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quinta-feira, 26 de março de 2026

Tudo sobre a segunda coletiva online de "A Nobreza do Amor", a nova novela das seis

 A Globo promoveu na primeira quinta-feira de março, dia 5, a segunda coletiva virtual de 'A Nobreza do Amor', a nova novela das seis, escrita por Duca Rachid, Elisio Lopes Jr. e Julio Fischer, dirigida por Gustavo Fernandez. Participaram a diretora de conteúdo da Globo, Kellen Julio, e os atores Marco Ricca, Érika Januza Lázaro Ramos, Bukassa Kabengele, Rayssa Bratillieri, Rodrigo Simas,Kika Kalache, Ana Cecilia Costa, Rita Batista, João Fernandes, Nikolly Fernandes, Paulo Lessa, Hilton Cobra, Lucínio Januário, André Luiz Miranda, Welket Bungué, Edu Mosssri, Michel Blois e João Pedro Zappa. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Kellen Julio contou sobre o projeto: "Que honra apresentar esse projeto tão incrível. Sou diretora de inovação, diversidade e conteúdo dos Estúdios Globo. Entrei na empresa em 2018 para desenhar a brasilidade do nosso audiovisual. Entrei na Globosat, que nem existe mais, e com a fusão das empresas saio de um universo menor e desenho a diversidade de toda empresa olhando para o povo negro. 'A Nobreza do Amor' ressignifica a relação do Brasil com a África. A gente resgata um posicionamento e enquadra a África no imaginário, após anos de uma abordagem tão reducionista. O horário das seis é tão precioso porque tem as crianças chegando da escola, os pais chegando do trabalho e trazendo uma estética linda com a novela. É uma revolução. A gente tem um diálogo muito bom para investir na dramaturgia sem estereótipos e com uma proposta de Brasil que a gente acredita. É um orgulho abrir esse debate".

Lázaro Ramos falou sobre seu primeiro vilão: "Nunca foi um sonho da minha vida fazer vilão. Meu sonho era fazer herói. Quando Elisio me convidou pro projeto quis muito fazer. Tá sendo uma descoberta e um prazer falar coisas absurdas e maldades, além de acompanhar esse universo que vem sendo contado.

domingo, 30 de novembro de 2025

"Globo Repórter" faz bela homenagem a Lázaro Ramos

 De um garoto sonhador de Salvador, criado no bairro do Garcia, a um dos artistas mais completos e admirados o Brasil. No dia 28 de novembro, o ‘Globo Repórter Personalidades’ homenageou o talento multifacetado de Lázaro Ramos, ator, diretor, escritor, apresentador e ativista, e revela a sua trajetória com depoimentos emocionantes de familiares, amigos e colegas de profissão. Para contar a história do vilão da próxima novela das 18h, ‘A nobreza do amor’, a apresentadora Sandra Annenberg viajou até Salvador e mostrou as raízes e os caminhos que levaram Lazinho, como é chamado pelos mais próximos, a se tornar referência na TV, no teatro e no cinema.

Sandra e equipe conversaram com o pai de Lázaro; a irmã Viviane; o amigo de infância Cacá; os primeiros companheiros do Teatro do Bando Olodum; o “tio” Zebrinha, que se tornou um segundo pai; e Dona Idalina, a professora que o incentivou a concluir os estudos, antes de exercer por quase cinco anos a profissão de técnico em patologia clínica. O programa também revelou momentos marcantes da amizade que Lázaro construiu com os atores Wagner Moura, Vladimir Brichta e Gustavo Falcão, laço que começou nos palcos, na peça “A Máquina”, e se mantém há mais de duas décadas. Em depoimentos, os amigos destacaram a conexão profunda entre eles que ultrapassa os limites da profissão.
 
“Quando eu conheci o Lázaro, o vi fazendo uma peça. Foi uma coisa muito forte vê-lo. Eu parei de prestar atenção na peça e ficava só olhando para ele. Ao ponto de a peça acabar e eu ir procurá-lo no camarim sem saber o que dizer para ele. E eu disse: ‘Eu quero ser seu amigo’.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Globo foi a culpada pelo fracasso de "Os Melhores Anos das Nossas Vidas"

O programa comandado por Lázaro Ramos, que se baseia em uma nostálgica "batalha" de gerações, estreou em outubro e chegou ao fim nesta quinta (20/12), após dez episódios. A atração foi um fracasso. Lutou para manter a liderança várias vezes e em outras tantas perdia para "A Fazenda", da Record", e "A Praça é Nossa", do SBT. Em alguns momentos ficava até em terceiro lugar. Mas a culpa do fiasco é exclusivamente da própria Globo.


Apesar da apresentação engessada de Lázaro e de algumas escolhas equivocadas para a defesa de décadas ---- Marcos Veras e Marco Luque nem eram nascidos nos anos 60 e 70 ----, a atração era gostosa de se acompanhar. É sempre agradável lembrar das modas, dos brinquedos, dos desenhos, das músicas, dos fatos importantes e dos costumes de cada período. Tanto para quem viveu quanto para quem apenas ouviu falar. E o formato é interessante.

Todavia, a emissora jamais poderia colocar um programa tão leve como esse às 23h30, muitas vezes indo ao ar depois da meia noite. Para culminar, depois de "Carcereiros", uma série pesada sobre o caótico sistema prisional brasileiro.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"Os Melhores Anos das Nossas Vidas" faz ótima mistura de nostalgia e diversão

A Globo estreou uma nova atração nesta quinta-feira (11/10), logo após a retomada da temporada de "Carcereiros", interrompida pela Copa do Mundo. "Os Melhores Anos das Nossas Vidas" teve uma divulgação discreta e pouco se sabia sobre o formato e os apresentadores. A única informação noticiada pela imprensa foi a desistência de Juliana Paes em virtude de um problema nas cordas vocais. Lázaro Ramos, até então, era o único confirmado no comando. As chamadas só foram ao ar na última semana e aí sim foi possível entender a essência da produção: a memória afetiva.


Claro que o longo título já dava a dica, mas, ainda assim, havia uma curiosidade a respeito da forma como a nostalgia seria explorada. E a surpresa foi positiva. Apresentado por Lázaro, o formato é classificado como um game-show em cima da disputa entre décadas, mas se enquadra bem mais no clássico programa de auditório. Isso porque pouco importa quem ganha ou não no final de cada programa, o que vale é a sucessão de boas lembranças através de imagens antigas, musicais e depoimentos.

As décadas de 60, 70, 80, 90 e 2000 são as protagonistas da atração. Lúcio Mauro Filho é o representante dos anos 80, enquanto Ingrid Guimarães defende os anos 90. Eles se enfrentaram no primeiro programa e ela saiu ganhando. Marcos Veras representa os anos 60, Marco Luque os 70 e Rafa Brittes os anos 2000.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

"Mister Brau" não tinha mais história para contar

A série escrita por Jorge Furtado tinha a difícil missão de substituir o sucesso "Tapas & Beijos", que ficou no ar por cinco anos. Mas "Mister Brau", dirigida por Maurício Farias, conseguiu manter os índices de audiência da faixa, presenteando o público com um texto repleto de bom humor e crítica social. A história de um casal de astros que sai de Madureira e se muda para um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, rendeu ótimos momentos e a série ainda merece reconhecimento por ter colocado dois negros como protagonistas, principalmente em meio ao polêmico elenco de "Segundo Sol", repleto de brancos em uma trama que se passa na Bahia.


Lázaro Ramos e Taís Araújo emprestaram o carisma deles para os personagens, honrando o protagonismo e sendo valorizados como merecem. A primeira temporada, exibida em 2015, esteve focada no preconceito dos vizinhos com os 'suburbanos' que subiram de vida, rendendo muitos conflitos hilários, mas também cheios de mensagens indiretas no texto a respeito de intolerância e racismo. Andreia (Fernanda de Freitas) era a maior representante do ódio ao casal, sempre brigando com o marido (Henrique - George Sauma), que ironicamente virou advogado de Brau, participando ativamente dos contratos de shows e afins.

O êxito da série implicou na segunda temporada em 2016, mantendo o foco nas trapalhadas protagonizadas por Brau e Michele, agora mais próximos dos vizinhos e precisando lidar com as consequências do sucesso. Outros personagens já presentes no enredo ganharam mais destaque, como Lima (Luís Miranda), Gomes (Kiko Mascarenhas) e a empregada Catarina (Cláudia Missura).

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"Criança Esperança" se encontrou no seu novo formato

Em 2015, o "Criança Esperança" mudou o seu formato e abandonou aquele esquema de shows no estilo do conhecido "Show da Virada", exibido todo dia 31 de dezembro. As apresentações frias e repetitivas cederam espaço para matérias sobre questões sociais, mescladas com números musicais inspirados e interações com os artistas que atendem os telefonemas dos telespectadores. Desde então, o programa se encontrou e a edição de 2017 só comprovou isso.


Flávio Canto, Leandra Leal, Dira Paes e Lázaro Ramos se firmaram como comandantes da atração e mais uma vez foram muito bem, sabendo conduzir o formato com competência, mesmo não sendo apresentadores (com exceção do Flávio, que esteve no "Esporte Espetacular"). Em uma hora e meia aproximadamente, o público acompanhou apresentações musicais arrepiantes, relatos importantes sobre racismo, preconceito e desigualdade social, interações divertidas com a bancada dos atores e alertas sobre a importância dessa doação.

Foi um ótimo programa, sendo necessário destacar o número musical de Silvero Pereira (uma das revelações de "A Força do Querer", atual sucesso das nove) e Sandy, cantando "Somos Quem Podemos Ser", bela canção que virou hit com a banda Engenheiros do Hawaii. Um dos mais lindos momentos da atração, que também contou com Luan Santana cantando com Ana Vilela a sensível "Trem-Bala", em uma outra grande apresentação.

domingo, 3 de julho de 2016

"Criança Esperança" soube se atualizar e apresentou uma de suas melhores edições

A edição de 2016 do "Criança Esperança" foi uma grata surpresa. Após a ótima mudança no formato no ano passado, quando o evento completou 30 anos em 2015 ---- o tempo ficou menor e os shows bem mais intimistas, sem a estrutura de um grande espetáculo ----, a equipe conseguiu se superar, apresentando um programa ainda melhor e muito mais preocupado em exibir campanhas relacionadas aos atuais problemas da sociedade.


Comandado por Lázaro Ramos, Dira Paes, Leandra Leal e Flávio Canto, o programa teve pouco mais de uma hora de duração e soube preencher este tempo muito bem. Ao contrário de apresentações frias e desnecessárias que fizeram parte do formato ao longo dos anos, a atração mesclou shows intimistas com necessárias campanhas sociais, divertindo e emocionando. Ficou clara a inspiração no Teleton, do SBT, e, assim como ocorre na concorrente, funcionou do início ao fim, com a vantagem de não ser tão longo e exaustivo.

A bancada com os atores da emissora atendendo os telefonemas mais uma vez deu certo, despertando atenção do público e aumentando a motivação das doações. Eles, inclusive, também interagiam com os apresentadores, que faziam questão de interpelá-los com frequência.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"Mister Brau" tem bom início e se mostra uma escolha acertada para substituir "Tapas & Beijos"

Com a complicada missão de ocupar a faixa que foi do sucesso "Tapas & Beijos" ao longo de quase cinco anos, estreou, nesta terça-feira (22/09), "Mister Brau". A série, escrita por Jorge Furtado e dirigida por Maurício Farias (o mesmo da produção anterior), teve um bom início e promete ser recheada de críticas, mescladas com um humor bem debochado. O primeiro episódio foi dinâmico e conseguiu apresentar de forma simples todos os personagens principais.


Lázaro Ramos interpreta o personagem-título e Brau (cujo nome verdadeiro é Bráulio) é um verdadeiro pop star. O ator protagoniza a história ao lado de Taís Araújo, que, além de ser sua esposa na vida real, interpreta Michele Brau, a mulher do astro. O cantor se muda de Madureira para um condomínio de luxo na Barra, Rio de Janeiro, em virtude do sucesso de sua carreira, que lhe proporciona cerca de R$ 14 milhões por mês. Além dele e da esposa, há também uns agregados, como o DJ Lima (Luís Miranda), seu grande parceiro.

A trama começou mostrando o casal na nova mansão e o incômodo que a mudança passou a gerar na vizinhança, principalmente na preconceituosa Andreia (Fernanda de Freitas), casada com o advogado Henrique (George Sauma), que ficou horrorizada com os novos moradores.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Criança Esperança" completou 30 anos e acertou com as mudanças no formato

Depois das reformulações em seus telejornais (deixando todos menos formais) e na mudança no "Zorra Total" (que agora é apenas "Zorra" e não há mais nos quadros os tradicionais bordões), a Globo também resolveu mudar o formato do "Criança Esperança", exibido no último sábado (15/08). O esquema de doações da campanha da emissora, em parceria com a UNESCO, seguiu o mesmo; entretanto, a atração sofreu algumas alterações, que deixaram o conjunto bem melhor.


O projeto completou 30 anos em 2015 apresentando algo bem mais 'intimista'. O tradicional show gravado em uma grande Arena foi extinto, assim como os números musicais cheios de coreografias. O programa foi ao vivo e exibido no próprio Projac (complexo de estúdios da Globo), em um cenário não muito grande, com a presença de uma pequena plateia. Apresentada por Leandra Leal, Lázaro Ramos, Flávio Canto e Dira Paes, a atração teve uma imensa bancada, repleta de atores e atrizes da emissora, que iam atendendo as ligações dos telespectadores.

Esta mudança (que na verdade não deixou de ser uma espécie de 'volta às origens', pois anos atrás o formato não se resumia apenas em shows grandiosos, sempre gravados) deixou o programa bem mais agradável de se acompanhar. Os apresentadores interagiam o tempo todo com os demais artistas, que estavam na bancada atendendo os doadores, e foram exibidas matérias mostrando para onde vai o dinheiro arrecadado.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Geração Brasil": um equívoco de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira

Em plena reta final (outubro é seu último mês de exibição), "Geração Brasil" se encaminha para um desfecho tão desinteressante quanto foi a novela. O desenvolvimento dos personagens, a construção equivocada dos casais e falta de uma boa história foram alguns dos problemas que não conseguiram ser solucionados ao longo da trama, ainda que os autores tenham tentado consertar. Perto do fim, o roteiro segue incapaz de apresentar algo que desperte atenção do público.


A novela se perdeu quando ficou evidente que não havia um fio condutor ou uma trama que prendesse o telespectador. A preocupação exagerada em misturar teledramaturgia com interatividade aniquilou o folhetim, enquanto que o desenvolvimento dos pares românticos foi feita de forma totalmente equivocada e superficial. O resultado deste erro ficou mais evidente após a Copa do Mundo, quando a 'desculpa' ----- em relação ao evento esportivo atrapalhar a condução da história ----não pôde ser mais usada.

Agora, em suas últimas semanas, "Geração Brasil" nem parece mais aquela novela que empolgou e divertiu no primeiro mês. Após Jonas Marra (Murilo Benício) perder o império da tecnologia que havia conquistado, o empresário foi morar com a mãe (Gláucia - Renata Sorrah) no subúrbio, enquanto que Herval (Ricardo Tozzi) ri de sua desgraça.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lado a Lado: quando o heroísmo se transforma em exagero

O herói é uma figura que permeia a imaginação das crianças e de muitos adultos. Sempre está presente nos filmes e nas novelas é classificado como 'mocinho'. Porém, se nas histórias infantis há toda e qualquer liberdade para que o heroísmo seja praticado sem nenhum tipo de interferência da 'realidade', digamos assim, o mesmo não se pode dizer de uma telenovela. Há limites e tudo o que é demais cansa. E pode-se dizer que o exagero tem estado presente na história de Zé Maria (Lázaro Ramos) em "Lado a Lado".


O único amor de Isabel (Camila Pitanga) tem sido o grande herói da novela desde o primeiro capítulo. Enfrentou a polícia para defender a construção das casas no morro da Providência, liderou a Revolta da Vacina, foi o responsável pela Revolta da Chibata e denunciou um político corrupto. Foi preso injustamente, mas deu a volta por cima ao conseguir um emprego no Jornal comandado por Guerra (Emílio de Mello). Entretanto, não conseguiu só um emprego. Também foi o responsável por tirar o Jornal da forte crise que enfrentava. Bastou analisar alguns cálculos para constatar que o dinheiro não estava sendo bem empregado e pronto: conseguiu melhorar o faturamento.

Nessa semana, Zé Maria lutou contra um lutador de Jiu-jítsu para defender a capoeira, esporte proibido na época. O protagonista se indignou ao saber que o lutador japonês seria professor dos oficiais da marinha ---- a luta realmente ocorreu e a novela retratou com propriedade mais um fato histórico. Pois bem, venceu com louvor e ainda