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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Conflito dos mocinhos de "O Sétimo Guardião" é muito parecido com o de "Deus Salve o Rei"

A Globo, de uns anos para cá, resolveu adotar um esquema de "produtividade" no seu elenco. Ninguém mais pode se dar ao luxo de escolher trabalhos ou então ficar vários anos contratado sem trabalhar. Isso, evidentemente, gera uma consequência: o desgaste de imagem. Muitos atores têm emendado uma novela na outra. Portanto, os autores deveriam se preocupar ainda mais com seus roteiros para evitar que determinados intérpretes, ironicamente, acabem protagonizando enredos semelhantes.


É o caso de Marina Ruy Barbosa em "O Sétimo Guardião". A atriz acabou de viver uma mocinha em "Deus Salve o Rei", novela das sete de Daniel Adjafre, e agora ganhou outra protagonista na atual trama das nove. As meninas até têm perfis distintos (afinal, uma era plebeia e a outra tem poderes sobrenaturais), porém, o conflito em torno do romance dos mocinhos lembra muito o da produção medieval, que ainda está fresca na memória do público ---- acabou no dia 30 de julho de 2018, há apenas seis meses.

Amália conheceu Afonso (Rômulo Estrela) quando o rei estava agonizando em um matagal, após ter sido atingido por uma flecha. A mocinha cuidou do rapaz, salvou sua vida e os dois se apaixonaram. Porém, ele escondeu sua verdadeira identidade e fingiu ser um plebeu. A felicidade, claro, não durou muito e logo a feirante descobriu que namorava o herdeiro do trono de Montemor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

"Deus Salve o Rei" e "O Tempo Não Para" viveram situações opostas

"O Tempo Não Para" está em seu último mês e não há muito mais história a ser contada. A trama vem andando em círculos e o tempo parou, com o perdão do trocadilho. Vale destacar, todavia, o início empolgante da história de Mário Teixeira, que arrebatou o público com a ousadia do enredo em torno de uma família de 1886 descongelada em 2018. Os índices de audiência também estavam nas alturas. Mas, ao longo dos meses, o contexto foi minguando, assim como os números do Ibope. O irônico é que a produção anterior enfrentou uma situação totalmente diferente.


"Deus Salve o Rei" teve um início modorrento e nada atrativo, em virtude da falta de rumo da história de Daniel Adjafre. Nem mesmo o evidente capricho da produção da novela, com cenários belíssimos e figurinos luxuosos, conseguiu prender a atenção do público. Afinal, o enredo em torno dos reinos de Montemor e Artena se mostrava raso demais. O romance de Afonso (Rômulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) não tinha quase empecilhos porque o herdeiro do trono largou tudo com bastante facilidade para ficar ao lado do seu amor. E a então grande vilã, a rainha Catarina (Bruna Marquezine), mais tramava do que agia.

O telespectador podia se dar ao luxo de não assistir a vários capítulos que não perdia nada de relevante. A audiência teve um início morno, em torno dos 23/24 pontos, e assim seguiu nos primeiros meses. Como a Globo investiu muito na novela, inclusive na divulgação nas redes sociais, uma medida foi tomada: Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora, chamou o autor Ricardo Linhares para ajudar Daniel na condução do folhetim.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os destaques do ano

Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2018, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.





"Orgulho e Paixão".
A melhor novela de 2018 com louvor. Marcos Berstein estreou como autor solo com o pé direito, após um trabalho criticado em parceria com Carlos Gregório, quando escreveu a ousada "Além do Horizonte", em 2013. A novela das seis, baseada em vários livros de sucesso da escritora Jane Austen, foi irretocável. Foram vários casais apaixonantes, um elenco muito bem escalado, personagens construídos com excelência e uma trilha sonora de qualidade. A trama ainda abordou temas importantes, como violência contra a mulher, racismo e homossexualidade, mesmo ambientada em 1910. Vale citar também os lindos musicais e o destaque de vários atores, como Gabriela Duarte, Ary Fontoura, Agatha Moreira, Rodrigo Simas, Nathalia Dill, Alessandra Negrini, Natália do Vale, entre tantos mais. O colorido Vale do Café deixou muita saudade.



"Malhação - Viva a Diferença".
Após duas temporadas repletas de erros escritas por Emanuel Jacobina, Cao Hamburger veio para devolver a qualidade ao longevo seriado adolescente. Com uma direção ótima de Paulo Silvestrini, a trama abordou diversos temas pertinentes com propriedade e presenteou o público com personagens humanos, cheios de qualidades e defeitos. O universo adolescente foi retratado com total realismo, vide festas regadas a drogas e bebidas alcoólicas, além de conflitos verossímeis em torno dos jovens. A história ainda teve o diferencial de não ter sido focada em casais e, sim, na força da amizade do quinteto central, representado por Lica, Tina, Keyla, Ellen e Benê. Mas também houve espaço para bons romances, todos repletos de sensibilidade e química ("Gunê", "Keyto", "Tinderson", "Jotellen", "Limantha", por exemplo). E as cinco atrizes que protagonizaram foram selecionadas a dedo: Manoela Aliperti, Ana Hikari, Gabriela Medvedovski, Heslaine Vieira e Daphne Bozaski deram um show. Pena que a temporada substituta tenha descido tanto o nível.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: as melhores cenas do ano

Mais um ano está chegando ao fim e mais uma vez o telespectador foi presenteado com várias cenas grandiosas da nossa teledramaturgia. Momentos marcantes de novelas, séries e minisséries emocionaram, impactaram ou divertiram ao longo de 2018. E muitas sequências merecem menção para relembrar o show dos atores, a competência da direção e o talento dos escritores. Vamos a elas.





Emília conhece o mar em "Entre Irmãs":
A Globo transformou o ótimo filme em minissérie e uma das mais belas cenas é o momento em que a sofrida e ingênua Emília se depara com o mar graças a Lindalva, mulher moderna com quem teve um rápido relacionamento e conheceu o sexo com amor. Marjorie Estiano nem precisou de falas para expor a emoção da personagem. Letícia Colin ótima também.



Luzia e Emília se reencontram e se despedem em "Entre Irmãs":
Após uma dolorosa separação anos atrás, as sofridas irmãs se reencontraram e Vitrola --- que havia fugido com os cangaceiros e se tornado a líder deles, após a morte de seu amor --- deixou seu filho para a irmã cuidar, já sabendo que dificilmente sobreviveria ao confronto contra a guarda. Que show de Nanda Costa e Marjorie Estiano. Emoção à flor da pele.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Após início problemático, "Deus Salve o Rei" chega ao fim de forma digna

O objetivo da Globo era claro: investir pesado na divulgação de uma novela medieval e proporcionar todo o capricho que uma produção deste porte necessitava. A emissora pelo menos cumpriu a sua parte. Nunca se viu uma divulgação tão intensiva quanto a de "Deus Salve o Rei". A trama das sete teve uma forte campanha e até a criação de um fã-clube da produção foi elaborada para interações nas redes sociais, visitas aos estúdios e participações em conversas ao vivo na internet diretamente dos Estúdios Globo. A escalação de atrizes com forte apelo entre os adolescentes como protagonistas foi claramente intencional e gerou repercussão. A qualidade dos cenários e figurinos também impressionou. Todavia, o mais importante, a história foi o maior obstáculo.


O estreante Daniel Adjafre, após um período na função de colaborador, enfrentou dificuldades no desenvolvimento de seu primeiro enredo como autor principal. A lentidão da narrativa afastou o público e o telespectador podia se dar ao luxo de acompanhar a produção a cada quinze dias que não perdia nada de relevante. Isso porque a limitação da história ficou evidente nos meses iniciais. O conflito em torno do rompimento do acordo entre os reinos de Artena e Montemor, unidos anteriormente por uma troca de interesses, demorou demais para acontecer e a vilã Catarina (Bruna Marquezine) ficou um longo tempo apenas planejando seus passos, sem agir. 

Já o romance entre o rei Afonso (Rômulo Estrela) e a plebeia Amália (Marina Ruy Barbosa) encantou no começo em virtude da incontestável química entre os atores. Porém, acabou cansando pela ausência de maiores obstáculos. É inevitável: casal que fica muito tempo feliz perde destaque ou relevância. Os dois viviam bem em quase todos os momentos e o motivo da primeira separação expôs a fragilidade do roteiro.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Tatá Werneck protagonizou os momentos mais divertidos de "Deus Salve o Rei"

Antes mesmo de "Deus Salve o Rei" estrear, havia uma curiosidade em torno da escolha da mocinha e da vilã. Afinal, Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine são consideradas grandes "influenciadoras" na internet em virtude do elevado número de seguidores e fãs. São milhões deles, refletindo um bom retorno em publicidade para as atrizes. Ou seja, claro que a produção da trama das sete levou isso em conta para alavancar a popularidade da novela, vista como uma grande aposta da Globo. No entanto, ironicamente, quem conseguiu se destacar bastante, sem passar por tropeços no roteiro, foi uma terceira figura muito popular nas mídias sociais: Tatá Werneck.


Ela também tem um grande número de fãs e seguidores, não ficando muito atrás das duas colegas. Mas a verdade é que nada disso interessa no enredo. O que vale é a soma de personagem e atuação. O início do folhetim das sete teve como foco a vida da plebeia Amália (Marina) e a ambição da princesa Catarina (Bruna). Só que, aos poucos, Lucrécia foi crescendo no roteiro de Daniel Adjafre, dirigido por Fabrício Mamberti. Assim que a princesa de Alcaluz entrou na história, juntamente com seu tio (Heráclito - Marcos Oliveira), o clima mudou e a comédia passou a ter mais importância.

Antes, Rodolfo (Johnny Massaro) e seus fiéis escudeiros idiotas ---- Orlando (Daniel Warren) e Patrônio (Leandro Daniel) ---- eram os únicos responsáveis pela comicidade do enredo. Porém, obviamente, Tatá chegou e virou o centro das atenções. Os absurdos ditos por Lucrécia divertiram de imediato, assim como sua "bipolaridade" diante de situações de tensão, variando entre um olhar esperançoso e uma expressão chorosa de desespero.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Mistério em torno das herdeiras movimenta reta final de "Deus Salve o Rei"

"Deus Salve o Rei" está em plena reta final e Daniel Adjafre reservou bons enigmas para as últimas semanas de novela, despertando a curiosidade do público. Não por acaso, os índices de audiência aumentaram e o folhetim chegou a picos de 30 pontos recentemente. A trama, dirigida por Fabrício Mamberti, agora ficou voltada para o passado de três personagens: Catarina (Bruna Marquezine), Amália (Marina Ruy Barbosa) e Brice (Bia Arantes). Passado que implica em grandes viradas no enredo.


 A identidade da filha de Brice passou a ser um dos trunfos do roteiro e a procura da bruxa por sua herdeira proporcionou boas cenas para Bia Arantes, que emociona nos momentos de dor da personagem até então maquiavélica. Esse sofrimento serviu para humanizar a parceira de Selena (Marina Moschen) e Agnes (Mel Maia). Havia uma intencional dúvida em torno de Amália e Catarina. Quem seria a filha da bruxa? E quem seria o pai? O questionamento sobre o amor do passado da feiticeira também gerou outro possível conflito, pois o canalha Otávio (Alexandre Borges) passou a mencionar com mais frequência a filha que perdeu anos atrás.

Seria ele o homem com quem a bruxa se relacionou? Mas então Catarina não poderia ser a filha, pois teve relações sexuais com o rei e engravidou. Para uma novela das sete, uma situação pesada demais. Ou seja, tudo indicava que Amália era a herdeira.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Briga de Catarina e Amália destaca atrizes em "Deus Salve o Rei"

A melhora de "Deus Salve o Rei" é evidente desde que Afonso (Rômulo Estrela) assumiu o trono de Montemor. Mais dinâmica e com conflitos bem amarrados, a novela de Daniel Adjafre deixou para trás o período de marasmo, expondo a intervenção acertada de Ricardo Linhares. E nesta quinta-feira (07/06), a trama, dirigida por Fabrício Mamberti, exibiu a aguardada briga de Catarina (Bruna Marquezine) e Amália (Marina Ruy Barbosa).


Após um longo tempo de troca de ironias e provocações, as rivais finalmente partiram para o confronto direto. Afonso não conseguiu um empréstimo de Conselho de Cália porque os reis não aceitam seu casamento com uma plebeia e exigem que a majestade se case com Catarina. Como Montemor sofre uma grave crise financeira, o rapaz chegou a considerar essa possibilidade, mas Amália flagrou sua dúvida no exato momento em que conversava com seu conselheiro. Foi o bastante para dar um basta naquela situação, expulsando a rival do castelo.

No entanto, ao segurar Catarina pelo braço e arrastá-la para fora do palácio, diante do povo, a mocinha deu toda a munição que a vilã precisava. A rainha de Artena bancou a vítima e não revidou os ataques de Amália. Ainda fez questão de provocá-la em voz baixa, dizendo que Afonso seria dela, implicando em uma bofetada da inimiga, que partiu para cima a enchendo de tapas e puxões. Um barraco que mancharia a imagem de qualquer reino.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Melhor aproveitamento das bruxas movimenta "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo deu uma boa guinada com a volta de Afonso (Rômulo Estrela) ao trono de Montemor e desde então "Deus Salve o Rei" vem apresentando um bom ritmo, além de convidativos desdobramentos. A trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti, deixou de andar em círculos e agora parece que finalmente engrenou de vez. A intervenção de Ricardo Linhares surtiu efeito positivo. Após as ótimas cenas da expulsão de Rodolfo (Johnny Massaro) do poder e do povo aclamando o novo rei, o enredo passou a focar na bruxaria e novamente empolgou.


A chegada da peste provocou algumas mortes ----- desligando Saulo (João Vitor Oliveira) e Martinho (Giulio Lopes) da novela ---- e amedrontou a população. Até mesmo Catarina (Bruna Marquezine) e Ulisses (Giovanne De Lorenze) pegaram a doença, embora tenham sobrevivido. É verdade que ficou inverossímil os sadios entrarem em contato com os doentes o tempo todo e não serem contaminados, mas essa situação funcionou como o trampolim para o destaques das três bruxas da história: Brice (Bia Arantes), Selena (Marina Moschen) e Agnes (Mel Maia).

Ainda serviu para aumentar a rivalidade entre Amália (Marina Ruy Barbosa) e Catarina, uma vez que a vilã, mesmo doente, pediu para sua fiel escudeira Lucíola (Carolina Ferman) espalhar pelo reino que a mocinha tinha trazido a peste para Montemor.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Volta de Afonso promove ótima e aguardada virada em "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo tem claros problemas de desenvolvimento e a ausência de maiores conflitos sempre foi o principal ponto negativo da trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti. Porém, é uma injustiça classificá-la como uma novela ruim. Não é. Sempre teve potencial para deslanchar e prender o telespectador com bons desdobramentos. Infelizmente, demorou bastante para apresentar uma boa virada, mas ela veio na última semana, rendendo ótimas cenas e despertando curiosidade em torno dos próximos acontecimentos.


A escolha do centésimo capítulo para apresentar a maior reviravolta do roteiro até agora foi apropriada, iniciando a retomada de poder de Afonso (Rômulo Estrela), após um longo (e arrastado) período vivendo como um plebeu ao lado de Amália (Marina Ruy Barbosa). O mocinho, na verdade, é o grande culpado por toda a desgraça que Montemor tem vivido por ter abdicado do trono pela mocinha, que também tem sua parcela de culpa, uma vez que não aguentou nem 24 horas dentro do castelo, preferindo voltar para sua vida de pobre. Esse mote, inclusive, foi um dos graves equívocos do roteiro, transformando os mocinhos em dois egoístas. Entretanto, a retirada do incompetente Rodolfo (Johnny Massaro) do poder era a única saída para consertar a bobagem feita pelo protagonista.

Afonso tentou retirar o irmão do trono antes, mas o plano não funcionou, resultando em sua prisão em uma padreira distante. Enquanto isso, Amália e Levi (Thobias Carrieres) eram feitos de refém por Virgílio (Ricardo Pereira), que também tentava "protegê-la" da ira de Catarina (Bruna Marquezine), cujo objetivo sempre foi matá-la para ficar com Afonso assim que ele destituísse seu atual marido. Todos esses novelos finalmente começaram a ser desmembrados, tirando o enredo do marasmo que se encontrava.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Ótimo como vilão, Ricardo Pereira convence na pele de Virgílio em "Deus Salve o Rei"

É sempre bom tirar um ator da sua zona de conforto. Após muitos anos vivendo vários personagens íntegros e justos, Ricardo Pereira ganhou a oportunidade de interpretar um ótimo vilão em "Deus Salve o Rei", atual novela das sete da Globo. E o ator vem defendendo bem um tipo com boas doses de maldade, que se revelou assim que foi traído por Amália (Marina Ruy Bardosa) na trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti.


Virgílio era noivo da mocinha da história e parecia ser um sujeito honesto. Porém, a chegada de Afonso (Rômulo Estrela) mexeu com Amália e desde então o personagem se transformou em uma pessoa amarga e odiosa. Essa mudança foi bastante crível e até justificada, pois a mulher que ele amava o trocou por outro, que simplesmente "arruinou" todos os seus planos de uma família feliz com a plebeia. Um clichê que deixou o perfil mais denso.

O comerciante, então, assumiu o posto de vilão da novela, usando até os poderes de uma bruxa (Brice - Bia Arantes) para reconquistar a ex e enfrentando Afonso. Ricardo Pereira vem se destacando, transmitindo todo o ressentimento do personagem (impulsionado pelo ódio) sempre que surge em cena.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Escalado para melhorar "Deus Salve o Rei", Ricardo Linhares não tem nenhum sucesso para chamar de seu

A atual novela das sete da Globo não vem dando os resultados de audiência que a emissora almejava. Afinal, houve um grande investimento em "Deus Salve o Rei" e uma campanha que nenhuma outra novela teve. Porém, a trama está longe de ser um fracasso. Tem alcançado em torno de 25 pontos no Ibope, cerca de 3 pontos a menos que o sucesso "Pega Pega" e praticamente o mesmo índice da elogiada "Rock Story". A verdade que é o caso da insossa novela sobre o roubo ao Carioca Palace foi uma exceção. O ''normal'' é a faixa atingir mesmo os números que o enredo medieval vem dando ou então uns 2 pontos a mais quando o folhetim está com muito êxito. Porém, já começaram a intervir no roteiro de Daniel Adjafre, dirigido por Fabrício Mamberti.


Alguns capítulos foram reescritos para dar mais dinamismo no enredo, procurando focar apenas nos conflitos de Amália (Marina Ruy Barbosa), Afonso (Rômulo Estrela), Catarina (Bruna Marquezine), Rodolfo (Johnny Massaro) e Lucrécia (Tatá Werneck), dispensando o foco em situações paralelas. Até então eram mudanças aparentemente pontuais e até naturais, pois a história da novela realmente carece de maiores acontecimentos e muitas vezes se mostra modorrenta. Não é uma trama ruim, mas apresenta problemas no desenvolvimento, expondo uma ausência de dramas convidativos. Bastaria uma alteração em torno do núcleo central, promovendo mais viradas.

No entanto, a situação se mostrou mais ''grave'' do que se imaginava. Isso porque Silvio de Abreu (responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo) colocou Ricardo Linhares para interferir em "Deus Salve o Rei" e não se sabe o quanto que o escritor mexerá no roteiro de Adjafre. O grande mistério nisso tudo é a insistência em selecionar Ricardo para "salvar" folhetins problemáticos.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ótimo como Afonso em "Deus Salve o Rei", Rômulo Estrela prova que está pronto para novos protagonistas

Tempos atrás, a Globo adotava um esquema de 'descanso de imagem' no seu elenco. Ou seja, atores que concluíam o trabalho em um novela raramente emendavam em outra. Porém, já há alguns anos isso acabou em virtude da economia. Afinal, ter vários atores recebendo sem trabalhar é bastante custoso. Então, agora quase todos vivem sendo requisitados para várias séries e folhetins, independente de imagem 'desgastada'. O resultado, obviamente, é um certo cansaço do público em ver sempre os mesmos rostos no ar. Por isso é importante a aposta em caras novas e ver Rômulo Estrela protagonizando "Deus Salve o Rei" pode ser enquadrado nesse exemplo.


Claro que ele não é um rosto novo. Estreou fazendo uma pequena participação em "Da Cor do Pecado", em 2004, na Globo, e fez várias novelas da Record ---- "Essas Mulheres" (2005), "Os Mutantes" (2008), "Bela, a feia" (2010), "Rei Davi" (2012) e "Balacobaco" (2012). Porém, o ator já estava merecendo um papel de maior importância desde que voltou para a Globo em "Além do Horizonte", problemática novela das sete exibida em 2013. Após bons desempenhos em produções da emissora dos bispos, ele conseguiu mostrar talento nas pouquíssimas cenas que fez nessa trama. E a certeza de sua capacidade se deu em "Além do Tempo", em 2015, quando viveu o interesseiro Roberto nas duas fases do primoroso folhetim de Elizabeth Jhin.

Um ano depois, Rômulo também se destacou em "Liberdade, Liberdade", mesmo em mais um papel pequeno. Era o assustador Gaspar, temido traficante de escravos na obra de Mário Teixeira. E em 2017, o ator brilhou na pele do Chalaça, fiel escudeiro de Dom Pedro, em "Novo Mundo", escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão. Era outro coadjuvante, mas nem isso impediu o intérprete de se destacar.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Morte de Demétrio comprova o descaso de "Deus Salve o Rei" com os atores veteranos

Há pouco mais de dois meses no ar, "Deus Salve o Rei" vem se mostrando uma novela caprichada e com uma superprodução. Os figurinos e cenários são de encher os olhos. A história, no entanto, ainda não disse a que veio. Foram poucos os acontecimentos relevantes até então, mas ainda há potencial para render bastante, vide a recente guerra exibida. Já o outro problema da novela de Daniel Adjafre, que merece uma maior atenção, é o elenco. São poucos personagens, exigindo demais dos principais, ocasionando em uma inevitável repetições de conflitos. E essa quantidade insuficiente acaba implicando em uma quase ausência de veteranos.


Dá para contar nos dedos de uma só mão os intérpretes mais experientes da trama das sete da Globo. E um dos poucos era Tarcísio Filho, que vivia o íntegro Demétrio, fiel escudeiro do Rei Augusto (Marco Nanini). O personagem foi assassinado durante uma emboscada de Catarina (Bruna Marquezine), aproveitando a guerra entre os reinos de Artena e Montemor. A saída dele deixou o elenco ainda mais escasso de veteranos, além de terem retirado um dos perfis mais promissores do enredo.

Era um prazer ver Tarcísio de volta aos folhetins e com um papel aparentemente atrativo. O ator protagonizava boas cenas com Marco Nanini e o personagem tinha tudo para desmascarar Catarina mais adiante, provocando uma boa virada no roteiro. Essa morte não foi nem um pouco significativa para o andamento da trama e pareceu gratuita, reforçando o descaso do autor com os intérpretes mais velhos.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

No ar em "Carinha de Anjo" e "Deus Salve o Rei", Bia Arantes tem sua versatilidade explorada

Em virtude das constantes repetições de elenco em novelas, acaba sendo natural ver determinado ator ou atriz em mais de uma produção no ar. Ainda mais com tantas tramas sendo reprisadas. No entanto, Bia Arantes se enquadra em um raro exemplo: ela está no ar em dois folhetins inéditos, em emissoras diferentes, e protagonizando um deles. É a doce Cecília em "Carinha de Anjo", no SBT, e a misteriosa Brice, em "Deus Salve o Rei", na Globo. 


A novela infantil do SBT é um dos maiores sucessos da emissora, mantendo uma média de 10,4 pontos, deixando a Record em terceiro lugar. Já está no capítulo 318 e seu encerramento está previsto para maio. Ou seja, ainda tem muitos outros pela frente. Há mais de um ano no ar, a trama escrita por Leonor Corrêa está toda gravada e encerrou os trabalhos da equipe no final de 2017. Bia ganhou de presente a mocinha do enredo e se destacou logo no início, fazendo jus ao protagonismo. 

A amorosa Cecília era a noviça mais amada pelas crianças e criava Dulce Maria (Lorena Queiroz) como filha. Com o tempo, acabou se envolvendo com Gustavo (Carlo Porto), pai da menina que tanto ama, e largou a vida que havia escolhido para ela. Desistiu de ser freira e resolveu ser feliz ao lado da ''carinha de anjo'' e do seu amor.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Rosamaria Murtinho fez uma breve, mas marcante participação em "Deus Salve o Rei"

A nova novela das sete da Globo mal estreou, mas já é visível a qualidade dos figurinos e cenários, além da fotografia deslumbrante. "Deus Salve o Rei", escrita por Daniel Adjafre e dirigida por Fabrício Mamberti, ainda tem o trunfo de um bom elenco escalado, sendo necessário fazer uma menção especial nesse começo de história: a luxuosa participação de Rosamaria Murtinho interpretando a rainha Crisélia.


A grande atriz estava afastada das novelas desde "Amor à Vida", em 2013, quando viveu a interesseira Tamara. Esse retorno, cinco anos depois, foi mais do que bem-vindo, principalmente porque valorizou seu imenso talento. A rainha de Montemor foi uma das figuras centrais do início do enredo e peça fundamental da trama em torno dos herdeiros do trono, os príncipes Afonso (Rômulo Estrela) e Rodolfo (Johnny Massaro), netos da toda poderosa.

A personagem foi a primeira a aparecer na estreia da novela e seu discurso para os súditos, falando sobre a chegada da água em Montemor, expôs a altivez daquela forte mulher. Porém, logo a trama exibiu os delírios de Crisélia, que sofria de Mal de Alzheimer em uma época que a doença sequer era imaginada.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

De um capricho impressionante, "Deus Salve o Rei" tem belíssima estreia

"Desde sempre, uma escolha diz o que você vai ser e o que vai viver. Uma escolha diz o que você terá e o que não terá. Uma escolha diz o que virá para o seu destino e para o seu reino. Desde sempre, você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você". Baseada nesta premissa ---- narrada em um criativo teaser mesclando várias épocas ----, "Deus Salve o Rei" estreou nesta terça-feira (09/01), substituindo o sucesso "Pega Pega", após uma intensa divulgação da Globo através de inúmeras chamadas e ações em mídias sociais sobre a nova produção das sete.


A novela é escrita pelo estreante Daniel Adjafre (em seu primeiro folhetim como autor titular, após vários trabalhos como colaborador na televisão e filmes em seu currículo) e dirigida por Fabrício Mamberti, idealizadores do ousado projeto, que quebra uma longa sequência de enredos contemporâneos em uma faixa quase sempre destinada a comédias leves. A última produção de época das 19h foi a fracassada "Bang Bang", em 2005, que não deixou boas lembranças para a Globo. Talvez por isso mesmo a emissora tenha investido tanto em divulgação na nova empreitada, fazendo de tudo para o grande público ser conquistado pela história medieval.

Tanto que pela primeira vez várias ações com fãs foram realizadas, cerca de três meses antes da estreia, já com o intuito de promover o enredo e apresentar a sinopse, além dos trabalhos gráficos em torno dos efeitos especiais e afins. Outro evento inédito foi a pré-estreia de "Deus Salve o Rei" em vários cinemas ao redor do país, realizada na segunda-feira, dia 8, e exibida para convidados especiais.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que a televisão reserva para o telespectador em 2018?

Embora todo mundo espere e torça, o ano de 2018 não será muito diferente de 2017 em relação ao momento que o país vive. Portanto, a televisão terá que manter cautela e não abusar muito dos gastos excessivos. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar produtos de qualidade no ano que passou. E, por tudo o que vem sendo anunciado e noticiado, a Globo seguirá como a maior investidora, por razões óbvias, e as demais economizarão bastante nos próximos doze meses. Ou seja, é provável que a líder domine ainda mais em 2018, principalmente por estar ousando em produções exclusivas da Globo Play. Vejamos o que o público pode esperar.






"Deus Salve o Rei":
A novela de Daniel Adjafre (estreando como autor solo), dirigida por Fabrício Mamberti, terá um clima medieval e as chamadas impressionam. A produção caprichada se evidencia em cada cena e a proposta é bem ousada para a faixa das sete, após tantas novelas leves e contemporâneas. Protagonizada por Marina Ruy Barbosa, Rômulo Estrela e Bruna Marquezine, a trama parece promissora e tem clima de superprodução. Estreia dia 9 de janeiro.



"Treze Dias Longe do Sol":
A minissérie de dez capítulos, escrita por Luciano Moura e Elena Soarez, já está toda disponibilizada na Globo Play e a trama é excelente. Tendo como inspiração a queda de construções aparentemente bem-sucedidas, como o Edifício Palace II, por exemplo, o enredo se desenvolve em três ângulos angustiantes e explora o melhor e o pior do ser humano. O que fazer quando tudo o que você tem desmorona? Selton Mello, Carolina Dieckmann, Débora Bloch e Fabrício Boliveira estão perfeitos, assim como quase todo o elenco escalado.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Deus Salve o Rei": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima novela das sete da Globo é difícil porque manter os elevados índices de audiência de "Pega Pega" é quase impossível. Isso porque a trama que está chegando ao fim é um caso atípico. Superou as nove produções antecessoras, obtendo uma média que não era vista desde o fenômeno "Cheias de Charme", em 2012 ---- ainda que a repercussão seja nula e a história de Cláudia Souto não faça jus a esses números. Mas, se conseguir ao menos não derrubar em mais de dois pontos já é um mérito. E a proposta do novo folhetim é ousada para a faixa.


Ao contrário da atual produção, que aposta em tudo o que o horário das sete costuma ter, o enredo de Daniel Adjafre (que estreia como autor solo) é medieval, abordando reinos e romances entre plebeus e nobres. Apresentar uma novela de época nessa faixa é incomum e a última tentativa fracassou (vide o fiasco de "Bang Bang" em 2005). Entretanto, o capricho de "Deus Salve o Rei" é impressionante e as chamadas ---- assim como o clipe que pode ser visto aqui ---- prometem uma história clássica, repleta de cenas de ação e efeitos especiais. A música tema da trama também conquista facilmente através da voz doce de Aurora, cantando "Scarborouch Fair".

A premissa se baseia no acordo entre os fictícios reinos de Artena e Montemor. O primeiro é rico em água e o segundo em minério de ferro. Em troca do fornecimento de água de Artena, Montemor oferece minério. Tudo segue em paz por anos, mas o acordo acaba abalado com a morte de Crisélia (Rosamaria Murtinho), rainha de Montemor, avó de Afonso (Romulo Estrela). O íntegro rei Augusto (Marco Nanini), pai da maquiavélica Catarina (Bruna Marquezine), tentará manter a paz, mas a filha será o maior empecilho.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Deus Salve o Rei": visita aos Estúdios Globo

Em janeiro de 2018, a Globo vai estrear uma novela medieval em pleno horário das sete, após uma longa sequência de tramas contemporâneas na faixa. Para apresentar o trabalho da equipe de caracterização e produção de arte, a emissora me convidou (juntamente com outros blogueiros e alguns fãs) para conhecer a cidade cenográfica nos Estúdios Globo (antigo Projac) e o processo de criação desse novo produto ---- na página do blog no Facebook há 113 fotos disponíveis.


Como se nota, a antecipação é grande. A emissora vem se organizando cada vez mais no processo de produção das novelas e quanto mais trabalhoso é um folhetim, mais cedo ele começa a ser preparado. Como se trata de um enredo de época e rico em detalhes, a construção da cidade cenográfica começou em março desse ano, logo depois da aprovação da sinopse de Daniel Adjafre, que estreia sua primeira trama como autor solo, após anos colaborando com outros escritores.

Alguns integrantes da equipe de Mídias Sociais da Globo apresentaram para os convidados o logo da novela e exibiram um vídeo expondo o trabalho dos diretores, cenógrafos e todos os envolvidos na produção da trama, incluindo o autor, em cima da elaboração desse desafio. Sim, a palavra 'desafio' foi repetida inúmeras vezes por eles.