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sábado, 22 de março de 2025

"Beleza Fatal" foi um novelão de 40 capítulos

 A primeira novela da Max, plataforma de streaming da HBO, estreou no dia 27 de janeiro, após muitos adiamentos e incertezas. As gravações dos 40 capítulos duraram por volta de sete meses e mesmo depois da finalização dos trabalhos não havia uma data certa para sua exibição. Chegou a ser anunciada para 2024, mas a produtora decidiu deixar para 2025. Nesta sexta-feira (21/03), foi exibido o último capítulo, após o esquema de 5 capítulos semanais disponibilizados toda segunda-feira --- estratégia quase igual a do Globoplay (a crítica seguir tem spoilers). 


Com criação e roteiro de Raphael Montes e direção geral de Maria de Médicis, a produção marca a aposta da Warner Bros.Discovery no gênero, sendo a primeira novela original nacional da plataforma na América Latina. "Beleza Fatal" traz no enredo uma história clássica de busca por justiça que se passa no agitado mundo da beleza e dos tratamentos estéticos. 

Sofia (Camila Queiroz) viu sua mãe ser presa injustamente por causa de sua tia Lola (Camila Pitanga). Acolhida pela amorosa família Paixão, liderada por Elvira (Giovanna Antonelli), que está sofrendo porque a filha Rebeca (Fernanda Marques) foi parar em um hospital e morreu, após uma cirurgia plástica mal sucedida, se unem na dor e indignação contra os culpados pelas suas tragédias.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Camila Pitanga, Giovanna Antonelli e Camila Queiroz honram o protagonismo de "Beleza Fatal"

 Apenas cinco capítulos restam para o fim de "Beleza Fatal", a primeira novela produzida pela Max, escrita por Raphael Montes e dirigida por Maria de Médicis. O autor provou que sabe fazer um bom folhetim, juntou todos os clichês amplamente vistos no gênero e escalou três atrizes de talento para protagonizá-lo: Camila Pitanga, Giovanna Antonelli e Camila Queiroz. 

Os nomes são muito conhecidos e queridos do grande público. Raphael tinha a responsabilidade de presenteá-las com excelentes personagens. A missão foi devidamente cumprida e agora o telespectador vem se deleitando com a performance de um trio que faz jus ao protagonismo da história. Inicialmente, houve uma impressão equivocada a respeito da importância da personagem de Giovanna no enredo, uma vez que as outras duas dominavam bem mais a narrativa. Porém, isso foi diluído ao longo dos capítulos e o equilíbrio de forças aconteceu. 

O início da produção é praticamente todo voltado para a figura de Lola (Camila Pitanga), que começa como uma secretária oportunista, vira cúmplice de um crime e logo depois comete um assassinato. Toda a sua volta por cima é dada com a desgraça de sua prima, mãe de Sofia (Camila Queiroz), que é convencida a ficar no lugar de Lola na cadeia. E Camila Pitanga aproveita todo o arco da sua vilã com uma maestria de dar gosto.

quinta-feira, 30 de março de 2023

Trio de sucesso de "Salve Jorge", Creusa, Helô e Stênio mereciam conflitos melhores em "Travessia"

A atual novela das nove de Glória Perez segue enfrentando muitos problemas de desenvolvimento. "Travessia" teve um início turbulento e com forte rejeição do público e da crítica. A trama está entrando em seu sexto mês de exibição e pouca coisa mudou desde então. A sensação de falta de história é constante. E a dificuldade na criação de conflitos bem estruturados ficou evidente até no núcleo protagonizado por Helô (Giovanna Antonelli), Stênio (Alexandre Nero) e Creusa (Luci Pereira), que foi usado como chamariz antes da estreia da produção.


Os três personagens roubaram a cena em "Salve Jorge", escrita por Glória e exibida em 2013. A novela também foi massacrada por público e crítica na época. Além do enredo fraco e das situações absurdas, a trama ainda sentiu o peso de substituir o fenômeno "Avenida Brasil". No entanto, o trio foi um dos poucos acertos e caiu nas graças do telespectador. A química da delegada com o advogado foi arrebatadora. O casal ofuscou os mocinhos ---- Theo (Rodrigo Lombardi) e Morena (Nanda Costa) ---- e os dois acabaram virando os protagonistas morais do folhetim. O amor que a empregada, Creusa, sentia por seus patrões deu um toque especial ao enredo e o trio teve uma sintonia perfeita. 

O anúncio do retorno dos personagens em "Travessia", dez anos depois, despertou curiosidade, além de ter feito a alegria do 'fandom Steloísa', criado por várias telespectadoras fãs do casal há dez anos e que até hoje se mantém ativo nas redes.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Tudo sobre a coletiva presencial de "Travessia", a nova novela das nove

 A Globo promoveu na última terça-feira, dia 4, a coletiva presencial de "Travessia", a nova novela das nove, escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho. Foi a primeira festa promovida para a imprensa de uma novela desde o início da pandemia do novo coronavírus. Foi uma retomada em grande estilo com a presença de vários profissionais da imprensa e de todo o elenco e equipe da trama. A experiência de imersão na novela contou com visita aos cenários de estúdios e cidade cenográfica, apresentações de Tambor de Crioula e um pocket show de Mart`nália, já que um dos bairros na história será Vila Isabel. Fui um dos convidados e conto tudo o que rolou. 


Um tour pelos cenários fixos da construtora de Guerra (Humberto Martins) e do apartamento onde moram o empresário e sua filha, Chiara (Jade Picon), foi o start da ação. Na construtora, jornalistas, afiliadas e influenciadores foram recepcionados pelos responsáveis pela cenografia, direção de arte e produção de arte da trama, Cleo Megale, Alexandre Gomes, Nininha Medicis, respectivamente, que descreveram o processo de conceituação e construção dos espaços. No apartamento, a atriz Jade Picon deu as boas-vindas aos convidados, acompanhada, ainda, pela figurinista Nathalia Duran, que mostrou alguns looks dos personagens, e pelos responsáveis pela caracterização do elenco, Fernando Torquatto e Rachel Furman, que adiantaram algumas das tendências de maquiagem que a novela apresentará. 

De lá, todos seguiram para a cidade cenográfica onde está montada a venda de Núbia (Drica Moraes), sendo remetidos automaticamente ao interior do Maranhão. Drica Moraes e a protagonista Lucy Alves recepcionaram os convidados com docinhos típicos do estado, como o 'Doce de espécie'.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Tudo sobre a terceira coletiva online de "Travessia", a nova novela das nove

 A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 21, a terceira coletiva online de "Travessia". Desta vez, o núcleo da delegacia foi o presente e participaram os atores Alexandre Nero, Giovanna Antonelli, Luci Pereira, Ana Lucia Torre, Indira Nascimento, Ailton Graça, Duda Santos, Yohama Eshima e Romulo Estrela, além da autora Gloria Perez. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo.


Perguntei a Gloria Perez como surgiu a ideia de trazer de volta o casal 'Steloísa' de "Salve Jorge" e se o fandom no Twitter ajudou na iniciativa. Também quis saber se a música-tema do par já foi escolhida por ela ou por Mauro Mendonça Filho, o diretor: "A volta do casal foi pensada por isso. E com certeza o público das redes me influenciou nisso. O fato deles não terem esquecido dos personagens fez diferença. Não esqueceram dos personagens. E eles cabiam perfeitamente nessa novela. O público guardou na memória esses dois. Teve até campanha no Twitter pela volta deles. Acho que a forma como shippam é isso de 'Steloísa', né? Mas trouxe a Creuza também, feita pela Luci Pereira. Então quis trazer o trio de volta. Porque não é casal, é trio. A Helô é uma delegada e por que não trazê-la de volta em uma novela que fala sobre crimes cibernéticos? A delegada Helô vai tratar de vários casos, entre eles um estupro no metaverso. Porque teve um caso na vida real. A mulher se sentiu abusada no metaverso e a justiça acolheu a questão dela. Sobre a música, a gente ainda não pensou nisso", respondeu a autora aos risos.

Giovanna Antonelli falou sobre a sua declaração a respeito da pausa que fará na carreira após 'Travessia' e como tem sido a volta da delegada Helô: "Depois de fazer uma novela durante uma pandemia que durou dois anos, que foi "Quanto Mais Vida, Melhor!", e ainda emendar com 'Travessia', nada mais natural do que eu fazer uma parada.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

"Filhas de Eva" é uma série agradável e despretensiosa

 A Globo estreou "Filhas de Eva" na Globoplay em março de 2021. Agora, mais de um ano depois, a série, criada e escrita por Adriana Falcão, Jô Abdu, Martha Mendonça e Nelito Fernandes, com direção artística de Leonardo Nogueira, estreou na televisão aberta nesta terça, dia 12. Com dois episódios semanais, exibidos às terças e quintas, a trama pode ser apreciada por um público mais amplo.


Três mulheres fortes e independentes. Recordações de uma vida inteira. Momentos inesquecíveis que parecem ter acontecido há muito tempo e uma pergunta em comum: até onde elas irão para encontrar a felicidade? Esse é o questionamento que dá início à série. Consequências e impactos de decisões importantes são o pano de fundo deste drama leve, com pinceladas de humor cotidiano e que levanta reflexões comuns a todos. A história fala sobre família, amizade e liberdade, suscitando questões que levam a pensar sobre as mudanças, os obstáculos e a coragem necessários para dar um novo rumo à vida, seja em qual fase for. 

A trama se desencadeia a partir das histórias de Stella (Renata Sorrah), Lívia (Giovanna Antonelli) e Cléo (Vanessa Giácomo). As três atrizes dividiram a cena em "A Regra do Jogo", problemática novela de João Emanuel Carneiro, exibida em 2015. O trio honra o protagonismo da série e as personagens têm camadas que proporcionam um tom mais naturalista na interpretação.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Com história criativa e protagonistas carismáticos, "Quanto Mais Vida, Melhor!" se mostrou uma deliciosa novela das sete

 A estreia de Mauro Wilson como autor de novelas corria sérios riscos em virtude da pandemia do novo coronavírus. Por causa dos protocolos sanitários, a trama foi ao ar já quase toda gravada. O mesmo aconteceu com "Nos Tempos do Imperador" e "Um Lugar ao Sol", duas produções que foram incontestavelmente prejudicadas. Porém, "Quanto Mais Vida, Melhor!" conseguiu driblar bem as dificuldades e a história, que chegou ao fim nesta sexta-feira (27/05), somou todos os bons ingredientes de um folhetim das sete com uma premissa que fugiu do mais do mesmo. 

A ideia de quatro protagonistas tendo um encontro com a Morte e recebendo a notícia de que um deles morreria em um ano foi genial para uma novela. Ainda mais levando em consideração que todos trocariam de corpos perto da metade da história. Vale lembrar que Mauro escreveu a série "Os Amadores" (2006/2007), protagonizada por um quarteto masculino que tinha a mesma essência. O autor chegou a dizer que pegou a inspiração dali. Só que o seriado teve dois episódios, um em cada ano. O desafio que desenvolver algo do tipo em mais de 150 capítulos era muito maior. E o risco de cair no ridículo era alto. Afinal, tudo beirava o absurdo até para a ficção. Mas tudo foi tão bem desenvolvido que foi fácil comprar a trama e embarcar na fantasia. 

Até porque a escalação do quarteto principal foi certeira. Mateus Solano, Valentina Herszage, Giovanna Antonelli e Vladimir Brichta tiveram sintonia logo na primeira cena e ganharam perfis cativantes que foram conquistando o telespectador aos poucos, à medida que a história avançava e os dramas de cada um eram apresentados. Guilherme, Flávia, Paula e Neném reuniam qualidades e defeitos que os tornavam críveis e de fácil identificação.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Quarteto central honra o protagonismo de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A novela das sete escrita por Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman é constantemente elogiada neste espaço. É difícil não parar de elogiar "Quanto Mais Vida, Melhor!". A trama vem se desenvolvendo tão bem e com tantos acertos que os poucos erros da obra acabam irrelevantes. É um folhetim que reúne todas as características que a faixa precisa. E um dos principais êxitos da produção foi a escalação dos quatro protagonistas. 


Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano e Giovanna Antonelli estão geniais. Ter uma história protagonizada por quatro personagens exige o entrosamento dos atores. Não tem como. E a sintonia aconteceu logo no início da produção. Vale lembrar que a novela foi quase toda gravada em plena pandemia do novo coronavírus, antes mesmo de ir para o ar, e com muitas cenas fora de ordem, incluindo momentos com corpos trocados. A peculiar situação não deve ter sido nada fácil para os intérpretes. 

Porém, os quatro fazem parecer simples. Há uma química boa de ver em cena. Tanto que a novela cresce muito quando os personagens se juntam. Normalmente, Flávia e Guilherme contracenam mais, assim como Neném e Paula. Quando o quarteto se encontra é porque alguma coisa está prestes a dar errado, o que rende alguma virada na trama.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

"Quanto Mais Vida, Melhor!" ganha fôlego com a impagável troca de corpos dos protagonistas

 A ousada nova fase da novela das sete da Globo teve início com o gancho do capítulo de sábado, dia 26. Após o primeiro encontro com a Morte (A Maia), os protagonistas receberam o aviso de que todos teriam uma segunda chance na vida, mas um deles morreria em um ano. Nenhum pareceu ligar muito para o ultimato. Não demorou para cada um, ao invés de amadurecer e evoluir, enfiar os pés pelas mãos e piorar tudo o que já estava ruim. Agora, para se vingar e dar uma lição no quarteto, a 'toda poderosa' os trocou de corpos. 

Mauro Wilson sempre deixou claro que a história que ele queria contar é a que começa a ir ao ar a partir de agora. Tudo o que já foi apresentado de Flávia (Valentina Herszage), Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli) e Guilherme (Mateus Solano) era, nas palavras do autor, uma preparação para a nova fase. Vale ressaltar que o recurso da inversão de papéis é algo corriqueiro no cinema, vide "Se Eu Fosse Você 1 e 2" (2006 e 2009), com Tony Ramos e Gloria Pires, e "Sexta-Feira Muito Louca", de 2003, citando apenas alguns. Mas é a primeira vez que ocorre em uma novela. 

E, com o perdão do trocadilho, "Quanto Mais Vida, Melhor!" ficou ainda melhor com a deliciosa novidade. Todo o processo para a mudança na vida de cada um dos protagonistas foi feita de forma habilidosa e caprichada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Tudo sobre a coletiva online da nova fase de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 9, uma coletiva online sobre a maior virada de "Quanto Mais Vida, Melhor!": os quatro protagonistas trocarão de corpos. A aguardada cena está prevista para o final de fevereiro. Participaram Giovanna Antonelli, Vladimir Brichta, Valentina Herszage, Mateus Solano, o autor Mauro Wilson e o diretor Allan Fiterman. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito da nova fase da deliciosa novela das sete. 


Valentina Herszage comentou sobre a mudança de corpos dos personagens: "Eu estava animada pro momento. A gente vinha se divertindo muito com os personagens e essa troca de corpos nos desafiou ainda mais. O ator gosta de uma brincadeira, né. E foi um desafio porque cada personagem tem um universo muito específico. Uma mistura de medo e divertimento". Mateus Solano complementou: "Perfeito, Valentina. A novela vai para outro lugar agora que é fazer divertir. O mais importante é como esses personagens vão se virar. Como o Guilherme vai operar sendo a Flávia?" 

"Por mais que a gente tivesse preparado desde o início porque já sabíamos que ia acontecer, a cabeça fica virada. Eu não trocaria de corpo com ninguém. E as pessoas se divertem muito com a Paula e suas loucuras de amor. Acham que ela corre muito atrás do Neném e eu também acho. A gente interpretar um personagem criado pelo outro é de virar a cabeça. Foi demais.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Revelação do passado de Paula resulta no melhor capítulo de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A atual novela das sete vem se mostrando deliciosa. Desde a estreia que Mauro Wilson presenteia o público com uma trama despretensiosa que consegue mesclar comédia, drama, ótima trilha e bons casais de maneira habilidosa. Mas nesta sexta-feira, dia 28, o autor apresentou um capítulo acima da média. A revelação do passado de Paula Terrare (Giovanna Antonelli) proporcionou uma sucessão de acontecimentos que engrandeceram o enredo. 


O autor reservou o capítulo para expor quase todos os plots de sua história. Tudo bem que já estava bem óbvio que Tuninha (Jussara Freire) era a mãe de Paula, mas foi emocionante a cena em que a empresária pede um abraço para sua mãe, após um raro momento de fragilidade emocional por conta da ruína de sua empresa ---- fruto da armação de sua rival Carmem (Júlia Lemmertz). E por causa da instabilidade emocional da personagem  todos os outros segredos vieram à tona. Isso porque a governanta foi atrás de Neném (Vladimir Brichta) para pedir ajuda. 

O encontro de Tuninha e o jogador de futebol implicou na revelação do passado de Paula através de um bem realizado flashback, onde Giulia Costa emocionou na pele da Terrare adolescente. O público viu que a personagem ajudava a mãe a cuidar de um bar caindo aos pedaços e repleto de clientes assediadores. Teve impacto a cena em que um homem levanta a saia da jovem e tenta agarrá-la. Chorando, Paula vai até a mãe e leva uma bronca.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!" estreia com ótima apresentação dos protagonistas, boas referências e toque lúdico

 O que você faria se ganhasse uma segunda chance? Consertaria o erros do passado? Ou viveria como se não houvesse amanhã? A premissa de "Quanto Mais Vida, Melhor!", novela do estreante Mauro Wilson e dirigida por Allan Fiterman, tem um toque lúdico e ousado para um folhetim. A estreia, nesta segunda-feira (22/11), mostrou que a aposta do autor foi um acerto em um capítulo que apresentou os quatro protagonistas de forma competente e ainda expôs uma sincronicidade entre dramaturgia e trilha sonora pouco vista. 

O autor conseguiu apresentar os quatro protagonistas de forma dinâmica, onde ficou perceptível a característica mais marcante de cada um. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? A estreia mostrou: a oportunidade de recomeçar. É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage). Os quatro passam por uma sucessão de aborrecimentos antes de se encontrarem em um aeroporto. 

O cirurgião Guilherme tem uma briga feia com a esposa Rosa (Bárbara Colen) e o filho Antônio (Matheus Abreu); a empresária Paula se vê cada vez mais encurralada pela rival, a ambiciosa Carmem (Júlia Lemmertz); o jogador Neném encara um momento difícil em sua carreira e precisa ajudar sua família financeiramente; já a dançarina Flávia escapa da prisão após uma tentativa frustrada de furto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

"Quanto Mais Vida, Melhor!": o que esperar da nova novela das sete?"

 A próxima novela das sete será totalmente inédita. A trama marca a estreia de Mauro Wilson como autor solo e teria o título de "A Morte Pode Esperar". Porém, como veio a pandemia do novo coronavírus, a direção da Globo achou o nome equivocado para o terrível momento que o mundo vive. Então mudaram para "Quanto Mais Vida, Melhor!". A história estrearia após a segunda parte de "Salve-se Quem Puder", mas optaram pela segurança de adiantar as gravações. Ou seja, assim como "Um Lugar ao Sol", nova das nove, entrará no ar quase finalizada. 

Dirigido por Allan Fiterman, o folhetim tem uma premissa criativa e ousada. O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? Independentemente da classe social, da faixa etária, do gênero e da crença, ninguém passa batido pela ideia de que pode ter apenas mais um ano de vida. O abalo, em maior ou menor grau, coloca os quatro no mesmo barco e impõe a eles os mesmos sentimentos: o medo de se afastar de quem se ama e de partir sem ter vivido ou reencontrado seu grande amor. 

É em uma encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage), em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Após um acidente aéreo, os quatro personagens veem a Morte (A Maia) de perto, e ela, em pessoa, lhes faz uma ressalva: um deles vai fazer sua passagem de forma definitiva em um ano.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Quanto Mais Vida, Melhor!", a nova novela das sete

 A Globo promoveu duas coletivas online de "Quanto Mais Vida, Melhor!", a nova novela das sete que estreia no dia 22 de novembro. Uma na quarta-feira (10/11) com o autor Mauro Wilson, o diretor artístico Allan Fiterman, e os atores Marcos Caruso, Elizabeth Savalla, Mariana Nunes, Evelyn de Castro, Alessandro Brandão, Pedroca Monteiro e Bárbara Colen. No dia seguinte, na quinta-feira (11/11), a coletiva contou com a presença dos protagonistas: Mateus Solano, Valentina Herszage, Vladimir Brichta e Giovanna Antonelli, além do autor e o diretor novamente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

Allan falou sobre a temática da novela, que muitos consideram pesada. "O primeiro nome da trama era "A Morte pode Esperar". Tinha até uma dose de ironia. Mas com a pandemia vimos que esse título não tinha mais sentido. Então optamos por esse da vida. E será tudo tratado de forma leve. O elenco também tem muita gente nova que trará um frescor para o horário. É uma novela muito musical. Uma vez por semana vocês vão ver uma música com a performance de um dos protagonistas cantando. E tem músicas inéditas compostas para a novela. Olha o spoiler", deixou escapar o diretor. Pedroca Monteiro contou sobre a identificação com seu personagem: "Não me identifico muito com o Prado. Ele é um brother hétero com uma autoestima inabalável e uma ética duvidosa. É um mulherengo que se acha muito inteligente, mas é completamente equivocado. Só que no meio do caminho ele encontra a Jandira (Micheli Machado) e cria uma paixão. Isso muda ele. Talvez neste momento eu me identifique mais com ele. Mas no todo sou bem menos hétero que ele e tenho uma autoestima bem menos elevada", debochou o ator provocando risos nos colegas. 

Bárbara Colen falou de sua personagem: "A Rose é uma mulher que tem muito tempo que abandonou a profissão. Ex-modelo profissional. Interrompe a carreira a pedido do marido, Guilherme (Mateus Solano), um respeitado médico. E resolve se dedicar a alguma coisa, ser útil. E quando ela entra em contato com o projeto da Joana fica muito encantada".

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Os 20 anos de "Laços de Família"

Após o sucesso de "Por Amor" (1997), Manoel Carlos precisava encarar dois difíceis desafios: emplacar uma outra grande novela no horário nobre e ainda substituir o fenômeno "Terra Nostra" (1999), de Benedito Ruy Barbosa, que estava no ar até o final de maio. Apesar da nada simples nova empreitada, a missão foi cumprida com louvor através da envolvente e bem escrita "Laços de Família", folhetim que completa 20 anos hoje ----- estreou no dia 5 de junho de 2000 e ficou no ar até dia 2 de fevereiro de 2001. Foram 209 capítulos de um dramalhão de qualidade.


Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. A mãe foi mais uma Helena do autor e interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois vivem um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.

Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Mocinha em "Sol Nascente" e "Segundo Sol", Giovanna Antonelli não merecia dois papéis tão ruins seguidos

O Sol do título não é a única similaridade entre "Sol Nascente" e "Segundo Sol" ---- a novela das seis encerrada em março de 2017 e o atual folhetim das nove em plena reta final. As duas tramas se mostraram enfadonhas, desinteressantes, repletas de personagens mal construídos e mocinhos sem química. Para o azar de Giovanna Antonelli, a atriz protagonizou as duas produções. Infelizmente, ganhou péssimas mocinhas em sequência.


A intérprete já é uma profissional consagrada e tem vários trabalhos elogiados em seu currículo. Não precisa mais provar nada a ninguém. Porém, é uma pena que tenha sido tão desvalorizada nas duas novelas citadas. E causa até estanhamento falar em subaproveitamento, afinal, são duas heroínas. O problema é que Alice e Luzia representaram absolutamente tudo o que não se espera de uma boa mocinha de novela: passividade, burrice, pouca importância para o andamento do roteiro e falta de química com seus pares.

Ironicamente, as duas ainda enfrentaram outro problema: a inverossimilhança a respeito de sua origem. A protagonista de "Sol Nascente" era filha adotiva de uma família japonesa, cujo patriarca era Kazuo, vivido por Luis Melo, que nunca foi japonês. Embora tenham reforçado várias vezes que a personagem era adotada, houve uma avalanche de críticas em torno da escalação dos atores. O mesmo ocorreu em "Segundo Sol", uma vez que uma inexistente Bahia majoritariamente branca acabou representada pela novela de João Emanuel Carneiro.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mocinhos burros e passivos irritam em "Segundo Sol"

Não é fácil construir mocinhos de novela, ainda mais com um público cada vez mais exigente. "Orgulho e Paixão" e "O Tempo Não Para" conseguiram passar com louvor nessa dura missão e as duas deliciosas novelas de sucesso da Globo estão com protagonistas ativos, carismáticos e que enfrentam os vilões sem qualquer receio. Já "Segundo Sol" foi reprovada. A trama de João Emanuel Carneiro falhou totalmente na missão de criar um casal que desperte torcida ou empatia.


Beto Falcão (Emílio Dantas) e Luzia Batista (Giovanna Antonelli) até pareciam perfis promissores no início da novela, mas logo viraram duas pessoas passivas, burras e covardes. O autor, por sinal, vendeu um folhetim protagonizado por um cantor de axé fracassado que forja sua própria morte e acaba virando um sucesso. Mas esse enredo não se sustentou nem por duas semanas. Logo foi engolido pela trama do roubo do filho da mocinha, praticado por Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves), que arruinaram a vida da marisqueira.

O irônico é que as duas histórias se mostram limitadas e andam em círculos. Isso porque os personagens simplesmente não movem o roteiro. Nem mesmo as ditas vilãs. Os núcleos paralelos se mostram bem mais convidativos. Beto é um sujeito omisso e às vezes passa a impressão de não saber nem "em que novela está". Enganado por todos, o cantor seguiu casado com Karola mesmo depois de tudo o que Luzia contou sobre seu passado.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Segundo Sol" apresentou primeira fase repleta de acontecimentos e com ótimas viradas

A nova novela de João Emanuel Carneiro tem a missão de manter os altíssimos índices de audiência de "O Outro Lado do Paraíso" e já começou corrigindo o erro da trama anterior, escrita por Walcyr Carrasco: uma primeira fase longa e lenta demais. O autor resolveu condensar a primeira fase de sua história em nove capítulos, ao contrário dos 30 da antecessora. Porém, resolveu apostar em uma avalanche de clichês, repetindo a estratégia de seu colega, que se saiu muito bem (vários elementos, por sinal, lembram a história passada). E todos foram expostos em ritmo ágil, não poupando trama e nem ganchos.


A trama abordou muito bem o drama de Luzia (Giovanna Antonelli) e a bagunça que Beto Falcão (Emílio Dantas) 'provocou' na vida de todo mundo, incluindo a sua. O curioso é que as chamadas da novela focavam no protagonismo do cantor de axé em decadência e mal citavam a mocinha --- provavelmente pelo receio de parecer com a saga de desgraças iniciais da Clara (Bianca Bin) do folhetim recém-terminado. Nessa primeira fase, entretanto, ela é a grande personagem central em virtude da avalanche de tragédias que despencaram na sua cabeça desde que conheceu Miguel ---- nome falso do rapaz, que se fingiu de morto, induzido pelos picaretas Remy (Vladimir Brichta) e Karola (Deborah Secco).

Foram várias situações que movimentaram esse início de enredo, incluindo falsa morte, gravidez relâmpago, assassinato, roubo de bebê, embate de mocinha e vilã, briga entre irmãos, prisão, armações, fim de um coma, fuga de presídio, entre outros mais.

terça-feira, 15 de maio de 2018

"Segundo Sol" tem estreia movimentada e embalada por nostálgica trilha sonora

"Tudo pode ser transformado. Tudo que se perdeu pode existir de novo. De outro jeito. Reinventado. Reconstruído de outra forma. Só depende de você. Só você pode dar uma nova chance para a sua vida". A premissa de "Segundo Sol", nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (14/05), é bastante interessante. Mas não apenas porque pode render uma boa história e, sim, porque acaba servindo para o próprio autor. João Emanuel Carneiro foi o responsável pelo fenômeno "Avenida Brasil" (2012) e fracassou com "A Regra do Jogo" (2015), seu último trabalho na Globo. Ou seja, essa nova empreitada não deixa de ser uma nova chance para ele mostrar o quão é talentoso.


A última novela do escritor foi um tropeço em sua brilhante carreira e seu novo enredo tem tudo para conquistar o telespectador. João aposta agora no folhetim mais rasgado, deixando maiores complexidades de lado, com o claro objetivo de reconquistar o público. E sua estratégia se mostra bem correta, ainda mais substituindo o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso", de Walcyr Carrasco, que arrebatou a audiência com um melodrama rasgado, repleto de clichês. Sai de cena o Jalapão e o lindo cenário de Tocantins, cedendo lugar para as belezas da Bahia. Ambientada em Salvador e na fictícia Boiporã, a trama traz duas fases separadas por 18 anos. A primeira se passa entre 1999, 2000 e 2001.

A vingança de Clara Tavares (Bianca Bin) é substituída pela saga de Beto Falcão (Emílio Dantas), cantor que estourou com o sucesso "Axé Pelô", em 1994, mas enfrenta a decadência no final dos anos 90, se dando conta da diminuição de seu cachê e precisando lidar com dívidas, contraídas pelo seu irmão, o 171 Remy (Vladimir Brichta).

terça-feira, 21 de março de 2017

Sem emoção e esquecível, "Sol Nascente" teve poucas qualidades

Foram praticamente sete meses no ar. "Sol Nascente" chega ao fim nesta terça, após longos meses apresentando um roteiro raso, repleto de equívocos e modorrento. A novela de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fisher, dirigida por Leonardo Nogueira, foi fraca do início ao fim e já não empolgava desde as primeiras chamadas. Portanto, o roteiro decepcionante não chegou a ser uma surpresa, principalmente ao analisar os últimos folhetins repetitivos de Negrão.


Embora não tenha participado ativamente da escrita dessa novela em virtude de problemas de saúde, a sinopse era do autor e ele supervisionou a obra durante todo o período de exibição. A maior prova disso era a quantidade de semelhanças com outros trabalhos do escritor, principalmente envolvendo o vilão e os mocinhos. A audiência da produção foi satisfatória (teve média de 21 pontos), embora tenha derrubado os índices do fenômeno "Êta Mundo Bom!". Entretanto, os números não refletiram a qualidade da trama e muito menos a repercussão, que foi nula.

A novela começou com belíssimas imagens, mas pouca história. E, lamentavelmente, a primeira impressão acabou se firmando ao longo dos meses. Recheada de personagens desinteressantes e conflitos bobos, a produção não se sustentou nem por dois meses. Antes mesmo de chegar na metade, já havia ficado claro que o enredo não teria estrutura para ficar no ar por sete meses.