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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2023, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 





"BBB 23": 

Quem achou que nada seria pior que o "BBB 22" teve que rever seus conceitos... Um fracasso de audiência, a pior de toda a história do reality, e um jogo que foi tomando um rumo repleto de preconceito e atitudes bastante controversas que não tiveram uma resposta merecida da produção. Para culminar, duas expulsões por assédio sexual, mas com os expulsos tendo seus contratos mantidos com a emissora, assim como seus privilégios dos prêmios que ganharam. Até os discursos de Tadeu Schmidt decepcionaram. O apresentador resolveu bancar o 'isentão' e elogiou todo mundo que foi eliminado, não houve crítica alguma a qualquer comportamento. Pareceu um conto de fadas. E o pior de tudo foi o público elegendo uma vencedora que pouco fez para ter honrado os quase três milhões de reais que faturou, a maior premiação da história do formato. 


"Travessia": 

A novela foi uma avalanche de problemas que dominaram o enredo do primeiro ao último capítulo. A trama derrubou os índices do bem-sucedido remake de "Pantanal" e se mostrou um grande fracasso. Mas teve motivos de sobra para tamanha rejeição do público. Não havia uma história consistente sendo contada e a ideia de abordar os avanços da tecnologia através da chamadas fake news não se sustentou nem por dois meses, o que naufragou a narrativa da protagonista, que ficou avulsa boa parte do enredo. A imensa maioria dos personagens não despertou atenção do telespectador e nem havia uma boa construção dos conflitos. Aliás, quais conflitos? Até mesmo Drica Moraes comentou, após o término da trama, que não entendeu a proposta de sua personagem. E Cássia Kiss? A atriz mal conversava com seus colegas por conta de seus pensamentos conservadores, o que deixava o clima das gravações nada agradável. Vale citar ainda a direção equivocada de Mauro Mendonça Filho, que prejudicou várias cenas, sendo criticado até pela autora no X, antigo Twitter. Chegou ao fim como o pior folhetim da carreira de Gloria Perez. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Fracasso aos domingos, "Pipoca da Ivete" não estourou

 A expectativa em torno do primeiro programa criado especialmente para Ivete Sangalo na Globo era alta. Foram muitas propagandas, ações de marketing, enfim, tudo para despertar a atenção do público para o "Pipoca da Ivete", que estreou no dia 24 de julho de 2022 e ficou no ar até o dia 2 de outubro do mesmo ano. Porém, a recepção ao novo produto foi a pior possível. A ponto de não ter o que elogiar ou até colocar como um ponto positivo. 


A primeira temporada do programa criado por Boninho, com direção de Creso Eduardo Macedo, foi um festival de erros. Ivete Sangalo, que sempre foi conhecida pela espontaneidade, ficou travada diante das obrigações de seguir o roteiro enfadonho de um formato que nem era ao vivo. Para culminar, todos os 'novos' quadros eram cópias baratas de outros já apresentados na própria Globo em produtos que não fizeram sucesso, como o "Se Joga", por exemplo. Era tanta disputa boba que o SBT assumia frequentemente o primeiro lugar de audiência com o "Domingo Legal", comandado por Celso Portiolli. 

Apesar do completo fiasco, a Globo insistiu com o programa em 2023. E a maior prova do quanto a edição do ano passado tinha dado errado foi a satisfação dada pela própria Ivete aos jornalistas na coletiva de lançamento da segunda temporada, que estreou no dia 17 de setembro e chega ao fim neste domingo, também dia 17.

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2022, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 



"BBB 22": 

A expectativa era alta. Afinal, o maior reality do país vinha de dois grandes sucessos seguidos: o "BBB 20" e o "BBB 21". No entanto, a edição decepcionou do início ao fim. O elenco foi muito mal escalado, tanto no time Camarote quanto no Pipoca. O clima de paz e amor transformou a competição em um marasmo e nada do que a produção fazia surtia efeito nas dinâmicas. Para culminar, o favoritismo de Arthur Aguiar deixou tudo ainda pior e desanimador. A audiência não foi ruim, mas bem abaixo das duas anteriores e a repercussão nem chegou perto. A prova foi o número ínfimo de seguidores nas redes sociais que os participantes ganharam ao longo dos meses. Não por acaso, todos desapareceram da mídia, sem exceção. Para o grande público nem parece que teve "BBB" em 2022 e a última campeã é Juliette. 



"Nos Tempos do Imperador": 

A novela de Alessandro Marson e Thereza falcão foi uma continuação da bem-sucedida "Novo Mundo", escrita pelos mesmo autores em 2017. A intenção era repetir o sucesso. Mas foi um imenso fracasso. Não caiu bem um Dom Pedro II progressista e personagens de época com comportamentos tão evoluídos. A história ainda teve conflitos fracos e a romantização do caso de Pedro (Selton Mello) com a Condessa de Barral (Mariana Ximenes) foi fortemente rejeitada. A novela ainda teve uma cena que revoltou o público nas redes sociais: o mocinho, negro, falou sobre racismo reverso, algo que nem existe. Para culminar, a produção esteve envolvida em várias polêmicas e a mais grave foi o caso de racismo nas bastidores. Várias atrizes do núcleo dos escravizados mencionaram atitudes racistas do diretor, Vinícius Coimbra, que acabou demitido da Globo meses depois. Não por acaso, Roberta Rodrigues, uma das intérpretes que o acusaram, nem apareceu para gravar o desfecho de sua personagem. Novela para esquecer. 

segunda-feira, 25 de julho de 2022

"Pipoca da Ivete" é uma mistura de "Tamanho Família", "Se Joga" e "Casa Kalimann", mas com o carisma de Ivete Sangalo

 Após muita propaganda e chamadas, a Globo estreou neste domingo, dia 24, o "Pipoca da Ivete". Chamado inicialmente de "Mixto Quente", a emissora mudou o nome depois da reação negativa nas redes sociais. Aliás, o programa parece feito com pressa e pouco planejamento. O anúncio da nova atração foi dado em um comunicado da empresa via e-mail para a imprensa. E muitos foram pegos de surpresa porque até então nada era previsto, até por conta do sucesso de Ivete no comando do "The Masked Singer Brasil". Mas, assim que a notícia foi dada, deram início a uma intensa propaganda. 

A estreia apresentou um programa com muitos quadros e nenhuma identidade. Todas as 'disputas' são cópias de outras atrações, tanto da Globo quanto da concorrência. Aliás, um questionamento se faz necessário: por que, de uns anos para cá, a emissora resolve focar tanto em 'brincadeiras' no palco quando cria um novo formato? O entretenimento se resume a isso? Não há mais nada de diferente na área? Mas a dúvida não diz respeito ao texto sobre a estreia de Ivete, que não tem nada a ver com o setor de planejamento comandado por Boninho. 

À primeira vista, o programa parece uma mistura dos extintos "Tamanho Família", "Se Joga" e "Casa Kalimann", uma atração mediana e duas horríveis, respectivamente. Com a constatação, então, é possível afirmar que o novo formato é péssimo? Não. Porque o carisma de Ivete Sangalo faz a diferença.