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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores cenas do ano

 A teledramaturgia brasileira segue presenteando o público com grandes cenas. Embora muitos ainda insistam em menosprezar o gênero telenovela, as produções são o que de melhor há na cultura nacional. Foram 151 cenas selecionadas para a lista das melhores do ano. Vamos a elas. 




Zé Paulino espanca Tertulinho em "Mar do Sertão": 

A cena mais esperada da novela das seis de Mário Teixeira. O mocinho finalmente descobriu que o vilão tentou matá-lo no passado. E foi uma sequência de tirar o fôlego, muito bem dirigida pela equipe de Allan Fiterman. Sérgio Guizé e Renato Góes deram um show e impressionou a veracidade daquela briga. 


Tertulinho dispara conta Zé Paulino em "Mar do Sertão": 

Um dos melhores ganchos da novela das seis. A cena foi um clichê que nunca falha: os mocinhos acuados, enquanto o vilão aponta uma arma e dispara. No capítulo seguinte, porém, foi exposto que Tertulinho errou propositalmente. Uma sequência de forte carga dramática. Renato Góes, Sérgio Guizé e Isadora Cruz impecáveis. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os melhores casais do ano

 Após a lista das tristes perdas de 2023 e a retrospectiva de tudo o que teve de pior na televisão, chegou a hora de uma retrô mais alegre. A do amor. Vários casais da ficção caíram nas graças do público ao longo do ano e ressaltaram a química entre os atores em cena. Vamos a eles. 






Sol e Ben ("Vai na Fé"): 

O primeiro casal de mocinhos negros da teledramaturgia. É importante citar isso porque na primorosa "Lado a Lado", de 2013, o par formado por Camila Pitanga e Lázaro Ramos dividia o protagonismo com o par formado por Marjorie Estiano e Thiago Fragoso. Voltando ao folhetim das sete de sucesso de Rosane Svartman, os protagonistas conquistaram o público logo de cara através da ótima construção através de cenas de flashback, protagonizadas pelo novatos Jê Soares e Isacque Lopes. A demora em juntá-los ainda proporcionou uma expectativa cada vez maior na audiência, que refletiu na comemoração nas redes sociais quando o beijo finalmente aconteceu. Sheron Menezzes e Samuel de Assis foram perfeitos juntos. A música tema, "Garota Nota 100" (do saudoso MC Marcinho), só ajudou a melhorar o que já era ótimo. 



Rafa e Kate ("Vai na Fé"): 

O fenômeno das sete teve muitos casais apaixonantes e esse foi mais um deles. Inicialmente bastante improvável, o romance dos personagens foi acontecendo como nas comédias românticas do cinema, quando um rapaz tímido se envolve com uma garota bastante extrovertida. Os opostos se atraindo. Caio Manhente e Clara Moneke roubaram a cena juntos e viraram um dos trunfos da novela. 


sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Início corrido e desperdício de personagens prejudicaram trajetória de "Amor Perfeito"

 A novela das seis da Globo teve um primeiro capítulo repleto de acontecimentos e um telespectador mais desatento deixou passar várias situações importantes que foram simplesmente jogadas sem maiores explicações. Mas o ritmo seguiu frenético por duas semanas, onde o enredo central acabou quase totalmente desmembrado com uma virada atrás da outra, todas sem qualquer impacto. O resultado a médio prazo da estratégia dos autores Duca Rachid, Júlio Fisher e Elísio Lopes Jr era previsível: a perda de fôlego da trama. E foi o que aconteceu com "Amor Perfeito", que chegou ao fim nesta sexta-feira (22/09), após meses sem história e muitos personagens desperdiçados. 


A novela simplesmente não teve mais o que apresentar ao público depois das duas primeiras semanas. A produção é inspirada no livro "Marcelino Pão e Vinho" e várias adaptações foram necessárias porque o clássico não daria um folhetim com meses no ar. Mas parece que, os mesmos autores que se preocuparam com a criação de novos conflitos, se esqueceram que não bastava criá-los, era preciso também saber desenvolvê-los. Tudo o que aconteceu com a protagonista em duas semanas destruiu a saga da mocinha e por uma explicação óbvia: não houve tempo para o telespectador conhecer e se envolver com aquilo que foi mostrado a toque de caixa. 

O pai de Marê (Camila Queiroz) foi "assassinado" logo na estreia pela vilã, que não pensou duas vezes em incriminar a enteada. Logo no segundo capítulo, a mocinha foi acusada pelo crime e pouco tempo depois acabou presa por conta de armações bastante frágeis de Gilda (Mariana Ximenes). Até o julgamento foi em tempo recorde, algo bem peculiar em se tratando de Brasil.

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Sequência do julgamento final de Marê promove ótimas cenas em "Amor Perfeito"

 A atual novela das seis da Globo está em sua última semana e no capítulo exibido no sábado, dia 16, finalmente foi iniciado o julgamento final de Marê (Camila Queiroz). Após uma condenação em tempo recorde, que destruiu a emoção no início de "Amor Perfeito" por conta da correria da narrativa, a trama presenteou a audiência com ótimas cenas que lavaram a alma do público. 

Duca Rachid, Júlio Fisher e Elissio Lopes Jr. foram muito felizes na condução de todas as situações que envolviam o julgamento da mocinha. O início turbulento por conta do desempenho do promotor Silvio, interpretado com brilhantismo por Bukassa Kabengele, imprimiu toda a tensão necessária para aquele momento, ao mesmo tempo que foi ficando claro que a derrocada de Gilda (Mariana Ximenes) estava próxima diante das testemunhas que o advogado Júlio (Daniel Rangel) reuniu para ajudar sua cliente. 

A participação da talentosa Gabz, vivendo Laura, a filha do promotor, merece uma menção especial, tanto pelo talento da atriz, quanto pela cena em que a menina leu um trecho de seu diário sobre a noite que flagrou seu pai beijando Gilda. Um instante que durou menos de um minuto, mas interpretado com muita entrega.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Por que a homossexualidade de Érico foi anulada em "Amor Perfeito"?

 O fenômeno "Vai na Fé" deixou sua marca na teledramaturgia e dificilmente perderá o posto de melhor novela de 2023. Rosane Svartman fez um novelão que deixou o público saudoso desde o seu término. No entanto, a trama foi manchada pela cúpula da Globo, comandada por Amauri Soares, que censurou vários beijos de casais homoafetivos. Já no caso da atual novela das seis, em plena reta final, fica a dúvida se houve interferência da emissora ou apenas um desenvolvimento bastante questionável envolvendo Érico (Carmo Dalla Vecchia).


O personagem de "Amor Perfeito" sempre foi descrito como homossexual, inclusive no Gshow, site oficial da Globo. Na coletiva de imprensa, vale lembrar, o ator falou da questão que envolvia o seu personagem com alegria, já que se assumiu não tem muito tempo. Casado há anos com o autor João Emanuel Carneiro e pais de um menino, Carmo não esconde mais o quão é bem resolvido e feliz. Tanto que perguntas sobre o seu relacionamento foram frequentes na festa de lançamento da trama por conta da identificação com o seu papel, que vivia um romance às escondidas.

 A dificuldade de assumir uma relação gay em uma história de época era o maior conflito de Érico. O advogado tinha um romance secreto com o trompetista Romeu Telles (Domingos de Alcântara) e o caso acabou descoberto por Gilda (Mariana Ximenes) e Gaspar (Thiago Lacerda), o que causou a sua subserviência ao então casal de vilões.

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Por que Gilda sempre odiou tanto Marê em "Amor Perfeito"?

 Os vilões são os responsáveis pela movimentação de todo folhetim. São eles que fazem a história andar. Grande parte da crítica especializada prefere os malvados complexos e com camadas, aqueles que costumam ter um leve traço de humanidade. Porém, é mais fácil os personagens maniqueístas deixarem uma marca maior na teledramaturgia. Aquela vilã que transborda maldade e até ri de sua própria crueldade é um perfil que cativa o público. E não há mesmo nada de errado em perfis assim. Só que até para um papel vil e desprezível é necessário que suas motivações sejam minimamente plausíveis. Por isso é tão complicado comprar as ações de Gilda em "Amor Perfeito". 


Mariana Ximenes é um dos destaques do elenco da novela das seis de Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, o que não é uma surpresa. A atriz se destaca em qualquer produção que conte com seu talento. No entanto, nunca deu para entender os motivos de sua personagem na história dirigida por André Câmara. O ódio descomunal que Gilda sente por Marê (Camila Queiroz) não tem qualquer embasamento ou construção. E o sentimento tinha que ter sido muito bem delineado porque é ele quem move todas as suas ações na trama desde o primeiro capítulo. 

É importante lembrar que "Amor Perfeito" teve um início tão corrido que o enredo da novela foi contado praticamente em duas semanas e até hoje causa a sensação de falta de fôlego. E em meio a tantas cenas atropeladas no primeiro capítulo, os momentos em que Marê aparecia com a madrasta sempre foram cercados de amor e carinho de sua parte.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

"Amor Perfeito" parece uma novela 'TikTok'

 A atual novela das seis está em sua quarta semana de exibição. Praticamente um mês no ar. Mas não parece. "Amor Perfeito" aparenta estar em plena reta final a ponto do telespectador pensar qual será a produção substituta da Globo na faixa das 18h. Exagero? Infelizmente, não é o caso. A história, dirigida por André Câmara, teve um primeiro capítulo atropelado de acontecimentos e o equívoco da correria se mantém até hoje inexplicavelmente. 


É incompreensível o método que Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. têm utilizado para contar uma história que desperta a atenção por ser baseada em um livro tão querido e conhecido ---- "Marcelino Pão e Vinho", escrito pelo espanhol José María Sanchez Silva, publicado em 1950 e que foi transformado em filme em 1955. O livro em si não daria uma novela, então, claro que novos núcleos e personagens foram criados, incluindo o enredo dos mocinhos, já que na história original Marê (Camila Queiroz) está morta. 

Os autores têm corrido tanto com a narrativa que todas as catarses que provocariam viradas de impacto foram destruídas em três semanas. É vital para qualquer folhetim que os personagens cativem o público para, assim, despertarem empatia, torcida e envolvimento. E isso só ocorre com uma boa construção, o que não está acontecendo na atual produção. Como já mencionado na crítica anterior, a estreia apresentou uma quantidade de acontecimentos que preencheriam uns 20 capítulos com certa tranquilidade e com um bom dinamismo, sem implicar em um ritmo arrastado.

quarta-feira, 22 de março de 2023

"Amor Perfeito" estreia com pressa desnecessária

 A nova novela das seis estreou cometendo o mesmo erro da produção anterior, "Mar do Sertão", escrita por Mário Teixeira. "Amor Perfeito" apresentou um primeiro capítulo repleto de acontecimentos relevantes sendo jogados de forma apressada e superficial, o que prejudicou a narrativa e ainda deixou o público perdido em meio a tantas informações. Mas o pior é que o ritmo acelerado segue nos demais capítulos da semana.


Tudo o que foi apresentado até agora poderia ser contado em duas semanas, no mínimo, e sem prejudicar o dinamismo da obra. A correria prejudicou até a afeição de quem assiste pelos personagens e, consequentemente, pelos dramas que vêm enfrentando. O primeiro capítulo pareceu um trailer da novela e não o início, de fato, do enredo. O atropelo dos acontecimentos tirou todo o impacto de tudo o que aconteceu. E olha que foi muita coisa. 

Duca Rachid tem um vício narrativo que sempre prejudicou os seus protagonistas: juntá-los logo na estreia com um amor súbito, sem construção alguma. Foi assim em "Cama de Gato", "Cordel Encantado", "Joia Rara" e "Órfãos da Terra" ---- as quatro escritas com Thelma Guedes. Agora não foi diferente. Marê (Camila Queiroz) e Orlando (Diogo Almeida) se encantaram logo na primeira cena juntos e antes da trama ir para o intervalo já estavam perdidamente apaixonados e se beijando.

segunda-feira, 20 de março de 2023

"Amor Perfeito": o que esperar da nova novela das seis?

 A nova novela das seis marca uma parceria inédita de Duca Rachid. A autora tinha uma parceira inseparável: Thelma Guedes. As duas escreveram as ótimas "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" e as fracas "Joia Rara" e "Órfãos da Terra". Agora Duca inicia uma nova história ao lado de dois outros autores: Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. "Amor Perfeito" estreou nesta segunda-feira, dia 20, com direção artística de André Câmara, substituindo "Mar do Sertão". A trama tem um estilo totalmente oposto ao do folhetim anterior e promete emocionar o público. 


É através do pequeno Marcelino (Levi Asaf) e sua busca pela mãe, que o público mergulhará em "Amor Perfeito", escrita também com a colaboração de Dora Castellar, Duba Elia e Mariani Ferreira. A direção é de Alexandre Macedo, Lúcio Tavares, Joana Antonaccio e Larissa Fernandes. A produção é de Isabel Ribeiro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A nova novela apresenta uma história sobre o mais sublime dos sentimentos – o amor e suas diferentes manifestações. Uma trama com personagens motivados pelos seus sonhos, que preservam um olhar otimista e amoroso para a vida, mesmo em meio às dificuldades de uma realidade que, por vezes, pode ser dura. E que pretende ser contada de maneira leve, bem-humorada, cheia de reviravoltas e, sobretudo, muita emoção.

A novela retrata um Brasil carregado nas cores de sua maior riqueza: a diversidade de raças e culturas em histórias e personagens plurais. Foi em São Paulo, com locações na Estação da Luz, Parque da Independência e Edifício Martinelli; nas cidades mineiras de Caxambu, Baependi e São Lourenço; e no Rio de Janeiro, com gravações no centro da capital, que a novela iniciou suas gravações. A trama se passa nas décadas de 1930 e 1940 em Águas de São Jacinto, uma fictícia cidade do interior de Minas Gerais, e é livremente inspirada na obra “Marcelino Pão e Vinho”, de José María Sánchez Silva, publicada pela primeira vez no começo dos anos 50.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Tudo sobre a festa de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 14, a festa de lançamento de "Amor Perfeito", a nova novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, dirigida por André Câmara. Todos os autores e atores estiveram presentes na coletiva, assim como a equipe da produção. Fui um dos convidados e conto como foi o evento. 

Primeiramente, os convidados conheceram a cidade cenográfica da novela, que é a mesma do remake de "Éramos Seis", exibido em 2019. A estrutura segue igual, mas as fachadas dos prédios e casas antigos foram refeitas, assim como o antigo casarão de Dona Lola (Glória Pires). Mas está tudo tão lindo quanto era no folhetim de três anos atrás. E os locais principais que servirão de cenário para vários acontecimentos foram apresentados pelos autores e diretor. Vale citar também que muitas construções são 'ocas', ou seja, as partes internas são reproduzidas em estúdio. Somente algumas não são, como o Grande Hotel Budapeste, que serviu de locação para a festa. 

Todos os atores demonstraram animação pelo projeto e a sintonia de todos era visível. Uma das mais simpáticas e solícitas era Camila Queiroz, intérprete da protagonista Marê. A atriz fez questão de falar com todo mundo e contou um pouco sobre seu retorno à Globo, após a conturbada saída no final de "Verdades Secretas 2", e a empolgação de viver uma mocinha com a saga de ir em busca do filho:

segunda-feira, 13 de março de 2023

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 10, a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, dirigida por André Câmara. Participaram os três autores e os atores: Paulo Gorgulho, Mariana Ximenes, Carol Castro, Zezé Polessa, Thiago Lacerda, Maria Gal, Isabel Fillardis, Juliana Alves, Allan Souza Lima e Mestre Ivamar. Fui um dos convidados e conto como foi o bate-papo. 

Duca Rachid esclareceu sobre a premissa de sua nova história ser repleta de clichês: "Todas as histórias são antigas, todas são velhas. Depende da maneira como você aborda. É uma história que parte da estrutura do melodrama, do conto de fadas até. Mas é um pretexto para falarmos de coisas muito atuais. O machismo está presente na nossa história em muitos núcleos. A homofobia também está presente, além da relação entre pais e filhos e como se confira na sociedade. Fala ainda de diversidade, principalmente. Nosso elenco é 50% negro. Vamos mostrar uma elite negra que sempre existiu no Brasil.", reforçou a autora.

Júlio Fisher complementou a colega: "A gente abraça o melodrama, mas tenta fazer esse melodrama com camadas. Nossos herois têm suas falhas, nossa vilã é pérfida, mas tem um motivo.", observou o autor. Elisio Lopes Jr. também acrescentou: "A gente está contando essa história sem medo de se emocionar. Algumas novelas têm medo de fazer emocionar.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 7, a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr., dirigida por André Câmara. Participaram os três autores, o diretor e os atores: Camila Queiroz, Diogo Almeida, Babu Santana, Bernardo Berro, Ana Cecília Costa, Lucy Ramos, Bruno Montaleone, Iza Moreira, Chico Pelúcio e Carmo Dalla Vechia. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Júlio Fisher comentou sobre o ponto de partida para a criação do enredo: "A primeira ideia da novela foi o livro "Marcelino Pão e Vinho", porém, só o livro, assim como o filme, não tem estrutura de folhetim. Então a partir desta semente criamos um folhetim. Fizemos a mãe do Marcelino e tudo o que cerca essa mãe. No livro, ele sabe que a mãe dele morreu. E nós decidimos não fazer por aí. Deixamos a mãe viva. É como se a gente encontrasse um fóssil de dinossauro e fosse reconstruindo. A irmandade e o Grande Hotel funcionam como os grandes polos. O hotel carrega o glamour da década de 40 e vai ser o foco de disputa entre a Marê (Camila Queiroz) e a Gilda (Mariana Ximenes). O hotel atrai a elite da época que vai para se aproveitar da natureza com suas águas termais. O ano de 1942, que ambienta a novela, é muito feliz porque o Brasil ainda não entrou ativamente na Segunda Guerra. A gente vai tentar transmitir a pulsação dessa época.", adiantou o autor.

 Duca Rachid complementou o colega: "A ideia inicial foi puramente afetiva porque 'Marcelino Pão e Vinho' foi o primeiro filme que vi e com a minha avó, que era analfabeta. Isso me marcou muito. Enxerguei um potencial dramatúrgico também. Eu li o livro acho que com sete ou oito anos. Todas as minhas histórias passam por escolhas afetivas. E é um projeto antigo que eu e o Júlio fizemos quando ainda estávamos escrevendo 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo', em 2003.