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sábado, 22 de março de 2025

"Beleza Fatal" foi um novelão de 40 capítulos

 A primeira novela da Max, plataforma de streaming da HBO, estreou no dia 27 de janeiro, após muitos adiamentos e incertezas. As gravações dos 40 capítulos duraram por volta de sete meses e mesmo depois da finalização dos trabalhos não havia uma data certa para sua exibição. Chegou a ser anunciada para 2024, mas a produtora decidiu deixar para 2025. Nesta sexta-feira (21/03), foi exibido o último capítulo, após o esquema de 5 capítulos semanais disponibilizados toda segunda-feira --- estratégia quase igual a do Globoplay (a crítica seguir tem spoilers). 


Com criação e roteiro de Raphael Montes e direção geral de Maria de Médicis, a produção marca a aposta da Warner Bros.Discovery no gênero, sendo a primeira novela original nacional da plataforma na América Latina. "Beleza Fatal" traz no enredo uma história clássica de busca por justiça que se passa no agitado mundo da beleza e dos tratamentos estéticos. 

Sofia (Camila Queiroz) viu sua mãe ser presa injustamente por causa de sua tia Lola (Camila Pitanga). Acolhida pela amorosa família Paixão, liderada por Elvira (Giovanna Antonelli), que está sofrendo porque a filha Rebeca (Fernanda Marques) foi parar em um hospital e morreu, após uma cirurgia plástica mal sucedida, se unem na dor e indignação contra os culpados pelas suas tragédias.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Camila Pitanga, Giovanna Antonelli e Camila Queiroz honram o protagonismo de "Beleza Fatal"

 Apenas cinco capítulos restam para o fim de "Beleza Fatal", a primeira novela produzida pela Max, escrita por Raphael Montes e dirigida por Maria de Médicis. O autor provou que sabe fazer um bom folhetim, juntou todos os clichês amplamente vistos no gênero e escalou três atrizes de talento para protagonizá-lo: Camila Pitanga, Giovanna Antonelli e Camila Queiroz. 

Os nomes são muito conhecidos e queridos do grande público. Raphael tinha a responsabilidade de presenteá-las com excelentes personagens. A missão foi devidamente cumprida e agora o telespectador vem se deleitando com a performance de um trio que faz jus ao protagonismo da história. Inicialmente, houve uma impressão equivocada a respeito da importância da personagem de Giovanna no enredo, uma vez que as outras duas dominavam bem mais a narrativa. Porém, isso foi diluído ao longo dos capítulos e o equilíbrio de forças aconteceu. 

O início da produção é praticamente todo voltado para a figura de Lola (Camila Pitanga), que começa como uma secretária oportunista, vira cúmplice de um crime e logo depois comete um assassinato. Toda a sua volta por cima é dada com a desgraça de sua prima, mãe de Sofia (Camila Queiroz), que é convencida a ficar no lugar de Lola na cadeia. E Camila Pitanga aproveita todo o arco da sua vilã com uma maestria de dar gosto.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Camila Pitanga fez de Lola o maior acerto de "Beleza Fatal"

 A estreia de "Beleza Fatal" (no dia 27 de janeiro, na Max) mostrou que Raphael Montes, além de um ótimo escritor de livros e séries, também sabe fazer uma novela. O primeiro folhetim da plataforma de streaming da HBO, dirigido por Mária de Médicis, vem despertando atenção através de bons ganchos e muitos clichês típicos do gênero. E o maior acerto da trama vem sendo a carismática Lola, vilã vivida por Camila Pitanga. 


Lola é um perfil intrigante e multifacetado que encarna uma ambição desmedida, movendo-se entre o brilho encantador das redes sociais e os segredos obscuros escondidos sob a fachada de seu sucesso. E todos os segredos o público já descobre nos primeiros cinco capítulos que contam a primeira fase do enredo. De uma secretária sonhadora a uma poderosa empresária, Lola constrói seu império, a Lolaland, a maior clínica de estética do país, às custas de escolhas que colocam sua moralidade em xeque. 

Ao lado de Benjamin Argento (Caio Blat), a vilã projeta a imagem de uma vida perfeita, marcada por modernidade, luxo e virtude. No entanto, por trás da aparência impecável, manipulações, mentiras e até assassinatos se tornam ferramentas indispensáveis para manter o controle de tudo o que conquistou.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Entrevista com Camila Pitanga, a Lola de "Beleza Fatal"

 'Beleza Fatal' estreou na Max, plataforma de streaming da HBO, no dia 27 de janeiro e cinco capítulos foram disponibilizados. Nesta segunda, dia 3, mais cinco foram colocados para o público e será assim toda segunda-feira até o quadragésimo capítulo. Bati um delicioso papo com Camila Pitanga, que vem roubando a cena na pele da vilã Lola, e compartilho aqui com vocês. 


Como surgiu o convite para a Lola? Você aceitou imediatamente? Quem te chamou?

Camila Pitanga: "Aceitei imediatamente. Mônica Albuquerque (então diretora executiva da Warner Bros.Discovery) me chamou para a novela e eu tive um jantar com o Raphael (Montes, o autor), já impactada pela personagem, já entregue, e só pra dizer olhando no olho dele 'Óbvio que eu quero'. Agradecer ao presente, ao tesouro que ele estava me confiando. A Mônica que me levou para a WBD e ela que foi fiadora, junto com o Raphael, dessa aposta que a Max está fazendo, dessa grande aposta, dessa superprodução do Brasil para o mundo, que é 'Beleza Fatal'."

sexta-feira, 27 de março de 2020

Com final feliz e surpreendente, "Éramos Seis" se mostrou um remake irretocável

A produção de remakes costuma gerar controvérsias. Vale a pena mexer em um clássico? Afinal, tem releitura que fracassa, vide "Guerra dos Sexos" em 2012. Mas o caso de "Éramos Seis" era atípico. O romance de Maria José Dupré, de 1943, teve quatro versões de folhetins. Uma em 1958, na Record, outras duas em 1967 e em 1977, ambas na Tupi, e a até então última em 1994, no SBT. A mais lembrada e elogiada era a exibida pela emissora de Silvio Santos, protagonizada por Irene Ravache. Ironicamente, a Globo, maior produtora de novelas no mundo, ainda não tinha a sua versão. Será que o risco de produzir um quinto remake foi válido? A resposta é sim.


Angela Chaves foi escolhida por Silvio de Abreu ----- que escreveu juntamente com o saudoso Rubens Edwald Filho as versões de 1977 e 1994 da trama ----- para nova adaptação do clássico que já arrebatou vários leitores e telespectadores ao longo dos anos. A autora ainda é considerada uma ''novata", pois seu único folhetim como escritora principal foi "Os Dias Eram Assim", desenvolvido em parceria com Alessandra Poggi, exibido em 2017 na faixa das 23h. E a produção deixou muito a desejar. No entanto, passou com louvor no teste de elaborar uma nova "Éramos Seis".

O quinto remake transbordou qualidade. A escalação precisa do elenco foi a cereja do bolo. E o risco de exibir uma história baseada apenas em situações do cotidiano, sem vilanias ou grandes reviravoltas, era muito alto.

terça-feira, 24 de março de 2020

Nicette Bruno e Irene Ravache engrandecem última semana de "Éramos Seis"

A última semana de "Éramos Seis" tem honrado todas as qualidades que o remake tão bem escrito por Angela Chaves vem apresentando desde a estreia. A quinta adaptação da obra de Maria José Dupré prova como o romance tão triste sobre a dura vida de uma matriarca é atemporal e sempre envolve quem assiste ou lê. Para coroar a trama tão emocionante, duas participações para lá de especiais engrandeceram a história em plena reta final: Nicette Bruno e Irene Ravache.


Nicette foi a Dona Lola do remake exibido na TV Tupi, em 1977. A grande atriz fazia par com o saudoso Gianfrancesco Guarnieri, intérprete do rígido Júlio. Já Irene Ravache é a Lola mais lembrada pelo grande público. A intérprete deu um show na adaptação produzida pelo SBT em 1994, ao lado de Othon Bastos (Júlio), e comoveu o telespectador em um dos poucos folhetins da emissora de Silvio Santos que realmente fez um grande sucesso. Nada mais justo do que homenageá-las na atual versão da Globo, onde a Lola da vez é vivida pela maravilhosa Glória Pires.

Vale lembrar que as duas veteranas sempre estiveram nos planos da autora e do diretor Carlos Araújo, mas infelizmente não puderam ficar no elenco fixo. Nicette tinha acabado de participar de "Órfãos da Terra", novela anterior e problemática, enquanto Irene precisou se afastar, após o término de "Espelho da Vida", para cuidar de um problema no quadril.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Casal formado por Lola e Afonso é uma agradável surpresa de "Éramos Seis"

A atual novela das seis da Globo, em plena reta final, tem feito por merecer vários elogios. E não chega a ser uma surpresa. "Éramos Seis" é uma história querida pela grande maioria do público. O romance de Maria José Dupré (1898 - 1984) rendeu vários remakes. Esse é o quinto. Mas Angela Chaves já mostrou que não seguiu a trama exibida no SBT, em 1994, fielmente. No início, foram pequenas alterações, como um maior números de atores negros no elenco para aumentar a representatividade e uma ligeira mudança na personalidade submissa de Dona Lola (Gloria Pires). A mexida mais significativa do roteiro se deu com um novo amor para a protagonista.


A matriarca da família Lemos nunca se colocou em primeiro lugar na vida. Sempre viveu em função do marido e dos quatro filhos. A morte de Júlio (Antônio Calloni), de acordo com as produções passadas, deixa a situação econômica da família em estado crítico e a dedicação daquela mãe fica ainda maior. A autora não alterou uma das maiores viradas da história. Tudo isso continua. Porém, agora Lola vê uma chance para amar novamente. Isso porque sua relação com Seu Afonso (Cássio Gabus Mendes) fica ainda mais forte, principalmente depois que viram sócios no negócio da venda de doces caseiros. 

Ao contrário das versões passadas, o clima entre os personagens sempre existiu no atual remake. Na trama do SBT, que serve como base para a produção da Globo, o dono da venda era vivido pelo saudoso Umberto Magnani e tinha uma importância muito menor, mesmo tendo protagonizado os conflitos iguais com a companheira egoísta e o afastamento da querida filha --- a única diferença é que as duas não eram negras e nem da Bahia e, sim, espanholas.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Gloria Pires tinha que ser a quinta Lola de "Éramos Seis"

"Éramos Seis" é um sucesso atemporal. O fato do romance de Maria José Dupré, lançado em 1943, estar em sua quinta adaptação e seguir arrebatando o público é a prova. Gessy Fonseca foi a primeira Dona Lola, na trama da Record em 1958. Cleyde Yáconis viveu a matriarca no remake da Tv Tupi em 1967 e Nicette Bruno na mesma emissora em 1977. Já Irene Ravache é a atriz mais lembrada na pele da personagem em virtude do sucesso do remake do SBT, exibido em 1994. Agora chegou a vez de Glória Pires dar vida ao papel.


A atriz vive um de seus melhores momentos na carreira na versão produzida pela Globo. A sua Lola é ao mesmo tempo semelhante e totalmente diferente das anteriores. Gloria conseguiu manter a essência da marcante personagem, mas aproveitou as suaves mudanças no texto escrito por Angela Chaves para dar uma nova identidade a essa forte e sofrida mulher. A passividade não é tão preponderante agora e o flerte com Afonso (Cássio Gabus Mendes) permitiu um toque de 'conto de fadas' jamais vista nas outras versões.

Embora sejam bem maduros, os personagens parecem viver aquela descoberta do primeiro amor tão comum em livros da Disney. Lola entrou em um inferno astral após a morte do marido Júlio (Antônio Calloni), mas viu um sopro de esperança em sua vida quando começou a perceber o que sentia pelo dono da venda que tanto a ajudava ao longo dos anos. Gloria e Cássio são parceiros de longa data e novamente esbanjam sintonia em cena.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Morte de Carlos promove aguardada virada e comove em "Éramos Seis"

"Éramos Seis" é a melhor novela no ar atualmente. O quinto remake do romance de Maria José Dupré vem proporcionando uma avalanche de emoções no público, honrando esse drama tão triste e envolvente que marcou tantas gerações. Angela Chaves fez algumas mudanças bem evidentes na história, mas a essência segue a mesma e bem ligada ao enredo exibido pelo SBT em 1994. E uma das viradas mais aguardadas era a morte de Carlos (Danilo Mesquita), exibida nesta sexta-feira (07/02) em um capítulo dilacerante.


O filho mais velho e querido de Dona Lola (Glória Pires) tem uma morte mais dolorosa no livro da escritora. Infeliz em seu trabalho e vivendo uma vida que jamais desejou, o rapaz acaba desenvolvendo a mesma úlcera que vitimou seu pai, Júlio (Antônio Calloni). Mas Silvio de Abreu e o saudoso Rubens Edwald Filho criaram uma morte bem mais impactante no remake do SBT e colocaram o jovem para morrer durante o primeiro grande movimento que culminou da Revolução Constitucionalista de 1932. Um final heroico e forte.

Angela quis manter a ótima ideia dos autores e valeu a pena. Toda a sequência da manifestação dos paulistas contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas arrepiou e a direção precisa de Carlos Araújo mais uma vez sobressaiu. O trabalho do diretor está impecável na novela.