenas que fez nessa trama. E a certeza de sua capacidade se deu em "Além do Tempo", em 2015, quando viveu o interesseiro Roberto nas duas fases do primoroso folhetim de Elizabeth Jhin.

Um ano depois, Rômulo também se destacou em "Liberdade, Liberdade", mesmo em mais um papel pequeno. Era o assustador Gaspar, temido traficante de escravos na obra de Mário Teixeira. E em 2017, o ator brilhou na pele do Chalaça, fiel escudeiro de Dom Pedro, em "Novo Mundo", escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão. Era outro coadjuvante, mas nem isso impediu o intérprete de se destacar.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

De um capricho impressionante, "Deus Salve o Rei" tem belíssima estreia

"Desde sempre, uma escolha diz o que você vai ser e o que vai viver. Uma escolha diz o que você terá e o que não terá. Uma escolha diz o que virá para o seu destino e para o seu reino. Desde sempre, você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você". Baseada nesta premissa ---- narrada em um criativo teaser mesclando várias épocas ----, "Deus Salve o Rei" estreou nesta terça-feira (09/01), substituindo o sucesso "Pega Pega", após uma intensa divulgação da Globo através de inúmeras chamadas e ações em mídias sociais sobre a nova produção das sete.


A novela é escrita pelo estreante Daniel Adjafre (em seu primeiro folhetim como autor titular, após vários trabalhos como colaborador na televisão e filmes em seu currículo) e dirigida por Fabrício Mamberti, idealizadores do ousado projeto, que quebra uma longa sequência de enredos contemporâneos em uma faixa quase sempre destinada a comédias leves. A última produção de época das 19h foi a fracassada "Bang Bang", em 2005, que não deixou boas lembranças para a Globo. Talvez por isso mesmo a emissora tenha investido tanto em divulgação na nova empreitada, fazendo de tudo para o grande público ser conquistado pela história medieval.

Tanto que pela primeira vez várias ações com fãs foram realizadas, cerca de três meses antes da estreia, já com o intuito de promover o enredo e apresentar a sinopse, além dos trabalhos gráficos em torno dos efeitos especiais e afins. Outro evento inédito foi a pré-estreia de "Deus Salve o Rei" em vários cinemas ao redor do país, realizada na segunda-feira, dia 8, e exibida para convidados especiais.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Deus Salve o Rei": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima novela das sete da Globo é difícil porque manter os elevados índices de audiência de "Pega Pega" é quase impossível. Isso porque a trama que está chegando ao fim é um caso atípico. Superou as nove produções antecessoras, obtendo uma média que não era vista desde o fenômeno "Cheias de Charme", em 2012 ---- ainda que a repercussão seja nula e a história de Cláudia Souto não faça jus a esses números. Mas, se conseguir ao menos não derrubar em mais de dois pontos já é um mérito. E a proposta do novo folhetim é ousada para a faixa.


Ao contrário da atual produção, que aposta em tudo o que o horário das sete costuma ter, o enredo de Daniel Adjafre (que estreia como autor solo) é medieval, abordando reinos e romances entre plebeus e nobres. Apresentar uma novela de época nessa faixa é incomum e a última tentativa fracassou (vide o fiasco de "Bang Bang" em 2005). Entretanto, o capricho de "Deus Salve o Rei" é impressionante e as chamadas ---- assim como o clipe que pode ser visto aqui ---- prometem uma história clássica, repleta de cenas de ação e efeitos especiais. A música tema da trama também conquista facilmente através da voz doce de Aurora, cantando "Scarborouch Fair".

A premissa se baseia no acordo entre os fictícios reinos de Artena e Montemor. O primeiro é rico em água e o segundo em minério de ferro. Em troca do fornecimento de água de Artena, Montemor oferece minério. Tudo segue em paz por anos, mas o acordo acaba abalado com a morte de Crisélia (Rosamaria Murtinho), rainha de Montemor, avó de Afonso (Romulo Estrela). O íntegro rei Augusto (Marco Nanini), pai da maquiavélica Catarina (Bruna Marquezine), tentará manter a paz, mas a filha será o maior empecilho.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Deus Salve o Rei": visita aos Estúdios Globo

Em janeiro de 2018, a Globo vai estrear uma novela medieval em pleno horário das sete, após uma longa sequência de tramas contemporâneas na faixa. Para apresentar o trabalho da equipe de caracterização e produção de arte, a emissora me convidou (juntamente com outros blogueiros e alguns fãs) para conhecer a cidade cenográfica nos Estúdios Globo (antigo Projac) e o processo de criação desse novo produto ---- na página do blog no Facebook há 113 fotos disponíveis.


Como se nota, a antecipação é grande. A emissora vem se organizando cada vez mais no processo de produção das novelas e quanto mais trabalhoso é um folhetim, mais cedo ele começa a ser preparado. Como se trata de um enredo de época e rico em detalhes, a construção da cidade cenográfica começou em março desse ano, logo depois da aprovação da sinopse de Daniel Adjafre, que estreia sua primeira trama como autor solo, após anos colaborando com outros escritores.

Alguns integrantes da equipe de Mídias Sociais da Globo apresentaram para os convidados o logo da novela e exibiram um vídeo expondo o trabalho dos diretores, cenógrafos e todos os envolvidos na produção da trama, incluindo o autor, em cima da elaboração desse desafio. Sim, a palavra 'desafio' foi repetida inúmeras vezes por eles.