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terça-feira, 5 de junho de 2018

"Senhora do Destino" e "Celebridade" tiveram similaridades expostas no "Vale a Pena Ver de Novo"

A Globo resolveu reprisar dois sucessos do horário nobre em sequência no "Vale A Pena Ver de Novo": "Senhora do Destino" e "Celebridade" (na verdade três, pois agora ainda estreou "Belíssima"). A reapresentação da trama de Aguinaldo Silva rendeu ótimos índices de audiência em 2017, mas o mesmo não pode ser dito da reprise do enredo de Gilberto Braga em 2018. Porém, esse texto não é sobre números e, sim, sobre enredos de produções que viraram clássicos da teledramaturgia. A verdade é que essas duas reexibições ajudaram a comprovar uma situação observada em vários êxitos recentes da faixa nobre da emissora.


Que situação seria essa? Vilãs marcantes como Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu)? Protagonistas fortes como Maria do Carmo (Susana Vieira) e Maria Clara Diniz (Malu Mader)? Não, nada disso. As reprises deixaram evidente uma similaridade negativa entre elas: os fracos núcleos paralelos. Quando se lembra de um grande sucesso ou de um folhetim muito querido, é normal ressaltar as qualidades e minimizar (ou até apagar) os defeitos. Tanto que não faltam casos de novelas que perderam o encanto quando foram reexibidas pelo Viva --- canal a cabo da Globosat ---, por exemplo.

Muitas vezes o público (e até a crítica especializada) esquece a barriga --- período em que nada de relevante acontece --- na história, os conflitos chatos ou então os personagens desinteressantes do roteiro. É algo normal, diga-se. A memória em cima de um produto querido só detém os pontos positivos do mesmo. Isso vale até para situações vividas por cada um ----- todo mundo costuma dizer que "nos velhos tempos tal rotina era melhor", etc.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Senhora do Destino": o último grande sucesso de Aguinaldo Silva

Exibida entre 28 de junho de 2004 e 11 de março de 2005, "Senhora do Destino" foi um fenômeno de audiência e arrebatou o público com uma história tipicamente folhetinesca. A missão de Aguinaldo Silva não era nada fácil: substituir "Celebridade", sucesso de Gilberto Braga no horário nobre da Globo. Mas o autor não só manteve os bons índices, como também lançou personagens tão marcantes quanto os da produção de seu colega e terminou sua obra com números elevadíssimos no Ibope.


Dividida em duas fases, a história começa em 1968, período da ditadura militar.  Nesta primeira parte, a trama se resumiu na vida de três mulheres: a corajosa jornalista Josefa (Marília Gabriela) ---- inimiga mortal da ditadura, que sofre perseguição da censura ----, a lutadora Maria do Carmo (Carolina Dieckmann) ---- nordestina que vem para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor para seus cinco filhos ----- e Nazaré Tedesco (Adriana Esteves) ---- prostituta gananciosa que procura mudar sua vida a qualquer custo.

A trama se desenrola em torno do sequestro do bebê da protagonista. Justamente no dia da decretação do AI-5, Maria do Carmo, assim que chega ao Rio, se vê no centro de uma imensa confusão que ocorria nas ruas do Centro da Cidade, com militares agredindo manifestantes e invadindo sedes de jornais oposicionistas, como o Diário de Notícias, chefiado por Josefa.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fina Estampa: uma sucessão de equívocos

Com pouco mais de dois meses no ar, "Fina Estampa" já conseguiu um feito e tanto: ter uma audiência que há tempos a Globo não obtinha no horário desde o início de uma obra. É normal que todas as novelas apresentem dificuldades iniciais nos números do ibope até realmente emplacar e cair nas graças do público. Mas isso não ocorreu com a trama de Aguinaldo Silva, que não se cansa de elogiar seu imenso sucesso no Twitter. O autor tem todos os motivos para comemorar, mas nesse caso a audiência não reflete em nada a qualidade.


Até agora a novela não mostrou a que veio e nos apresenta um festival de histórias desconexas e nada atraentes. São poucos os personagens que se salvam e que têm algo de interessante a mostrar. Muitos atribuem isso ao fato da trama ter um grande apelo popular. Não é verdade. "Senhora do Destino", "A Indomada", e "Tieta", só para citar algumas, eram imensamente populares e tinham qualidade. Em "Porto dos Milagres" e "Duas Caras", o autor já tinha errado a mão e o que vimos não foi nada interessante. Mas a atual novela das 21h conseguiu superá-las em todos os sentidos.