Mostrando postagens com marcador Dom Pedro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dom Pedro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Reprise de "Novo Mundo" em 2020 merecia o mesmo sucesso de 2017

A Globo teve uma estratégia bem pensada para as suas reprises durante a pandemia do coronavírus que implicou no término das gravações de todas as produções inéditas na teledramaturgia. "Fina Estampa" e "Totalmente Demais" foram escolhidas por conta da elevada audiência e sucesso popular. No caso do folhetim das sete, somado a um conjunto de qualidades que faltou no enredo péssimo das nove. Já "Malhação - Viva a Diferença" e "Novo Mundo" a questão dos ótimos índices também fizeram a diferença, mas houve uma preocupação a mais: o lançamento das "continuações". O seriado adolescente terá um spin-off chamado "As Five" na Globoplay, em novembro, enquanto o caso da trama das 18h será no canal aberto com o título de "Nos Tempos do Imperador", em 2021. E a produção das seis foi primorosa.


O folhetim que fez um grande sucesso em 2017 não repetiu o mesmo êxito na reexibição. Mas a produção foi uma escolha acertada da emissora para preparar o público para a saga sobre Dom Pedro II (Selton Mello) que contará com alguns personagens de "Novo Mundo", como Licurgo (Guilherme Piva), Germana (Vivianne Pasmanter), Quinzinho (Theo de Almeida) e a filha de Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede), citando apenas os mais importantes. Alessandro Marson e Thereza Falcão são os autores das duas novelas e a chance de repetirem os acertos vistos na atual reprise é bem elevada. Até porque não é uma continuação explícita. Quem não viu a obra anterior não terá problemas em entender o novo enredo.

No entanto, quem não viu "Novo Mundo" deveria ter aproveitado a oportunidade. A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe".

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Valeu rever a Proclamação da Independência do Brasil em "Novo Mundo"

A reprise ótima "Novo Mundo" está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados do enredo foi ao ar nesta segunda-feira (17/08) e na exibição original, em 2017, bem no dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores, há três anos, em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato. Obviamente, a precisão não foi se repetiu na reprise. Mas é apenas um detalhe. O grito de Dom Pedro (Caio Castro) foi arrepiante e conseguiu cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a reestreia da novela.

A emoção da sequência foi temperada já no capítulo anterior com a exibição da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sucesso de público e crítica, "Novo Mundo" foi uma novela primorosa

A novela das seis que marcou a estreia de Alessandro Marson e Thereza Falcão como autores titulares, após um longo tempo trabalhando como colaboradores (como do sucesso "Avenida Brasil", por exemplo), estreou no dia 22 de março e chegaria ao fim no dia 22 de setembro, ficando exatos seis meses no ar. Mas, "Novo Mundo" acabou terminando nesta segunda, dia 25, por causa da bobagem da nova estratégia da Globo em busca de mais audiência. E nem precisava. A produção fez um imenso sucesso de público e crítica, engrandecendo a faixa das 18h, após a fraquíssima "Sol Nascente".


A trama, dirigida com competência por Vinícius Coimbra, primou pelo capricho do primeiro ao último capítulo, mesclando contextos históricos com o folhetim tradicional, havendo espaço ainda para momentos de pura fantasia, remetendo aos clássicos da Disney, como "Piratas do Caribe". Os autores conseguiram juntar perfis que realmente existiram a outros meramente ficcionais com maestria, presenteando o telespectador com personagens bem construídos e conflitos convidativos, sem poupar história.

Isso porque a novela não teve barriga (período de enrolação, onde nada de relevante acontece), expondo a criatividade dos autores na elaboração de ótimas viradas ao longo do enredo. Claro que deslizaram em alguns pontos, como o já cansativo recurso do sequestro da mocinha no penúltimo capítulo ---- é um clichê, mas absolutamente todos os folhetins recentes da Globo vêm apresentando essa situação.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Proclamação da Independência em "Novo Mundo" arrepiou e honrou o momento histórico

A ótima novela das seis da Globo está em plena reta final. E uma das muitas qualidades da trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão foi a mescla de ficção com fatos históricos. Os autores foram muito habilidosos na construção de um folhetim clássico, tendo uma passagem importante da história do país como enredo central. E um dos momentos mais aguardados de "Novo Mundo" foi ao ar nesta quinta-feira, dia 7 de setembro: a declaração da Independência do Brasil.


Primeiramente, é preciso aplaudir a precisão dos escritores em colocar a cena justamente no dia que realmente aconteceu o fato, em pleno feriado. A coincidência calculada deixou o grito de Dom Pedro (Caio Castro) ainda mais arrepiante, conseguindo cercar esse momento emblemático com todo o clima necessário. Era um clímax bastante esperado, não apenas em virtude do contexto tão presente nos livros de história, como também pela trajetória do príncipe e da princesa que o público tem acompanhado desde a estreia da novela.

A emoção da sequência até pôde ser sentida no capítulo de quarta-feira (06/09), através da belíssima cena em que Leopoldina (Letícia Colin) ignorou as ameaças da Corte Portuguesa e assinou a separação do Brasil de Portugal. Nomeada princesa regente pelo marido, a respeitável mulher reuniu os ministros e, com o apoio deles e de José Bonifácio (Felipe Camargo), tomou a decisão mais importante da história do país.