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terça-feira, 25 de abril de 2017

Triângulo central de "Novo Mundo" é praticamente igual ao de "Liberdade, Liberdade"

Que a atual novela das seis é um primor todo mundo já sabe. A trama escrita pelos talentosos Alessandro Marson e Thereza Falcão (a primeira deles como autores principais) tem esbanjado capricho e apresentado um delicioso contexto histórico servindo de pano de fundo para o clássico folhetim. A audiência, por sinal, vem correspondendo ao bom conjunto exibido. Entretanto, o triângulo amoroso principal de "Novo Mundo" vem causando um incômodo pela quantidade de semelhanças com "Liberdade, Liberdade", novela das onze exibida ano passado.


A destemida Anna Milman é professora de português da princesa Leopoldina (Letícia Colin) e se apaixonou perdidamente pelo aventureiro Joaquim (Chay Suede), sendo correspondida. Os dois têm o mesmo ideal de justiça e estão à frente do tempo. Mas a mocinha acabou despertando o interesse do ganancioso Thomas (Gabriel Braga Nunes), oficial da marinha inglesa que se transforma em homem de confiança da família Real portuguesa, escondendo seu verdadeiro intuito de impedir que o Brasil se torne independente, dando um golpe em todos.

Na semana passada, o poderoso homem conseguiu separar o casal graças a Elvira (Ingrid Guimarães), 'esposa' trambiqueira de Joaquim que foi atrás do 'marido', provocando um choque em Anna, que terminou tudo com o amado após saber do passado do rapaz, acreditando que ele tem um filho com a mulher.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os melhores casais do ano

Os romances foram e sempre serão fundamentais em qualquer obra ficcional. Ter um ou mais casais para torcer é vital para o desenvolvimento de uma novela ou série. E em 2016 tivemos vários pares ótimos, implicando em muitos nomes de "shippers" (combinações de nomes de casal). Aliás, o termo "shippar" já entrou no vocabulário do brasileiro, o que só comprova a importância dos romances na ficção. Vamos, então, aos melhores pares do ano.





Romero e Atena ("A Regra do Jogo"):
O único casal atrativo da novela de João Emanuel Carneiro. Os bandidos que tinham um lado humano protagonizaram as melhores cenas da novela ao lado do divertido Ascânio (Tonico Pereira). Alexandre Nero e Giovanna Antonelli transbordaram química em "Salve Jorge", quando viveram Stênio e Helô, e repetiram a boa sintonia com Romero Rômulo e Francineide. O nome "Romena" se proliferou nas redes sociais e os personagens caíram no gosto do público, apesar dos vários problemas que a trama apresentou ao longo de sua exibição.




Mariana e Augusto ("Ligações Perigosas"):
A minissérie exibida em janeiro, escrita por Manuela Dias e baseada no romance de Choderlos de Laclos, foi primorosa e um dos acertos foi a relação intensa desse casal. O frio Augusto seduziu a religiosa Mariana com o intuito de vencer uma aposta, mas acabou se apaixonando perdidamente por ela, caindo na própria armadilha. Marjorie Estiano e Selton Mello protagonizaram grandes cenas, onde o drama e a química se fizeram presentes até o fim. A morte trágica dos personagens também merece menção, fechando o ciclo desse romance de uma forma sombria e muito triste.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O decepcionante final de Rubião em "Liberdade Liberdade"

A novela das onze chegou ao fim na última quinta-feira (04/08), apresentando um último capítulo com ótimas cenas, mas que também deixou bastante a desejar em alguns aspectos. Vários personagens, por exemplo, não tiveram seus desfechos explicados e o telespectador ficou sem saber o que houve com Virgínia (Lília Cabral), Mimi (Yanna Lavigne), Anita (Joana Solnado), Caju (Gabriel Palhares), Brites (Rita Clemente) --- a mãe de Xavier ---, entre tantos mais. Porém, o grande equívoco do final "Liberdade, Liberdade" foi justamente a conclusão da trama de Rubião (Mateus Solano), o grande vilão da história.


Desde a estreia da novela, o público foi instigado a acompanhar a saga de vingança de Joaquina (Andreia Horta), que logo no primeiro capítulo perdeu a mãe e o pai, ambos assassinados por Rubião. No caso de Tiradentes (Thiago Lacerda), uma morte indireta, provocada por traição. Ela voltou a Vila Rica anos depois, adulta e senhora de si, justamente com esse objetivo: descobrir quem traiu seu pai e vingá-lo. Ao longo do enredo, a heroína ficava voltada para a defesa dos menos favorecidos e a revolução iniciada pelo inconfidente que tanto amava e respeitava.

Para culminar, o vilão ainda assassinou covardemente Raposo (Dalton Vigh), o pai adotivo de Joaquina, dilacerando de vez a sua família. O choque foi imediato quando a protagonista descobriu que havia se casado com o homem responsável pela morte do fidalgo que a criou como se fosse filha.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Liberdade Liberdade" foi uma boa novela, mas poderia ter sido muito melhor

Apresentando uma estreia caprichada e um desenvolvimento morno, "Liberdade, Liberdade" ficou praticamente quatro meses no ar (67 capítulos) e fechou seu ciclo com uma reta final empolgante, presenteando o telespectador com cenas muito bem realizadas. O último capítulo, exibido excepcionalmente nesta quinta-feira (04) ---- por causa do início das Olimpíadas (a Globo fará uma transmissão intensiva do evento) ----, encerrou o folhetim com dignidade, após momentos finais de tirar o fôlego, principalmente em virtude do início da revolução comandada pela protagonista e o enforcamento de seu irmão.


A novela das onze viveu uma novela própria antes de entrar em produção. Márcia Prates estrearia como autora, mas Silvio de Abreu e sua equipe observaram vários erros históricos no texto da escritora, fazendo muitas modificações. Glória Perez e Alcides Nogueira chegaram a trabalhar como supervisores, mas abandonaram a função. Outros problemas foram detectados, até a responsável pela história ser desligada do projeto, sendo utilizado apenas o seu 'argumento' para o enredo. Mário Teixeira foi chamado às pressas para assumir o controle de um trem que parecia desgovernado e a partir de então finalizaram a escalação do elenco, iniciando de vez a elaboração do folhetim.

Portanto, em virtude de todas as questões mencionadas, a expectativa em torno da novela ---- baseada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ---- não era animadora. Afinal, tudo se encaminhava para um produto retalhado e equivocado. A estreia serviu para diminuir essa 'preocupação', pois a trama promissora, o contexto histórico atrativo, o figurino caprichado e o grande elenco agradaram bastante. Entretanto, as constantes mudanças nos bastidores acabaram refletindo na condução do enredo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ótima em "Liberdade Liberdade", Lília Cabral mais uma vez mostrou o seu talento

"Liberdade, Liberdade" está perto de seu fim e um dos acertos da novela das 23h foi o seu elenco. Muito bem escalado, o time da produção esteve repleto de talentos e quase todos conseguiram brilhar em algum momento da história, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra. Entre os intérpretes que mais se destacaram está a sempre grandiosa Lília Cabral, que ganhou a íntegra Virgínia, mulher responsável pelo cabaré da cidade de Vila Rica.


A personagem é uma das mais importantes do enredo, pois está ligada a todos os acontecimentos da novela. A cafetina cuida das suas meninas como se fosse uma mãe e é uma revolucionária disfarçada, sendo a responsável pelas maiores articulações do movimento contra a Coroa Portuguesa e tendo Xavier (Bruno Ferrari) como fiel escudeiro. Ela, aliás, sempre esperou a volta de Joaquina (Andreia Horta) desde que viu a menina ainda criança partir nos braços de Raposo (Dalton Vigh), seu grande amor.

Para culminar, Virgínia é mãe de Rubião (Mateus Solano), o grande vilão do folhetim, que sempre renegou cruelmente a mãe. Toda a teia que envolve o papel proporciona bons conflitos, destacando o conhecido talento de Lília.

terça-feira, 26 de julho de 2016

"Liberdade Liberdade" mostrou que o Brasil não mudou tanto assim em pouco mais de 200 anos

A atual novela das onze, dirigida por Vinícius Coimbra, está em plena reta final e a produção se mostrou um bom folhetim, embora não tenha repercutido e nem envolvido tanto quanto prometia. A curta duração das cenas também deixou muito a desejar e o desenvolvimento de algumas tramas ficou devendo. Porém, um dos trunfos da história escrita por Mário Teixeira (com argumento de Márcia Prates) foi a exposição nua e crua de um Brasil que infelizmente não mudou tanto assim ao longo de pouco mais de 200 anos.


As situações apresentadas como pano de fundo de alguns personagens e núcleos, ainda que muitas vezes não conseguindo ser aprofundadas como mereciam, servem para observar que ainda há inúmeros 'resquícios' da época de 1808, incluindo alguns comportamentos e hábitos que não mudaram quase nada. Desigualdade, racismo, homofobia, exploração dos governantes, suborno, corrupção, estupro, abuso de poder, justiça que não tem nada de justa, enfim, não falta exemplo na história do início do século XIX que segue sendo observado nos dias atuais.

Logo no início de "Liberdade, Liberdade", Joaquina (Andreia Horta) ficou horrorizada ao conhecer a chamada 'parte suja' de Vila Rica. A área era imunda, repleta de escravos famintos em condições sub-humanas. Rubião (Mateus Solano), intendente da Coroa Portuguesa, com o intuito de impressionar a sua 'amada', fez questão de distribuir comida e prometeu melhorar o local.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Interpretando brilhantemente o sombrio Rubião, Mateus Solano se destaca em "Liberdade Liberdade"

O maior vilão de "Liberdade, Liberdade" é o assustador Rubião. Sombrio, extremamente cruel e com uma frieza apavorante, o personagem representa tudo o que há de pior em um ser humano. E a escolha de Mateus Solano para interpretá-lo foi certeira. Após o estrondoso sucesso na pele de Félix, em "Amor à Vida" (2013) --- que virou o seu melhor papel da carreira ---, o intérprete tirou um período sabático (com apoio da Globo) para descansar a imagem e voltou aos folhetins três anos depois da melhor forma possível.


Afinal, o seu atual papel representa o completo oposto do seu trabalho anterior. O que o Félix tinha de afetado, expansivo e debochado, Rubião tem de introspectivo, intimidador e sério. A única semelhança é a arrogância, pois de resto não sobra nenhum traço em comum. E nada mais desafiador para um ator do que dar vida a um segundo vilão seguido, mas cujas características em nada se assemelham ao outro perfil ---- até porque o homossexual carismático da trama de sucesso das nove tinha um forte lado humano e se redimiu da metade para o final da novela, o que jamais acontecerá com o canalha das 23h.

O intendente de Vila Rica matou Antônia (Letícia Sabatella), a mãe da protagonista Joaquina (Andreia Horta), logo no primeiro capítulo, e entregou Tiradentes (Thiago Lacerda) para a Coroa portuguesa, o levando para a forca --- na época em que era aliado do inconfidente. Sua lista de crueldades só aumentou desde a estreia da novela, deixando bem evidente todas as razões que o fizeram se transformar em um dos homens mais poderosos da cidade.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Brilhando em "Liberdade Liberdade", Andreia Horta prova que merecia uma protagonista há tempos

Ela estreou na televisão em 2006, interpretando Márcia Lemos Kubitschek na ótima minissérie "JK", exibida na Globo. Em 2007 foi para a Record onde atuou em "Alta Estação" (uma espécie de cópia da "Malhação") e no ano seguinte protagonizou a elogiada série Alice, um dos melhores seriados já produzidos pelo canal a cabo HBO. Ainda em 2008, Andreia Horta participou da novela "Chamas da Vida" (vivendo a Beatriz), na Record, e em 2010 fez parte do elenco da primorosa série "A Cura" (onde deu um show interpretando a íntegra Rosângela), permanecendo na Globo desde então.


Além dos trabalhos já mencionados, a atriz fez quatro novelas e uma série. Em "Cordel Encantado" (2011) viveu a Bartira, um papel pequeno, e em "Amor Eterno Amor" (2012) interpretou a periguete Valéria, onde se destacou bem mais, protagonizando muitas cenas cômicas. Em "Sangue Bom" (2013), ótima produção das sete, fez uma participação e emocionou ao lado de Sophie Charlotte na sequência mais tocante da trama, quando sua personagem (a Simone) morreu ao lado da irmã (Amora). Ela ainda mostrou seu talento na série "A Teia", ao dar vida a Celeste, e em 2014 convenceu na pele da geniosa Maria Clara, uma das filhas do comendador José Alfredo em "Império". 

Porém, apesar de várias ótimas atuações, Andreia não ganhava uma protagonista nas novelas. Ela chegou a ser escalada para a mocinha Tóia, em "A Regra do Jogo", mas a escolha foi logo mudada em virtude da escalação de Alexandre Nero para viver Romero Rômulo. Afinal, seria estranho os dois protagonizarem uma relação amorosa pouco depois de terem sido pai e filha na trama anterior. Ou seja, parecia que um papel de grande destaque nunca viria para atriz.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Delicada e ousada na medida certa, cena de sexo gay fez jus ao título de "Liberdade Liberdade"

Uma das cenas mais aguardadas de "Liberdade, Liberdade" foi exibida nesta terça (12/07). O autor Mário Teixeira já havia dito que escreveria a cena em que Tolentino (Ricardo Pereira) e André (Caio Blat) transam, após um longo período tentando resistir ao desejo que os unia. Obviamente, a declaração gerou curiosidade e especulação na imprensa especializada, sendo até benéfico para a repercussão da novela, que é bastante baixa. O objetivo, inclusive, foi mesmo atrair atenção. E o momento esperado fez valer a espera, quebrando mais um tabu na teledramaturgia brasileira.


A cena teve quase seis minutos e a direção competente de Vinicius Coimbra se evidenciou, havendo uma preocupação em explorar o ambiente e os corpos daqueles homens assustados com a situação que se encontravam. Inicialmente, a aproximação se deu como nas outras vezes, com André apoiando Tolentino, após o coronel ter sido mais uma vez humilhado por Rubião (Mateus Solano). No entanto, o instante de afeto resultou em um intenso beijo, representando claramente a explosão daquela gama de sentimentos reprimidos por tanto tempo.

Depois do beijo, André se afastou e se despiu, enquanto Tolentino tomava coragem e fazia o mesmo. Os dois ficaram nus e se aproximaram, cedendo ao desejo e ao amor que sempre nutriram um pelo outro. A sequência foi muito delicada e nada ficou explícito. O texto que antecedeu esse momento merece menção, pois fez uma complementação perfeita.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Morte de Raposo retira de cena um dos melhores personagens de "Liberdade Liberdade"

Nesta segunda (04/07), foi ao ar a morte de Raposo (Dalton Vigh) em "Liberdade, Liberdade". Após semanas sumido da novela, o personagem voltou de viagem e logo reiniciou a investigação a respeito do ladrão de seu baú de ouro. Ele acabou encontrando sua fortuna na casa de Rubião (Mateus Solano), que flagrou o 'quase sogro' e o alvejou pelas costas, matando o inimigo covardemente em uma ótima cena. O desfecho do poderoso fidalgo foi lamentável para o desenvolvimento da história e uma grande perda para o público.


O autor Mário Teixeira acabou retirando precocemente do enredo um dos melhores personagens. A cena foi brilhantemente Mateus Solano, que soube transmitir toda a tensão daquele sombrio momento, onde o frio Rubião se mostrou como é para o imponente Raposo, que tentou enfrentá-lo, sem sucesso, mesmo agonizando. Entretanto, falharam gravemente ao não mostrar nem a expressão de Raposo vendo o seu inimigo antes de morrer (podendo ao menos fechar o ciclo de Dalton Vigh em grande estilo) e o pai adotivo de Joaquina (Andreia Horta) tinha muito o que render na trama, faltando um mês para o seu fim. E deve-se lamentar ainda mais a morte do perfil, pois o mesmo ficou sumido por semanas da novela.

A viagem de Raposo ao Rio de Janeiro em nada contribuiu para o roteiro e só serviu para desaparecer com o personagem. Muito se especulou sobre esse sumiço, incluindo até um possível problema de saúde do ator.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Nathalia Dill diverte na pele da mimada Branca em "Liberdade Liberdade"

A atual novela das onze tem apresentado um bom enredo e os conflitos em torno da destemida Joaquina (Andreia Horta) vêm despertando atenção, evidenciando o trabalho do autor Mário Teixeira e o grande desempenho do elenco, muito bem escalado. Entre os atores do ótimo time formado, inclusive, há uma Nathalia Dill em grande momento, interpretando com visível competência uma menina deslumbrada e que tem como único objetivo na vida se casar, despertando o respeito da sociedade de 1808.


Branca é uma espécie de patricinha do século XVIII. Arrogante, fútil e preocupada apenas com seu próprio umbigo, a personagem vomita ideias conservadoras e preconceituosas o tempo todo, expondo uma constante hipocrisia, pois não se preocupou com 'sua honra' quando resolveu transar com o noivo Xavier (Bruno Ferrari) várias vezes mesmo antes de se casar, por exemplo. A menina tem no seu 'futuro marido' uma verdadeira fixação, vivendo praticamente em função dele. Para culminar, ainda faz de tudo para a família realizar suas vontades, se comportando como uma criança birrenta.

O perfil não chega a ser uma grande vilã e tem a comicidade como o seu principal ponto de apoio. É justamente o humor que faz de Branca um dos destaques da trama, proporcionando para Nathalia Dill momentos impagáveis, muito bem aproveitados por ela. A personagem começou timidamente na novela, com poucas cenas, mas foi crescendo à medida que as semanas se passavam.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Bem conduzida, "Liberdade Liberdade" vem se mostrando uma boa novela das onze

Após vários problemas de bastidores e trocas de autor, a atual novela das onze estreou no início de abril (dia 11) e desde então vem contando a saga de Joaquina (Andreia Horta) ----- claramente inspirada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ----- de uma forma competente. A trama teve uma rápida primeira fase (com menos de dois capítulos) e logo começou a ser ambientada em 1808, época da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Ao menos até o momento, pode-se afirmar que Mário Teixeira conseguiu assumir muito bem os rumos da produção de Márcia Prattes (retirada do projeto).


Dirigida pelo talentoso Vinícius Coimbra, a novela tem conseguido despertar atenção através de bons personagens, ótimo elenco e uma história que tem sido costurada para atingir o clímax do embate entre revolucionários e os representantes da Corte Portuguesa. Tendo Vila Rica (atual Ouro Preto, em Minas Gerais) como pano de fundo, o enredo é dividido em poucos núcleos e quase todos os personagens têm uma ligação, direta ou indiretamente. As tramas não apresentam uma sucessão de acontecimentos, mas são bem estruturadas e contêm bons conflitos pontuais.

O maior destaque é a herdeira do homem que iniciou uma revolução silenciosa, vivida impecavelmente por Andreia Horta. A atriz estava merecendo há tempos uma protagonista e ganhou uma destemida Joaquina, que está à frente do seu tempo e não teme nada e nem ninguém. A filha de Tiradentes tem o objetivo de vingar a morte do pai e ainda libertar o Brasil, honrando a missão do inconfidente morto enforcado.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Após quase 14 anos em "A Grande Família", Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira retornaram aos folhetins em grande estilo

Foram quase 14 anos em "A Grande Família", uma das séries mais longevas da Globo. Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira abrilhantaram o seriado da família Silva por todo esse tempo e deram show vivendo Dona Nenê, Mendonça, Lineu e Beiçola, respectivamente. Entretanto, os quatro (principalmente Marieta e Nanini, sempre bastante requisitados antes da produção) estavam fazendo muita falta nas novelas. E a ausência deles já tem sido devidamente preenchida desde que a série chegou ao fim. Todos, por sinal, tiveram muita sorte, pois ganharam ótimos papéis em bons folhetins.


A primeira agraciada foi Marieta Severo. Convidada por Walcyr Carrasco, a atriz aceitou na hora interpretar a arrogante e ambiciosa Fanny em "Verdades Secretas". A novela --- que estreou nesta segunda em Portugal --- virou um fenômeno de audiência e repercussão, se transformando no maior sucesso das 23h e de 2015. Ela ganhou do autor um perfil que representava o oposto do que era aquela doce dona de casa do subúrbio. Uma quase vilã, cuja profissão de agenciadora de modelos era usada como disfarce para um esquema de prostituição de luxo. Ou seja, um tipo que qualquer atriz gostaria de interpretar.

A personagem era um dos pilares da trama das onze e Marieta fez jus ao tamanho do papel, como já era de se esperar. Sua atuação angariou inúmeros elogios e ela chegou a ganhar o Prêmio Extra de Melhor Atriz pelo seu admirável desempenho. Suas cenas com Rodrigo Lombardi, Camila Queiroz, Drica Moraes, Agatha Moreira, entre outros ótimos nomes, eram sempre boas e bem interpretadas.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Marco Ricca se mostra como um dos grandes acertos de "Liberdade Liberdade"

"Liberdade, Liberdade" ainda está em seu início. Há vários capítulos pela frente e muita história para ser contada. Porém, mesmo antes de sequer completar um mês no ar, já é possível observar o acerto da escalação do elenco. São muitos atores se destacando, incluindo a protagonista Andreia Horta, na pele da revolucionária Joaquina. E, entre os muitos nomes merecedores de elogios desse ótimo time selecionado, é preciso aplaudir um profissional que sempre brilha em seus trabalhos e não tem feito diferente agora: Marco Ricca.


O ator tem sido um dos grandes destaques da novela escrita por Mário Teixeira, baseada no argumento de Márcia Prates, e dirigida por Vinícius Coimbra. Na pele do perigoso Mão de Luva, Marco mostra o quão é talentoso e sua composição do bandido é primorosa. Ele adotou um sotaque mineirês bem acentuado, o que ajudou a expor ainda mais o jeito malandro do trambiqueiro. Aliás, é um dos poucos atores do elenco que tem mostrado o jeito de falar do povo de Minas Gerais, ainda que de forma mais caricata. E foi uma ideia de gênio, pois coube perfeitamente no papel.

Mão de Luva foi o responsável por um dos momentos mais tensos da rápida primeira fase, quando sequestrou Joaquina (Mel Maia) e quase matou Raposo (Dalton Vigh), após uma emboscada preparada junto com sua gangue. Ironicamente, após a passagem de tempo, a mesma situação ocorreu mais duas vezes. O bandido tentou saquear a carruagem que trazia Joaquina, Raposo, André (Caio Blat) e Bertolezza (Shreon Menezzes), mas não obteve êxito.

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade" estreia com capricho, dados históricos e trama forte

"Liberdade. Liberdade que todos desejam, mas que pelo tão poucos lutam. Amor à liberdade que nos faz cruzar limites e pagar todos os preços por ela. Uns têm a liberdade no sonho, outros têm a liberdade no sangue." Baseada nessa premissa, divulgada no primeiro teaser da nova produção, estreou, nesta segunda (11/ 04), "Liberdade, Liberdade", nova novela das onze, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Vinícius Coimbra, mesmo diretor da primorosa minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro deste ano.


O folhetim foi ideia da autora Márcia Prates --- antes era colaboradora de várias produções e estrearia seu primeiro trabalho solo ---, que começou a desenvolver seu projeto com aprovação da emissora, até o surgimento de vários problemas em torno do texto e das situações históricas. Houve até a entrada de Euclydes Marinho como supervisor, que logo foi desligado, 'cedendo' lugar para Glória Perez, que também não durou muito na função. Após esse conjunto de contratempos, uma atitude mais drástica foi tomada: a responsável pelo enredo, então, acabou retirada do projeto, que passou para as mãos de Mário Teixeira. Ou seja, a elaboração desse folhetim foi bastante complicada.

Mas, após a exibição do caprichado primeiro capítulo, ficou evidente que os problemas ficaram apenas por trás das câmeras e já estão no passado. Baseada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes", da autora Maria José de Queiroz (lançado em 1987), a novela retrata inicialmente um Brasil do século XVIII e a saga de uma personagem bem desconhecida dos historiadores, mas que foi herdeira do mártir da Inconfidência Mineira, uma das figuras mais conhecidas e representativas do país.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Liberdade, Liberdade": o que esperar da próxima novela das onze?

Após o fenômeno "Verdades Secretas", em 2015, a Globo resolveu adotar de vez o esquema de novelas inéditas na faixa das onze. Se antes era apenas uma tentativa de sair da linha de remakes (foram quatro), havendo possibilidade de retorno a qualquer momento, agora é uma realidade. Claro que a possibilidade de adaptações continua existindo, porém, foi observado que é bem mais vantajoso apostar em obras inéditas em um horário onde é permitido maiores ousadias. Assim, a emissora passará a exibir a partir do dia 11 de abril "Liberdade, Liberdade", trama de época que contará a vida da filha de Tiradentes --- cujo clipe pode ser visto aqui .


Baseada no argumento de Márcia Prates e inspirada no livro "Joaquina, Filha do Tiradentes" --- da autora Maria José de Queiroz, lançado em 1987 ---, a trama retratará o Brasil do século XVIII, capitania de Minas Gerais, Vila Rica. O enredo começará no período da Inconfidência Mineira e se desenvolverá na época em que a família real portuguesa vem para a colônia, nas Américas. Será uma verdadeira 'aula' de história, com direito a muitas situações folhetinescas, obviamente. Ou seja, o horário das onze terá novamente uma novela de época ---- a primeira foi o remake de "Gabriela", em 2012.

Porém, ao contrário da maioria das tramas desse período, o foco não será o Tiradentes, figura que marcou a luta pela independência do Brasil. O foco será justamente a sua filha, cuja história ainda não é muito conhecida. Aliás, muitos nem sabem que um dos homens mais representativos do país teve uma herdeira.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O que a televisão reserva para o telespectador em 2016?

O ano será complicado para as emissoras em 2016. Além do período de recessão do país, forçando uma redução de custos, haverá ainda um sério problema com as grades, principalmente da Globo. Afinal, é ano de eleições (prefeito e vereador) e Olimpíadas. Ou seja, constantes interrupções da programação serão rotineiras. Entretanto, apesar de tudo isso, muitas produções parecem bastante promissoras. Já outras nem tanto. Vamos a elas:





"Ligações Perigosas".
Tem tudo para ser a produção mais caprichada de 2016. As atrativas chamadas mostraram que uma grandiosa minissérie estaria a caminho e o primeiro capítulo ---- que estreou nesta segunda (04/01) ---- confirmou a expectativa. A trama é baseada no clássico da literatura francesa, de Choderlos de Laclos, de 1782, que já foi adaptado 11 vezes para o cinema, incluindo o filme de sucesso protagonizado por Glenn Close, Michelle Pfeiffer e John Malkovich. A minissérie de Manuela Dias, dirigida por Denise Saraceni e Vinícius Coimbra, estreou com uma fotografia primorosa, um figurino de encher os olhos e um elenco de primeira. As cenas da estreia chamaram a atenção.




"The Voice Kids".
Após quatro temporadas bem-sucedidas do "The Voice Brasil" (sendo que a terceira e a quarta apresentaram uma clara queda de nível, incluindo o desgaste por causa da permanência dos mesmos jurados), o reality musical estreou a sua versão 'júnior' neste domingo (03/01), às 14h. A temporada infantil conta com Ivete Sangalo, Vitor e Léo, e mantém o Carlinhos Brown no time de jurados, assim como Tiago Leifert na apresentação. O programa teve um bom início ---- repleto e crianças carismáticas e talentosas, além de ótimas escolhas de repertório ---- e, pelo que foi visto, tem tudo para superar a versão adulta.